Criada no final do ano passado para investigar uma série de execuções ocorridas na Capital e que tem indícios de terem sido cometidas por integrantes de facções criminosas, a força-tarefa montada pode ser o destino das investigações do assassinato do estudante de direito Matheus Xavier, 20 anos, ocorrido na noite de terça-feira (9), no Jardim Bela Vista, região central de Campo Grande.
Segundo a polícia, Matheus deixava a garagem da residência em sua caminhonete S10 quando dois homens que estavam em um Volkswagen Up lhe surpreenderam e já desceram do carro atirando. A vítima foi atingida ao menos sete vezes utilizando um fuzil calibre ponto 762, de acordo com o apontado pela perícia.
Na avaliação do delegado Fábio Peró, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco e Resgate a Assaltos e Sequestros (Garras), responsável pelas investigações iniciais do caso, o método de atuação é muito semelhante ao de outros casos registrados, como o do coronel aposentado da PM Ilson Martins de Figueiredo, 62 anos, executado em junho de 2018, e Orlando da Silva Fernandes, 41, ex-segurança do traficante paraguaio Jorge Rafaat e que foi morto com mais de 40 tiros de fuzil quatro meses depois. Foram pelo menos seis execuções com armas de grosso calibre só na Capital em 2018 com o mesmo modo de atuação (veja mais no link ao lado).
“É um fuzil de calibre restrito (usado na execução de Matheus), realmente tem um poder de impacto muito grande e há uma coincidência realmente com outros fuzilamentos que tiveram na Capital”, disse o delegado.
Algumas coisas parecem óbvias para Peró. Uma delas é que o alvo dos bandidos era de fato o pai do acadêmico, o capitão aposentado da PM Paulo Roberto Teixeira Xavier.
Na avaliação da polícia, Matheus retirava a caminhonete da garagem para que o pai deixasse a garagem da residência com um Ford Ka. E os atiradores estavam à espreita.
Peró: trabalho da força-tarefa é cauteloso (Valdenir Rezende/Correio do Estado)
O capitão da PM já fora preso em 2009, acusado pela Polícia Federal de explorar máquinas caça-níqueis na Capital. Segundo seu processo na Justiça, foi condenado a sete anos de prisão por falsidade ideológica, mas acabou liberado em 2011 beneficiado com o direito em responder o processo em liberdade concedido pelo Superior Tribunal Federal.
Três anos depois voltou a ser preso, por porte ilegal de arma em uma praia no maranhão. Em 2017 o comando da corporação resolveu lhe mover para a reserva.
No primeiro contato com os investigadores, no pronto-socorro da Santa Casa, onde Paulo Roberto levou o filho, que chegou sem vida ao local, nada de relevante foi revelado pelo ex-PM.
“Ele estava bastante abalado. Pedi para puxar na memória (algum inimigo que quisesse sua morte), mas, naquele momento não conseguia se recordar de ninguém que tivesse tamanha raiva que chegasse a esse ponto”, disse Peró.
Integrante da força-tarefa, Peró disse que a equipe está na fase de quebra de sigilos telefônicos. Reforçou que o processo é demorado, visto que nenhuma prisão foi revelada oficialmente desde o início dos trabalhos.
Matheus tinha 20 anos, estudava direito em uma universidade particular da Capital e tirava a caminhonete da família da garagem para o pai, provável alvo verdadeiro dos atiradores (Facebook)
“Infelizmente são casos delicados e as medidas demoram, não só a parte judicial, mas, a implementação. O retorno desses dados das operadoras. O nosso laboratório para fazer cruzamento de dados então realmente não é fácil e não é ágil. É um pouco demorado, assim que tiver dados vamos apresentar para imprensa”, disse o delegado.
O caso de Matheus é o segundo envolvendo alvos da operação que levou a prisão do capitão Paulo Roberto. Em fevereiro de 2012, Andrey Galileu Cunha foi executado também com tiros de alto calibre. Ele também foi preso pela Polícia Federal e é acusado de envolvimento com máquinas caça-níquel na Capital.
“Margem de Lucro do produtor esta cada vez mais exprimida”, diz Ministra do MAPA
Em discurso na abertura do seminário “Perspectivas do Agronegócio 2019”, na sexta-feira, 5 de abril, na Expogrande, a ministra do Mapa, Tereza Cristina Corrêa da Costa Dias ressaltou que um dos grandes problemas do produtor brasileiro é o alto custo da produção, agravado por problemas de infraestrutura. Ela disse que, nos últimos cinco anos, a margem de lucro dos produtores rurais brasileiros ficou cada vez mais espremida, porque o país não tem como competir com países que têm infraestrutura de escoamento de produção muito melhor que a brasileira.
“Estamos a cada dia perdendo um pouco mais na competitividade”, disse ela. “Se você olhar os custos de produção dos últimos cinco anos, vai ver que a margem do produtor está cada vez mais espremida. Por vários motivos. Primeiro, a infraestrutura: nós não temos como competir com países que já estão prontos, como os Estados Unidos, que já têm portos, ferrovias, hidrovias, rodovias, só têm de fazer melhorias. A Argentina tem uma geografia muito melhor que a nossa, pois o país é comprido, é muito mais fácil atingir os portos do que no Brasil, com essa dimensão continental que nós temos. Tudo aqui é mais complicado, mais caro, e nós precisamos cuidar muito de nossos custos de produção”.
A ministra disse que no Ministério da Agricultura está trabalhando muito para melhorar essas condições no Brasil, principalmente nas negociações para o Plano Safra 2019/2020, que será anunciado em breve. Tereza Cristina disse, porém, que o produtor rural brasileiro precisa “começar a abrir a cabeça” para a abertura dos mercados do país para o mundo.
“Nosso ministro da Economia (Paulo Guedes) é um liberal, e ser liberal é proteger nossos mercados, mas também abrir a nossa economia para o mundo. Nós não podemos continuar pensando que exportamos 80% do que produzimos de soja para a China e que a China não vai pedir uma contrapartida para nós, num produto que ela queira mandar para o Brasil”, explicou a ministra. “As coisas funcionam numa mão dupla. Nós temos que pensar que o mercado não vai poder ficar fechado a vida toda”.
Ela disse que algumas cadeias produtivas precisam “fazer o dever de casa” e melhorar suas condições estruturais, para melhorar a competitividade. Citou a do leite como exemplo.
Melhorar a imagem do produtor
Na noite de quinta-feira (4), ao participar da abertura da Expogrande, feira agropecuária de Campo Grande, a ministra disse também que está empenhada em melhorar a imagem do produtor rural brasileiro, principalmente no exterior, mostrando que ele ajuda a preservar o meio ambiente e tem preocupações com a produção sustentável.
“Quero vender a imagem real, a imagem dos produtores e produtoras que trabalham com muitas dificuldades, que não têm vida fácil. Temos um arcabouço de leis que atrapalham a vida daqueles que querem produzir. Se nós conseguirmos desconstruir a imagem que levaram para fora do nosso país, as pessoas já começam a mudar o seu entendimento e a ver um Brasil de maneira diferente”, disse a ministra. “Em 90 dias o governo brasileiro, não a ministra Tereza Cristina, mas o governo brasileiro, o governo do presidente Jair Bolsonaro, já começa a mostrar uma imagem real do país, uma imagem verdadeira de um país que trabalha, o país que mais preserva no mundo”.
A ministra lembrou que, pela lei brasileira, os produtores rurais têm de destinar de 20% a 80% de suas propriedades para a preservação ambiental, sem receber nada em troca por isso.
“Somos nós produtores rurais que bancamos essa preservação no mundo! Estamos felizes em preservar o meio ambiente, em promover o desenvolvimento junto com a preservação ambiental, fazendo uma produção sustentável. É muito bonito falar em sustentabilidade, mas quem faz isso são os produtores rurais. Nós queremos continuar preservando, nós vamos continuar preservando e, assim mesmo, nós vamos continuar produzindo cada vez mais para alimentar a população mundial, que daqui a alguns anos vai chegar a 9 bilhões de pessoas”, disse a ministra.
Segundo ela, “o Brasil tem a oportunidade e a responsabilidade de produzir para alimentar parte dessa gente do mundo, colocando comida saudável, alimentos baratos na mesa do cidadão brasileiro e ainda exportando para mais de 160 países”.
Homenagem – Durante a cerimônia de abertura da Expogrande 2019, que aconteceu na quinta-feira, 4 de abril, Tereza Cristina foi homenageada com a obliteração de um selo postal comemorativo da exposição. A ministra é sul-mato-grossense e associada da entidade. No final da homenagem foi descerrado um quadro – que é uma reprodução do selo comemorativo – e entregue à homenageada.
A ministra Tereza Cristina é a primeira mulher a ser homenageada com selo comemorativo da Expogrande. Além do selo com a imagem da atual ministra do Mapa, distribuído entre as autoridades presentes, Tereza ganhou um quadro de Luciano Zamboni, representante da Associação Brasileira de Criadores de Brangus, da qual ela foi uma das fundadoras, e viu sua história ser traduzida em música apresentada por ZeDu durante a solenidade.
Fonte: Da Assessoria – Site Acrissul
Tereza Cristina é a primeira mulher a ser homenageada com selo comemorativo da Expogrande.
Fundesporte estará no estande do Governo do Estado na Expogrande 2019
O Governo de Mato Grosso do Sul tem presença confirmada na Expogrande 2019 – uma das maiores feiras agropecuárias do Centro-Oeste, que este ano chega à 81ª edição. O evento será realizado entre os dias 4 e 14 de abril, no Parque de Exposições Laucídio Coelho.
Com coordenação da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov), o estande do Governo contará com o Gabinete Itinerante e a participação de diversas instituições do Estado.
Na programação: uma série de palestras, oficinas e atendimentos institucionais das agências de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro); e das fundações de Turismo (Fundtur) e de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect).
Pelo quarto ano consecutivo, o Gabinete Itinerante será utilizado para governador Reinaldo Azambuja e seus secretários estaduais cumprirem expediente de trabalho. Estão confirmados atendimentos da Segov, Semagro (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar) e da SES (Secretaria de Saúde).
Também estão certas a participação da Fundação de Cultura (FCMS) e da Subsecretaria Especial de Cidadania (Secid), ligada à Segov. Apresentações culturais do Rede Solidária, programa social da Secretaria de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), também serão realizadas.
Haverá ainda na Expogrande: exposição e vendas de artesanato (apoio da FCMS) e de produtos da agricultura familiar (Agraer). Para as crianças, a Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) preparou atividades e acesso aos brinquedos infláveis.
Aproximação da sociedade
O Gabinete Itinerante objetiva a aproximação do Governo do Estado com a sociedade no atendimento de demandas, em especial do agronegócio. A parceria é realizada desde a edição da feira de 2016.
Confira a programação do Gabinete Itinerante:
Quinta-feira (4 de abril): expediente da Semagro;
Sexta-feira (5 de abril): expediente da Fundect e apresentações do Rede Solidária;
Sábado (6 de abril): apresentações do Rede Solidária;
Domingo (7 de abril): apresentações do Rede Solidária;
Segunda-feira (8 de abril): expediente do secretário de Saúde, Geraldo Resende;
Terça-feira (9 de abril): expediente do governador Reinaldo Azambuja e dos secretários Eduardo Riedel (Segov) e Jaime Verruck (Semagro), além de apresentações do Rede Solidária;
Quarta-feira (10 de abril): expediente do secretário Carlos Alberto de Assis (chefe de gabinete do governador);
Quinta-feira (11 de abril): expediente da Semagro, Iagro e Agraer;
Sexta-feira (12 de abril): expediente da subsecretária Luciana Azambuja (Cidadania) e apresentações do Rede Solidária;
Sábado (13 de abril): expediente da diretora-presidente da FCMS, Mara Caseiro, e apresentações do Rede Solidária;
Domingo (14 de abril): expediente da diretora-presidente da FCMS, Mara Caseiro, e apresentações do Rede Solidária.
Bruno Chaves, Subsecretaria de Comunicação (Subcom)
Um grave acidente acabou vitimando uma ciclista na manhã desta quinta-feira (04) no Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande. A vítima, Gabriela Cáceres de 15 anos de idade teve a cabeça esmagada por um caminhão que transportava gás de cozinha.
Conforme moradores, a menina que seguia pela Rua Cachoeira do Campo no cruzamento com a Rua Gaia, se desequilibrou da bicicleta, caiu na rua e o caminhão passou por cima de sua cabeça. A jovem teve a massa encefálica espalhada pelo chão.
A rua que se aglomera vários curiosos foi interditada. O motorista do caminhão, um homem de 26 anos, que não teve a identidade revelada, permaneceu no local do acidente até a chegada da Polícia Militar.
Os pais da jovem, muito abalados, chegaram no local do acidente e reconheceram o corpo da vítima.
Jornalista é agredida por policial em briga de trânsito na Dom Aquino
Uma briga de trânsito acabou em agressões a uma jornalista de 38 anos, em Campo Grande, na rua Dom Aquino região central da cidade. A jornalista estava com as duas filhas dentro do carro, que assistiram as agressões.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima estava tentando estacionar seu veículo Sandero na rua Dom Aquino sinalizando a manobra. Neste momento, um motorista teria encostado próximo ao carro da jornalista, não permitido a manobra.
O homem, que estava em uma Ford Ranger, desceu e passou a xingar a jornalista usando termos como ‘vagabunda’. Segundo o registro policial, na sequência ele começou a agredir a mulher com socos e chutes, causando lesões no rosto da vítima. O autor seria policial federal aposentado.
Presidindo comissão, Coronel David se reúne para definir ações de segurança em MS
Segurança nas escolas e políticas de segurança foram discutidas na reunião
Na manhã desta quinta-feira (28) a Comissão de Segurança Pública e de Defesa Social, presidida pelo Deputado Coronel David (PSL) se reuniu pela primeira vez neste mandato para discutir a alteração da atribuição que consta no regimento interno da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, tornando assim as decisões mais dinâmicas, desempenhando um novo e importante papel nas definições e nas proposições de uma política voltada para a Segurança Pública do nosso Estado.
Na reunião com os deputados componentes, foram discutidas ações que serão desencadeadas já a partir de agora, e com isso, foi definido que a Comissão se reunirá com o Secretário de Justiça e Segurança Pública para tomar conhecimento do trabalho desenvolvido para prevenção e repreensão ao crime que estão sendo adotados no estado.
Ainda foi solicitado ao Presidente da Assembleia, Paulo Correa, um ofício destinado ao Secretário de Segurança, à Secretária de Educação e às entidades de Pais e Mestres das escolas de todo Mato Grosso do Sul, para que seja realizada uma reunião tratando sobre a violência nos ambientes escolares.
“Pretendemos participar ativamente, buscar soluções para os problemas que são enfrentados pela sociedade e principalmente intermediar junto ao poder público estadual e federal aquilo que for necessário para que realmente o trabalho funcione de forma adequada. Lembrando que a segurança pública não vive somente com a compra de viaturas, equipamentos, precisamos valorizar nossos policiais, por trás da farda e do distintivo existe um profissional, um ser humano que precisa ser valorizado”, concluiu o Presidente da Comissão Deputado Coronel David.
A Comissão de Segurança Pública e de Defesa Social é composta pelos membros tiulares, Coronel David (PSL) Presidente, Cabo Almi (PT) vice-presidente, Capitão Contar (PSL), Barbosinha (DEM) e Marçal Filho (PSDB). Os suplentes da comissão são: João Henrique (PR), Antônio Vaz (PRB), Pedro Kemp (PT), Jamilson Name (PDT) e Onevan de Matos (PSDB).