out 10, 2024 | Jardim
Capacitar cidadãos sobre conhecimentos fundamentais em informática para que possam utilizar com confiança computadores e recursos tecnológicos no seu dia a dia pessoal e profissional, construindo condições de inserção no cotidiano digital, educacional, social e no mundo do trabalho.
Esse é o principal objetivo do projeto de extensão ‘IDIS – Inclusão Digital para Inclusão Social’, desenvolvido pelo Campus Jardim do Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) desde junho.
A iniciativa visa atender também cidadãos de Guia Lopes da Laguna, Nioaque e outras cidades vizinhas. O público-alvo é diverso, formado por jovens, idosos, mulheres em situação de vulnerabilidade social, moradores de comunidades indígenas e quilombolas, e detentos.
Para isso, está sendo ofertado um curso com foco em informática básica, dividido em módulos formativos.
A primeira turma foi para pessoas cadastradas no Programa Mais Social, do Governo do Estado, e a segunda foi composta por idosos, tanto de Jardim quanto de Guia Lopes.
O projeto foi contemplado pelo Edital n° 015/2024, publicado pela Pró-Reitoria de Extensão (Proex), e tem o docente de Informática do Campus Jardim, Patrik Bressan, como coordenador.
“Num levantamento feito por nós, 75% das pessoas nunca tinham mexido num computador, elas usavam só celular, muitas até tinham e-mail, mas que foi criado por alguém”, aponta o coordenador.
Foi a partir dessa análise inicial da realidade da cidade e região que se delineou como o curso seria ofertado.
“Precisávamos de um curso rápido, dividido por módulos, de forma que as pessoas não desistissem por ser um curso a longo prazo”, explica o coorientador do projeto e professor de Metodologia do Campus Jardim, Moacir Juliani.
Dessa forma, esse primeiro módulo do curso resume-se a quatro encontros, totalizando 20 horas, e está sendo ministrado aos grupos prioritários. Os participantes recebem a certificação e vão passando para as próximas etapas, as quais são ofertadas em seguida.
As aulas são gratuitas e ocorrem, geralmente, nas tardes de sábado, no laboratório de informática do Campus Jardim.
“A ideia é sempre trazer a comunidade para dentro do IFMS para conhecer as instalações, recursos, professores e programas, bem como o Instituto ir até a comunidade, o que vai acontecer na próxima turma, quando trabalharemos com detentos de Jardim”, afirma o coorientador.

Equipe é composta pelos docentes Moacir (de azul) e Patrik (à dir.) e os estudades da Licenciatura – Foto: Arquivo
Nesse sentido, a iniciativa tem a intenção de abrir portas, conforme o próprio nome do projeto já afirma, promovendo a inclusão social por meio da inclusão digital.
“Uma das participantes dessa primeira turma relatou que o chefe dela descobriu que ela estava fazendo o curso e pediu para ela fazer um teste como caixa da empresa em que já trabalha na parte de faxina, porque ele viu que ela estava estudando e se capacitando”, relata Patrik.
Como começou – A ideia nasceu da acadêmica de Licenciatura em Computação Haylla Ohana, 25, inicialmente como um projeto sobre letramento digital, com foco nas ferramentas do Google. Mas logo ela percebeu que, com tantas pessoas que nem sabem ligar um computador, como iria ensinar sobre ferramentas digitais? Decidiu então retroceder e não atropelar a primeira e fundamental etapa desse processo.
Assim, a iniciativa focou em inclusão digital com aulas para diferentes grupos sociais, com o intuito de ensinar informática básica, desde como ligar um computador, mexer no teclado, no mouse, entre outros conhecimentos.
Conforme explica, o objetivo é que os alunos saiam do curso para o mundo do trabalho tendo noção básica da informática, e que possam despertar, ao mesmo tempo, sua vontade de aprender cada vez mais. E isso pode acontecer até mesmo no próprio IFMS.
“Alunas da primeira turma agora estão no programa Mulheres Mil, outros em cursos do Proeja [Educação de Jovens e Adultos] de Informática e de Edificações. Eles voltaram para o campus porque acreditaram que o Instituto é capaz de ensinar algo. Nem todas as pessoas têm acesso às tecnologias se não é dentro de uma escola. Então a escola sempre proporciona algo melhor e um pouco mais além para quem está dentro dela”.
Haylla tem propriedade em falar sobre as oportunidades que o IFMS têm a oferecer justamente por fazer cursos no Campus Jardim desde 2016.
“Sei que o IFMS abre portas. Então sou muito grata ao Instituto Federal, principalmente ao Campus Jardim, porque sem o campus hoje eu não teria o emprego que tenho. A instituição tem muito a oferecer para a sociedade como um todo”, finaliza.
Formando professores – O projeto, além de promover a inclusão, também é importante pela atuação de três acadêmicos do curso de Licenciatura em Computação do IFMS, sendo dois como bolsistas e Haylla como voluntária.
Eles participam desde o planejamento das aulas de cada módulo, no processo de elaboração das atividades, até no exercício de administrar tais atividades, e avaliar o curso, acompanhados pelo orientador e pelo coorientador.
Isso é parte fundamental do processo de formação dos futuros professores, conforme ressalta o docente Moacir.
“Quando são realizados projetos como esse, com uma relação dialógica com a comunidade, com populações diversas que vivenciam vulnerabilidades, a licenciatura está cumprindo seu papel de formação integral deste professor, uma formação que contempla o todo das necessidades formativas para os professores da atualidade”.
Uma das bolsistas participantes é a acadêmica do 1° semestre da Licenciatura em Computação, Gisele Jara de Albuquerque, 38. Ela decidiu participar do projeto para ter experiência como professora em sala de aula, e considera a oportunidade incrível.
“Atender às expectativas que o outro tem sobre a gente é transformador, compartilhar o saber também é aprender. Buscamos incentivar as pessoas de que não somos donos de todas as respostas e sempre devemos buscar por mais conhecimento”.
Gisele explica que as aulas se desenvolvem de maneira natural. Ela busca saber os interesses dos alunos, suas maiores dificuldades em relação ao mundo digital, e aborda formas de aprendizado mais compreensíveis para eles.
“Muito me marcou quando um aluno se emocionou ao ver o nome da mãe dele na tela do computador. Ele nunca havia tido contato com um computador na vida! Naquele instante percebi o quão valioso é dividir nosso conhecimento”, relembra Gisele.
O terceiro acadêmico que atua no projeto é Leonardo Vinicius Gomes.
Projeto – A previsão é de que, em breve, o primeiro módulo do curso seja ofertado para detentos no presídio, e para alunos do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio da rede pública.
Outra mudança planejada é de que seja ofertado em mais dias e horários, de forma a ampliar o público atendido.
“A ideia é atingir todas essas pessoas e, a partir disso, sempre elas poderem frequentar o módulo seguinte, aumentando a sua formação dentro dos conhecimentos da informática e da inclusão digital”, explica Moacir.
Quem quiser acompanhar as novidades do projeto e saber quando estiverem abertas as inscrições para novas turmas, basta acessar o perfil oficial do Campus Jardim no Instagram.
Assessoria de Comunicação Social do IFMS
Laura Silveira
out 7, 2024 | Jardim
Juliano Miranda, conhecido como Guga (PSDB), foi eleito prefeito de Jardim após uma disputa apertada, com 50,07% dos votos, de acordo com a apuração realizada neste domingo (6). O novo vice-prefeito será Thiago Monteiro (PSD).
As chapas concorrentes na eleição incluíram o atual vice-prefeito Geraldo Alencar (MDB) e Jakeline Ayala (PT); e Juliano da Cunha Miranda, o Guga (PSDB) e Thiago Monteiro (PSD).
Segundo dados do Censo 2022 do IBGE, Jardim tem uma população de 23.981 habitantes, com uma densidade demográfica de 11,28 habitantes por quilômetro quadrado. O município ocupa uma área de 2.126 quilômetros quadrados e é formado por 11.880 homens e 12.101 mulheres.
Veja os vereadores eleitos
Jaime Echeverria (PL) – 564 votos – 4,11%
Rosi Maciel (PP) – 532 votos – 3,88%
Dr Erney Barbosa (PT) – 483 votos – 3,52%
Glaucio Cabreira (PSDB) – 466 votos – 3,40%
Tereza Moreira (PSDB) – 455 votos – 3,32%
Rudimar Cabelereiro (PSDB) – 443 votos – 3,23%
Dr Diego Olídio (PP) – 403 votos – 2,94%
Marilsa Bambil (PP) – 359 votos – 2,62%
Jota Pereira (UNIÃO) – 308 votos – 2,25%
Alexandre Pitangueiras (PODE) – 296 votos – 2,16%
Andrea Insfran (REPUBLICANOS) – 214 votos – 1,56%
out 4, 2024 | Jardim
Os novos conselheiros da Gestão 2024-2029 tomaram posse na manhã de terça-feira (1º) em cerimônia administrativa na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília (DF). O evento foi presidido pelo conselheiro federal efetivo pelo Amapá, Eduardo Monteiro de Jesus, o de maior idade entre os recém-eleitos, e secretariado pelo conselheiro federal efetivo pelo Rio Grande do Sul, Carlos Orlando Sparta, o mais jovem entre os membros do grupo.
A nova Gestão 2024-2029 do Conselho Federal de Medicina (CFM) iniciou suas atividades nesta terça-feira, 1º de outubro. O CFM é composto por 56 conselheiros federais, sendo 28 titulares e 28 suplentes, que representam todas as unidades da federação, além da Associação Médica Brasileira (AMB).
O presidente do CRM MS, Carlos Idelmar de Campos Barbosa, a vice-presidente, Luciene Lovatti Almeida Hemerly Elias e a Primeira Secretária, Patrícia Helou dos Reis Ruiz participaram representando o Mato Grosso do Sul em Brasília.
Após as eleições para eleger os conselheiros federais de medicina, foi realizada em Brasília DF em 1 de outubro a posse dos mesmos. Em Mato Grosso do Sul foram eleitos os médicos Dr. Mauro Ribeiro e Dr. Flavio Barbosa.
Estiveram presentes Presidentes dos CRM de todos os estados, e Dr. Carlos Barbosa Presidente do CRM MS se fez presente juntamente com sua Vice Presidente e a Primeira secretária.
No evento, os conselheiros titulares e suplentes assinaram o termo de posse proferido pelo secretário. Na autarquia federal destinada à fiscalização e normatização do exercício profissional da medicina, os conselheiros, eleitos de forma transparente e com ampla adesão da categoria, assumem a nobre missão de zelar pela qualidade da medicina, promovendo a saúde e o bem-estar da população brasileira.
out 4, 2024 | Jardim
Após o atentado contra a casa da prefeita de Jardim e candidata à reeleição, Clediane Matzenbacher (PP), o 1º secretário da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa (PSDB), precisou reforçar sua segurança para visitar o município, nesta sexta-feira (4), incluindo uso de colete à prova de balas. O pedido foi feito formalmente ao secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Videira, em razão do clima de tensão instaurado na cidade.
O ataque contra Clediane ocorreu na madrugada de domingo (29), quando a residência onde ela vive com a família foi alvejada com seis disparos. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que dois criminosos em uma moto param em frente à casa e efetuamos tiros, um dos quais atravessou a janela de vidro do quarto onde Clediane dormia com seu esposo. Apesar do susto, ninguém foi ferido, e o caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
Para Paulo Corrêa, o atentado vai além de uma tentativa de intimidação: “é uma demonstração clara de violência política de gênero contra uma liderança que tem trabalho prestado pelo município e um verdadeiro ataque à Democracia, que não pode ser tolerado em hipótese alguma”, afirmou.
Ele reforçou que o ataque será respondido nas urnas, nas eleições de domingo (6). “Esse recado será respondido nas urnas. O povo de Jardim não se intimida, e vamos pra cima. Quem tenta ganhar no medo é porque sabe que vai perder no voto”, avisou.
Em resposta ao medo, TRABALHO
Apesar do susto, Clediane Matzenbacher reafirmou seu compromisso com Jardim e com os eleitores que confiam em seu trabalho. “O que me indigna é que vivemos em uma democracia. Em pleno 2024, pessoas agem de forma nojenta, esdrúxula e criminosa como essa. Não é apenas uma questão de divergência política, é uma tentativa de calar todas as mulheres que acreditam na boa política, na política do bem”, desabafou.
Clediane ainda mandou um recado aos responsáveis pelo atentado: “Confio na justiça e quero dizer que não vou desistir da minha candidatura. Tenho pessoas que me apoiam e acreditam no nosso projeto, além do carinho da população, que dia após dia vê sua vida melhorar. Vamos para cima e mostrar que a democracia prevalece”, finalizou.
set 26, 2024 | Jardim
A Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) está com inscrições abertas, até 04 de outubro, para 12 vagas no Concurso Público de Provas e Títulos, destinado ao provimento de cargo de Professor de Ensino Superior do grupo Profissional da Educação Superior, do Quadro de Pessoal da Universidade. O regime de trabalho será de 40 horas semanais, no valor R$ 10.580,69.
Confira o Edital em: https://www.uems.br/editais/detalhes/Edital-61-2024-RTR-UEMS
Clique aqui para se inscrever: https://ead4.uems.br/local/pages/?id=257
As vagas são várias áreas para docentes para as Unidades de Cassilândia, Jardim e Paranaíba:
Unidade Universitária: Cassilândia
Literaturas em Língua Portuguesa -1 vaga (geral)
Pedagogia -1 vaga (geral)
Matemática -1 vaga (geral)
Unidade Universitária: Jardim
Literaturas em Língua Portuguesa – 1 vaga (cotista negro/a)
Língua Inglesa-1 vaga (geral)
Geografia Física ou Geociências -1 vaga (geral)
Geografia Humana – 1 vaga (cotista PCD)
Pedagogia-1 vaga (geral)
Unidade Universitária: Paranaíba
Direito – 2 vagas (geral) e 1 vaga (cotista negro/a)
Direito – Núcleo de Práticas Jurídicas – 1 vaga (geral)
A inscrição compreende a realização de quatro atos: Realizar o cadastro no moodle (caso não tenha): http://ead4.uems.br. Preencher a ficha de inscrição através de formulário do Google; Pagamento da taxa inscrição; Envio dos documentos obrigatórios.
O valor da taxa de inscrição é de R$ 197,96 correspondente ao valor de 4 UFERMS – Unidade Fiscal Estadual de Referência de Mato Grosso do Sul.
O concurso constará das seguintes provas: prova escrita; prova didática; plano de trabalho; prova de títulos. As provas serão realizadas em Dourados/MS.
set 24, 2024 | Jardim
Nesta terça-feira (24), a Polícia Militar Ambiental (PMA) de Jardim atendeu uma ocorrência envolvendo um lobo-guará que havia sido avistado no pátio do Hospital Marechal Rondon e se deslocou ao pátio de um estabelecimento comercial, na cidade de Jardim, Mato Grosso do Sul. O animal, conhecido por sua relevância para o ecossistema do Cerrado, despertou a atenção de moradores e funcionários do hospital.
Em virtude das circunstâncias, a PMA acionou o Grupo de Resgate Técnico Animal Cerrado Pantanal (GRETAP) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A ação conjunta foi necessária para que a captura fosse realizada de maneira segura e eficiente, utilizando sedativos para conter o lobo-guará sem causar estresse ou ferimentos ao animal.
Após a captura, o lobo-guará foi avaliado por uma médica veterinária da equipe do GRETAP, que constatou que o animal estava em boas condições de saúde. Com a constatação de que o lobo estava apto para ser reintegrado à natureza, a PMA, com apoio dos órgãos envolvidos, realizou a soltura em seu habitat natural, assegurando o bem-estar do animal.
A PMA reforça a importância de ações conjuntas entre as autoridades ambientais e a população para a preservação da fauna local. O lobo-guará é um dos símbolos da biodiversidade brasileira e seu retorno seguro ao meio ambiente é um importante passo para a conservação da espécie.