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Bela Vista-MS Sábado, 04 de Julho de 2026
Hidrovia no Rio Paraguai tem “boom” no transporte de minério de ferro em 2022

Hidrovia no Rio Paraguai tem “boom” no transporte de minério de ferro em 2022

Desde 2015, quando o Rio Paraguai passava por períodos de grandes cheias e as commodities tiveram uma queda acentuada no preço de forma geral, o transporte de minério de ferro a partir de Corumbá/Ladário não passava por um período de alta.

Nos primeiros sete meses de 2022, houve números recordes na comparação com os últimos seis anos. Entre janeiro e julho deste ano, as chatas transportaram mais de 1,074 milhão toneladas da commodity, além de uma pequena porcentagem de ferro e aço.

Esse volume só fica atrás do transporte que foi levado a partir do porto Granel Química, de Ladário, no primeiro semestre de 2015, quando a marca foi de mais de 1,299 milhão de toneladas.

Esses dados fazem parte da base de levantamentos da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) sobre a movimentação de mercadorias a partir dos portos no Brasil.

Tanto em 2015 como em 2022 a Vale, principal mineradora do mercado mundial com atuação na região do Pantanal sul-mato-grossense, registrou momentos marcantes envolvendo o contexto local e o nacional.

Há sete anos, em 5 de novembro, houve o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), acidente que causou uma tragédia ambiental e fez as ações da mineradora despencarem.

Por conta desse acidente, houve uma operação ampla em diferentes barragens pelo País para garantir que outros registros fossem evitados.

Agora em 2022, a Vale protagonizou um cenário com reflexo direto com Corumbá e Ladário, ao encerrar suas atividades na região em 15 de junho.

Sua saída definitiva da exploração de minério de ferro no Pantanal foi concluída com carregamentos recordes na comparação com os últimos anos e o uso da hidrovia.

O aumento na comparação com o primeiro semestre de 2021 foi de 12,69%, e muito superior ao que ocorreu em 2020 – pior ano na série desde 2015. No período em que houve maior estiagem do Rio Paraguai, o transporte registrado de janeiro a julho foi de 368 mil toneladas.

Além da extração, a Vale também detinha ativos relacionados ao transporte da commodity pelo Rio Paraguai. Todas essas operações foram vendidas para a J&F Mineração, empresa criada a partir da J&F Investimentos, holding que engloba a JBS e pertence aos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Essa negociação, que foi oficializada em 6 de abril, quando a movimentação de cargas pelo rio estava a todo vapor, envolveu US$ 1,2 bilhão em recursos que a empresa dos irmãos Batista direcionou.

DEFICIT

De acordo com dados do mercado global, o período de janeiro a julho deste ano foi marcado por um deficit para o minério de ferro. Houve um aumento de estoques, enquanto os preços internacionais caíram.

Informativo da UBS Evidence Lab divulgado na semana passada para analisar esse mercado mostrou que os embarques brasileiros de minério de ferro aumentaram 19% na comparação semanal e 12% na anual. O principal destino é a China, país que a Vale realizava parte da comercialização do minério de ferro retirado no município de Corumbá.

As reservas em Corumbá do minério de ferro não são as maiores do País, mas o produto extraído das minas pantaneiras é avaliado como de maior valor agregado, por conta da sua qualidade em comparação à extração feita no Pará e em Minas Gerais.

Agora, com a condução da J&F Mineração, a exploração do minério de ferro em Corumbá vai entrar em um cenário global de aumento de estoques, o que pressionará o preço do produto para valores bem abaixo dos US$ 100/t. A previsão da investidora UBS BB é de que até o fim de 2023 o valor passe para US$ 85/t.

MERCADO

O secretário de Desenvolvimento Econômico e Sustentável de Corumbá, Cássio Augusto da Costa Marques, apontou que as condições de navegação do Rio Paraguai para o segundo semestre tendem a ficar ruins.

O nível abaixou para menos de 1 metro em setembro, e a navegação comercial é feita, de forma ideal, a partir de 1,5 m no nível.

“O cenário que temos para enfrentar a partir de agora é a paralisação da navegação por conta da situação do Rio Paraguai. Não há outra condição. A extração continuará na região, e isso significa que a rodovia deverá ser mais exigida para a realização desse transporte. Temos a situação de utilização da ferrovia para ser utilizada, mas ainda há questões a serem tratadas em trecho argentino, que precisa de obras para haver a completa interligação da Bolívia com a Argentina”, indicou.

Os dados da sala de situação do Instituto de Meio Ambiente de MS (Imasul) apontam que nesta segunda-feira (3) a régua em Ladário marcava 84 cm, resultado melhor que no ano passado, quando registrou -42 cm na mesma data. Em 2020, o relatório do Imasul apontava que a régua marcava 6 cm negativos.

Já em 2019, neste período do ano, a navegação continuava, pois a profundidade chegava a 2,30 m no dia 3 de outubro.

Em Porto Murtinho, o rio registra 2,12 m e está acima do nível registrado no mesmo período do ano passado, quando a régua marcava 82 cm.

Em 2020, a profundidade era de 1,21 m, e em 2019, na mesma data, a média estava muito acima dos últimos três anos e registrava 3,32 m. (Colaborou Súzan Benites)

Porto Murtinho: Ferramenta de gestão promove mudanças em Território Indígena Kadiwéu 

Porto Murtinho: Ferramenta de gestão promove mudanças em Território Indígena Kadiwéu 

Plano de Vida”, desenvolvido há quatro anos, reúne conquistas em diversas esferas, como saúde, educação, cultura e meio ambiente; iniciativa é fruto de um trabalho assistido pelo Programa Corredor Azul

Desde 2018, a comunidade do Território Indígena (TI) Kadiwéu tem trabalhado com uma importante ferramenta de gestão que tem garantido às suas aldeias conquistas nas mais diversas esferas (educação, saúde, cultura, meio ambiente, entre outros). Trata-se do Plano de Vida, um documento elaborado de forma coletiva entre indígenas, com a facilitação da Wetlands International Brasil e da Mupan – Mulheres em Ação no Pantanal.

O texto do Plano de Vida traz de forma objetiva os anseios do Povo Kadiwéu. Por isso, é considerado uma importante ferramenta para a comunidade expressar todo o seu desejo quanto ao futuro da terra e das famílias. Em posse do documento, as lideranças indígenas poderão buscar melhorias para a reserva, ou seja, podem dialogar de melhor maneira com parceiros, governantes e afins, para tirar do papel os seus sonhos.

Recentemente, o documento foi revisado e ampliado. Composta por 70 páginas, a publicação chega, oficialmente, às mãos dos indígenas do Território a partir de quinta-feira (22). Ao todo, serão entregues 80 exemplares do material. O primeiro repasse será feito na sede da aldeia Barro Preto. De lá, uma equipe técnica das instituições percorre as demais aldeias para se reunir com outras lideranças com o mesmo propósito.

De moradores do Território a visitantes, os benefícios do Plano de Vida são evidentes aos olhos de quem percorre às terras Kadiwéu.

 “Nesse plano, eu posso ver, por exemplo, o que a área de saúde está precisando: enfermeiros, dentistas e médicos indígenas formados. Então, eu, como professora, vou atrás para que nossos jovens se formem para isso”, explica a professora Kadiwéu, Rosangela Matos, que dentro de sala de aula tem buscado ampliar os interesses das crianças e adolescentes quanto ao futuro que elas desejam para si e para o seu povo.

A nova edição do documento traz 12 eixos temáticos a serem trabalhados na gestão das aldeias. Desses, cinco são novos: Fogo; Água; Mulheres; Juventude e Esporte e Lazer. Enquanto, os outros sete (Educação, Saúde, Território, Meio Ambiente, Agricultura e Pecuária, Cultura e Convivência no Território e Relações Institucionais) estão inseridos desde a primeira versão publicada em 2019.

“ Mais do que uma análise de estratégias, a atualização do Plano de Vida simboliza um maior empoderamento da Nação Kadiwéu para além de suas fronteiras. Se por um lado, a publicação traz conteúdos que contribuem na tomada de decisão interna, por outro, promove o protagonismo indígena frente às negociações com os órgãos governamentais que prestam serviços em seu território e às instituições públicas e privadas que queiram firmar parcerias.

Início – A primeira versão escrita do plano nasceu no ano de 2019. Dois anos depois, houve uma revisão do documento. O trabalho foi promovido de forma colaborativa entre os indígenas e uma equipe técnica da Wetlands International Brasil e Mupan.

Imersa nesse processo desde o início, Lilian Pereira, hoje, coordenadora de assuntos indígenas e comunidades tradicionais da instituição, afirma que são nítidas algumas das evoluções nas aldeias, a partir do Plano de Vida.

“Em fevereiro de 2022, a Associação de Brigadistas Indígenas da Nação Kadiwéu, a Abink, teve o seu primeiro projeto aprovado em edital. Algo que nos enche de orgulho. Foi uma concorrência acirradíssima, com aprovação de recursos que vai ser utilizado na compra equipamentos para auxiliar nos trabalhos de fiscalização do território, primeiro projeto desenvolvido no local.”, revela.

Construção de viveiros no TI Kadiwéu, fortalecimento da Abink, melhoria na convivência entre os indígenas das aldeias, ações de reflorestamento para recuperação de nascentes e promoção da educação ambiental nas escolas das comunidades, com temas emergentes como o aquecimento global, estão entre os benefícios conquistados a partir do plano.

“O aquecimento global está em todo o lugar e esse desequilíbrio climático tem causado danos a nossa reserva. Por isso, temos trabalhado pelo meio ambiente para cuidar de tudo aqui. Somos os guardiões dessas áreas e estamos lutando para preservar essa riqueza: as nossas florestas, o Cerrado e o Pantanal”, afirma o brigadista da Abink, Rubens Aquino.

Conhecimento – As ações não terminam com a finalização da nova versão do Plano de Vida. Outras iniciativas estão sendo desenvolvidas e propõe novas conquistas aos Kadiwéu. Em paralelo à entrega do Plano de Vida, também está prevista uma ação em alusão ao Dia da Árvore, celebrado no dia 21 de setembro. A programação inclui uma capacitação para manejo do viveiro de mudas que será promovida nesta quarta (21) e quinta-feira (22). Além de uma palestra sobre educação ambiental, ministrada pelo chefe da Abink, Mesaque da Rocha.

Serviço

Entrega do Plano de Vida e Capacitação para Manejo do Viveiro de Mudas

Data: 21 a 22 de setembro (quarta e quinta-feira)

Local: Aldeia Barro Preto – Território Indígena Kadiwéu (Porto Murtinho/MS)

 

A dois meses da piracema, Porto Murtinho movimenta a pesca esportiva

A dois meses da piracema, Porto Murtinho movimenta a pesca esportiva

Um dos principais centros de turismo e pesca esportiva de Mato Grosso do Sul, a histórica cidade de Porto Murtinho, no extremo sudoeste da fronteira com o Paraguai, registra neste segundo semestre do ano uma das melhores temporadas. Agências de turismo e os empresários do setor estão otimistas com o crescimento da demanda para o período, que se estenderá a novembro, quando começa a piracema.

“O turista, em especial o pescador, voltou de uma pandemia com gosto de sair do isolamento em busca de ar puro, natureza, apesar de a doença ainda não estar totalmente controlada”, afirma Marco Aurélio Nunes, dono da Pousada do Pescador e presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur). “Algumas estruturas de pesca já estão praticamente lotadas até novembro”, informa.

Distante 425 km de Campo Grande, Porto Murtinho é banhado por vários rios piscosos, como o Paraguai e o Apa. A cidade tem uma excelente estrutura de pousadas, ranchos e barcos-hotéis para o visitante desfrutar de uma boa pescaria com serviços de qualidade – da acomodação em quartos e suites, cozinha pantaneira e preparação da isca e da traia de pesca a experientes guias de turismo (piloteiros).

E quem já teve o prazer de fisgar um jau ou um dourado nestas águas compartilhadas sabe que não é história de pescador: o peixe está saindo com voracidade na isca viva ou na artificial. A região está localizada na planície ou Pantanal do Nabileque, com uma diversidade de riachos, baias e corixos que concentram os cardumes e proporcionam uma pescaria inesquecível, além da rica fauna e flora no entorno. –

Organize sua pesca

Porto Murtinho conta com 800 leitos, entre hotéis (400), pousadas e ranchos, mas começa a crescer outro segmento, a locação de casas para temporada. A médio prazo, o município quer criar roteiros internacionais de pesca e ecoturismo na região, que tem influência de vários ecossistemas – Pantanal, Chaco, Cerrado e Mata Atlântica. A cidade está melhorando o atendimento com a capacitação de guias de turismo e piloteiros.

Na hora de agendar a pesca em grupo de amigos ou família, observar o atendimento oferecido. Alguns hotéis e pousadas situados na cidade oferecem serviço completo (acomodação, barco, isca, gasolina e piloteiro); outros, apenas hospedagem, terceirizando a infra para a pesca, que pode ser feita em barcos de alumínio ou barco-hotel. Estes, com estrutura para atender até 30 pessoas em roteiros de três a cinco dias.

A Pousada do Pescador, situada próximo ao porto-geral, oferece o ciclo completo e disponibiliza de 64 leitos (26 apartamentos), com restaurante e piscina. O Rancho da Ilha do Farol também organiza a sua pescaria: o empreendimento fica situado às margens do rio, a 40 km da cidade por estrada pantaneira, e conta com quartos para 13 pessoas, ar condicionado, internet, refeitório, piscina, água tratada e redário. –

Pescaria no Apa, um dos rios que atrai muitos turistas no período da pesca. (Foto: Divulgação)

Uma das pousadas mais estruturadas é a Foz do Rio Apa, distante 56 km da cidade, com acesso pela BR-267. Região de alta piscosidade na beira de um afluente do Rio Paraguai com trechos de corredeira, ideal para a pesca de dourado. O empreendimento opera com preocupação sustentável (tratamento de água e esgoto e produção de horta e carnes orgânicas), dispõe de toda estrutura para a pesca, 14 apartamentos, piscina telada e áreas de lazer.

Serviço

Agência Biorotatur 67 98405.3811 / 99884.8829 / Instagram e Facebook: @biorotatur

Rancho Ilha do Farol 67 99996.7681

Pousada do Pescador 67 99182.6733 / 98405.3811

Pousada Pantaneira Foz do Rio Apa / www.pousadafozdorioapa.com.br / 67 99624.3910 / 3383-6315

Fonte: Campo Grande News

Comandante Militar do Oeste visita Porto Murtinho

Comandante Militar do Oeste visita Porto Murtinho

No último sábado (23), o Pelotão da 2ª Companhia de Fronteira (2ª Cia Fron) recebeu a visita do Comandante Militar do Oeste, General de Exército Anisio David de Oliveira Junior, acompanhado do Comandante da 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira, General de Brigada Marcelo Zanon e comitiva, foram recepcionados pelo, Coronel Ernesto, Comandante da 2ª Cia FRON Del Duca, Capitão Cintra e o Prefeito de Porto Murtinho, Nelson Cintra.

Durante a visita, foi realizada a recepção das autoridades, apresentação de oficiais, subtenentes e sargentos e visita no hospital de campanha instalado no Centro de Múltiplas Atividades da operação Ágata Oeste.

Ao lado do Comandante da 2ª CIA FRON – Coronel de infantaria Marcos Luiz da Silva Del Duca, foi realizada a Inauguração do Monumento Honra e Glória em Homenagem ao soldado Simeão Fernandes, Patrono da 2ª Companhia de Fronteira, cidadão de fronteira que integrou a força expedicionária brasileira (FEB) e faleceu durante a 2º Guerra Mundial, ao enfrentar uma patrulha alemã, em 14 de outubro de 1944, sacrificando sua vida na defesa da liberdade e da democracia.

Na ação, o General David acompanhado da comitiva de generais e autoridades militares, visitaram as instalações da Polícia Rodoviária Federal de Porto Murtinho, onde foi explanada pela Chefe de Delegacia, Inspetora Salvadora B. da Silva Camargo as atividades realizadas pela PRF no município.

Por fim, o General David visitou o Navio de Assistência Hospitalar Tenente Maximiano (Nash), da Marinha do Brasil, onde foi realizado em conjunto com a 2ª Cia FRON, a ACISO com atendimentos médicos, odontológicos e farmacêuticos durante todo o sábado, 23 de julho.

OPERAÇÃO ÁGATA OESTE

A Operação Ágata visa prevenir a ação de criminosos na fronteira do Brasil com dez países sul-americanos, em toda a costa marítima. Coordenada pelo Ministério da Defesa, a iniciativa atua contra crimes como contrabando, descaminho, narcotráfico, exploração de recursos naturais e garimpos ilegais na faixa de fronteira.

Além da operação, o Comando Militar do Exército instalou em Porto Murtinho um módulo do Hospital de Campanha da instituição para atender a população.

A estrutura foi montada no Centro de Múltiplas Atividades (CMA), com capacidade para 15 leitos, além de enfermaria, triagem, e sala odontológica. As ações fazem parte da Operação Conjunta Ágata Oeste, conduzida pelo Ministério da Defesa e contou com a participação da Marinha do Brasil (MB) e apoio da Prefeitura de Porto Murtinho. O Hospital de Campanha é um complexo hospitalar móvel e tem objetivo de reunir pessoal, equipamentos e instalações para prestar atendimento em áreas em que o apoio à saúde é vital.

Durante os três dias, foram ofertados à comunidade atendimento médico, odontológico, pediatra e ginecologista. Com apoio da Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social, que ofertaram corte de cabelo, manicure, cama elástica, pipoca e algodão doce para as crianças presentes no local. A Secretaria Municipal de Saúde também esteve presente disponibilizando a vacinação de COVID-19, Influenza e vacinas de rotina.

Também estiveram presentes na ação o Secretário de Infraestrutura de Porto Murtinho, Paulo Francisco Carvalho e a Vereadora Sônia Ferreira.

Obras em rodovia na fronteira ajudam a escoar produção pela Rota Bioceânica

Obras em rodovia na fronteira ajudam a escoar produção pela Rota Bioceânica

Obras de infraestrutura logística na região de fronteira preparam Mato Grosso do Sul para escoar a produção pela Rota Bioceânica, que está se tornando uma realidade com a construção da ponte sobre o Rio Paraguai, entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, no país vizinho.

Além da pavimentação da MS-382, que vai facilitar o acesso entre Bonito, Guia Lopes da Laguna e Ponta Porã, a região conta com a implantação da MS-270, de Copo Sujo (no entroncamento com a MS-164) até a Cabeceira do Apa – distrito de Ponta Porã que leva esse nome por causa da nascente do rio.

A implantação e pavimentação asfáltica da rodovia MS-270 segue a todo vapor. De acordo com o fiscal da Agesul Raimundo Ferreira, a execução está em 43% e a previsão de entrega é janeiro de 2023. São 35,56 quilômetros de extensão. Já o investimento previsto é de R$ 45,358 milhões.

O asfalto da MS-270 integra o programa “Governo Presente”, que prevê investimentos de R$ 4,2 bilhões nos 79 municípios do Estado, em diferentes setores. O projeto atende uma demanda antiga de moradores da região, entre eles a população do distrito de Cabeceira do Apa, que pedem a pavimentação da rodovia que corta o local para que melhore o escoamento da produção, além de dar condições mais adequadas para o tráfego da região.

Além disso, a nova rodovia se junta à infraestrutura da chamada Rota Bioceânica, que está se tornando realidade com a construção da ponte entre Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, e Carmelo Peralta, no Paraguai. A ligação rodoviária vai permitir o acesso dos produtos brasileiros ao Pacífico, facilitando as exportações para os países asiáticos, que são os maiores parceiros comerciais do Estado.

Com a estiagem, a construção da ponte segue em ritmo acelerado na fase de fundação, com perfuração e fixação das estacas. A ligação terá uma extensão total de 1.300 metros, incluindo os viadutos de acesso localizados nas duas margens do rio Paraguai e a parte estaiada de 630 metros, na área central da passarela. O prazo previsto para a conclusão da ponte é 2024.

 

Polícia Militar Ambiental de Porto Murtinho e Bonito resgatam anta doente em fazenda em Porto Murtinho

Polícia Militar Ambiental de Porto Murtinho e Bonito resgatam anta doente em fazenda em Porto Murtinho

O proprietário de uma fazenda, localizada na região conhecida como Colônia Cachoeira do Apa, a 90 km da cidade, acionou os Policiais Militares Ambientais de Porto Murtinho hoje (24), para efetuar a captura e resgate de um animal silvestre da espécie Tapirus terrestris (anta), que apareceu na propriedade. Segundo o comunicante, o animal apareceu nas proximidades da sede da propriedade e ele percebeu que o bicho estava extremamente debilitado e com vários ferimentos de pele.

A PMA de Porto Murtinho solicitou que a PMA de Bonito levasse um veterinário voluntário para acompanhar a equipe e, feito isso, foram juntos ao local e resgataram a anta, um macho adulto, que estava extremamente debilitada. O médio veterinário do Aquário Natural de Bonito, Marcelo Aparecido de J. Mathias foi junto com as equipes e examinou preliminarmente a anta e verificou que ela apresentava vários ferimentos de pele no tronco e na face, que seriam sintomas de miíase (larvas).

O animal foi hidratado e alimentado e foi encaminhado para continuidade do atendimento e tratamento médico veterinário no Aquário Natural da cidade de Bonito. Logo que os veterinários o tratem e o liberem, o animal será devolvido ao seu habitat natural.