Para fortalecer as ações de vigilância em saúde nos municípios de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado entregou nesta segunda-feira (24) veículos que vão contribuir no reforço das atividades de combate às endemias em 14 municípios.
Os novos veículos, adquiridos pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), permitirão maior agilidade no deslocamento das equipes, ampliando a capacidade de resposta nas ações de controle e prevenção de doenças como dengue, chikungunya e zika.
“O Estado é muito grato a todas as ações que têm transformado aos poucos essa realidade junto com os municípios. E não é tarefa fácil. É um esforço conjunto. Esta caminhonete é para já trabalhar, apoiar as ações de combate com foco na vigilância, que é onde começa o sucesso do sistema de saúde. O trabalho começa na prevenção e é isso que a gente está buscando fortalecer”, disse o governador Eduardo Riedel.
A iniciativa integra a estratégia estadual ‘Vigilância em Saúde – Vetores SES’, que tem como foco o fortalecimento das equipes municipais que atuam diretamente no controle de vetores e na promoção da saúde ambiental. Com os novos veículos, os municípios ganham mais autonomia, mobilidade e capacidade operacional, assegurando uma resposta mais rápida e eficiente às demandas locais.
“Nós estamos cumprindo o compromisso de entregar uma caminhonete para todos os municípios, para a vigilância. É bom lembrar que as chuvas já chegaram, o calor está aí, realmente esses veículos vêm em boa hora, para os municípios intensificarem suas atividades no combate e controle do mosquito Aedes aegypti”, disse o secretário da SES, Maurício Simões.
Mato Grosso do Sul passa a contabilizar 51 veículos entregues exclusivamente para fortalecer a vigilância em saúde, com investimento global superior a R$ 11,2 milhões. O secretário Walter Carneiro Júnior (Casa Civil) participou da solenidade, juntamente com deputados estaduais e representantes da bancada federal.
Além das caminhonetes entregues, a SES amplia a estrutura de apoio aos municípios e às unidades de saúde de MS. Somente neste ano, as entregas já realizadas representam um investimento de R$ 23,1 milhões em veículos voltados ao fortalecimento da Vigilância em Saúde, transporte assistencial e suporte às equipes municipais.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom
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Implementadas como estratégia de resposta rápida aos incêndios florestais no Pantanal, as bases avançadas do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul vêm se consolidando como estruturas essenciais não apenas para o combate ao fogo, mas também para o atendimento emergencial aos pantaneiros que vivem nas áreas mais isoladas do bioma.
Nesses locais remotos, onde as formas de comunicação são limitadas e o socorro nem sempre chega com facilidade, pedidos de ajuda surgem de maneira simples, mas igualmente urgentes. E é nas bases avançadas, instaladas em 2024, que os ribeirinhos e moradores das regiões distantes têm encontrado apoio seguro em momentos críticos.
Uma delas, instalada na Serra do Amolar, tornou-se permanente e funciona durante todo o ano. Outras seguem o modelo temporário, sendo ativadas apenas no período mais crítico da seca e seguindo o planejamento anual de prevenção e combate aos incêndios. Elas são estruturadas com equipamentos, viaturas e efetivo e todas oferecem atendimento quando acionadas pelas comunidades isoladas.
Foi o que ocorreu no dia 2 de novembro, quando a equipe dos Bombeiros que atua na base da Serra do Amolar realizou um resgate de emergência no Pantanal do Paiaguás. Um trabalhador rural, de 44 anos, sofreu ferimentos provocados por arma branca em uma fazenda de difícil acesso. A pronta resposta dos militares da base foi decisiva para salvar a vítima.
Diego Teodoro de Jesus, que foi o responsável por acionar os Bombeiros, relatou a importância do atendimento.
“A logística que o Corpo de Bombeiros conseguiu desenvolver aqui, com essa base no Amolar, fez toda a diferença. A resposta foi muito rápida. A embarcação foi fundamental; sem ela, talvez o desfecho fosse outro. O tenente Laertes me orientou o tempo todo por telefone, fez chamada de vídeo, explicou como estancar o sangramento. Graças ao trabalho da base avançada e da lancha rápida, a operação foi um sucesso. Agradeço o empenho do Corpo de Bombeiros pela agilidade com que nos atenderam”, disse.
Essa é apenas uma das inúmeras ocorrências atendidas pelas equipes que permanecem de prontidão nas bases. Entre agosto e setembro deste ano, elas foram acionadas pelo menos sete vezes para atendimentos pré-hospitalares de urgência e emergência que exigiram conhecimento técnico e rapidez por parte dos bombeiros militares.
O ribeirinho Severo Xavier de Farias, morador da Serra do Amolar, também já contou com o apoio da base em mais de uma ocasião. Após três meses sem ir à cidade e com um ferimento no pé, no dia 28 de agosto ele recebeu auxílio dos militares para se deslocar até Corumbá e obter atendimento médico. Durante o trajeto, agradeceu à equipe e lembrou que os bombeiros também atenderam sua esposa quando ela sofreu um Acidente Vascular Cerebral.
“Quando a gente precisa, procura o bombeiro. Já ajudaram minha esposa quando ela teve AVC. É muito bom ter o Corpo de Bombeiros aqui, porque está ajudando muito a gente”, afirmou.
Outras ocorrências atendidas este ano pelas equipes das bases incluem o socorro a um homem atacado por uma onça, atendimento a vítima de picada de abelhas, busca por pessoa desaparecida, atendimento a uma criança ferida e diversos transportes fluviais e aeromédicos, além de ações cotidianas de apoio aos moradores.
Em setembro, a sede da base avançada na Serra do Amolar foi utilizada como apoio para a operação do projeto Juizado Especial Federal (JEF) Itinerante Fluvial, que levou serviços de cidadania a moradores ribeirinhos e indígenas ao longo do Rio Paraguai, no município de Corumbá.
Ações como essa, somadas à atuação constante dos bombeiros militares, reforçam a importância das estruturas das bases avançadas para garantir assistência rápida e eficiente à população pantaneira.
O 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), solicitou nesta segunda-feira (24) a execução do projeto de drenagem e pavimentação de toda a extensão da rua Pérsio Antunes de Oliveira, no bairro Harry Amorim Costa, em Naviraí.
A gravidade da situação ficou ainda mais evidente após a vistoria realizada pelo deputado na última sexta-feira (21), ao lado do prefeito Rodrigo Sacuno e do vereador Neninha. No local, Paulo Corrêa constatou os desafios enfrentados pelos moradores, que convivem com erosões, enxurradas e danos estruturais — problemas que se intensificam a cada período de chuva.
Corrêa em reunião com o vereador Neninha e o prefeito Rodrigo Sacuno
“Sabemos o que a população da Pérsio Antunes enfrenta, principalmente nos dias de chuva, quando a enxurrada e a erosão tomam conta da rua”, afirmou o deputado. “É uma obra grande, mas necessária. Vamos articular com o governador Eduardo Riedel uma solução definitiva para esse problema que já dura anos”, completou.
O projeto de drenagem e pavimentação foi apresentado durante o MS Ativo Municipalismo 2025, onde lideranças locais apontaram a intervenção como uma das principais prioridades de infraestrutura para Naviraí.
A indicação formal foi encaminhada ao governador Eduardo Riedel e ao secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, reforçando a urgência de iniciar a obra e garantir segurança e qualidade de vida aos moradores da região.
Após protestos, vereadores farão reunião para decidir sobre nova audiência pública ou até revogação da medida
Com a Câmara Municipal lotada por moradores, empresários e trabalhadores do setor turístico, os vereadores de Bonito, a 297 km de Campo Grande, discutiram na manhã desta segunda-feira (24) a cobrança da taxa de R$ 15 por dia para turistas que visitarem a cidade a partir de 20 de dezembro de 2025. Entre os 11 parlamentares, surgiram propostas para realização de uma audiência pública e até mesmo para revogar a medida.
A Câmara Municipal de Bonito, Mato Grosso do Sul, foi palco de intenso debate sobre a Taxa de Conservação Ambiental (TCA) de R$ 15, que será cobrada de turistas a partir de dezembro de 2025. A sessão contou com forte presença de moradores, empresários e trabalhadores do setor turístico, que se manifestaram contra a medida. Vereadores propuseram a revogação da taxa, instituída pela Lei Municipal nº 162/2021, argumentando falta de diálogo com o setor. A prefeitura defende que a cobrança seguirá modelos de outros destinos turísticos e financiará ações ambientais. Crianças até 7 anos, moradores e trabalhadores locais serão isentos.
A taxa, chamada TCA (Taxa de Conservação Ambiental), foi instituída pela Lei Municipal nº 162/2021, ajustada pela Lei nº 169/2022, e regulamentada por decreto do prefeito Josmail Rodrigues (PSDB).
A cobrança será destinada ao financiamento de ações ambientais, como coleta e destinação de lixo, monitoramento, infraestrutura de acesso e educação ambiental. A prefeitura afirma que segue modelos adotados em destinos como Jericoacoara, Chapada dos Veadeiros e Lençóis Maranhenses.
Segundo o decreto, turistas deverão emitir e pagar a guia pelo site da prefeitura, apresentando a comprovação nas agências de turismo antes de acessar os atrativos. Crianças de até 7 anos, moradores e trabalhadores em serviço nos atrativos serão isentos, e a fiscalização ficará sob responsabilidade das Secretarias de Turismo e Administração.
Mesmo assim, a medida provocou forte reação do setor turístico, que compareceu em peso à sessão. O vereador André Luiz Ocampos Xavier (PSDB) afirmou à reportagem que apresentará ainda esta semana um projeto de lei para revogar a taxa e foi aplaudido pela plateia. “A Comtur (Conselho Municipal de Turismo), que é responsável por isso, não realizou uma audiência com o trade turístico. Não há nenhum registro em ata dessa reunião”, afirmou.
Ex-funcionário do setor por dez anos, André classificou a cobrança como “extremamente negativa”. “Quem comprou passeios antes não sabia da taxa. Isso pareceu uma sabotagem ao setor”, disse. Ele relatou que a sessão teve ânimos exaltados e até presença policial ao final. “Eu e o vereador Alemão iremos apresentar um projeto para revogar a taxa”, declarou.
Na sessão, o vereador Angelo Carlos P. Cheres, o Alemão (PL), também defendeu o fim da cobrança. “A grande maioria dessa cidade vive do turismo”, afirmou, citando o impacto financeiro para famílias. “Você chega e tem que pagar 75 reais de taxa para uma família de cinco pessoas.”
A vereadora Ramona de Lima Aquino, a Professora Ramona (PSB), reforçou o posicionamento contra a taxa e destacou a rara lotação do plenário. “A gente sempre tem público reduzido nas sessões. Hoje é uma sessão especial”, disse. Para ela, a cobrança prejudica turismo, comércio e geração de empregos. “Vamos propor a revogação do decreto.”
Na defesa da medida, o líder do prefeito, vereador Adão Carlos Duarte (União Brasil), argumentou que a lei foi votada em outra gestão e discutida com representantes do setor. “Foram feitas várias reuniões com o trade turístico. É uma lei que já foi homologada”, declarou, sob vaias. Ele explicou que a cobrança é por pessoa, e não por passeio, mas admitiu possibilidade de diálogo. “Se o Executivo aceitar uma reunião para abaixar, nós podemos. A gente precisa de consenso.”
Durante a sessão, o presidente da Câmara, Paulo Henrique Breda Santos, o Professor PH (PSB), pediu silêncio ao público enquanto o líder do prefeito falava e, posteriormente, afirmou que os vereadores estão abertos a ouvir a população.