Morar sozinho e comer saudável é o desafio do século 21
Segundo pesquisa do IBGE, cerca de 30 milhões de brasileiros preferem viver sozinhos. Em 10 anos, o número de pessoas que vivem sozinhas no Brasil saltou de 10,4% para 14,6% da população. E, apesar das vantagens de se morar só, alguns pontos acabam pesando e sendo negligenciados pelo acúmulo de atividades do dia a dia. Uma dessas tarefas é cuidar da alimentação, que muitas vezes não é priorizada e traz malefícios à saúde.
Outro levantamento realizado pela Pesquisa Nacional de Saúde chegou à conclusão de que 66,1% dos entrevistados avaliaram a saúde como boa, porém apenas 37,3% consomem a quantidade diária de frutas e hortaliças. A cliente da rede Comper de Supermercados, a advogada Fabiana Silva, é solteira e acredita que buscar o estilo de vida que melhor funcione para cada pessoa é o que importa para se sentir feliz.
Fabiana conta que o seu maior desafio diário é a alimentação. “Custei a aprender, mas hoje já consigo cozinhar, congelar e guardar alimentos prontos. Vou muito no Comper para comprar comida pronta e em pequenas porções. Quando fico em casa no final de semana passo lá e compro a salada, o frango, o arroz ou panquecas. E tem as verduras picadas e as frutas em pedaços, prontas para o consumo. Vida de solteira tem que ser prática!”, brincou. Fabiana separou algumas dicas que podem ajudar a manter uma rotina saudável cozinhando sozinha.
1- Faça suas compras mensal e a cada 15 dias
Reserve algumas horas de um final de semana ou até mesmo durante à noite para ir ao supermercado, já que muitos operam até às 22 horas, como o Comper.
Compras de alimentos menos perecíveis como arroz, feijão, sal, azeite, manteiga, macarrão, podem ser feitas uma vez por mês e armazenadas.
Os vegetais, frutas, verduras e queijos podem ser comprados quinzenalmente e organizados na geladeira.
2- Não se preocupe com a quantidade
Cozinhe o quanto achar necessário e guarde a sobra para uma próxima refeição. Afinal, os imprevistos acontecem e, às vezes, aquele macarrão do jantar do dia anterior garante o almoço no dia seguinte.
3- Congele o que sobrou
Ter potinhos de plástico em casa é sagrado, então use-os para congelar as sobras das refeições.
Lembre-se de armazenar cada alimento separadamente em potes específicos, isso vai ajudar a evitar o desperdício caso estrague alguma comida.
4- Congele também vegetais e carnes frescos
Lembre-se da praticidade. Os legumes congelados têm as mesmas propriedades dos alimentos frescos. As carnes também permanecem com os mesmos nutrientes após a refrigeração. A dica é comprá-los semanalmente e, quando chegar em casa, fazer os cortes e armazená-los no congelador. Após o congelamento, o prazo de durabilidade também se estende.
5- Evite comprar guloseimas e invista nas frutas
Opte por não comprar alimentos industrializados, pois na hora que bater a fome, você irá escolher o que estiver ao alcance das mãos e que seja mais prático e nem sempre saudável. O Comper comercializa frutas picadas e em pequenas porções, ideal para quem mora sozinho ou passa muito tempo fora de casa e deseja fazer lanches nutritivos.
A maioria das hepatites são assintomáticas, mas quando diagnosticadas podem ser tratadas
A hepatite é uma inflamação do fígado, que pode ser crônica ou aguda, e acometer tanto homens como mulheres em diferentes idades. A doença tem diferentes causas: excesso de bebida alcóolica, alguns medicamentos, bactérias, doenças autoimunes, metabólicas, genéticas, ou por infecção provocada por alguns tipos de vírus, essas últimas conhecidas como hepatites virais.
Embora existam vários tipos de hepatites virais, no Brasil, as mais comuns e mais letais são a A, B e C. Por isso, é tão importante conhecê-las e saber como se prevenir.
Contágio
Hepatite A (vírus HAV): é mais comum em áreas com condições precárias de saneamento e higiene, podendo pode ser transmitida principalmente por meio de água e alimentos contaminados, mas também por meio de relação sexual sem o uso de preservativo.
Hepatite B (vírus HBV): é transmitida de uma pessoa a outra por meio do contato com fluidos corporais, sangue, drogas injetáveis, lâminas de barbear e alicates não esterilizados, mas também por meio de relação sexual sem proteção e durante o parto.
Hepatite C (vírus HCV): seu meio de transmissão é muito semelhante ao da hepatite B, principalmente pelo uso compartilhado de instrumentos cortantes ou perfurantes não esterilizados, como alicate de unha, lâmina de barbear, instrumentos utilizados tatuagem, piercing ou em tratamentos odontológicos.
Hepatite medicamentosa: causada pelo consumo excessivo de determinados medicamentos que acabam causando inflamação no fígado.
Esteato-hepatite: caracterizada pelo acúmulo de gordura no fígado, pode resultar em um processo inflamatório do órgão, com risco de evoluir para cirrose, insuficiência hepática e carcinoma hepatocelular.
Hepatite autoimune: resulta da falha no sistema imunológico, produzindo anticorpos que reagem contra o fígado.
Sintomas
De acordo com a Dra. Luciana Araújo Bento, gastroenterologista e hepatologista da Unimed Campo Grande, “na maioria vezes, as hepatites são assintomáticas, ou seja, não apresentam nenhum sintoma, mas quando apresentam, existem alguns mais comuns, que são olhos e pele amarelados, mal-estar, dor abdominal, náuseas e vômitos, perda de apetite, febre baixa e urina escura”.
Prevenção
Para evitar a hepatite, a especialista diz que é essencial evitar os fatores causadores. “Além de estar atento aos fatores que causam a doença, o diagnóstico precoce é essencial para evitar que a hepatite evolua para um caso mais grave, como a cirrose, ou insuficiência hepática”, explica.
Importante destacar que existem vacinas disponíveis nos postos de saúde contra as hepatites do tipo A e B. Para os demais tipos, é importante saber como se prevenir:
-Usar preservativos em todas as relações sexuais
-Não compartilhar seringas, alicates, lâminas ou quaisquer instrumentos cortantes ou perfurantes
-Não ingerir água não potável
-Lavar bem os alimentos antes do consumo
-Lavar as mãos após ir ao banheiro
Dra. Luciana lembra “é possível tratar todos os tipos de hepatite, e muitas vezes, elas têm cura, mas para isso, é preciso passar por consultas de rotina regularmente. Assim um especialista pode diagnosticar a doença e o tipo dela, e prescreva o tratamento mais adequado para cada caso”.
Maria Bruaca (Isabel Teixeira) não suporta mais o comportamento abusivo de Tenório (Murilo Benício) em “Pantanal”. Para se vingar do affair de Bruaca com Alcides (Juliano Cazarré), o grileiro trouxe para a fazenda sua amante, Zuleica (Aline Borges) e os três filhos do casal. A ideia do vilão é fazer com que Bruaca, humilhada, saia da fazenda por conta própria e fique sem nada.
Desesperada, Bruaca cairá no choro com a chegada de Zuleica, e desabafa com Guta sobre a perspectiva. “Isso que você ouviu, filha. Teu pai disse que vai trazer a outra aqui pra dentro de casa”, diz, soluçando. A jovem diz que a mãe precisa tomar uma atitude, e Bruaca afirma que sairá de casa com a chegada de Zuleica.
“Algum motivo ele deve ter tido. Mas no fim pode até ser bom, resolvermos essa situação de uma vez por todas”, diz Marcelo (Lucas Leite). “Pra sem vergonha da sua mãe, só se for!”, dispara Bruaca.
Quando Bruaca sair da fazenda e entrar na chalana de Eugênio, Guta tentará dissuadir a mãe e convencê-la a lutar por seus direitos. De acordo com a lei, Bruaca tem direito a metade do patrimônio de Tenório.
Alcides na fazenda de Leôncio
Após um tempo longe dos peões do “Pantanal”, a entidade demoníaca Cramulhão voltou a encarnar em Trindade (Gabriel Sater) com a chegada de Alcides (Juliano Cazarré) na fazenda de José Leôncio. O peão foi contratado recentemente após sair da fazenda de Tenório.
“Eu tô vendo um monte de gente morta no teu rastro, Alcides, tô vendo uma casa, plantação, tudo pegando fogo, dor, choro, que desespero é esse. Não tem sangue nas suas mãos, mas eu tô vendo”, dirá o demônio.
Tadeu questionará Alcides sobre a fala de Trindade, e o peão confirma a história sangrenta sobre seu passado. No presente, Alcides também corre perigo: Tenório (Murilo Benício) descobriu o affair entre o peão e sua esposa, Maria Bruaca (Isabel Teixeira) e vai se vingar do casal.
_“Eu acredito que quando Deus dá um filho assim para o pai e a mãe, está dando na verdade uma oportunidade de aprender todos os dias e melhorar, diz pediatra voluntário do Cotolengo”_
Há doze anos como médico pediatra voluntário do Cotolengo Sul-Mato-Grossense, o médico que iremos homenagear hoje, não se deixa revelar. Como assim? É que ele encara o voluntariado como um trabalho que não precisa de nomes ou fotos. Ele simplesmente se dedica à causa. Formado há 47 anos, nosso doutor tem 80 de idade e diz que optou pelo atendimento às crianças com paralisia cerebral depois da morte do seu único filho, Renato, na época com 24 anos. Ele também tinha paralisia cerebral.
“Meu único filho, ele mudou totalmente a minha vida. Tudo o que sou hoje, devo à ele”, relatou o médico de voz mansa. Apesar de aposentado, ele faz questão de manter os atendimentos às segundas, quartas e sextas-feiras na entidade.
“Eu trabalho hoje por amor ao Renato. Vejo um pedacinho dele em casa, história e respeito às mães das crianças com um carinho enorme, como se fossem filhas ou sobrinhas sabe, alguém bem próximo. Porque eu sei da luta delas”, afirmou. Segundo ele, o filho foi, acima de tudo, um grande presente de Deus. “Quem tem um filho assim, faz de tudo por ele”.
O pediatra lembra que tudo mudou em sua vida desde o início. “Quando você entra na faculdade é um, quando sai, é outro e hoje com 80 anos, sou totalmente mudado”, explica. Segundo ele, lidar com as dificuldades da vida torna as pessoas mais humanas e foi o que aconteceu com ele, que se quer tinha espiritualidade antes do Renato. “Era quase nada. Eu acredito que quando Deus dá um filho assim para o pai e a mãe, está dando na verdade uma oportunidade de aprender todos os dias e melhorar”.
Para finalizar, o médico lembra que apesar do bem que faz ao atender as famílias pela entidade, o grande beneficiado é ele. “A alegria de ser útil é imensurável”.
_*In Memorian*_
No ano passado, além da própria família, o Cotolengo Sul-Mato-Grossense e muitas outras famílias perderam outro pediatra tão querido quanto nosso doutor oculto. Doutor Virgílio Gonçalves Souza Júnior, 52 anos, enxergava a pediatria como um verdadeiro sacerdócio. Ele faleceu vítima de Covid-19, deixando para trás uma imensidão de saudades.
Em contato com a assessoria do Cotolengo Sul-Mato-Grossense, o arquiteto Gabriel Bahia, 27 anos, filho mais velho do médico e irmão de Victor Bahia, 22 anos,deixou seu relato.
“Meu pai era uma pessoa muito querida por todos, seus familiares, seus amigos, colegas de trabalho, pelos seus pacientes. E uma das coisas que eu mais admirava no meu pai era a inteligência, todo mundo pedia conselhos pra ele antes de qualquer tomada de decisão importante da vida. Sabia de muitas coisas, era muito estudioso e acordava todos os dias, às quatro da manhã para estudar pediatria , para ser o melhor no que ele fazia. E esse compromisso que ele tinha consigo mesmo desde o início da carreira dele de se tornar um profissional melhor, uma pessoa melhor, acaba refletindo no legado que ele nos deixou. No que deixou para a sociedade e principalmente para as pessoas que o admiravam”.
_*Homenagem*_
Quem também prestou sua homenagem ao médico, foi sua irmã, Lívia:
_“Para nossa família o Virgílio sempre foi chamado de ‘Junior’, forma um tanto quanto contraditória devido ao seu “tamanho”. Gigante não só no tamanho, mas inclusive em seus feitos e assim sempre foi a grande referência para toda a família. Seguindo o seus passos e suas orientações, me tornei enfermeira, pois foi ele quem despertou em mim a vontade de seguir na área da saúde. Virgílio sempre pegou na minha mão e me conduziu a cada passo, motivando-me a realizar concursos públicos para os quais fui aprovada, inclusive por seus ensinamentos. Além de irmãos, éramos parceiros de trabalho e lutamos bravamente durante a pandemia do Covid-19 na linha de frente da maior UPA de Campo Grande. Em muitos momentos de cansaço excessivo ele sempre me reerguia com suas palavras e dava-me força para não desistir. Para mim, seu maior legado foi o foco no estudo, bem como a ajuda aos mais vulneráveis e pelo Cotolengo investiu grande parte das suas forças para que se tornasse um grande sonho concretizado. Daqui seguimos dando continuidade aos seus grandes ensinamentos pelos nossos e por quem mais necessita. Somos imensamente gratos pelos presentes que Virgílio nos deixou, que são a sua esposa, Eliane, e seus filhos Gabriel e Victor”._
_*Voluntariado*_
O diretor-presidente do Cotolengo, padre Valdeci Marcolino, lembra que o trabalho voluntário é fundamental para ajudar a manter a entidade e ressalta a dedicação dos médicos como ponto alto de toda a obra.
“Entendemos que alguns, inclusive, não queiram se revelar, apostando no voluntariado como uma missão que não precisa ser divulgada. É compreensível. Mas também gostaríamos de dizer que a passagem do doutor Virgílio por nossa casa nos emociona e deixa muitas saudades, por conta de um trabalho que era desempenhado com tanto amor e dedicação”.
O sono nada mais é que repouso, reparação e relaxamento, por isso é necessário tirar de perto tudo que atrapalhe
Você sabe o que é ciclo circadiano? Tem ou conhece alguém com distúrbio de sono? Dorme cedo e acorda cedo ou dorme tarde e acorda tarde? E o seu relógio biológico, como está?
Se tem algo com a capacidade de ser a régua que medirá como será nosso dia, é o sono. Afinal, dormir, que parece uma simples atividade biológica, é capaz de nos renovar ou fazer com que o tempo não renda, caso haja algum distúrbio ou pouco tempo dedicado a isso.
É fato que o sono é sinônimo de saúde e qualidade de vida, por isso, o neurologista e especialista na medicina do sono da Unimed Campo Grande, Dr. Marcílio Delmondes Gomes, fala sobre o assunto.
O que é?
Quando falamos de ciclo circadiano, precisamos entrar no tema do ritmo. O ritmo circadiano é o ritmo de sono que ocorre no período de 24 horas e que acompanha o período claro escuro.
Mantemos o nosso período acordado em torno de 15 a 16 horas, e o período dormindo na faixa de 8 a 9 horas. Esse período somado completa 24 horas. Esse é um padrão regular.
Existem ritmos diferentes?
Existe o ritmo ultradiano, que se renova em um período inferior a 20 horas, como por exemplo, a frequência cardíaca e o ritmo de sono dos bebês, que é multifásico e rápido.
Tem também o ritmo infradiano, que se renova em períodos maiores que 28 horas. Exemplo: ciclo menstrual, produção de plaquetas, hibernação dos animais, entre outros.
Tempos de sono diferentes
Existem pessoas que são curtos dormidores ou longos dormidores.
O que seria normal em termos de sono?
A média de 7 a 8 horas é o padrão do adulto jovem e meia idade, podendo ir até 10 horas de sono.
É importante frisar que há pessoas que dormem apenas 5 horas e acordam no outro dia descansadas e satisfeitas. Estes são os curtos dormidores, o “bom dormidor”. Já outros precisam de 10 horas para estar bem, que são os longos dormidores ou “mal dormidores”. A média mesmo é de 7 a 8 horas.
O que é necessário prestar atenção é em como se acorda, pois se ao levantar estiver tudo bem e descansado, pode-se dizer que o sono foi normal, mas caso a pessoa precise de mais de 10 horas para estar bem ou esteja dormindo menos que 5 horas, algo está errado.
Como o ciclo circadiano afeta o dia a dia?
É um padrão biológico, então é interessante preservá-lo.
O que atrapalha?
– Fatores ambientais
– Intrusão de luz no momento errado durante o sono
– Ruídos do ambiente
– Mudança de hábitos alimentares
– Mudança em horários de atividade física
Certo ou errado?
Cronotipo. Há pessoas com o cronotipo matutino e outras com o vespertino. Pessoas que trabalham em fazenda, por exemplo, habitualmente dormem cedo e acordam cedo, então possuem o cronotipo matutino e este é um padrão normal. O melhor, do ponto de vista biológico, é que a pessoa seja matutina.
Posso mudar meu relógio biológico?
Sim! Ao ir completando o amadurecimento cerebral, já depois dos 20 anos, a tendência é seguir um padrão habitual. Já mais para frente, com o idoso, depois de 60 anos, há outra alteração, quando ocorre um sono mais fragmentado à noite e microcochilos durante o dia, a famosa sesteada. Desde o nascimento vai ocorrendo alterações.
Estresse silencioso
O ser humano é um ser de hábitos diurnos, e não noturnos. A partir do instante que é feita essa troca forçada, como é o caso da mãe que amamenta durante a noite ou pessoas que trabalham em turnos, como enfermeiras, médicos e policiais, pode ocorrer um estresse silencioso. Por mais que relatem estar adaptados a isto, durante o sono há uma produção de uma série de hormônios, e que são produzidos no sono noturno, como o cortisol, melatonina, hormônios da tireoide e do crescimento. Quando tem a alteração deste período de sono há uma desregulação do mecanismo fisiológico, e isso com o tempo vai gerando alterações, como na pressão arterial, no apetite e obesidade. Sem contar que acelera o envelhecimento, alterações de imunidade e no humor.
Vive mais!
Quem dorme mais morre menos, envelhece menos, adoece menos e é mais inteligente. Tudo isso tem fundamentação.
Como dormir melhor?
O sono nada mais é que repouso, reparação e relaxamento. A primeira dica para que este momento seja bom é fazer a higiene do sono, tirando tudo que atrapalhe. Até porque, quarto é para dormir, não é local para ter televisão, revista, livro, comida e muito menos celular.
Então:
– Deixe uma temperatura agradável no quarto
– Use roupas leves
– Deixe o ambiente escuro
– Nunca tome banho e deite ou jante e deite em seguida. Ambas as situações devem ser feitas pelo menos 2 horas antes
– Evite tudo que tem cafeína a partir das 15h
Inimigo do sono
Com certeza o celular é um item que, disparado, o ser humano tem dificuldade de dispensar, seja qual for a hora. Inclusive ao dormir, mas é indispensável que este seja deixado de lado em um momento de repouso.
Por isso Dr. Marcílio frisa que “o ser humano faz a máquina tentando imitar o homem, mas a máquina não tem emoções, nem sentimentos. Já o homem tem. Ainda somos superiores, por isso precisamos superar essa máquina e ditar as regras”.
Para saber mais sobre o assunto acompanhe o episódio CICLO CIRCADIANO: ENTENDA O RITMO DO SEU RELÓGIO BIOLÓGICO do podcast Cuidar de Você, da Unimed Campo Grande. Basta acessar o Spotify (https://bit.ly/PodcastUnimedCG) e o Youtube (https://bit.ly/PodcastUnimedCGYoutube).
Produtos não são legalizados no país e representam um grande risco à saúde pública
O famoso “vape”, como é conhecido popularmente o cigarroeletrônico, tem gerado preocupação da saúde pública, com o aumento do consumo por jovens e adolescentes. Entre os perigos que podem causar, um dos principais problemas constatados é a Lesão Pulmonar Associada a Produto de Vaping ou CigarroEletrônico, conhecida como Evali (E-cigarette or Vaping product use-Associated Lung Injury), além de aumentar os riscos para complicações relacionadas à Covid-19.
Os cigarroseletrônicos entraram no mercado americano em 2007 e são conhecidos por vários nomes diferentes, entre eles o vape, e-cigs e pendrive. Estes dispositivos são alimentados por bateria de lítio e contém um refil, que armazena um líquido composto por nicotina, solventes, água e várias outras substâncias, como flavorizantes. Esta bateria, ao aquecer o líquido dentro do dispositivo, gera aerossóis que, além da nicotina, contém outras substâncias que podem ser cancerígenas.
De acordo com pneumologista e professor da IDOMED, Daniel Messias Martins Alves Neiva, o objetivo principal do vape é gerar vaporização de nicotina, que é uma substância que age sobre o sistema nervoso central gerando dependência. Além da dependência química, a questão comportamental também é um agravante. “Os cigarroseletrônicos não exalam odores ruins e, por isso, são mais aceitos socialmente e utilizados de maneira descontrolada por adolescentes e adultos. Várias entidades médicas já caracterizam o uso como uma epidemia de saúde pública, devido ao seu abuso, aos efeitos ainda não totalmente elucidados e à pouca (ou nenhuma) regulação da sua comercialização”, alerta.
A produção, venda, importação e propaganda dos cigarroseletrônicos são proibidas no Brasil, mas a indústria vem utilizando a internet e as redes sociais para vender ilegalmente estes produtos no país. “Os Vapes estão sendo utilizados com maior frequência com a justificativa de que são socialmente aceitos. A infinidade de sabores, dos mais diversos tipos, dá ao jovem mais motivos para experimentar cada novidade lançada no mercado clandestino. O produto é amplamente divulgado pelos influencers das redes sociais, o que ajuda a validar seu uso pela população jovem, mesmo com tantas evidências dos riscos da sua utilização”, afirma Neiva.
Segundo o especialista, os efeitos a longo prazo não são ainda todos conhecidos. Os quadros agudos são representados por doenças agudas e crônicas como broncoespasmos, rinite alérgica, irritação na garganta, além de lesão pulmonar associada. O cigarroeletrônico também pode ser responsável por câncer, problemas cardiovasculares e piora na imunidade.
“Não há evidências suficientes que atestem a favor da segurança do uso dos cigarroseletrônicos para recreação ou da sua eficácia como método adjuvante na cessação do tabagismo. O que se sabe, com grau robusto de evidências, é que estes dispositivos são capazes de gerar doenças e efeitos adversos graves e que podem colocar a população em risco”, esclarece o pneumologista.
Cigarroseletrônicos e dependência
Assim como acontece com o cigarro comum, o uso do vape também tem relação direta com aspectos relacionados à dependência. Isso acontece devido à presença da nicotina, substância comum nos dois tipos de cigarros e que, comprovadamente, atua sob importantes áreas do cérebro, produzindo sensação de bem-estar e prazer.
De acordo com Igor Soares, professor do curso de psicologia da Estácio, a dependência provocada pelos cigarros no organismo humano envolve aspectos comportamentais e psicológicos. “No primeiro temos uma relação direta com fatores sociais, como a atual moda do vape entre os mais jovens, o que faz com o consumo seja associado a status de pertencimento. Já o segundo diz respeito ao efeito da nicotina no sistema nervoso central, que é de intensa, porém momentânea, sensação de prazer”.
O psicólogo destaca que o efeito de bem-estar sentido pelo fumante dura pouco tempo, o que faz com que ele logo tenha vontade de senti-la novamente. “Assim, a busca por tal sensação leva ao aumento no consumo de mais cigarros, fazendo com que seja preciso doses cada vez mais fortes para conseguir a mesma sensação de prazer”, conclui Igor Soares.
Sobre a Estácio
A Estácio é uma das maiores marcas do ensino superior brasileiro e, há mais de 50 anos, enriquece a sua história ao possibilitar o acesso democratizado ao ensino de qualidade e promover a transformação individual e social de seus alunos. Pioneira e um dos maiores players no digital, a instituição desenvolveu um modelo moderno que promove um melhor aproveitamento para os estudantes em aulas dinâmicas em uma plataforma de ensino 100% Digital, com conteúdos que podem ser acessados de qualquer dispositivo, on e offline, garantindo maior mobilidade, com acesso ilimitado.
Presente em 25 estados e no Distrito Federal, por meio do ensino presencial, e em todo o Brasil com o ensino digital, contando com mais de 700 mil alunos matriculados, a Estácio oferece cursos de graduação em diferentes formatos de ensino, pós-graduação e cursos de extensão. Aposta na tecnologia e na inovação como diferenciais para aprimorar o aprendizado, e seus currículos são alinhados às necessidades do mercado de trabalho. A busca constante pela qualidade acadêmica e os investimentos na área de ensino geraram ótimos resultados nos últimos anos – suas instituições e cursos e são reconhecidos pelo MEC com elevados conceitos de qualidade.
Além de seu natural poder de transformação, pela entrega à sociedade de milhares de profissionais formados todos os anos, a Estácio tem uma atuação distintiva de diálogo, suporte e promoção das comunidades em que se insere. Com amplo envolvimento dos alunos e docentes, ações como atendimentos gratuitos, palestras e seminários, mutirões e ações de mobilização acabam beneficiando milhões de pessoas. A Estácio possui também um dos mais sólidos e atuantes Programas de Responsabilidade Social do País, e apoia diversos projetos por ano nas áreas de educação, cultura, esporte e cidadania.
Sobre o IDOMED
O IDOMED é um grupo que reúne 17 escolas médicas e consolida a tradição de 25 anos de experiência nesse segmento. Está presente em todas as regiões do país, com aproximadamente 7,5 mil alunos e foco em excelência no ensino, aprendizado prático, tecnologia aplicada, desenvolvimento docente e conexão com a carreira médica. O grupo oferece programas de graduação, pós, especialização e cursos de atualização, e está entre os líderes na incorporação de tecnologia educacional voltada à formação em Medicina.