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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 11 de Setembro de 2026
Educação financeira de crianças pode transformar realidade econômica de famílias

Educação financeira de crianças pode transformar realidade econômica de famílias

Influência exercida por filhos pequenos tem potencial para ajudar pais e responsáveis a cuidar melhor do dinheiro e dos gastos familiares

Certa vez, em 1961, o meteorologista Edward Lorenz, depois de uma série de experimentos, concluiu que o vento que faz bater as asas de uma borboleta no Japão, por exemplo, pode causar um tornado na Austrália. Conhecida como “efeito borboleta”, essa conclusão passou a ser usada por diversas áreas da vida humana, do cinema à literatura, da música às artes plásticas, como sinônimo de fenômenos que têm grande poder de transformação. A educação financeira das crianças é um desses fenômenos.

Quando se ensina uma criança, desde cedo, a lidar com o dinheiro, poupá-lo e planejar-se para gastá-lo de maneira consciente, pode-se mudar toda a realidade que a cerca. Isso é o que afirma o assessor pedagógico dos planos de aula de Educação Financeira da Nova Escola, Fernando Barnabé. Ele explica que a educação financeira é fundamental em uma realidade como a brasileira. Afinal, a maior parte das famílias do país já passou por alguma dificuldade envolvendo dinheiro, sejam as contas atrasadas, o salário que fica apertado no fim do mês ou mesmo a necessidade de substituir alimentos para economizar no supermercado. “Implementar a educação financeira nas escolas é ter um olhar para a questão social. Percebemos uma influência muito grande das crianças sobre as famílias. Elas são agentes transformadores e fundamentais para melhorar a relação de todos com o dinheiro”, destaca.

Não à toa, o documento que orienta todo o ensino básico brasileiro traz a educação financeira em todos os anos de formação, da Educação Infantil ao Ensino Médio. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) a coloca como um tema transversal. Para a BNCC, a educação financeira é “um estudo interdisciplinar envolvendo as dimensões culturais, sociais, políticas e psicológicas, além da econômica, sobre as questões do consumo, trabalho e dinheiro”.

Segundo o gerente pedagógico do Sistema de Ensino Aprende Brasil, Carlos Henrique Wiens, que também é pai de três adolescentes, quando essa competência é bem desenvolvida, os estudantes atuam como instrutores dos próprios familiares. “Vemos no dia a dia das escolas essas crianças e adolescentes agindo como verdadeiros professores de seus pais, irmãos, avós. Eles repassam, em casa, aquilo que aprenderam em sala de aula, o que ajuda a mudar a forma como a família trata as questões financeiras”, relata.

Ensinar o valor do dinheiro e as melhores práticas para que ele seja um aliado, em vez de um inimigo, consequentemente tem um impacto na cultura econômica do país. Barnabé lembra que, ao trazer esse tema para dentro da escola, cria-se uma via para que a informação chegue até as famílias mais vulneráveis por uma via confiável. E esse é justamente um dos papéis da boa educação: formar cidadãos conscientes, capazes de agir de maneira autônoma e crítica.

Conteúdos precisam ser adequados a cada faixa etária

Embora os benefícios sejam muitos, é preciso tratar a educação financeira de modo diferente, de acordo com a faixa etária e fase escolar dos estudantes. Wiens aponta, por exemplo, que crianças mais novas podem ter o primeiro contato com o assunto por meio de atividades lúdicas. “Crianças pequenas, da Educação Infantil e dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, precisam associar esse tema com algo prazeroso. Trazer para a sala de aula jogos e brincadeiras que falem sobre o valor do dinheiro, então, pode ser uma boa estratégia.” Além disso, com os filhos em casa, pode-se construir uma cultura de “mesada”, dando a eles valores pequenos e ensinando-os a poupar e gastar de forma consciente.

Por sua vez, estudantes dos Anos Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio já podem se aprofundar um pouco mais nos conteúdos, falando sobre assuntos como poupança, sistema monetário e objetivos financeiros de longo prazo. A BNCC cita, inclusive, o uso de planilhas eletrônicas a partir do nono ano. Essa pode ser uma boa oportunidade para implementar na família uma organização dos gastos e consumo. “O mais importante é que as famílias entendam que o dinheiro não pode ser um tabu. Quanto mais se falar sobre ele, menores as chances de que falte maturidade para essas crianças quando elas precisarem administrar o próprio capital”, finaliza Barnabé.

Fernando Barnabé é o convidado do episódio 39 do podcast PodAprender, produzido pela Editora Aprende Brasil, cujo tema é “Por que é importante ensinar educação financeira na escola?”. Todos os episódios do PodAprender estão disponíveis gratuitamente no site do Sistema de Ensino Aprende Brasil (sistemaaprendebrasil.com.br), nas plataformas Spotify, Deezer, Apple Podcasts, Google Podcasts e nos principais agregadores de podcasts disponíveis no Brasil.

Curso gratuito prepara jovens de baixa renda para o mercado de trabalho

Curso gratuito prepara jovens de baixa renda para o mercado de trabalho

Está em busca do primeiro emprego e não sabe por onde começar? O Instituto PROA está com as inscrições abertas para sua preparação on-line e gratuita para o mercado de trabalho, a Plataforma PROA. São 4,5 mil vagas dirigidas a jovens de 17 a 22 anos do estado de São Paulo que concluíram o Ensino Médio em escolas públicas.

Os cursos são uma ótima opção para os alunos que acabaram de fazer um enem e desejam ingressar em uma faculdade, pois poderão descobrir qual profissional desejam ser no futuro.

O processo seletivo para o curso da Plataforma PROA começa no dia 15 de setembro e vai até o dia 12 de dezembro. Para participar, é necessário realizar a inscrição no site e passar por três etapas: primeiro, o jovem faz o cadastro, depois responde a um teste básico de Língua Portuguesa e Raciocínio Lógico e, se for aprovado, segue para a etapa de preenchimento dos dados pessoais para realizar a matrícula no curso. As aulas on-line terão início no dia 16 de janeiro de 2023.

O curso tem 100 horas e é dividido em cinco módulos, que preparam os alunos para o primeiro emprego. Os temas são: autoconhecimento, planejamento de carreira, projeto profissional, raciocínio lógico e comunicação. São 7h30 de aulas on-line por semana, cerca de 1h30 por dia, além de encontros remotos mediados por tutores.

Os jovens podem optar por cursar um 6º módulo com uma Trilha Técnica específica. São seis carreiras à escolha, patrocinadas por grandes empresas, com 50 horas de preparação para cada: Análise de Dados (patrocinado pelo iFood), Varejo (Via – Fundação Casas Bahia), Administração (P&G), Logística (P&G), UX Design (Accenture) e Promoção de Marcas (BRF).

Denise Costa, ex-aluna do projeto, elogia a iniciativa: “Foi muito importante fazer o curso, pude aperfeiçoar minha comunicação, aprendi bastante sobre desenvolvimento pessoal e graças ao PROA consegui conquistar minha primeira vaga de trabalho, e estou agora em busca do meu sonho profissional que é trabalhar com gestão de programação. O PROA é uma oportunidade incrível, eu vivi isso, e garanto que os jovens que estão chegando irão gostar muito dessa experiência e irão se sentir mais preparados para o mercado de trabalho”.

O também ex-aluno Cláudio Neto destacou o trabalho dos tutores que são dedicados e buscam o que há de melhor em cada aluno. “Meu maior aprendizado no PROA foi que independente de quem você seja, no final você é capaz, você vai ser uma pessoa comunicativa e vai ser capaz, se você é uma pessoa tímida você vai ser capaz, e foi isso que mais gostei, eles te dão essa amplitude de deixar você sempre pra cima, os tutores buscam o melhor de cada aluno. Daqui há seis meses eu me vejo trabalhando e estudando em uma faculdade”.

“Todo nosso esforço e dedicação é para criar oportunidades de emprego para os jovens. Sabemos o quanto esse público sofre com a falta de qualificação profissional e o quanto isso reflete no primeiro emprego. Queremos ser o apoio nessa fase tão importante do início da vida adulta, qualificando, desenvolvendo e oferecendo oportunidades reais. Esse é o nosso comprometimento”, afirma Alini Dal’Magro, CEO do Instituto PROA.

Ao final do curso, os participantes recebem certificado de conclusão e acesso a uma plataforma exclusiva de vagas de emprego. Ao longo de 2021 e no primeiro semestre de 2022, foram mais de 23 mil jovens aprovados na Plataforma PROA e que tiveram sua vida transformada, por meio da inserção no mercado de trabalho. Em 2023 serão três turmas – janeiro, abril e agosto -, totalizando a formação de 13 mil jovens.

De acordo com o IBGE setor de serviços cresce 1,1% em julho

De acordo com o IBGE setor de serviços cresce 1,1% em julho

O volume de serviços no país registrou crescimento de 1,1% em julho, na comparação com o resultado de junho deste ano. Essa é a terceira alta consecutiva do indicador, que hoje está 8,9% acima do patamar de fevereiro de 2020, ou seja, do período pré-pandemia de covid-19.

No entanto, o setor ainda está 1,8% abaixo de seu patamar recorde, atingido em novembro de 2014.

O resultado do setor indica altas de 6,3% na comparação com julho do ano passado, 8,5% no acumulado do ano e de 9,6% no acumulado de 12 meses. Os dados foram divulgados hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De junho para julho, três das cinco atividades tiveram crescimento, com destaque para transportes, serviços auxiliares ao transporte e correio (2,3%). Também avançaram informação, vendas e comunicação (1,1%) e serviços prestados às famílias (0,6%).

Por outro lado, outros serviços caíram 4,2% e serviços profissionais administrativos e complementares recuaram 1,1%.

Turismo

O índice de atividades turísticas cresceu 1,5% de junho para julho, depois de uma queda de 1,7% no mês anterior. O segmento ainda está 1,1% abaixo do patamar pré-pandemia de covid-19.

Na comparação com julho de 2021, o indicador subiu 26,5%. Também há alta de 41,9% no acumulado do ano.

O transporte de passageiros avançou 4,1% em julho, 24,2% na comparação com julho do ano passado e 41% no acumulado do ano.

Dispara a produção de sorgo no Brasil

Dispara a produção de sorgo no Brasil

Para o ciclo 2021/2022, Conab prevê volume 35,6% superior à safra passada. Cereal vem tendo alta adesão de pecuaristas, sobretudo para suprir a alimentação animal nos meses mais secos.

Mesmo com vários registros de intensos estresses hídricos no principal estado produtor (Goiás), o cultivo de sorgo no Brasil se mantém em expressiva ascendência. A projeção da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), feita em seu último boletim de grãos em 8 de setembro/2022, aponta que a produção do cereal na safra 2021/2022 será 35,6% maior do que a safra anterior, superando a casa de 2,8 milhões de toneladas. Este avanço exigiu um incremento de área plantada de apenas 19,4% de uma safra para outra. Confirmando estes números, a produção de sorgo no Brasil terá crescido 75% em 12 anos no País, saindo de 1,6 milhão/t na safra 2009/2010 para as 2,8 milhões/t no ciclo 2021/2022.

 “Produzir mais em menor área mostra avanço em produtividade, ou seja, revela claramente que o produtor está ajustando tecnologia e escolhendo com mais critério as cultivares para obter resultados cada vez melhores”, avalia Willian Sawa, diretor executivo da Latina Seeds, referência em sorgo no Brasil.

Em Mato Grosso, a Conab observou “incremento expressivo de área” e uma produtividade média de 2.708 kg/ha. Segundo a companhia, o uso mais crescente do sorgo é na função de substituto de outro cereal: o milho. Isso acontece sobretudo nas propriedades que evitam corre risco de entrar com esta cultura fora da janela recomendada, uma vez que o sorgo possui a vantagem de ser mais tolerante à escassez hídrica se comparado com as demais culturas comerciais plantadas em terras mato-grossenses.

Em Mato Grosso do Sul, a Conab registrou mais de 80% das áreas colhidas com “produtividades acima das expectativas, surpreendendo os técnicos que possuem ainda pouca experiência com o cereal”. A companhia informa que a cotação do sorgo vem acompanhando 80% do preço ofertado pela saca de milho e que a comercialização (mais da metade já vendida) vem ocorrendo prioritariamente entre produtor e consumidor final (confinadores de bovinos e fábricas regionais de ração)

Na opinião de Sawa, o crescimento das lavouras de sorgo pelo Brasil reflete também os avanços em modelos de orientação ao produtor, sobretudo em relação às janelas de risco de cultivo. Ele lembra, por exemplo, que em 2020 o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) instituiu o zoneamento agrícola do sorgo granífero. Em 2021 foi a vez da criação do zoneamento para o sorgo forrageiro, hoje em uso crescente em modelos de integração lavoura-pecuária e em sistemas de produção que adotam o resgate (ou sequestro) de animais no pasto durante os meses secos (oferecendo o volumoso no cocho). O produtor que segue o zoneamento ganha em segurança e proteção. Muitos agentes financeiros só liberam crédito para lavouras em áreas zoneadas e em uso de cultivares indicadas.

O sorgo é uma cultura muito antiga, originária da África e parte da Ásia. No entanto, somente no final do século passado começou a ocupar espaços agropecuários significativos pelo mundo. Em 1984 já foi o quinto cereal mais produzido no planeta, perdendo apenas para trigo, arroz, milho e cevada. Sua versatilidade vem chamando a atenção da agroindústria brasileira, uma vez que pode ser usado para o consumo humano, de animais e por diversas formas nas indústrias. No País a diversificação da matriz produtiva vem estimulando os cultivos de sorgo sacarino, granífero, forrageiro, vassoura e biomassa.

Ariosto Mesquita

Começou novo programa de crédito para Microempreendedor individual

Começou novo programa de crédito para Microempreendedor individual

A partir desta semana, os donos de pequenos negócios podem pegar empréstimos do Programa Emergencial de Acesso a Crédito (Peac), com garantias do Fundo Garantidor de Investimentos (FGI). Está aberta a nova rodada do programa, que desta vez incluirá microempreendedores individuais (MEI).

Segundo o Ministério da Economia, a nova edição do Peac deverá garantir cerca de R$ 21 bilhões em novos empréstimos até 31 de dezembro de 2023 para micro e pequenas empresas e MEI, que vai ajudar as empresas que tiveram que cortar os gastos durante o período da pandemia.

As linhas de crédito deverão ter juros médios de 1,75% ao mês, com prazos de 12 a 60 meses. Haverá uma carência entre 6 e 12 meses para o pagamento da primeira parcela.

As novas garantias – recursos que cobrem eventuais inadimplências – estão sendo oferecidas com base em recursos pagos pelas empresas que não serão devolvidos à União neste momento.

Essas garantias permitem a cobrança de juros mais baixos porque os bancos poderão recorrer ao FGI em caso de atrasos de parcelas, o que reduz o risco para as instituições financeiras.

Além da ampliação das garantias, os empréstimos do Peac-FGI terão juros mais baixos porque o Decreto 11.022, de 31 de março, zerou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para o programa até o fim de 2023.

Histórico

Criado como programa de ajuda a pequenos negócios afetados pela pandemia de covid-19, o Peac tem como principal objetivo ampliar o acesso das micro e pequenas empresas ao crédito.

O programa pretende reduzir problemas que afetam o crédito a esse segmento, como os juros altos, a burocracia e a exigência de garantias que não poderiam ser oferecidas pelos empreendedores, além de ajudar a pagar o salário dos funcionários e contratar novos talentos para a empresa.

O Peac foi instituído pela Medida Provisória 975, de 1º de junho de 2020, convertida na Lei 14.042, de 19 de agosto do mesmo ano. Operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Peac-FGI emprestou R$ 92,1 bilhões a 114.355 empresas até 31 de dezembro de 2020.

Segundo o Ministério da Economia, atualmente de 98% a 99% das empresas no Brasil são de micro ou pequeno porte, responsáveis por 55% dos empregos formais e por 29% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Definidos como um tipo de microempresa, os microempreendedores individuais (MEI) correspondem a 67% das empresas brasileiras, totalizando quase 14,3 milhões de negócios.

Piso salarial de R$ 6 mil para médicos veterinários

Piso salarial de R$ 6 mil para médicos veterinários

A princípio o Projeto de Lei 1748/22 vem para estabelecer piso salarial de R$ 6 mil para médicos veterinários com jornada de 30 horas semanais. Sendo assim o valor será atualizado conforme variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) aumento salarial.

Conforme aumento salarial, será analisada na Câmara dos Deputados, o texto abrange o dispositivo na Consolidação das Leis do Trabalhador (CLT), tratando daqueles contratados pelo setor privado. Entre os mesmos pisos e jornada valerão no serviço público de todos os entes federativos.

“Trata-se de categoria profissional de grande importância, mas financeiramente pouco reconhecida, e a condição sacrifica esses profissionais tão indispensáveis ao País”, afirma o autor da proposta, deputado licenciado Moses Rodrigues (União-CE).

Contudo, o projeto tramita em caráter conclusivo e sendo analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.