jul 7, 2026 | Polícia
O atentado praticado por três criminosos em Ladário, no dia 30 de junho, envolveu o uso de armamento pesado que não é vendido normalmente no Brasil. Nesse ataque, o policial militar Marcelo Pimenta, de 32 anos, acabou falecendo, ao tentar barrar a fuga dos suspeitos durante ronda de equipe do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (Getam).
O fuzil utilizado pelos investigados e encontrado pela Polícia Militar é de origem alemã, usado por tropa de elite considerada para missões secretas dos Estados Unidos, a Força Delta, que atua em missões de contraterrorismo, resgate de reféns e captura de alvos.
Conforme a Polícia Militar, por ser um armamento de uso restrito e de alto poder de precisão, a apreensão desse fuzil é uma medida importante para combater o crime organizado.
Conforme as apurações, foi identificado que os envolvidos no ataque têm ligação com a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e dispararam os tiros em Ladário em um cenário de disputa entre pessoas com ligação com a facção.
“É um armamento de uso restrito. Por conta disso, a gente redobra a atenção nas abordagens, para que isso seja feito com o máximo de segurança possível. A polícia realiza um treinamento contínuo para justamente ter condições de realizar o enfrentamento diante desse aumento do poder de fogo da criminalidade”, afirmou o comandante do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá, tenente-coronel Samuel Castilho.
Esse tipo de armamento encontrado em Corumbá depois da morte do soldado da PM Marcelo Pimenta é utilizado não só nos Estados Unidos.
O fuzil HK417 é um armamento direcionado para uso do Exército da Alemanha, pela unidade secreta do Exército do Reino Unido e pelo Comando de Operações Especiais da França.
No Brasil, unidades de elite da Polícia Federal também usam essa arma, e existem ao menos 200 delas destinadas para operações especiais. Além disso, nesse caso registrado na fronteira, houve a identificação de que o crime organizado também utiliza o armamento.
O fuzil HK417 não é o único tipo de armamento que o grupo de três homens usou para fazer o ataque a um alvo no município de Ladário.
Também foram apreendidos uma carabina M4 calibre 556 com dois carregadores – que pode ser encontrada disponível para a venda para Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) –, um revólver calibre 38, duas pistolas 9 mm, bem como 17 munições calibre 762, 4 munições 38, 10 munições 357, 39 munições 5.56 e outras 35 munições 9 mm.
Também foram apreendidos dois distintivos e quase um quilo de haxixe.
Todo esse material bélico foi localizado por conta de operação montada com mais de 100 policiais. Ela foi desencadeada na noite do dia 30 de junho, depois que o trio realizou o ataque a uma casa em Ladário e tentou fugir.
Todo esse armamento estava escondido dentro de sacos, nos fundos de uma casa que fica na Rua Joaquim Murtinho.
Os itens apreendidos foram encaminhados para a Polícia Civil de Corumbá, que enviou o material para passar por perícia técnica. O trabalho investigativo envolve tentar localizar a origem dos armamentos.
APURAÇÕES
No trabalho de rondas e investigação, as forças de segurança identificaram Everton da Silva Viana, de 40 anos, e Rubens Zilio Neto, que tiveram envolvimento direto no atentado. Um terceiro suspeito ainda não foi identificado, mas há averiguações para tentar obter informações sobre ele.
Depois que dois suspeitos foram presos para averiguação, Everton chegou a apontar alguns possíveis locais onde as armas estariam escondidas, mas nas rondas não houve a localização do armamento.
Em uma dessas vistorias, em região de fronteira entre o Brasil e a Bolívia, a Polícia Militar informou que Everton tentou furtar a arma de um PM e houve luta corporal. Por conta da reação, ele acabou alvejado e morreu após ter sido levado ao pronto-socorro de Corumbá, ainda no dia 30 de junho.
Rubens Zilio Neto permanece preso, e a Justiça estadual converteu o flagrante em prisão preventiva. Além disso, ele tinha um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Goiás.
Outra pessoa presa nessa operação foi Kalissa das Neves Guadalupe, de 33 anos, que era namorada de Everton da Silva Viana. Todo o armamento localizado pela Polícia Militar estava escondido nos fundos da casa dela. O flagrante contra ela também foi convertido em prisão preventiva durante audiência de custódia.
A Polícia Civil de Corumbá está com inquérito aberto para investigar o caso.
Os crimes relacionados à ocorrência são de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, homicídio simples na forma tentada, tráfico de drogas, integração em organização criminosa e homicídio qualificado, em razão da morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva.
Fonte: Correiodoestado
jul 4, 2026 | Polícia
O empresário Leandro de Souza Ramos voltou a ser preso nesta sexta-feira (3), por determinação da Justiça, no âmbito das investigações sobre um suposto esquema de fraude em licitações envolvendo contratos da Câmara Municipal de Terenos.
Leandro havia sido preso preventivamente durante a Operação Collusion, deflagrada em janeiro deste ano pelo Gaeco e pela Promotoria de Justiça de Terenos. Posteriormente, conseguiu a revogação da prisão, mas o Ministério Público recorreu da decisão.
A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul acatou o recurso e determinou o retorno do empresário à prisão. O mandado, expedido na última quarta-feira (1º), foi cumprido nesta sexta-feira por equipes do Garras.
Segundo a decisão judicial, a revogação da prisão havia sido baseada no entendimento de que ainda não existia denúncia formal contra o investigado. No entanto, o desembargador relator destacou que a denúncia já havia sido protocolada no mesmo dia em que a liberdade foi concedida, alterando o cenário processual.
A investigação da Operação Collusion apura a atuação de uma suposta organização criminosa responsável por fraudar licitações de serviços gráficos junto à Prefeitura e à Câmara de Terenos. Paralelamente, a Operação Simulatum investiga suspeitas de irregularidades em contratos de locação de equipamentos de som firmados pelo Legislativo municipal.
jul 4, 2026 | Polícia
Foi encontrado na manhã deste sábado (4) o corpo do guia de pesca Marcelo Moreira de Lima, de 45 anos, que estava desaparecido desde a última quarta-feira (1º), nas águas do Rio Dourados, em Dourados.
De acordo com as primeiras informações, o corpo foi localizado no lado esquerdo da ponte sobre o Rio Dourados, no sentido ao município de Caarapó, região onde as equipes concentraram as buscas.
Segundo as informações apuradas, Marcelo estava pescando acompanhado de dois turistas quando, em determinado momento, deixou os visitantes em uma ilha e seguiu sozinho na embarcação. Pouco tempo depois, o barco foi encontrado à deriva no rio, sem o guia de pesca.
Desde o desaparecimento, equipes do Corpo de Bombeiros, com o apoio de pescadores da região, realizaram buscas intensas até a localização do corpo na manhã deste sábado. As circunstâncias do caso serão apuradas pelas autoridades.
jun 29, 2026 | Polícia
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, nesta sexta-feira (26), dois homens, de 19 e 20 anos, transportando maconha e skunk em um veículo Toyota Corolla, em Tacuru.
Os militares realizavam bloqueio policial na MS-295, região do Assentamento São José, quando o condutor do veículo desobedeceu à ordem de parada e fugiu sentido Iguatemi.
Após cerca de cinco quilômetros de acompanhamento, o motorista abandonou o automóvel às margens da rodovia. Três ocupantes fugiram em meio à vegetação, sendo que dois deles foram alcançados e presos pela equipe. O terceiro não foi localizado.
Durante vistoria no veículo, os policiais encontraram diversos tabletes de drogas. Após pesagem, foram apreendidos 37,5 quilos de maconha e 27 quilos de skunk.
Os autores afirmaram que pegaram o carro já carregado em Tacuru e levariam a droga até Naviraí. O veículo, os entorpecentes e os presos foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Tacuru. O prejuízo estimado ao crime foi de aproximadamente R$ 380 mil.
jun 29, 2026 | Polícia
Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, nesta sexta-feira (26), 1.292 quilos de maconha, recuperaram um VW T-Cross com registro de furto e prenderam um homem de 21 anos, em Douradina.
Os policiais realizavam patrulhamento pela BR-163, em Vila Sapé, quando visualizaram o veículo em um restaurante, com uma das portas abertas e ostentando a droga de forma visível. Durante a abordagem, o condutor do automóvel afirmou que transportava maconha.
Aos policiais, o homem relatou que pegou a droga em Coronel Sapucaia e a levaria até Campo Grande, onde receberia R$ 10 mil pelo transporte. Em checagem aos sinais identificadores do veículo, os militares constataram que a placa ostentada divergia da original. Também foi verificado que o automóvel havia sido furtado em Dourados no mês passado.
O material apreendido, avaliado em aproximadamente R$ 2,7 milhões, foi encaminhado à Defron (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira), em Dourados.
jun 29, 2026 | Polícia
A apreensão de 100 toneladas de cocaína nos Portos de Arica, San Antonio e Valparaíso, no Chile, no começo deste mês, alertou autoridades na América Central e na América do Norte, em razão do destino da carga, e resultou na maior apreensão da droga da história do Brasil.
As drogas, que estavam em toras de madeira no Chile, tinham como destino os Estados Unidos, e a suspeita é de que a carga apreendida em Mato Grosso do Sul teria o mesmo destino.
Desde o começo deste mês, autoridades da América do Sul estavam em alerta, diante da atuação de traficantes internacionais em áreas fronteiriças, após a Aduana do Chile, com a Polícia Marítima e a Marinha chilena, realizar a apreensão de 100 toneladas de cocaína escondidas em forma líquida em 1.080,8 toneladas de madeira. O carregamento tinha origem na Bolívia e estava direcionado para 15 destinos.
Só na América Central e na América do Norte, a droga estava prevista para chegar a Estados Unidos, México, Panamá e República Dominicana. Na Europa, os destinos eram Alemanha, Bélgica, França, República Tcheca, Espanha, Portugal, Itália e Reino Unido. Também havia destinação para Marrocos, Nova Zelândia e Ilhas Maurício.
Foi justamente por conta dessa apreensão, a maior da história do Chile, que outros países emitiram alerta, e isso incluiu os Estados Unidos.
“Esta apreensão de aproximadamente 108 toneladas de droga, principalmente de cocaína e ketamina, equivale a US$ 8,3 bilhões”, pontuou o diretor-geral do Território Marítimo e Marinha Mercante do Chile, vice-almirante Arturo Oxley.
Na Bolívia, depois da apreensão chilena, a Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico (Felcn) passou a monitorar outros carregamentos de madeira e fez diferentes operações.
Entre elas, uma no Aeroporto Viru Viru, em Santa Cruz de la Sierra, por conta de uma suspeita de que um voo internacional para Miami poderia ser usado para o transporte de cocaína.
Essa investigação em Santa Cruz de la Sierra ocorreu no dia 11 deste mês. Além do aeroporto, a fronteira com o Brasil passou a receber monitoramento intensificado, envolvendo as saídas para Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.
Do lado boliviano, não houve divulgação direta sobre apreensão, mas, no dia 19, o Brasil conseguiu interceptar oito caminhões, sendo quatro em Corumbá e outros quatro em Cáceres (MT), com 260 toneladas de madeira e entre 20 toneladas e 50 toneladas de cocaína.
“A cooperação internacional entre Brasil, EUA e Bolívia foi determinante para identificação do esquema internacional, com atuação integrada entre as aduanas, os EUA e a Fuerza Especial de Lucha contra el Narcotráfico, Felcn, da Bolívia”, reconheceu a Receita Federal, em nota.
AÇÃO INTENSIFICADA
Esses casos são resultado da intensa aproximação política dos Estados Unidos com a Bolívia, o que faz o governo de Donald Trump atuar mais diretamente em ações coordenadas de investigação contra o tráfico transnacional de cocaína.
Além da Operação Timber Shield, realizada por Bolívia, EUA e Brasil e que interceptou um carregamento recorde de cocaína em Mato Grosso do Sul e Mato Grosso, os norte-americanos levaram para atuar diretamente na embaixada do país na Bolívia Erik Martini, que assumiu o posto de encarregado consular no dia 18.
Antes de atuar em território boliviano, ele era diretor em um setor diplomático estadunidense na Venezuela, país que teve uma intromissão direta do governo de Trump, sob a alegação de combate ao tráfico internacional de drogas. Martini também atuou na Ásia em ações de contraterrorismo.
Logo que assumiu o posto, Martini realizou reunião com o ministro de Defesa da Bolívia, Ernesto Justiniano, para discutir ações coordenadas. O encontro ocorreu na quarta-feira e foi divulgado pelos governos dos Estados Unidos e da Bolívia.
“Tive a oportunidade de me reunir com Erik Martini, encarregado de negócios e chefe de missão na Embaixada dos Estados Unidos na Bolívia. Foi uma conversa franca e positiva sobre os desafios que temos pela frente em matéria de segurança, defesa e luta contra o crime organizado. A Bolívia deve relacionar-se com o mundo com seriedade, respeito e objetivos claros. A cooperação internacional fortalece nossas capacidades para proteger nossa gente e defender a democracia”, escreveu Justiniano sobre a reunião.
Do lado dos EUA, também houve manifestação. “O encarregado de negócios Martini conversou com o ministro da Defesa da Bolívia sobre a cooperação de segurança contínua e a expansão dessa relação entre EUA e Bolívia. O ministro Justiniano informou sobre o papel das Forças Armadas bolivianas na proteção da segurança pública e no restabelecimento da ordem”, informou a embaixada.
Com ambos os posicionamentos, foram dados sinais ainda maiores sobre movimento para ações coordenadas contra o crime organizado no país vizinho.
E isso inclui ações contra as organizações criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), que têm atuação na Bolívia.
Além disso, a Drug Enforcement Administration (DEA), unidade policial especializada em combate às drogas dos Estados Unidos, já tem unidade em La Paz e atuação em outras partes do país.
* Saiba
No Brasil, apesar de os Estados Unidos não terem uma atuação direta no território, como na Bolívia, o governo de Donald Trump declarou as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, o que gera uma nova condição de atuação investigativa.
Fonte: Correiodoestado