Durante a sessão ordinária realizada no dia 09 de março, o vereador Jonathan Irlan Tavares Torres – JT (Podemos) apresentou indicação endereçada à Secretaria de Saúde, solicitando a contratação de um psicólogo para atendimento no CER (Centro Especializado em Reabilitação).
De acordo com o parlamentar, a presença de um profissional da área de psicologia é fundamental para fortalecer o atendimento oferecido pelo centro, garantindo acompanhamento adequado aos pacientes que necessitam de suporte especializado durante o processo de reabilitação.
O vereador destacou ainda que a medida visa ampliar a qualidade dos serviços prestados à população, oferecendo atendimento mais completo e humanizado às pessoas atendidas pela unidade. A indicação contou também com a participação do vereador Diogo Murano.
A solidariedade e a música sertaneja estarão lado a lado no 4º Almoço e Leilão Direito de Viver, que será realizado no dia 19 de abril, em Antônio João. O evento contará com a animação da renomada dupla bela-vistense Tony Brasil e Derly Moraes, além das apresentações de Batô e Cleber, prometendo um dia de confraternização e solidariedade.
A iniciativa é organizada pela Comissão de Voluntários no Combate ao Câncer de Antônio João, e tem como objetivo arrecadar recursos em prol do Hospital de Amor de Barretos e da unidade de Hospital de Amor de Dourados, instituições reconhecidas pelo atendimento humanizado e pelo trabalho no tratamento e prevenção do câncer.
O evento será realizado no Clube de Laço Florêncio José Pereira, com início previsto para às 10 horas da manhã. Durante a programação, além do almoço, também acontecerá o tradicional leilão beneficente, cuja renda será destinada ao apoio das atividades desenvolvidas pelo hospital.
A expectativa da organização é reunir a comunidade e apoiadores da causa em mais uma edição marcada pela solidariedade, contribuindo com o trabalho que beneficia milhares de pessoas que buscam atendimento oncológico.
A maior área úmida contínua do planeta e bioma com mais elevado índice de conservação, o Pantanal sul-mato-grossense é ponto de parada para descanso e alimentação de 190 espécies de aves migratórias, muitas delas transitando desde os hemisférios norte (os animais geralmente se concentram ali no Canadá e nos Estados Unidos) até a região da Patagônia, localizada no extremo-sul do Continente.
Por ser um ponto logístico natural para esse animais, Mato Grosso do Sul foi escolhido para sediar a 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre Espécies Migratórias da Organização das Nações Unidas (COP15). A COP15 acontecerá de 23 a 29 de março em Campo Grande e deve atrair entre 2 a 3 mil especialistas de uma centena de países.
A Blue Zone (Zona Azul) estará sediada no Expo Bosque, no Shopping Bosque dos Ipês e haverá eventos paralelos em outros locais da cidade. A Conferência é organizado pela ONU e o Governo do Estado, através da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) e outras pastas, está dando total apoio.
Além das quase duas centenas de espécies de aves, destaca-se no Pantanal a ocorrência de peixes migratórios como o Pintado (Pseudoplatystoma corruscans) e o Dourado (Salminus brasiliensis), que realizam a Piracema, ou seja, a migração sazonal para se reproduzirem. Por fim, o Pantanal é o lar de uma das maiores populações de onça-pintada (Panthera onca) do mundo, configurando importante sítio para a proteção dessa espécie.
A Conferência das Partes preocupa-se com as espécies migratórias que enfrentam alguma ameaça de extinção ou que se beneficiam significativamente de acordos internacionais. Nesse sentido, debate medidas que possam proteger e favorecer a reprodução dessas espécies, unindo esforços de todos os países por onde transitam.
Daí a importância de envolver o maior número de nações no evento. Por enquanto são 133 nações signatárias do Tratado de Proteção às Espécies Migratórias, conforme demonstrou a secretária de Biodiversidade do MMA (Ministério do Meio Ambiente), Rita Mesquita, enquanto a Convenção das Mudanças Climáticas tem 198 partes.
Rota pantaneira
magens de drone mostram lagoas no meio da Nhecolândia – região pantaneira – usadas como ponto de parada antes de seguirem o rito de migração
Conforme estudo dos pesquisadores Alessandro Pacheco Nunes e Walfrido Moraes Tomas, da Embrapa Pantanal, as espécies aquáticas ou relacionadas a ambientes aquáticos representam 18% da comunidade de aves sul-mato-grossenses e estão concentradas principalmente no bioma pantaneiro e na planície de inundação do alto rio Paraná, na divisa com os estados de São Paulo e Paraná. Os pesquisadores asseguram que o Pantanal abriga as maiores populações de aves aquáticas continentais ocorrentes no Brasil.
Eles identificam no estudo 27 espécies, a maioria maçaricos (Scolopacidae), que passam por Mato Grosso do Sul durante seus deslocamentos do Hemisfério Norte em direção à Patagônia e vice-versa. Essas aves empreendem verdadeiras jornadas migratórias vindos da Argentina, Chile, Uruguai e extremo sul do Brasil (Rio Grande do Sul), fazem uma parada no Pantanal que pode demorar dias ou semanas e depois prosseguem rumo ao norte do Continente Sul Americano, com destino à Colômbia e Venezuela.
O secretário da Semadesc, Jaime Verruck, argumenta que a manutenção de habitats íntegros com paisagens conectadas e ecossistemas funcionais na planície pantaneira é essencial para a sobrevivência das espécies migratórias. “Ao proteger áreas úmidas do Pantanal, assim como remanescentes do Cerrado e da Mata Atlântica presentes no território, Mato Grosso do Sul contribui diretamente para a segurança das rotas migratórias dessas aves, dos mamíferos e dos peixes e outros grupos que atravessam as fronteiras em suas rotas de sobrevivência”, disse Verruck.
Legislação e ações
As políticas estaduais fortalecem a conservação em escala de paisagem, assegurando alimento, abrigo e conectividade, elementos fundamentais para ciclos migratórios bem-sucedidos, e reforçam o compromisso do Estado com a cooperação internacional e os objetivos globais de biodiversidade.
Dessa forma, o Governo do Estado reconhece que a conservação efetiva não se limita à proteção de áreas naturais, mas demanda ações concretas e envolve a participação das pessoas que vivem nesses territórios. A inclusão produtiva, a repartição justa dos benefícios gerados pelos ativos ambientais e a melhoria da qualidade de vida das comunidades locais são pilares das políticas públicas estaduais, reforçando que desenvolvimento social, prosperidade econômica e conservação da biodiversidade são processos interdependentes e complementares.
Com uma área estimada em 150 mil quilômetros quadrados, a planície pantaneira coberta por gramíneas e salpicada de salinas e landizais abriga tesouros muito ambicionado pelas espécies migratórias. Protege ecossistemas e recursos essenciais para descanso em ambiente seguro e reabastecimento no intervalo da longa jornada.
Essa riqueza ambiental é protegida pela Lei do Pantanal (Lei Estadual 6160, de 18 de dezembro de 2023), que passou a considerar as salinas como área de proteção permanente, tanto o corpo d’água quanto a praia circundante numa faixa de 100 metros. A vegetação nativa pantaneira também está protegida por lei, sendo os proprietários rurais obrigados a manter intactos ao menos 40% dessa vegetação. Nos landizais (áreas inundáveis com vegetação abundante) a lei determina proteção total, tanto do curso d’água quanto da área que o margeia.
Onça-pintada
Por fim, a Lei do Pantanal prioriza a preservação de corredores ecológicos no bioma unindo reservas ambientais com áreas de proteção, construindo ambientes propícios para abrigar a abundante fauna pantaneira. Entre as espécies favorecidas pelos corredores ecológicos está a onça-pintada, felino de grande porte que ocorre desde a América Central até o sul da América do Sul.
A bióloga Bruna Oliveira, da Semadesc, explica que, embora não realize migrações sazonais longas como aves e baleias, a onça-pintada se encaixa no perfil de espécie migratória ameaçada de extinção porque muitas de suas populações têm áreas de vida que atravessam fronteiras nacionais de forma regular ou previsível e dependem da conectividade internacional de habitats para garantir o que os técnicos chamam de fluxo gênico da espécie.
Por essa razão, a onça-pintada está protegida como espécie migratória em risco de extinção desde a COP14, realizada em 2024. A iniciativa reforça a colaboração entre os países que se sobrepõem à distribuição da espécie, facilitando ações conjuntas para sua conservação, abordando ameaças críticas como perda de habitat e conflito entre humanos e animais silvestres.
João Prestes, Comunicação Semadesc Foto de capa e Interna 1: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
A Câmara Municipal de Bela Vista aprovou na sessão doa dia 09 de março, por 09 votos a maioria dos vereadores, o Projeto de Lei 004\2026 de autoria do vereador Jerônimo Ferreira que dispõe sobre a revisão da tabela de cobrança do Serviço de Iluminação Pública (COSIP).
O projeto altera dispositivos previstos na Lei Complementar nº 011/2005 e estabelece novos critérios para a cobrança da contribuição, buscando adequar os valores arrecadados à real necessidade de custeio do serviço de iluminação pública.
De acordo com a proposta, a COSIP sofrerá redução nos seguintes percentuais: 50% para unidades consumidoras que comprovadamente possuam sistema de geração de energia elétrica por fonte solar fotovoltaica e 30% para as demais unidades consumidoras do município.
A comprovação da existência de sistema fotovoltaico deverá ser feita por meio de documentação expedida pela concessionária de energia elétrica ou por outro meio que venha a ser regulamentado pelo Poder Executivo.
Segundo o vereador Jerônimo Ferreira, o projeto tem como objetivo, equilíbrio na cobrança da contribuição paga pela população. O parlamentar explicou que, em resposta a um requerimento oficial encaminhado por ele, o Poder Executivo informou que o custo mensal para manutenção da iluminação pública gira em torno de R$ 110 mil, enquanto a arrecadação mensal da COSIP chega aproximadamente a R$ 387 mil.
Para o vereador, os números demonstram que a arrecadação é significativamente superior ao custo do serviço, o que permite, com responsabilidade fiscal, a revisão da tabela de cobrança sem comprometer a continuidade e a qualidade da iluminação pública. Nosso compromisso é defender o interesse da população e respeitar o dinheiro do cidadão.
O Grupo Onça Pintada realiza, neste fim de semana, uma série de ações de prevenção e conscientização sobre o câncer de mama em três municípios de Mato Grosso do Sul: São Gabriel do Oeste, Bandeirantes e Jaraguari. A iniciativa leva orientações e atendimentos gratuitos, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do cuidado com a saúde da mulher.
O trabalho conta com o apoio permanente do padrinho do projeto, o deputado estadual Paulo Corrêa, além do governador Eduardo Riedel e da primeira-dama Mônica Riedel, parceiros das ações que ampliam o acesso à prevenção e ao cuidado com a saúde das mulheres em todo o Estado.
Em São Gabriel do Oeste, a ação acontece na sexta-feira (13), a partir das 7h, na Unidade Básica de Saúde do Redondo, localizada na Avenida Mato Grosso do Sul, 1678, com apoio da Prefeitura Municipal e do vereador Rosmar.
Deputado Paulo Corrêa e sua esposa Adriana Corrêa, padrinhos do Grupo Onça Pintada
Já em Bandeirantes, os atendimentos serão realizados também na sexta-feira (13), a partir das 13h, no CRAS Municipal, localizado na Rua Arthur Bernardes, 2335, no Centro. A ação conta com apoio da Prefeitura Municipal e da vereadora Maísa Ramos.
No sábado (14), a ação chega ao município de Jaraguari, a partir das 7h, na Associação dos Pequenos Produtores de Furnas do Dionísio, na comunidade quilombola Furnas do Dionísio. A iniciativa tem apoio da Prefeitura de Jaraguari e do vereador Lucas Tonet.
“Em 25 anos de história, já realizamos mais de 85 mil atendimentos nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul, porque acreditamos que a prevenção é o caminho mais eficaz para salvar vidas. Nosso objetivo é levar informação, orientação e acesso aos exames para cada vez mais mulheres, especialmente nas regiões onde o acesso à saúde é mais difícil”, destacou o deputado estadual Paulo Corrêa.
Serviço: os atendimentos são gratuitos e realizados por ordem de chegada. Para participar, é necessário apresentar comprovante de residência, Cartão do SUS e cópia do RG e do CPF.
Serão oferecidas consultas clínicas e exames gratuitos de ultrassonografia das mamas, que permitem a identificação de possíveis alterações e o encaminhamento das pacientes para acompanhamento especializado.
Nos casos em que houver necessidade de investigação mais detalhada, as pacientes serão encaminhadas para um mutirão de mamografias na sede do Grupo Onça Pintada, em Campo Grande. Se houver indicação médica, também poderão ser realizados exames complementares, como biópsia, e o encaminhamento para tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Fundação CERTI apoia a estruturação do parque de inovação que tem como meta impulsionar startups na fronteira Brasil-Paraguai
Com ampla experiência na concepção e implantação de ambientes de inovação, a CERTI (Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras), é responsável pela estruturação do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã (PTIn). Com dois dias de programação nesta quinta e sexta-feira, dias 12 e 13 de março, a região Centro-Oeste do Brasil passa a contar com um novo espaço voltado ao desenvolvimento tecnológico e ao empreendedorismo. O objetivo do empreendimento é fortalecer o ecossistema de inovação binacional, estimular a criação de startups e ampliar oportunidades de negócios e cooperação científica na fronteira entre Brasil e Paraguai.
Marcus Dias, líder técnico do Centro de Empreendedorismo Inovador da CERTI, destacou o trabalho desenvolvido em parceria com a Prefeitura de Ponta Porã para consolidar a implantação do PTIn. “A partir da identificação do DNA local, consolidamos o planejamento estratégico, a modelagem do parque e sua implantação inicial com operação assistida, apoiando na estruturação de um ambiente de inovação sustentável e conectado ao ecossistema binacional”, disse.
Um dos principais desafios do projeto, segundo ele, foi estruturar um parque tecnológico em uma região de fronteira, com vocação internacional e grande potencial de integração regional, ao mesmo tempo em que se buscava garantir um modelo de operação viável e conectado às demandas do ecossistema local de inovação.
Para apoiar esse processo, a CERTI aplicou sua própria metodologia para desenvolvimento de parques e centros de inovação, uma abordagem consolidada que organiza oito eixos estratégicos de soluções que impulsionam a formação de ambientes de inovação, como governança, posicionamento, modelo de negócios e articulação com o ecossistema. “Após a inauguração estenderemos nossa atuação junto ao parque por meio ações compartilhadas, mentorias e transferência de conhecimento para a equipe gestora local, contribuindo para o amadurecimento das iniciativas de empreendedorismo e inovação.”, complementa Marcus Dias.
Com uma abordagem integrada que envolve áreas como economia criativa, cultura e desenvolvimento rural, o Parque Tecnológico de Ponta Porã nasce com a proposta de atuar como um catalisador do desenvolvimento regional, conectando diferentes setores da economia e contribuindo para posicionar a cidade como um novo polo de inovação e empreendedorismo na região de fronteira.
Segundo o líder técnico da CERTI, a definição do posicionamento estratégico do parque foi construída a partir de análises do território, entrevistas com atores locais e identificação das oportunidades econômicas, científicas e culturais da região de Ponta Porã. Esse processo contribuiu para estabelecer as áreas prioritárias de atuação do PTIn e orientar o desenvolvimento de programas de empreendedorismo, incubação de startups e atração de empresas inovadoras. “O diferencial competitivo do PTIn está em sua natureza internacional e posição estratégica na fronteira Brasil–Paraguai, o que cria oportunidades para cooperação científica, tecnológica e empresarial com países da América Latina”, destaca.
Nos primeiros anos de operação, a expectativa é consolidar o PTIn como um hub regional de inovação, capaz de atrair startups, empresas de base tecnológica e projetos de pesquisa aplicada, ampliando a geração de empregos qualificados e estimulando o desenvolvimento econômico da região. O projeto também incluiu iniciativas para estimular a cultura empreendedora na região, como a implementação de um programa de pré-incubação desenvolvido em parceria com a Fundação Wadhwani, organização sem fins lucrativos que tem como missão acelerar o desenvolvimento econômico de regiões emergentes.
A experiência da CERTI no desenvolvimento de ambientes de inovação também contribuiu para acelerar a maturidade do projeto, visto que a instituição possui uma trajetória consolidada no apoio à concepção e implantação de parques tecnológicos, incubadoras e centros de inovação em diversos estados brasileiros, acumulando mais de 90 projetos nessa área. Além da estrutura do parque tecnológico, o projeto também está conectado a outras iniciativas estratégicas para o desenvolvimento local, como o Centro de Cultura, Empreendedorismo, Inovação e Memória do Tereré (CEIMPP) e o Centro de Inovação da Agricultura Familiar (Casarão).
Programação de Inauguração
A programação de inauguração do Parque Tecnológico Internacional de Ponta Porã (PTIn) terá início nesta quinta-feira, dia 12, às 14h, e prossegue na sexta-feira, dia 13, pela manhã, sendo que a cerimônia oficial de inauguração está marcada para às 13h30 com a presença do prefeito de Ponta Porã, Eduardo Campos, do governador do Estado, Eduardo Riedel, além de secretários estaduais e autoridades regionais e federais.
Entre as atividades previstas está a Oficina de Ambientes de Inovação com Ecossistemas Estaduais, conduzida por Marcus Dias. A oficina acontece nesta sexta-feira, às 8h30, e tem como objetivo apresentar a metodologia utilizada no planejamento do PTIn, além de promover um espaço de diálogo entre representantes de diferentes ecossistemas de inovação de Mato Grosso do Sul.