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Bela Vista-MS Sábado, 20 de Junho de 2026
Moedas também formam fortunas: Wilson Aquino*

Moedas também formam fortunas: Wilson Aquino*

O ser humano é mesmo incrível. Na sua luta pelo aperfeiçoamento pessoal e profissional, busca o sucesso mirando em grandes metas a serem alcançadas e não dá valor às pequenas conquistas que alcança ao longo do caminho. Se esquece que todo avanço, toda realização, mesmo que pequenina, é importante.

Muitos passam a vida lutando e produzindo pequenos feitos, que no final lhes dão a certeza do dever cumprido em questões pessoais, sociais, profissionais, familiares e espirituais.

Outros, mesmo conseguindo grandes avanços, chegam a determinado ponto na vida em que se sentem frustrados por não conquistarem mais e mais.

Depois de alguns anos de casado, observei que minha esposa estava um tanto frustrada por não termos conseguido, naquela ocasião, a tão desejada reforma de nosso apartamento. Ela achava que somente depois disso poderia desfrutar plenamente da tranquilidade no lar. Também achava que a conclusão de sua faculdade de Direito a ajudaria nesse processo de realização pessoal.

Foi um trabalho de amor e paciência até ela entender que deveria valorizar e curtir tudo o que tínhamos ao nosso dispor em todos os momentos de nossas vidas.

Ainda me lembro quando a vi nervosa em casa por conta das reformas que não aconteciam. Me lembro de tê-la chamado até a sala onde estava sentado, pedindo que também se sentasse e voltasse os olhos para o corredor do nosso apartamento para ver o jogo de quarto completo, embutido, que mandamos fazer em madeira nobre (marfim) o jogo de sapateira e armário, também até o teto, da mesma forma que no quarto de nossa filha. Investimos uma fortuna e já estava quitado. Assim como quitado também estavam as parcelas do financiamento que fizemos da nossa casa, nosso apartamento que definitivamente era agora, inteiramente nosso. Quando sentou pedi que avaliasse essas e outras pequenas conquistas que vínhamos obtendo ao longo de nossa vida conjugal.

Não demorou para que ela concordasse que éramos sim privilegiados em muitas questões. Passou a valorizar melhor as coisas à sua volta e deixou de se frustrar por aquilo que (ainda) não tínhamos.

Sempre encontro muitos que vivem assim, esperando conseguir coisas como uma casa, um emprego melhor, riqueza em abundância, consumar um casamento, obter o tão sonhado diploma de curso superior, para só então “viver plenamente e ser feliz”. Quanta ilusão! Não se pode perder tão precioso tempo de nosso cotidiano, desvalorizando a vida, só porque não se tem aquilo que se deseja.

As pessoas precisam entender que não podem adiar o prazer que a vida proporciona a cada um a cada amanhecer, somente porque não temos alguma coisa que desejamos. Coisas que nem sempre são de fato necessárias. E mesmo que o seja, insisto, nada impede da pessoa ser feliz agora como é e com o que tem.

Pois o mais importante é ter uma vida digna e honesta, alicerçada em bons princípios morais e espirituais, e de acordo com os mandamentos e ensinamentos de Deus.

E é Ele quem nos dá o maior exemplo de simplicidade, alegria e amor à vida. Foi por isso que enviou Seu filho, Jesus Cristo, para nos ensinar pessoalmente, como ser um bom ser humano. Cristo fez isso de maneira exemplar e nos deixou as Escrituras Sagradas para que não esqueçamos nunca de como fazer isso.

Em Lucas (12:15), um alerta: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui”.

Ele nos ensina que devemos louvar e enaltecer nosso Pai Celestial, criador de todas as coisas e essa lembrança deve ser permanente e constante na vida de todos. A cada amanhecer devemos ser gratos pelo privilégio que Ele nos dá de vivermos mais um dia.

No final, vencedor e realizado será todo aquele pai e/ou aquela mãe que criou, educou e encaminhou bem os filhos, sempre alicerçados em princípios morais e espirituais, para a vida. E não aquele que juntou grandes fortunas financeiras, imobiliárias ou de qualquer outra natureza, pois não é esse o sentido da vida.

*Jornalista e Professor

Dragagem do Rio Paraguai – Uma nova ameaça ao Pantanal

Dragagem do Rio Paraguai – Uma nova ameaça ao Pantanal

Dentro da perspectiva de que todas as intervenções em cursos de água, independentemente de objetivos técnicos específicos, devam contemplar a melhoria ou preservações das condições ambientais, projetos de regularização de vazões ou dragagem do leito dos cursos de água com uso de técnicas rígidas de engenharia são exemplos clássicos de ações contrárias ao comportamento natural dos rios.

A criação do porto fluvial “Barranco Vermelho “no município de Cáceres (MT) e, consequentemente, a implicação de uma nova modelagem do leito do rio Paraguai para escoamento da produção por grandes embarcações, urge uma melhor compreensão das implicações que este empreendimento irá ocasionar nos processos ecológicos, hidrogeomorfológicos e bioquímicos no curso do rio Paraguai.

Não há dúvidas que o rio Paraguai tem enorme importância estratégica e econômica, já que é utilizado para abastecimento, como via de navegação, como fonte de alimento e como atração turística em torno do qual se desenvolve boa parte da economia local. Como artéria principal da Bacia do Alto Paraguai, o rio Paraguai proporciona bens e serviços ambientais, dos quais nos beneficiamos, às vezes inadvertidamente e vorazmente.

Por serviços ambientais, entendem-se aquelas funções que desenvolvem os ecossistemas e que se traduzem em benefícios para a qualidade da vida, inclusive humana. Estes serviços ambientais podem se quantificar, tanto a sua eficiência em relação a um processo concreto, quanto seu custo econômico. Entre as funções do rio Paraguai que podem ser traduzidas em serviços, destacamos: disponibilidade de água potável, disponibilidade de água para atividades econômicas, sedentação para animais (incluindo a pecuária), produção de alimento (peixes por exemplo), regulação do clima local e global, controle de gases do efeito estufa (CO2 e metano), regulação das cheias, reciclagem de nutrientes (depuração da água), tratamento e depósito de materiais (sedimentos e orgânicos), turismo, lazer, cultura, entre outros.

Todo e qualquer processo de dragagem do leito de um rio, traz um dano progressivo tanto na qualidade como na quantidade – às vezes irreversível – não apenas nos ecossistemas aquáticos, mas também na disponibilidade de água para o próprio ser humano em condições seguras para seu consumo e demais usos. Desse ponto de vista, o meio aquático deve ser algo mais do que um simples local de um recurso a ser explorado ou alterado para atender um determinado empreendimento: trata-se de um sistema natural complexo que dá suporte a ecossistemas, cuja conservação deve ser feita de modo a garantir seu funcionamento sustentável. Assim, qualquer intervenção que queira ser feita no rio Paraguai requer uma compreensão profunda das relações entre suas propriedades e a maneira com que tal dragagem pode influir nos processos físicos, químicos e biológicos que são a base de seu funcionamento.

Revolver o fundo de um rio significa expor todo e qualquer contaminante que se encontra em repouso no leito. Ou seja, toda e qualquer dragagem tem seu efeito contaminante. Entende-se aqui ao conceito de “contaminação” em seu sentido mais amplo, para então ater-se às alterações decorrentes de perturbações de tipo físico, químico ou biológico. Do ponto de vista prático, é importante considerar ainda, para efeitos normativos e de legislação, a ideia de que a contaminação aquática deve manter-se dentro dos marcos dos usos da água: consumo humano, vida aquática, lazer, sedentação animal, entre outros.  Nesse contexto, contaminação será então, a alteração da qualidade de maneira que fique prejudicado determinado uso que se faz desse recurso. Entre os contaminantes estão os primários (introduzidos pelo homem no ambiente e que se encontram depositados no leito do rio) e os secundários, originados a partir de um precursor ou poluente primário (que também se encontram depositados no leito do rio). Este seria o caso, por exemplo, dos compostos DDE e DDD resultantes da degradação do pesticida DDT; e os sulfetos formados por redução micribiológica de sulfatos em ambientes aquáticos anóxicos (leitos dos rios e baias). Além disso, com a dragagem estaríamos expondo o rio a uma contaminação difusa, quando esta ocorre pontualmente e pouco definida e dispersa no espaço e no tempo (ex, drenagens agrícolas). A que a escala de tempo se refere, deve-se igualmente entender de maneira geral, que uma dragagem não é única e pontual, o que teremos contaminação agudas (produzidas por emissão de certa intensidade em períodos curtos) e a contaminação crônica procedente (em trechos do rio) com frequência, de fontes pouco determinadas ou difusas, cujos efeitos somente são perceptíveis em períodos mais longos de observação.

Toda e qualquer atividade de drenagem altera profundamente a condutividade (condução elétrica de uma solução aquosa), o nível de salinidade, a temperatura, o pH, acidez e alcalinidade. A exposição do leito de um rio ao longo do seu curso, altera profundamente o Potencial Redox (uma medida de tendência de uma espécie química de se reduzir). Por outro lado, a turbidez da água depende da quantidade de material em suspensão presente, ou seja, toda dragagem aumenta os sólidos em suspensão e turbidez, impedindo a passagem de luz e consequentemente afetado a produtividade primária do ecossistema, o que afeta diretamente a microflora e microfauna e consequentemente os animais filtradores. O aumento da turbidez também afeta os índices de oxigênio dissolvido na coluna de água, um parâmetro-chave em relação à qualidade do meio aquático, cuja presença torna possível a respiração dos organismos aeróbios (como os peixes e invertebrados) e influi, além disso em muitas reações químicas.

A estratificação da água em massas profundas, concorre também para a formação de gradientes verticais de oxigênio dissolvidos, de maneira que favorece certas espécies (incluindo peixes) a viverem nestas faixas (termoclinas) de oxigênio dissolvido. A ruptura da termoclina, com a consequente mistura de águas, poderá trazer sérios riscos a fauna local.

As dragagens de um leito de rio também provocam alterações na distribuição de nutrientes. São denominados “nutrientes” todos aqueles componentes essenciais para o desenvolvimento e a manutenção da vida de um ecossistema aquáticos, sobretudo os nutrientes principais ou macronutrientes, necessários ao crescimento e desenvolvimento dos organismos vivos, entre os quais os elementos nitrogênio, fósforo, potássio, enxofre, magnésio e cálcio.

Nos sistemas naturais aquáticos, os nutrientes que limitam a produção primária de biomassa são o nitrogênio e o fósforo. As concentrações de nitrogênio e fósforo inorgânico em situação natural pode ser alterada em virtude da remoção de areia do leito de um rio, que contribuirá para a excesso de exposição de nutrientes depositados (oriundos principalmente da atividade agrícola, pecuária e, também, dos escoamentos urbanos).

Outra fonte de poluição será exposta com a dragagem de um rio: metais pesados e metaloides. Os metais são elementos que formam a crosta terrestre, e sua interação com a água faz parte de seu ciclo natural quando em concentrações baixas. No entanto, com a dragagem do leito, essas concentrações podem ser incrementadas, e em alguns casos, ao ponto de causar toxicidade aquática e colocar em risco a saúde humana. Além dos metais propriamente ditos (Al, Fe, Mn, Cr, Zn, Cu, Pb, Ni, Cd, Hg, Ag, etc.), deve-se considerar ainda alguns elementos semimetálicos ou metaloides, como As, Se e Sb, cujo ciclo natural é similar. Ainda que muitos destes elementos formem oligocompostos essências para alguns organismos vivos, a maioria pode ser tóxica se as doses ultrapassarem determinados níveis.

Outros elementos serão aflorados com a movimentação do leito do rio Paraguai. Entre eles os chamados “pesticidas”.  Em função do tipo de organismos sobre os quais atuam, podem ser classificados em inseticidas, herbicidas, fungicidas e nematicidas, e em função do grupo químicos do princípio ativo, classificam-se em famílias muito diversas (ex. cloroacetanilidas, oximas, dinitroanilinas, organofosforados, fenoxiácidos, tiocarbamatos, triazinas, benzimidazoles, dentre outros). Os campos de aplicação são igualmente variados sendo utilizados em tratamentos fitossanitários (agricultura e indústria), setor terciário (turismo, portos, infraestruturas, cemitérios, etc), pecuária, aquicultura e higiene pessoal. Estes elementos estão depositados no leito do rio.

Ao longo dos anos, os pesticidas têm sido substituídos, passando de compostos bioacumulativos e de difícil degradação, como os organoclorados (DDT, lindano, ciclodienos do tipo aldrin, endrin, dieldrin), a compostos mais polares e degradáveis, tais como os n-metilcarbamatos e piretroides. No entanto, sucessivas camadas destes compostos se sobrepõem no leito do rio.

A respeito de sua análise em campo, a maior parte dos pesticidas utilizado no passado se encontram depositados no leito do rio Paraguai como COMPOSTOS ORGÂNICOS PERSISTENTES (COPs), de elevada capacidade de bioacumulação e transmissão ao longo da cadeia trófica de todo o ecossistema.

A qualidade do meio fluvial, diferentemente de sua quantidade, é essencialmente um atributo multiparamétrico, que requer, por um lado, a participação de especialistas para uma correta interpretação e, por outro, torna muito complicada a manipulação da informação, o que é um sério inconveniente do ponto de vista de gestão. É nesse contexto que se baseia a utilidade dos denominados ÍNDICES DE QUALIDADE DA ÁGUA, cujo propósito é agregar a informação, integrando em apenas um número, parâmetros, lugares e períodos distintos. Não me surpreende saber que este projeto de dragagem do rio Paraguai não fará em seu ESTUDO DE IMPACTO AMBIENTAL – EIA, seu monitoramento, tendo em vista que tal índice dependerá de monitoramento permanente de variáveis hidromorfológicas, biológicas e físico-químicas.

A dragagem do rio Paraguai expõe a necessidade de um programa institucional de monitoramento da qualidade da água como subsídio às decisões de gestores sobre tal obra de engenharia. Este novo cenário, inquestionavelmente, requalifica os papéis dos agentes públicos e sociais que atuam no processo participativo de gestão da água. Entretanto, está previsto pelas legislações que não é lícito poluir as águas em prejuízo de terceiros e, além disso, cabe a quem polui o ônus da execução de trabalhos visando à salubridade das águas.

AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS DA OBRA

Não conseguimos acesso ao Estudo de Impacto Ambiental (EIA-RIMA) de tal empreendimento. Entretanto, há de saber que a problemática se origina do uso conflitante gerado pela demanda de escoamento da produção agrícola quanto pelas próprias alterações das condições ambientais. Cabe ressaltar que o conflito de interesse ocorre sempre quando uma atividade econômica ameaça determinadas áreas com importantes atributos ecológicos ou ecossistemas sensíveis que são protegidos legalmente.

Os impactos ambientais negativos ou adversos se manifestam ou são identificados em virtude de alterações indesejáveis da qualidade ou das condições ambientais. Neste caso, pode ser observado, por exemplo, que a qualidade da água do rio Paraguai pode ser comprometida para o abastecimento público ou para a recreação (pesca esportiva) ou até mesmo para a sobrevivência da população ribeirinha (pesca de subsistência).

O objetivo de se estudar os impactos ambientais é, principalmente, avaliar as consequências das ações impactantes – local, regional e global – de uma atividade ou empreendimento, por meio de métodos e técnicas de previsão dos impactos ambientais, para que possa prevenir o prejuízo à qualidade de determinado ambiente – ação direta ou indiretamente afetada – que poderá sofrer consequências nas fases de implantação e operação.

Nesse contexto, caberá à equipe multidisciplinar dos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul avaliar os trabalhos apresentados pelos responsáveis pela condução e elaboração do estudo de avaliação de impactos ambientais (EIA-RIMA) e na apresentação das soluções para mitigação dos impactos negativos e potencialização dos impactos ambientais e sociais positivos (se houverem) das ações de intervenção no rio Paraguai.

Além disso, diante da complexidade e heterogeneidade dos interesses envolvidos no processo de licenciamento da obra de retificação do leito do rio Paraguai, por meio de dragagem ou explosões, a avaliação de impactos ambientais requer uma condução compartilhada no processo de gestão, tornando-se necessária a observação de procedimentos de participação pública nos processos de tomada de decisão sobre os danos ambientais previsíveis.

Ressaltamos que a moderna literatura jurídica brasileira encontra dificuldade para definir “dano ambiental” e o conceito é apresentado casuisticamente, de acordo com cada realidade. No em questão, onde se configura o dano ao um sistema fluvial contata-se dano ambiental lato sensu. Isso pelo fato que o valor protegido constitucionalmente é a disponibilidade e qualidade do recurso hídrico, da biota e da saúde pública que poderão ser negativamente afetadas. Assim, ganha importância a abordagem jurídica de prevenção e precaução, exatamente pela complexidade que envolve o dano ambiental. Nessa linha, a postura mais adequada, quando se trata de questões ambientais, é de evitar o dano, sempre que possível. As ações devem ser voltadas não apenas para luta a posteriore do dano, mas para a tutela ante litem, que visa à tutela do risco de dano. Assim, ocorrendo um dano aos recursos hídricos, caberá ao operador do Direito identificá-lo, identificar a autoria e relacionar a ação ao dano constatado.

Conclui-se que o Brasil tem legislação moderna e rigorosa, e o sistema de responsabilidade civil pelos danos ambientais é objetivo, fundamentado a teoria do risco integral, na inversão do ônus da prova e no abrandamento da carga probatória do nexo de causalidade. Essas características jurídicas visam a favorecer o impedimento de todo e qualquer atividade que possa trazer prejuízos ao meio ambiente.

Em essência, a maioria dos esforços em todo o mundo é empenhada na melhora das condições dos nossos rios, mas o significado de melhoria é discutível, pois reflete noções e anseios divergentes. Melhorar a navegabilidade do rio Paraguai terá um custo altíssimo se forem negligenciados os aspectos ecológicos/ambiente fluvial, focando nas necessidades humanas dentro de uma perspectiva funcional ou utilitária, baseada em conveniências econômicas de curto prazo em detrimento de valores socioculturais, recreativos e estéticos. Por outro lado, o empreendimento poderá trazer sérios prejuízos as Unidades de Conservação localizadas a jusante. Trata-se de áreas protegidas que sofrerão grandes modificações hidrológicas de estruturas, habitats, biota, causando deterioração morfológica de sua paisagem. Levando-se em conta também, que tal empreendimento, deveria considerar o seu alto valor de conservação em âmbito nacional e internacional é preciso reconsiderar quais medidas são necessárias e quais podem ser reduzidas ou canceladas. Todavia, é difícil encontrar uma solução conciliatória para conservação da natureza, interesses econômicos e desenvolvimento sustentável.

Thomaz Lipparelli, PhD em Ciências Biológicas pela UNESP. Ex-Superintendente de Recursos Hídricos de MS.

Leia Coluna Amplavisão: Nestas eleições não perca o bom humor

Leia Coluna Amplavisão: Nestas eleições não perca o bom humor

MAU HUMOR: Nos últimos anos é visível a perda do nosso bom humor. Essa acidez seria fruto dos tempos bicudos? Postura impaciente que deve se agravar neste período eleitoral. Amizades, relações sociais e familiares rompidas e até violência. E será que vale a pena a polarização pelas ideias de políticos de quem você tem pouca ou nenhuma relação pessoal? Ora! Perca o voto, mas não perca o amigo.

É PRECISO pensar seriamente sobre isso. Eleger a identidade política partidária como  parâmetro na escolha das pessoas de nossas relações é injustificável. Uma grande bobagem! A postura dos vencedores, independentemente do partido, dificilmente corresponderá as expectativas geradas pelas mensagens (propagandas) divulgadas em campanha.

É GERAL: Se antes essa postura radical de eleitores era visível só nas eleições de cidades interioranas, hoje ela ocorre também em Campo Grande. A intolerância saiu dos limites da ‘guerra no trânsito’ e faz parte do cotidiano. Mas ao invés da polarização raivosa, cabe sim o humor irônico contra os políticos vilões fantasiados de vítimas ou ‘Salvadores da Patria”? Nos 2 casos os candidatos pedem nossa confiança. Mas eleitos, não a devolvem mais.

 COMPARAÇÃO: Há quem coloque no mesmo nível os políticos e os nossos jogadores de futebol. O torcedor fanático gasta e sofre com a falta de empenho dos atletas que tanto elogia. Para piorar seu astral, assiste decepcionado as declarações inconvincentes dos seus ídolos após as derrotas. A pergunta: será que eles merecem tanto destes torcedores ingênuos?

COMPROMETIMENTO: É a matéria prima do bom desempenho em todas as atividades. Na vida pública vem tornando cada vez mais escassa.  Como esperar que os políticos devolvam a confiança que depositamos neles nas urnas – se figuram no noticiário policial e até acabam presos? Portanto, não merecem que você perca seu tempo e o bom humor na defesa deles.

 A PROPÓSITO:  “Uma das piores consequências da polarização político-ideológica é a perda do senso de humor. Nem falo de piadas preconceituosas ou de baixo calão. Falo da ironia fina, dos trocadilhos, dessas atividades linguísticas que torna a vida mais palatável e que também nos faz pensar. Você, caro leitor, já deve ter passado por isso ultimamente: soltou um chiste inofensivo e acabou soterrado por problematizações…” (Lygia Maria, na ‘Folha de São Paulo”).

SALADA MISTA:  Dois fatores deverão ser determinantes na composição dos partidos em nível nacional com reflexos nos Estados: as janelas partidárias que estão abrindo e a definição das Federações Partidárias que já vislumbram como complexas por razões conhecidas. O que pode ser possível em nível federal, seria utopia em cada Estado. Uma caixa de pandora!

CENÁRIO-1: Teremos 3 novas vagas para a Câmara Federal devido as novas opções  eleitorais anunciadas: da deputadas Tereza Cristina (DEM), Rose Modesto (PSDB) e Tio Truts (PSL), pré candidato ao Governo pelo PTC. Esse quadro incentiva inclusive novos pretendentes que já fazem as contas para concluir se tem ou não chances de chegar lá.

CENÁRIO-2:  Quais nomes de peso trocarão de siglas? Reinaldo renuncia ou cumpre o mandato? Qual o rumo do vice governador Murilo Zauthi (DEM)? Rose Modesto (PSDB) seria candidata ao Senado, governadora ou a deputada federal? Como Marcos Trad (PSD)  vai costurar sua candidatura? Como se portará o ex-governador Puccinelli (MDB) na Federação Partidária abrigando também o concorrente Eduardo Riedel (PSDB)?

ESQUISITA a hipótese do MDB e PSDB juntos. Embora discreto, o governador Reinaldo nunca poupou críticas à conduta de seu antecessor do MDB – casos do caríssimo Aquário do Pantanal e da famigerada Lama Asfáltica. Essa proximidade por mera conveniência poderá ser negativa aos olhos do eleitor antenado, alterando o seu humor inclusive.

VERDADE?  Para o presidente do MDB – deputado Baleia Rossi partido não fará parte de federação de olho nas eleições nos Estados e na Câmara Federal. Reafirma o projeto com Simone Tebet ao Planalto enquanto o senador Renan Calheiros (MDB) troca afagos com o ex-presidente Lula.  O MDB tinha 66 deputados federais e caiu para 34 em 2018 . Enfim, envelheceu também em nível nacional.

DIFICULDADES.   Comuns a todos pretendentes ao Governo Estadual. No caso do ex-governador Puccinelli (MDB) é montar uma chapa forte. Para a Assembleia teria 3 nomes competitivos: Jr. Mochi e os deputados Renato Câmara e Marcio Fernandes. Para a Câmara Federal deve priorizar o ex-senador Moka. Para o senado seria Rose Modesto ou Tereza Cristina.

MARQUINHOS TRAD: Com as bênçãos do presidente Gilberto Kassad confirma sua pré candidatura ao Governo neste sábado, desfazendo assim especulações. O desafio maior é popularizar seu nome e viabilizar apoios no interior. Vai tentar atrair bons nomes durante a janela partidária e um dos nomes confirmados é do deputado estadual Felipe Orro que já deixou o PSDB.

EDUARDO RIEDEL: Vem fazendo a lição de casa e constrói cenário favorável para a oficialização de seu nome ao Governo pelo PSDB. A opinião unânime é que ele melhorou sua performance nas tratativas com vereadores, prefeitos, deputados e agentes políticos. Indicado pelo governador Reinaldo já colhe dividendos pela sua participação elogiada na administração estadual. Sem desgastes quer emplacar a imagem do novo e competente.

ZECA DO PT: Pés no chão,  faz a leitura do quadro local e aguarda os próximos capítulos da sucessão presidencial. Tem  compromisso com Lula e o partido, mas há circunstâncias  diferentes daquelas dos últimos pleitos. Enquanto a hora da decisão não vem, Zeca vai conversando com protagonistas de peso. Responsabilidade com maturidade.

DOURADOS: Continua sendo vista como uma efervescente caixa de maribondos.  Os seus políticos em contínua movimentação, rendendo comentários críticos e colocando em dúvidas inclusive a viabilidade de seus projetos nestas eleições. Ainda é cedo para apontar quem serão os seus líderes vitoriosos. Dourados; quem te conhece…

EM ALTA: Café amigo com o deputado Lídio Lopes (Patri). Paciente, tem a vocação para ouvir e só depois emitir mineiramente sua opinião. Feliz com a receptividade de seu trabalho, já trabalha pela reeleição. Tem percorrido todo o Estado, ouvindo lideranças. O melhor: sua eleição para a presidência da UNALE não tem atrapalhado sua agenda estadual.

AVALIAÇÕES: O deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), segundo o Instituto Ranking, além de ser o parlamentar melhor avaliado lidera na intenção de votos. Enquanto isso, seu colega Lucas de Lima (Sol.) é o segundo colocado para a reeleição. Na mesma pesquisa o deputado Marçal Filho (PSDB) é o segundo melhor avaliado em 30 cidades entre 21/26 de fevereiro de 2022, registro no TSE sob nºs MS-01590/2022 e BR-05274/2022.

SURREALISTA: A guerra na Ucrânia rachou as ideologias antes bem definidas. Temos visto Bolsonaristas alfinetando o Presidente da República por suas insistentes declarações contraditórias e pela sua visita inoportuna à Moscou. Há também esquerdistas criticando os comunistas ‘imperialistas’ pela invasão. Contradições a parte, especialistas lembram: a ‘geopolítica’ mudou.

TUTANO: Exemplos de patriotismo dos ucranianos repercutem mundo afora.  Esse sentimento pela terra, liberdade, cultura e valores é fruto da luta contra as invasões e ocupações ao longo de sua história sofrida. Nós brasileiros, de passado curto e inconvincente, admiramos e invejamos o ‘tutano’ do povo ucraniano.

 

PILULAS DIGITAIS:

Lula prepara discurso para se aliar a quem defender o impeachment de Dilma (na internet)

Ser político é encontrar sempre uma saída honrosa, é nunca pisar nos amigos sem pedir desculpas. (Millôr Fernandes)

Agora começa aquela fase difícil entre o carnaval e o mês de dezembro (na internet)

No Brasil, hoje, há escassez de lideranças públicas, pouca qualificação nos debates e elevado grau de polarização política. (Everardo Maciel)

Na guerra, a primeira vítima é sempre a verdade. ( Ricardo Noblat)

STF forma maioria para manter fundão eleitoral em R$4,9 bilhões. (na internet)

Para onde vamos depois da morte: Wilson Aquino*

Para onde vamos depois da morte: Wilson Aquino*

Depois da perseguição e morte de apóstolos e sacerdotes de Cristo, um tempo depois de Sua crucificação e ressurreição, a igreja estabelecida por Ele entrou no mais profundo e longo período de apostasia (afastamento da verdade). Até que em 1823, por intermédio de um garoto de apenas 14 anos, o Senhor deu início ao processo de restauração do Evangelho na Terra e do restabelecimento da Sua igreja entre os homens.

O menino era Joseph Smith, do Estado de Vermont/EUA, que também foi perseguido e morto por uma turba furiosa alguns anos depois. Mas não sem antes dele receber das mãos de Deus, por intermédio de um anjo, o Evangelho restaurado que estava em pergaminhos antigos e que foram traduzidos e revelados ao mundo como o Senhor previu em Apocalipse (14:6): “E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o Evangelho eterno, para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo”.

Os pergaminhos haviam sido escritos por vários profetas desde 600 a.C. até 400 d.C. A maioria deles era das Américas, onde Cristo também andou e pregou a Palavra depois de Sua ressurreição, e antes de subir aos céus.

A tradução deu origem ao Livro de Mórmon, um registro religioso de duas grandes civilizações que migraram do Velho Mundo para o continente americano. Uma veio de Jerusalém no ano 600 a.C. e posteriormente se dividiu em duas nações, conhecidas como Nefitas e Lamanitas. A outra veio muito antes, quando o Senhor confundiu as línguas na Torre de Babel. Este grupo é conhecido como Jareditas.

Por orientação do Senhor, Joseph Smith também restaurou Sua igreja, fundando A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que cresceu e se espalhou por todo o mundo. Hoje é a que mais cresce e entre inúmeras particularidades: não tem e nunca teve clero remunerado e é a que mais investe em serviços sociais, socorrendo a humanidade inclusive nas grandes catástrofes para onde leva mão de obra voluntária, água potável, alimentos e agasalhos para refugiados e sobreviventes. Possui uma estrutura gigantesca que lhe permite fazer isso em todo o mundo.

E foi pelo Espírito de revelação que o Senhor respondeu, por intermédio das autoridades da igreja Dele, à pergunta que incomoda o homem desde o início da sua existência: – Para onde irei depois desta vida?

A resposta, de acordo com a Sua igreja restabelecida, é a seguinte:  De uma perspectiva terrena, a morte física pode parecer como um final, mas na realidade é um começo, um passo à frente do Plano de Nosso Pai Celestial. Na morte, seu espírito deixará seu corpo e irá para o mundo espiritual, que é um lugar de aprendizado e preparação. (Cristo, depois de morto e ressuscitado, pregou o evangelho nesse local. Confira em I Pedro 3:18-20).

No mundo espiritual, as lembranças desta vida permanecerão com você. A morte não mudará sua personalidade ou seu desejo de fazer o bem ou mal. Se escolheu seguir Cristo durante sua vida na Terra, sentirá paz espiritual e descansará de seus afazeres. Aqueles que escolheram não segui-Lo e não se arrependem serão infelizes.

O Senhor sabia que muitos de seus filhos nunca teriam uma oportunidade de aprender sobre Jesus Cristo em sua vida e que outros escolheriam não segui-Lo. Por amar seus filhos, Deus providenciou uma maneira para que as pessoas aprendam sobre Seu Plano no mundo espiritual, tenham fé Nele e arrependam-se.

Um dos grandes dons de Deus para todos os que vêm à Terra é a ressurreição, que foi possível através da Expiação de Cristo. Quando Ele morreu na cruz, Seu espírito foi reunido ao Seu corpo glorificado e perfeito, que não morreria novamente.

Essa reunião do corpo e espírito é chamada ressurreição. Todos os que nascerem nesta Terra serão ressuscitados. Depois de ressuscitar, você será levado perante Deus para ser julgado de acordo com suas obras e os desejos de seu coração.

Depois de julgado, você viverá em um estado de glória. Devido à variedade de obras e desejos de todos, o céu inclui vários reinos, ou graus de glória.

REINO CELESTIAL – Deus e Jesus Cristo moram no Reino Celestial. Se você viver de acordo com o evangelho de Cristo e for limpo dos pecados, através da expiação, receberá um lugar nesse mais alto reino. Viverá na presença de Deus e conhecerá a alegria completa.

REINO TERRESTRE – As pessoas que se recusam a aceitar o evangelho, mas vivem de maneira honrada, receberão um lugar no Reino Terrestre.

REINO TELESTIAL – Aqueles que continuam em seus pecados e não se arrependem, receberão um lugar no Reino Telestial. (*Com Informações de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias)

*Jornalista e Professor

Leia Coluna Amplavisão: Federações partidárias não empolgam os políticos e o eleitor

Leia Coluna Amplavisão: Federações partidárias não empolgam os políticos e o eleitor

A COLUNA chega a edição de número 1.500.  E vale lembrar trecho da coluna de número 1.000 de 14 de agosto de 2014: “Difícil transitar neste terreno minado onde a guerra pelo poder se confunde com a vaidade humana. O estilo de escrever se funde com o caráter do jornalista ao falar de pessoas e fatos. Afinal, políticos são mais sensíveis do que se imagina. ”

REPETINDO: Na abertura de mais uma temporada eleitoral uma observação que deve e precisa ser captada pelos candidatos: quem não vota também opina. Pessoas que não votam por qualquer motivo são vozes do ‘coral da opinião pública’. Seria como os filhos opinando pela marca, tipo e cor do carro que o patriarca da família planeja comprar. Influenciam sim de algum modo.

IMAGEM: As últimas eleições mostraram a importância do trabalho de marketing como fator influenciador e até decisivo. Parece que os políticos entenderam e acabaram aderindo aos conceitos procurando ao menos se aproximar do modelo ideal aos olhos do eleitor. Comparando as fotos e as falas dos candidatos de ontem e de hoje percebe-se as mudanças.

CONCORRÊNCIA:  Os candidatos a cargos eletivos estarão expostos como  produtos na vitrine. Cada qual com seu atrativo ou potencial para seduzir o eleitor. Vão pesar a biografia, currículo (ou ‘folha corrida’), a imagem e o discurso com suas propostas. Igual o casamento; sabe-se apenas como os noivos saem da igreja. O capítulo seguinte é uma incógnita.

O INFERNO DOS POLÍTICOS: 500 chibatadas, duas horas no forno de 200 graus, 3 horas no freezer. Essa a pena dada ao político brasileiro corrupto na sua chegada ao inferno. Assustado, ele pediu para começar a cumprir a pena na semana seguinte, mas foi consolado pelo diabo de plantão: “ Fica na moita, não espalhe. O forno está quebrado e o freezer enguiçado” – E as 500 chibatadas? – perguntou o falecido. – “Ah…O sujeito desse serviço vem aqui de manhã, assina o ponto e cai fora. ”

A PIADA do folclóre político serve para ironizar a condescendência da justiça do Brasil na relação com os políticos. É crescente a tendência dos julgadores (e leis) em suavizar a pena dos políticos réus. Aliás, o ex-governador Sergio Cabral (MDB-RJ) e o ex-prefeito Gilmar Olarte de Campo Grande integram o grupo diminuto de políticos corruptos ainda presos.

DEPUTADOS & AÇÕES: Paulo Corrêa (PSDB): mostrou a melhora na proteção ao meio ambiente e combate aos desastres pelo Governo com aquisição de equipamentos modernos; quer mais medidas de proteção dos rios na Serra da Bodoquena;  José Teixeira (DEM): é seu projeto  ‘Cidade Amiga’ que cuida da inclusão social e proteção das pessoas autistas e seus familiares; pede a criação de delegacias voltadas ao atendimento dos deficientes físicos.  Lucas de Lima (Sol): Em Amambai, recepcionado pelo prefeito Ednaldo Bandeira conheceu a realidade do município; projeto de sua autoria visa incluir o Estatuto dos Idosos nas escolas para conscientização desta classe no contexto social; pede a manutenção de salas de aula no Ensino Médio na Escola Municipal do Jardim Caiobá, nesta capital. Paulo Duarte (MDB): tem proposta para permitir que os clubes escolares fomentem a pratica de esporte mediante alteração da Lei 5.466; motivado pelas  manifestações de apoio recebidas de entidades e lideranças da capital e de várias cidades da região pantaneira. Pedro Kemp (PT): Presidente da Comissão de Educação interviu junto a Fapec sobre o concurso dos professores temporários da Rede Estadual de Ensino, corrigindo injustiças pelos desencontros de informações e critérios que prejudicavam os concursandos. Antonio Vaz (REP); Ativo em “Fevereiro Roxo Laranja” contra Lupus, Alzheimer, Fibromialgia e Leucemia, tem projeto para atendimento emergencial de câncer nas crianças e adolescentes; em Naviraí visitou a ‘Academia Atleta Showww’ que atende mais de 200 crianças em 32 modalidades, além de ajudar o projeto ‘Capoeira em Ação’ com emenda parlamentar.  

ESQUISITO: Fala-se na participação do ex-senador Delcídio do Amaral (PTB) nestas eleições. Mas ele foi cassado e teve os direitos políticos suspensos pelo Senado em 2016 por quebra de decoro, com a pena de 8 anos vigorando a partir de 2018, quando terminaria seu mandato. Portanto, só o Senado Federal teria competência para rever aquela decisão.

DUVIDOSO: Hoje aos 67 anos de idade Delcídio teria dificuldades para garantir a volta ao cenário político partidário após o fim da pena. Basta fazer as contas. A política é dinâmica, novatos surgem. Mas apesar da punição Delcídio garantiu a aposentadoria inicial de R$11.500,00 – que na nossa realidade do país é boa. Vida que segue.

ENTRAVES: É pagar pra ver como as  federações partidárias vão respingar nos Estados, inclusive aqui em nosso quintal. Não será fácil consolidar na pratica os interesses regionais com a decisão nacional de aliança valida nos próximos 4 anos. O eleitor poderá  inclusive entender que há incoerências  afrontando  a tradição do quadro partidário local.

PERGUNTA-SE: Como acomodar André Puccinelli, Rose Modesto, Eduardo Riedel e Zeca do PT no mesmo time? Público e notório que os interesses deles são conflitantes, perseguem o mesmo cargo.  E ainda há questões envolvendo outros personagens, entre eles de Luiz H. Mandetta (DEM) Simone Tebet (MDB) Tereza Cristina (DEM). O prefeito Marquinhos Trad (PSD) é o único que ‘corre por fora’.

PARLAMENTARES EM AÇÃO:  Evander Vendramini (PP): é sua a proposta da  Coleta Itinerante para doação de sangue; pede o envio de ofício à Cia Votorantim para reformar o prédio da Igreja Santo Antônio localizada na área da empresa em Corumbá; pede o asfaltamento do trecho de 46 kms entre a MS-240 e a MS-080 ligando Corguinho ao distrito do Taboco.  Capitão Contar (PSL):  Sempre atento e sensível aos apelos e a realidade social, pede a extensão da gratuidade da 2ª. via da carteira de identidade beneficiando grupo maior de pessoas carentes. Hoje o custo da 2ª. via é de R$175,12.  Marçal Filho (PSDB): é seu o projeto criando a política de busca de pessoas desaparecidas, encaminhado inicialmente à CCJR; pede ao Governo e ao prefeito Alan Guedes (PR) a reforma do posto de saúde do Jd. Maracanã em Dourados,  bem como dotá-lo de materiais básicos  ao seu funcionamento.  Gerson Claro  (PP): autor de projeto denominando professora Estefana Centurion Gambarra a escola estadual situada em Dois Irmãos do Buriti; como presidente da CCJR tem agilizado a distribuição de projetos  que alimentam as pautas do plenário.

VEJA BEM!   Com o alongamento até 31 de maio para definição das federações haverá mais prazo para articulações entre as siglas.  Mas até aqui apenas o PT, PSB, Psol e PCdoB tem maiores chances de prosperar. Como serão decisões de cima para baixo, o eleitor será ignorado. E qual seria mesmo a sua reação nas urnas?

‘MICO’:  Desde a criação do MS não tivemos outro deputado federal  de conduta tão dúbia como tem sido Loester Gomes de Souza, o ‘Tio Truts’ (PSL). Pelo seu alinhamento político ao Planalto esperava-se que trouxesse benefícios. Pior, acabou no noticiário policial, virou motivo de críticas e piadas. Deve voltar ao balcão de sanduiches em 2023.

BENEFICIADOS: A pandemia também afetou o exercício efetivo da política, com menos visitas, reuniões e eventos sociais. Mas no balanço crítico do quadro atual pode-se dizer que os deputados estaduais ainda acabaram beneficiados e mantém boas chances de reeleição. Empolgar, vender  esperança ao eleitor  está cada vez mais complicado.

LIDERANÇAS: Praticamente as mesmas de antes. Vejam o quadro deste imenso país. Tantos estados e cidades sem produzir novos personagens que consigam liderar, empolgar  e convencer com suas ideias e ações. Na falta deles, o espaço continua ocupado pelos políticos veteranos, beneficiados inclusive pelas gordas verbas do Fundo Eleitoral.

AÇÕES PARLAMENTARES:  Lídio Lopes (Patri): requer ampliação da sala cirúrgica do Hospital B. São Mateus, de Caarapó; pede reforma da ponte no rio Coxim, entre São Gabriel e Camapuã; requer asfaltamento na BR-359 entre Coxim e Corumbá.  Neno Razuk (PTB):  comemora a entrega de equipamentos à Associação de Pais e Amigos de Autistas de Dourados, fruto de sua emenda parlamentar; alvo de homenagem pela associação dos servidores do sistema penal no MS; pediu ajuda à ministra Tereza Cristina, da Agricultura, para  o Governo liberar recursos em pról da duplicação ou 3ª. via na BR-262 (Capital e Corumbá); parabenizou a criação da primeira Cooperativa dos Pecuaristas e Agricultores Indígenas Kadiwéu. Amarildo Cruz (PT): Visitando bairros da capital com o vereador Ayrton Araújo; no Jardim Carioca ouviu moradores e comerciantes; defende igualdade salarial dos professores concursados e convocados, bem como dos trabalhadores na mesma atividade.  José C. Barbosa (DEM): pede ao Governo que a Sanesul adote em Dourados o boleto fracionado da taxa de água e lixo; enaltece o título de Utilidade Pública à Associação Grupo Melhor Idade de Rio Verde de Mato Grosso graças ao seu projeto; sua emenda de R$40 mil possibilitará aquisição de teares e materiais para cursos de capacitação à cargo do Movimento de Apoio Social Campograndense; atendido seu pedido ao Governo para ampliar vagas em concurso de oficiais de bombeiros; pede a criação do 2º Cartório de Registro de Imóveis de Dourados.  Mara Caseiro (PSDB): tem projeto que protege a mulher ocupante de cargo público através da criação de estatuto específico; é sua a proposta dispondo sobre a obrigatoriedade de procedimentos sobre depressão perinatal em gestantes e puérperas nas redes pública e privada de saúde.

É O PODER:  Até 2 de abril vários integrantes do Governo deixarão seus cargos para disputarem as eleições. Casos de Geraldo Resende (Sec. da Saúde); Eduardo Riedel ( Sec. de Infraestrutura); Jaime Verruch (Meio Ambiente-Produção); Maria C. Motta (Educação); João C. Mato Grosso ( Cultura); Luciana Azambuja ( Políticas P. das Mulheres); Walter Carneiro Jr. ( Sanesul), Marcelo Salomão (Procon).

PILULAS DO ARNALDO JABOR:

Que pais é esse? O que fazer?

Ser subdesenvolvido não é “não ter futuro”; é nunca estar presente.

Na vida e no amor, não temos garantias.

A verdade em que você acredita determina o seu caráter.

Escrever é não esconder a nossa loucura.

A miséria não acaba porque dá lucro.

Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado. Pague o mico.

Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

Fazer o que? Vivemos no Brasil! A pátria que nos pariu!!!

A idiotice é vital para a felicidade.

 

Todos somos importantes!  Wilson Aquino*

Todos somos importantes! Wilson Aquino*

Se as igrejas Cristãs, que são maioria absoluta em todo o mundo, são unânimes na afirmação de que “o fim do mundo” está mais próximo do que nunca e de que os “sinais” (terremotos, inundações, grandes catástrofes…) – profecias estabelecidas há milênios nas Escrituras Sagradas, prevendo que surgiriam nos últimos tempos – estão todas sendo cumpridos agora, implica concluir então o quanto todos nós, que nascemos e vivemos nesses últimos tempos, somos sim muito importantes e especiais aos olhos de Deus para o êxito de Seu Plano de Salvação  da humanidade.

Ele nos escolheu para essa etapa final e a simples conscientização disso deveria servir a cada um, a cada indivíduo (crianças, jovens, adultos e idosos) de consolo e estímulo a permanecer firme e forte no Caminho que Ele nos deixou e que são alicerçados em bons princípios morais e espirituais.

Por intermédio das Escrituras Sagradas o Senhor demonstra o quanto ama cada um de seus filhos. Ele nos deixou muitos ensinamentos e lições sobre isso, como a “Parábola do Filho Pródigo”, que conta a história de um jovem que quis sair de casa para conhecer o mundo e que acabou percorrendo caminhos tortos, sofreu demasiadamente as consequências de suas escolhas até que um dia, depois de relutar muito, voltou para casa, onde foi recebido pelo pai com grande festa. Deus espera que todos façamos exatamente isso, que nos voltemos a Ele com fé e alegria, conscientes de que esse sim é o melhor caminho para que sejamos merecedores de viver a eternidade ao Seu lado.

O Senhor também enviou seu filho amado, Jesus Cristo, para nos ensinar pessoalmente como é possível viver aqui uma vida reta, honrada e digna, respeitando e amando nosso próximo.

Tudo o que precisamos fazer é recorrermos a Ele para que tenhamos orientação e força para sobrepujar todos os obstáculos externos e internos que surgirem em nossas vidas. Com Ele na mente e no coração somos lapidados e vivemos muito melhor.

As grandes enchentes, deslizamentos de terra, seca, incêndio e o aumento da violência entre as pessoas, são indícios dos últimos tempos de vida na Terra, previstos por profetas antigos e modernos.

É por isso que somos, todos, mais importantes do que nunca para ajudarmos no êxito do Plano do Senhor, de salvar almas.

Quando o Senhor nos dá mandamentos de amar ao próximo como a nós mesmos e de pregarmos Seu Evangelho a todo povo, em todos os lugares, devemos obedecer. Essa divulgação foi facilitada por Ele, que nos deu capacidade para alavancar as tecnologias de uma maneira incrível.  Com um simples aparelho celular, qualquer pessoa fala com qualquer indivíduo em qualquer lugar do mundo.

E se nós e tantos outros à nossa volta somos capazes de mantermos milhares e até milhões de “seguidores” por intermédio das mídias sociais, por que não usamos ao menos parte disso para cumprir com esse mandamento? De pregarmos o Evangelho? De levarmos a boa informação às pessoas? De levarmos mensagens de esperança a famílias inteiras que estão perdidas, vivendo em aflição?

Penso nos ídolos das diversas áreas como esportiva, musical e cultural, que são “seguidos” por milhares de fãs capazes de copiar até seus estilos de vestir, falar e pensar. Penso no quanto poderiam contribuir para influenciar especialmente os jovens a seguirem o bom caminho. Em vez disso, lamentavelmente o que vemos, na maioria dos casos, é uma influência negativa, de coisas fúteis e banais, quando não nocivas à saúde física, mental e emocional de uma legião de fãs.

As pessoas têm o livre arbítrio para escolher como pensar e agir enquanto aqui estiverem. Porém, elas não se livrarão das consequências de suas escolhas, agora e/ou depois. Daí a importância de refletir e ponderar sobre o que estamos fazendo com a vida e a liberdade que Ele nos deu para que com o Seu Plano de Salvação, pudéssemos encontrar e permanecer no bom caminho, o único que leva a todos, agora, à verdadeira e duradoura felicidade e no futuro, à salvação.

*Jornalista e Professor