Crime foi motivado por ciúmes, apurou investigação desencadeada pela Polícia Civil local. Bombeiros procuram cabeça da vítima no Rio Panduí.
Por meio de um trabalho rápido e eficiente de investigação a Polícia Civil local identificou e prendeu, no decorrer desse domingo, dia 14, um casal, uma mulher de 27 anos e um homem de 19 anos, acusado de matar e decapitar um jovem indígena, fato ocorrido do final da tarde desse sábado, 13 de abril na comunidade indígena Aldeia Amambai, em Amambai.
A vítima, Josué Areve Martins, de28 anos, teve a cabeça e os braços decepados do corpo em um crime bárbaro, segundo apurou a Polícia Civil, motivado por ciúmes.
Depois de decaparem o jovem, os autores teriam jogado a cabeça do rapaz no Rio Panduí, localizado aos fundos da Aldeia Amambai.
Após levantar essas informações sobre o possível local da desova da cabeça de Josué, a delegada plantonista, Dra. Alana Tíssia, que atual nas investigações do caso, solicitou apoio do Corpo de Bombeiros para realizar as buscas.
Os trabalhos de busca pela cabeça, que foram prejudicados pelo grande volume de chuva que caiu em Amambai e região, fazendo aumentar o volume e deixando a água barrenta, foram iniciados na tarde desse domingo, interrompidos no início da noite e serão retomados na amanhã desta segunda-feira, dia 15 informou o Corpo de Bombeiros a reportagem do grupo A Gazeta.
Segundo a delegada, Dra. Alana Tíssia, o trabalho da perícia criminal desenvolvido por profissionais lotados na Unidade Regional de Perícia e Identificação de Amambai, que atua no caso vai concluir a apuração da possível mecânica e o instrumento utilizado para a prática do crime.
O quantitativo de crimes envolvendo uso com arma de fogo tem impacto significativo nas grandes cidades, em especial nos estados fronteiriços, como é o caso do Mato Grosso do Sul. Diante disso, destaca-se o papel da Polícia Científica na resolução desses casos em nosso Estado. Só no ano de 2023, na Capital, a Polícia Científica executou exames periciais em 816 armas de fogo, 9.467 munições e 1.384 elementos relacionados, como estojos, esferas de chumbo e pólvora.
Desde janeiro até o presente momento, o NBF (Núcleo de Balística Forense) realizou uma série de exames, 319 no total, que abrangem desde a eficiência de armas e munições até confrontos microbalísticos e descrições detalhadas de armas e elementos de munição. Dentro da Polícia Científica o NBF se apresenta como grande aliado da Justiça, por desvendar os enigmas por trás dos crimes mais complexos, graças aos seus servidores capacitados e uso de tecnologia avançada.
A perita criminal e chefe do núcleo, Karina Rebulla Laitart, ressalta a importância desse trabalho especializado. “Dentre todos os exames realizados pelo Núcleo de Balística Forense, a microcomparação balística sem dúvidas é o que exige maior atenção dos peritos criminais. Esse exame nos permite afirmar, por exemplo, se um projétil ou estojo de munição coletado no local do crime partiu (ou não) de uma determinada arma suspeita”.
Emerson Lopes dos Reis, diretor do Instituto de Criminalística, destaca que é “através do nosso trabalho que os peritos criminais conseguem conectar investigações, utilizando a análise balística para identificar autores em diferentes cenas de crime, por exemplo”.
Casos práticos
Um exemplo recente do impacto do trabalho do Núcleo de Balística Forense foi um caso em Chapadão do Sul. Os exames balísticos realizados confirmaram que a arma encontrada com o indivíduo em questão foi a mesma utilizada em um crime anterior na região. Essa confirmação foi essencial para as investigações, ajudando a esclarecer o caso e a contribuir para a aplicação da Justiça.
Além de analisar armas de todos os tipos, inclusive as de grosso calibre, a Polícia Científica frequentemente se depara com situações envolvendo simulacros, objetos que imitam armas de fogo, e outras armas dissimuladas, como uma caneta que, apesar de parecer inofensiva, revelou-se uma arma de fogo funcional.
Esses exemplos destacam a importância do trabalho meticuloso realizado pelos peritos criminais na identificação e elucidação de crimes relacionados ao uso de armas de fogo.
Sinab e equipamentos modernos
Recentemente, a Polícia Científica, por meio da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública), adquiriu uma câmara de recuperação de projéteis. Esse equipamento moderno facilita o trabalho dos peritos criminais na coleta de evidências, permitindo a recuperação e análise de projéteis de forma mais eficiente.
Além disso, dentro do Núcleo de Balística Forense, a Polícia Científica do Mato Grosso do Sul conta com uma ferramenta de grande importância: o Sinab (Sistema Nacional de Análise Balística). Desde 2023, quando passou a integrar esse sistema, o Estado fortaleceu sua capacidade de investigação, contribuindo significativamente para o combate aos crimes cometidos com o uso de armas de fogo.
Este novo projeto, estabelecido pelo Decreto nº 10.711/2021, visa integrar todas as unidades da Federação e a Polícia Federal por meio de um sistema que compara elementos de munição relacionados a crimes armazenados no Banco Nacional de Perfis Balísticos. Essa iniciativa busca fornecer informações essenciais para investigações criminais, ajudando a esclarecer a autoria e correlacionar crimes cometidos com a mesma arma de fogo.
Participação em teste de controle de qualidade do Sinab
No final de março, a Polícia Científica do Mato Grosso do Sul participou do primeiro teste de Controle de Qualidade do Sinab, evento importante para a verificação da eficácia do sistema. A etapa, conhecida como Verificação Nacional de Qualidade, envolveu todas as 40 centrais do SINAB, incluindo o Núcleo de Balística Forense da Polícia Científica.
O teste visava identificar discrepâncias nos equipamentos e operações entre as centrais do Sinab. A Polícia Científica concluiu o teste sem intercorrências, esperando um resultado positivo para fortalecer ainda mais a análise balística.
Maria Ester Jardim Rossoni, Comunicação Polícia Científica Fotos: Maria Ester Jardim Rossoni
Iniciativa conjunta entre Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) e Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) dará início a operação para combater as fraudes em ligações de rede de água no Estado. Com início previsto para maio, a força-tarefa terá como ponto de partida Corumbá, que registra o maior índice de perdas de água em Mato Grosso do Sul.
Considerada a maior fonte de desperdício de água nos sistemas de abastecimento, a ligação clandestina – popularmente conhecida como ‘gato’ – é a forma comumente encontrada por alguns consumidores para ter acesso ao fornecimento de água sem a devida cobrança legal.
De acordo com o gerente da unidade regional de Corumbá, Marcos Martins, o índice de perdas de água na região, devido os conhecidos ‘gatos’, chega aos alarmantes 72%.
Atento à Lei do Marco Regulatório do Saneamento, que estabelece penalidades aos municípios que não se adequar à redução das perdas, o diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, decidiu buscar apoio institucional da Sejusp com objetivo de envolver a atuação da Polícia Civil na operação a ser deflagrada nas 68 cidades atendidas pela empresa.
“A Sanesul já identificou que nossa perda é na grande maioria originária em fraudes. Assim, a empresa montou um programa com equipes exclusivas de combate a fraude”, reforçou o gerente da unidade regional.
Pela legislação brasileira, a prática de fraudes nas ligações de redes de energia e água é crime, tipificado como furto. “Tínhamos dificuldades de alinhar ações conjuntas com a Polícia Civil, uma vez que precisamos registrar a ocorrência (notícia crime). Assim, uma articulação da Sanesul junto a Secretaria de Segurança e polícia civil de Corumbá esta possibilitando ação conjunta no combate a este tipo de crime”, acrescenta.
Treinamento
Como parte da operação, haverá treinamentos e uma série de atividades visando detalhar a abordagem nas residências onde forem constatadas esse tipo de fraude, entre outros elementos importantes a atuação conjunta envolvendo o poder público.
“Foi realizada uma palestra do delegado titular do cartório de roubos e furtos, objetivando passar aos nossos funcionários da Sanesul segurança jurídica e as possibilidades de ações da polícia no combate a esta tipificação penal. Além disso, os nossos funcionários terão uma reunião com os peritos policiais para troca de informações, especificamente, quando apresentaremos os modos corretivos de fraudes”, adianta.
“Com essa iniciativa, espera-se reduzir significativamente as perdas de água decorrentes de fraudes nas ligações, garantindo assim um serviço mais eficiente e justo para toda a população do estado de Mato Grosso do Sul”, afirma Renato Marcílio.
Crime prevê prisão
Com a alegação de estado de necessidade, esse tipo de fraude pode ocorrer de diversas formas e já são consideradas como prática criminosa passível de penalidades, inclusive de prisão.
Uma ligação clandestina é, portanto, facilmente identificável. A suspeita na queda do consumo do abastecimento de determinado imóvel ou as denúncias ao órgão são suficientes para que seja feita a fiscalização da ligação, que ocorre mais frequentemente em imóveis residenciais.
A Sanesul alerta que as fraudes implicam não apenas em penalidades, mas também o funcionamento do sistema de abastecimento do município, resultando em vazamentos, perda de pressão na rede, falta d’água, infiltrações e contaminação da rede pública.
Além disso, essas práticas ilegais contribuem para o encarecimento da tarifa de água, pois aumentam os custos de tratamento e distribuição, refletindo diretamente na cobrança ao consumidor.
Mulher, de 31 anos, teve seu celular furtado e ainda sofreu agressões físicas desferidas pelo seu companheiro, que não teve a identificação revelada, que ficou descontrolado devido ao ciúme. O caso aconteceu na noite desta sexta-feira (12), em um bar na cidade de Jardim – a 237 quilômetros de Campo Grande.
Segundo informações do site Jardim MS News, a vítima e o agressor estavam no estabelecimento e um conhecido da mulher a cumprimentou, o que despertou os ciúmes e causou raiva no companheiro.
Após o fato, ele arrastou a companheira até onde estacionou o veículo e passou a agredi-lá com socos no intuito de tirar satisfação sobre o que havia acontecido.
Ainda conforme o site, a mulher explicou que é casada com o agressor há dois anos, mas que houve casos de agressão no passado, porém, nunca denunciou, sendo essa a primeira vez. Após as agressões, o suspeito ainda furtou o celular da mulher, um iPhone 13.
A vítima passou por atendimento médico, onde foram constatadas lesões aparentes. Ela solicitou medidas protetivas de urgência e pretende representar criminalmente contra o autor.
O caso foi registrado como furto e violência doméstica.
A Polícia Civil, por intermédio da Delegacia de Eldorado, prendeu em flagrante, nesta quinta-feira, 11/04, cinco pessoas, por tráfico de drogas, associação e posse irregular de arma de fogo. Segundo apurado, a Seção de Investigações Gerais (SIG) elaborou relatório com informação de locais onde ocorria comércio de substância entorpecente (maconha, crack, pasta base e cocaína).
De posse dessas informações, foi representado pela busca e apreensão nos endereços, o que foi deferido pelo poder judiciário, com manifestação do Ministério Público. Diante disso, foi deflagrada operação para cumprimento dos mandados.
No endereço dos investigados foram encontradas drogas, além de 1 revólver e 2 simulacros. Em uma das residências foi encontrado quase 1/2 kg de cocaína. A ação policial contou com apoio das Delegacias de Mundo Novo, Iguatemi, Itaquiraí e 1º DP Naviraí.
No primeiro dia de operação, o drone de fiscalização do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (BPMTran) flagrou 187 infrações de trânsito em Campo Grande.
Destas, 85 eram referentes a avançar o sinal vermelho, infração considerada grave, com multa no valor de R$ 293,47 e sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH); 62 por falta de uso de segurança, também considerada infração grave, com multa de R$195,23 e mais cinco pontos na carteira de habilitação; e 40 por uso de aparelho celular na condução, com multa no valor de R$ 130,16 e mais 4 pontos na carteira de motorista.
O sistema, implementado na última segunda-feira (8), já vinha sendo testado em blitz educativas durante a última semana, msa só a partir desta semana as multas começaram a ser efetivamente aplicadas.
De início, o monitoramento aéreo será realizado nas seguintes vias da Capital:
Avenida Fernando Correa da Costa
Avenida Afonso Pena com a avenida Duque de Caxias
Avenida Duque de Caxias com a Presidente Vargas
Rua Pedro Celestino com a avenida Mato Grosso
Rua das Garças antes da Padre João Crippa
Rua Abrão Julio Rahe
Rua Rio Grande do Sul com a rua Piratininga
Rua Pernambuco
Rua Rodolfo José Pinho
Rua Piratininga
Rua Ludio Martins Coelho
Em entrevista ao Correio do Estado, o Comandante do BPMTran, Carlos Augusto Regalo, explicou que a nova medida de fiscalização será feita apenas em avenidas e ruas que já possuem a indicação por meio de placas da câmara de videomonitoramento.
“O uso do drone como equipamento de fiscalização de trânsito só pode ocorrer em vias em que exista a placa informando sobre a fiscalização através de videomonitoramento. As principais avenidas da Capital já possuem essa sinalização, mas a ideia é que os principais corredores dos bairros também possam ter esse tipo de sinalização para que possamos expandir o alcance da fiscalização”, informou o comandante do BPMTran.
Fonte: Correio do Estado – Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado