No dia 19/05, durante a realização da Operação Protetor dos Biomas, os Policiais Ambientais de Bonito realizaram um bloqueio na rodovia 178, próximo à fazenda Ipê, com o apoio de uma equipe da 1ª Companhia Independente de Polícia Militar.
Durante a abordagem de um veículo Ford/Ecosport cinza, ocupado por quatro indivíduos, os policiais notaram sinais de nervosismo, o que levantou suspeitas. Ao efetuarem uma busca no interior do veículo, encontraram uma espingarda calibre .22. Ao questionarem sobre a presença de mais armas, o proprietário admitiu que no porta-malas havia mais duas espingardas do mesmo calibre, além de um animal silvestre da espécie Cateto abatido. Dois dos ocupantes do veículo se identificaram como proprietários das armas e assumiram a responsabilidade pelo abate do animal.
Diante disso, foram detidos, autuados administrativamente e multados em R$ 500,00 cada, por caça ilegal e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Os infratores foram conduzidos à Delegacia de Polícia Civil, juntamente com as armas e o animal abatido, para as providências legais cabíveis.
É importante ressaltar que a prática de caça é proibida em todo o território nacional, conforme a Lei de Crimes Ambientais
Policiais e bombeiros de Mato Grosso do Sul permanecem em terras gaúchas junto com representantes de outros estados no atendimento que inclui buscas, resgates, distribuição de alimentos e remédios.
Em cidades como Rocas Sales, bombeiros sul-mato-grossenses procuram vítimas das enchentes com a ajuda de um drone e da cadela farejadora Laika, da raça pastor holandês. Entre os desaparecidos estão seis pessoas de uma mesma família.
Imagens feitas pela equipe mostram como o trabalho está sendo feito em um local devastado pelos alagamentos. O grupo, que saiu de Campo Grande na segunda-feira (12), conta com especialistas em salvamento terrestre, aquático e de altura.
Nesta quinta-feira (16) retorna a Campo Grande a primeira equipe de bombeiros de Mato Grosso do Sul enviada para ajudar no atendimento às vítimas da pior tragédia climática do Rio Grande do Sul. Desde a chegada à cidade de São Leopoldo, os militares fizeram 613 salvamentos e outras 512 ações humanitárias.
Outras duas equipes dos bombeiros de MS permanecem no Estado gaúcho, assim como um helicóptero da Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública) usado por policiais militares que já fizeram 114 resgates de pessoas e animais, além do transporte de marmitas (1.350), outros alimentos (1.750 kg), garrafas de água (2.050), cobertores e medicamentos.
Doações
No início da semana 15 mil cobertores doados para o Estado gaúcho saíram de Campo Grande em voos comerciais. Todo o trabalho de transporte foi organizado pelo Corpo de Bombeiros e pela Defesa Civil Estadual.
A população também pode ajudar as vítimas com doações. Todas as escolas da Rede Estadual e unidades das forças de segurança de Mato Grosso do Sul, como Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar, os campi da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), o Centro de Convenções Albano Franco e o edifício da Fiems estão arrecadando alimentos não perecíveis, produtos de higiene e de limpeza, água mineral, roupas de cama e banho e roupas e calçados em bom estado.
Danielly Escher, Comunicação Governo de MS Fotos: Divulgação/CBM
Uma loja de ferramentas foi alvo dos bandidos e teve diversos materiais furtados na madrugada desta quarta-feira (15), na Avenida Guaicurus, em Campo Grande.
Segundo informações da 6ª Companhia da Polícia Militar, o carro utilizado no crime, um Chevrolet Corsa, ano 2002, é objeto de furto.
A loja, que fica no Bairro Universitário, próxima a BR-163, ficou totalmente destruída, tendo a vidraça quebrada e prateleiras danificadas.
Imagens de câmera de segurança registraram a ação dos dois criminosos. Eles estacionam o veículo, um deles estoura a porta de vidro e os dois entram para pagar os materiais de dentro do estabelecimento.Um deles usa máscara, touca na cabeça e luvas para não ser identificado, já o outro não se preocupa e mostra o rosto nas câmeras.
O prejuízo ainda não foi calculado e não se sabe de algum dos envolvidos foi preso.
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) recuperaram, na tarde desta terça-feira (14), uma Fiat Fiorino de cor branca carregado com 331,7 quilos de maconha, mais 20,2 quilos de skank.
Os militares realizavam um patrulhamento ostensivo e preventivo por uma estrada vicinal próximo da reserva indígena Jaguapiré, área rural do município de Tacuru, quando deram a ordem de parada ao condutor da Fiorino que seguia no sentido contrário, Tacuru/Reserva Indígena. O homem desobedeceu e acelerou o carro por cerca de dois quilômetros até abandoná-lo e correr para uma plantação de milho, onde foi localizado e detido.
Questionado sobre a fuga disse que transportava drogas e que foi contratado, por um desconhecido, em Contagem (MG) para vir até Paranhos (MS) pegar os 351,9 quilos da droga e retornar à cidade de origem.
Durante a checagem dos agregados do veículo, os policiais descobriram um registro criminal de furto ocorrido em Belo Horizonte (MG), no dia 3 de março do corrente ano registrado por uma empresa. A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Civil em Tacuru e o prejuízo estimado ao crime foi de R$ 941,5 mil.
A ação envolvendo os policiais do DOF aconteceu dentro do Programa Protetor das Fronteiras e Divisas, parceria da Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) com o MJ (Ministério da Justiça e Segurança Pública), da Operação Ágata Fronteira Oeste II, em parceria com o Exército Brasileiro e da Operação COSUD (Consórcio de Integração Sul e Sudeste) deflagrada na manhã desta quarta-feira (8) no Mato Grosso do Sul com a integração de sete Estados brasileiros.
Uma jovem de 23 anos foi resgatada na segunda-feira (13) em uma fazenda de Mato Grosso do Sul, após ser mantida em cárcere privado e estuprada pelo marido de 30 anos. A suspeita é que a jovem tenha sofrido um aborto devido às agressões.
A mãe da jovem acionou a polícia e disse que a vítima ligou pedindo por socorro. Quando os policiais chegaram ao local, a jovem contou que era mantida em cárcere há 15 dias pelo autor. Segundo relato, o marido só permitia que ela saísse em sua companhia.
Assim, ela revelou que constantemente era espancada e estuprada pelo marido. Do mesmo modo, o autor fazia ameaças de morte a ela e a seus filhos. Ainda conforme a jovem, ela estava grávida, mas acredita que perdeu o bebê devido aos espancamentos. Entretanto, a vítima não fez acompanhamento médico, já que o marido a proibia.
Quando os militares foram até a casa onde a jovem era mantida em cárcere, o homem já havia fugido, levando os documentos da vítima. Em seguida, a jovem foi encaminhada para um hospital.
A viúva do ex-vereador de Anastácio, Dinho Vital, morto a tiros na semana passada, contesta a versão dos dois policiais militares investigados pelo crime. A psicóloga Marilene Ferreira Beltrão, de 43 anos, disse que testemunhou a morte do marido e afirmou que ele não estava armado no momento que foi atingido pelos disparos.
“Não houve confronto, ele nem viu quem matou ele, não teve chance de defesa. No primeiro tiro, ele estava olhando pra mim, ele estava bem na frente do veículo e eu acenava pra ele”, detalhou.
De acordo com a Polícia Militar, os dois agentes da corporação estavam na festa, quando foram avisados que havia um homem armado no local, que seria Dinho. Eles teriam anunciado que eram policiais e pedido para que ele colocasse a arma no chão. Segundo a polícia, a vítima não obedeceu a ordem e avançou contra os militares, que dispararam.
A versão da PM, no entanto, foi contestada pela viúva de Dinho, Marilene relatou que o marido caiu após receber o segundo tiro e não se mexeu mais. A psicóloga ainda detalhou que estava há cerca de 100 metros de Dinho e tentou correr em direção aos disparos, para ajudá-lo, mas estava com o pé machucado e não conseguiu. “Só estou viva hoje porque eu tinha torcido o pé”.
A confusão começou após uma briga generalizada durante a festa de aniversário de 59 anos da cidade. Na saída do salão, quando se dirigia ao carro, Dinho teria sido seguido pelos policiais militares.
A viúva, no entanto, diz que os policiais saíram da chácara em alta velocidade, fizeram o retorno na BR-262, foram até o local onde o carro de Dinho estava estacionado e realizaram os disparos. A polícia não divulgou quantos tiros atingiram a vítima, mas Marilene destacou que o carro dele ficou com marcas de 7 disparos.
Marilene também relatou que o filho do casal, de 6 anos, estava no carro da mãe quando o pai foi atingido e ouviu os disparos. O político também deixou outro filho, de 16 anos, que estava em Campo Grande na ocasião.
“Me bateu um desespero, me deu um apagão, tinha que tirar meu filho daquele local. Entrei no primeiro carro que passou, era de um conhecido, eles me socorreram. Fui pra casa da minha mãe, fiquei acompanhando de longe, não tive condições”, completou.
Seis dias depois da morte do marido, Marilene disse que ainda se pega olhando o celular, à espera de uma mensagem dele. Os dois foram casados por 22 anos.
“O pai do Dinho não levanta, quando está acordado, só pensa em morrer. A mãe teve duas quedas de pressão muito forte. Meu filho pequeno chama pelo pai o tempo todo, o mais velho não se pronuncia. Agora ficou a dor e a saudade”, pontuou.
Marilene não soube dizer se havia alguma arma no carro de Dinho, mas afirmou que ele não estava armado na festa, nem no momento que foi atingido pelos policiais.
A PM foi procurada novamente após a família de Dinho Vital ser ouvida, mas a corporação apenas disse que um procedimento interno foi aberto para averiguar a situação.
Versão da Polícia Militar
De acordo com a Polícia Militar, os dois agente da corporação estavam na festa, mas não cumpriam horário de trabalho. No entanto, após Dinho ser retirado da chácara onde ocorria a festa, depois da confusão, os militares foram comunicados que ele estava armado, informou a PM.
Ainda conforme a PM, os dois policias foram até a saída da chácara e encontraram Dinho com uma pistola, anunciaram que eram policiais e pediram que ele colocasse a arma no chão. Segundo a polícia, o suplente não obedeceu a ordem e avançou contra os militares, que dispararam.
“O homem não acatou a ordem legal dos PMs e, com arma em punho, partiu em direção aos policiais, diante do risco de vida dos policiais e de terceiros, eles efetuaram disparos contra o homem armado”, completou a PM, em nota.
O advogado dos policiais, Lucas Arguelho, afirmou que os dois aguardaram o Corpo de Bombeiros e a corporação militar no local e entregaram as respectivas armas. Contudo, não foram presos.
A perícia também esteve no local para recolher os indícios e vestígios do crime. A ação, agora, será investigada por meio de um Inquérito Policial Militar.