A comunidade do Distrito Nossa Senhora de Fátima se prepara para um grande momento de confraternização e solidariedade neste domingo, dia 7 de junho de 2026. A Capela Nossa Senhora de Fátima promove um tradicional Show de Prêmios, com diversas atrações, comidas típicas e uma premiação especial para os participantes.
O evento terá início às 9h da manhã, nas dependências da própria capela, e tem como objetivo arrecadar recursos para auxiliar nas atividades e manutenção da comunidade religiosa. Os organizadores convidam toda a população de Bela Vista e região para prestigiar o evento e contribuir com essa importante causa.
As cartelas estão sendo vendidas por R$ 25,00 e dão direito a concorrer a diversos prêmios, incluindo dinheiro em espécie, eletrodomésticos, cesta básica, kit cama, caixa térmica e outros brindes.
Entre os destaques da premiação estão o 1º prêmio de R$ 2.000,00 e o 2º prêmio de R$ 1.000,00. Também serão sorteados um leitão, air fryer, ventiladores, liquidificador, caixa térmica, cesta básica, sanduicheira e vários kits oferecidos por patrocinadores e apoiadores do evento.
Além dos sorteios, o público poderá saborear diversas opções gastronômicas, como espetinho, pastel, carreteiro e doces, tornando o encontro ainda mais especial para as famílias.
A organização reforça o convite para que todos participem e destaca que cada cartela adquirida representa uma importante contribuição para a Capela Nossa Senhora de Fátima.
Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com Elaine, pelo telefone (67) 9 9960-8874.
“Participe e concorra a grandes prêmios. Sua participação faz a diferença!”, destaca a organização do evento.
O agronegócio brasileiro já lidera a produção mundial de alimentos em diversas cadeias, mas agora busca avançar para uma nova fronteira: a da inovação tecnológica. É nesse cenário que foi lançado nesta segunda-feira (1º) o AgroValley MS, um novo ecossistema de aceleração de startups voltado ao desenvolvimento de soluções para o agro tropical brasileiro.
A iniciativa é liderada pela VivaTerra Ventures, gestora recém-criada que pretende investir até R$ 150 milhões em startups do setor e que atualmente está em fase de captação de seu primeiro fundo de investimentos. O projeto nasce em parceria com a Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), a Fundação MS e o Governo de Mato Grosso do Sul, além de contar com o apoio tecnológico do Google Cloud.
A proposta é conectar startups, produtores rurais, pesquisadores e investidores para acelerar o desenvolvimento de tecnologias ligadas à inteligência artificial, robótica, análise de dados, biotecnologia e agricultura de baixo carbono.
Durante o lançamento, o governador Eduardo Riedel, acompanhado do vice-governador José Carlos Barbosa (Barbosinha), destacou que a criação do AgroValley MS representa o resultado de uma estratégia construída a partir de políticas públicas voltadas à inovação, à educação e ao fortalecimento de um ambiente favorável aos investimentos. “A gente trabalha no dia a dia com a política pública para buscar esse tipo de resultado. O mínimo que a gente pode fazer é gerar esse ambiente institucional positivo, transparente, aberto e que apoia diversas iniciativas da política pública e ações de formação”, afirmou.
Segundo Riedel, a transformação digital já começa a produzir resultados concretos em Mato Grosso do Sul, tanto na educação quanto no campo, aproximando tecnologia, gestão pública e produção agropecuária.
“No evento “Raízes do Futuro”, uma parceria com o Google, a gente pôde trazer para cá produtos concretos, objetivos, sérios e plurais. Um produto importante que muda também a chave do nosso sistema produtivo. Algo que pode parecer simples, e é, enquanto não se tem. No dia a dia da operação dos produtores rurais, muitas vezes o endereço é algo difícil de explicar. A tecnologia resolve de uma maneira simples aquilo que antes era um problema e coloca isso de maneira unificada para todas as políticas públicas”, destacou.
O governador ressaltou ainda o impacto da tecnologia na formação de estudantes e profissionais preparados para as novas exigências do mercado de trabalho. “Ter esse ecossistema disponível para os nossos alunos e professores nas escolas vai formar profissionais com outro perfil de preparo para a vida pessoal e para o mercado. É um tipo de apoio que será cada vez mais demandado”, observou.
Ao comentar a criação do AgroValley MS, Riedel avaliou que a iniciativa nasce conectada aos principais atores do agronegócio e da inovação. “A AgroValley nasce com o pé direito ao convocar pessoas que conhecem profundamente o agro brasileiro, desde a tecnologia de produção até o ambiente institucional e de mercado. É muito importante ter pessoas que acompanharam as transformações do setor participando desse projeto”, disse.
O governador também contextualizou o momento de crescimento vivido por Mato Grosso do Sul nas últimas décadas, destacando a diversificação da produção e o avanço da industrialização.
Já de acordo com o secretário da Semadesc, Artur Falcette, iniciativas como o AgroValley MS reforçam a estratégia adotada por Mato Grosso do Sul de construir um ambiente institucional capaz de conectar poder público, iniciativa privada, universidades e investidores em torno da inovação e do desenvolvimento.
Falcette também ressaltou a importância de apoiar projetos de base tecnológica ligados às universidades e centros de pesquisa
“São momentos como esse que nos fazem ter certeza de que criar esse ambiente institucional que a gente tem no Mato Grosso do Sul é uma estratégia do governador muito acertada”, afirmou.
Segundo Falcette, um dos diferenciais percebidos por investidores e empresários que chegam ao Estado está justamente na capacidade de transformar projetos em iniciativas concretas por meio da articulação entre diferentes setores.
O que eles enxergam quando olham para Mato Grosso do Sul é justamente esse ambiente institucional, a capacidade que a gente tem de transformar projetos em realidade.
Falcette também ressaltou a importância de apoiar projetos de base tecnológica ligados às universidades e centros de pesquisa, especialmente aqueles voltados à inovação aplicada ao agronegócio.
“A importância desse nosso olhar para projetos e ideias, especialmente quando a gente vai para a tecnologia, é fundamental. Quando vemos um projeto como esse surgir dentro das nossas universidades, com uma participação muito grande das universidades públicas nessas iniciativas, temos a certeza de que estamos caminhando no sentido correto”, avaliou.
Em Campo Grande, o AgroValley MS contará com uma estrutura de aproximadamente 1.000 m², destinada à incubação e aceleração de empresas inovadoras, realização de bootcamps, programas de inovação, demonstrações tecnológicas e eventos voltados ao setor agropecuário. O espaço foi concebido para funcionar como um ambiente de conexão entre ciência aplicada, capital de risco e validação de tecnologias em condições reais de produção agropecuária.
A operação será organizada em três frentes principais: incubação de startups em estágio inicial com base científica, programas de tração para empresas que precisam validar soluções no campo e aceleração comercial para negócios que já possuem receita e buscam ampliar sua escala de atuação.
Para o fundador da VivaTerra Ventures, Rafael Vila Marques, o lançamento do AgroValley MS representa mais do que uma agenda institucional. Segundo ele, trata-se do início de uma trajetória voltada à construção de um novo ambiente de inovação para o agronegócio brasileiro.
“Hoje não marca uma agenda. Isso marca o início de uma trajetória, uma trajetória que vai ser construída com a ajuda de todos que compartilham com a gente uma visão de futuro. Uma visão que entende que o agronegócio é algo representativo dentro do PIB brasileiro e que a gente constata que o capital de risco colocado para esse tipo de setor é baixo”, afirmou.
De acordo com o empresário, embora o agronegócio represente quase 30% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a incorporação de novas tecnologias ainda apresenta amplo espaço para crescimento.
“O resultado do agronegócio representa quase 30% do PIB brasileiro, sendo que a evolução da tecnologia ainda é baixa. Estamos falando de produtores que ainda utilizam pouca tecnologia e de uma grande janela aberta para a evolução tecnológica e para a transformação que o setor está passando”, observou.
Rafael destacou que fatores como inteligência artificial, automação e consolidação de mercados devem acelerar mudanças profundas no campo ao longo da próxima década.
“A gente acha que daqui a dez anos esse mercado estará com uma visão de futuro muito bem construída. É por isso que neste momento é importante se posicionar aqui dentro”, ressaltou.
Segundo ele, a VivaTerra Ventures busca atuar como uma ponte entre capital, conhecimento e inovação, conectando investidores, universidades, institutos de pesquisa, estudantes e startups.
O empreendedor também enfatizou a necessidade de transformar o conhecimento acumulado pelo setor produtivo em soluções tecnológicas capazes de alcançar mercados internacionais.
Potencial de crescimento
O lançamento ocorre em um momento em que o agronegócio brasileiro apresenta forte expansão, mas ainda recebe uma parcela reduzida dos investimentos destinados ao ecossistema nacional de startups.
Levantamento da Liga Ventures aponta que as agtechs brasileiras captaram aproximadamente R$ 1 bilhão em investimentos de venture capital em 2024, distribuídos em 39 operações. No mesmo período, as fintechs receberam cerca de R$ 3,9 bilhões em 50 rodadas de investimento, quase quatro vezes mais recursos.
A concentração geográfica também chama atenção. Segundo o Radar Agtech Brasil, menos de 5% das startups voltadas ao agronegócio estão instaladas na região Centro-Oeste, enquanto o estado de São Paulo concentra 44% dessas empresas.
A expectativa dos idealizadores é justamente reduzir essa distância, aproveitando a força produtiva da região para criar um ambiente favorável à inovação.
Agro em transformação
Os números do setor ajudam a explicar o interesse crescente por novas tecnologias. Dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e da Embrapa mostram que a produção brasileira de grãos saltou de 38 milhões de toneladas em 1975 para 350,2 milhões de toneladas na safra 2024/25. No mesmo período, a produção de soja avançou de 15 milhões para 167,4 milhões de toneladas.
avanço tecnológico também foi determinante para o aumento da produtividade. Entre 1975 e 2017, o rendimento médio das lavouras cresceu 346% no trigo, 317% no arroz e 270% no milho, segundo a Embrapa. Além disso, a participação da tecnologia no valor da produção agropecuária brasileira passou de 50,6% na década de 1990 para 60,6% em 2017, conforme dados do Ministério da Agricultura, Ipea e IBGE.
Centro-Oeste como referência global
De acordo com a VivaTerra Ventures, o agronegócio de Mato Grosso do Sul movimenta mais de R$ 120 bilhões por ano, criando um ambiente favorável para o surgimento de soluções voltadas à produtividade, rastreabilidade, crédito de carbono, sustentabilidade, bioeconomia, bem-estar animal e agricultura regenerativa.
A estratégia da gestora é posicionar o Centro-Oeste como uma referência internacional em tecnologia para regiões tropicais, utilizando os biomas Cerrado e Pantanal como ambientes de validação de soluções capazes de serem replicadas em diferentes países.
Parceria com a UEMS
Em abril deste ano, a Uems formalizou um acordo de cooperação técnica com a VivaTerra Ventures, com vigência até 2031. A parceria integra a universidade ao AgroValley MS e busca aproximar estudantes, pesquisadores, laboratórios e empreendedores dos desafios do agronegócio contemporâneo.
Segundo o reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho, o lançamento do AgroValley MS simboliza um momento histórico para a universidade, para a ciência e para o ecossistema de inovação de Mato Grosso do Sul.
Laércio também ressaltou a parceria firmada com o Google, voltada à transformação digital da educação, e apontou que o AgroValley MS surge como mais uma etapa na construção de um ambiente integrado de inovação.
A iniciativa prevê ações como mentorias, hackathons, pesquisas aplicadas, formação de talentos e desenvolvimento de soluções inovadoras
“Tivemos esse convênio maravilhoso com o Google, que transforma a rede de crianças e jovens, levando tecnologia para as escolas, para a rede e para as universidades. E agora, à noite, coroamos esse ecossistema”, observou.
Para o reitor, iniciativas como o AgroValley MS criam as condições necessárias para que boas ideias saiam das salas de aula, ganhem escala e se transformem em soluções capazes de gerar impacto econômico e social.
“Esse ecossistema permite que projetos nascidos dentro das universidades encontrem apoio, estrutura e oportunidades para se desenvolver. É exatamente esse ambiente que queremos fortalecer em Mato Grosso do Sul”, concluiu.
A iniciativa prevê ações como mentorias, hackathons, pesquisas aplicadas, formação de talentos e desenvolvimento de soluções inovadoras, fortalecendo a conexão entre conhecimento acadêmico e demandas reais do setor produtivo.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Bruno Rezende
Na madrugada de sexta-feira (29/05), a Polícia Militar do 11º Batalhão atendeu uma grave ocorrência de violência sexual no Distrito do Alto Caracol, município de Caracol.
A guarnição foi acionada por familiares da vítima, que informaram que uma mulher teria sido vítima de estupro após ser atraída até uma residência sob o pretexto de realizar um serviço. Segundo os relatos, a vítima foi mantida contra sua vontade em um dos cômodos do imóvel, onde sofreu violência sexual.
Após receber as informações, os policiais militares realizaram diligências e localizaram o suspeito em sua residência. Ele foi informado sobre a denúncia e acompanhou a equipe policial até a Delegacia de Polícia Civil para os esclarecimentos e providências cabíveis, sem a necessidade do uso de algemas.
A vítima recebeu atendimento médico inicial no posto de saúde do distrito e, devido à gravidade dos ferimentos apresentados, foi transferida para uma unidade hospitalar especializada por meio do sistema de vaga zero.
O caso foi encaminhado à Polícia Civil, que dará continuidade às investigações.
A Polícia Militar reforça a importância da denúncia de crimes de violência contra a mulher e destaca que a rápida comunicação dos fatos é fundamental para o atendimento à vítima, a preservação de provas e a responsabilização dos autores.
Solistas da França e do Paraguai se apresentam ao lado da Camerata Madeiras Dedilhadas da UFMS em noite dedicada aos clássicos de Mozart e Vivaldi
Acontece na próxima quarta-feira (03), às 20h, no Teatro Glauce Rocha, o concerto de abertura do IX Festival Internacional de Violão em Campo Grande. Com entrada gratuita, o espetáculo marca o início de um dos maiores eventos de violão do Brasil e promete reunir amantes da música clássica e apreciadores da cultura em uma noite especial.
A apresentação contará com a participação do francês Laurent Boutros e da paraguaia Daiana Ferreira da Costa, acompanhados pela Camerata Madeiras Dedilhadas da UFMS, sob regência do maestro Marcelo Fernandes. No repertório, duas obras consagradas da música erudita serão apresentadas, o Concerto em Ré Maior, de Antonio Vivaldi, e uma versão surpreendente da Pequena Serenata Noturna, de Wolfgang Amadeus Mozart, especialmente adaptada para a formação instrumental do grupo.
O concerto inaugura oficialmente a programação do Festival Internacional de Violão em Campo Grande, que seguirá ao longo de mais de uma semana com recitais, concertos, palestras, workshops, masterclasses e atividades acadêmicas voltadas a estudantes, professores, músicos e ao público em geral.
Com direção artística e coordenação geral de Marcelo Fernandes Pereira, o festival consolidou-se como um dos mais importantes eventos do gênero no país, atraindo participantes de diversas regiões brasileiras e também de países vizinhos como Argentina, Bolívia e Paraguai.
“Sei que a música é frequentemente associada ao entretenimento e aos momentos de lazer, mas existe um enorme esforço intelectual por trás de cada apresentação artística. A música é reconhecida como área acadêmica há séculos e exige pesquisa, estudo e dedicação para alcançar um alto nível de excelência”, destaca Marcelo Fernandes.
Em sua nona edição, o festival reafirma seu caráter internacional ao reunir importantes nomes do cenário violonístico mundial. Entre os convidados deste ano estão o Argentina Guitar Duo, formado por Juan Almada e Federico Diaz Paez; Thomas Paterson, dos Estados Unidos; Laurent Boutros, da França; Luciano Massa, da Bélgica e Argentina; além dos brasileiros Luis Carlos Barbieri, Vladmir Bomfim, Flavia Prando, Salomão Habib, Jefrey Andrade, Gilson Antunes e Eduardo Martinelli, entre outros.
Além do intercâmbio artístico e acadêmico, o festival tem se destacado por sua atuação social e inclusiva. Por meio da parceria com o Projeto de Ensino Musical Madeiras Dedilhadas, o evento promove atividades voltadas a estudantes de projetos sociais, jovens da periferia de Campo Grande, comunidades indígenas e quilombolas, ampliando o acesso à formação musical de qualidade.
“O festival promove inovação, pensamento crítico, integração cultural, inclusão social e protagonismo. Além disso, oferece à comunidade apresentações didáticas de alto nível, realizadas pelos próprios professores e palestrantes convidados”, ressalta Marcelo Fernandes.
A programação deste ano também contará com a segunda edição do Concurso Internacional Levino Albano da Conceição, que será disputado nas categorias Juvenil (até 14 anos), Incentivo (para jovens e adultos em fase inicial de formação) e Profissional, aberta a participantes sem limite de idade.
O Festival Internacional de Violão em Campo Grande é uma realização da UFMS, com financiamento da Fundect por meio do Programa de Apoio a Eventos (PAE 2024), apoio de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet e parceria do Sesc Lageado.
SERVIÇO
Concerto de Abertura do IX Festival Internacional de Violão em Campo Grande
Data: 03 de junho (quarta-feira)
Horário: 20h
Local: Teatro Glauce Rocha – UFMS
Entrada: Gratuita – a orientação da organização é que o público chegue com pelo menos dez minutos de antecedência para garantir um bom lugar.
Atrações: Laurent Boutros (França), Daiana Ferreira da Costa (Paraguai) e Camerata Madeiras Dedilhadas da UFMS, sob regência de Marcelo Fernandes
Bela Vista, MS – A noite de 30 de maio ficará eternamente marcada na história cultural da “Princesa do Apa”. Em uma cerimônia solene e emocionante realizada no histórico Cine São José, a cidade de Bela Vista celebrou a instalação oficial desta noca seccional, que já nasce integrada ao trabalho desenvolvido pela Academia de Letras do Brasil – Mato Grosso do Sul (ALB-MS). O evento reuniu autoridades civis e militares, familiares e a comunidade fronteiriça para testemunhar a posse de 10 pioneiros agentes culturais como Membros Fundadores Imortais.
Após a execução do Hino Nacional tocado com brilhantismo pela Banda do Quartel, os novos “confrades e confreiras” prestaram o juramento acadêmico e receberam a tradicional pelerine (capa acadêmica) e a Comenda, formalizando seu ingresso na instituição e assinando o Livro de Posse.
Uma Academia de Ação e Transformação Social Sob a liderança estadual da ALB-MS, novas seccionais vêm sendo implantadas com o propósito de fortalecer escritores, pesquisadores, educadores, historiadores e agentes culturais comprometidos com a preservação da história e com a formação cultural das futuras gerações.
A instalação da Seccional Bela Vista representa mais um importante passo nesse movimento de expansão cultural, especialmente na região de fronteira, onde a riqueza histórica, linguística e humana possui papel fundamental na construção da identidade de Mato Grosso do Sul.
Os Novos Imortais e a Preservação da Memória. A Seccional Bela Vista nasce alinhada aos grandiosos projetos da ALBMS. A principal missão dos novos acadêmicos é atuar como guardiões da memória regional, imortalizando figuras históricas (“Patronos”) que forjaram a identidade sul-mato-grossense e bela-vistense. O seleto grupo de acadêmicos fundadores e suas respectivas cadeiras são:
● Carlos Edwardo Souza Pereira, ocupando a cadeira patroneada por Ivaldo Pereira.
● Enilce Lino de Andrade Freitas, ocupando a cadeira patroneada por Manoel de Barros.
● Evanilce Lino de Andrade Acioly, ocupando a cadeira patroneada por Irmã Angelina.
● Gerson Pereira Jacques, ocupando a cadeira patroneada pelo herói nacional e seu atepassado José Francisco Lopes – Guia Lopes.
● Grazieli Cordova Molina, ocupando a cadeira patroneada por Ueze Elias Zahran.
● Heitor de Jesus Fleitas, ocupando a cadeira patroneada por Aires Gonçalves.
Josilene Ribeiro Carvalho Atui, ocupando a cadeira patroneada pela Profª Everiana Jorgina Ribeiro Carvalho.
● Josyel Ribeiro Carvalho, ocupando a cadeira patroneada por Athanásio de Almeida Mello.
● Patrícia Lima Figueiredo Ortelhado, ocupando a cadeira patroneada pela heroína Senhorinha Barbosa Lopes (esposa do Guia Lopes)
● Zora Yonara Leite Britez Lopes, ocupando a cadeira patroneada por Glória Loureiro Battilani.
Com a consolidação desta Seccional, os escritores, professores, historiadores e agentes da cultura de Bela Vista garantem que a intelectualidade e a rica herança cultural da fronteira tenham uma representação de peso, abrindo caminho para que novas gerações de talentos literários sejam descobertas e fomentadas na Princesa do Apa.
Realizada entre os dias 03 e 06 de junho de 2026, às margens do Rio Paraguai, a Romaria é organizada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Articulação das CPT’s do Cerrado e Diocese de Santa Cruz de Corumbá
Entre os dias 03 e 06 de junho de 2026, Corumbá (MS) recebe a II Romaria do Cerrado e a I Romaria do Pantanal, reunindo povos, comunidades tradicionais, camponesas, indígenas, quilombolas e organizações sociais em um grande encontro de fé, denúncia e esperança em defesa das águas e dos territórios. A Romaria acontecerá às margens do Rio Paraguai e integra um processo de mobilização que articula diferentes regiões do país, fortalecendo a organização popular diante das ameaças aos biomas Cerrado e Pantanal.
Inspirada no tema “No Cerrado e Pantanal, correm os segredos sagrados das águas”, a Romaria reafirma a centralidade das águas para a vida dos povos e denuncia os impactos de grandes projetos que comprometem os ciclos naturais, os territórios e as formas de existência das comunidades.
A programação é construída de forma coletiva e articula momentos de espiritualidade, formação, intercâmbio entre comunidades, denúncias e mobilização popular. A Romaria também fortalece a construção de estratégias em defesa da justiça socioambiental e da vida nos territórios.
Programação
A programação tem início no dia 03 de junho, com a chegada dos romeiros e romeiras nas comunidades para o intercâmbio, em que os diversos povos poderão trocar saberes e conhecimentos, práticas e tecnologias ancestrais de cuidado com a terra e com as águas.
No dia 04 de junho, acontecem as atividades de intercâmbio nos municípios de Anastácio, Sidrolândia, Miranda e Corumbá, com a chegada dos participantes em Corumbá ao final do dia. À noite, ocorre a Feira Cultural e Ecológica, com apresentações culturais e partilha de produtos agroecológicos e artesanatos.
Já no dia 05 de junho, pela manhã, acontece o encontro dos povos e comunidades do Cerrado e Pantanal. No período da tarde, será realizado o Seminário Estadual de Educação do Campo, reunindo diferentes sujeitos na construção e fortalecimento das lutas nos territórios e em defesa de direitos integrais no campo, com educação e formação de qualidade voltadas às demandas e realidades das comunidades.
No último dia, em 06 de junho, ocorre o momento central da Romaria, com a caminhada celebrativa às margens do Rio Paraguai, seguida de chegada ao Porto Geral e celebração final. A caminhada coletiva é o que guia os povos à Terra Sem Males, pelo Bem Viver no Cerrado e no Pantanal.
Povos e águas em defesa da vida
Para os povos do Cerrado e do Pantanal, as águas são sagradas, carregam memórias, histórias, curas e saberes ancestrais. No entanto, esses territórios vêm sendo impactados por processos de degradação ambiental intensificados pelo aprofundamento do capital no campo, com as violências do agro-hidro-minero-negócio, o avanço do desmatamento, mineração e grandes projetos de infraestrutura, que ameaçam a continuidade da vida.
O Pantanal, maior área úmida do planeta, enfrenta a redução de suas águas e eventos climáticos extremos. Já o Cerrado, conhecido como “berço das águas”, sofre com a destruição de nascentes e bacias hidrográficas, fundamentais para a vida de toda a população brasileira.
Diante desse cenário, a Romaria se coloca como um espaço profético de denúncia, anúncio e mobilização, reunindo diferentes povos para afirmar que a defesa das águas é, também, a defesa da vida.
Serviço – II Romaria do Cerrado e I Romaria do Pantanal