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Caracol viveu uma noite inesquecível no último sábado, 1º de novembro, com a realização da segunda edição da Noite da Cultura Paraguaia, evento que reuniu centenas de pessoas no Clube de Laço Retiro Caracol.
O público pôde prestigiar uma programação repleta de atrações culturais, apresentações artísticas e muita integração entre os povos brasileiro e paraguaio. O evento contou com comidas típicas preparadas pela AME – Associação de Mulheres Empoderadas de Caracol, além de bebidas geladas, música ao vivo e um ambiente totalmente familiar.
Entre os destaques da noite, estiveram as apresentações culturais do Projeto Passos do Sol, grupos folclóricos de San Carlos, Bella Vista e Pedro Juan Caballero (PY) e o super show de Fábio Kaida e grupo, que animou o público até o final do evento.
A celebração teve início com a entrada solene da Santa Virgem de Caacupê, padroeira do Paraguai, conduzida por membros das famílias Fernandes e Fernandes Vieira, descendentes do saudoso Coração Fernandes, devoto da Virgem e precursor das homenagens à Santa em terras caracolenses.
Em sua fala, o Prefeito Municipal Carlos Humberto Pagliosa destacou a importância da valorização cultural e da integração entre os povos. “Fico feliz e emocionado em ver a cultura sendo valorizada. Obrigado aos visitantes e parabéns aos colaboradores que tanto trabalharam para organizar esta festa linda e cheia de significados. Nós, de Caracol, somos entrelaçados com o Paraguai — por aqui, quase todas as famílias têm origem no país vizinho”, ressaltou o prefeito.
O evento contou ainda com a presença do presidente da Câmara, vereador Marcelo Solaliendres, das vereadoras Lidiane Lescano e Meire Leite, além das secretárias municipais Thaiz Leite, Maria Odete, Ogair Garcia e Cristina Araújo, e da procuradora municipal Gesiene Moreno.
A Noite da Cultura Paraguaia reforçou o compromisso da gestão municipal com a valorização das tradições, o respeito à diversidade e o fortalecimento dos laços históricos e culturais entre Brasil e Paraguai — elementos que fazem parte da identidade do povo caracolense.
Em mais uma ação voltada ao fortalecimento do turismo sustentável e seguro em Bonito, o deputado estadual Paulo Corrêa, 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, articulou junto ao Corpo de Bombeiros Militar a realização de um curso de formação e atualização para guarda-vidas e guias turísticos que atuam no município.
O treinamento, que teve início nesta terça-feira (4), é resultado de uma solicitação conjunta do prefeito Josmail Rodrigues, da vice-prefeita e secretária de Turismo Juliane Salvadori, e da empresária Luiza Coelho, do Grupo Rio da Prata. A proposta foi discutida em reunião realizada no gabinete de Paulo Corrêa, em Campo Grande, no dia 12 de setembro, com a presença do comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Frederico dos Reis Pouso Salas.
Para Paulo Corrêa, ações fortalecem o turismo seguro e impulsionam a geração de renda no município.
Nesta primeira etapa do curso, 18 alunos participam da formação inicial e 10 da atualização profissional. De acordo com a Prefeitura de Bonito, devido à grande procura, uma nova turma já está prevista para o período de 24 a 28 de novembro, com 43 inscritos na lista de espera.
“Nosso compromisso é fortalecer o turismo responsável e seguro em Bonito. Tenho orgulho de ser o deputado de Bonito e de contribuir para que o município continue sendo referência em preservação ambiental e qualidade na experiência turística”, afirmou Paulo Corrêa.
O prefeito Josmail Rodrigues destacou a importância da parceria entre as instituições. “Unir forças entre o poder público e a iniciativa privada é fundamental para garantir que nossos visitantes tenham uma experiência de segurança e organização em nossos destinos turísticos”, pontuou.
Para Paulo Corrêa, ações como essa reforçam o compromisso de Bonito com a segurança e a qualificação profissional, fortalecendo o turismo e impulsionando a geração de renda local.
“Bonito é um orgulho para Mato Grosso do Sul e para o Brasil. Nosso papel é apoiar quem trabalha todos os dias para cuidar desse patrimônio natural e fazer o turismo crescer com responsabilidade”, concluiu Paulo Corrêa.
Advogado e professor ressalta que a nova legislação fiscal trará previsibilidade e estabilidade para o agronegócio brasileiro e fronteiriço
O advogado e professor André Borges, ex-juiz federal eleitoral e referência nas áreas civil, criminal e tributária, chegou à Ponta Agrotec 2025 para abordar um tema de grande relevância: os efeitos da Reforma Tributária sobre o agronegócio. A palestra aconteceu no primeiro dia de evento.
Com mais de 25 anos de experiência como docente e atuação destacada em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Brasília, Borges trouxe uma visão prática e otimista sobre o cenário tributário. Segundo ele, a Reforma Tributária aprovada em 2023 — e reforçada por nova legislação no início de 2025 — deve promover um ambiente mais previsível e confiável para os empreendedores.
“A reforma será implementada de forma gradual a partir do próximo ano. Isso dá tempo para que os produtores rurais e contribuintes se adaptem, conheçam as mudanças e ajustem seus negócios à nova realidade fiscal”, explicou Borges.
Impacto na fronteira e novas oportunidades
Durante sua fala, André Borges também destacou as diferenças entre os sistemas tributários do Brasil e do Paraguai, apontando oportunidades de expansão e parcerias na região de fronteira. Para ele, a integração produtiva entre os dois países pode ser fortalecida com um ambiente jurídico mais estável e com planejamento tributário responsável.
“A reforma impacta todos os empreendimentos no Brasil, mas especialmente o setor do agronegócio. É importante que os empresários se mantenham atentos às novidades para aproveitar as oportunidades e minimizar riscos”, afirmou o advogado.
Conexão com o espírito da Ponta Agrotec
O tema da palestra dialoga diretamente com o propósito da Ponta Agrotec 2025, que busca promover integração produtiva entre Brasil e Paraguai, com foco em inovação, sustentabilidade e segurança jurídica. A fala de Borges antecede o Paraguay Brasil Summit e reforça o compromisso do evento em oferecer conteúdo técnico de alto nível.
A Ponta Agrotec 2025 começou hoje, 5, e segue até o dia 7 de novembro, em Ponta Porã, no Majestic Hall, reunindo empresários, produtores rurais, autoridades e investidores para três dias de conexões e oportunidades no setor agroindustrial.
Lei criada por Delasnieve Daspet nasceu do desejo de reconhecer o escritor do Estado e valorizar a cultura literária de Mato Grosso do Sul
No dia 6 de novembro, Mato Grosso do Sul celebra o Dia da Literatura Sul-Mato-Grossense, data oficial do calendário cívico e cultural do Estado. O que poucos sabem é que a iniciativa que deu origem à lei é fruto da visão e da sensibilidade de Delasnieve Daspet, escritora, poeta e ativista cultural que há décadas carrega a bandeira da literatura e da paz pelo mundo.
Ao descobrir que não havia nenhuma data dedicada à classe literária sul-mato-grossense, ela decidiu agir. “Elaborei um anteprojeto completo e o levei à Assembleia Legislativa, que acolheu a ideia e a transformou em projeto de lei”, relembra.
A proposta foi aprovada e sancionada pelo então governador André Puccinelli, em 31 de dezembro de 2007. Desde então, a data passou a integrar o calendário oficial, celebrando o talento e a resistência dos escritores do Estado. “A lei está completando 18 anos, atingindo a maioridade. Mas foi comemorada oficialmente apenas uma vez. Desde então, eu mesma mantenho viva essa chama, escrevendo artigos, realizando palestras e estimulando a reflexão sobre a importância da literatura sul-mato-grossense”, afirma.
Para Delasnieve, a criação da data representa muito mais do que um simples registro no calendário, é um gesto de reconhecimento a uma classe que, historicamente, enfrenta desafios para ser ouvida e valorizada.
“O escritor ainda não é reconhecido como profissional, mas é um ser que doa o que tem de mais íntimo, seus pensamentos, suas emoções e seus sonhos, para inspirar outras pessoas”, destaca.
Desafios e transformações da literatura de MS
Mesmo com o avanço da internet e o crescimento do acesso à leitura digital, Delasnieve reconhece que ainda há obstáculos. “O principal desafio do escritor é ser lido”, afirma. “Em Campo Grande existem poucas livrarias, e o livro regional muitas vezes fica escondido nas prateleiras. Falta vontade de mostrar o que é nosso, de valorizar o autor da terra”.
Por outro lado, ela enxerga avanços importantes. “Hoje, com as redes sociais e as transmissões online, conseguimos chegar a outros países. Os escritores sul-mato-grossenses têm visibilidade internacional, participam de feiras, bienais e estão ocupando o espaço que lhes pertence”.
Uma trajetória premiada e internacional
Com 27 livros publicados e obras traduzidas para mais de dez idiomas, entre eles inglês, francês, espanhol, russo, norueguês, japonês e coreano, Delasnieve Daspet é uma das autoras mais premiadas do país.
Foi reconhecida por instituições como a Academia Francesa de Letras, Ciências e Artes, recebeu premiações em Nova Iorque, Japão e Suíça, além de comendas da Assembleia Legislativa, Câmara Municipal de Campo Grande, OAB e entidades internacionais de cultura e paz.
Em 2023, foi indicada ao Prêmio Nobel de Literatura pela Academia Internacional de Escritores Brasileiros, sediada na Flórida, e ficou entre os finalistas. “Foi um reconhecimento que não tem tamanho. Fiquei muito orgulhosa de ver o nome do Mato Grosso do Sul sendo lembrado em um certame desse porte”, comenta.
Além da literatura, Delasnieve é embaixadora da paz e vice-presidente internacional do IFLAC World Peace, tendo realizado em 2023 o maior evento internacional pela paz no Memorial da América Latina, reunindo representantes de 29 países. Também levou sua exposição sobre alterações climáticas e humanidade para Braga, Portugal, e depois a replicou em Campo Grande na Casa de Cultura, na OAB-MS e na UFMS.
Da beira do rio à literatura universal
Filha do Pantanal, nascida em Porto Murtinho, Delasnieve cresceu às margens do rio Paraguai, em um ambiente simples e cheio de poesia.
“Aprendi a ler com a Bíblia. Meu pai me ensinava os salmos, me fazia interpretar e escrever o que eu entendia. Foi assim que comecei a gostar das palavras”, conta. Desde os nove anos, escreve poemas que refletem o interior humano e as paisagens do seu chão.
Ela descreve sua produção como “uma literatura interiorizada e universal”, que mistura o regional com o simbólico. Um exemplo é o livro ‘Pã – Che Tetã’ em que une o grego e o guarani no título. “‘Pan’ são os deuses gregos das matas, e ‘Che Tetã’ é minha terra. É o encontro entre culturas, o diálogo entre o sagrado e o pantaneiro”, explica.
O poder transformador da palavra
Para Delasnieve, escrever é sobrevivência. “A gente dilui em palavras as dores, os incômodos e os sentimentos. E quando alguém diz: ‘esse poema foi feito para mim’, eu sei que o que é pessoal se torna universal. As dores se encontram nas palavras”, afirma.
Ela defende que a literatura deve ser cultivada desde cedo, dentro de casa. “Os pais precisam ensinar os filhos a lerem, interpretar e sonhar. Foi o que meu pai fez comigo. A leitura abre mundos, desperta o desejo de ser melhor, de entender o outro”, diz.
Com centenas de medalhas e dezenas de prêmios, a escritora resume sua missão em uma frase simples, mas poderosa: “Eu escrevo para viver, e vivo para escrever”, finaliza a profissional.
Preocupada com a segurança dos alunos, vereadora Lourdes Monteiro quer capacitação obrigatória em primeiros socorros em escolas e instituições
A vereadora Prof.ª Lourdes Monteiro apresentou na sessão ordinária desta terça-feira, 04, o Projeto de Lei nº 38/2025/CM, que “dispõe sobre a implementação, no âmbito do Município de Ponta Porã, da Lei Federal nº 13.722, de 4 de outubro de 2018 (Lei Lucas), e dá outras providências”.
A proposta foi lida em primeira discussão e votação na Câmara Municipal e tem como objetivo principal garantir que profissionais que atuam com crianças estejam preparados para agir em situações de emergência.
O projeto prevê a capacitação anual em noções básicas de primeiros socorros para professores, funcionários de escolas públicas e privadas, brinquedotecas, centros de atendimento, projetos sociais, serviços de equoterapia e outras instituições que atendem crianças e adolescentes.
A parlamentar explica que o treinamento abordará temas como desengasgo, reanimação, convulsões, quedas e hemorragias, com aulas teóricas e práticas.
As instituições também deverão manter um kit básico de primeiros socorros e selo de certificação visível ao público.
Conforme a vereadora Lourdes Monteiro, a proposta nasce de uma preocupação direta com a segurança das crianças e adolescentes no ambiente escolar e em espaços de convivência.
“Esse projeto tem como objetivo garantir que todos os profissionais que atuam nas escolas, tanto públicas quanto privadas, recebam capacitação em primeiros socorros. A ideia é que professores e funcionários saibam agir rapidamente em situações de emergência, como casos de engasgo, desmaio, queda ou qualquer outro acidente que possa acontecer no ambiente escolar.”, afirmou.
O PL nº 38/2025/CM segue agora para as próximas etapas de tramitação legislativa.