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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 11 de Setembro de 2026
Exportações de MS têm aumento de 25% no 1º bimestre e superávit ultrapassa US$ 836 milhões

Exportações de MS têm aumento de 25% no 1º bimestre e superávit ultrapassa US$ 836 milhões

Mato Grosso do Sul exportou US$ 1.319.469.926 nos meses de janeiro e fevereiro de 2024, conforme demonstra a Carta de Conjuntura do Setor Externo divulgada nessa segunda-feira (11) pela Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).

O relatório revela um aumento de 25% nas vendas ao exterior em relação aos dois primeiros meses do ano passado, quando as exportações somaram US$ 1.055.539.884. Ao mesmo tempo, houve redução de 10,5% no valor das importações: foram US$ 539.209.471 no primeiro bimestre de 2023 e no mesmo período desse ano caíram para US$ 482.558.167.

Com esse resultado – mais exportações e menos importações – o Estado registrou um superávit de US$ 836.911.759, muito superior (62,1%) ao apurado no primeiro bimestre de 2023. O superávit é a diferença entre tudo que é vendido ao exterior (exportação) do valor de todas as mercadorias adquiridas no exterior (importação). Se esse valor for positivo – ou seja, as vendas foram maiores que as compras, houve superávit. Mas se o valor das compras superarem o das vendas, ocorre déficit.

O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, analisou os números da balança comercial desse primeiro bimestre e ressalta alguns pontos que considerou importantes.

“A primeira notícia positiva dado a importância em relação ao desenvolvimento do PIB, da geração de riquezas, é que as exportações totais tiveram um acréscimo de 25% em relação ao acumulado nos dois primeiros meses do ano passado. Isso é extremamente importante. Do lado das importações, uma situação de redução de 10% decorrente, principalmente, porque não aumentamos o volume de gás natural importado em função da disponibilidade de oferta pelo lado boliviano”.

A celulose é o produto com maior volume (668.466 ton) e valor apurado nas exportações: US$ 290.854.055. No primeiro bimestre do ano passado o topo da lista foi ocupado pelo milho, com 959.384 toneladas exportados e US$ 279.742.478 de faturamento. A celulose ocupou o segundo lugar. Nesse ano as posições no ranking se alteraram significativamente.

Em segundo lugar no valor faturado aparece a soja (US$ 253.443.714) e no volume, o minério de ferro (665.446 ton). A carne bovina manteve a terceira colocação na tabela de valor das exportações (US$ 172.065.903) e no volume aparece a soja (650.645 ton).

A China se mantém isolada na primeira colocação dos principais parceiros comerciais de Mato Grosso do Sul e ampliou sua fatia no mercado das exportações, de 26,96% no primeiro bimestre de 2023 para 38,66% no mesmo período desse ano.

Em segundo aparecem os Estados Unidos (7,36%), seguidos da Holanda (5,41%), Indonésia (4,52%), Emirados Árabes (3,18%), Índia (2,92%), Itália (2,83%), Coreia do Sul (2,49%), Japão (2,33%) e Uruguai (2,06%) completam a lista dos 10 principais parceiros comerciais do Estado. Com exceção da Coreia do Sul e Japão, todos os demais ampliaram os valores das compras de produtos do Estado nesse ano, em relação ao primeiro bimestre do ano passado.

As principais portas de saída dos produtos sul-mato-grossenses continuam sendo os portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), com 40,46% e 28,61% do volume total, respectivamente. A novidade é o aumento expressivo da participação do porto de São Francisco do Sul (SC), que passou de 12,62% no primeiro bimestre de 2023 para 18,82% em janeiro e fevereiro desse ano.

Os principais produtos embarcados foram milho e soja. Isso pode ser reflexo da supersafra de 2023, considerando que a região Sul – onde o porto está localizado – é grande produtora agrícola.

O secretário Jaime Verruck também chama a atenção para outro movimento que pode explicar a dinâmica do embarque das exportações brasileiras.

“O Porto de Paranaguá é muito focado no embarque da soja, enquanto o de Santos está voltado para a celulose. Devemos ter um aumento significativo na exportação de celulose por Santos (SP), devido aos investimentos novos que estão sendo feitos nessa cadeia e também porque empresas estão construindo terminais próprios para embarcar seus produtos”, ponderou.

João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto da capa: Edemir Rodrigues/Arquivo

Piso salarial de trabalhadores em postos de combustíveis de MS sobe para R$ 2.197,00

Piso salarial de trabalhadores em postos de combustíveis de MS sobe para R$ 2.197,00

Com reajuste de quase 7%, o piso salarial dos trabalhadores em postos de combustíveis de Mato Grosso do Sul sobe para R$ 1.690,00 a partir de 1º de março, data base da categoria. Esse piso, somado aos 30% de periculosidade, que equivale a R$ 507,00, a que têm direito esses profissionais, a remuneração passa então para R$ 2.197,00, informa a diretoria do Sinpospetro/MS (Sind. dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo), que acabou de fechar acordo nesse sentido com a classe patronal, o Sinpetro/MS.

“Foi um avanço a nossa negociação, pois conquistamos ganho real para os nossos trabalhadores”, afirmou José Hélio da Silva, presidente do sindicato laboral. “É preciso que os trabalhadores tenham consciência de que é preciso fortalecer o sindicato para que ele tenha cada vez mais poder de negociação junto à classe patronal”, reforçou.

Outra conquista do Sinpospetro/MS foi o aumento do Cartão Alimentação. Antes havia uma cesta básica oferecida aos trabalhadores equivalente ao valor de R$ 194,00. A partir de agora, valerá o Cartão Alimentação cujo valor subiu para R$ 250,00.

O reconhecimento do Dia Estadual do Frentista com um prêmio de R$ 100,00 para todos os trabalhadores é uma demonstração adicional do compromisso do sindicato em celebrar e valorizar a contribuição desses profissionais para a comunidade. É essencial ressaltar que essas conquistas não surgiram por acaso, mas sim como resultado de negociações assertivas lideradas pelo Sinpospetro/MS, que demonstrou sua capacidade de representação em prol dos trabalhadores. O presidente do sindicato, José Hélio da Silva, enfatiza a importância da união e fortalecimento do sindicato para ampliar ainda mais o poder de negociação e garantir benefícios cada vez melhores para a categoria.

Ademais, o apelo do sindicato aos trabalhadores para que exijam o envio do TRCT (Termo de Rescisão) para conferência é uma medida de proteção crucial, assegurando que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados em caso de rescisão contratual. Essa iniciativa demonstra o compromisso do Sinpospetro/MS em proteger os interesses individuais dos trabalhadores e promover a transparência nas relações trabalhistas.

Portanto, é inegável a importância do Sinpospetro/MS na promoção do bem-estar e na defesa dos direitos dos trabalhadores do setor de combustíveis em Mato Grosso do Sul. Suas conquistas salariais e benefícios são um testemunho vivo de seu papel vital na luta por uma justiça social e econômica para todos os envolvidos na Categoria.

GNV: programa que custeia R$ 850 em taxas do Detran e isenta IPVA continua vigente em MS

GNV: programa que custeia R$ 850 em taxas do Detran e isenta IPVA continua vigente em MS

Por um Estado verde, próspero e sustentável, o Governo de Mato Grosso do Sul lançou há oito meses a Política de Incentivo ao uso do GNV (Gás Natural Veicular) em Mato Grosso do Sul. Só em taxas do Detran-MS (Departamento Estadual de Transito de Mato Grosso do Sul) o cidadão que faz a conversão deixa de gastar cerca de R$ 850 (baseado no valor da Uferms de fevereiro).

O valor é referente às taxas de autorização de alteração de característica, emissão de CRV de alteração de característica e vistoria, sendo essa isenção uma forma de fomentar a conversão para um combustível mais limpo e sustentável. Além disso, o proprietário que faz a conversão tem o benefício da isenção total de IPVA (Imposto sobre a propriedade de veículos automotores).

“Todos os Estados estão focando na redução da poluição que o GNV proporciona e na redução de custos para o cidadão. É um longo caminho. Vale mencionar os veículos elétricos também, pois são buscas que os governos estão fazendo para que a gente tenha principalmente a redução de poluição”, avalia o diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Trindade.

Para regularizar um cilindro já instalado ou fazer a conversão GNV é necessário agendar uma vistoria prévia na sede do Detran, que fará os apontamentos necessários e emitir uma autorização. Com esse documento, o proprietário vai até uma das duas oficinas credenciadas pelo Inmetro na Capital para fazer a instalação.

O custo médio do kit gás, já com a instalação, gira em torno de R$ 4 mil a R$ 5,4 mil, dependendo do tamanho do cilindro – que são classificados pela capacidade de armazenamento em metros cúbicos (m³). O proprietário que desejar a instalação deve pesquisar sobre a capacidade do cilindro, além da autonomia. Os tamanhos mais comuns no mercado são de 7,5 m³ e 15 m³.

Depois de instalado o kit gás, será necessário ir até uma ITL (Instituição Técnica Licenciada), que vai emitir um CSV (Certificado de Segurança Veicular). Nesta etapa os engenheiros farão testes e procedimentos técnicos para validar a instalação correta do cilindro e se as emissões de poluentes estão dentro do que é estabelecido pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

Vale lembrar que a condução de veículo com característica alterada sem a devida inspeção veicular gera riscos de acidentes graves e fatais, e também torna os proprietários sujeitos à multa grave no valor de R$ 195,23 e apreensão do veículo para regularização. Atualmente a frota de veículos movidos a GNV no Estado é de 4,8 mil veículos, sendo a maior parte, 3,8 mil na Capital.

Serviço

Consulte aqui as oficinas credenciadas pelo Inmetro para fazer a instalação do kit gás:
http://www.inmetro.gov.br/inovacao/oficinas/listagem.asp

Busque aqui a ITL (Instituição Técnica Licenciada) mais próxima:
https://www.gov.br/transportes/pt-br/assuntos/transito/senatran/itl-instituicao-tecnica-licenciada

Mireli Obando, Comunicação Detran-MS
Fotos: Saul Schramm 

IPVA: 45% dos proprietários de veículos de Mato Grosso do Sul optaram pelo pagamento à vista

IPVA: 45% dos proprietários de veículos de Mato Grosso do Sul optaram pelo pagamento à vista

Quase a metade dos proprietários de veículos automotores em Mato Grosso do Sul optaram por quitar o IPVA à vista e aproveitar o desconto de 15%. Entre pagamentos à vista e primeira parcela foram arrecadados cerca de R$ 575 milhões aos cofres públicos. Os automóveis ou veículos de passeio – além dos tradicionais 15% de desconto para pagamento à vista – contam com a alíquota do IPVA mantida em 3% – redução de 40%, haja vista os 5% previsto em Lei. Para caminhão, ônibus e micro-ônibus a alíquota permaneceu 1,5%, com redução de 50% na cobrança.

Conforme o Secretário Estadual de Fazenda, Flávio César, 297.184 contribuintes (45%) pagaram o tributo à vista, num total de R$ 529.325.974,58. Já 20% dos proprietários, ou 134.859 contribuintes, optaram pelo parcelamento gerando uma receita de R$ 45.610.037,05.

O IPVA é a segunda fonte de arrecadação mais importante do Governo do Estado, ficando atrás somente do ICMS. O valor arrecadado é dividido em 50% com os municípios e é aplicado conforme o planejamento financeiro, que vai de pagamento de servidores até políticas públicas como educação, saúde, segurança pública, entre outros.

O valor do tributo é calculado sobre os preços médios de mercado do automóvel (valor venal), multiplicado por sua alíquota. O valor de mercado é avaliado pela tabela da FIPE, contratada para apurar a base de cálculo do imposto. Para 2024, foram lançados 898.515 carnês, para os proprietários de veículos em Mato Grosso do Sul. A expectativa de arrecadação é de R$ 1,2 bilhão.

Novidades

As novidades do IPVA 2024 ficaram por conta da isenção dos veículos movidos a GNV, possibilidade de pagar a 1ª parcela ou a cota única por meio do PIX e para os frotistas que receberam o benefício da redução de base de cálculo em 2023, os quais não precisaram solicitar a redução para 2024, pois ela foi concedida automaticamente, desde que cumpridos os requisitos exigidos pela Sefaz-MS (Secretaria de Estado de Fazenda).

“Esse ano, a pedido do governador Eduardo Riedel, os contribuintes contaram com a facilidade do pagamento via PIX. Também a concessão do benefício fiscal de isenção do tributo, para os veículos movidos a GNV. O gás natural é um combustível de queima limpa, com menor geração de gás carbônico (CO₂), fato que contribui para a melhoria da qualidade do ar. É o Governo de Mato Grosso do Sul trabalhando para reverter tributos em prol de um MS mais próspero, inclusivo, verde e digital”, afirmou o secretário Flavio Cesar.

Diana Gauna, Comunicação Sefaz
Foto de capa: Álvaro Rezende
Foto interna: Saul Schramm

Sicredi assina convênio de intercooperação com Federação das Cooperativas de Poupança e Crédito da Costa Rica

Sicredi assina convênio de intercooperação com Federação das Cooperativas de Poupança e Crédito da Costa Rica

Convênio foi firmado por meio do WOCCU- Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito – para compartilhamento de experiências entre instituições

 Com o objetivo de fomentar o intercâmbio e compartilhamento de boas práticas de sustentabilidade, o Sicredi assinou acordo de intercooperação com a Federação das Cooperativas de Poupança e Crédito da Costa Rica (FEDEAC). O convênio foi firmado durante visita da comitiva do país ao Centro Administrativo Sicredi, em Porto Alegre, nesta quinta-feira (22), sendo intermediado pelo Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (WOCCU).

Por meio da parceria, o Sicredi irá compartilhar suas melhores práticas ESG com a FEDEAC. O intuito é que os Comitês de Sustentabilidade, existentes nas cooperativas do Sicredi em todo o Brasil, sirvam de modelo para a instituição da Costa Rica.

 O convênio foi assinado por César Bochi, diretor-presidente do Banco Cooperativo Sicredi, Manfred Alfonso Dasenbrock, diretor do WOCCU e presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Romeo Balzan, superintendente de Cooperativismo e Sustentabilidade do Sicredi, e por Adrián Rodriguez, diretor da FEDEAC.

 “A intercooperação é um dos princípios do cooperativismo e estamos muito felizes em estabelecer esse intercâmbio com a FEDEAC, visto que a troca de conhecimento é fundamental para a geração de aprendizados para ambas as instituições. Saliento o importante papel do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito no estabelecimento de mais este intercâmbio, fundamental para o fortalecimento do cooperativismo de crédito no mundo”, afirma Manfred Dasenbrock. 

“Inicialmente, as cooperativas atuavam de forma individual, mas entendemos a importância de fomentar a cooperação entre as instituições. As boas práticas do Sicredi serão muito importantes para nos ajudar a evoluir, por isso estamos muito felizes com este acordo de intercooperação”, complementa Adrián Rodriguez.

A FEDEAC foi criada em 1999 com o objetivo de defender os interesses das Cooperativas de Poupança e Crédito da Costa Rica e para consolidar um movimento que representasse o setor nacional e internacional. Atualmente, a Federação representa os interesses de 14 cooperativas associadas.

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 7,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.600 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.       

Site do Sicredi: Clique aqui         

Redes Sociais: Facebook | Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube | TikTok       

Receita com exportação de industrializados de MS soma US$ 461,4 milhões em janeiro

Receita com exportação de industrializados de MS soma US$ 461,4 milhões em janeiro

A receita com a exportação de produtos industriais de Mato Grosso do Sul alcançou US$ 461,4 milhões em janeiro, de acordo com o Radar Industrial da Fiems. Os valores indicam aumento de 22% em relação ao mesmo mês de 2023, quando as receitas somaram US$ 378,9 milhões. Em relação ao volume, a elevação ficou em 31%.

“Esse foi o melhor resultado para o mês de janeiro em toda a série histórica das exportações de produtos industriais de Mato Grosso do Sul”, afirma o economista-chefe do Sistema Fiems, Ezequiel Resende.

Quanto à participação relativa, a indústria foi responsável por 68% de toda a receita de exportação do Estado no primeiro mês de 2024.

Os cinco principais compradores da indústria sul-mato-grossense, em termos de receita, estão: China, Estados Unidos, Holanda, Indonésia e Índia. Esses países respondem por 55% de participação no total de receitas em janeiro de 2024.

Já os cinco principais produtos exportados pela indústria de Mato Grosso do Sul em janeiro, em termos de receita, são: pastas químicas de madeira (celulose); carnes desossadas de bovino congeladas; outros açúcares de cana; bagaços e outros resíduos sólidos da extração do óleo de soja; e farinhas e pellets da extração do óleo de soja. Esses produtos somados proporcionaram 70% das receitas obtidas com exportação pela indústria sul-mato-grossense em janeiro deste ano.