jun 26, 2026 | Destaques
Especialistas da Rede HU Brasil destacam importância do diagnóstico e do tratamento para qualidade de vida do paciente
Caracterizado pelo surgimento de manchas brancas na pele, o vitiligo afeta entre 0,46% e 0,68% da população brasileira e pode ocorrer em qualquer fase da vida. Ainda cercada por desinformação e preconceitos, a doença autoimune pode impactar a autoestima e a qualidade de vida dos pacientes. Especialistas da Rede HU Brasil destacam que o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e o suporte psicológico são fundamentais para o controle da doença e para a promoção do bem-estar.
“É uma doença autoimune, ou seja, o seu próprio organismo reconhece e “ataca” os melanócitos que são as células responsáveis pela pigmentação da pele, do cabelo e dos olhos”, explica o dermatologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), Ebert Aguiar, ao falar com paciente e acompanhante sobre a causa, o tratamento e o prognóstico do vitiligo.
O especialista afirma que a doença pode acontecer com qualquer pessoa. “Como é uma doença autoimune não temos como prever a sua evolução naquele momento. Ou seja, as manchas podem aumentar, diminuir ou se manter estáveis”, explica.
Hospitais universitários da Rede HU Brasil garantem atendimento dermatológico, acolhimento, cuidado e informação para combater o preconceito, além de suporte psicológico para reduzir os efeitos na autoestima dos pacientes com vitiligo.
Sintomas e diagnóstico
De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) na maioria dos casos, o vitiligo se manifesta apenas com manchas brancas na pele. Em situações, menos comuns, o paciente pode apresentar sensibilidade ou dor no local das lesões. Entretanto, uma grande preocupação dos dermatologistas são os sintomas emocionais que os pacientes podem desenvolver como consequência da doença.
O vitiligo pode ser classificado em dois tipos: segmentar ou unilateral, que aparece só de um lado do corpo, geralmente em pacientes jovens, e pode atingir pelos e cabelos da região; e não segmentar ou bilateral, no qual as manchas surgem nos dois lados do corpo, como nas duas mãos, dois pés, dois joelhos. “Quanto mais cedo o diagnóstico maior a chance de as lesões serem menores e mais responsivas ao tratamento, com repigmentação”, orienta o dermatologista do Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes-UFBA), Paulo Machado.
Dados de incidência
Segundo Ebert, a prevalência do vitiligo é bastante variável ao redor do mundo. No Brasil, varia entre 0,46 a 0,68% da população, sem discrepância entre os sexos ou grupos raciais. A idade média de início oscila entre os 20 e 30 anos, apesar de poder acometer desde crianças até idosos. “O vitiligo é responsável ainda por 1,4 a 1,9% das consultas dermatológicas, e até 3,5% das consultas dermatológicas em crianças, conforme dados coletados de artigos publicados em 2022”, afirmou.
Orientações e cuidados
O vitiligo é uma doença multifatorial, e que envolve fatores genéticos e metabólicos ligados ao estresse oxidativo celular. “Por se tratar de uma doença autoimune, não temos como falar de prevenção primária”, ressaltou Ebert.
Para Paulo Machado, a ausência de melanina nas lesões impõe cuidados maiores com a exposição solar, principalmente se localizadas em áreas expostas. “Pode ocorrer queimadura solar e, a longo prazo, uma maior chance de câncer cutâneo na ausência de cuidados com a proteção contra o sol”, afirma.
O paciente é orientado a evitar fatores que possam precipitar o aparecimento de novas lesões ou acentuar as existentes, como atritos e traumas na pele. São sugeridos terapias e hobbies que auxiliem no bem-estar psicológico, tendo em vista o impacto significativo na qualidade de vida e na autoestima, principalmente em adolescentes. “A depender do perfil do paciente recomendamos o acompanhamento psicológico, que pode ter efeitos bastante positivos nos resultados do tratamento”, destacou Ebert Aguiar.
Tratamento
Paulo Machado afirma que o vitiligo tem tratamento e, embora a resposta seja lenta, é possível controlar a doença. “A fototerapia de banda estreita ou narrowband (UVB-nb) é considerada um dos melhores tratamentos disponíveis”, finalizou.
Imagem: Freepik
jun 24, 2026 | Destaques
O ex-governador de Mato Grosso do Sul e pré-candidato ao Senado, Reinaldo Azambuja, afirma que a consolidação da Rota Bioceânica ainda depende de muito trabalho e de uma representação política forte e técnica em Brasília. Segundo ele, o corredor precisa superar desafios regulatórios e estruturais para se tornar realidade.
No Senado, Reinaldo pretende atuar de forma estratégica para destravar os principais gargalos que ainda impedem o pleno funcionamento da rota. Entre as prioridades estão a harmonização da legislação aduaneira entre os países envolvidos, novos acordos fitossanitários, a integração dos sistemas de transporte internacional e a qualificação da mão de obra local para atender às demandas logísticas que surgirão.
Com a Ponte Internacional de Porto Murtinho em fase final de execução, a expectativa é de que a estrutura principal seja entregue ainda em 2026. O corredor ligará o Atlântico aos portos chilenos no Pacífico, encurtando em até 17 dias o tempo de viagem para a Ásia e reduzindo custos logísticos em até 40%.
Reinaldo destaca que a rota representa um divisor de águas para Mato Grosso do Sul. Estudos apontam que o volume de carne bovina exportado para o Chile pode triplicar, enquanto indústrias e operadoras logísticas já demonstram interesse em se instalar ao longo do traçado, gerando milhares de empregos diretos e indiretos em municípios como Porto Murtinho, Jardim, Guia Lopes da Laguna e Campo Grande.
“Para que esse potencial se concretize, Mato Grosso do Sul precisa de uma voz atuante em Brasília que garanta os recursos e as parcerias necessárias. Meu compromisso é trabalhar para completar a infraestrutura que falta e transformar o corredor em desenvolvimento real para as famílias sul-mato-grossenses”, afirmou o pré-candidato.
jun 24, 2026 | Destaques
A Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e seus 74 sindicatos filiados filiados tornam público nesta quarta-feira (24) a atualização do Ranking Salarial dos(as) Professores(as) praticado pela Rede Estadual e pelas redes municipais de ensino. O levantamento tem como objetivo dar transparência às informações salariais da categoria, conscientizar gestores públicos sobre a importância da valorização profissional e fortalecer a luta pelo cumprimento da legislação educacional em todo o estado.
A primeira tabela apresenta os salários pagos aos professores para jornada de 40 horas e identifica os municípios que cumprem a Lei nº 11.738/2008, que instituiu o Piso Salarial Nacional do Magistério. Em 2026, o piso nacional é de R$ 5.130,63. O levantamento também destaca os municípios que ainda estão em dívida com a educação pública por pagarem valores inferiores ao piso e aqueles que, embora cumpram o valor mínimo estabelecido em lei, não respeitam a carreira dos profissionais, promovendo o nivelamento salarial e comprometendo a valorização da categoria.
A segunda tabela apresenta os municípios que mais valorizam a formação dos professores na carreira, considerando os vencimentos de profissionais com nível superior. O levantamento reforça a defesa da FETEMS pelo cumprimento das Metas 17 e 18 do Plano Nacional de Educação, que estabelecem a valorização dos profissionais do magistério e a equiparação de seus rendimentos aos demais trabalhadores com escolaridade equivalente.
A FETEMS destaca que a luta da Federação e dos 74 SIMTEDs não se limita ao cumprimento do piso salarial. A defesa da carreira, do 1/3 de hora-atividade, da formação continuada e das progressões funcionais também fazem parte das reivindicações permanentes da categoria. Para a entidade, a valorização profissional é condição indispensável para garantir avanços na qualidade da educação pública.
A presidenta da FETEMS, professora Deumeires Morais, afirma que o ranking é uma ferramenta de mobilização e conscientização social. “Ao tornar públicas essas informações, a FETEMS busca estimular o debate sobre a valorização dos profissionais da educação e fortalecer a cobrança para que todos os gestores cumpram a legislação. Não basta pagar o piso; é preciso respeitar a carreira, valorizar a formação e garantir condições dignas de trabalho para quem constrói a educação pública todos os dias”, destacou.
Deumeires também reforçou que a sociedade tem papel importante nesse processo. “Assim como a população cumpre suas obrigações e contribui para o financiamento dos serviços públicos, é legítimo cobrar dos gestores o cumprimento das leis e o compromisso com uma educação pública de qualidade. A valorização dos profissionais da educação é um investimento no presente e no futuro de Mato Grosso do Sul”, concluiu.
Confira o Ranking: Ranking Salarial FETEMS 2026
jun 23, 2026 | Destaques
Superintendente do órgão João Evânio Caetano Borba apresentou balanço das ações desenvolvidas
A Câmara Municipal de Ponta Porã recebeu, durante a sessão ordinária desta terça-feira, 23, a apresentação do relatório trimestral de atividades do Parque Tecnológico Internacional (PTIn), por meio da Tribuna Livre.
O superintendente do órgão, João Evânio Caetano Borba, apresentou aos vereadores um balanço das ações desenvolvidas desde o início das atividades do complexo, destacando os avanços obtidos em pouco mais de três meses de funcionamento.
Segundo os dados apresentados, o PTIn já alcançou aproximadamente 2.100 pessoas, entre visitantes e participantes de eventos, reuniões, oficinas e demais atividades realizadas no parque.
Além disso, mais de 400 pessoas já participaram ou estão participando de cursos, workshops, palestras e capacitações oferecidas pelo Parque Tecnológico Internacional e pelo Centro de Empreendedorismo, Inovação e Mercado de Ponta Porã (CEIMPP).
Durante a explanação, João Evânio ressaltou que os resultados demonstram a capacidade de mobilização e articulação construída neste período inicial. O gestor destacou ainda que o complexo consolidou importantes parcerias com instituições de ensino, pesquisa, setor produtivo, entidades públicas e privadas, ampliando as possibilidades de cooperação e desenvolvimento regional.
Desde o início das operações, o PTIn já formalizou 15 parcerias estratégicas com instituições acadêmicas, empresariais e governamentais, fortalecendo sua atuação como ambiente voltado à inovação, ao empreendedorismo e ao desenvolvimento econômico da região de fronteira.
A estrutura administrativa e técnica do parque também foi apresentada aos parlamentares. A secretária municipal de Desenvolvimento Integrado, Raquel Caroline Lageano Quintino, integra a equipe juntamente com o superintendente João Evânio Borba Caetano, o diretor de Empreendedorismo e Inovação, Vinicius Brites Aquino, além de gerentes, coordenadores, assistentes e demais profissionais responsáveis pelas diversas áreas do complexo.
O superintendente mencionou o apoio incondicional do prefeito Eduardo Campos e da secretária de Governo, Paula Consalter Campos, nos avanços obtidos, citando a premiação recebida recentemente pela gestão municipal.
PROJETOS
Durante a sessão, os vereadores também analisaram e votaram dois projetos de lei. O Projeto de Lei nº 39/2026/CM, de autoria do vereador Thiago Vedana, propõe a alteração da denominação da Rua Projetada 01, localizada no Jardim Ibirapuera, que passará a se chamar Rua Wilson Martins Perciany.
Já o Projeto de Lei nº 40/2026/CM, de autoria do vereador Biro Biro, declara de utilidade pública a Igreja Batista Renovada El Shadday. A proposta foi aprovada por unanimidade pelos parlamentares e permitirá à instituição ampliar sua atuação social e comunitária no município.
A participação do PTIn na Tribuna Livre reforçou a importância do parque tecnológico como ferramenta de inovação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico para Ponta Porã, além de aproximar o Legislativo das ações voltadas ao fortalecimento da economia do conhecimento na região de fronteira.
jun 19, 2026 | Destaques
Otávio Maia Chelotti realizou visita de cortesia ao Legislativoe reforçou aproximação institucional na região de fronteira
A Câmara Municipal de Ponta Porã recebeu, na manhã desta sexta-feira, 19, a visita de cortesia do novo cônsul do Brasil em Pedro Juan Caballero, Otávio Maia Chelotti.
O encontro marcou o fortalecimento das relações institucionais entre o Poder Legislativo municipal e o Consulado Brasileiro instalado na cidade paraguaia.
O presidente da Câmara Municipal, vereador Jelson Bernabé, acompanhado de parlamentares, recepcionou o representante diplomático, destacando a importância da integração entre as instituições que atuam na região de fronteira formada por Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
Durante a visita, Otávio Maia Chelotti fez um breve relato sobre sua trajetória e os primeiros dias à frente do Consulado do Brasil em Pedro Juan Caballero.
O diplomata assumiu oficialmente o cargo no mês passado e ressaltou a relevância da fronteira para as relações entre Brasil e Paraguai, especialmente diante da intensa convivência social, econômica e cultural existente entre os dois municípios.
A reunião também serviu para estreitar o diálogo entre o Legislativo pontaporanense e a representação diplomática brasileira, reforçando o compromisso de cooperação em temas de interesse comum para a população da faixa de fronteira.
O presidente Jelson Bernabé destacou a importância da visita institucional e colocou a Câmara Municipal à disposição para contribuir com iniciativas que fortaleçam a integração regional e promovam melhorias para os moradores de ambos os lados da fronteira.
A visita do novo cônsul foi considerada um passo importante para ampliar a interlocução entre os poderes públicos e as instituições que atuam na região, fortalecendo os laços de cooperação e desenvolvimento entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.
jun 19, 2026 | Destaques
O Sindicato Rural de Miranda e Bodoquena vem a público manifestar seu repúdio à forma como o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) tem conduzido o processo de criação do Refúgio de Vida Silvestre (REVIS) Delta do Salobra, proposta que pretende abranger mais de 60 mil hectares nos municípios de Miranda, Bodoquena e Corumbá.
Inicialmente, é importante esclarecer que o Sindicato Rural não organizou, coordenou ou convocou a mobilização de produtores rurais ocorrida durante a audiência pública realizada no dia 17 de junho no auditório da Prefeitura Municipal de Bodoquena. A participação expressiva da população foi uma manifestação espontânea de proprietários rurais, trabalhadores, moradores e famílias diretamente impactadas pela proposta, que compareceram para expressar suas preocupações e sua insatisfação diante da falta de diálogo efetivo sobre um projeto que pode alterar profundamente a dinâmica econômica, social e produtiva da região.
Não se deve atribuir aos produtores rurais a responsabilidade pelo cancelamento da consulta pública. No ofício assinado pela prefeitura do município, a administração afirmou que a suspensão ocorreu por questões de segurança diante da superlotação do espaço destinado ao evento.
O fato é que o verdadeiro debate deveria estar centrado na ausência de respostas concretas sobre os impactos que a criação da unidade de conservação poderá provocar sobre propriedades privadas, atividades produtivas e o futuro das famílias que vivem e trabalham há gerações nessa área.
Embora o ICMBio afirme que o modelo de Refúgio de Vida Silvestre permite a permanência de propriedades privadas e a continuidade de atividades consideradas compatíveis com os objetivos de conservação, os produtores têm razões legítimas para questionar quais serão, na prática, as restrições futuras impostas ao uso da terra, à ampliação de atividades produtivas, à realização de investimentos, ao acesso ao crédito rural, ao licenciamento ambiental e ao próprio direito de propriedade.
Os produtores rurais da região não são contra à conservação ambiental. Ao contrário. São eles que, há décadas, preservam nascentes, matas ciliares, reservas legais e áreas de preservação permanente, cumprindo rigorosamente a legislação ambiental brasileira, considerada uma das mais exigentes do mundo. A preservação dos recursos naturais e a produção agropecuária convivem diariamente nas propriedades rurais da região.
O que se questiona é a tentativa de avançar com uma proposta dessa magnitude sem que haja amplo debate, transparência e garantias claras aos proprietários diretamente atingidos. Não é razoável que milhares de hectares produtivos sejam submetidos a um novo regime de restrições sem que as famílias tenham plena compreensão das consequências econômicas, sociais e patrimoniais que poderão enfrentar nos próximos anos.
A criação de uma unidade de conservação sobre uma área superior a 60 mil hectares impacta diretamente produtores rurais, trabalhadores, empresas, fornecedores, transportadores, prestadores de serviços e toda a economia regional. Trata-se de uma discussão que exige responsabilidade, diálogo verdadeiro e respeito às comunidades locais, e não a simples imposição de decisões tomadas sem a devida construção conjunta com aqueles que vivem na região.
O Sindicato Rural de Miranda e Bodoquena reafirma seu compromisso com a defesa do direito de propriedade, da segurança jurídica, da produção sustentável e da preservação ambiental construída com a participação das pessoas que habitam e produzem no território.
Defendemos que qualquer iniciativa de conservação seja debatida de forma transparente e democrática com o respeito aos direitos dos produtores rurais, das famílias e das comunidades que ajudam a construir a história e o desenvolvimento da região.
Miranda – MS, 18 de junho de 2026.