dez 3, 2024 | Diversos
A Feira Agroecológica da Agricultura Familiar promete movimentar Campo Grande nos dias 5 e 6 de dezembro com produtos oriundos de 17 cidades do Estado. A entrada é gratuita.
Nesta quinta (5) e sexta-feira (6), a UFMS – Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, será palco da Feira Agroecológica da Agricultura Familiar, organizada pela Agraer, que promete reunir cerca de 50 expositores dentro da Agroecol 2024. A feira será promovida o dia todo sempre a partir das 8h, nas dependências do Complexo Multiuso, que fica em frente ao Restaurante Universitário e próximo ao Teatro Glauce Rocha. A Universidade fica na Av. Costa e Silva, s/n.º, bairro Pioneiros, região sul da Capital.
“O objetivo desta ação é aproximar a população da Capital à agricultura familiar. É uma oportunidade para conhecer, valorizar e apoiar os produtores locais que impulsionam a agroecologia em Mato Grosso do Sul, com a possibilidade de diálogo, troca de conhecimento e saber de perto o que vem sendo produzido em termos de sustentabilidade e vida saudável”, enfatiza o diretor-presidente da Agraer, Washington Willeman.
Com cerca de 50 expositores vindos de 17 municípios, o evento promete uma diversidade de produtos agroecológicos de qualidade, provenientes de Bonito, Anastácio, Aquidauana, Miranda, Jaraguari, Campo Grande, Sidrolândia, Terenos, Itaporã, Nioaque, Dourados, Ponta Porã, Glória de Dourados, Corumbá, Mundo Novo, Bodoquena e Nova Alvorada do Sul.
Segundo Lilian Daniel, servidora da Agraer e uma das organizadoras da feira, a proximidade com as festividades de fim de ano pode ser a oportunidade que faltava para os consumidores anteciparem itens das ceias de natal e ano novo. “Além de explorar essa riqueza de produtos, é a chance de adquirir itens frescos e agroecológicos diretamente dos produtores para a ceia das tradicionais festas em família, garantindo qualidade e preços mais acessíveis ao consumidor final”.
Dentre os inúmeros produtores haverá a comercialização de queijos dos mais diversos tipos, temperos, sabonetes artesanais, rapaduras, cogumelos comestíveis, mel, pães, cookies, biscoitos, licor, produtos com guavira, artesanato, mangaba, buriti, castanhas, etc.
A Agroecol 2024 será promovida na próxima semana, de quarta (4) a sexta-feira (6) na UFMS. O evento que está na sua sétima edição traz este ano o tema “Água e Clima: direito à vida” para reforçar a importância da agroecologia como uma alternativa para a sustentabilidade e o fortalecimento das comunidades rurais.

Com cerca de 50 produtores, Agroecol terá feira agroecológica da agricultura familiar
A programação contará com conferências, mesas-redondas, oficinas e minicursos, além de integrar uma lista de atividades ricas para o público imergir no universo da agroecologia, confira:
• 5º Seminário de Agroecologia da América do Sul
• 9º Seminário de Agroecologia de Mato Grosso do Sul
• 4º Seminário de Sistemas Agroflorestais em Bases Agroecológicas de MS
• 8º Seminário Estadual de Educação do Campo de MS (Seducampo)
• 7º Encontro de Produtores Agroecológicos de Mato Grosso do Sul
• 1º Encontro dos Extrativistas do MS
Durante esses três dias, a Agroecol 2024 será um espaço de aprendizado e fortalecimento de laços em prol de um futuro mais sustentável e equilibrado para todos. “A Feira Agroecológica da Agricultura Familiar é, sem dúvida, um dos pontos altos dessa celebração”, pontua o dirigente da Agraer.
A Agroecol é uma realização da UFMS, UEMS, UFGD, Embrapa e da Semadesc, por meio da Agraer. Conta com apoio do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Ministério da Cultura (MinC), Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do estado de Mato Grosso do Sul (Fundect) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Tem ainda patrocínio da Associação Brasileiro de Agroecologia (ABA) e da Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec). Outras Informações pelo Instagram (@agroecol2024).
Serviço:
Feira Agroecológica da Agricultura Familiar – Agroecol
Data: Quinta e sexta-feira – 5 e 6 de dezembro
Local: UFMS – Complexo Multiuso (em frente ao Restaurante Universitário)
Horário: 8h às 19h (dia 5) e das 8h às 17h30 (dia 6)
Entrada gratuita
nov 27, 2024 | Diversos
A fisioterapeuta geriátrica Cris Pereira é a convidada desta semana do podcast Guia+Saúde, que vai ao ar nesta quinta-feira (28), às 20h, no YouTube. Especialista no atendimento a pessoas acima de 60 anos, Cris fala sobre sua experiência com o treino resistido combinado com suplementação e pequenas mudanças de hábitos pode transformar a rotina de idosos, devolvendo força, independência e qualidade de vida.
“Muitas vezes, o idoso chega pensando que vai mudar a composição corporal e recuperar o físico de 30 anos, mas o objetivo é funcional: carregar sacolas, subir escadas ou até mesmo voltar a montar em um cavalo, como o caso de um dos meus pacientes”, relata.
Independência e força para atividades diárias
Cris conta histórias de pacientes como o sr. Carlos, que tem mais de 70 anos, e após iniciar o treino resistido e a suplementação, recuperou a força necessária para retomar atividades que já não conseguia realizar. “Ele já está puxando 35 kg na extensora e voltou a fazer tarefas na fazenda, incluindo subir no cavalo. Isso é mais do que uma conquista física; é devolver a rotina e a autonomia que ele tinha antes”, explica.
Além de musculação, Cris enfatiza a importância de trabalhar fatores psicomotores e melhorar hábitos simples, como a ingestão adequada de água, às vezes confundida com problemas de saúde. “Algumas disfunções, como tonturas, são resultados de desidratação crônica. Ingerir água pode mudar a vida de muitos pacientes”, alerta a fisioterapeuta.
Prevenção é a chave para o envelhecimento saudável
A fisioterapeuta destaca que a prevenção é fundamental para evitar cirurgias ou complicações graves. “A fisioterapia preventiva entra para evitar que o paciente chegue ao ponto de precisar de uma cirurgia ou se torne dependente de outros. O treino resistido é para todos, desde crianças a idosos, adaptado às limitações de cada um”, aponta Cris, que também lembra que a suplementação é essencial para idosos devido à dificuldade de absorção de nutrientes com o avançar da idade. “Dois scoops de whey protein por dia podem fazer toda a diferença para um idoso que não consegue metabolizar proteínas de maneira eficiente”, exemplifica.
Impactos emocionais e cognitivos
Além dos benefícios físicos, na entrevista Cris destaca os ganhos emocionais e cognitivos da atividade física. “A musculação libera dopamina e endorfina, neurotransmissores que promovem bem-estar e podem ajudar no combate à depressão. Há também estudos que mostram que o treino de força contribui para a cognição e pode retardar o avanço de doenças como Alzheimer”, explica.
Mudança de hábitos: o maior desafio
Apesar dos avanços, Cris reconhece que mudar hábitos alimentares é uma barreira para muitos idosos. “É difícil convencer alguém que consumiu açúcar ou carne gordurosa a vida inteira a mudar. Mas pequenas alterações, como substituir doces por frutas ou criar opções low carb, já trazem resultados no quadro geral”.
Cris reforça que a busca por saúde deve ser contínua. “Nunca é tarde para começar. A diferença que vejo em quem adere ao treino e à suplementação é incrível. Treinar é para todos e a longevidade agradece”, conclui a profissional.
O episódio completo com a fisioterapeuta Cris Pereira nesse bate-papo sobre saúde com a jornalista Vivianne Nunes estará disponível no canal do podcast Guia+Saúde no YouTube a partir das 20h desta quinta-feira, 28 de novembro, e na sexta-feira (29) a partir das 6h no Spotify.
nov 27, 2024 | Diversos
A cantora de rap e digital influencer da etnia Guarani Kaiowá, Anarandà, lança nesta quarta-feira (27/11) o livro de grafismo intitulado “Mbojeguaha” produzido com recursos da Lei Paulo Gustavo, através da Prefeitura de Dourados.
“A ideia central deste projeto é registrar, em um livro nos idiomas guarani e português, esses grafismos e pinturas corporais, para que as futuras gerações preservem a história, os significados e a origem do “mbojeguaha” — os grafismos dos Guarani Kaiowá. Além disso, queremos que os karai (não indígenas) tenham conhecimento sobre esses significados, perpetuando-os de forma correta e harmônica, valorizando a cultura ancestral” comentou a autora.
Nos territórios indígenas de Mato Grosso do Sul existem muitas celebrações com datas importantes e marcantes em que são utilizados artefatos, adereços e, principalmente, pinturas corporais. Essa é uma prática ancestral carregada de significados, no entanto, devido à falta de informação e à escassez de publicações sobre o tema, muitos grafismos têm sido utilizados de forma irregular dentro e fora dos territórios indígenas.
Esse fenômeno também está relacionado à invasão cultural.O processo denominado “tese do branqueamento” dos povos indígenas têm gradualmente afastado esse conhecimento de suas raízes, fazendo com que percam sua essência e o grafismo se reduza a um simples modismo. Poucas pessoas compreendem o significado de cada traço, curva ou linha, que frequentemente simboliza guerras, lutas, celebrações e outros aspectos fundamentais da cultura indígena
Serviço
Lançamento do livro Mbojeguaha – Grafismo
Autora Anarandà
Dia 27/11 – às 13h30
Local Casulo – Espaço de Arte e cultura – Rua Reinaldo Bianchi, 398 – Parque Alvorada
Ficha Técnica
Desenhos e texto: Ana Lucia Rossate – Anarandà
Consultora: Nãnde sy Alexandra Ajala Kunã Yvoty
Coordenação: Marineti Pinheiro
Revisão teórico-crítica: Caciano Lima
Revisão Guarani: Douglas Fernandez Itavera I e Elizonia Rodrigues Savala Gonçalves Sérgio savala
Designer Gráfico: Pitter Marques
nov 27, 2024 | Diversos
A onça-pintada Miranda, resgatada em 15 de agosto no município de Miranda, no Pantanal sul-mato-grossense, e devolvida à natureza em 27 de setembro, recuperada pela equipe do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e Hospital Veterinário Ayty de queimaduras graves nas patas, está plenamente adaptada ao habitat natural.
O monitoramento realizado desde sua soltura, com auxílio de um colar VHF equipado com GPS, confirma que a jovem fêmea, de cerca de dois anos, apresenta excelente estado físico e comportamental. O equipamento de rastreamento do Onçafari instalado em parceria com o Imasul permite um acompanhamento detalhado dos movimentos de Miranda, demonstrando que a onça-pintada explora seu território de forma ativa.
Dados divulgados pelo Onçafari para o Imasul indicam que ela alterna entre deslocamentos rápidos e períodos de repouso, que, segundo especialistas, são provavelmente momentos em que se alimenta de carcaças que ela mesma caça.
Além do GPS, imagens captadas via satélite reforçam o sucesso de sua reintegração ao ambiente natural. Seus movimentos ágeis e comportamentos típicos de um predador em plena saúde evidenciam sua boa adaptação ao habitat selvagem.
De acordo com os técnicos envolvidos, o uso do colar de rastreamento é essencial não apenas para compreender os hábitos da onça, mas também para garantir sua segurança. Informações sobre sua localização são mantidas sob sigilo, como medida preventiva contra possíveis ameaças.
Segundo o diretor-presidente do Imasul, André Borges, o caso de Miranda é um exemplo notável do que pode ser alcançado por meio da cooperação entre instituições.
“A história de Miranda é a prova concreta que o conhecimento técnico e parcerias sólidas, conseguimos transformar situações de vulnerabilidade em histórias de sucesso. Acompanhamos com orgulho sua adaptação e reafirmamos nosso compromisso com a proteção da biodiversidade do Pantanal”, destacou.
Já a biolóloga coordenadora do Onçafari, Liliam Rampim, frisou que o sucesso da ação se deve a união de instituições pela mesma causa.
“Apesar de não avistarmos Miranda, uma vez que seu território não corresponde à área de atuação da equipe do Onçafari, é possível afirmar que ela voltou a ser onça de vida livre rapidinho. Através de informações recebidas pelo seu colar é possível afirmar que ela movimenta-se muito bem. Certamente não possui mais sensibilidade em seus membros e explora seu território normalmente. É possível também notar pontos de pausas longas, onde provavelmente alimenta-se de presas capturadas por ela própria. O sucesso da recuperação e devolução da onça Miranda na natureza reforça também a importância da união de diversas instituições trabalhando em conjunto pela mesma causa, em prol do meio ambiente”, explicou.
Resgate e reabilitação
Miranda foi resgatada após ser encontrada com dificuldades para andar, devido a queimaduras nas patas causadas por incêndios no Pantanal. Abrigada em uma manilha, ela foi capturada por uma força-tarefa composta por equipes do CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), Gretap, Ibama e PMA (Polícia Militar Ambiental).
A operação de 26 horas envolveu cuidados emergenciais ainda no local, com monitoramento contínuo até sua chegada ao CRAS, em Campo Grande.
No CRAS, Miranda passou por 43 dias de tratamento intensivo. A reabilitação incluiu curativos diários com pomadas cicatrizantes e sessões de ozonioterapia, que aceleraram a recuperação de suas patas. Uma dieta reforçada, composta por até 5 kg de carne por dia, foi essencial para sua recuperação física e ganho de peso.
De volta à natureza
Após passar pela última bateria de exames no Hospital Veterinário Ayty, Miranda foi solta em uma área cuidadosamente selecionada, oferecendo condições ideais para sua readaptação. A operação contou com a participação de médicos veterinários, biólogos e especialistas de instituições parceiras, em um esforço conjunto para garantir o sucesso da reintegração.
Exemplo de preservação da fauna
A história de Miranda simboliza o impacto positivo das ações coordenadas entre diferentes instituições voltadas à preservação da biodiversidade. Seu resgate e reabilitação destacam a importância do trabalho integrado para proteger a vida selvagem ameaçada por desastres ambientais e ações humanas.
O caso reforça a necessidade de esforços contínuos para garantir que animais afetados por eventos adversos, como queimadas, possam receber uma segunda chance de viver em liberdade, contribuindo para a conservação das espécies no Pantanal.
Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Foto de capa: Saul Schramm/Arquivo
nov 25, 2024 | Diversos
A direção do Hospital São Julião, localizado em Campo Grande e referência no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Mato Grosso do Sul, solicita o apoio de parlamentares – vereadores, deputados estaduais e federais, e senadores – para incluir a instituição em suas emendas ao orçamento de 2025. O objetivo é garantir recursos financeiros suficientes para não apenas manter os serviços prestados, mas também ampliar o atendimento a pacientes no próximo ano.
Em 2023, o Hospital São Julião desempenhou papel fundamental na saúde pública de Mato Grosso do Sul, realizando 507.593 procedimentos pelo SUS. A instituição foi responsável por 48% das cirurgias eletivas realizadas em Campo Grande, 26% das cirurgias gerais eletivas do estado, 84% das cirurgias oftalmológicas em MS e 77% dos transplantes de córnea no estado, conforme balanço oficial do hospital.
O pedido à classe política é para assegurar que esses índices elevados sejam mantidos e, se possível, ampliados. O hospital destaca a crescente demanda por serviços de saúde de qualidade para a população sul-mato-grossense.
Carlos Augusto Melke, diretor do Hospital São Julião, explica que as emendas parlamentares solicitadas terão como destinação as seguintes finalidades:
1. Custeio – Subsidiar o pagamento de pessoal e materiais de consumo.
2. Aquisição de Equipamentos – Aumentar a capacidade de produção assistencial, tanto cirúrgica quanto clínica, além de garantir mais conforto e segurança aos pacientes do SUS.
3. Aquisição de Materiais Permanentes – Melhorar a infraestrutura assistencial, administrativa, tecnológica e de hotelaria da instituição.
Para apoiar a instituição, Melke apresenta uma estimativa dos valores das emendas por parlamentar, com base no pedido:
- Senadores: de R$ 2 a 3 milhões
- Deputados Federais: de R$ 1 a 2 milhões
- Deputados Estaduais: de R$ 100 a 200 mil
- Vereadores: até R$ 50 mil
O diretor reforça que o hospital já atua em diversas especialidades, como oftalmologia, cirurgia geral, cabeça e pescoço, urologia, dermatologia, otorrinolaringologia e pneumologia. A ampliação desses serviços poderá ser viabilizada com o apoio de emendas parlamentares, especialmente em relação ao recurso de Média e Alta Complexidade (MAC). Além disso, o hospital conta com 117 leitos de internação clínica, focados em pacientes paliativos, com necessidades de reabilitação e de longa permanência.
“Com o apoio dos parlamentares, podemos ampliar nossa capacidade de atendimento, garantindo que mais pessoas recebam o cuidado de qualidade que merecem”, afirmou o diretor Carlos Augusto Melke.
nov 25, 2024 | Diversos
A Campanha Novembro Azul é um momento para quebrar estigmas a respeito do rastreamento do câncer de próstata e abrir caminhos de conversas sobre a saúde dos homens. Na manhã desta sexta-feira (22), os servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) participaram de uma palestra para tratar sobre o tema, com o médico urologista André Domingos.
O preconceito relacionado ao exame preventivo do câncer de próstata é o grande desafio para a detecção e tratamento precoce da doença. A resistência dos homens ao toque retal pode ser influenciada por diversos fatores, como vergonha, medo e falta de informação. Por isso, é necessário desmistificar o procedimento.
Conforme o urologista, o câncer de próstata é classificado como o segundo mais comum entre os homens, e é comumente observado em indivíduos acima de 50 anos. “Isso impacta diretamente na sobrevida dessa população, portanto, é importante a conscientização para fazer os exames precocemente, para que esses pacientes tenham uma chance alta de cura no momento do diagnóstico”, destacou.
Segundo Domingos, se houver histórico familiar, os exames devem realizados já aos 40 anos. Embora o que exatamente desencadeia o tumor ainda seja incerto, a idade avançada, os aspectos hereditários, a etnia e modo de vida são fatores de risco conhecidos. “É claro que é um assunto que tenho vergonha, mas sei que preciso enfrentá-lo, afinal, é para melhorar a qualidade da minha vida. Participar desta palestra foi importante para quebrar tabus”, disse o servidor Joacil Ferreira.
Estágios iniciais geralmente não apresentam sintomas
Uma das dificuldades encontradas no diagnóstico é a natureza insidiosa de seu início, pois nenhum sinal ou sintoma está presente nos estágios iniciais. Isso se deve à localização anatômica da próstata, bem como o tamanho pequeno do tumor, sendo improvável que crie desconforto significativo ou alterações funcionais.
O câncer que invade outros tecidos pode levar a alguns sintomas, incluindo problemas com a micção. O homem começa urinar frequentemente durante a noite, e também pode acontecer sangue na urina ou sêmen, bem como dificuldade em manter uma ereção.
“Como o estágio inicial não apresenta sintomas, há necessidade de realizar exames. As duas abordagens mais comuns são o exame de sangue do antígeno prostático específico, chamado PSA e o exame retal. A doença é facilmente tratável em um estágio inicial. Porém, se o câncer penetra em outras partes do corpo, as chances de sobrevivência caem substancialmente”, informou.
História familiar e estilo de vida
Ter um histórico pessoal e familiar de câncer de próstata aumentará o risco, especialmente se ocorreu com um parente de primeiro grau do sexo masculino – pai ou irmão. As escolhas de estilo de vida também podem afetar o risco.
Uma dieta rica em frutas, vegetais e grãos integrais pode reduzir a chance de desenvolver câncer. Exercitar, manter um peso saudável e minimizar a ingestão de alimentos processados são escolhas para uma boa saúde da próstata.
Robótica, terapia hormonal e imunoterapia. Os tratamentos usados atualmente são muito mais precisos e com menos efeitos colaterais, permitindo assim que os homens tenham uma melhor qualidade de vida.
Por: Heloíse Gimenes Foto: Wagner Guimarães