mar 15, 2022 | Diversos
Pesquisa realizada pelo autor durou 15 anos e passou por países como Portugal e Espanha em busca de documentos históricos
De onde viemos? E por que somos assim? Essas foram as perguntas que despertaram a curiosidade do advogado, empresário e pesquisador historiográfico Flávio Affonso Barbosa. Buscando saber mais sobre a origem da própria família, ele se aprofundou tanto em suas pesquisas que acabou reunindo material para falar sobre as famílias que se entrelaçaram na formação da sociedade sul-mato-grossense. Todo esse conhecimento está reunido nas 608 páginas do livro “Laços de Família: Genealogia, História e Curiosidades na Formação da Sociedade Sul-Mato-Grossense”, que será lançado nesta quarta-feira (16), às 19h, na Esplanada Ferroviária.
Filho de uma das famílias pioneiras na colonização do sertão de Mato Grosso do Sul, nascido em Campo Grande e criado em contato com a natureza exuberante do Pantanal e da Vacaria, onde ouviu muitas histórias de lutas e conquistas, Flávio diz que não busca intitular-se genealogista, historiador ou antropólogo, mas um mero pesquisador que buscou investigar diversas fontes historiográficas para encontrar respostas aos seus questionamentos.
A pesquisa desenvolvida por ele, iniciada em 2006, demorou 15 anos para ser concluída e o levou a uma viagem de mais de 4 mil quilômetros por Portugal e Espanha, onde descobriu “verdadeiras pérolas” – curiosidades e documentos sobre a origem de sobrenomes como Silva, Costa, Souza, Pereira, Barbosa, Rezende e vários outros, cujos brasões estampam a capa do livro. “Este trabalho não foi inspirado pela vaidade de ostentar a nobreza de antepassados, haja vista que, entre os diversos laços familiares, existem troncos humildes, vinculados com bandeirantes perseguidos pela inquisição, e outros ramos de indígenas, cujos membros tornaram-se nobres não por escudos ou títulos, mas por seus grandes feitos na colonização do sertão do Brasil”, explica o autor.
Entre os fatos curiosos relatados no livro está uma revolução ocorrida em 1892, em Corumbá, que declarou a independência do sul de Mato Grosso, que se constituiu em um país livre e soberano sob o nome de República Transatlântica, fato relatado, na época, em jornais de vários países. Além das histórias do Estado, o autor apresenta fatos que remetem à história do Brasil, frutos de sua extensa pesquisa, cuja base documental permitirá que descendentes dos colonizadores do sertão sul-mato-grossense possam conquistar a cidadania portuguesa em razão do entrelaçamento das famílias com judeus perseguidos pela inquisição, bem como traz a informação histórica de que quem descobriu o Brasil não foi Pedro Álvares Cabral, mas Duarte Pacheco Pereira, dois anos antes.
“Apesar de volumoso, rico em detalhes e em ilustrações, nenhum tema ou momento histórico relatado teve a pretensão de esgotar o assunto como uma verdade absoluta, mas, ao contrário, apenas oferecer um panorama da formação da sociedade sul-mato-grossense por meio do entrelaçamento das diversas famílias objeto de estudo”, esclarece Flávio Affonso. Segundo o autor, a obra, permeada por muitas imagens, utiliza linguagem simples, para uma leitura agradável que possa despertar emoção e virar tema “das conversas dos parentes nas rodas de tereré”.
Serviço: O livro “Laços de Família: Genealogia, História e Curiosidades na Formação da Sociedade Sul-Mato-Grossense”, de autoria de Flávio Affonso Barbosa, publicado pela Life Editora, será lançado nesta quarta-feira, dia 16 de março, às 19h, na sala de vernissage da Esplanada Ferroviária, na Avenida Calógeras nº 3.015.
mar 11, 2022 | Diversos
Prático e rápido, prato pode levar variados tipos de recheios
Mais um fim de semana chegou e geralmente bate aquela vontade de comer algo diferente, saboroso e leve, deixando um pouco de lado a necessidade de consumir refeições mais elaboradas para aguentar a correria do dia a dia, mas, nem por isso, precisa ser algo que fuja do saudável, não é mesmo?
Para lhe ajudar nesta missão, preparamos uma receita que além de prática e rápida, é muito gostosa e pode levar variados tipos de recheios, agradando diferentes paladares.
E quem compartilha essa delícia é a nutricionista da Unimed Campo Grande Allessyane Cleyti. “Essa é uma ótima opção para quem busca substituir o pão branco, além de possuir uma absorção mais lenta pelo organismo, trazendo saciedade, é muito saborosa”.
Anote os ingredientes e fala você mesmo!
Crepe Low Carb
Ingredientes
Massa:
-3 ovos
-3 colheres de sopa de queijo parmesão ralado
-3 colheres de sopa de creme de leite
Recheio:
-Frango com catupiry ou à bolonhesa, carne moída, queijo ou outro ingrediente de preferência
Modo de Preparo:
-Bata os ovos em um recipiente, até obter uma mistura homogênea
-Acrescente o queijo ralado e o creme de leite
-Misture tudo novamente
-Depois unte uma frigideira com azeite ou manteiga, e despeje 1/3 da massa
-Tampe e ligue a fogo baixo
-Depois de 2 minutos, abra a tampa e vire a massa
-Enquanto frita o outro lado, acrescente o recheio e dobre o crepe
-Sirva ainda quente
mar 11, 2022 | Diversos
“No calor os cuidados devem ser redobrados”, alerta especialista
Os rins são conhecidos como os filtros do corpo humano, isso porque ajudam a regular a pressão arterial, eliminar as toxinas do organismo, controlar a quantidade de sal e de água do corpo, produzir hormônios importantes e, literalmente, filtrar o sangue.
Muitas funções, não é mesmo? Por isso, é essencial cuidar da saúde renal. Mas afinal, você sabe como manter a saúde desses órgãos tão essenciais para o bom funcionamento do nosso corpo?
De acordo com o Dr. Thiago Frainer, urologista e coordenador da Comissão de Transplantes Renais do Hospital Unimed Campo Grande, adotar alguns bons hábitos ajuda a manter os rins saudáveis. “Beber pelo menos dois litros de água por dia, reduzir a quantidade de sal no preparo de alimentos, evitar o consumo de alimentos processados, ricos em sódio, como caldos prontos, aqueles comprados normalmente em pequenos tabletes, e também os industrializados, assim como refrigerantes, sucos artificiais e energéticos”, pontua.
Calor x Cálculo Renal
O urologista lembra que em dias mais quentes os cuidados devem ser redobrados, pois é quando ocorre maior incidência de pedra no rim ou cálculo renal, como é conhecida. “Isso ocorre porque, com o suor, mais comum nesta estação do ano por causa do calor excessivo, aumenta também a responsabilidade dos rins em filtrar as impurezas da alimentação, logo, há a necessidade de se ingerir mais líquido, principalmente a água”, destaca Frainer.
Para saber se está tudo bem com o seu corpo é importante observar a cor da urina. “O ideal é ela tenha quase a cor da água, se estiver mais escura ou amarelada significa que os rins não estão trabalhando de maneira satisfatória e neste caso é preciso aumentar o consumo de água e consultar um urologista”, orienta o médico.
Um ponto importante a ser destacado é que o cálculo renal também pode acometer outros órgãos do corpo, como bexiga, uretra e ureteres.
Transplante
Há casos em que somente o transplante renal pode devolver saúde e qualidade de vida a pacientes com problemas renais, e isso depende da doação do órgão, que pode ser de uma pessoa falecida ou intervivos (pessoas vivas), quando o rim é doado por parente ou familiar de até 4º grau.
Para ser doador de órgãos é importante manifestar esse desejo aos familiares, pois são eles que autorizam a doação em caso de falecimento.
Transplante Renal no Hospital Unimed Campo Grande
O Hospital Unimed CG é credenciado pelo Ministério da Saúde desde o início de 2020 para realização de transplantes renais, sem contar que é o único da rede privada de Mato Grosso do Sul a contar com o serviço. Além do transplante, a unidade hospitalar também realiza a captação de órgãos.
Vale destacar que o serviço oferecido pelo Hospital Unimed Campo Grande beneficia toda a sociedade e não apenas beneficiários do plano, pois antes muitos órgãos captados aqui eram enviados para atender pacientes de outros estados do Brasil por falta de leitos.
mar 7, 2022 | Diversos
Extrato das folhas de erva-mate é eficaz contra a buva, espécie que infesta lavouras no Brasil
Uma pesquisa realizada pela Universidade do Vale do Taquari – Univates, de Lajeado, no Rio Grande do Sul, por meio do Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia (PPGBiotec), apontou que extratos aquosos de folhas de Ilex paraguariensis A.St.-Hil, conhecida como erva-mate, apresentam potencial como herbicida natural, sendo capazes de eliminar plantas de Conyza bonariensis L. Cronquist, a buva, que infestam lavouras brasileiras, principalmente as de soja.
O artigo que descreve os resultados foi publicado recentemente no South African Journal of Botany. Fernanda Bruxel, Kétlin Fernanda Rodrigues, Júlia Gastmann, Mara Cíntia Winhelmann, Shirley Martins Silva, Lucélia Hoehne, Eduardo Miranda Ethur, Raul Antonio Sperotto e Elisete Maria de Freitas assinam o estudo. A pesquisadora principal, Fernanda Bruxel, abordou o tema ao longo de seu mestrado no PPGBiotec.
Algumas plantas que infestam culturas agrícolas têm adquirido resistência aos herbicidas, estimulando a busca por novos métodos de controle dessas plantas infestantes, que causam prejuízos econômicos a quem cultiva caso não sejam controladas. É nesse contexto que os metabólitos secundários de algumas plantas ‒ o produto gerado pelos processos do metabolismo vegetal ‒ podem ser usados para o desenvolvimento de defensivos naturais, constituindo uma alternativa mais sustentável ao uso de herbicidas.
O estudo avaliou os efeitos fitotóxicos de extratos aquosos de folhas de erva-mate sobre a buva, obtidos por decocção e por infusão ‒ duas formas de obtenção de extrato aquoso utilizando água fervente. Para a avaliação, foram testadas diferentes concentrações dos extratos em experimentos de germinação e crescimento utilizando sementes (cipselas) e plântulas e plantas adultas de buva.
Na opinião da professora Elisete de Freitas, orientadora de Fernanda, o estudo possibilita mais uma forma de uso dos benefícios da erva-mate. “São mais possibilidades de retorno econômico para os produtores e para a indústria ervateira. Quanto à buva, em culturas agrícolas (monoculturas) ela representa um problema grave, e este estudo pode representar uma alternativa mais sustentável para o seu controle”, destaca a docente.
As plantas adultas de buva foram avaliadas quanto aos efeitos sofridos nos tecidos foliares quando expostas ao óleo. Ainda, foi realizada a análise por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC, na sigla em inglês) da composição química do extrato aquoso por decocção, pois este apresentou os efeitos mais fitotóxicos sobre a buva. A cafeína foi identificada como o principal composto do extrato, seguida pela rutina e quercetina.
O extrato aquoso por decocção foi o mais eficaz e diminuiu a porcentagem de germinação da buva, bem como de plântulas formadas. Além de reduzir o número de germinações, quando expostas ao extrato, houve aumento do tempo de germinação e do tempo necessário para a formação de plântulas.
Plantas adultas, quando expostas ao extrato, apresentaram danos na epiderme das folhas, além de em outros tecidos (parênquima paliçádico e lacunoso) em seis horas após a exposição ao extrato. Os resultados do estudo confirmaram efeito tóxico do extrato aquoso por decocção sobre a germinação e o crescimento da buva e, ainda, sobre os tecidos das folhas de plantas adultas, comprovando potencial para o desenvolvimento de um herbicida natural com erva-mate.
Os pesquisadores envolvidos esperam seguir pesquisando o tema, para o que serão necessários investimentos e mais interessados em abordar o tema em seus trabalhos acadêmicos. O estudo foi financiado pelo Programa de Apoio aos Polos Tecnológicos do ano de 2021 ‒ Edital 01/2017 ‒ da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sict) do Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Fernanda também recebeu uma bolsa da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para a realização do mestrado.
mar 4, 2022 | Diversos
Prato mostra como o tomate é versátil e combina com diversas receitas
Dos alimentos saudáveis que conseguem sempre nos surpreender, o tomate, com certeza, disputa o topo da lista. A surpresa vai muito além do sabor, que é óbvio, isso porque o fruto consegue ser versátil e combinar com diversas iguarias.
Para colocar essa teoria na prática, Euzir da Silva Tavares, colaboradora da Unimed Campo Grande e craque quando o assunto é se reinventar na cozinha, ensina uma receita deliciosa de tomate recheado com creme de ricota e brócolis.
“Gosto muito de fazer pratos saudáveis e práticos para minha família, garantindo a saúde e o bem-estar do meu marido e o bom desenvolvimento das minhas netinhas. A união do tomate, que possui muitos nutrientes e vitaminas, e dos brócolis, que têm vários benefícios, se completam com o creme de ricota, deixando o prato extremamente leve e saboroso”, conta a cozinheira de mão cheia.
Tomate recheado com creme de ricota e brócolis
Ingredientes
– 4 tomates grandes
– 2 brócolis grandes
– 4 tomatinhos cereja
– 3 colheres de sopa de azeite
– 300 gramas de creme de ricota light
– Sal e pimenta-do-reino a gosto
– ¼ de parmesão ralado
Modo de preparo
– Corte as tampas dos tomates e cave o seu interior com uma colher retirando toda a poupa
– Lave os brócolis e coloque em uma panela com água e deixe fervendo por 5 minutos até ficar ao dente
– Pique os brócolis, misture com o creme de ricota e tempere com sal, azeite e pimenta-do-reino
– Acresceste a mistura no interior dos tomates e finalize com tomatinho cereja e parmesão
– Coloque para assar em forno pré-aquecido a 180ºC por 25 minutos
mar 3, 2022 | Diversos
Doença provoca dores intensas, diminui a qualidade de vida da mulher e pode causar infertilidade.
“Sentia dores tão fortes no meu abdômen, antes e após a menstruação, que muitas vezes, fui parar no hospital. Só descobri o diagnóstico dois anos depois.” Tayane Mafra, que passou por cirurgia há 21 dias.
“Conviver com tanta dor e não saber o motivo é a parte mais difícil. A mulher, que tem cólica intensa, precisa desconfiar e pedir ajuda. No meu caso, a doença já havia atingido outros órgãos, como intestino e trompas.” Patrícia Malheiro.
Tayane Mafra e Patrícia Malheiro estão entre as seis milhões de mulheres com endometriose no Brasil.
A doença ginecológica, caracterizada pelo crescimento do endométrio, tecido que reveste a parte interna do útero, fora da cavidade uterina, em locais como as trompas, ovários, intestinos, reto e bexiga, é comum em mulheres em idade reprodutiva.
Estima-se que uma a cada dez mulheres terão a doença. Muitas delas, passarão anos convivendo com a dores intensas, até receberem o diagnóstico, que além de comprometer a qualidade de vida da paciente, também pode provocar infertilidade.
Para levar informação sobre a saúde da mulher, o laboratório Fertliv participa do Movendo, um movimento nacional, com diversas forças, eventos e debates sobre o tema, para propagar a conscientização da endometriose, seus sintomas e tratamentos. A ação reforça as atividades do Março amarelo, mês dedicado a conscientização sobre a doença.
O médico ginecologista e especialista em reprodução assistida da Fertliv, Vitor Kussumoto, explica que o principal desafio é o diagnóstico tardio.
“ Como é comum que a mulher tenha cólica no período menstrual, às vezes o diagnóstico demora demais. Estudos mostram que pacientes chegam a ficar até nove anos sentindo dores intensas e incapacitantes”, alerta o médico.
Principais sintomas da endometriose:
Cólica muito intensa no período menstrual;⠀
Dismenorreia: Dor pélvica, que aumenta de intensidade e pode incapacitar a mulher de exercer suas atividades habituais;
Diarreia ou dor para evacuar ou urinar, durante o período menstrual;
Dor durante as relações sexuais
Distensão e estufamento abdominal;⠀
Infertilidade, independentemente de sintomas dolorosos.
Endometriose e infertilidade
A endometriose é a principal causa de infertilidade feminina. Quando o endométrio começa a crescer em locais como tubas e ovário, há inflamação e um processo espontâneo de cicatrização, o que acaba gerando mudanças anatômicas que impedem o pleno funcionamento das tubas, responsáveis pelos primeiros acontecimentos da fecundação. Além disso, as células inflamatórias podem afetar a qualidade do óvulo e do espermatozoide.
Tipos de endometriose:
A médica ginecologista e especialista em reprodução assistida, Suely Resende, conta que existem três tipos de endometriose:
Peritoneal: Os focos da doença estão localizados apenas no peritônio e as lesões ainda são rasas e planas;
Ovariana: Geralmente se formam endometriomas, um tipo de cisto ovariano composto por tecido endometrial e sangue, além de aderências isoladas e menos densas;
Profunda: Nesse tipo de endometriose, os implantes já invadiram diversas regiões ao mesmo tempo e, além de muitos, são mais profundos.
“Mulheres com endometriose infiltrativa normalmente também possuem os outros dois tipos. Ou seja, lesões mais rasas e endometriomas”, orienta a especialista.
Há cura para a endometriose?
“Não há cura definitiva para a endometriose, mas existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida da mulher, prevenir a eventual progressão da doença e preservar a sua fertilidade. A cirurgia é mais indicada para pacientes com endometriose mais avançada, que em muitos casos leva a dores pélvica intensas.