nov 4, 2025 | Destaques
Ter uma boa saúde cardiovascular pode ajudar a compensar o risco de desenvolver comprometimento cognitivo leve e demência em pessoas com diabetes tipo 2 — mesmo entre aquelas com maior predisposição genética ao declínio cognitivo.
A conclusão vem de um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Tulane, em Nova Orleans (EUA), e divulgado nesta segunda-feira (3/11) em comunicado pela Associação Americana do Coração (AHA).
De acordo com o estudo, pessoas com diabetes tipo 2 têm mais chances de sofrer declínio cognitivo devido a fatores como obesidade, pressão alta e resistência à insulina.
“Nosso estudo constatou que seguir medidas para melhorar a saúde cardiovascular também pode reduzir o risco de comprometimento cognitivo em pessoas com diabetes tipo 2”, explicou a autora principal, Yilin Yoshida, professora assistente de medicina na Universidade de Tulane.
Para investigar se a saúde cardiovascular poderia amenizar esse risco, os pesquisadores analisaram dados de mais de 40 mil adultos com diabetes tipo 2 sem diagnóstico prévio de demência cadastrados no UK Biobank, banco de dados que reúne informações de mais de 500 mil britânicos. Os participantes foram acompanhados por cerca de 13 anos.
No experimento, foi aplicado o Life’s Essencial 8 (LE8) — um índice criado pela AHA composto por hábitos saudáveis, introduzidos na vida dos pacientes para medir a saúde cardiovascular com base em oito métricas comportamentais e clínicas.
Com ele, foi avaliado se pessoas com diferentes níveis de saúde do coração (alta, moderada ou baixa) e risco genético para demência também divergiam quanto à saúde cerebral.
LE8: hábitos que melhoram a saúde cardiovascular
- Boa alimentação.
- Prática de atividade física.
- Não fumar.
- Dormir bem.
- Manter peso adequado.
- Controle de colesterol.
- Controle de glicose no sangue.
- Manter a pressão arterial sob controle.
Os resultados mostraram que participantes com saúde cardiovascular moderada ou alta apresentaram 15% menos risco de desenvolver comprometimento cognitivo leve e 15% menos risco de demência, quando comparados aos de saúde baixa.
Entre aqueles com alto risco genético, o efeito protetor foi ainda mais marcante: 27% menos chance de comprometimento cognitivo leve e 23% menos de demência. Além disso, na prática, quem tinha melhor pontuação nos oito fatores mostrou maior volume cerebral, o que indica melhor preservação das funções cognitivas.
Fonte: metropoles
nov 4, 2025 | Destaques
O Prefeito Nelson Cintra representa Porto Murtinho no encontro “Roadmap Território Carbono Neutro: avanços, conexões e próximos passos”, que ocorre nos dias 03 e 04 de novembro de 2025, no Rio de Janeiro. O evento reúne lideranças nacionais e internacionais comprometidas com o desenvolvimento sustentável e integra a programação oficial do Fórum de Líderes Locais da COP30.
Durante o encontro, o Prefeito apresenta as ações da agenda local de Porto Murtinho voltadas à redução das emissões de carbono, reforçando o compromisso do município com a neutralidade climática e com a preservação do Pantanal Sul-Mato-Grossense. As iniciativas locais estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às metas do Acordo de Paris, colocando Porto Murtinho como referência regional em sustentabilidade.
“Porto Murtinho está conectada às estratégias globais de sustentabilidade. Estamos avançando com planejamento e responsabilidade, construindo uma cidade preparada para o futuro e para as próximas gerações”, destacou o Prefeito Nelson Cintra durante sua participação.
O Roadmap Território Carbono Neutro (RTCN) é uma iniciativa do Sebrae Nacional, em parceria com governos estaduais e instituições como a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (SEMADESC/MS). O programa orienta os municípios na elaboração de planos de ação climática locais, diagnóstico de emissões e busca por financiamento de projetos verdes, ampliando a capacidade técnica das gestões municipais para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
O evento conta com a presença de diversas autoridades, entre elas Jeconias Rosendo da Silva Junior, Gerente da Unidade de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Nacional, e Artur Falcette, Secretário Adjunto da SEMADESC/MS, além de representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Instituto Clima e Sociedade (iCS), ONU-Habitat, WRI Brasil e outras instituições ligadas à pauta ambiental.
Integrando o Fórum de Líderes Locais da COP30, a iniciativa coloca as lideranças municipais no centro das discussões globais, destacando soluções sustentáveis e inovadoras desenvolvidas nas cidades brasileiras.
Com essa participação, Porto Murtinho reafirma seu compromisso com o futuro sustentável, fortalecendo políticas públicas ambientais e consolidando sua presença entre os municípios protagonistas da agenda climática rumo ao Carbono Neutro.
nov 4, 2025 | Destaques
Representantes de diversas entidades da sociedade civil que lidam com a educação especial, como as APAEs e Pestalozzis, estiveram reunidos na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS) nesta segunda-feira (3), por proposição do deputado Junior Mochi (MDB), para discutir o Decreto nº 12.686/2025, que instituiu a Política Nacional de Educação Inclusiva em outubro de 2025.
Segundo o decreto, a normativa visa garantir o direito à educação de estudantes com deficiência, transtorno do espectro autista (TEA) e com altas habilidades ou superdotação, sem discriminação e com base na igualdade de oportunidades, com a inclusão em classes e escolas comuns da rede regular. Para tanto, as instituições se reúnem em apoio à suspensão dos efeitos deste decreto, como explicou o deputado Junior Mochi (MDB), quem já apresentou moção de repúdio – reveja aqui.
Segundo o parlamentar, a imposição nacional contém “graves equívocos conceituais e operacionais, ao impor a matrícula obrigatória de todos os alunos com deficiência em classes comuns, sem considerar as especificidades de cada caso e sem garantir as condições estruturais, pedagógicas e financeiras indispensáveis ao atendimento adequado”.
Mochi explicou que ao restringir a atuação das escolas especializadas coloca em risco a continuidade de um modelo educacional reconhecido nacional e internacionalmente, que há muitas décadas promove a inclusão efetiva de pessoas com deficiência intelectual, múltipla e com TEA e contraria a Lei Nacional de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a Constituição Federal.
“O decreto ainda ignora o direito de escolha famílias e reduz a formação docente a meras 80 horas, em vez de 200 horas. Isso demonstra a superficialidade e ausência de preparo técnico compatível com a complexidade da Educação Especial”, detalhou Junior Mochi, que disse que um documento com os depoimentos da reunião, realizada na Sala da Presidência.
Em nome da Federação das APAEs de Mato Grosso do Sul, Fabiana Maria das Graças de Oliveira concordou e disse que a formação é uma luta antiga que não pode retroceder e outro ponto crucial do decreto foi não pontuar sobre a educação aos bebês de 0 a 3 anos, que precisam da estimulação precoce.
“Por exemplo, minha formação inicial é professora, em Letras, nunca me deu conhecimento especializado. Agora eu tenho especialização, mas se não tivesse nem teria condições de trabalhar com os Tea da minha família. Nossos alunos precisam de atendimento multiprofissional. Nossas escolas são especializadas, principalmente no nosso estado, oferece serviços educacionais e centro de atendimento especializado devidamente regulamentados. Isso é o que que faz jus aos financiamentos e ao nosso trabalho. Como podemos admitir o inclusivo se o decreto não aceita os modelos de escolas especializadas. E as escolas de campo? As indígenas? A LDB permite isso. Esse decreto não precisa ser refeito, precisa ser desfeito”, considerou Fabiana.
Em nome da Federação das Pestalozzi em Mato Grosso do Sul, Gisele Tannus, explicou que as escolas especializadas existem em todo o mundo, incluindo em locais referência como Áustria, Suíça e Alemanha e que no Brasil a falta de recursos inviabiliza mais qualidade ao trabalho, visto que em novembro ainda lutam para receber recursos do Fundeb, mesmo o ano letivo tendo iniciado em fevereiro.
Gisele explicou que as Pestalozzi ainda
não receberam recursos do Fundeb
“Estamos há alguns anos solicitando que o Executivo e Legislativo conversem e formulem a Política Estadual de Educação Especial. Não é possível que a cada ano tenhamos ameaças cada vez piores e não avanços. Considero que MS é vanguarda na educação especial no Brasil, somos reconhecidos por isso. Não cabe mais a sociedade civil que vem se disponibilizando 24h por dia para prestar esse serviço de qualidade viva diante da ameaça desse decreto. Estamos em novembro e ainda não recebemos. Isso é muito sério. Não tem quem não faça pastelada, bingo, para sobreviver”, lamentou.
Ela também exemplificou que sua dissertação de mestrado foi baseada na formação do aluno com deficiência em salas de aula comuns. “Entrevistei os professores. Cerca de 78% consideraram desesperador, porque tinham mais 40 alunos para dar conta e zero recursos. E quando consideraram que faziam um bom trabalho deixavam-o do seu lado achando que estava protegido e nem sequer participar da festa junina eles participavam. Vamos encaminhar o repúdio ao decreto para manter o trabalho especializado”, destacou.
Outras entidades tiveram a fala e Mochi garantiu que um documento com a degravação de todos os depoimentos será encaminhado à bancada federal de Mato Grosso do Sul, no Congresso Nacional, para demonstrar apoio à votação que deve ocorrer para sustar os efeitos do decreto.
Fonte: al.ms.gov.br – Por: Fernanda Kintschner Foto: Wagner Guimarães
nov 3, 2025 | Destaques
Começa nesta segunda-feira (3) a primeira etapa do período de pré-matrículas da REE (Rede Estadual de Ensino). Os interessados em continuar, ou em ingressar, em uma das unidades escolares estaduais podem realizar o preenchimento das informações necessárias até o dia 31 de dezembro deste ano, a fim de garantir as vagas para o ano letivo de 2026.
Para o atendimento da demanda, a SED disponibiliza aproximadamente 200 mil vagas nos 79 municípios de MS, contemplando tanto novos estudantes quanto a renovação de matrículas dos alunos que já fazem parte da Rede Estadual em 2025.
“Em 2026, seguiremos com a ampliação da oferta de turmas em Tempo Integral nos ensinos Fundamental e Médio, que hoje já englobam 213 escolas da Rede Estadual. Além disso, outro foco é no aumento da oferta de cursos da Educação Profissional, que hoje conta com mais de 45 mil estudantes matriculados e tem como destaque iniciativas como o PAP – Programa de Aprendizagem Profissional”, disse o secretário de Estado de Educação, Hélio Daher.
Novidades para 2026
Presente em todos os municípios de Mato Grosso do Sul, a REE passa a contar com três novas unidades escolares para 2026, localizadas nos municípios de Campo Grande, Ribas do Rio Pardo e Ponta Porã, ampliando assim o total de escolas da Rede para 352.
Em Campo Grande, a EE Vereador Cristóvão Silveira, localizada no Jardim Noroeste, ofertará o Ensino Fundamental – Anos Finais (8º e 9º anos), o Ensino Médio, Educação Profissional e, no período noturno, a EJA Mulher (Educação de Jovens e Adultos).
No município de Ribas do Rio Pardo, a EE Professora Maria Augusta Costa Ramos da Silva ofertará o Ensino Fundamental – Anos Iniciais (4º e 5º anos), o Ensino Fundamental – Anos Finais, Ensino Médio e Educação Profissional.
Já em Ponta Porã, a EE Professor Adir Teixeira de Oliveira ofertará o Ensino Fundamental – Anos Finais, o Ensino Médio e Educação Profissional.
Matrícula 2026
Para o atendimento das demandas de confirmação de permanência dos estudantes que já fazem parte da Rede Estadual e para o ingresso dos alunos de outras redes, o site da Matrícula Digital passou por uma atualização, visando eficiência e acessibilidade.
No endereço www.matriculadigital.ms.gov.br os interessados podem encontrar as informações necessárias para efetuar o preenchimento dos dados necessários, bem como outros canais de contato em caso de dúvidas.
Para efetuar a pré-matrícula, primeira etapa para a garantia de vaga, os pais/responsáveis devem consultar a aba “acesso rápido”, selecionar uma das opções de ingresso e seguir os passos apresentados.
Em caso de eventuais dúvidas ou problemas para o acesso, o contato por telefone é pelo número 0800-647-0028 (telefone fixo) ou 3314-1212 (telefone celular). No site da Matrícula Digital a SED também disponibiliza outros números para contato.
Para o atendimento presencial, em Campo Grande, o local é a Central de Matrículas, localizada na rua Joaquim Murtinho, 2612 – Itanhangá Park. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.
Caso necessário, os interessados podem procurar atendimento na escola estadual mais próxima.
Comunicação SED
Fotos: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo
out 30, 2025 | Destaques
Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (27) de outubro, o vereador Fleitas (PSB) fez uso da palavra para agradecer ao deputado estadual Paulo Duarte, que destinou recursos para a reforma e pintura de duas quadras e da sala de tecnologia da Escola Estadual Joaquim Murtinho.
O parlamentar destacou que o investimento representa um avanço significativo para a infraestrutura escolar, beneficiando diretamente os estudantes e a comunidade escolar. Fleitas ressaltou ainda que a parceria com o deputado Paulo Duarte demonstra comprometimento com a educação e com os jovens de Bela Vista, reforçando a importância de emendas que geram melhorias reais no ambiente de ensino.
Durante a entrega da reforma da quadra da Escola Estadual Dr. Joaquim Murtinho, a diretora Francisca agradeceu o empenho do vereador Fleitas, que viabilizou o recurso de R$ 50 mil junto ao deputado estadual Paulo Duarte.
“Estamos muito felizes, pois é um benefício de grande importância para nossos alunos. São dois ganhos para a nossa comunidade escolar. Muito obrigada, deputado Paulo Duarte”, destacou a diretora.
O vereador Fleitas também celebrou a conquista. “Merecida conquista aos estudantes e a toda comunidade da Escola Estadual Dr. Joaquim Murtinho. A reforma da quadra e o recurso para aquisição de equipamentos para a sala de tecnologia representam avanços importantes. Gratidão ao deputado estadual Paulo Duarte pela parceria”, comentou.

Fleitas ressalta importância de emenda do deputado Paulo Duarte na reforma de duas quadras na Escola Joaquim Murtinho

Vereador Fleitas, Diretora Francisca, Adjunta Miriam e professores. (Foto: Ademir Mendonça)
Ademir Mendonça – Assessoria de Imprensa
out 27, 2025 | Destaques
Titular da Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social de Campo Grande, Humberto Lapa Ferri, acredita que há um modus operandi, ou seja, uma padronização das organizações criminosas que atuam nas administrações públicas, que envolvem colocar pessoas suspeitas em cargos altos na gestão municipal e escolher empresas que são criadas com objetivo de fraudar contratos, desviar verba ou cometer outros crimes contra o patrimônio público.
Ao Correio do Estado, o promotor também falou que “buracos” na legislação são facilitadores para que esquemas de corrupção sejam montados de forma usual nas administrações públicas, após 10 prefeituras serem alvos do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) somente este ano.
“O primeiro padrão é colocar pessoas que são descompromissadas com o dinheiro público em cargos chaves. Então seja o próprio gestor do órgão, sejam aqueles que têm o poder de decisão, sejam secretários, sejam diretores, e também cargos-chaves no procedimento licitatório”, disse.
“Além disso, parece que esses malfeitores escolhem empresas que não são empresas sérias. A gente sabe que a maior parte das empresas são sérias, mas existem aquelas que são criadas especificamente para desviar dinheiro público. Existem pessoas que aparecem em mais de um caso de uma operação nossa. É o sinal de que as empresas foram montadas exatamente para adivinhar dinheiro público, enriquecer ilicitamente essas pessoas e esses empresários que vivem de desviar dinheiro público”, complementa Lapa Ferri.
Inclusive, a Operação Fake Cloud, deflagrada na semana passada pelo Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) no município de Itaporã, seguia este mesmo padrão no esquema, com servidores públicos fornecendo informações privilegiadas para beneficiar determinada empresa, após negociação ilícita entre empresários e agentes municipais.
Tanto que os três mandados de prisão cumpridos no decorrer da ação miraram Nilson dos Santos Pedroso, que atuou como superintendente de Compras e Aquisições Governamentais em Itaporã durante a primeira gestão do prefeito Marcos Pacco, e George Willian de Oliveira, empresário campo-grandense e dono da empresa de nome fantasia Citiz Tecnologia, que seria a responsável pelo contrato investigado pelo MPMS.
Menos de 24 horas após a deflagração da operação, Nilson dos Santos Pedroso foi exonerado do cargo que ocupava na Prefeitura de Corumbá desde janeiro deste ano.
Sobre o posicionamento dos executivos municipais após descobrirem ação contra corrupção dentro da administração, o promotor afirma que a maioria opta por afastar as pessoas envolvidas, já que a Justiça não costuma “dar ponto sem nó”.
“Nós temos inúmeros gestores decentes e comprometidos com uma gestão eficiente e correta. Para se chegar a um limite como [mandados de] buscas e apreensões e prisões, principalmente, é óbvio que o Poder Judiciário não concede esse tipo de decisão sem que tenha elementos mínimos. Na maioria dos nossos casos, o gestor opta por afastar essas pessoas, para que elas possam fazer as suas defesas”, explica à reportagem.
LEGISLAÇÃO BRANDA
O promotor também disse que, tanto o sistema de justiça quanto a legislação, sempre foram frouxos ao punir o chamado “crime do colarinho branco”, delitos financeiros cometidos por pessoas de alto escalão social e profissional, utilizando-se recursos de inteligência ou tecnologia para obter vantagens indevidas. Diante disso, Lapa Ferri acha que este fato histórico também reflete no controle das gestões municipais.
“Eu acredito que o controle a ser feito pela própria gestão municipal ainda continua fraco, continua suscetível a que essas pessoas se aproveitem de cargos-chave, principalmente ligados à licitações e contratos, para favorecer, direcionar a licitação, superfaturar valores, não controlar o serviço que é prestado, e isso faz com que o nosso dinheiro vá para o ralo”, relata.
ELEIÇÃO
O promotor acredita que o delito de corrupção deveria estar dentro da classe de crimes hediondos, assim como furto, roubo, latrocínio e estupro, visto que são desviadas verbas que poderiam ir para a saúde, educação e rodovias daquele determinado município.
“O cidadão, independente da idade, cor, classe social, mas principalmente os mais pobres, eles deviam ficar revoltadíssimos quando eles tomam conhecimento de esquemas para desviar dinheiro público. As pessoas acham que dinheiro público é de ninguém, quando na verdade é o contrário, dinheiro público é de todos”, reforça o magistrado.
Em razão disso, Lapa Ferri reflete que o resultado das operações devem servir para a população votar com mais consciência nas próximas eleições.
“Quando você vai comprar um carro usado, você vai olhar pelo menos se o carro tem pneu bom, se o carro está arrumadinho, se tem um histórico bom. Se a gente faz isso com o carro, se a gente faz isso com outros bens, por que não fazer com as pessoas que vão nos representar e vão cuidar do nosso dinheiro?”, destaca.
OPERAÇÕES
Neste ano, os núcleos investigativos do MPMS, o Gecoc e Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) já “bateram na porta” de 10 prefeituras de Mato Grosso do Sul: Miranda, Bonito, Itaporã, Água Clara, Rochedo, Três Lagoas, Coxim, Sidrolândia, Nioaque e Terenos.
Além dos executivos municipais, a Câmara Municipal de Aquidauana também já foi alvo das forças policiais este ano. Todas as operações foram deflagradas por corrupção em licitações.
Na maior deste ano, em Terenos, o então prefeito, Henrique Budke (PSDB), foi retirado do cargo após a operação e passou quase um mês preso preventivamente por suspeita de lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção e fraude em licitações.
O esquema que seria iderado por ele teria desviado cerca de R$ 15 milhões do município, conforme apontou a investigação.
Fonte: correiodoestado – (Foto: Divulgação / TCE-MS)