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Bela Vista-MS Quarta-Feira, 08 de Julho de 2026
Nutrição na lancheira: Especialista orienta cuidados com lanches na volta às aulas

Nutrição na lancheira: Especialista orienta cuidados com lanches na volta às aulas

Com o retorno das aulas, montar a lancheira de crianças e adolescentes passa a ser parte da rotina dos pais e responsáveis novamente. Para os nutricionistas, esse cuidado com a alimentação infantil é essencial para evitar o consumo de ultraprocessados e de alimentos com altos teores de açúcar adicionado e gordura saturada, fatores associados ao sobrepeso e doenças cardiovasculares, presentes nos produtos que costumam estar disponíveis nas cantinas, como biscoitos e salgadinhos.

Segundo dados da última Pesquisa de Orçamentos Familiares, publicada pelo IBGE em 2020, alimentos ultraprocessados fornecem, em média, cerca de 27% do total de calorias diárias dos jovens brasileiros. O levantamento apontou que esses consomem o dobro de sanduíches, quatro vezes mais pizzas, nove vezes mais bebidas lácteas e 20 vezes mais salgadinhos que a população idosa, enquanto a frequência de consumo de frutas, verduras e legumes é menor entre adolescentes do que entre adultos e idosos, exceto para açaí e batata inglesa.

Para ajudar a equilibrar este quadro, a docente do curso de Nutrição da Estácio, Eva Andrade, oferece algumas orientações para o preparo do lanche escolar. A especialista direciona “priorizar o consumo de frutas frescas, desidratadas ou liofilizadas em vez de sucos – mesmo que sejam sucos naturais ou nas versões integrais” e explica que comer a fruta é melhor que tomar o suco porque estimula a mastigação e mantém as fibras, o que promove maior saciedade.

“Entre os pães, as torradas e os biscoitos, a orientação é optar pelas versões feitas a partir das farinhas integrais e dos farelos. Uma alternativa aos salgadinhos de pacote – que são alimentos ultraprocessados, com alto teor de sódio – é a pipoca, preferencialmente aquela feita em casa e com o mínimo de óleo”, sugere Eva.

A nutricionista destaca ainda que o ideal é priorizar o consumo de alimentos in natura, mas quando for preciso optar por produtos prontos, observar o rótulo ajuda a fazer boas escolhas nutricionais.

“Além da tabela nutricional, a lista de ingredientes os mostra sempre em ordem decrescente. Portanto, o primeiro ingrediente é o que está presente em maior quantidade, enquanto o último está em menor quantidade. Como exemplo, alguns achocolatados em pó que tem o

açúcar na base da sua composição”, exemplifica. Outro ponto é avaliar a presença de aditivos alimentares, como aromatizantes, corantes, conservantes e estabilizantes e privilegiar uma lista de ingredientes mais enxuta nessas substâncias.

Por fim, a docente de Nutrição sugere estimular a participação da criança no preparo dos alimentos e na montagem das combinações que irão compor a lancheira.

“Isso cria autonomia e senso de responsabilidade, o que desperta o interesse por novos alimentos, incentivando-a a ampliar seu repertório de sabores e texturas e permitindo estabelecer uma maior conexão e um maior conhecimento sobre aquilo que ela come”, afirma.

Patrícia Belarmino

Com Toxoplasmose e Paralisia Cerebral, Àgatha Vitória precisa de mais qualidade de vida

Com Toxoplasmose e Paralisia Cerebral, Àgatha Vitória precisa de mais qualidade de vida

 Todos podem ajudar através da Donativa 

Ágatha Vitória, de apenas 8 anos, enfrenta os desafios da Toxoplasmose Congênita, que resultou em Paralisia Cerebral e deficiência visual. Seu tratamento inclui medicamentos para convulsões e acompanhamento médico constante. A mãe da pequena enfrenta dificuldades para arcar com todos os cuidados essenciais, como fraldas, lenços umedecidos e medicamentos que não são fornecidos pelo SUS. Juntos, podemos fazer a diferença na vida de Ágatha Vitória. Contribua com a sua doação e proporcione a ela o suporte necessário para uma vida mais saudável! 

A mãe dela ainda pretende dar mais conforto para Ágatha Vitória, adaptar o quarto com cama hospitalar. “Eu não trabalho para poder cuidar dela e do irmão de anos, devido às sequelas, ela não anda, não fala, não enxerga, é totalmente dependente, por isso luto tanto para dar uma maior qualidade de vida para ela”, conta Ercília de Moraes Castro. 

Todos podem ajudar a Ágatha Vitória a ter uma melhor qualidade de vida através da Donativa, que é uma plataforma de crowdfunding, que não possui fins lucrativos e não cobra taxas. Atualmente tem mais de 100 projetos ativos do Brasil inteiro, que beneficiam milhares de pessoas. Todos podem ajudar, a partir de R$ 10,00 já é possível fazer uma doação. 

A plataforma é on-line, segura, potente e estruturada para abrigar projetos em diversas modalidades. São diversa causas apoiadas pela Donativa, tratamento de doenças raras, de câncer, de síndromes, além de incentivo ao esporte, cultura e de proteção ao meio ambiente. 

Conheça a plataforma, e faça parte dessa família, que ajuda muitos com um pouquinho de cada um. Acesse e ajude https://donativa.org.br/vaquinha/com-toxoplasmose-e-paralisia-cerebral-agatha-vitoria-precisa-de-mais-qualidade-de-vida

O que é a Síndrome da Cabana: Psicóloga Alessandra Augusto

O que é a Síndrome da Cabana: Psicóloga Alessandra Augusto

A síndrome da cabana é um fenômeno psicológico onde o indivíduo apresenta dificuldade em reconectar com a vida social e profissional após um longo período de isolamento. Esse fenômeno psicológico é caracterizado por um amedrontamento desproporcional desencadeando uma ansiedade demasiada quando surgem situações em que a pessoa necessita deixar o ambiente doméstico para realizar tarefas ou interagir com pessoas.

Pode ser confundido com ansiedade ou depressão. Por desencadear a ansiedade, o indivíduo entende que está num ambiente seguro, adaptado, e que o externo pode conter objetos fóbicos e ameaçadores, ele desenvolve o transtorno de ansiedade. Em relação à depressão, esse indivíduo apresenta sentimentos de tristeza constante e sonolência.

Os sintomas mais comuns são a perda ou ganho de peso acentuado. Vai apresentar insônia, inquietação, irritabilidade e uma potencial desconfiança em relação ao ambiente e à segurança. Vai estar o tempo todo em alerta, com isso também podemos perceber sintomas de exaustão e enxaquecas.

As mais suscetíveis são aquelas que não conseguem lidar de uma forma rotineira com as suas emoções, têm dificuldade de lidar com os seus sentimentos, relações de conflito, oscilação de humor, dificuldade com automotivação, apresentam algumas compulsões e obsessões, além de alguns fatores genéticos.

É esperado que se busque ajuda de um profissional de saúde mental ou de uma equipe multidisciplinar. Nesse contexto, é feito o descarte do quadro de ansiedade e depressão. Nos quadros de ansiedade ou depressão, é possível ter fatores genéticos e o ambiente favorece para outros gatilhos e outros elementos estressores. Já a síndrome da cabana é diferenciada, porque ela tem na “circunstância” o fator desencadeante dos sinais e sintomas.

O tratamento pode ser acompanhado por um psiquiatra e psicólogo. Um psicólogo voltado para o cognitivo comportamental (TCC) pode ajudar muito, pois poderá usar uma técnica chamada dessensibilização. É uma metodologia voltada para quadros fóbicos, como elevador e animais. Ajudando o paciente de forma gradual e progressiva, é possível se adaptar de novo e voltar às atividades rotineiras.

Uma forma de prevenir é evitar o isolamento. A ideia é buscar conviver em grupo ou em conjunto, estar fora do ambiente de casa, desfrutando dos dias ensolarados. Estar com os amigos, ao ar livre, na claridade, também é terapêutico. Cuide-se e evite o isolamento.

(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.

Agência Drumond – Assessoria de Comunicação – Joyce Nogueira – Assessora de Imprensa

Automedicação em casos de dengue pode até agravar complicações da doença

Automedicação em casos de dengue pode até agravar complicações da doença

Número de casos de dengue têm aumentado no país, segundo o Ministério da Saúde; 75% dos focos estão nas residências

Somente em 2024, o Brasil já registrou mais de meio milhão de casos de dengue. Os dados são do Painel de Arboviroses, do Ministério da Saúde. A projeção do órgão é que o país registre 4,2 milhões de casos de dengue neste ano, o que seria um recorde nacional. A orientação é que os os cuidados para eliminar os focos do Aedes aegypti, responsável pela transmissão da doença e de outras, como zika e chikungunya, sejam redobrados. Para quem está com algum dos sintomas da doença, a orientação é não se automedicar. A automedicação, em casos de dengue, pode até agravar a situação.

A farmacêutica Kátia Tichota explica que alguns fármacos, como os anti-inflamatórios não esteroides, podem agravar complicações da doença, como hemorragias. A automedicação pode também levar à subestimação da gravidade do quadro. “A automedicação apresenta sérios riscos à saúde e, em caso de dengue, não é diferente. Os sintomas podem ser mascarados pelos medicamentos utilizados, dificultando o diagnóstico preciso”, explica a profissional, que também é coordenadora do curso de Farmácia da Estácio Fapan.

De acordo com a farmacêutica, em alguns casos, a automedicação em pacientes com dengue pode levar, inclusive, a óbito. “A automedicação na dengue pode ter consequências fatais. A subestimação da gravidade da doença e o uso inadequado de medicamentos podem agravar os sintomas, levando a complicações sérias, como o choque hemorrágico, que pode resultar em óbito. Portanto, é necessário que qualquer suspeita de dengue seja prontamente avaliada por profissionais de saúde”, alerta.

Diante da suspeita de ter sido picado pelo Aedes aegypti, ela explica que o correto é procurar atendimento médico imediatamente. A orientação é não se automedicar e relatar ao profissional de saúde todos os sintomas e detalhes relevantes. Exames laboratoriais específicos podem confirmar a presença do vírus da dengue e auxiliar no diagnóstico diferencial com outras enfermidades.

Sintomas da doença

Enfermeira e professora do IDOMED Fapan, Sandra Bonilha explica que, geralmente, a primeira manifestação da doença é a febre. “Geralmente, acima de 38ºC, de início abrupto e com duração de dois a sete dias, associada a dor de cabeça, fraqueza, dores musculares, dor nas articulações e dor retro-orbitária (dor ao redor dos olhos). Perda de apetite, náuseas, vômitos e diarreia também podem se fazer presentes”, explica.

De acordo com Sandra Bonilha, em casos de sintomas, o indicado é aumentar a ingesta hídrica e sempre procurar uma unidade de saúde.

Prevenção dentro de casa

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando os prováveis criadouros como pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e recipientes pequenos, como tampas de garrafa. A recomendação do Ministério da Saúde é que a população faça uma inspeção semanal em casa.

O Ministério da Saúde divulgou recentemente os resultados do 3º Levantamento Rápido de Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) e do Levantamento de Índice Amostral (LIA) de 2023. Os números indicaram que 74,8% dos criadouros do mosquito da dengue estão nos domicílios, como em vasos e pratos de plantas, garrafas retornáveis, pingadeira, recipientes de degelo em geladeiras, bebedouros em geral, pequenas fontes ornamentais e materiais em depósitos de construção (sanitários estocados, canos, etc.).

O levantamento apontou, ainda, que depósitos de armazenamento de água elevados (caixas d’água, tambores, depósitos de alvenaria) e no nível do solo (tonel, tambor, barril, cisternas, poço/cacimba) aparecem como segundo maior foco de procriação dos vetores, com 22%, enquanto depósitos de pneus e lixo têm 3,2%.

“Além de manter bem tampados caixas, tonéis e barris de água, é importante colocar o lixo em sacos plásticos e manter a lixeira sempre bem fechada; não jogar lixo em terrenos baldios; se for guardar garrafas de vidro ou plástico, mantenha-as sempre com a boca para baixo; deixar ralos limpos e com aplicação de tela; limpar semanalmente ou preencher pratos de vasos de plantas com areia; limpar com escova ou bucha os potes de água para animais”, salienta Sandra Bonilha.

Crédito da foto: JCOMP/Freepik

Patrícia Belarmino
Com condições favoráveis à chuva, sábado tem tempo instável e temperaturas amenas

Com condições favoráveis à chuva, sábado tem tempo instável e temperaturas amenas

A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) para este sábado (17) indica tempo instável, com aumento de nebulosidade e condições favoráveis à chuva. Pontualmente, podem ocorrer chuvas intensas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento.

Destaca-se ainda uma leve queda das temperaturas máximas ao longo do final de semana. Isso ocorre devido a maior presença de nuvens e possibilidade de chuvas. Os acumulados devem ser significativos, acima de 50mm/24h.

Campo Grande inicia o dia com 23°C e atinge 30°C nos horários mais quentes. Dourados e Iguatemi apresentam valores semelhantes, com mínimas de 21°C e máximas de 31°C. Na região Sul-Fronteira, Ponta Porã também tem mínima de 21°C, com máxima que chega aos 28°C.

No Bolsão, Paranaíba e Três Lagoas marcam 23°C pela manhã e atingem, no período da tarde, 30°C e 31°C, respectivamente. Em Coxim, no Norte, a mínima é de 23°C e a máxima de 32°C.

No Pantanal, Corumbá amanhece aos 27°C e chega aos 33°C; Aquidauana apresenta variação entre 24°C e 31°C. Os termômetros em Porto Murtinho, no Sudoeste, marcam 25°C inicialmente e atingem 33°C ao longo do dia.

Heloisa Duim, Programa de Estágio Supervisionado
Foto: Álvaro Rezende

Sinais de alerta com a saúde mental das crianças

Sinais de alerta com a saúde mental das crianças

Cada ser humano é diferente do outro e a forma como lidam com questões emocionais e de saúde mental também. Muito se fala sobre saúde mental, mas estamos prestando atenção ao comportamento das crianças? É muito importante que todos, que convivam e estejam ao redor do pequeno, estejam atentos às mudanças de humor e comportamento.

Quando falamos de saúde mental nos referimos a como nossa mente e coração se sentem e funcionam. Relaciona-se a como nos sentimos por dentro e como lidamos com nossos pensamentos e emoções. Estar atento à saúde mental infantil se faz necessário porque ela desempenha um papel fundamental em seu desenvolvimento e bem-estar.

Além disso, afeta como elas aprendem, se relacionam com os outros e enfrentam os desafios da vida. Quando as crianças estão emocionalmente saudáveis, têm mais chances de serem bem-sucedidas em todas as áreas e aspectos de suas vidas.

Os principais fatores de risco ligados à saúde mental infantil estão relacionados à violência, social e familiar; bullying; violência sexual; e problemas socioeconômicos.

Alguns sinais de alerta que as crianças demonstram são mudanças drásticas de comportamento, problemas de sono, expressão de emoções, declínio no desenvolvimento escolar e comentários que podem ser vistos como preocupantes. Na mudança de comportamento, passam a se isolar, evitam contato social e expressam tristeza de maneira contínua.

Os problemas de sono têm reações como constantes dores de cabeça, estômago ou recusa em ir à escola. Na expressão de emoções, a criança pode começar a ter, por exemplo, medo de tudo. A expressão de emoções incomuns ou extremas pode ser um indicativo de que algo está perturbando a criança.

Já o declínio no desempenho escolar também pode ser sinal de dificuldades emocionais. Nos comentários preocupantes fazem afirmações como que desejam desaparecer, se machucam ou machucam os outros. Esses comportamentos devem ser levados a sério.

Muitos pais se perguntam o que fazer diante dessas circunstâncias. O mais indicado é conversar com a criança e abrir um espaço seguro para que elas possam falar dos seus sentimentos. É necessária uma escuta empática e sem julgamentos.

Também é importante um apoio profissional para que essa criança seja amparada e que suas necessidades sejam compreendidas. Procure reduzir o estresse criando um ambiente familiar calmo e de apoio. Identifique os sinais de alerta e procure ajuda. Lembre-se, buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas, sim, de amor e cuidado.

(*) Luciana Brites é CEO do Instituto NeuroSaber (https://institutoneurosaber.com.br ), autora de livros sobre educação e transtornos de aprendizagem, pedagoga, palestrante, especialista em Educação Especial na área de Deficiência Mental e Psicopedagogia Clínica e Institucional pela UniFil Londrina e em Psicomotricidade pelo Instituto Superior de Educação ISPE-GAE São Paulo, além de ser Mestra e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento pelo Mackenzie.