A tecnologia tem transformado a saúde pública em Mato Grosso do Sul, ampliando o acesso aos serviços de saúde, especialmente nas regiões mais afastadas. Nos últimos meses, a SES (Secretaria de Estado de Saúde) implementou diversas modalidades de telessaúde para facilitar o atendimento remoto e melhorar a qualidade dos serviços prestados.
Desde o início das operações, a telessaúde já viabilizou 98.293 atendimentos em Mato Grosso do Sul. Dentro desse total, foram realizadas 3.186 teleinterconsultas, distribuídas em 29 municípios, com destaque para Ponta Porã, que registrou 388 atendimentos. Além disso, os serviços de telediagnóstico, teleconsultoria e telemonitoramento seguem em expansão, garantindo maior acesso e eficiência no atendimento à população, especialmente nas regiões mais distantes.
“A telessaúde tem sido uma ferramenta transformadora em nosso Estado, ajudando a superar distâncias e a ampliar o acesso à saúde. Temos trabalhado para garantir que a população, especialmente nos pontos mais distantes, tenha acesso a atendimentos médicos de qualidade”, afirma a coordenadora do Telessaúde da SES, Rosângela Dobbro. Ela detalha que a tecnologia tem sido aliada na implementação de modalidades como teleconsultoria, telediagnóstico e telemonitoramento, alinhadas às diretrizes do Ministério da Saúde.
“Nosso compromisso é expandir ainda mais as modalidades de telessaúde, oferecendo teleconsultorias, teleinterconsultas, telediagnóstico e telemonitoramento em todas as regiões do estado. Estamos empenhados em garantir que todos os cidadãos de Mato Grosso do Sul, independentemente de onde vivam, tenham acesso a cuidados de saúde de qualidade, promovendo um atendimento mais humanizado e eficaz, que esteja à altura das necessidades de nossa população”, enfatiza.
Saúde conectada em MS
As modalidades que podem ser ofertadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) por intermédio da Telessaúde estão previstas na Portaria 3.691, de 23 de maio de 2024, do Ministério da Saúde, que institui a Ação Estratégica SUS Digital. Conheça as modalidades de atendimento nela previstas e já em funcionamento em Mato Grosso do Sul:
Teleconsultoria: consultoria mediada por tecnologias digitais de informação e comunicação, realizada entre profissionais de saúde, com a finalidade de esclarecer dúvidas sobre procedimentos clínicos, ações de saúde e questões relativas ao processo de trabalho, podendo ser síncrona (realizada com interação simultânea dos participantes, seja por telefone, videoconferência ou outra ferramenta de conversa instantânea) e assíncrona (com troca de mensagens via aplicativos, mesmo off-line);
✅ Teletriagem: interação remota entre profissional de saúde e paciente para determinar a prioridade e o tipo de atendimento necessário, com base na gravidade do estado de saúde do paciente;
✅ Teleconsulta: consulta remota, para a troca de informações clínicas, laboratoriais e de imagens entre profissional de saúde e paciente, com possibilidade de prescrição e emissão de atestados;
Telediagnóstico: serviço prestado à distância, geográfica ou temporal, com transmissão de gráficos, imagens e dados para emissão de laudo ou parecer por profissional de saúde;
✅ Telemonitoramento: interação remota realizada sob orientação e supervisão de profissional de saúde envolvido no cuidado ao paciente para monitoramento ou vigilância de parâmetros de saúde;
✅ Teleinterconsulta: interação remota para a troca de opiniões e informações clínicas, laboratoriais e de imagens entre profissionais de saúde, com a presença do paciente, para auxílio diagnóstico ou terapêutico, facilitando a atuação interprofissional;
Teleducação: aulas, cursos, fóruns de discussão, palestras, reuniões de matriciamento e seminários;
✅ Telerregulação: atividades de controle, gerenciamento, organização e priorização do acesso e dos fluxos assistenciais no SUS, com atuação articulada com os demais serviços de telessaúde, contribuindo tanto para o aumento da resolubilidade quanto para a redução dos tempos e filas de espera;
✅ Teleorientação: ação de conscientização sobre bem-estar, cuidados em saúde e prevenção de doenças, por meio da disseminação de informações e orientações em saúde direcionadas ao cidadão.
Danúbia Burema, Comunicação SES
Ilustrações: Mariane Cristina CTEC SES
Foto capa: Helton Davis
Programa que paga um salário mínimo (R$ 1.518) para incentivar a permanência dos estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica nos cursos universitários e de educação profissional técnica e reduzir a evasão escolar, o MS Supera abre inscrições para novos bolsistas, a partir desta segunda-feira (17).
Mais 100 vagas estão sendo abertas dentro das 2.200 oferecidas pelo programa. As outras 2.100 estão preenchidas. Os alunos que atenderem aos critérios e não forem classificados dentro dessas vagas ficarão no cadastro de reserva. Das vagas já disponíveis, 80 são para cursos de graduação presencial ou a distância e 20 são para cursos de educação profissional técnica de nível médio.
Os estudantes terão uma semana para fazer as inscrições, sendo que o prazo se encerra em 24 de março. O resultado preliminar será divulgado no dia 28 de março e o final, após eventuais recursos, em 3 de abril.
Cronograma publicado em edição extra do Diário Oficial do Estado na última sexta-feira (14)
Para participar do Processo Seletivo, os alunos precisarão preencher o cadastro disponível no site da Sead (www.sead.ms.gov.br) anexando os documentos necessários. Eles deverão estar devidamente matriculados em cursos de educação profissional técnica de nível médio ou em universidades públicas ou privadas, ser residente em Mato Grosso do Sul há mais de 2 anos, e não podem receber outro tipo de benefício remunerado ou de auxílio financeiro com a mesma finalidade.
Além disso, é preciso comprovar renda individual de até 1 salário mínimo e meio nacional ou renda familiar não superior a 3 salários mínimos nacionais mensais, considerada a renda bruta; não possuir graduação de nível superior; não ter registro de reprovações superiores a 4 disciplinas cursadas, na data de inscrição e na convocação para o Programa; e estar inscrito no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal).
A classificação dos estudantes habilitados e os critérios de desempate ocorrerão a partir dos seguintes critérios: 1) Pessoa indígena, 2) Menor renda média do núcleo familiar, 3) Candidata mãe solo, que resida com filhos menores de 18 anos ou mães de filhos com deficiência de qualquer idade, que residam com a estudante e que estejam sob sua responsabilidade, 4) Pessoa com deficiência, 5) Candidata de maior idade
O benefício social será repassado diretamente ao estudante por meio de transferência bancária. Mais detalhes, como a relação de documentos necessários, estão disponíveis na resolução publicada na sexta-feira (14), na edição extraordinária do Diário Oficial do Estado.
– A manhã deste sábado marcou o início de uma jornada transformadora para 15 jovens de Antônio João, com o lançamento do Programa Jovem Sucessor. A aula inaugural, com direito a coffe break e almoço foi realizada com a presença de importantes líderes locais, como a presidente do Sindicato Rural, Roseli Maria Ruiz, o presidente da APAE, Adão Malhada, e os instrutores Breno Beltran e Crisler Arruda, deu o pontapé inicial para a formação coordenada pelo Senar MS.
O Programa Jovem Sucessor, iniciativa do Sistema FAMASUL/CNA/SENAR, tem como objetivo principal capacitar e preparar jovens para assumirem papéis de liderança no setor rural. Ao longo de 2025, os participantes desenvolverão projetos inovadores, que serão apresentados e avaliados em uma competição com projetos de outros municípios, proporcionando uma experiência enriquecedora e desafiadora.
Conteúdo Abrangente e Desenvolvimento Integral
O programa oferece aos jovens a oportunidade de adquirir conhecimentos e habilidades em diversas áreas cruciais para o futuro do agronegócio, incluindo:
Gestão Rural: Técnicas e ferramentas para a administração eficiente de propriedades rurais. Tecnologia e Inovação: Acompanhamento das últimas tendências e tecnologias aplicadas ao setor. Empreendedorismo: Estímulo à criação de novos negócios e à identificação de oportunidades no mercado. Além do conhecimento técnico, o programa também se dedica ao desenvolvimento de habilidades essenciais para a liderança, como:
Trabalho em Equipe: Fortalecimento da capacidade de colaboração e cooperação. Comunicação: Desenvolvimento de habilidades de comunicação clara e eficaz.
Impacto e Expectativas
A expectativa é que o Programa Jovem Sucessor contribua significativamente para o desenvolvimento do setor rural em Antônio João e região, preparando uma nova geração de líderes capazes de enfrentar os desafios e aproveitar as oportunidades do agronegócio. A iniciativa representa um investimento no futuro do campo, com o objetivo de promover a inovação, a sustentabilidade e o crescimento do setor.
Participação e Informações
Para mais informações sobre o Programa Jovem Sucessor e outras iniciativas do Senar MS, os interessados podem entrar em contato com o Sindicato Rural de Antônio João.
Clube de Imprensa fez a cobertura da aula inaugural do Programa Jovem Sucessor em Antonio João.
Nesta sexxta-feira(14), o Policial Penal Gilson Lino Filho assumiu oficialmente o cargo de diretor do presídio de média complexidade de Caarapó. Servidor da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen-MS) desde 2001, Gilson possui vasta experiência na área, com mais de dez anos atuando em funções de chefia e diretor substituto.
Pós-graduado em Segurança Pública e Direito Penitenciário, o novo diretor já desempenhou funções estratégicas dentro do sistema prisional sul-mato-grossense. Entre suas principais atuações, destaca-se sua passagem pela unidade prisional de Jardim, onde exerceu cargos de liderança, e sua participação na intervenção da Penitenciária Estadual de Dourados (PED), ocasião em que assumiu o setor de administração da unidade.
Com esse novo desafio, Gilson Lino Filho reforça seu compromisso com a segurança, disciplina e ressocialização dos internos, garantindo a continuidade do trabalho desenvolvido no presídio. Sua experiência e conhecimento técnico serão fundamentais para a gestão da unidade, buscando sempre o aprimoramento das atividades e a manutenção da ordem no sistema penitenciário.
A posse do novo diretor reafirma o compromisso da Agepen-MS em fortalecer a segurança pública e a administração penitenciária no estado.
Mulher de 33 anos, pintora e garota de programa, relata a batalha que enfrenta para denunciar estupro em um condomínio de luxo, na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Ela destaca que o fato de ser mulher, somado ao histórico de passagens dela pela polícia e o namorado portar uma pistola, dificultaram a denúncia.
A denunciante alega que, madrugada de domingo (9), foi atender um cliente – empresário com passagem policial e vários registros de confusão – e que este lhe ofereceu um drinque.
”Eu fiquei zonza e lembro de apenas algumas situações. Sei que apareci nua e gritando na rua do condomínio”, relata.
A portaria do residencial acionou a Polícia Militar. No boletim de ocorrência, os militares relatam que a mulher estava agressiva, xingou a equipe e resistiu à prisão. Ela teria até quebrado o compartimento de presos.
A confusão aumentou quando um homem, pintor de 37 anos, que seria o convivente dela, chegou ao local e tentou impedir a prisão.
Os PMs o revistaram e encontraram uma pistola Glock e farta munição, sendo ele preso também. O suspeito tem várias condenações por furto e roubo qualificados.
Vítima diz que teve voz calada ao denunciar estupro (Foto: Repórter Top)
A profissional do sexo alega que o pintor foi socorrê-la, já que sempre manda a localização dos pontos de atendimento para ele, por questões de segurança.
”Quero ser ouvida, quero ter voz para saber o que aconteceu comigo naquela casa”, desabafa a denunciante.
Ela foi presa por desacato e resistência, mas foi solta em audiência de custódia.
”Eu gritei, ajoelhei na delegacia [Depac Cepol] tentando provar que foi dopada e possivelmente abusada”, comentou.
O convivente foi preso em flagrante e teve prisão preventiva decretada em audiência.
A reclamante exibiu fotos com hematomas e passou por exames de corpo de delito, que comprovaram lesões recentes.
O registro policial traz que foi necessário uso progressivo de força, já que a suspeita estava descontrolada e agressiva. Ela recebeu até spray de pimenta na viatura.
”Eu gritei muito na delegacia… fiquei até sem voz. Até agora [quatro dias depois] estou com dores”, revelou a trabalhadora, que também tem passagens pela polícia, inclusive por estelionato.
Denunciante exibe ferida no pé por agressão (Foto: Repórter Top)
Na denúncia, a pintora diz que, no momento da confusão, foi acusada de tentar furtar ou roubar a residência do cliente junto com o convivente. Mas nega, e garante que foi abusada. Ela se esforçou e fez questão de conseguir exames toxicológico e sexológico na Casa da Mulher Brasileira. Apenas cinco dias após o caso, ela conseguiu ser avaliada.
Apesar dos percalços, a vítima diz que finalmente conseguiu ser ouvida na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e crê que o inquérito vai seguir, mesmo com exames feitos dias após a ocorrência.
”Ao buscar amparo da polícia, muitas mulheres se deparam com indiferença, desinteresse ou até mesmo a re-vitimização, como aconteceu no meu caso. A sensação de ser desconsiderada e desrespeitada é profundamente dolorosa, pois, ao invés de encontrar proteção, a vítima é muitas vezes tratada com descrédito e hostilidade”, refletiu a vítima.
Dra. Talita Batata destaca a importância do diagnóstico correto e do tratamento multidisciplinar para pacientes que convivem com a síndrome
No episódio desta semana do Podcast Guia+Saúde, a reumatologista Dra. Talita Batata foi a convidada especial para esclarecer dúvidas sobre a fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta milhões de brasileiros. O programa, conduzido pela jornalista Vivianne Nunes, abordou os sintomas, os desafios no diagnóstico e as opções de tratamento disponíveis para quem convive com a condição.
Durante a entrevista, a especialista explicou que a fibromialgia se manifesta como uma dor generalizada, sem origem inflamatória ou infecciosa, causada por uma desregulação dos neurotransmissores responsáveis pelo controle da dor. “A fibromialgia é uma doença crônica, de origem central, que gera um aumento da sensibilidade à dor. O paciente tem uma regulação central alterada dos hormônios da dor, o que pode gerar uma dor intensa e difusa pelo corpo”, explicou Dra. Talita.
A reumatologista destacou que a doença é mais comum entre mulheres de 30 a 50 anos, mas pode afetar crianças e idosos. Segundo ela, além da dor, outros sintomas associados são comuns, como fadiga extrema, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e até problemas intestinais. “Nem tudo que dói o corpo todo é fibromialgia. Existem muitas condições que podem causar dores generalizadas, como diabetes descompensado, hipotireoidismo ou até mesmo uma doença oncológica. Por isso, o diagnóstico deve ser feito com muito critério”, alertou.
Outro ponto importante do episódio foi a discussão sobre o preconceito e a desinformação em torno da fibromialgia. A médica reforçou que a síndrome é uma “doença invisível”, ou seja, não gera deformidades visíveis, o que muitas vezes leva pacientes a serem desacreditados. “As pessoas esperam ver uma deficiência física para entender a dor do outro, e isso é muito frustrante. O apoio da família e a conscientização são fundamentais para melhorar a qualidade de vida dos pacientes”, disse.
Sobre o tratamento, a especialista ressaltou que a abordagem deve ser multidisciplinar, envolvendo acompanhamento médico, terapia psicológica e a prática regular de exercícios físicos. “O principal tratamento da fibromialgia é o exercício físico, especialmente aeróbico. Ele ajuda a regular os neurotransmissores e melhora a qualidade de vida do paciente”, afirmou. Ela também mencionou o uso de medicamentos moduladores de dor e antidepressivos, mas alertou sobre a necessidade de personalizar o tratamento para cada paciente.
A polêmica do uso do canabidiol no tratamento da fibromialgia também foi abordada. Dra. Talita afirmou que, apesar de ser amplamente discutido, ainda há poucos estudos científicos que comprovem sua eficácia específica para a doença. “O canabidiol entrou na reumatologia de forma intempestiva. O paciente aposta todas as fichas nele, mas sem ajustar a medicação, a alimentação e a rotina de exercícios, ele não terá o resultado esperado”, argumentou.
O Podcast Guia+Saúde vai ao ar todas as quintas-feiras, às 20h (horário de Mato Grosso do Sul), pelo YouTube. O episódio completo com a Dra. Talita Batata já está disponível e pode ser acessado na plataforma.