nov 7, 2025 | Destaques
O Governo de Mato Grosso do Sul vem consolidando um dos maiores programas de infraestrutura urbana e logística de sua história, para melhorar a segurança viária, transformar a mobilidade, impulsionar o desenvolvimento regional e gerar empregos. Por meio do MS Ativo – Municipalismo, o Estado soma cerca de R$ 3 bilhões em investimentos em pavimentação, drenagem e obras civis que alcançam os 79 municípios sul-mato-grossenses.
A primeira etapa, o MS Ativo 1, contabiliza R$ 1,5 bilhão em obras já concluídas, em execução ou com projetos em análise pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul). A segunda fase, o MS Ativo 2, prevê R$ 995 milhões em novas intervenções urbanas, além de R$ 500 milhões em parcerias com a bancada federal e fontes externas de financiamento, como Sudeco, Funasa, PAC, Focem e Orçamento Geral União.
De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, o programa representa uma mudança de paradigma na relação do Estado com os municípios.
“O MS Ativo é a expressão de uma política municipalista que busca reduzir desigualdades regionais e fortalecer a infraestrutura das cidades, garantindo mais qualidade de vida e condições de desenvolvimento local”, destacou o secretário.
Obras em todos os municípios
Obras realizadas pelo Governo de MS em Rio Verde, região norte do Estado
(Fotos: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
As obras se espalham por todas as regiões do Estado. Em Campo Grande, a lista inclui intervenções nos bairros Parque do Lageado, Jardim Itatiaia, Jardim Nashville e Jardim Itamaracá, além do acesso às Moreninhas, avenida dos Cafezais, drenagem e pavimentação asfáltica no bairro Nova Lima e contenção de enchentes no córrego Anhanduí, na avenida Ernesto Geisel. A Capital também recebeu revitalização da avenida Duque de Caxias e pavimentação de trechos da rodovia CG-150.
Em Dourados, as frentes de trabalho contemplam o recapeamento do bairro Água Boa (setores 7 e 8), obras de drenagem e pavimentação no Jardim Guaicurus, acessos ao Hospital de Amor e ao Hospital Regional, além da passarela sobre a MS-156 e da revitalização da avenida Coronel Ponciano.
Já Três Lagoas concentra obras nos bairros Parque São Carlos, Jardim Vila Alegre, Jardim Itamarati, Vila Haro, Conjunto Habitacional das Violetas 1 e 2, e nas avenidas Jary Mercante e Wilson Viana. Em Corumbá e Ladário, os serviços se estendem por ruas dos bairros Guatós, Nova Corumbá, Pantanal, SEAC, Almirante Tamandaré, Nova Aliança e Alta Floresta.
Outros municípios também estão sendo beneficiados: Coxim recebe obras de pavimentação e controle de erosão na Rua Orquídea; Fátima do Sul avança com drenagem e recapeamento no perímetro urbano e em Culturama; Ribas do Rio Pardo ganha novo acesso ao polo industrial; Batayporã executa drenagem para conter enchentes na região da Lagoa do Sapo; Paranaíba realiza a terceira e quarta etapa da restauração funcional de vias e a canalização do córrego Fazendinha; e Cassilândia faz a recuperação de ruas no bairro Izanópolis.
Além das obras viárias, o governo estadual investe R$ 676 milhões em obras civis realizadas e acompanhadas tecnicamente pela Agesul nas áreas de saúde, segurança, esporte, cultura e lazer. Esses projetos ampliam o alcance social do programa e fortalecem a estrutura pública em todas as regiões.
“O foco é fazer com que cada investimento se traduza em desenvolvimento, oportunidades e dignidade para a população”, concluiu Guilherme Alcântara.
Plano Logístico Aeroviário
Outro eixo importante da política de infraestrutura é o Plano Logístico Aeroviário, com investimentos de R$ 92,7 milhões em obras em execução e R$ 134 milhões em obras já finalizadas.
Entre as entregas concluídas, destacam-se a implantação dos aeródromos de Inocência e Naviraí, e a restauração dos aeródromos de Paranaíba e Camapuã. Em andamento estão a implantação dos aeródromos de Água Clara e Maracaju e a restauração das estruturas em Cassilândia e Jardim.
O Estado também mantém parceria com o Governo Federal para a construção do terminal de passageiros do Aeroporto de Dourados, atualmente em execução, ampliando a conectividade aérea e a logística regional.
Alexsandro Nogueira, Comunicação Seilog
Foto de capa: Saul Schramm/Secom/Arquivo
nov 7, 2025 | Destaques
Grupo veio a convite do Governo do Amambay, participou do Paraguai–Brasil Summit, conheceu o Regime da Maquila e escolheu a fronteira para investir
A abertura da Ponta Agrotec 2025, realizada no dia 5 de novembro, contou com a presença de uma comitiva formada por 15 empresários dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, convidados oficialmente pelo Governo do Departamento del Amambay, representado por Juancho Acosta.
A presença do grupo marcou o início de uma agenda estratégica na fronteira. Durante o evento, os empresários participaram do Paraguai–Brasil Summit, onde puderam entender o ambiente de negócios do país vizinho e conhecer em detalhes o Regime da Maquila — modelo que oferece benefícios fiscais e competitividade para empresas interessadas em produzir no Paraguai e exportar para toda a América Latina.
No Summit, eles ouviram especialistas, receberam informações sobre incentivos e analisaram casos de sucesso de companhias brasileiras já instaladas no território paraguaio. O encontro reforçou o potencial da integração produtiva entre os dois países.
A programação da comitiva incluiu também uma reunião oficial com o Ministro de Industria y Comercio do Paraguai, Javier Giménez, e toda a sua equipe. O governo paraguaio apresentou perspectivas de expansão, facilidades logísticas e oportunidades voltadas aos setores que movimentam a fronteira.
Ao final da visita, os empresários destacaram que a região de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero está entre os locais prioritários para receber futuros investimentos. A participação do grupo na abertura da Ponta Agrotec demonstra a força da feira como catalisadora de negócios, conexões e novos projetos binacionais.
Vinicius Bracht – Assessor de Imprensa Rise MKT
nov 7, 2025 | Destaques
A Fifa anunciou nesta quinta-feira a lista de indicados ao prêmio The Best 2025, que premiará melhor jogador e melhor jogadora do mundo na última temporada. O atacante Raphinha, do Barcelona, é o único brasileiro entre os 11 concorrentes ao prêmio no masculino, tendo como rivais nomes como Yamal, Dembélé e Mbappé.
Indicados do prêmio The Best 2025 – Melhor jogador
Ousmane Dembélé, França e PSG
Achraf Hakimi, Marrocos e PSG
Harry Kane, Inglaterra e Bayern de Munique
Kylian Mbappé, França e Real Madrid
Nuno Mendes, Portugal e PSG
Cole Palmer, Inglaterra e Chelsea
Pedri, Espanha e Barcelona
Raphinha, Brasil e Barcelona
Mohamed Salah, Egito e Liverpool
Vitinha, Portugal e PSG
Lamine Yamal, Espanha e Barcelona
Entre as mulheres, são 17 os nomes indicados na lista final – que não conta com brasileiras. A relação de finalistas no futebol feminino é dominada por clubes como Barcelona, Chelsea, Arsenal e Lyon.
Indicadas do prêmio The Best 2025 – Melhor jogadora
Sandy Baltimore, França e Chelsea
Nathalie Bjorn, Suécia e Chelsea
Aitana Bonmati, Espanha e Barcelona
Lucy Bronze, Inglaterra e Chelsea
Mariona Caldentey, Espanha e Arsenal
Temwa Chawinga, Malawi e Corrente de Kansas City
Diani Kadidiatou, França e Lyon
Melchie Dumornay, Haiti e Lyon
Patri Guijarro, Espanha e Barcelona
Lindsey Heaps, EUA e Lyon
Lauren James, Inglaterra e Chelsea
Chloe Kelly, Inglaterra e Manchester City/Arsenal
Ewa Pajor, Polônia e Barcelona
Claudia Pina, Espanha e Barcelona
Alexia Putellas, Espanha e Barcelona
Alessia Russo, Inglaterra e Arsenal
Leah Williamson, Inglaterra e Arsenal
Brasileiros indicados para seleção da temporada
A Fifa também divulgou a lista de jogadores indicados para a seleção da temporada, com destaque para a presença de 11 brasileiros. Estão na relação de 88 atletas concorrentes os goleiros Alisson (Liverpool), Fábio (Fluminense), Weverton (Palmeiras) e John (Botafogo); os zagueiros Thiago Silva (Fluminense), Marquinhos (PSG), Gabriel Magalhães (Arsenal); e os atacantes João Pedro (Chelsea), Raphinha (Barcelona) e Luiz Henrique (Botafogo).
Sete treinadores foram indicados para o prêmio de melhor técnico, incluindo Enzo Maresca, campeão da Copa do Mundo de Clubes com o Chelsea, e Luis Enrique, vencedor da Champions League com o PSG. No futebol feminino, são cinco indicadas, incluindo Renée Slegers, comandante do Arsenal, campeão europeu.
Alisson, do Liverpool, representa o Brasil na eleição de melhor goleiro, tendo outros sete concorrentes. São sete candidatas também ao prêmio de melhor goleira. Haverá ainda a entrega do prêmio Fan Award, que terá como indicados torcedores da Argentina, Espanha e Iraque. Ainda serão divulgados os candidatos aos prêmios Puskás e Marta, dado os gols mais bonitos no masculino e no feminino.
Os nomes dos finalistas foram definidos através de dois painéis de especialistas, um para o futebol masculino e outro para o futebol feminino. Agora, haverá uma votação popular no site da Fifa para indicar uma lista com os três finalistas de cada categoria: melhor jogador e jogadora; melhor técnico e técnica; melhor goleiro e goleira. Essa eleição já teve início e vai até o dia 28 de novembro.
Após a indicação dos finalistas, será aberta outra votação, que contará com os técnicos e capitães das 211 associações que fazem parte da Fifa, além de jornalistas selecionados desses países. Nesta fase, também há uma nova votação popular. A média da pontuação entre essas eleições definirá os vencedores em cada categoria.
Veja todos os indicados abaixo:
Melhor técnico – futebol masculino
Javier Aguirre, México
Mikel Arteta, Arsenal
Luis Enrique, PSG
Hansi Flick, Barcelona
Enzo Maresca, Chelsea
Roberto Martínez, Portugal
Arne Slot, Liverpool
Melhor goleira
Ann-Katrin Berger, Alemanha e Gotham FC
Cata Coll, Espanha e Barcelona
Christiane Endler, Chile e Lyon
Hannah Hampton, Inglaterra e Chelsea
Anna Moorhouse, Inglaterra e Orlando Pride
Chiamaka Nnadozie, Nigéria e Paris FC/Brighton
Phallon Tullis-Joyce, EUA e Manchester United
(Com – Zurique)
nov 7, 2025 | Destaques
Empreendedores de Mato Grosso do Sul terão a oportunidade de exibirem os produtos que desenvolvem durante a 30ª Conferência das Partes (COP 30), que será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém, capital do Pará. Por meio do Sebrae/MS, seis empresas do Estado irão enviar juntas mais de mil produtos para exposição e vendas, mostrando ao mundo a riqueza cultural e a biodiversidade do Pantanal e Cerrado.
A COP 30 é uma iniciativa das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, que anualmente reúne líderes globais, entidades e representantes da sociedade civil e cientistas para discutir e negociar soluções para o aquecimento global. Durante o evento, os produtos sul-mato-grossenses serão expostos em uma loja colaborativa do Sebrae, que reúne produtos de empresas atendidas pela instituição em âmbito nacional, que permanecerá à disposição do público no pavilhão da Green Zone.
“A participação dessas empresas na COP30 é um marco para o comércio de Mato Grosso do Sul. Primeiramente, essa presença posiciona o nosso Estado como um polo de economia criativa e sustentável, mostrando que é possível aliar desenvolvimento econômico à preservação da biodiversidade do Pantanal e do Cerrado. Para as empresas, é uma oportunidade única de acessar novos mercados, validar seus produtos em um cenário de alta visibilidade e estabelecer conexões comerciais estratégicas”, explica o analista-técnico do Sebrae/MS, Vinicius Pacheco.
Inovação e sustentabilidade
As empresas presentes na COP 30 são: Ybá Pet, Inspiraê, Lú Lopes Ateliê, Pimenta da Serra, Ateliê Anjos e Divina Joya. Em comum, elas são integrantes do Made in Pantanal — selo desenvolvido pelo Sebrae/MS como um registro de procedência e valorização territorial – e foram selecionadas a partir de um edital público voltado a negócios com produtos que destaquem a sustentabilidade e os valores do território, como o uso de matéria-prima local e o fortalecimento das comunidades onde estão inseridas.
Para Maria Emília França, proprietária do Ateliê dos Anjos, ter a oportunidade de expor produtos na COP 30 é como um sonho sendo realizado. A empreendedora criou o negócio em 2018, enquanto ainda trabalhava em uma escola, e viu no crochê uma solução para lidar com a ansiedade. Incentivada por uma colega de trabalho, Maria começou a produzir peças mais lúdicas, como animais de crochê, e logo passou a receber encomendas dos próprios alunos.
Com a necessidade de ter um CNPJ para adquirir insumos com preços mais acessíveis, Maria contou com o apoio do Sebrae/MS para a formalização do Ateliê dos Anjos e apostou em uma nova vertente de trabalho: a partir da técnica japonesa de confecção de bonecas de crochê, criou peças que fazem uma releitura das bonecas indígenas de cerâmica presentes no Estado.
“Fiz uma conexão entre a cultura japonesa, que é a técnica japonesa, com a cultura dos povos indígenas em 2023, quando comecei a confeccionar. Nesse ano, em 2025, eu a lancei novamente, mas dessa vez através do Sebrae, o que mudou as vendas. E agora com a COP 30 ela vai ficar maior ainda e eu estou muito feliz”, comemorou.
Outra empreendedora que também terá a oportunidade de expor produtos na COP 30 é Luciene Lopes Teixeira, proprietária do Lú Lopes Ateliê. A ideia de abrir um negócio começou quando ainda morava em Corumbá, após perceber que era possível transformar resíduos em arte e beleza. Ao participar de oficinas de bordado e costura oferecidas pelo Instituto Moinho Cultural, Luciene decidiu começar a empreender na área. Mudou-se para Campo Grande e, em 2018, contou com o Sebrae/MS para dar um passo importante: a formalização da empresa.
Com o tempo, Luciene criou a própria técnica de criação, com a reutilização de lonas de malotes dos Correios para a produção de bolsas, mochilas e acessórios bordados com representações da fauna e flora de MS. Com a ajuda do Sebrae/MS ela recebeu acompanhamento para a melhoria da empresa e acesso a novos mercados.
“O Sebrae oferece muitas consultorias e, em um desses acompanhamentos, foram surgindo oportunidades de participar de grandes eventos como a RuralTur e o EmprendeFest, onde tive muita visibilidade. Agora, estou muito grata pela oportunidade de ter o meu trabalho exposto e comercializado na COP 30. Estar em um evento desse porte e com visibilidade internacional é gratificante”, celebrou a empreendedora.
Para conhecer as empresas participantes do selo Made In Pantanal, basta acessar a plataforma clicando aqui. Outras informações sobre as ações realizadas pelo Sebrae/MS e parceiros podem ser obtidas pelo telefone 0800 570 0800 ou pelo site ms.sebrae.com.br.
nov 6, 2025 | Destaques
As micros e pequenas empresas das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste passarão a ter assegurado o acesso a pelo menos 25% dos recursos dos fundos constitucionais de financiamento (Fundos Constitucionais do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste).
A reserva obrigatória está prevista no Projeto de Lei (PL) 2.592/2023, do senador Jayme Campos (União-MT), aprovado nesta terça-feira (4) pela Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR). O texto, relatado pelo senador Efraim Filho (União-PB), segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para decisão final.
A proposta altera a Lei dos Fundos Constitucionais para transformar em regra o que hoje é apenas uma diretriz: o tratamento preferencial às micros e pequenas empresas na concessão de crédito com recursos públicos.
Pela nova redação, os fundos constitucionais deverão destinar pelo menos um quarto das operações de crédito a esse público, com redistribuição dos valores não utilizados para as demais empresas ao fim de cada trimestre.
— As pequenas e microempresas são um relevante fator de inovação e crescimento. Em 2022, a cada dez postos de trabalho criados no Brasil, oito vieram desses empreendimentos — afirmou Efraim, ao defender a medida como instrumento de geração de emprego e de fortalecimento das economias regionais.
Segundo Jayme Campos, autor do projeto, a mudança torna mais efetiva a política de desenvolvimento regional, ao garantir que os pequenos negócios tenham prioridade real na aplicação dos recursos, com o estímulo ao empreendedorismo e a geração de renda nas regiões atendidas.
O parecer aprovado incluiu emenda para que os efeitos financeiros da futura lei comecem apenas no exercício seguinte ao da publicação, a fim de garantir tempo de adaptação para os orçamentos dos fundos. Foi rejeitada uma outra emenda, do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), que ampliava o benefício para microempreendedores individuais (MEIs).
Fonte: Agência Senado – (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)
nov 6, 2025 | Destaques
O Plenário aprovou nesta terça-feira (4) o projeto de lei que ratifica registros imobiliários decorrentes de alienações e concessões, pelos estados, de terras da União em faixas de fronteira. Aprovado em votação simbólica, o PL 4.497/2024 retorna para análise da Câmara dos Deputados.
De acordo com o projeto, a responsabilidade do registro vai ficar com os cartórios e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) terá cinco anos para certificar se os proprietários estão cumprindo a função social da terra, como determina a Constituição.
O texto aprovado foi um substitutivo (versão com alterações em relação ao texto original) apresentado pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). O projeto altera a Lei de Registros Públicos (Lei 6.015, de 1973) e a que trata da regularização fundiária na faixa de fronteira (Lei 13.178, de 2015).
A relatora rejeitou emendas apresentadas em Plenário, e disse que o projeto garante a participação efetiva da União e do Incra no processo de ratificação. A proposta representa “um avanço significativo” na ratificação de registros imobiliários de imóveis situados na faixa de fronteira, disse Tereza Cristina.
— Esse é um problema que se arrasta há quase um século sem solução. O texto substitui exigências desnecessárias e impraticáveis — afirmou a relatora, segundo a qual o texto considerou decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), levando em conta a análise da função social da terra, a compatibilidade com o Plano Nacional de Reforma Agrária e inserção na política agrícola nacional.
Segundo Tereza Cristina, o texto unifica e padroniza o procedimento de ratificação dos registros imobiliários de imóveis rurais situados em faixa de fronteira. Atualmente, disse a senadora, na ausência de um procedimento nacional detalhado e previsto em lei, a ratificação dos registros é feita com base em provimentos administrativos editados pelos Tribunais de Justiça estaduais, por meio de suas corregedorias-gerais.
— Tais normativas, apesar de bem-intencionadas, resultaram em um mosaico de exigências diferentes conforme o estado da Federação, criando assimetrias processuais que atrapalham a vida do produtor rural e comprometem os princípios da segurança jurídica, da legalidade e da isonomia — disse.
O texto determina que a ratificação de imóveis acima de 2.500 hectares passará por aprovação do Congresso Nacional. Tereza Cristina afirmou que proposta assegura o direito à análise, preenchendo lacuna da legislação anterior e consolida um caminho para a regularização de grandes áreas.
Discussão
Líder do governo, o senador Jaques Wagner (PT-BA) retirou destaque apresentado ao texto e apontou “controvérsias” em relação a matéria.
Relator da matéria na Comissão de Agricultura (CRA), o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) disse que a aprovação do projeto é um ato de justiça e garantia do direito de propriedade ao produtor rural.
— O texto promove ratificação de títulos e leva segurança jurídica às propriedades localizadas em faixa de fronteira. O texto afeta 11 estados da Federação que estão em área de fronteira e 140 milhões de hectares – afirmou.
O senador Jayme Campos (União-MT) manifestou apoio ao projeto e destacou que 588 municípios brasileiros estão em faixa de fronteira, sendo 28 no Mato Grosso. Segundo o senador, a medida “traz alívio para o setor agropecuário”.
Também manifestaram apoio ao projeto os senadores Oriovisto Guimaraes (PSDB-PR), Chico Rodrigues (PSB-RR) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).
Fonte: Agência Senado – (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)