As exportações de Mato Grosso do Sul no mês de janeiro de 2024 cresceram 17,4% em relação ao mesmo período do ano passado, saindo de US$ 578,725 milhões para US$ 679,520 milhões, com destaque para a celulose, soja e minério de ferro na pauta do comércio exterior. Já o resultado das importações no primeiro mês do ano foi de uma retração de 10,6%, fazendo com que o superávit da balança comercial fosse de US$ 430,6 milhões, valor 43,4% superior ao verificado em 2023.
Entre os principais produtos exportados, além do crescimento de 616,13% na comercialização da soja, as vendas externas de minério de ferro aumentam 325,77%; as de Ferro-gusa, elevaram em 294,12%; as do Algodão, em 608,25% e as do Açúcar, 60,44%.
“Nós sabemos que o mercado estava andando meio de lado, mas mesmo assim nós tivemos um crescimento de exportação de 17,4% em relação a janeiro do ano passado. Quando nós olhamos o perfil de produto, temos alguns destaques importantes. A celulose foi o produto mais exportado do mês de janeiro e isso é natural”, explica secretário Jaime Verruck, da Semadesc.
Ele completa ainda que estamos no período de entressafra da soja e, mesmo assim, o grão foi o segundo produto com maior nível de exportação, muito superior ao ano passado. “Nós tínhamos soja estocada em função dos baixos preços, mesmo assim foram exportados no mês de janeiro 245 mil toneladas. Mostra que a soja estava retida e foi um bom momento de aumentar as exportações”, comenta.
Destinos
Minério sendo embarcado para exportação
Produto é um dos principais da balança de MS
Em termos de destino das exportações, a China permanece como o principal comprador produtos de Mato Grosso do Sul, representando cerca de 81% do valor total das vendas externas em janeiro. Os Estados Unidos registraram um aumento de 51,1% nas exportações em comparação com o mesmo período do ano passado, dobrando assim o total exportado em janeiro de 2024, seguido pelo Japão e países baixos.
Com relação aos principais portos utilizados para a exportação por Mato Grosso do Sul, o Porto de Paranaguá é a principal saída dos produtos exportados em 2024, representando 39,77% do total exportado pelo Estado.
“O volume no porto de Paranaguá é decorrente das nossas exportações de soja e milho. Depois, vem o porto de Santos com a celulose. Nós tivemos ainda nesse período um crescimento das exportações no porto de Corumbá, principalmente em função da questão dos minérios”, acrescentou o titular da Semadesc.
Por setores
A respeito das exportações por setores de atividades, a indústria de transformação apresentou uma variação positiva em seu valor de 115,89% e 115,16% em seu volume, logo em seguida o setor agropecuário apresentou um crescimento de 109,14% no preço e uma variação positiva de 95,53% no volume. A indústria extrativa também teve um desempenho positivo, com um aumento de 457,62% no preço e aumento de 169,13% no volume.
“Em função da celulose, o município de Três Lagos foi o nosso município com maior participação, seguido de Dourados, principalmente pela questão da soja. E ainda no mês de janeiro, nós tivemos aí uma participação dos produtos da indústria de transformação maiores do que a indústria do agro, isso é uma tendência importante, com o crescimento também da indústria extrativista”, finalizou Jaime Verruck.
Marcelo Armôa, Comunicação Semadesc
Foto de capa: Álvaro Rezende
Galeria: Bruno Rezende
A diretoria-executiva da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul), vinculada à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), apresentou na semana passada o Planejamento Estratégico, o Plano de Gestão Anual e o Contrato de Gestão 2024 aos seus colaboradores.
O Plano de Gestão Anual (PGA) da Fundect contextualiza estratégias de organização baseadas em objetivos, resultados, metas e indicadores para tomada de decisões e aplicação adequada do orçamento de R$ 63 milhões.
“Nosso planejamento sinaliza a transformação e o avanço que o Governo do Estado deseja para Mato Grosso do Sul, com investimentos em ciência e inovação. Duas ações merecem destaque, a primeira é o investimento de R$ 30 milhões em seis Institutos de Inovação, em colaboração com as Universidades e o setor produtivo, e o lançamento do TECNOVA III, ainda no primeiro semestre, que vai disponibilizar R$ 15 milhões para 30 empresas inovadoras”, destaca Márcio de Araújo Pereira, diretor-presidente da Fundect.
Além de contribuir com o ecossistema de inovação, a Fundação destinará mais recursos para bolsas de estudos e pesquisas, ações de incentivo à fixação de jovens pesquisadores e cientistas, apoio a projetos de extensão tecnológica voltados à agricultura familiar, comunidades quilombolas e povos originários, entre outros projetos.
Vale destacar que todas estas ações estão alinhadas às missões estratégicas estabelecidas no Planejamento Estratégico (PE) 2024-2026, que são maximizar o fomento de projetos científicos, tecnológicos e de inovação considerados relevantes para o desenvolvimento de Mato Grosso do Sul; promover a formação de recursos humanos de alto nível em áreas prioritárias; proporcionar a produção de conhecimento em torno da agricultura familiar e dos pequenos produtores, possibilitando a geração de valor através da bioeconomia e biotecnologia; contribuir para a aproximação da condição Estado Carbono Neutro, através da ciência, tecnologia e inovação; e ainda contribuir para a construção de um Estado Digital através da inovação e transparência.
Estruturados pelos trainees da Vetor Brasil: Diego Lopes Dutra, Gabriela Carolina Mauruto de Oliveira, Giovani de Souza Medeiros e Giulia Giusti, sob supervisão da diretoria-executiva, o PE e o PGA foram desenvolvidos por meio de métodos inovadores no contexto da gestão pública, de forma simples e acessível.
“Entendemos que a formalização dos objetivos e diretrizes no PGA e do PE permitirá não só que a Fundação trace planos de ação mais assertivos em busca desse crescimento, como também que seus colaboradores enxerguem a importância dos seus papéis nas conquistas da organização”, informa Diego Lopes Dutra.
Também foi apresentado o Contrato de Gestão, documento institucional produzido anualmente que estabelece a parceria entre o Governo e a Fundect, a fim de firmarem compromissos prioritários para cada ano e, assim, alcançarem metas estratégicas governamentais e o consequente atingimento dos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) da ONU.
Mato Grosso do Sul registrou, até o terceiro trimestre de 2023, a 2º maior taxa de ocupação do Brasil, com 64,2% da população economicamente ativa empregada. Isso representa 1,4 milhão de pessoas ocupadas no Estado no mercado formal e informal.
Os dados são de Carta de Conjuntura elaborada pela coordenação de Estatística da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Trimestral (PNADC-T) divulgada pelo IBGE.
Com o resultado, Mato Grosso do Sul se destacou como o segundo com a maior taxa de ocupação no Brasil no último trimestre. O primeiro lugar ficou com Santa Catarina, onde a taxa é de 65,3%.
“Existe um trabalho para alcançar esses resultados e vamos continuar nesta toada, investindo forte nas ações que possibilitem mais emprego e renda para a nossa gente. Sempre falo em qualificação pois um trabalhador qualificado tem mais chances de alcançar postos de trabalho melhores, de sair da informalidade”, comenta o governador Eduardo Riedel.
Já o índice de desocupação para Mato Grosso do Sul coloca o estado na 4ª colocação no cenário nacional, atrás apenas de Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina. Quanto a participação na força de trabalho (percentual de pessoas na força de trabalho em relação às pessoas em idade de trabalhar), o índice ficou em 66,9%, ligeiramente menor do que o verificado para o mesmo trimestre de 2022, com decréscimo de 0,2 pontos percentuais.
Em termos de renda, considerando o salário médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos pelos ocupados, tem-se um valor médio de R$ 3.234 registrado para o 3º trimestre de 2023, aumento de 10,45% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em relação ao trimestre anterior, por sua vez, a variação foi de -3,89%, o que em termos absolutos configurou -128,00 reais no rendimento médio dos trabalhadores.
O secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seamdesc), Jaime Verruck, salienta que os dados são extremanente positivos.
“Mato Grosso do Sul atinge a 2ª maior taxa de ocupação do País neste terceiro trimeste de 2023. Isso é muito evidenciado pelo nível e empregabilidade, pelo volume de investimentos. Então conseguimos avançar e um outro indicador e a participação da força de trabalho. Quando olhamos a série histórica do MS percebemos que em função do desenvolvimento econômico gerado. Estamos conseguindo chegar em níveis extremanete satisfatórios de empregabilidade”, salientou.
Análise
Analisando o perfil dos ocupados, no 3º trimestre de 2023, a sua maioria estava na posição de ‘Empregado’, representando 50,94% do total de ocupados. Em seguida aparecem os classificados como ‘Conta própria’ (20,53%) e ‘Empregado do Setor Público’ (15,31%). Em menor número, por sua vez, ‘Trabalhador familiar auxiliar’ surgiu com (0,56%) do total
Na desagregação por agrupamento de atividade econômica, o setor que apresentou a maior concentração foi de ‘Comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas’, com 19,97% do total de ocupados, representando em números absolutos 287 mil trabalhadores.
Na sequência, a atividade de ‘Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais’ aparece em segundo lugar com 19,90% e 286 mil ocupados, e, fechando os três maiores agrupamentos, temos o setor de ‘Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura’, com 9,81% de participação e 141 mil indivíduos.
No fim da lista, por seu turno, a atividade de ‘Alojamento e alimentação’ é aquela com o menor número de trabalhadores ocupados entre os grandes agrupamentos, com 4,87% do total e 70 mil ocupados.
No trimestre em análise, a taxa de informalidade em MS alcançou 31,9% dos ocupados, enquanto o percentual de desalentados (pessoas que não realizaram busca efetiva por trabalho, mas gostariam de ter um trabalho e estavam disponíveis para trabalhar em relação a força de trabalho foi de 1%, e a categoria de desocupados e subocupados representou 6,3%.
O Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito) abre o primeiro leilão de sucatas inservíveis, sucata aproveitável e veículos de circulação do ano de 2024. O responsável pelo certame é o leiloeiro Tarcílio Leite e os veículos que estão disponíveis, foram recolhidos em todas as regiões do Estado.
Os lances podem ser dados a partir desta terça-feira (6), às 9h (horário de MS), e se encerram no dia 21 de fevereiro as 14h, pelo site www.casadeleiloes.com.br. Os lotes podem ser visitados nos dias 19 e 20 de fevereiro no pátio da PMAX, localizado na Rua Gigante Adamastor, 16, no Jardim Santa Felicidade em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30.
Inservível
Para sucata inservível, está disponível um lote contendo 49 motocicletas e 17 automóveis pensando aproximadamente 21.550 kg de material ferroso. Já para sucatas. O lance mínimo para essa categoria tem por base o valor do quilograma do material ferroso a ser reciclado, avaliado em R$ 0,29 / kg, estabelecido pela SEFAZ na Portaria nº 205/2016 para sucata de ferro.
Sucata
Na modalidade sucata aproveitável, são ofertados 68 lotes com sendo 72 motocicletas e 61 automóveis.
Circulação
Já na modalidade circulação, a abertura dos lances é no dia 7 de fevereiro as 10h (horário de Brasília) e o encerramento no dia 22 de fevereiro as 15h (horário de Brasília). São ofertados 154 lotes de veículos, sendo 125 motocicletas e 29 automóveis.
Lote 48 – Honda CG 160 START na cor preta do ano de 2021 / 2021
O destaque dos veículos de circulação é para o lote 134 um automóvel Hyundai Santa Fé 3.5 na cor preta ano 2011 / 2012 com lance inicial de R$ 12.737,00 e o destaque das motos é uma Honda CG 160 START na cor preta do ano de 2021 / 2021 com lance inicial de R$ 3.140,00.
A visitação dos veículos de circulação acontece também nos dias 19 e 20 de fevereiro no pátio da PMAX, que fica localizado na Rua Gigante Adamastor, 16 no Jardim Santa Felicidade das 8h às 11h e das 13h30 às 16h30.
Um dos destaques foi o financiamento para Energia Solar, que só em 2023 movimentou 848 novas operações
A Sicredi Centro-Sul MS/BA – instituição financeira cooperativa – destinou em 2023 cerca de R$ 251 milhões em créditos voltados à Economia Verde, incluindo apoio a projetos que se enquadraram em programas e/ou linhas de financiamento com benefícios socioambientais, como agricultura de baixo carbono, boas práticas agrícolas, energia renovável, produção rural familiar e transporte limpo.
Nesse cenário, o destaque foi para o financiamento para Energia Solar, onde a Cooperativa movimentou 848 novas operações, liberando um valor total de R$ 54,7 milhões. A evolução foi relevante nessa carteira nos últimos três anos, somando R$ 337,8 milhões em 4,9 mil novas operações nos anos de 2021, 2022 e 2023, por meio do qual os associados conseguiram crédito para adquirir equipamentos e tecnologia para captação de energia solar e geração de energia elétrica limpa em suas residências, empresas e propriedades rurais.
AEconomia Verde é uma classificação para produtos e serviços financeiros quepossibilitam a melhoria do bem-estar da humanidade e da igualdade social e, aomesmo tempo, reduz significativamente os riscos ambientais e aescassez ecológica, tendo como principais pilares a baixa emissão de carbono, a eficiência no uso de recursos e a inclusão social.
Segundo explicou oCoordenador de Crédito da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Orlando Motta Zimermann Junior, o levantamento dessas soluções financeiras teve como base a metodologia da taxonomia verde da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), que considera critérios setoriais e de linhas e programas de financiamento com benefícios ambientais e sociais, permitindo maior padronização nas mensurações do sistema financeiro nacional.
Ele explica que a Febraban realizou a revisão dos parâmetros e orientações da taxonomia da Economia Verde. “Mas, seguimos revisando a nossa metodologia interna voltada para a mensuração desses dados. Nessa atualização, foram revisados os critérios de enquadramento, havendo incrementos nas classificações já existentes, bem como a inserção de novas linhas sustentáveis alinhadas com as estratégias do Sicredi”, explicou.
Para o presidente da Sicredi Centro-Sul MS/BA, Paulo Roberto Neves, o setor financeiro possui um papel essencial na transição para uma economia de baixo carbono e impacto socioambiental positivo. “E estamos atentos às oportunidades para apoiar nossos associados e a comunidade para esse desafio, com a criação de soluções financeiras que, além de melhorar a vida dos associados, geram impacto positivo na sociedade e no meio ambiente, contribuindo para a agenda de ação contra a mudança global do clima”, destacou.
A Sicredi Centro-Sul MS/BA oferece uma série de linhas de crédito alinhadas à Economia Verde, incluindo o crédito para energia solar; crédito para energia renovável; crédito de eficiência energética; investimentos; consórcio sustentável; crédito para Micro Empreendedor Individual (MEI) e para Micro e Pequenos Empreendedores e crédito para Agricultura Familiar.
Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA
A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira cooperativa que possui 49 agências e área de atuaçãoem 38 municípios do Mato Grosso do Sul e 54 municípios da Bahia. A Cooperativa oferece mais de 300 soluções para o seu dia a dia e para o dia a dia do seu negócio, te envolvendo nas decisões, fortalecendo a região onde atua, dividindo os resultados.
O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelos telefones 3003-4770 ou 0800 724 4770.
Conheça a Cooperativa pelo site www.sicredi.com.br/home e pelas redes sociais no Instagram @sicredicentrosulmsba e no Facebook @SicrediCentroSulMSBA
Pagar alguma guia em duplicidade é algo que pode acontecer, principalmente nessa época do ano em que costumam entrar contas extras na planilha de gastos.
A orientação do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) serve, por exemplo, para casos em que a pessoa tenha pago duas vezes alguma guia, ou após pagamento de multa, tenha seu recurso provido pela Jari (Junta Administrativa de Recursos de Infração) ou Cetran (Conselho Estadual de Trânsito).
Assim que observar que houve pagamento indevido, o cidadão deverá buscar uma agência do Detran-MS para protocolar o pedido. O Requerimento de Ressarcimento pode ser impresso no site Meu Detran (Outros e Formulários), ou solicitado na agência onde será entregue a solicitação.
Além de justificar o motivo, também será necessário anexar os documentos pessoais, além da guia que foi paga com cópia do comprovante. Caso não possua conta bancária, será necessário preencher uma autorização para depósito em conta de terceiros.
Cabe ressaltar que embora os débitos relacionados a veículos, sejam vinculados ao Detran, a depender do tributo, outro pedido deverá ser protocolado junto ao órgão responsável, pois os valores são repassados a instituição de competência.
Em caso de dúvidas, o cidadão pode procurar a ouvidoria do Detran-MS que fará a orientação para protocolar o Requerimento de Ressarcimento.
O prazo para análise do pedido e devolução dos valores é entre 30 a 60 dias. Em 2023, foram mais de mil processos ressarcidos pelo Detran-MS.