jul 7, 2015 | Diversos
IPC/CG fecha em 0,38%. Maior impacto foi do grupo Alimentação.
Junho registrou a inflação mais baixa do ano. O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC/CG), divulgado mensalmente pelo Núcleo de Pesquisas Econômicas (NEPES) da Universidade Anhanguera-Uniderp, fechou o mês em 0,38%, bem abaixo da inflação de maio, que foi de 0,61%. O índice superou em 0,37% junho de 2014, quando o indicador registrado foi de 0,01%.
Segundo o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da Anhanguera-Uniderp, Celso Correia de Souza, Alimentação foi o grupo de maior influência no índice. Com aumento de 1,06%, ele impactou a inflação de junho em 0,22%. “Apesar do aumento nos preços de produtos desse grupo, a inflação do mês passado recuou bastante em relação a maio, indicando que a pior fase já ficou para trás. Também vimos que há tendência de queda no índice desde janeiro. Portanto, a estimativa é que a inflação seja menor nos próximos meses”, analisa.
Outros grupos pesquisados que registraram alta foram: Despesas Pessoais (1%), Habitação (0,25%), Saúde (0,21%) e Transportes (0,07%). Eles impactaram em 0,09%, 0,08%, 0,02% e 0,01% a inflação do mês de junho, respectivamente.
Os grupos Vestuário e Educação, com deflações de -0,36% e -0,10%, respectivamente, impactaram negativamente a inflação em -0,03% e -0,01%. As contribuições são diretamente proporcionais aos índices com as respectivas ponderações.
Inflação acumulada – A inflação acumulada nos últimos doze meses, em Campo Grande, é de 9,07%, muito acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que é de 6,5%. As maiores inflações no período, por grupo, foram: Transportes, com 13,03%, Habitação, com 10,82%, Despesas Pessoais, com 10,57% e Alimentação, com 10,45%. O grupo Vestuário apresentou deflação acumulada de -0,20%.
Considerando os seis meses de 2015 a inflação acumulada já ultrapassou o teto da meta, chegando a 6,69%. Destacam-se com as maiores inflações acumuladas os grupos: Habitação, com 10,11%, Educação, com 7,71% e Transportes, com 7,68%. O grupo Vestuário fechou com deflação acumulada de -1,15%.
Os dez mais e os dez menos do IPC/CG – Os responsáveis pelas maiores contribuições para a inflação do mês de junho foram: pescado fresco (0.08%), manicure e pedicure (0.05%), sapato feminino (0.03%), hipotensor e hipocolesterínico (0.03%), leite pasteurizado (0.02%), calça comprida feminina (0.02%), cebola (0.02%), frango congelado (0.02%), aluguel apartamento (0.02%) e arroz (0.02%)
Já os dez itens que mais ajudaram a segurar a inflação nesse período com contribuições negativas foram: tênis (-0.05%), laranja pêra (-0.02%), paleta (-0.01%), feijão (-0.01%), DVD (-0.01%), short (-0.01%) e bermuda masculina (-0.01%), blusa (-0.01%), camisa masculina (-0.01%), vestido (-0.01%) e papelaria (-0.01%).
Segmentos
O grupo Habitação apresentou elevação de 0,25% em relação ao mês anterior. Alguns produtos/serviços deste grupo que sofreram majorações de preços foram: forno microondas (6,08%), máquina de lavar roupa (5,83%), saponáceo (5,50%), entre outros. Quedas de preços neste grupo ocorreram com: liquidificador (-5,13%), DVD (-4,56%), pilha (-1,46%), entre outros.
O índice de preços do grupo Alimentação apresentou forte alta em relação ao mês anterior, da ordem de 1,06%. Os maiores aumentos de preços que ocorreram em produtos desse grupo foram: cebola, com 25,74%, chuchu, com 17,25%, pescado fresco, com 12,85%, entre outros. Fortes quedas de preços ocorreram com os seguintes produtos: manga (-11,08%), abobrinha (-11,02%), abacaxi (-9,48%), entre outros.
O pesquisador da Anhanguera-Uniderp explica os motivos do sobe desce de preços. “O grupo Alimentação sofre muita influência de fatores climáticos e da sazonalidade de alguns de seus produtos, principalmente, verduras, frutas e legumes. Alguns produtos aumentam de preços ao término da safra, outros diminuem de preços quando entram na safra. Quando o clima é desfavorável há aumentos de preços, ocorrendo quedas quando o clima se torna favorável”, diz Correia.
Dos quinze cortes de carnes bovinas pesquisados pelo NEPES da Anhanguera-Uniderp, sete deles sofreram quedas de preços, sete sofreram aumentos e um corte permaneceu estável, o acém. As quedas foram identificadas com: paleta (-4,20%), fígado (-1,27%), ponta de peito (-1,22%), músculo (-1,12%), cupim (-1,07%), patinho (-0.19%) e contra-filé (-0.09%). Os maiores aumentos de preços ocorreram com: filé mignon (4,45%), lagarto (2,33%), coxão mole (2,18%), costela (1.05%), vísceras de boi (0.44%), alcatra (0.27%) e picanha (0.09%).
Na visão do professor Celso, os preços da carne bovina continuam indefinidos. “O valor da carne bovina pode não ceder como o esperado por conta do início da entressafra do produto e devido aos aumentos de exportações motivados pela valorização do dólar frente ao real e pela abertura de novos mercados, como agora, os Estados Unidos. Muitos consumidores certamente estão migrando para as carnes suína e de frango, que estão com melhores preços e registrando queda”, analisa o pesquisador.
O frango resfriado teve aumento de preço de 3,25% e miúdos, queda de -0,08%. Quanto à carne suína, houve aumento de 1,63% no pernil e quedas de preços na bisteca (-2,47%) e costeleta (-1,77%).
Com relação ao grupo Transportes houve alta de 0,07% devido a elevações de preços do automóvel novo (0,50%) e do pneu novo (0,02%).
O grupo Despesas Pessoais apresentou uma forte elevação em seu índice, da ordem de 1%. Alguns produtos/serviços desse grupo que tiveram aumentos de preços foram: manicure e pedicure (12,37%) revelação fotográfica (2,99%), creme dental (2,92%), entre outros com menores aumentos. Queda de preço ocorreu somente com papel higiênico (-0,04%).
O grupo Saúde também apresentou alta de 0,21%. Os produtos deste grupo com maiores aumentos foram: hipotensor e hipocolesterínico (5,10%), antiinfeccioso e antibiótico (1,45%) e antimicótico e parasiticida (1,18%). As maiores quedas de preços foram: material para curativo (-3,29%), antidiabético (-3,25%), analgésico e antitérmico (-1,38%), entre outros.
O grupo Vestuário fechou em queda de -0,36%. Aumentos de preços que ocorreram neste grupo foram com sapato feminino (6,07%), sandália/chinelo feminino (2,64%), calça comprida feminina (1,90%), entre outros. Quedas de preços ocorreram com: tênis (-5,34%), bermuda e short feminino (-2,96%), sandália/chinelo masculino (-2,20%), entre outros com menores quedas de preços.
O grupo Educação também apresentou uma moderada deflação (-0,01%), devido a quedas de preços de produtos de papelaria (-0,10%).
IPC/CG – O Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande (IPC / CG) é um indicador da evolução do custo de vida das famílias dentro do padrão de vida e do comportamento racional de consumo. O Índice busca medir o nível de variação dos preços mensais do consumo de bens e serviços, a partir da comparação da situação de consumo do mês atual em relação ao mês anterior, de famílias com renda mensal de 1 a 40 salários mínimos. A Universidade Anhanguera-Uniderp divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor de Campo Grande.
Sobre a Anhanguera Educacional
A Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos e, há mais de 20 anos, ajuda a mudar o futuro do nosso país. Alinhada à nova fase de desenvolvimento do Brasil, a Instituição oferece conveniência e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação, extensão e ensino técnico, contribuindo com o projeto de vida de crescimento e ascensão profissional dos alunos.
A Anhanguera está presente em todos os estados brasileiros, com 70 campi e mais de 500unidades de educação a distância. A instituição mantém mais de 1.100 projetos de responsabilidade social e, em 2013, realizou mais de 1,6 milhão de atendimentos gratuitos à comunidade com apoio de professores, alunos e voluntários.
Com um índice de 94% dos cursos com conceito positivos no Ministério da Educação (MEC), a Anhanguera conta com 337 cursos estrelados pelo Guia do Estudante (edição 2015). Também é a marca mais valiosa do setor de educação no país, segundo o ranking BrandZ Top 50, divulgado anualmente pela Millward Brown.
Em 2014, passou a integrar o grupo Kroton, empresa brasileira com quase 50 anos de tradição que se tornou referência mundial no setor da educação pelo valor de mercado e pela quantidade de alunos. A Kroton é responsável por prover educação de qualidade a mais de um milhão de estudantes em 550 cidades por todo o Brasil. Inovadora e líder no desenvolvimento e aplicação de tecnologias educacionais, estimula a realização de projetos com impactos sociais, ambientais e econômicos, seja no âmbito corporativo ou educacional. O padrão de governança corporativa da companhia permite o desenvolvimento de processos que colaboram com a tomada de decisão ágil, dinâmica, responsável e sustentável.
Reportagem – Cidiana Pellegrin
jul 7, 2015 | Diversos
Em uma audiência pública realizada nesta segunda-feira (06), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, foi criada a Comissão Parlamentar Temporária para tratar das invasões à propriedades rurais no Estado. A comissão será formada por deputados estaduais e federais, sociedade civil organizada e comunidade indígena. Apesar de ainda não ter formação, ficou acertado que a comissão ficará encarregada de pressionar o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, por uma solução para os litígios de terra no Estado.
O encaminhamento foi o fato concreto resultante da extensa audiência que durou mais de sete horas e contou com a presença de aproximadamente 500 produtores rurais de vários municípios de Mato Grosso do Sul, em especial das regiões de conflito, que lotaram o plenário e o hall da casa de leis do estado. A audiência foi proposta pelos deputados estaduais Mara Caseiro, Zé Teixeira, Paulo Correia, Antonieta Amorim e Eduardo Rocha.
O presidente da Famasul, Nilton Pickler, levantou questionamentos e demonstrou a indignação dos atingidos pelas invasões. “Quem está interessado no conflito entre produtores rurais e indígenas? O produtor não aguenta mais ser tocado de sua propriedade e ter que pedir licença para retirar os pertences. Isso é absurdo. A sensação é de desproteção. Precisamos de segurança jurídica e paz no campo”, ressalta.
Para o secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, que na audiência representou o Governador do Estado, Reinaldo Azambuja, o grupo de trabalho servirá para repensar a questão que já se arrasta há anos. Riedel convocou profissionais da área jurídica para acompanhar os processos. “O Estado tem total interesse em resolver a questão, atendendo a necessidade dos produtores e indo até às aldeias indígenas para formalizar o diálogo. Não existe avanço se não houver mobilização”, explica.
Representando a comunidade indígena, o cacique Joel Aquino Gimenez, da aldeia Maracatu Campestre, localizada em Antônio João, destacou que o problema fundiário atinge os dois lados igualmente. “O índio quer a terra para trabalhar que nem vocês [produtores], mas com a terra que o governo pode dar, mas não invadir”.
O produtor rural, Ricardo Bacha, proprietário da Fazenda Buriti que, em 2013, foi palco da invasão que teve grande repercussão no cenário nacional e internacional, falou sobre a insatisfação dos produtores rurais e também da comunidade indígena diante da falta de solução efetiva para os conflitos fundiários no Estado. “A angústia dos produtores rurais ocorre diante da total insegurança jurídica que reina no campo. Nós não contamos que a decisão do poder judiciário se efetive e a tragédia que ocorreu em minha propriedade não aconteceu por falta de aviso”, ressaltou Bacha, referindo-se a morte do indígena Oziel após confronto envolvendo policiais e indígenas durante a ação de reintegração de posse, no dia 30 de maio de 2013.
Trazendo otimismo aos presentes, a Senadora Simone Tebet falou sobre a possibilidade de aprovação da Pec 71, que permite a indenização dos produtores rurais em relação a terra nua, em terras declaradas como indígenas até 5 de outubro de 1988, ainda que sejam necessários ajustes. “A Pec resolve apenas um dos problemas de conflitos indígenas no Estado. Ainda estou pensando se devo entrar com emenda ou não, porque a Pec não fala em pagamento em dinheiro e, isso deve ficar mais claro”, ressaltou Simone.
A proponente da audiência, deputada Mara Caseiro, fez referência à ausência da Funai – Fundação Nacional do Índio e do Cimi – Conselho Indigenista Missionário, entidades que deveriam lutar pelas questões indígenas e que foram convidadas. “Em 2013 fizemos uma audiência que foi um pedido de socorro ao Ministro José Eduardo. Logo depois, ocorreu a morte do indígena Oziel, em Buriti. Parece que nada acontece por causa da inércia do Governo Federal“
Também participaram da audiência pública desta segunda-feira o deputado federal, Carlos Marum, o Superintendente Federal de Agricultura, Orlando Baez, o cacique Joel Aquino Gimenez, o prefeito de Amambai e tesoureiro geral da Assomasul – Associação dos Municípios de MS, Sérgio Barbosa, e o Secretário de Segurança de MS, Silvio Maluf.
Sobre o Sistema Famasul – O Sistema Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de MS) é um conjunto de entidades que dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e representam os interesses dos produtores rurais de Mato Grosso do Sul. É formado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar), Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS) e pelos sindicatos rurais do Estado.
O Sistema Famasul é uma das 27 entidades sindicais que integram a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Como representante do homem do campo, põe seu corpo técnico a serviço da competitividade da agropecuária, da segurança jurídica e da valorização do homem do campo. O produtor rural sustenta a cadeia do agronegócio, respondendo diretamente por 17% do PIB sul-mato-grossense.
Assessoria de Comunicação do Sistema Famasul
jul 6, 2015 | Diversos
O Papa Francisco iniciou neste domingo (5) uma histórica viagem à América Latina, quando visitará Equador, Bolívia e Paraguai, países “periféricos” marcados pela desigualdade, a pobreza e décadas de opressão e humilhação. É a nona viagem internacional de seu pontificado.
Francisco decolou às 9h (horário local, 4h em Brasília) do aeroporto romano de Fiumicino e, após percorrer mais de 10.000 quilômetros, aterrissará no aeroporto Mariscal Sucre da capital equatoriana, Quito, às 15h locais (17h em Brasília).
O país é atualmente palco de uma série de protestos contra o presidente Rafael Correa, por causa do aumento de impostos e da suposta autocracia do governo. Correa demonstrou preocupação e definiu as manifestações como uma tentativa de estragar a viagem do pontífice ao continente. Apesar disso, as ruas da capital estão tomadas por cartazes com homenagens ao Sumo-Pontífice.
Até quarta-feira (8) de manhã, o Papa Francisco terá compromissos no Equador. Em Quito, ele visitará o Presidente da República no Palácio Presidencial “Carondelet”, dentre outros encontros. Também conhecerá a cidade de Guaiaquil, a maior do país.
Em seguida, o pontífice viaja até a Bolívia, onde também tem um compromisso com o presidente Evo Morales. No país, rezará a Santa Missa na Praça Cristo Redentor, em Santa Cruz de la Sierra, e participará do II Encontro Mundial dos Movimentos Populares, na Expo Feria. É esperado que ele defenda os direitos dos indígenas no país.
E na sexta (10), o Papa Francisco desembarca em Assunção, no Paraguai, para um encontro com o presidente Horacio Cartes e outras autoridades, no Palácio de los López. Durante o sábado (11), passará pelo Hospital Pediátrico “Niños de Acosta Nu” e rezará a Santa Missa na praça do Santuário Mariano de Caacupé.
Para finalizar a visita à América do Sul, o pontífice se encontra com os bispos do Paraguai, no sábado, no Centro Cultural da Nunciatura Apostólica, e com jovens do país, na Avenida Costanera de Assunção. Às 19 horas, ele retorna para Roma, na Itália.
Francisco, que completou 78 anos em dezembro, tomará nada menos que sete aviões e pronunciará 22 discursos, em uma das viagens mais “intensas” que fez desde que foi eleito Papa, em março de 2013. A visita do Papa Francisco ao seu continente natal inclui três países em que boa parte da população é católica: Equador, Bolívia e Paraguai têm mais de 80 por cento de fiéis. Apesar dos números expressivos, a Igreja está perdendo seguidores para os grupos evangélicos protestantes da região. Em setembro, ele retorna à América, desta vez a Cuba e Estados Unidos, após sua mediação histórica para a reconciliação entre os dois países e num momento em que seu prestígio continua a aumentar entre os católicos em todas as Américas.