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Bela Vista-MS Segunda-Feira, 22 de Junho de 2026
Operação Bloodworm do GAECO desarticula facção criminosa em MS: 61 condenados e 302 anos de prisão

Operação Bloodworm do GAECO desarticula facção criminosa em MS: 61 condenados e 302 anos de prisão

Quando um efetivo de mais de 200 profissionais do Ministério Público e da segurança pública saiu às ruas logo ao amanhecer do dia 5 de maio de 2023, a missão era cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão de uma operação ambiciosa, desencadeada para desarticular em Mato Grosso do Sul uma das maiores facções criminosas do País, surgida há quase meio século no Rio de Janeiro (RJ). Passado um ano e meio, os resultados são expressivos, com 61 condenados a penas que somam mais de 300 anos.

Entre os sentenciados, quatro são advogados, que se utilizavam das prerrogativas profissionais para fazer o trabalho de “pombo-correio” dos faccionados, função apelidada de “gravata” no mundo do crime.

A maior condenação obtida pelo trabalho do GAECO foi de um policial penal – 10 anos e 8 meses de prisão – por se valer do cargo público para auxiliar as ações criminosas, incluindo dar acesso a telefones móveis aos presos na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, em Campo Grande. A unidade prisional, até então, era conhecida por ser “anticelular”.

Essas punições determinadas pela Justiça em primeiro grau são consequências da operação Bloodworm, lastreada em investigações feitas durante 15 meses pelo GAECO. O trabalho revelou que a facção do Rio de Janeiro estava se estruturando e expandindo suas operações no estado, utilizando a Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II como base.

Mesmo com rígidas regras de segurança da unidade, a entrada de celulares para uso dos presos foi facilitada pela corrupção de policiais penais e advogados a serviço da máfia. Por meio dos aparelhos, as lideranças negativas se comunicavam, mesmo estando no cárcere. De dentro da cadeia, coordenavam crimes como roubos, tráfico de drogas e comércio de armas, revelaram as provas obtidas. Preparavam-se, ainda, para uma guerra com a maior facção do Brasil, nascida em São Paulo, na tentativa de dominar o crime em Mato Grosso do Sul, região estratégica para o mercado ilegal de drogas, armas e também corredor de fuga de bandidos.

Confira os números da Bloodworm:

9 ações penais julgadas
2 ações penais pendentes de julgamento
61 pessoas condenadas
302 anos, 4 meses e 7 dias de penas no total

Crimes

A maioria dos condenados foi enquadrada por integrar organização criminosa armada. Os outros crimes envolvem associação para o tráfico, tráfico de drogas, corrupção ativa e corrupção passiva, os dois últimos majorados pela infringência de dever funcional pelo servidor público corrompido.

“O GAECO conclui como sendo extremamente satisfatório o resultado do árduo trabalho desenvolvido para o fim de responsabilizar integrantes da perigosa organização criminosa Comando Vermelho, ainda que existam alguns recursos seus em andamento para aumentar ainda mais o grau dessa responsabilização penal”, comenta nota conjunta do Grupo Especial de Atuação e Repressão ao Crime Organizado.

Para o GAECO, “a ofensiva atingiu o grupo criminoso em um momento em que, pela primeira vez na história, tentava de fato se estruturar e se fortalecer em nosso Estado com o fito de rivalizar com a outra facção aqui atuante há mais tempo e também por muitas vezes igualmente combatida pelo Ministério Público e, em especial, pelo GAECO”.

“A relevância da atuação foi tamanha que culminou na punição de dezenas de integrantes perigosos, com vasto histórico criminal; líderes locais e regionais dessa organização ramificada em todo o país; além de advogados, que se utilizavam da importante função para praticar crimes e auxiliar o grupo criminoso a se desenvolver e, ainda, um policial penal, que, por dar guarida à atuação dos meliantes, com eles cooperando para o ingresso de celulares no presídio, foi devidamente excluído da função pública”, explica a nota conjunta.

Trabalho a muitas mãos

As provas para levar às condenações foram recolhidas na fase de campo da operação Bloodworm, quando foram cumpridos 92 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Mato Grosso. Para levar as ações a termo, a operação teve o apoio de diversas forças de segurança e inteligência: a Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público do Rio de Janeiro, os GAECOs dos Ministérios Públicos do Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e a GISP (Gerência de Inteligência Penitenciária), órgão da Agência de Administração do Sistema Penitenciário de Mato Grosso do Sul.

Em razão da existência de advogados como investigados, as ações foram acompanhadas pelas Comissões de Defesa e Assistência das Prerrogativas dos Advogados das Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil no MS, MT e RJ.

Entenda o nome

A denominação da operação como “Bloodworm” faz referência a um verme conhecido por sua ferocidade, resistência e coloração vermelha, características que se assemelham às ações violentas e hostis praticadas pela organização criminosa.

Pantanal de MS tem quatro focos de incêndios ativos e trabalho de combate no bioma completa 198 dias

Pantanal de MS tem quatro focos de incêndios ativos e trabalho de combate no bioma completa 198 dias

Com quatro focos ativos de incêndios florestais no Pantanal sul-mato-grossense, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, com o apoio das demais forças de segurança nacionais e estaduais empenhadas na Operação Pantanal 2024 há 198 dias, mantém ações de combate ao fogo nas regiões do Paiaguás e Abobral (Passo do Lontra).

Um dos principais focos está na divisa com o Mato Grosso. O incêndio já registrou, ontem, uma linha de fogo de aproximadamente 40 quilômetros de extensão. As chamas passaram para o Mato Grosso do Sul vindas do estado vizinho, iniciada no Parque Nacional do Pantanal Mato-Grossense.

Também estão em monitoramento focos em Corumbá (nas regiões pantaneiras do Paiaguás, Nabileque, Paraguai-Mirim, Forte Coimbra, Serra do Amolar, Albuquerque), Rio Negro (Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro), Costa Rica, Aparecida do Taboado, São Gabriel do Oeste, Dourados, Coxim, Inocência, Paranaíba, Naviraí (Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema), Miranda, Porto Murtinho, Nioaque e Aquidauana.

Um novo ciclo de trabalho na temporada de incêndios florestais teve início ontem (15), inclusive com a troca de dez bombeiros militares do Rio Grande do Sul, estado que continua a apoiar as ações de controle e extinção do fogo no Pantanal.

As ações contam com o apoio do GOA (Grupamento de Operações Aéreas), que auxiliam os militares que fazem o combate direto em solo. As equipes continuam a realizar o monitoramento nas áreas impactadas e nas localidades onde estão instaladas as 12 bases avançadas, que contribuem para uma resposta mais ágil para o início do combate, em caso de ocorrência de fogo.

As chuvas que ocorreram desde o fim de semana passada contribuíram para aliviar a situação, especialmente após o período de seca. Porém o Pantanal ainda enfrenta condições climáticas adversas, principalmente em relação as altas temperaturas e variação dos ventos, que elevam os riscos de incêndios florestais.

Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS
Fotos: CBM-MS

Veículo com cigarros e pneus ilegais são apreendidos pelo DOF em Dourados

Veículo com cigarros e pneus ilegais são apreendidos pelo DOF em Dourados

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na madrugada desta quarta-feira (16), 1.250 pacotes de cigarros e mais 58 pneus. A mercadoria, de origem estrangeira, seguia sem a documentação legal exigida para a circulação e o comércio no Brasil.

Os militares realizavam um patrulhamento pela rodovia BR-463 já próximo a Dourados, quando visualizaram o veículo em deslocamento, com os faróis apagados. O homem, de 32 anos de idade, disse que trabalha como freteiro e que a mercadoria ilegal teria como destino a cidade de Dourados.

A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Federal em Dourados. O valor estimado ao crime foi de R$ 125,4 mil.

Mais de 300 mil reais em aparelhos de telefone celular são apreendidos pelo DOF em Vista Alegre

Mais de 300 mil reais em aparelhos de telefone celular são apreendidos pelo DOF em Vista Alegre

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) apreenderam, na madrugada desta quarta-feira (16), 103 aparelhos de telefone celular; 38 capacetes; 30 patinetes; e, 36 patins. A mercadoria, de origem estrangeira, seguia em um veículo Land Rover Discovery e o condutor não apresentou a documentação legal exigida, para a circulação e o comércio no Brasil.

Os militares do DOF realizavam um bloqueio para fiscalização na rodovia MS-164, na região do Distrito de Vista Alegre, no município de Maracaju. Durante a vistoria veicular localizou-se os produtos ilegais no interior do veículo e em compartimentos ocultos nas portas. O condutor, 30 anos de idade, apenas informou que foi contratado para fazer o frete dos produtos.

A ocorrência foi registrada e entregue na Receita Federal em Ponta Porã. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 334 mil.

Inep altera datas para aplicação de provas do Encceja destinado a privados de liberdade

Inep altera datas para aplicação de provas do Encceja destinado a privados de liberdade

O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio de Teixeira) anunciou alterações no calendário do ENCCEJA PPL (Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos destinado às Pessoas Privadas de Liberdade) 2024.

As provas, anteriormente previstas para os dias 15 e 16 de outubro, agora ocorrerão nos dias 29 de outubro (Ensino Fundamental) e 30 de outubro (Ensino Médio). Além disso, a divulgação dos gabaritos, que seria feita em 28 de outubro, foi adiada para 11 de novembro. No entanto, os horários de aplicação permanecerão os mesmos.

Em Mato Grosso do Sul, 3.255 custodiados pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) realizarão o exame, em 36 presídios e cinco patronatos penitenciários. Além deles, participam do Encceja no estado internos da Penitenciária Federal e adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, cujo quantitativo não está incluso nos números informados pela agência penitenciária.

Conforme os dados apresentados pela Divisão de Assistência Educacional da Agepen, o total representa um aumento de 11,8% de inscritos, com relação ao ano passado, quando 2.910 pessoas em privação de liberdade participaram e de cerca de 61,3% no comparativo de cinco anos atrás, com 2.017 inscritos ao todo em 2019.

As provas acontecem em unidades da Agepen em Campo Grande, Dourados, Três Lagoas, Corumbá, Aquidauana, Amambai, Bataguassu, Cassilândia, Dois Irmãos do Buriti, Ponta Porã, Rio Brilhante, São Gabriel do Oeste, Jardim, Coxim, Caarapó, Ivinhema, Nova Andradina, Paranaíba e Naviraí.

O Encceja PPL visa aferir habilidades e saberes em nível de conclusão do Ensino Fundamental ou do Ensino Médio para fins de correção do fluxo escolar, além de possibilitar remição de pena aos custodiados.

A participação nos exames de certificação conta com o engajamento das equipes de servidores das unidades penais, que promovem a divulgação e conscientização dos internos, e contam com o apoio da Diretoria de Assistência Penitenciária e da direção-geral da Agepen, visando o papel fundamental que a educação exerce no desenvolvimento intelectual e na formação moral da pessoa, servindo de instrumento basilar para a ressocialização.

De acordo com o Inep a prova voltada às pessoas em situação de prisão segue o mesmo formato da regular, o que muda é o conteúdo das questões.

Comunicação Agepen

Homem que seguia com droga para Três Lagoas é preso pelo DOF em Maracaju

Homem que seguia com droga para Três Lagoas é preso pelo DOF em Maracaju

Policiais militares do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) prenderam, na manhã desta segunda-feira (14), um homem de 18 anos de idade por tráfico de drogas.

Os militares realizavam um bloqueio policial para fiscalização na rodovia MS-164, área rural do município de Maracaju, quando deram a ordem de parada ao condutor de um ônibus de passageiros. Durante a vistoria no compartimento de bagagens localizou-se uma mochila com 14 invólucros de Skank, com peso total de cinco quilos.

O passageiro, identificado como o proprietário da mochila, contou aos policiais que adquiriu a droga em Ponta Porã; e pretendia revendê-la na cidade de Três Lagoas (MS). A ocorrência foi registrada e entregue na Delegacia da Polícia Civil em Maracaju. O valor estimado ao crime foi de R$ 50 mil.