corredores rodoviários: obras vão atender demandas dos setores produtivos e turísticos
O governador Reinaldo Azambuja inicia nesta quinta-feira (14) os procedimentos para a execução de pacote de 11 obras de pavimentação e restauração de 296 quilômetros de rodovias estaduais, no valor de R$ 376,9 milhões. Diferentes regiões de produção agroindustrial e turismo serão contempladas com os investimentos em infraestrutura, que visam melhorar o escoamento de grãos e o tráfego local.
O pacote no setor rodoviário faz parte do Programa Governo Presente, que contemplará os 79 municípios no período 2020-2022 com recursos estimados em R$ 4 bilhões, dos quais R$ 2 bilhões em infraestrutura urbana e rural. Cerca de 2.200 quilômetros de estradas serão pavimentados, recapeados e implantados, além da construção de 160 pontes de concreto.
Governador defende infraestrutura para diminuir distâncias. Foto: Chico Ribeiro
“É gratificante para nosso governo realizar obras que atendem diretamente o cidadão sul-mato-grossense, levando infraestrutura e encurtando distâncias entre os polos de produção, potencializando, assim, o agronegócio, atraindo novos investidores e contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Estado”, afirmou o governador.
Reinaldo Azambuja também destacou o processo democrático e municipalista na definição das metas do Governo Presente, atendendo as demandas de cada município por meio do diálogo com os prefeitos e as lideranças políticas. “Temos os recursos próprios, do Fundersul, justamente para atender estes pleitos. Nossa gestão não faz distinção partidária”, completa.
Lançamento
Dentro deste volume de investimento em infraestrutura, o Governo do Estado já lançou, no dia 11 de janeiro, a obra de pavimentação asfáltica de 15 quilômetros da rodovia MS-352, no município de Terenos, que vai custar R$ 23.457.847,70. A abertura das propostas vai ocorrer no dia 11 de fevereiro, conforme a Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos).
Nesta quinta-feira (14), serão lançadas as licitações para obra de pavimentação asfáltica na rodovia MS-477, com extensão de 7,8 quilômetros, no município de Dourados, no valor de R$ 14.149.066,27. No mesmo dia, a Agesul abre licitações para obras de pavimentação na rodovia MS-278, em um trecho de 56,71 quilômetros, nos município de Caarapó e Fátima do Sul, compreendendo o trecho entre o entroncamento das BR-376 e BR-163. Este empreendimento vai custar R$ 108.341.963,66. As propostas das empresas interessadas serão abertas nos dias 18 e 19 de fevereiro.
No dia 18 de janeiro será a vez da obra de pavimentação de R$ 54.580.547,90 na rodovia MS-166, em uma extensão de 37,53 quilômetros, no município de Maracaju. Também será lançado nesta oportunidade o asfalto das rodovias MS-425, MS-229 e MS-320, em um trecho de 40,37 quilômetros, da região de Chapadão do Sul, com custo de R$ 56.985.568,47.
Ainda neste mês, no dia 19, ocorrerá o processo licitatório para a pavimentação de 765 metros da rodovia MS-450, no distrito de Palmeiras (Dois Irmãos do Buriti), com um investimento de R$ 788.997,36. O trecho compreende a área de ocorrência de sítios arqueológicos e foi excluído da obra de pavimentação de 18,4 quilômetros da rodovia entregue em 2020 pelo governo.
Programa Governo Presente garante investimentos de R$ 2 bilhões em obras de infraestrutura urbana e rural. Foto Saul Schramm
Restauração
Neste pacote de investimentos nas rodovias estaduais, R$ 120 milhões serão destinados a obras de restauração do pavimento de três rodovias, com o objetivo de melhorar e ampliar a capacidade do tráfego local e garantir mais segurança aos usuários.
Na rodovia MS-382, a recuperação de 52 quilômetros entre Guia Lopes da Laguna e Bonito atende reivindicação do trade turístico e também do agronegócio, que se expande com a soja. É a principal via de acesso aos destinos turísticos, a partir de Campo Grande. A obra de R$ 54 milhões, em dois lotes, será lançada nesta quinta-feira (15). O processo licitatório ocorrerá nos dias 22 e 23 de fevereiro.
Já no dia 18 está previsto o lançamento da recuperação asfáltica de 37,5 quilômetros da rodovia MS-166, em Maracaju, com investimento de R$ 31,4 milhões. As propostas abertas no dia 24 de fevereiro. Um dia depois (19), fica disponível a licitação para obra de R$ 33,2 milhões na rodovia MS-162, em um trecho de 40,5 quilômetros, entre Sidrolândia e Maracaju.
Texto: Sílvio de Andrade, com informações da Agesul
PMA de Bela Vista autua arrendatário em R$ 50 mil por construir açude degradando nascentes e olhos d’água e orienta proprietários rurais sobre arrendamentos
Bela Vista (MS) – Policiais Militares Ambientais de Bela Vista realizaram uma operação de fiscalização hoje (13) nas propriedades rurais do município e autuaram um arrendatário rural por degradação de áreas de nascentes que são protegidas por lei.
Com uso de máquinas, que não estavam mais no local, um engenheiro agrônomo, que arrenda uma fazenda a 35 km da cidade, realizou a construção de um açude dentro de uma região de olhos d´água e nascentes que é Área de Preservação Permanente (APP). Foi degradada área de 1 hectare medida em GPS na construção do açude.
O arrendatário (34), residente em Maracaju, foi autuado administrativamente e multado em R$ 50.000,00. O infrator também responderá por crime ambiental de destruir área de preservação permanente. Se condenado por este crime, poderá pegar pena de um a três anos de detenção. O autuado ainda responderá pelo crime de construir atividade potencialmente poluidora sem autorização ambiental. A pena para esse crime é de três a seis meses de detenção.
Os policiais notificaram o agrônomo a realizar um projeto de recuperação da área degradada, junto aos órgãos ambientais para a possível regularização da represa e recuperação da área degradada.
Mato Grosso do Sul está perto de ganhar um Centro de Pesquisas Clínicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O governador Reinaldo Azambuja recebeu os pesquisadores Julio Henrique Rosa Croda e Rivaldo Venâncio da Cunha nesta terça-feira (12) e assumiu o compromisso de buscar recursos de emendas parlamentares e disponibilizar dinheiro do Estado para a construção do prédio de cinco andares em Campo Grande.
“Assumimos o compromisso de, em um trabalho conjunto com a Fiocruz, buscar a bancada federal e conversar com o relator-geral do Orçamento da União, Marcio Bittar, além de disponibilizar recursos do Estado de Mato Grosso do Sul porque entendemos que é muito importante a construção desse Centro de Pesquisas Clínicas. Não é só um prédio, tem todas as pesquisas envolvidas. A Fundação Oswaldo Cruz tem feito um excelente trabalho, inclusive em busca de soluções para a pandemia”, afirmou Reinaldo Azambuja.
De acordo com o pesquisador Rivaldo Venâncio, a construção do Centro colocará Mato Grosso do Sul em um patamar que poucos estados estão em infraestrutura de pesquisa. “Esse Centro vai criar as condições materiais, toda uma infraestrutura necessária para que esse potencial que tem em Mato Grosso do Sul possa ser utilizado em larga escala. Teremos, por exemplo, projetos para testar novas vacinas, não somente Covid-19, novos kits para diagnósticos de várias doenças e todas as pesquisas necessárias para o desenvolvimento e incorporação de novas tecnologias não somente para o sistema público de saúde, mas também para o privado”, explicou.
A escolha de Mato Grosso do Sul levou em consideração aspectos como condições epidemiológicas, localização geográfica e a existência de cientistas reconhecidos no país por liderarem grupos de pesquisa. O custo estimado do projeto é de R$ 20 milhões.
De acordo com Julio Croda, além do avanço científico, o Centro poderá atrair indústrias farmacêuticas e movimentar a economia de Mato Grosso do Sul. “É importante o investimento em ciência na área da saúde. E esse investimento está sendo proporcionado pelo governador e pelo secretário de Saúde, Geraldo Resende, no desenvolvimento de diversas pesquisas aplicáveis. O Centro vai gerar produtos que vão retornar para a sociedade. Essa parceria entre gestor, cientistas e instituições de pesquisa geram frutos também no desenvolvimento econômico”.
Reinaldo Azambuja recebeu pesquisadores da Fiocruz e garantiu apoio para implantação do Centro de Pesquisas
Ele disse ainda que o Centro vai funcionar por meio de parcerias com as instituições de ensino sul-mato-grossenses no desenvolvimento de pesquisas clínicas. “Apesar da Fiocruz estar liderando esse Centro de Pesquisa Clínica, a gente sempre trabalha em parceria. E o objetivo é continuar essa parceria com as universidades públicas, como UEMS, UFMS, UFGD, e privadas do Estado”, disse.
O processo para implantar o Centro de Pesquisas em Mato Grosso do Sul teve início em 2007 e agora a Fiocruz entendeu ser o momento apropriado de retomar o projeto. A fundação já conta com um terreno, doado pela prefeitura à época, para a instalação do prédio.
Também participaram da reunião o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, e a secretária-adjunta, Christine Maymone.
Interessados em participar da primeira seleção de bolsistas do ProUni (Programa Universidade Para Todos) podem se inscrever a partir de hoje (12), até a próxima sexta-feira (15).
Segundo o MEC (Ministério da Educação), as instituições particulares de ensino superior que participam do programa oferecerão 162.022 bolsas de estudo, sendo 76.855 integrais e 85.167 parciais, com 50% de desconto sobre o valor do curso.
A relação das instituições e dos cursos disponíveis pode ser consultada na página do programa na internet. Também é possível pesquisar as opções ofertadas por cidades e por tipo de bolsa (integral e parcial), modalidade (presencial e a distância).
De acordo com o MEC, os estados com os maiores números de bolsas ofertadas são São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.
Para concorrer às bolsas integrais, o estudante deve comprovar que sua renda familiar bruta mensal não excede 1,5 salário mínimo (R$ 1.650) por pessoa. Para as bolsas parciais, a renda familiar bruta mensal deve ser de até três salários mínimos por pessoa (R$ 3.300). O candidato também precisa ter feito a edição mais recente do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), ter alcançado, no mínimo, 450 pontos de média das notas e não ter tirado nota zero na redação.
Além disso, o interessado deve ter cursado o ensino médio completo em escola da rede pública ou em escola da rede privada, desde que na condição de bolsista integral da respectiva instituição. Professores da rede pública de ensino também podem disputar uma bolsa – e, nesse caso, não se aplica o limite de renda exigido dos demais candidatos.
Como o resultado do Enem de 2020 só será divulgado após o término do processo seletivo, neste semestre, excepcionalmente, os interessados serão selecionados de acordo com as notas do Enem de 2019.
O Enem 2020 será aplicado na versão impressa nos dias 17 e 24 de janeiro e, na versão digital, nos dias 31 de janeiro e 7 de fevereiro. Algumas entidades, no entanto, entre elas a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), tentam obter, na Justiça, o adiamento das provas em virtude dos reflexos da pandemia de covid-19.
O resultado da primeira chamada será divulgado neste mês, no dia 19. O ProUni oferece mais duas oportunidades para os candidatos concorrerem às bolsas de estudo, que são a segunda chamada e a lista de espera. O cronograma completo também pode ser consultado na página do programa.
O volume das exportações sul-mato-grossenses pela zona portuária de Porto Murtinho cresceu 57,83% no acumulado de janeiro a dezembro de 2020 em relação ao mesmo período de 2019, em função da entrada em atividade do terminal FV Cereais e do incremento nas estruturas da APPM (Agência Portuária de Porto Murtinho).
Pelos portos do município, foram escoadas 384 mil toneladas ao longo de 2020, basicamente da safra de grãos do Estado. Em 2019, foram 233 mil toneladas. A participação dos terminais portuários da cidade no escoamento das exportações de Mato Grosso do Sul passou de 1,49% no ano passado para 2,12% em 2020. A movimentação total de exportações na zona portuária também aumentou: de 268 mil toneladas em 2019 para 396 mil toneladas em 2020.
Além dos embarques de soja, também foram escoados pelos terminais portuários de Porto Murtinho produtos como sementes e frutos oleaginosos; grãos, sementes e frutos diversos; plantas industriais ou medicinais; palhas e forragens; ferro fundido, ferro e aço; sal; enxofre; terras e pedras; gesso, cal e cimento. O destino principal dessas mercadorias foi a Argentina, em seguida a Bolívia e, por fim, o Paraguai. Além de produtos sul-mato-grossenses, também foram escoadas mercadorias de Minas Gerais, Distrito Federal e São Paulo.
Na avaliação do secretário Jaime Verruck, da Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) esse resultado foi obtido graças à estratégia de potencialização da logística do Estado em relação ao transporte hidroviário. “Em 2015, o Governo do Estado lançou o PROEXP (Programa de Estímulo à Exportação ou à Importação pelos Portos do Rio Paraguai) e os resultados vêm sendo colhidos ao longo desses anos, com a intensificação dos embarques e a entrada em funcionamento do terminal da FV em março do ano passado”, afirmou.
Contorno rodoviário prepara região para expansão portuária e logística
Construído em 2020 pelo Governo do Estado, o contorno rodoviário de Porto Murtinho, está sendo fundamental para dar suporte aos empreendimentos de transporte rodoviário e hidroviário que estão se instalando na região. A pavimentação de 7,19 km paralelamente ao dique de prevenção às cheias interliga a BR-267 aos portos, tirando o tráfego pesado da área central. A obra contou com R$ 25,2 milhões em recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário de MS) e foi concluída em dez meses.
O investimento do Estado consolida o projeto de expansão da capacidade portuária e de incremento da hidrovia, que se transforma em importante rota para escoamento da produção, via portos da Argentina e do Uruguai, ao resto do mundo. O acesso conta com faixas de rolamento de 3,5 metros de largura e acostamentos de 2,5 metros. A estrutura atende aos portos FV Cereais e da APPM (Agência Portuária de Porto Murtinho), em operação, e às futuras instalações alfandegárias e de descarga.
“Essa obra melhora o acesso à região portuária, facilita o dia a dia na cidade e dá qualidade de vida à população”, lembra o secretário Jaime Verruck. “Faz parte de um plano para reforçar a estrutura logística de Murtinho, eixo da Rota Bioceânica que abrirá caminho para os produtos brasileiros ao Pacífico com destino ao mercado asiático”, finalizou.
Marcelo Armôa, Semagro – com informações da Subcom
Agesul recupera vias de escoamento em sete municípios do sul e sudoeste
Estradas estaduais que integram o tronco rodoviário de escoamento de produção nas regiões sudoeste e sul estão recebendo serviços de recuperação e manutenção em execução pela regional da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) de Jardim.
Em 30 quilômetros da MS-382, entre Bonito e a localidade de Três Morros, em direção ao Pantanal de Porto Murtinho, está sendo implantado revestimento primário com uma nona camada de cascalho, além da limpeza das faixas de domínio para garantir maior visibilidade aos usuários.
“É uma estrada de grande movimentação de caminhões em uma região onde, além da pecuária, está em franca expansão a agricultura”, informa o regional de Jardim, Edmilson Escobar. “O serviço começa na entrada da Gruta do Lago Azul e já concluímos 10 quilômetros.”
Serviço de cascalhamento…
e limpeza das margens na…
MS-382: escoamento garantido
Nesta mesma via, o Governo do Estado construiu uma ponte de madeira no Rio Naitaca, nos limites entre os municípios de Corumbá e Porto Murtinho. A antiga estrutura, de 160 metros, foi destruída parcialmente pelo fogo em agosto de 2020 e será entregue no prazo de uma semana.
Cabeceira do Apa
Em outro extremo da MS-382, na ligação entre os municípios de Guia Lopes da Laguna, Jardim, Ponta Porã e Antônio João a Agesul executa também serviço de restauração primária da estrada, compreendendo ainda trechos das MS-166 e MS-270.
São vias também responsáveis pelo escoamento da produção agropecuária, seja de grandes propriedades ou de pequenos sitiantes. A melhoria dos acessos atende importantes comunidades de agricultura familiar nas regiões do Copo Sujo e Cabeceira do Apa.