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Bela Vista-MS Sábado, 24 de Outubro de 2026
Mulher encontrada morta em Pedro Juan Caballero é identificada pela família

Mulher encontrada morta em Pedro Juan Caballero é identificada pela família

A mulher encontrada morta na tarde desta terça-feira (14), na zona rural de Pedro Juan Caballero, foi oficialmente identificada por familiares como Miriam Moraes Cardoso, de 29 anos, moradora de Antônio João.

Inicialmente, a vítima havia sido identificada como Jaqueline por uma pessoa que dizia ser cunhada dela.

Informação posteriormente corrigida após o reconhecimento feito pela família de Miriam.

O corpo foi localizado por moradores da região rural. De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, o crime apresenta fortes indícios de extrema violência, com informações preliminares apontando que a vítima teria sido degolada.

Equipes da Polícia Nacional isolaram a área para a realização da perícia e deram início às investigações que irão apurar a autoria e a motivação do homicídio. Até o momento, nenhum suspeito foi preso.

Familiares acompanham o caso e aguardam a liberação do corpo para os procedimentos funerários. Em Antônio João, a morte de Miriam causou grande comoção, e moradores cobram a rápida identificação e responsabilização dos autores do crime.

As investigações seguem em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades paraguaias conforme o avanço dos trabalhos.

Um cartaz atribuído ao autodenominado “Justiceiros da Fronteira” foi encontrado ao lado do corpo.

Fonte: Porã News – Antônio Coca

SIG prende 4 envolvidos em ataque a tiros que matou adolescente e feriu 2 em Dourados

SIG prende 4 envolvidos em ataque a tiros que matou adolescente e feriu 2 em Dourados

Agentes do SIG (Setor de Investigações Gerais) prenderam nesta segunda-feira (13/7), quatro pessoas por participação na execução de um adolescente em uma área de lazer no Vival dos Ipês, na noite do último sábado (11/7), em Dourados. Na ocasião, outras duas pessoas foram baleadas e socorridas até o HV (Hospital da Vida).

Foram presos Wendelberg da Silva Pereira, de 21 anos, natural de Rondonópolis (MT), e Larissa Estela Gonçalves, de 24 anos. Também foram apreendidos dois adolescentes, de 16 e 17 anos, moradores dos bairros Canaã I e II.

Segundo as investigações, Wendelberg teria sido o responsável pelos disparos, enquanto o adolescente de 16 anos conduzia a motocicleta utilizada no atentado, uma Honda Titan vermelha.

Ainda conforme a apuração policial, a adolescente de 17 anos teria desempenhado papel fundamental na ação criminosa. Ela estava na festa onde as vítimas se encontravam e, de acordo com a investigação, teria avisado os executores sobre a presença do alvo, atraindo o grupo para a emboscada.

Já Larissa Estela Gonçalves é apontada como responsável por dar apoio logístico aos envolvidos. A PC (Polícia Civil) informou que ela alugou uma residência na Rua Ciro Melo, no Jardim Guarujá, onde teria oferecido abrigo e suporte aos autores do atentado após o crime.

As investigações indicam que o alvo principal era o adolescente de 17 anos, apontado como simpatizante do PCC (Primeiro Comando da Capital). Já Wendelberg seria integrante do CV (Comando Vermelho).

Durante o cumprimento das diligências, equipes do SIG apreenderam uma pistola calibre .40, um revólver calibre .38, roupas que teriam sido utilizadas no crime e a motocicleta empregada na execução.

Três dos suspeitos foram localizados na residência utilizada como esconderijo, enquanto o adolescente de 16 anos foi apreendido na casa onde mora, no Bairro Canaã I.

Os investigados deverão responder por homicídio qualificado consumado, duas tentativas de homicídio e associação criminosa, enquanto os adolescentes responderão por atos infracionais equivalentes aos mesmos crimes.

A Polícia Civil continua investigando o caso para esclarecer todas as circunstâncias do atentado e a participação individual de cada envolvido.

Fonte: ´Porã News – Por: Luiz Guilherme – Foto: Leandro Holsbach

‘Tentar seguir minha vida’, diz vítima de estupro em Campo Grande ao saber de prisão do autor

‘Tentar seguir minha vida’, diz vítima de estupro em Campo Grande ao saber de prisão do autor

A idosa de 60 anos que foi vítima de estupro e violação de domicílio em Campo Grande está aliviada em saber da prisão do homem investigado pelo crime. A informação foi repassada pela Polícia Civil durante uma ligação feita à vítima na tarde desta quinta-feira (9).

“Ontem a polícia me ligou na hora do almoço e me informou. Fiquei aliviada e grata pela polícia ter encontrado e preso o sujeito. Agora, tentar seguir minha vida e fazer com que tudo entre em equilíbrio novamente”, disse ao TopMídiaNews.

O homem, de 63 anos, foi preso preventivamente em Botucatu (SP), após investigação da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Ele havia deixado Mato Grosso do Sul após o crime e foi localizado no interior paulista.

Segundo a investigação, o caso ocorreu entre a noite de 26 e a madrugada de 27 de junho. O suspeito, que morava próximo à vítima e teria interesse amoroso por ela há cerca de 6 anos, teria entrado na residência durante a madrugada.

Conforme a Polícia Civil, ao chegar em casa, a mulher encontrou o investigado dentro do imóvel. Ele teria feito ameaças e cometido a violência sexual contra a vítima.

Após o crime, o homem teria pedido que a mulher não procurasse a polícia, afirmando que um boletim de ocorrência “acabaria com sua vida”.

A vítima procurou a 1ª Deam, que iniciou as investigações, realizou diligências e conseguiu a decretação da prisão preventiva do suspeito.

A prisão ocorreu após troca de informações entre as forças de segurança de Mato Grosso do Sul e São Paulo. O investigado permanece à disposição da Justiça.

Fonte: Topmidianews

Criminoso envolvido na morte de policial em Corumbá morre em confronto com Bope

Criminoso envolvido na morte de policial em Corumbá morre em confronto com Bope

O terceiro suspeito de envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar Marcelo Pimenta da Silva morreu na noite desta sexta-feira (10) durante uma ação do BOPE (Batalhão de Operações Policiais Especiais), na região de fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá.

Segundo a Polícia Militar, Waldiney Junior de Souza Alfonso, de 29 anos, foi localizado após uma denúncia indicar que ele estava escondido em uma propriedade rural. A operação contou com equipes do BOPE, do 6º Batalhão da PM e da Polícia Federal.

Conforme a corporação, ao perceber a aproximação dos policiais, Waldiney desobedeceu às ordens de rendição e atirou contra as equipes com uma pistola calibre 9 milímetros. Os policiais revidaram e o suspeito foi baleado.

Ele chegou a ser socorrido e encaminhado ao pronto-socorro de Corumbá, mas morreu pouco depois de dar entrada na unidade.

De acordo com a PM, Waldiney era foragido do sistema prisional e apontado como o terceiro envolvido no assassinato do soldado Marcelo Pimenta da Silva.

Morte do policial

Marcelo Pimenta da Silva foi morto no dia 30 de junho, durante uma perseguição policial iniciada após um atentado a tiros contra uma residência em Ladário.

Segundo as investigações, policiais do Grupamento Especial Tático de Motos (GETAM) perseguiam um Fiat Argo quando foram surpreendidos por disparos efetuados por três homens. O soldado foi atingido na cabeça, no tórax e no braço. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o assassinato do militar, as forças de segurança deflagraram a Operação Jovem Guerreiro para localizar os envolvidos.

Na madrugada de 1º de julho, uma mulher e dois homens foram presos. Um deles, Everton da Silva Viana, de 41 anos, morreu durante a abordagem. Segundo a Polícia Militar, ele tentou tomar a arma de um policial e foi baleado.

No dia 4 de julho, outro suspeito, Rubens Zilio Neto, de 35 anos, morreu após ser baleado durante a transferência de Corumbá para Campo Grande, na BR-262, na região de Porto Morrinho.

Também morreram durante a operação os bolivianos Alixberto Vasques Corrales, de 32 anos, e Luis David Justiniano Flores, de 29 anos. Conforme a PM, eles tinham antecedentes por tráfico de drogas e teriam dado apoio logístico ao atentado contra o policial.

Outro homem, Marlon de Souza Silva, de 42 anos, morreu em uma ocorrência distinta durante uma abordagem do Batalhão de Choque na BR-262.

Fonte: Topmidianews

Após perda de mandato, justiça decreta prisão do ex-deputado Neno Razuk

Após perda de mandato, justiça decreta prisão do ex-deputado Neno Razuk

A justiça de Mato Grosso do Sul determinou a prisão do ex-deputado estadual Neno Razuk, que perdeu o mandato recentemente, ficando sem foro privilegiado.

O processo tramita em sigilo, mas a reportagem confirmou com fonte investigada. A defesa de Neno não respondeu ao questionamento.

No ano passado. ‘A quarta fase da Operação Sucessione, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO), 20 pessoas foram presas, incluindo o ex-deputado Roberto Razuk e os filhos, Rafael e Jorge Razuk.

Segundo a denúncia, eles estão  ligados à prática dos crimes de organização criminosa, roubos, corrupção passiva e ativa, violação de sigilo funcional, lavagem de dinheiro e contravenção penal de estabelecimento e exploração de jogos azar, bem como de outras infrações correlatas, fundamentando nas investigações e elementos de prova que evidenciaram a atuação de cada um.

O Gaeco afirma que “a organização criminosa” é liderada pelo deputado Neno Razuk, cuja família é conhecida há décadas pela exploração ilegal do jogo do bicho e com expertise nas negociatas relacionadas ao ilícito, tem praticado crimes de toda ordem, entre os quais assaltos a mão armada e lavagem de dinheiro, objetivando ocupar o vácuo deixado com o desmantelamento da organização liderada por Jamil Name Filho.

Na denúncia, o Gaeco ressalta que a organização criminosa, comandada por “NENO RAZUK”, efetuou ao menos três assaltos muito similares em desfavor do denominados “recolhes”, motociclistas responsáveis pela arrecadação diária dos valores provenientes do jogo do bicho nos diversos pontos onde atuam (e à época trabalhando para outra organização, conhecida por MTS e vinda de São Paulo), executados a mão armada, todos na data de 16.10.2023, à luz do dia, contando com aparato especial para a investida, tais como, uso de pistolas, mais de um veículo, concurso de agentes etc., em circunstâncias típicas do agir de uma organização criminosa estruturada e violenta, o que chamou a atenção das autoridades, que iniciaram as investigações que culminaram no ajuizamento de ação penal.

O MPE afirma que os crimes e contravenções imputados aos integrantes da Família Razuk não se consubstanciam em um fato isolado, posto serem de conhecimento público e notório o envolvimento dos mesmos na prática do referidos tipos de infrações penais, sempre passando pela figura do patriarca ROBERTO RAZUK, conhecido há décadas pela exploração ilegal do jogo do bicho, em especial na cidade de Dourados/MS, “onde se encontra a base eleitoral de Roberto Razuk Filho, atualmente Deputado Estadual,e da genitora Délia Razuk, ex-prefeita de Dourados, com expertise nas negociações ilícitas e crimes correlatos”.

Prisões

No pedido de prisão, o Gaeco detalhou a participação de todos os 20 que tiveram mandados de prisão expedido pela justiça:

ROBERTO RAZUK: chefe dentro do núcleo de liderança da organização criminosa, decidindo as questões mais sensíveis ao grupo, justamente pela posição de destaque dentro da organização, concentrando as informações privilegiadas referentes às práticas, tanto lícitas quanto ilícitas, da organização, e financiando as atividades imprescindíveis à manutenção do grupo criminoso.

ROBERTO RAZUK FILHO (“NENO RAZUK”), denunciado como líder principal na “Operação Successione”, ao qual compete exercer o controle operacional das atividades da organização criminosa, tudo com o aval do pai e ora representado ROBERTO RAZUK, também integram a ORCRIM seus outros dois filhos, quais sejam, RAFAEL GODOY RAZUK e JORGE RAZUK NETO.

– RAFAEL GODOY RAZUK: na condição de membro do núcleo principal da organização, comandado por seu pai ROBERTO RAZUK, possui poder de  decisão, tendo inclusive questionado as decisões tomadas por NENO RAZUK ao seu alvedrio, classificando-as de equivocadas e inoportunas, diante das consequências advindas da “Operação Successione”.

– JORGE RAZUK NETO: também apontado como um dos líderes do núcleo principal, na função de gerente e articulador da jogatina, tem participação efetiva na organização criminosa, dedicando-se à idealização e execução de uma plataforma on-line de exploração do jogo do bicho e de outros jogos de azar proibidos em território nacional, no intuito de atingir um maior público e lucro, isso em decorrência da modernização e do avanços tecnológicos, valendo-se, assim, de meios eletrônicos para sua consumação, tendo criado o site de jogo do bicho on-line, o qual, após testado e aprovado pelos irmãos Razuk, está em plena atividade,

SÉRGIO DONIZETE BALTAZAR: além da sociedade com JORGE RAZUK no “domínio betmaiss.com“, tinha a função de realizar o transporte das máquinas caça-níqueis, conforme se depreende do episódio da abordagem policialem que houve a intervenção de JORGE RAZUK, tendo na ocasião assumido a propriedade das mesmas, tendo tal fato sido corroborado pelo motorista do caminhão, na ocasião informando haver mais 30 máquinas do mesmo tipo a serem transportadas.

Empresa CRIATIVA TECHNOLOGY LTDA apenas uma empresa fictícia, existente só “no papel”, tão somente para viabilizar a concorrência da organização criminosa, na referida licitação milionária da LOTESUL, o que ficou demonstrado pela ausência de estrutura física ou de pessoal que justificasse a concorrência em licitação tão valiosa como a LOTESUL, e o financiamento das custas processuais por ROBERTO RAZUK, que fora inclusive noticiado pela imprensa.

FLÁVIO HENRIQUE ESPÍNDOLA FIGUEIREDO: na função de colaborador da organização criminosa e estando ciente da finalidade a que se destinava a residência, foi o responsável por locar o imóvel em que foram apreendidas as máquinas caça-níqueis já equipadas para abrir um Cassino (“Operação Successione”) e que estavam vinculadas ao nome de VALNIR QUEIROZ MARTINELLI (“CEBOLA”), sendo orientado à época por GILBERTO LUIS DOS SANTOS e JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD, a dizer ter apenas sublocado o imóvel à VALNIR para sediar reuniões e jogos de pôquer, admitindo, ainda, para “NENO RAZUK” e JOSÉ EDUARDO ter tinha repassado o referido imóvel para JONATHAN GIMENEZ GRANCE (“CABEÇA”).

JONATHAN GIMENEZ GRANCE (“CABEÇA”): exerce várias funções dentro da ORCRIM, tendo supervisionado os roubos praticados por CARLITO GONÇALVES MIRANDA, objeto da “Operação Successione”, ao lado do qual foi preso em flagrante na posse de várias armas e veículos blindados, o que somado ao seu histórico (primo do falecido traficante JARVIS PAVÃO, em cujo grupo criminosos exercia posto de liderança), resta demonstrado sua periculosidade e importância na ORCRIM chefiada pela família RAZUK.

– SAMUEL OZÓRIO JÚNIOR: exercia as funções de articulação, planejamento e influência na organização, sob a gerência de JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD, fazendo o levantamento de informações sensíveis sobre o grupo rival MTS, tendo sido o responsável por encontrar e fazer o pagamento de um novo imóvel para a instalação da base de operações da ORCRIM, após a descoberta da residência onde foram apreendidas as máquinas caça-níqueis, dando continuidade as atividades ilícitas do grupo que fora apenas parcialmente desfeito, tendo ainda, a incumbência de implementar efetivamente a nova modalidade de jogatina.

– ODAIR DA SILVA MACHADO (“GAÚCHO”): suas funções eram de adquirir e ser destinatário de 29 volumes de “terminais P.O.S.”, as chamadas maquininhas, utilizadas para operar o jogo do bicho de forma eletrônica, em reposição das apreendidas na “Operação Successione”, bem como de gestor operacional e financeiro no interior do Estado de Mato Grosso do Sul, para onde a organização criminosa tem expandido suas atividades, contando, para tanto, com a atuação direta também de JEAN CARDOSO CAVALINI, PAULO DO CARMO SGRINHOLI e WILLIAN AUGUSTO LOPES SGRINHOLI, estando estes e ODAIR sob o comando de RHIAD ABDULAHAD, que passou a cuidar e decidir sobre as questões sensíveis ao grupo criminoso, após seu pai JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD ser denunciado na “Operação Successione”.

– GERSON CHAHUAN TOBJI: além da função de guardião de um pen drive com informações sensíveis sobre a organização, é um dos responsáveis pelo gerenciamento das atividades voltadas à exploração do jogo do bicho, em especial, pelo reconhecimento e cooptação de integrantes de grupos rivais para compor a equipe, estando também em tratativas para abertura um Cassino em pareceria com a organização criminosa.

– MARCO AURÉLIO HORTA: em razão da estreita relação com ROBERTO RAZUK FILHO (“NENO RAZUK”), posto ocupar a função de assessor de gabinete parlamentar do mesmo, cargo de confiança, constatou-se da quebra de sigilo telefônico que cedia sua conta bancária para que ROBERTO RAZUK FILHO repasse valores à JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD, evitando que houvesse qualquer relação financeira entre “NENO RAZUK” e JOSÉ EDUARDO, que por sua vez creditava os valores repassados para JÚLIO CEZAR FERREIRA DOS SANTOS, o qual, por sua vez, servia de “laranja” para as operações financeiras do grupo criminoso.

– ANDERSON LIMA GONÇALVES: na condição de sargento da polícia militar lotado em Ponta Porã, tinha a função de divulgar informações sigilosas disponíveis em sistemas de informação restritos à segurança pública, tais como: SIGO, INFOSEG, etc., mediante o recebimento de propina, para viabilizar as atividades ilícitas do grupo criminoso, como levantamento de dados da pessoa a ser vítima de extorsão do grupo, bem como a articulação para liberação de um indivíduo identificado por CELSO RAMÃO DIAZ DE LIMA, preso na fronteira do Brasil com o Paraguai, em favor do grupo, por determinação do gerente GILBERTO LUIS DOS SANTOS, a quem era subordinado, sendo incumbido de negociar o abatimento no valor da propina para liberação do mesmo pela polícia Paraguaia.

– PAULO ROBERTO FRANCO FERREIRA: conhecido como “PAULINHO DA BANCA DO JOGO DE MARACAJÚ”, tinha a função de apontador do jogo do bicho na cidade de Maracajú, sendo um integrante importante e experiente na prática desse tipo de jogatina, demonstrando profundo conhecimento no manejo das peculiaridades desse tipo de jogo de azar, ensinando sobre “boas práticas” no gerenciamento de pontos de venda do jogo do bicho, a dinâmica do recolhimento dos valores arrecados pelos cambistas com as apostas e suas remunerações.

– ANDERSON ALBERTO GAUNA: função de gerenciamento, recolhimento dos pontos de venda do jogo do bicho, cujos valores eram repassados aos seus superiores na organização, bem como pagamento das porcentagens dos cambistas.

– WILLIAN RIBEIRO DE OLIVEIRA: responsável por coletar informações sigilosas disponíveis em sistemas de informação restritos à segurança pública e contatos políticos de interesse do grupo criminoso, mediante recebimento de valores, fazendo o levantamento de veículos, pessoas, dentre outros dados, além de intensa articulação com GILBERTO LUIS DOS SANTOS, arquitetando a expansão da organização criminosa para o estado goiano, onde WILLIAN é pessoa influente dentro do Poder Executivo do Estado de Goiás, estando dispostos, inclusive, a realizar os embates com grupo dominante daquele Estado, cujo líder é conhecido como “bicheiro ‘CACHOEIRA’ de Goiânia/GO”. Verificou-se haver inclusive um investidor, não identificado, interessado em financiar a empreitada mediante um aporte de R$ 30.000.000,00, demonstrando o poder e a obstinação da ORCRIM em expandir sua atuação para além de Mato Grosso do Sul.

– MARCELO TADEU CABRAL: responsável pelo financiamento das contas pessoais de GILBERTO LUIS DOS SANTOS, denunciado na “Operação Successione”, fazendo repasse de vultosa quantia, por meio de terceiras pessoas (físicas e jurídicas) ou diretamente em caixas eletrônicos, dificultando a identificação e o rastreio dos valores, além de atuar na prática do jogo do bicho.

JEAN CARDOSO CAVALINI: exerce função de liderança na região sul do Estado, além de ter constado como remetente dos 29 “terminais P.O.S.”, as chamadas maquininhas, utilizadas para operar o jogo do bicho de forma eletrônica, com a finalidade de repor as que foram apreendidas pelo GARRAS durante as investigação dos roubos dos malotes do MTS, viabilizando a continuidade da exploração do jogo do bicho.

– PAULO DO CARMO SGRINHOLI: uma das lideranças do jogo do bicho no sul do Estado, tendo ascendência sobre ODAIR e WILLIAN AUGUSTO LOPES SGRINHOLI, seu filho, sendo responsável pelo acerto financeiro e prestação de contas pelos subordinados referentes ao jogo do bicho, havendo intensa movimentação financeira entre eles.

– WILLIAN AUGUSTO LOPES SGRINHOLI: exerce a relevante função de conferir/apurar as receitas e despesas oriundas do jogo do bicho, prestando constas ao seu pai PAULO DO CARMO SGRINHOLI, havendo intensa movimentação financeira entre eles.

– RHIAD ABDULAHAD: assumiu o posto de articulação e comando após a deflagração da “Operação Successione”, atuando para abertura de novas frentes de atuação, com a exploração de outras atividades ilícitas relacionadas à jogatina, inclusive em outras cidades Estado, sucedendo seu genitor JOSÉ EDUARDO ABDULAHAD nas funções originariamente por ele exercidas, gozando da confiança da liderança principal da ORCRIM e tendo vasto conhecimento acerca das atividades desenvolvidas pelo grupo criminoso, as quais excedem em muito o exercício da advocacia em prol da organização, adentrando na seara criminal.

Condenação

Em janeiro deste ano, a reportagem informou que o juiz da 4ª Vara Criminal de Campo Grande, José Henrique Kaster Franco, negou recurso e manteve a condenação de Neno a 15 anos de prisão, por organização criminosa, roubo e exploração do jogo do bicho ao deputado estadual Neno Razuk (PL).

A defesa recorreu da decisão de primeira instância, sob alegação de que por ser deputado, Neno teria foro privilegiado e precisaria ser julgado em instância superior.

O juiz rejeitou a tese, justificando que o foro só é utilizado para crimes cometidos durante o mandato é que tenham relação com atividade política.

A defesa também questionou as testemunhas, com alegação de que também são envolvidas, mas Kaster respondeu que é incabível para o recurso a revalidação da prova. As contestações sobre condenação por contravenção e roubo também foram rejeitadas.

O caso 

Em dezembro do ano passado, José Henrique Kaster Franco condenou o deputado estadual Neno Razuk (PL) e mais 11 pessoas por organização criminosa, exploração ilegal de jogo do bicho e roubo.

A condenação resulta da Operação Sucessione, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, Gaeco. O deputado pegou 15 anos e sete meses em regime fechado e cinco meses no regime aberto.

O juiz concluiu que há provas de que o grupo usou da violência e policiais militares da reserva para impor o terror e assumir o controle do jogo do bicho em Campo Grande.

“O caráter armado da organização criminosa investigada na Operação Successione emerge de diversos elementos probatórios, desde depoimentos de vítimas até apreensões físicas e análises de mensagens. O grupo não apenas possuía armamento, mas utilizava sua ostensividade e a presença de policiais militares (da reserva) para impor terror aos rivais, coagir trabalhadores a mudarem de lado na disputa pelo monopólio do jogo do bicho e, quiçá, obrigar os chefes rivais a sentarem na mesa para negociar”, destacou o juiz.

Kaster pontuou que a organização mantinha imóveis específicos (‘QG’) para centralizar as operações, realizar reuniões e armazenar equipamentos.

Para demonstrar a violência do grupo, o juiz recordou que foi apreendida uma lista em poder do major da reserva da PM, Gilberto Luís dos Santos, com quem “ia pular”.

No entendimento de Kaster, não há dúvidas de que se tratava de lista de alvos de execução. “Não é necessário saber, a propósito, quem efetivamente escreveu as anotações. O certo é que estavam na casa de GILBERTO LUIS DOS SANTOS e refletem palavras típicas de execução. Não se cuida, evidentemente, de uma lista de quem iria ‘pular carnaval’, como afirmou em juízo Wanderson Luiz Ferreira dos Santos, não sem alguma desfaçatez”, frisou o magistrado.

Condenações:

Neno Razuk: 15 anos, 7 meses e 15 dias de reclusão no regime fechado; 5 meses de detenção no aberto

Major Gilberto Luís dos Santos: 16 anos, 4 mees e 29 dias de reclusão no fechado; 6 meses de detenção no aberto

Manoel José Ribeiro, sargento da reserva da PM: 13 anos, 7 meses e 1 dia de reclusão no fechado; 5 meses de detenção no aberto

Carlito Gonçalves Miranda: 10 anos, 9 meses e 24 dias de reclusão no fechado;

Mateus Aquino Júnior: 11 anos e 7 meses de reclusão no fechado; 4 meses de detenção no aberto

José Eduardo Abdulahad: 4 anos e 1 mês de reclusão no fechado; 4 meses de detenção no aberto

Edilson Rodrigues Ferreira, o Mentirinha: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

Diogo Francisco, o Barone: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

Valmir Queiroz Martinelli, o Cebola: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

Wilson Souza Goular: 4 anos, 2 meses e 22 dias de reclusão no semiaberto; 5 meses de detenção no aberto

Júlio Cezar Ferreira dos Santos: 3 anos e 6 meses de reclusão no aberto; 4 meses de detenção no aberto

Taygor Ivan Moretto Pelissari: 4 anos, 11 meses e 15 dias de detenção no fechado; 6 meses de detenção no aberto.

Fonte: Investigams

Jornalista é agredido a pauladas após sair de evento da Prefeitura de Três Lagoas

Jornalista é agredido a pauladas após sair de evento da Prefeitura de Três Lagoas

Um jornalista de 33 anos foi agredido a pauladas em , município a 329 km de , no início da tarde desta segunda-feira (6). Conforme o boletim de ocorrência, o profissional voltava do Mutirão da Saúde, promovido pela Prefeitura Municipal de Três Lagoas, quando foi agredido por um trio de homens.

Segundo o registro policial, o jornalista se deslocava em uma bicicleta elétrica e, a cerca de 600 metros do evento, quando chegava em casa, ele foi abordado por três indivíduos parados na esquina. Um dos homens o teria chamado e, quando se aproximou, passou a ser agredido pelo grupo com um pedaço de madeira, tipo sarrafo.

Os golpes foram direcionados exclusivamente na região da cabeça. A agressão teria sido interrompida quando o pedaço de madeira se quebrou. Os autores fugiram do local.

O jornalista relatou à polícia que não conseguiu identificar os agressores devido ao estado de confusão causado pelos golpes na cabeça. Ele foi orientado a procurar a Delegacia da Polícia Civil caso se lembre de mais detalhes. O repórter foi encaminhado para o Hospital Auxiliadora para atendimento médico-hospitalar.

Nas imagens, o jornalista aparece caído ao chão e com muito sangue na região da cabeça. Ele alega perseguição política como a causa das agressões.

Ao Midiamax, ele contou que acredita que não se tratava de um assalto porque os homens não levaram nenhum pertence, como a mochila e os equipamentos de trabalho. “Se fosse mais fundo o corte, eu não estaria mais aqui”, relatou.