(67) 99634-2150 |
Bela Vista-MS Terça-Feira, 20 de Outubro de 2026
Imasul aponta elevação nos níveis dos rios em diferentes regiões do Estado e previsão de novas chuvas

Imasul aponta elevação nos níveis dos rios em diferentes regiões do Estado e previsão de novas chuvas

O Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), por meio da Sala de Situação, divulgou nesta sexta-feira (16) o boletim com informações sobre os níveis dos rios monitorados no Estado, os volumes de chuva registrados e a previsão meteorológica. Os dados apontam elevação em diferentes pontos de monitoramento e indicam a necessidade de atenção diante da possibilidade de novas precipitações.

No Rio Miranda, a estação de Miranda registrou 6,83 metros, com elevação em relação aos 6,82 metros do dia anterior. O valor está acima da cota de alerta, fixada em 6 metros, e abaixo da cota de emergência, de 7 metros.

Já o Rio Taquari, em Coxim atingiu 4,24 metros, conforme a medição das 7h desta sexta-feira. O nível ultrapassou a cota de alerta, estabelecida em 4 metros, e apresentou aumento expressivo em relação ao dia anterior, quando estava em 3,84 metros. A cota de emergência para o local é de 5 metros.

Outro ponto que exige atenção é o Rio Dourados, na estação de Dourados, que chegou a 3,25 metros, acima da cota de alerta de 3,10 metros. O nível também subiu em relação à medição anterior, quando registrava 3,24 metros.

No Rio Pardo, na estação Fazenda Buriti, o nível chegou a 5,10 metros, aproximando-se da cota de alerta de 5,30 metros. Já no Rio Paraguai, a estação de Ladário registrou 1,29 metro, enquanto Porto Esperança marcou 69 centímetros e Porto Murtinho, 2,93 metros. Em todos esses pontos, os níveis permanecem abaixo das respectivas cotas de alerta.

Já o Rio Piquiri, a estação São José do Piquiri registrou 2,41 metros, enquanto a estação Pousada Taiamã também marcou 2,41 metros. Na estação São Francisco, no Rio Paraguai, o nível permaneceu em 4,39 metros, sem alteração em relação ao dia anterior.

Para Leonardo Sampaio, gerente de Recursos Hídricos do Imasul, o acompanhamento dos níveis dos rios é importante para avaliar as condições hidrológicas e subsidiar medidas de prevenção.

“O monitoramento dos níveis dos rios é fundamental para acompanhar a evolução das condições hidrológicas e subsidiar as ações de prevenção. Com a previsão de novas chuvas e a elevação observada em alguns pontos, é importante que a população acompanhe os boletins e os avisos meteorológicos, especialmente nas regiões próximas aos rios e em áreas mais suscetíveis a alagamentos”, destaca.

Chuva acumulada

O boletim também registra volumes significativos de chuva nos últimos dias em algumas regiões. Na estação São Francisco, foram acumulados 75,6 milímetros em sete dias. Em Ladário, o volume chegou a 80 milímetros no mesmo período, enquanto Palmeiras registrou 72,8 milímetros.

Em Coxim, no Rio Taquari, foram registrados 24,8 milímetros nas últimas 24 horas e 56,8 milímetros em sete dias. Na estação Fazenda Buriti, no Rio Pardo, o acumulado foi de 10,6 milímetros em 24 horas e 49 milímetros em sete dias.

A previsão elaborada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), vinculado à Semadesc, indica que esta sexta-feira será de bastante nebulosidade e condições favoráveis à ocorrência de chuvas em Mato Grosso do Sul, devido à atuação de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico.

As maiores chances de chuva estão previstas para as regiões norte, nordeste e leste do Estado, onde podem ocorrer precipitações mais intensas, acumulados significativos e tempestades acompanhadas de raios e rajadas pontuais de vento. Nas regiões sul e sudoeste, são esperadas chuvas de fraca intensidade, sem descartar a ocorrência de neblina e nevoeiros em alguns pontos.

De acordo com o Cemtec, os elevados acumulados de chuva registrados nos últimos dias mantêm o risco de alagamentos, principalmente em áreas mais vulneráveis. Os ventos devem predominar do quadrante sul, com velocidades entre 30 e 50 km/h, podendo ocorrer rajadas superiores a 50 km/h em pontos isolados.

Monitoramento contínuo

A Sala de Situação do Imasul acompanha os níveis dos rios por meio de uma rede de 14 estações telemétricas distribuídas em diferentes bacias hidrográficas de Mato Grosso do Sul. As informações permitem acompanhar as condições hidrológicas e subsidiar ações de monitoramento e prevenção.

As medições de nível apresentadas no boletim correspondem às 7h, no horário local. O documento utiliza dados do Sistema Hidro-Telemetria, mantido pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), além de referências hidrológicas estabelecidas para as estações.

O Imasul orienta que a população acompanhe as atualizações dos níveis dos rios e os avisos meteorológicos, especialmente nas regiões sujeitas a alagamentos.

Gustavo Escobar, Comunicação Imasul
Fotos: Ricardo Campos Jr (Rio Miranda)

Rio Apa começa a baixar em Bela Vista, defesa civil alerta para chuva forte

Rio Apa começa a baixar em Bela Vista, defesa civil alerta para chuva forte

Defesa Civil monitora o nível do rio, que começou a baixar gradativamente após 300 milímetros de chuva registrados em cinco dias.

O transbordamento do Rio Apa, provocado pelas fortes chuvas que atingem Mato Grosso do Sul, levou à retirada de famílias ribeirinhas de áreas de risco em Bela Vista, na fronteira com o Paraguai. Na quarta-feira (14), seis famílias precisaram deixar suas casas, enquanto três pessoas que ficaram ilhadas foram resgatadas de barco por equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil.

Em informações repassadas à reportagem do Fronteira News nesta quinta-feira (15), a Coordenadora da Defesa Civil, Silmara informou que o nível da água está baixando gradativamente. Apesar da melhora, a Defesa Civil permanece em alerta diante da possibilidade de novas chuvas.

De acordo com a coordenadora da Defesa Civil de Bela Vista, Silmara Ajala, nove famílias foram retiradas preventivamente e buscaram abrigo na casa de parentes. Desde então, as equipes seguem monitorando a situação, prestando assistência aos moradores e acompanhando o nível do Rio Apa.

O volume de precipitação registrado no município chegou a 300 milímetros nos últimos cinco dias. Somente na terça-feira (13) foram registrados 75 milímetros, mesmo volume contabilizado na quarta-feira (14).

Pontos críticos

Familias sendo retiradas da area de risco. (Foto: defesa Civil)

Entre os locais que exigem maior atenção estão a Baixada Fluminense, a Baixada Corintiana e a Praia do Pompilho, áreas afetadas pela elevação do nível da água.

A coordenadora da Defesa Civil orienta os moradores a procurarem ajuda assim que perceberem a aproximação da água ou qualquer situação de risco. A recomendação é importante para que as equipes possam organizar o atendimento e realizar a retirada preventiva, quando necessário.

Enxurradas também provocam alagamentos

Além dos problemas relacionados ao transbordamento do Rio Apa, as chuvas provocaram alagamentos em residências localizadas fora das áreas ribeirinhas. Conforme as informações divulgadas, 12 casas foram atingidas pelas enxurradas.

A dificuldade no escoamento da água contribuiu para os alagamentos. Com grande parte das vias ainda sem pavimentação, as valetas utilizadas para facilitar a vazão da água ficaram assoreadas e não conseguiram suportar o volume das enxurradas, que acabaram invadindo imóveis.

Previsão exige atenção

A Defesa Civil também alerta para a possibilidade de novas chuvas intensas em Bela Vista, acompanhadas de rajadas de vento e eventual queda de granizo.

A orientação é que os moradores evitem áreas alagadas, não tentem atravessar locais com correnteza e acionem as equipes de emergência diante de qualquer situação de perigo. Mesmo com a redução gradual do nível do Rio Apa, a população deve permanecer atenta aos avisos oficiais e às mudanças nas condições climáticas.

Ademir Mendonça – Fronteira News – Fotos; Defesa Civil

Requerimento para criação da CPI do Tapa-Buraco chega a nove assinaturas e vereadora Luiza busca décima adesão

Requerimento para criação da CPI do Tapa-Buraco chega a nove assinaturas e vereadora Luiza busca décima adesão

O requerimento apresentado pela vereadora Luiza Ribeiro (PT) para a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tapa-Buraco em Campo Grande recebeu, nesta quinta-feira (15), mais três assinaturas e chegou a nove vereadores signatários. A parlamentar busca agora a décima adesão para avançar com a proposta no início da próxima semana.

Além da proponente, assinam o requerimento os vereadores Landmark Rios (PT), Jean Ferreira (PT), Maicon Nogueira (PP), Marquinhos Trad (PV), André Salineiro (PL), Ronilson Guerreiro (Podemos), Flávio Cabo Almi (PSDB) e Veterinário Francisco (União Brasil).

Nesta quinta-feira, Luiza Ribeiro participou de uma reunião com o presidente da Câmara Municipal, Papy, e outros vereadores que acompanham as discussões entre as bancadas do Legislativo. Durante o encontro, a parlamentar apresentou os pontos do requerimento e explicou os fatos que fundamentam a proposta de investigação.

A reunião também abordou outros assuntos de interesse do Legislativo, como as emendas impositivas e o novo prazo para apresentação de emendas ao orçamento municipal do próximo ano. Também foram discutidos requerimentos de informações destinados a secretarias municipais, entre elas as pastas da Saúde e de Obras.

Durante a conversa, outros vereadores manifestaram interesse na instalação da CPI, considerando a dimensão do problema enfrentado pela população. Conforme os dados apresentados no requerimento, quase 9 mil indicações relacionadas aos serviços de tapa-buraco foram encaminhadas à Prefeitura somente no primeiro semestre de 2026.

Para Luiza Ribeiro, o volume de demandas reforça a necessidade de esclarecer por que o serviço não tem respondido às necessidades da população e quais fatores contribuem para a precariedade das vias públicas da Capital.

“A CPI do Tapa-Buraco é um instrumento legislativo necessário para esclarecer questões que ainda não estão transparentes na administração pública e permitir que a Câmara e a população compreendam o que está acontecendo com a execução desse serviço em Campo Grande”, afirma a vereadora.

O requerimento apresentado por Luiza Ribeiro estabelece seis fatos determinados que deverão orientar os trabalhos, caso a CPI seja criada.

O primeiro é a ausência de ações e respostas da administração municipal diante das constantes reclamações da população sobre as condições do pavimento das vias públicas.

O segundo trata dos prejuízos causados aos moradores e aos cofres públicos pela falta de execução regular dos serviços de tapa-buraco.

O terceiro questiona a redução dos investimentos em manutenção das vias públicas. Segundo os dados apresentados no requerimento, a dotação orçamentária para modernização e requalificação das vias urbanas passou de mais de R$ 132 milhões, em 2025, para pouco mais de R$ 40 milhões, em 2026, uma redução próxima de 70%.

O quarto ponto envolve os indícios de irregularidades e os casos de corrupção relacionados à execução dos serviços, já divulgados pelos meios de comunicação e mencionados no documento.

O quinto diz respeito à ausência de resposta do Poder Executivo a um requerimento de informações aprovado pelo Plenário da Câmara Municipal, que solicitava esclarecimentos sobre a execução dos serviços de tapa-buraco.

Por fim, o sexto fato questiona a permanência das más condições das vias de Campo Grande mesmo com a disponibilidade de uma usina de pavimentação asfáltica do Consórcio CENTRAL MS, do qual o município faz parte, apontada no requerimento como uma estrutura capaz de reduzir os custos do serviço.

O pedido tem como fundamento o artigo 58, § 3º, da Constituição Federal, o artigo 33, § 3º, da Lei Orgânica do Município e o artigo 82 do Regimento Interno da Câmara Municipal. O documento prevê prazo inicial de 120 dias para os trabalhos de investigação.

Para Luiza Ribeiro, a obtenção das assinaturas necessárias é um passo importante para que o Legislativo possa aprofundar a fiscalização sobre a execução dos serviços, esclarecer os fatos apresentados e buscar respostas para um problema que afeta diariamente a mobilidade e a segurança da população de Campo Grande.

Central de Regulação do Postão amplia atendimento até as 21h em Bela Vista

Central de Regulação do Postão amplia atendimento até as 21h em Bela Vista

Horário estendido às segundas, terças e quintas-feiras busca acabar com as filas de madrugada e facilitar o acesso de quem trabalha durante o dia

A Secretaria Municipal de Saúde de Bela Vista ampliou o horário de atendimento da Central de Regulação, que funciona no Postão. Desde a terça-feira 13.10 o serviço passou a atender também em terceiro turno, das 17h às 21h, às segundas, terças e quintas-feiras. Nesse período, os moradores podem retirar medicamentos e acessar os demais serviços oferecidos pela Regulação.

A medida responde a uma situação que se repetia diariamente na unidade. Como a Central de Regulação abre às 7h, muitas pessoas chegavam ainda de madrugada para garantir atendimento nas primeiras horas do dia. Boa parte delas trabalha em horário comercial e precisava resolver a demanda antes de começar o expediente.

O resultado eram filas longas e desgastantes, que não eram necessárias: todos os usuários acabavam sendo atendidos, independentemente da ordem de chegada. Mesmo assim, a preocupação em não perder o atendimento levava moradores a enfrentar horas de espera, muitas vezes no frio e no escuro.

Para oferecer mais conforto e dignidade a essas pessoas, a Secretaria Municipal de Saúde decidiu estender o horário da Regulação. Agora, quem não consegue ir à unidade durante o dia pode buscar o serviço no início da noite, depois do trabalho, sem precisar madrugar na fila.

Jerônimo Ferreira solicita implantação do Refis do SAAE ainda em 2026

Jerônimo Ferreira solicita implantação do Refis do SAAE ainda em 2026

Durante a sessão ordinária desta segunda-feira (13) de outubro, o vereador Jerônimo Ferreira (PSDB) apresentou pedido verbal direcionado ao diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), solicitando o encaminhamento de um Projeto de Lei para implantação do Refis (Programa de Regularização Fiscal) ainda em 2026.

A proposta tem como objetivo beneficiar os usuários que possuem débitos em atraso, oferecendo uma oportunidade para regularizar suas pendências financeiras junto ao órgão e quitar suas dívidas.

Segundo o vereador, a iniciativa poderá contribuir para que os consumidores inadimplentes coloquem suas contas em dia, ao mesmo tempo em que possibilita a regularização dos débitos junto ao SAAE.

Após cheia do Rio Apa, Renato Câmara pede recursos urgentes para famílias de Bela Vista

Após cheia do Rio Apa, Renato Câmara pede recursos urgentes para famílias de Bela Vista

A água do Rio Apa ultrapassou as margens, alcançou moradias e obrigou nove famílias a deixar suas casas em Bela Vista, na fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai. A cheia atingiu áreas ribeirinhas, com pontos críticos na Baixada Fluminense, na Baixada Corintiana e na Praia do Pompilho. Diante da situação, o deputado estadual Renato Câmara (Republicanos), vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), apresentou nesta quinta-feira (15) uma indicação solicitando recursos emergenciais ao governo estadual para prestar assistência aos atingidos e recuperar os danos provocados pelas chuvas.

Em apenas cinco dias, Bela Vista registrou cerca de 300 milímetros de chuva. O nível do Rio Apa subiu cinco metros acima do habitual, provocando alagamentos nas áreas ribeirinhas. Segundo a Defesa Civil, uma das famílias retiradas foi encaminhada a um abrigo público, enquanto outras sete buscaram acolhimento na casa de parentes. Enxurradas também atingiram 12 residências em outros pontos da cidade.

A situação levou Renato Câmara a entrar em contato por telefone com o vereador Flavinho Lopes. Durante a conversa, o deputado buscou informações sobre os impactos da enchente e colocou seu mandato à disposição para ajudar nas medidas necessárias ao atendimento das famílias e à recuperação do município.

A partir dessa preocupação, o parlamentar formalizou uma indicação ao governador Eduardo Riedel, ao secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, e ao diretor-presidente interino da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), Gil Márcio Franco.

O documento solicita, em caráter de urgência, recursos do Fundo Estadual de Defesa Civil (Fundec-MS) para reforçar a assistência aos atingidos e apoiar a recuperação dos danos provocados pela enchente.

Apoio às famílias e recuperação das áreas atingidas

Após cheia do Rio Apa, Renato Câmara pede recursos urgentes para famílias de Bela Vista

A proposta busca garantir condições para que o município amplie o atendimento às pessoas que precisaram deixar suas casas, com prioridade para o acesso a alimentos, água potável, medicamentos e outros itens essenciais.

Criado pela Lei 3.278/2006, o Fundec-MS permite o financiamento de ações de resposta a desastres, assistência às vítimas e reconstrução de áreas atingidas, desde que atendidos os requisitos legais.

A indicação de Renato Câmara busca mobilizar o apoio do Estado para uma situação que exige respostas imediatas. A solicitação ainda depende de análise e das providências dos órgãos competentes.