(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Quarta-Feira, 08 de Julho de 2026
LidyLo lança fashion filme “Sonhos e Fetiches da Fronteira” na próxima quarta-feira

LidyLo lança fashion filme “Sonhos e Fetiches da Fronteira” na próxima quarta-feira

Lançamento será no Centro Cultural José Octávio Guizzo com exibição da obra, desfile e show da Coquetel Blue

A estilista Lidiane Lopes, responsável pela marca LidyLo, apresenta seu mais recente fashion filme, “Sonhos e Fetiches da Fronteira”, na quarta-feira (23), às 20h, no Centro Cultural José Octávio Guizzo. A obra audiovisual, que celebra a nova coleção da marca, vem acompanhada de uma trilha sonora exclusiva, criada pela estilista em parceria com a banda Coquetel Blue.

“Esse fashion filme é uma expressão visual da minha trajetória pessoal e da força das mulheres que encontrei no meu caminho. A coleção conta essa história, mas o filme permite que o público veja e sinta essa narrativa de uma forma mais profunda”, comenta Lidiane. “O audiovisual me dá a oportunidade de mostrar que o vestuário é mais do que moda, é uma extensão da nossa identidade”, completa.

A trilha sonora, composta e escrita por Lidiane Lopes, ganha vida nas mãos da banda Coquetel Blue. “Queria que a música falasse diretamente sobre a ‘Dama de Preto’, essa figura forte, imponente e sem medo de se arriscar, que representa a essência da coleção. A Coquetel Blue conseguiu traduzir exatamente essa energia na trilha”, destaca a estilista.

Campo Grande como Cenário e Fonte de Inspiração

LidyLo lança fashion filme “Sonhos e Fetiches da Fronteira” na próxima quarta-feira

O filme também é um tributo à cidade de Campo Grande, capturando suas paisagens noturnas e celebrando sua cultura. “Eu quis mostrar como Campo Grande se tornou esse lugar de acolhimento para mim, uma mulher do interior em busca de algo maior. Os cenários escolhidos representam essa jornada de Bela Vista até a capital, com todas as luzes e belezas que a cidade oferece”, explica Lidiane.

Embora “Sonhos e Fetiches da Fronteira” seja um marco importante para a marca LidyLo, essa não é a primeira vez que Lidiane explora o universo do audiovisual. “Já produzi outros fashion filmes anteriormente, mas este tem um significado especial, pois reúne tudo o que sou hoje, tanto como estilista quanto como artista. É uma evolução dos trabalhos anteriores e, sem dúvida, uma forma de me expressar de maneira completa”, revela.

A estilista compartilha suas expectativas sobre o impacto do fashion filme na cena cultural de Mato Grosso do Sul. “Espero que esse filme inspire mais pessoas a abraçarem a moda autoral e a arte local. Mato Grosso do Sul tem profissionais talentosos que merecem reconhecimento, e acredito que o audiovisual é uma forma poderosa de mostrar nossa identidade e cultura para o mundo”, afirma Lidiane.

Este projeto foi contemplado com recursos da Lei Paulo Gustavo, do Ministério da Cultura (MinC), por meio de edital da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, da Prefeitura Municipal de Campo Grande.

Reportagem: Aline Lira \ Lucas Arruda
Mato Grosso do Sul marca presença na Semana Criativa de Tiradentes com o Projeto Pantaneira

Mato Grosso do Sul marca presença na Semana Criativa de Tiradentes com o Projeto Pantaneira

Mato Grosso do Sul será destaque na 8ª Semana Criativa de Tiradentes, que ocorrerá entre os dias 17 e 20 de outubro, na histórica cidade de Tiradentes, em Minas Gerais. A participação do estado acontece por meio do Governo de Mato Grosso do Sul, por intermédio da FCMS (Fundação de Cultura) e da Setesc (Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura).

O evento é conhecido por valorizar o artesanato, o design, a arquitetura, a gastronomia e o estilo de vida brasileiro, reunindo atividades que vão de palestras a exposições, oficinas, lançamentos de livros e feiras de design e de pequenos produtores.

Nesta edição, o estado marcará presença com o lançamento do livro ‘A Pantaneira’, uma exposição baseada na obra e um bate-papo sobre o projeto que está transformando o artesanato e a cultura pantaneira.

Lançamento do livro

A principal participação sul-mato-grossense será o lançamento do livro A Pantaneira, que acontece na quinta-feira (17), às 15h (horário de Brasília), na Casa Criativa. A obra apresenta o Ato 1 do Projeto Pantaneira e traz uma coleção de belas imagens e relatos das vivências e trocas de saberes realizadas entre comunidades tradicionais do Pantanal e o designer Rodrigo Ambrosio, pesquisador e idealizador do projeto.

O livro documenta as expedições que resultaram na criação de novos artefatos artesanais inspirados nas tradições pantaneiras, especialmente as matrizes originárias das etnias Terena, Kinikinau e Kadiwéu.

Na ocasião, haverá um bate-papo e uma sessão de autógrafos com Rodrigo Ambrosio e seus parceiros de projeto: Katienka Klein, gerente de desenvolvimento das atividades artesanais da FCMS; Evelin Perdomo, artesã multidisciplinar e designer, e Patrícia Fecci, gerente de marketing e especialista em cores da Tintas Sherwin-Williams.

Exposição

Outro destaque será a exposição A Pantaneira, baseada no livro, que também estará em exibição durante a Semana Criativa. A mostra apresenta o resultado de três anos de pesquisas e expedições conduzidas em municípios sul-mato-grossenses como Aquidauana, Bodoquena, Corumbá, Ladário, Miranda e Porto Murtinho.

As vivências nesses locais envolveram povos indígenas Terena (das aldeias Babaçu, Ipegue, Limão Verde e Tarumã), Kinikinau (Vila São Miguel, na aldeia Mãe Terra) e Kadiwéu (aldeia Alves de Barros), permitindo a criação de novos produtos artesanais ligados às raízes culturais e ao cotidiano do Pantanal.

Rodrigo Ambrosio descreve o projeto como “um mergulho profundo nas nuanças naturais, étnicas e culturais do bioma e seu cotidiano”. A exposição celebra o artesanato e os saberes enraizados no Pantanal, ao mesmo tempo em que aponta para o futuro dessas tradições.

“A Pantaneira é um mergulho profundo nas nuanças naturais, étnicas e culturais do bioma e seu cotidiano. Revela um olhar sobre os saberes enraizados e integrados ao ambiente alagado. Uma ode às tradições e ao fazer artesanal, que apontam, ao mesmo tempo, para as origens e para o futuro”, relata Ambrosio.

Além disso, os visitantes poderão adquirir produtos artesanais na loja montada no Mercado, no Espaço Raízes, que reunirá expositores de diferentes regiões.

Bate-papo 

Mais um grande momento aguardado é o bate-papo “Projeto Pantaneira: artesanato, pessoas, cores e temáticas do Pantanal”, que acontecerá no sábado (19), às 11h. Rodrigo Ambrosio se juntará a Katienka Klein, Evelin Perdomo e Bruna Medeiros, artesã da faixa pantaneira e representante do Ponto de Cultura Sapicuá Pantaneiro, para discutir as expedições, oficinas criativas e pesquisas realizadas durante o desenvolvimento do projeto.

O bate-papo tem por objetivo proporcionar uma imersão no cotidiano e no fazer manual do Pantanal, com o objetivo de compartilhar as lições e aprendizados adquiridos ao longo dos três anos de execução do Projeto Pantaneira.

Para o secretário de Estado de Turismo, Esporte e Cultura, Marcelo Miranda, a presença de Mato Grosso do Sul na Semana Criativa de Tiradentes reforça o compromisso do estado com a valorização e preservação das tradições culturais e etnias.

“É um evento que nos permite apresentar ao Brasil a riqueza dos saberes ancestrais do Pantanal, promovendo a continuidade das práticas artesanais que são fundamentais para a identidade da nossa região. Estamos levando o Projeto Pantaneira a um palco nacional para destacarmos nossa cultura e fomentarmos o desenvolvimento sustentável das comunidades locais, ampliando suas oportunidades e garantindo que suas histórias e talentos sejam reconhecidos e valorizados”.

Gerente de Desenvolvimento das Atividades Artesanais da FCMS), Katienka Klain compartilha como o projeto Pantaneira nasceu e se expandiu para atender os artesãos pantaneiros e os povos indígenas que fazem parte dessa rota cultural.

“O projeto começou a ser visualizado em 2022, aproveitando a visibilidade da novela Pantanal. Queríamos criar uma linha de produção que refletisse a riqueza do artesanato pantaneiro, e essa visão se expandiu para incluir a população indígena local”.

Ela também enfatizou a importância de duas imersões realizadas. “Na primeira, em Aquidauana, Miranda e Corumbá, conseguimos capacitar os artesãos locais e desenvolver produtos que representassem suas tradições. A segunda imersão foi fundamental para estabelecer um contato mais profundo com as comunidades indígenas, permitindo que suas práticas e saberes fossem incorporados ao projeto. Com isso, fortalecemos os laços entre as comunidades e a cultura local, e estamos muito esperançosos de que essa exposição amplie ainda mais o acesso ao nosso artesanato e a visibilidade das nossas tradições”.

Katienka destaca que a exposição na Semana Criativa de Tiradentes é uma oportunidade para abrir novos mercados e promover o artesanato sul-mato-grossense no cenário nacional.

“A Semana Criativa de Tiradentes se consolidou como um dos principais eventos de visibilidade do artesanato brasileiro, promovendo o lançamento de uma diversidade de produtos e cores que refletem a riqueza da nossa cultura. Nosso objetivo é inserir o artesanato de Mato Grosso do Sul nas principais casas e lojas do setor, tornando nossas peças acessíveis ao público e atraentes para designers e arquitetos. Ao apresentar o trabalho de nossos artesãos nesse evento, estamos abrindo portas para que suas criações sejam valorizadas e integradas a projetos de decoração e design, ampliando o reconhecimento das tradições e saberes do nosso Estado”.

Serviço

Quinta-feira (17)

10h – Mercado – Espaço Raízes

11h – Abertura da exposição “A Pantaneira” – Prédio do Iphan

15h – Lançamento do livro “A Pantaneira” – Casa Criativa

Sábado (19)

11h – Bate-papo “Projeto A Pantaneira”, com o designer Rodrigo Ambrósio, a designer Evelin Perdomo, a artesã Bruna Medeiros Cordeiro e a gerente de artesanato da FCMS, Katienka Klain – Espaço Raízes

A programação completa da Semana Criativa em Tiradentes e demais detalhes podem ser conferidos neste link.

Lucas Castro, Comunicação Setesc
Foto de destaque: Ricardo Gomes/Setesc

UEMS abre vagas em 41 cursos para transferência externa

UEMS abre vagas em 41 cursos para transferência externa

Inscrições ocorrem de 14 a 25 de outubro

A Diretora de Registro Acadêmico, da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), divulga as vagas disponíveis e critérios de Transferência de outras Instituições de Ensino Superior (IES), para preenchimento das vagas ofertadas nos Cursos de Graduação da UEMS, correspondentes a cursos de mesma denominação na origem, com validade para a matrícula em 2024 e ingresso no ano letivo de 2025.

São ofertadas vagas em 41 cursos, localizados em 13 Unidades Universitárias da UEMS. As vagas são para Ampla Concorrência e Residentes em Mato Grosso do Sul.

O período de inscrição e entrega dos documentos ocorre de 14 a 25 de outubro de 2024 na coordenadoria do curso pretendido.

Confira o edital: https://www.uems.br/anexos/download/20659

É requisito, para participar do processo de Transferência Externa, que o candidato, na data de sua inscrição neste certame, esteja matriculado (cursando ou com matrícula trancada), no mínimo, no 3º semestre ou 2ª série no curso de origem em 2024.

Para concorrer à vaga o candidato deverá enquadrar-se na 2ª série se o curso for de 3 anos; na 2ª ou 3ª séries se o curso for de 4 anos; ou na 2ª, 3ª ou 4ª série se o curso for de 5 anos (Deliberação CE/CEPE-UEMS nº 3924 , de 12/06/2023, homologada, com alterações, pela Resolução CEPE-UEMS nº 2.653, de 22 de agosto de 2023).

Todos os documentos expedidos por instituições estrangeiras devem ser autenticados pelas autoridades consulares competentes e acompanhados de tradução pública juramentada (Art. 19, § 1º, Resolução CEPE-UEMS nº 1.864/2017).

É proibido, de acordo com a Lei nº 12.089 de 11/11/2009, que uma mesma pessoa ocupe duas vagas simultaneamente em instituições públicas de ensino superior.

A divulgação do resultado final e convocação para efetivação de matrícula ocorrerá no dia 06 de dezembro de 2024, na página virtual do curso: https://www.uems.br/cursos/graduacao.

A cada 30 segundos, uma mulher é vítima de violência no Brasil

A cada 30 segundos, uma mulher é vítima de violência no Brasil

Os crimes mais comuns são homicídio, feminicídio, agressão, ameaça, perseguição, violência psicológica e estupro. Os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2024 também apontam que três a cada dez brasileiras já sofreram violência doméstica e que a cada 30 segundos uma mulher é vítima de algum tipo de violência. Para dar visibilidade a esse problema, foi criado o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, celebrado no dia 10 de outubro.

No âmbito da Justiça do Trabalho de Mato Grosso do Sul, a Ouvidoria da Mulher é um canal de denúncia para esses casos. A juíza Ana Paola Emanuelli Balsanelli explica que desde o início da pandemia do novo coronavírus, mulheres passaram a ficar 24 horas em casa, muitas vezes, com seus agressores. Tal fato elevou a preocupação com a violência doméstica e familiar contra a mulher. De olho nisso, a Ouvidoria da Mulher do TRT/MS intensificou os programas de prevenção à violência doméstica através de inserções de áudio e vídeo na imprensa local, campanhas explicativas sobre o tema, e como reconhecer e denunciar os diversos tipos de violência nos canais oficiais.

“A máxima ‘em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher’ é coisa do passado. Qualquer pessoa pode fazer uma denúncia pela Ouvidoria da Mulher do TRT/MS. As Ouvidorias dos TRTs têm o objetivo de auxiliar mulheres em situação de violência em todo o país. A denúncia de conhecidos e vizinhos, por exemplo, pode fazer toda a diferença entre uma agressão e um feminicídio. Nenhuma mulher deve enfrentar esse problema sozinha e toda a sociedade é responsável pelas mulheres em situação de violência. A Ouvidoria da Mulher do TRT/MS está pronta para receber, acolher e encaminhar qualquer mulher vítima de violência doméstica”, garante a Ouvidora da Mulher do TRT/MS, juíza Ana Paola.

As vítimas podem entrar em contato com a Ouvidoria da Mulher por WhatsApp, telefone, e-mail ou presencialmente. Clique aqui para acessar os canais. Outro atendimento disponível é a Central de Atendimento à Mulher, que pode ser acessada pelo número 180. A ligação é gratuita e o serviço funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.

De acordo com a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), violência doméstica e familiar contra a mulher abrange qualquer ação ou omissão baseada no gênero que resulte em morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico, além de dano moral ou patrimonial. Em Mato Grosso do Sul, a violência contra mulher segue sendo uma questão preocupante, como mostram dados recentes.

Em 2022, o Estado registrou 80 mulheres vítimas de homicídios ou lesões corporais seguidas de morte, conforme dados do Ministério da Justiça, por meio do Sistema Nacional de Estatísticas de Segurança Pública. Mato Grosso do Sul apresentou uma taxa de 5,5 homicídios por 100 mil habitantes, ficando em terceiro lugar entre as unidades da federação.

Outros dados alarmantes referem-se aos registros de violência interpessoal contra mulheres, que incluem agressões físicas, ameaças e outros tipos de violência. Entre 2015 a 2022, foram contabilizados 4.442 registros deste tipo, no Estado. Entre as vítimas, a maioria era composta por pardas (51,0%), seguidas por brancas (31,9%) e indígenas (10,8%), conforme o Sistema de Informação de Agravos e Notificações (SINAN) do Ministério da Saúde.

Diferença Salarial

Além das violências físicas, as mulheres também lutam contra a discriminação no ambiente de trabalho. De acordo com o 1º Relatório de Transparência Salarial, publicado em março deste ano pelos Ministérios do Trabalho e Emprego e das Mulheres, as sul-mato-grossenses ganham, em média, 32,6% a menos do que os homens. A pesquisa apresenta dados sobre remuneração, salários, empregados(as) e grupos ocupacionais, com base nas informações fornecidas pelas empresas ao eSocial, em 2022.

Quando analisada a questão racial, o relatório evidencia uma disparidade salarial entre mulheres negras e não negras no estado. Além de estarem em menor número no mercado de trabalho, as mulheres negras recebem, em média, R$ 2.359,72, enquanto as mulheres não negras têm uma média salarial de R$ 3.004,33. Já os homens não negros ganham, em média, R$ 4.272,38, enquanto os homens negros recebem R$ 3.748,38.

Uma das estratégias para diminuir essas diferenças é a Lei nº 14.611/2023, que determina que empresas com mais de cem empregados devem publicar, semestralmente, relatórios de transparência salarial e critérios remuneratórios entre mulheres e homens.

Painel do Relatório de Transparência Salarial

Fonte: RAIS/MTE

Mulheres no ensino superior 

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2021, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil registrou 2,3 milhões de mulheres ingressantes no ensino superior e 809,2 mil concluintes no mesmo ano. Em Mato Grosso do Sul, os números seguem uma tendência semelhante: 42,8 mil mulheres ingressaram no ensino superior, enquanto 13,6 mil concluíram seus cursos. Em comparação, os homens no estado apresentaram um total de 30,1 mil ingressantes e 8.016 concluintes.

Analisando esses dados, observa-se que as mulheres representam uma maioria significativa tanto entre os ingressantes (58,7%) quanto entre os concluintes (62,9%). No entanto, a taxa de conclusão em relação ao número de ingressantes é inferior para ambos os gêneros. Entre as mulheres, cerca de 31,7% das ingressantes concluíram o curso, enquanto entre os homens essa taxa foi de aproximadamente 26,6%, sugerindo uma maior taxa de evasão masculina.

Os cursos mais procurados pelas mulheres em Mato Grosso do Sul refletem a predominância em áreas como Pedagogia (15,1%), Direito (7,1%) e Administração (6,8%), revelando uma preferência por áreas tradicionalmente associadas à formação educacional, jurídica e de gestão.

Com olheiros voltados a MS, estagiários relatam experiência em gravação de filme “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas”

Com olheiros voltados a MS, estagiários relatam experiência em gravação de filme “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas”

A experiência dos estagiários de Mato Grosso do Sul na produção do filme “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas”, dirigido por Aaron Salles Torres, foi marcada por aprendizado e crescimento profissional. O longa foi gravado nas cidades de Três Lagoas e Campo Grande, reunindo jovens talentos que puderam se aprofundar no universo do cinema e colaborar ao lado de grandes nomes da produção audiovisual.
Juliane Torrano Crispe, que atuou como assistente de fotografia, descreveu a oportunidade como desafiadora, mas extremamente recompensadora. “Eu fiquei na minha área de função mesmo, pois como sou fotógrafa há um tempo, foi proveitoso tanto para mim quanto para a equipe que eu ajudei”, comentou. Juliane também foi responsável por registrar os bastidores do filme. “Adorei a oportunidade e gostaria de, em próximos projetos, poder trabalhar novamente em algo até mais intenso.”
Já Thiago Ramalho, que desempenhou múltiplas funções ao longo da produção. “Aqui em Três Lagoas fiz figuração e acabei entrando para figuração especial de elenco de apoio, tendo a oportunidade de uma pequena cena com a Catharina e outra com a Leona. Em Campo Grande, estive estagiando na parte de maquinaria”, relatou.
Para Thiago, a experiência foi “enriquecedora” e uma oportunidade para expandir seu currículo e contribuir para o crescimento do audiovisual no estado. “Sou muito grato ao Aaron e a toda a equipe por me proporcionar esses momentos ímpares”, acrescentou.
Israel Miranda, assistente de direção de fotografia e de Campo Grande, elogiou a energia dos estagiários e ressaltou a importância da especialização para a formação de novos profissionais no setor audiovisual. “O filme acerta positivamente em proporcionar capacitação no estado da arte para esses jovens três-lagoenses, e a energia que eles levam para o set beneficia o trabalho como um todo”, destacou. Para Israel, a prática em um set de filmagem é insubstituível. “No estágio você vive de perto os processos e rotinas, e essa vivência proporciona competências que a teoria sozinha não seria capaz de oferecer”, explicou.
Guga Millet, diretor de fotografia e do Rio de Janeiro, também avaliou positivamente o impacto que seu trabalho teve no desenvolvimento técnico dos estagiários. “Num set de cinema, o trabalho de todos influencia o trabalho de todos. Somos um organismo e afetamos e somos afetados por todo o nosso entorno”, disse Guga. Para ele, a fotografia no cinema é fruto de um desenvolvimento técnico contínuo, e estagiários curiosos e dispostos a aprender têm grande potencial de crescimento. “A técnica se aprende, mas o mais importante é estar disponível para o processo, saber ouvir e trabalhar em equipe”, completou.

O filme, que trouxe à tona a importância da capacitação no setor audiovisual no estado, também gerou reflexões sobre o futuro da indústria cinematográfica local. Israel Miranda destacou a necessidade de investimentos para que cidades como Três Lagoas possam se tornar pólos de produção audiovisual. “A cidade perde esses profissionais para grandes centros. É necessário uma política de investimento continuada para que essa cadeia produtiva gere frutos e, quem sabe, se torne um polo de cinema como cidades mineiras e nordestinas”, afirmou.

A produção de “Nunca Te Prometi Um Mar de Rosas” proporcionou não apenas o desenvolvimento técnico dos estagiários, mas também trouxe à tona a necessidade de políticas públicas que incentivem a formação e retenção de talentos locais. Ao final, o filme se torna um marco na profissionalização de jovens que, assim como Juliane e Thiago, sonham em contribuir para o fortalecimento da indústria audiovisual em Mato Grosso do Sul.

Reportagem: Jhoseff Bulhões
Concurso Beleza Negra com inscrições abertas

Concurso Beleza Negra com inscrições abertas

Concurso Beleza Negra com inscrições abertas
Campo Grande vai receber no dia 9 de novembro a 17ª edição do Concurso Beleza Negra. Realizado desde 2008, o evento visa valorizar a beleza, autoestima e a cultura afro na capital. Além do desfile que vai eleger os mais belos negros,  aprograqmação prevê ainda apresentações artisiticas e culturais, sempre com foco no afro.
De acordo com o idealizador e organizador do concurso, Rudy Nolasco, o concurso já revelou grandes talentos do mundo da moda. ” Nós trabalhamos a autoestima de mulheres, homens e adolescentes negros, valorizamos a cultura e a estética afro-brasileira, destacando a beleza negra, o orgulho e a valorização de ser negro, além de criar oportunidade social e profissional para eles” revela o produtor.
Ainda de acordo com o organizador, o concurso busca valorizar a beleza e desenvoltura dos candidatos e já auxiliou no desenvolvimento profissional,

Organizador Rudy Nolasco e participante

social e cultural de muitos candidatos, além de interagir com as comunidades de bairros, através das lideranças das associações e escolas. “É um evento de grande destaque e de inclusão social. A gente tem uma ligação com os bairros, divulgamos o trabalho realizado e temos um número cada vez maior de participantes, o que nos deixa muito felizes e realizados” completa Nolasco.

As inscrições podem ser feitas pelo link: https://forms.gle/x4FVNawKfKpE3pjb9  ou direto no site www.belezanegracampogrande.blogspot.com, onde podem ser encontrados vídeos e fotos dos candidatos, além de notícias relacionadas com o universo afro. Os ensaios serão nos dias 20 e 27/10 e 03/11 no SISTA/MS das 14 às 18 horas.
O evento acontece no dia 9 de novembro, a partir das 19h no Sindicato dos Trabalhadores em Educação Fundação UFMS e IFMS, SISTA, na Rua Portuguesa, 331, Vila Maciel. A entrada será dois kg de alimentos não perecíveis e uma roupa, que serão doadas.
Para mais informações entrar em contato com o organizador pelo Facebook Rudy Nolasco, telefone 67 99221-8938 ou email belezanegrams@gmai.com.