jun 12, 2025 | Cidades
Na manhã desta quarta-feira (11), foi realizada mais uma edição do ‘Leite da Manhã’ na Assembleia Legislativa, reunindo deputados estaduais e representantes da cadeia produtiva na sala da Presidência. Lançado em abril pelo governo do Estado, o programa Proleite visa a melhoria genética do rebanho para a garantia de mais volume e qualidade na produção leiteira, que nos últimos anos apresentou uma crescente queda.
Coordenador da Frente Parlamentar do Leite, o deputado estadual Renato Câmara (MDB) frisou que o Proleite é um projeto que tem motivado os produtores, pelo fato de garantir avanços em meio às dificuldades de produção. “Além da melhoria genética do rebanho para garantir um bom produto, o programa é interessante no sentido de disponibilizar linhas de crédito aos produtores. Nossa produção já chegou a 360 milhões de litros e hoje decaiu mais da metade”.
Membro da Frente Parlamentar do Leite, o deputado Professor Rinaldo Modesto (Podemos) destacou que, apesar de Mato Grosso do Sul possuir um dos maiores rebanhos bovinos do Brasil – com 18,9 milhões de animais, o Estado fica em quinto lugar nessa colocação, conforme Pesquisa da Pecuária Municipal (PPM) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada em 2024 –, apresenta distanciamento em relação aos outros estados no que diz respeito à produção leiteira. “É necessário que o poder público continue criando alternativas para melhorar a cadeia produtiva”.
Rogério Beretta, secretário-executivo de Desenvolvimento Econômico Sustentável da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), ressaltou a importância do empreendedorismo na cadeia produtiva leiteira. “O Proleite foi um passo importante que conseguimos e nessa esfera, é importante que daqui para frente a gente faça a gestão desse programa. Por conta disso, o governo vai investir 9 milhões de reais na aquisição de produtos para premiação, como embriões, novilhas prenhas, touros. Vamos levar em conta a meritocracia, analisando o perfil de cada produtor e o produto ideal que receberá”.
Desafios – O presidente da Cadeia Produtiva do Leite de Mato Grosso do Sul, Eder Souza Oliveira, falou a respeito da importância da Frente Parlamentar para garantir um cenário mais animador para os produtores. “É muito importante contar com o apoio da Frente. Agora, o nosso principal desafio é fazer com que o Proleite chegue à ponta, diretamente ao produtor, além de lutar por mais políticas públicas ao setor”.
O Proleite pretende aumentar a produtivid é um projeto do Governo do Mato Grosso do Sul (MS) com o objetivo de impulsionar a produção leiteira no estado, modernizando o setor, aumentando a produtividade e garantindo a permanência das famílias na ativ
idade leiteira. O programa, lançado em abril de 2025, investirá R$ 70 milhões em dois anos, abrangendo 22 municípios estratégicos e beneficiando cerca de 600 propriedades.
O Programa Proleite pretende modernizar o setor, aumentando a produtividade e garantindo a permanência das famílias na atividade leiteira. Os investimentos são de R$ 70 milhões em dois anos, abrangendo 22 municípios estratégicos e beneficiando cerca de 600 propriedades. O principal objetivo é aumentar a produção de leite em 4 milhões de litros anuais no Estado, melhorar a qualidade do rebanho e do produto final.
Representantes do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Mato Grosso do Sul (Silems), Famasul, Agraer, entre outras instituições ligadas à cadeia produtiva do leite, além de produtores, participaram do evento. O tradicional leite da manhã contou com produtos lácteos locais para degustação.
Por: João Humberto /Alems – Foto: Wagner Guimarãe/Alems
jun 12, 2025 | Cidades
A sala de situação da UNIGEO (Unidade de Geoprocessamento), uma estrutura técnica de inteligência geoespacial para o monitoramento ambiental de Mato Grosso do Sul, foi inaugurada ontem (11), no Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul).
A nova estrutura representa uma evolução tecnológica inédito no país, com capacidade de detecção automatizada de desmatamentos e queimadas em toda a extensão do território sul-mato-grossense, que abrange mais de 357 mil km². A sala de situação foi projetada como uma ferramenta estratégica de apoio à fiscalização, gestão territorial e à governança ambiental, promovendo maior agilidade e precisão nas ações de comando e controle.
Tecnologia a serviço do meio ambiente
Com base em scripts automatizados e imagens de satélite de alta resolução fornecidas por plataformas internacionais, o sistema da UNIGEO está em funcionamento desde 2023. Desde então, já foram emitidos mais de 10,6 mil alertas automáticos de desmatamento. Cada alerta é imediatamente cruzado com os bancos de dados territoriais e jurídicos do Imasul, identificando sobreposições com UCs (Unidades de Conservação), APPs (Áreas de Preservação Permanente), RLs (Reservas Legais), CAR (Cadastro Ambiental Rural) e licenças de supressão vegetal concedidas.
“Um dos pontos centrais dessa nova etapa de gestão ambiental é a emissão de alertas de desmatamento. Com o sistema atual, conseguimos monitorar em tempo quase real o que está acontecendo em todo o Estado, identificando tanto o desmatamento legal quanto o ilegal. No caso do legal, acompanhamos se o produtor está atuando dentro das condições e prazos previstos em sua licença”, explicou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
A precisão do sistema, que opera com resolução de até um metro e permite a verificação detalhada das áreas com cobertura vegetal alterada, também foi destacado por Verruck. “O grande diferencial é que temos um sistema interligado ao CAR e capaz de realizar embargos automáticos em propriedades sem licenciamento. Além disso, o monitoramento inclui áreas de cana-de-açúcar, unidades de conservação, terras indígenas e até pontos de calor, com acionamento direto via SICOE aos bombeiros e à PMA”, disse o secretário.
Investimento em inovação
Para viabilizar essa transformação, o Governo do Estado investiu aproximadamente R$ 1,5 milhão na estrutura da sala de situação, que inclui um videowall de alta resolução, estações de trabalho e monitores, garantindo alto desempenho na análise e visualização de dados geoespaciais em tempo real.
A automação permitiu a redução de 72% na carga de trabalho manual dos técnicos, anteriormente responsáveis por analisar individualmente as alterações na cobertura vegetal. Com isso, os profissionais passaram a focar em atividades mais estratégicas, como validações em campo, emissão de pareceres e suporte a operações de fiscalização.
Governança digital e sustentabilidade
Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, a criação da sala de situação é um marco institucional e uma ferramenta concreta no enfrentamento ao desmatamento ilegal e à degradação ambiental. “Estamos investindo em tecnologia de ponta para garantir que o monitoramento ambiental no Mato Grosso do Sul seja cada vez mais rápido, preciso e eficaz. A sala de situação é mais do que uma estrutura física – é um símbolo do nosso compromisso com a sustentabilidade, com o rigor técnico e com a governança ambiental”.
A arquitetura da UNIGEO está fundamentada nos pilares da precisão, periodicidade e rastreabilidade dos dados, assegurada transparência, segurança jurídica e eficiência nas ações do Imasul.
Além da estrutura já implementada, o Imasul planeja novos investimentos para reforçar a atuação da UNIGEO em campo. Estão previstas aquisições de drones, viaturas, quadrículos e pacotes adicionais de imagens de satélite para ampliar a cobertura de áreas remotas e de difícil acesso.
A mais recente inovação foi a inserção de mecanismos de inteligência artificial, que possibilitam análises mais eficientes, identificação automatizada de padrões e priorização de casos críticos. O desafio é modernizar os fluxos internos para agilizar a tramitação de processos administrativos e judiciais.
“Já começamos a ampliar o uso da inteligência artificial para aprimorar nossa produtividade. Temos muita informação à disposição, mas agora o foco é acelerar as respostas — seja na emissão de autos de infração, na apuração de irregularidades ou na prevenção de danos ambientais”, completou o secretário.
Com a sala de situação da UNIGEO, Mato Grosso do Sul se consolida como referência nacional em monitoramento digital do meio ambiente e reforça seu protagonismo no enfrentamento ao desmatamento, às queimadas ilegais e às mudanças climáticas. Trata-se de uma estrutura moderna, replicável e estratégica, alinhada aos compromissos globais de preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
Gustavo Escobar, Imasul e Marcelo Armôa, Semadesc
Fotos: Gustavo Escobar, Imasul
jun 11, 2025 | Cidades
A Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect) lançou o edital do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica e Tecnológica (Pibic-Fundect) 2025. A nova edição traz um crescimento significativo: serão 750 bolsas ofertadas – um aumento de 25% em relação ao ano anterior, quando foram concedidas 600 bolsas. O total de investimentos este ano será de R$ 6,3 milhões.
O objetivo do programa é incentivar a vocação científica entre os estudantes de graduação, promovendo uma formação mais qualificada e integrando-os à cultura da pesquisa científica e tecnológica. As bolsas têm duração de 12 meses e valor mensal de R$ 700, pagos com recursos do Governo do Estado.
As propostas devem ser submetidas eletronicamente no SigFundect (https://sigfundect.ledes.net) até o dia 13 de junho. Podem participar instituições de ensino superior associadas ao Crie-MS (Conselho de Reitores das Instituições de Ensino Superior de MS), conforme lista disponível no edital.
Cada instituição será responsável pela seleção interna dos bolsistas e pela submissão das propostas institucionais. Os estudantes serão indicados no sistema SigFundect entre 23 de junho e 5 de setembro, com início da vigência das bolsas previsto para 1º de setembro de 2025.
Como participar:
As propostas devem ser encaminhadas pelo coordenador institucional da Instituição de Ensino Superior (IES), que deve:
- Possuir vínculo com a instituição e estar cadastrado no SigFundect;
- Preencher o formulário eletrônico disponível na plataforma;
- Anexar os documentos exigidos, incluindo edital interno da IES e declaração de anuência da instituição;
- Submeter a proposta até às 17h (horário de MS) do dia 13 de junho.
Após a aprovação, os bolsistas devem ser indicados diretamente no SigFundect, e a documentação de cada estudante deverá ser enviada até o dia 12 de setembro.
Quem pode ser bolsista:
Podem concorrer estudantes de graduação regularmente matriculados em cursos oferecidos pelas instituições listadas no edital, desde que atendam aos critérios estabelecidos, como:
- Ter currículo atualizado na Plataforma Lattes;
- Estar com cadastro completo no SigFundect;
- Não acumular outra bolsa de agência pública de fomento.
O edital completo está disponível no site da Fundect: www.fundect.ms.gov.br/pibic
Veja a distribuição de bolsas por Instituição participante:
Maristela Cantadori, Comunicação Fundect
Foto: Acervo UEMS
jun 11, 2025 | Ponta Porã
O Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) acaba de renovar uma parceria que vai além da sala de aula. A renovação do Termo de Comodato com a Embrapa Agropecuária Oeste permitirá que o Campus Ponta Porã continue utilizando a área que serve como campo experimental por mais cinco anos. O espaço proporciona formação agrícola e inovadora, e prepara os estudantes para os desafios e oportunidades do agronegócio.
Conhecida como Unidade 2, a área possui 177 hectares e abriga, além de plantações de diferentes culturas, criação de ovelhas e, em breve, terá um plantel de gado.
O diretor-geral do Campus Ponta Porã, Izidro Lima Jr., destaca a alta produtividade no campo experimental. “Atualmente, 100% da área estão cultivados com plantações de milho e aveia”, comemora.
Estudantes dos cursos técnicos em Agricultura e das graduações em Agronomia e Gestão do Agronegócio têm aulas na Unidade 2.
“Além de eventos como o Dia de Campo, onde os estudantes fazem atividades práticas, também temos aulas programadas durante a semana, em diversas disciplinas dos cursos da área agrícola”, explica o diretor.
O campo experimental também proporciona o desenvolvimento de projetos de pesquisa e extensão. A área tem duas salas de aula com ar-condicionado, além da ‘casa de internacionalização’ para acolher estrangeiros em estágio, como os professores moçambicanos que já passaram por lá e paraguaios, que deverão chegar no segundo semestre.
Parceria Renovada – A assinatura simbólica da renovação do Termo de Comodato ocorreu no último dia 6, e contou com a presença da reitora do IFMS, Elaine Cassiano, do diretor-geral do Campus Ponta Porã, Izidro Lima Jr., do chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste, Harley Nonato, e da chefe-adjunta de Administração, Erica Bonin.
No ato, a reitora expressou entusiasmo com a renovação da cessão e com forma como a área foi incorporada à formação dos estudantes.
“Este momento é impar para a nossa instituição, pois no campo experimental materializamos projetos de pesquisa e de extensão, tendo um verdadeiro laboratório a céu aberto. Nossos estudantes, quando vão para mundo do trabalho, já possuem a prática inserida na formação”.
Elaine Cassiano enfatizou a satisfação em ver estudantes de cursos da área agrícola em contato direto com a terra.
“Estive aqui há quatro meses e o campo estava coberto de soja, agora vemos a plantação de milho. A terra não fica descoberta, sempre valorizando o espaço cedido e a formação que oferecemos para os nossos estudantes”, celebrou.
O chefe-geral da Embrapa Agropecuária Oeste reforçou a importância de se manter as relações institucionais.
“Ao longo da nossa trajetória, salientamos que as parcerias são fundamentais, especialmente quando se envolve duas instituições públicas e federais. Isso nos solidifica e faz com que a gente consiga entregar um resultado muito mais robusto para a sociedade”, destacou Harley Nonato.
Em complemento, a chefe-adjunta de Administração da Embrapa Agropecuária Oeste ressaltou a evolução produtiva da área.
“É muito gratificante a gente voltar a essa área e ver todo o esforço que tem sido colocado aqui”, salientou Erica Bonin.
O sucesso do modelo de comodato em Ponta Porã inspira novas iniciativas. A Embrapa Agropecuária Oeste já demonstrou a intenção de ceder uma área de 50 hectares para o Campus Dourados oferecer aulas práticas aos estudantes do curso técnico integrado em Agropecuária.
jun 11, 2025 | Cidades
Durante a sessão ordinária da Câmara Municipal de Bela Vista, os vereadores Luiz Alexandre Loureiro Palmieri (Xande) e Johnys Hemory Denis Basso apresentaram requerimento conjunto solicitando esclarecimentos oficiais do prefeito Gerardo Gabriel Nunes Boccia a respeito de uma dívida que pode ultrapassar R$ 90 milhões.
O pedido dos parlamentares refere-se à Nota Oficial de Esclarecimento publicada pela Prefeitura no dia 3 de junho de 2025, na qual é mencionada a existência de um débito significativo, com destaque para sua inscrição no CADIN — Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal.
Preocupados com a transparência na gestão pública e com os impactos financeiros que a situação pode causar ao município, os vereadores exigem que o Executivo envie documentos comprobatórios e preste os devidos esclarecimentos à Casa Legislativa.
No requerimento, os parlamentares solicitam informações detalhadas sobre: A origem e a composição da dívida; os motivos que levaram à inscrição no CADIN; As medidas que estão sendo adotadas para regularizar a situação e Cópias dos documentos que comprovem a inscrição da dívida no cadastro federal.
“A população tem o direito de saber o que está acontecendo com as finanças do município. Estamos apenas cumprindo nosso papel constitucional de fiscalização e exigindo transparência”, afirmou o vereador Xande.
Johnys Basso reforçou. “Nosso compromisso é com a verdade e com o bem-estar da população belavistense. Precisamos de clareza para entender os riscos e o que está sendo feito para resolver essa questão”, destacou.
Ademir Mendonça – Assessoria de Imprensa
jun 11, 2025 | Caracol
O município de Caracol acaba de receber mais uma importante conquista na área da saúde pública. O deputado estadual Zé Teixeira (PSDB), confirmou a destinação de uma emenda no valor de R$ 100 mil para reforçar os atendimentos em Caracol e Alto Caracol.
A emenda é fruto do compromisso contínuo do parlamentar com o desenvolvimento do município. Zé Teixeira, que já tem histórico de atuação em áreas como saúde, educação, infraestrutura e, especialmente, na construção de pontes e manutenção de rodovias, reforça mais uma vez sua parceria com Caracol.
A solicitação do recurso foi feita por meio de importantes lideranças locais que apoiaram o Deputado nas eleições passadas: a chefe de gabinete e ex-prefeita Maria Odete e o vereador Haroldo Franco, representante do Alto Caracol.
“Tenho uma grata satisfação em poder contribuir ainda mais com a gestão do grande administrador, prefeito Neco, pessoa que eu estimo. Em nome da Maria Odete e do Haroldo, que me apoiaram nas eleições, confirmo mais esse recurso para melhorar a saúde de Caracol”, afirmou o deputado Zé Teixeira.
O prefeito Carlos Humberto Pagliosa agradeceu o empenho do parlamentar e destacou a importância da emenda para o fortalecimento do setor. “Agradecemos o empenho do deputado Zé Teixeira. Esse recurso será muito bem aplicado, de forma correta, transparente e com responsabilidade, devolvendo para a população do nosso município uma saúde ainda melhor”, destacou o prefeito.