Campo Grande (MS) – Ao lançar a campanha Maio Laranja, de combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, o governador Reinaldo Azambuja afirmou que é necessário o envolvimento de toda a sociedade na proteção dos jovens. “O que mais nos assusta é que 80% dos abusos são cometidos dentro do lar da vítima”, disse o governante, classificando a situação como degradante.
Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) revelam que Mato Grosso do Sul lidera o ranking nacional de casos registrados de estupros de crianças e adolescentes. De 1º de janeiro até o dia 10 de abril de 2019, a Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) registrou 141 crimes, sendo nove tentativas de estupro, 10 violências doméstica e 122 estupros.
“É um dado alarmante, que preocupa. Mas, ao mesmo tempo, mostra que as instituições estão funcionando e que isso está sendo apurado e coibido”, comentou Reinaldo Azambuja. Segundo ele, o Governo do Estado tem atuado em conjunto com organizações da sociedade civil organizada para “despertar” o conhecimento e o hábito da denúncia. “Levando para dentro das escolas, trabalhando material pedagógico, para a criança entender que abuso não é algo normal”, explicou.
Maio Laranja
Durante o mês de maio serão promovidas atividades para conscientização, prevenção e orientação sobre as formas de abusos contra crianças e adolescentes. Os objetivos da campanha são: dar publicidade para que se denuncie a violência e orientar os jovens sobre o que é abuso, como prevenir e denunciar este tipo de crime.
A campanha será divulgada por meio de diversos veículos de comunicação e mídias (online e offline). Serão realizadas diversas ações em todo o Estado, como palestras e capacitações nas escolas, voltadas para os profissionais de educação, pré-adolescentes e adolescentes; distribuição de material publicitário em prédios públicos, avenidas, igrejas, escolas e etc; será disponibilizado conteúdo digital com linguagem apropriada para crianças pequenas, adolescentes e vídeo-aula para qualquer adulto que tenha interesse em adquirir conhecimento e defender a causa.
Campanha Maio Amarelo orientar crianças e jovens sobre o que é abuso, como prevenir e denunciar este tipo de crime
Abuso
O abuso contra crianças é dividido em quatro tipos: físico, sexual, moral e psicológico. É considerado crime empurrar, chutar, amarrar, bater, forçar relação sexual, expor a pornografia, tocar de forma maliciosa, explorar sexualmente, negligenciar, caluniar, injuriar, difamar, abandonar, humilhar, insultar, isolar, perseguir, ameaçar, assediar e manipular.
Especialistas indicam que se atentar ao comportamento da criança e do adolescente é a melhor forma para identificar abusos. Baixa auto-estima; dificuldade de aprendizado; agressividade; sentimento de medo e culpa; e comportamentos regredidos e erotizados são indícios de algo está errado. Denúncias podem ser feitas pelos telefones Disque 100 e 190 (Polícia Militar).
Proteção
Em Mato Grosso do Sul, a execução da campanha Maio Laranja foi proposta pelo deputado estadual Herculano Borges e pela idealizadora do Projeto Nova, que trabalha com sobreviventes do abuso e exploração sexual, Viviane Vaz. A iniciativa virou projeto de lei que foi sancionada pelo governador Reinaldo Azambuja em dezembro de 2017.
Bruno Chaves, Subsecretaria de Comunicação (Subcom)
Dirigentes das principais emissoras estatais do país se reuniram em Brasília para reunião de Fórum Nacional, na qual foi oficialmente apresentado o IBEPEC. (Foto: Dvulgação)
IBEPEC foi oficialmente apresentado em reunião do Fórum Nacional de Emissoras na presença de representantes das principais estatais de comunicação; entidade cuidará de questões jurídicas e legais
Em meio a um cenário de crise que tem imposto cortes orçamentários a todos os entes públicos do país, as emissoras públicas de rádio e televisão decidiram se unir em busca de uma maior presença na sociedade, ao mesmo tempo em que ganham fôlego –inclusive financeiro– para o cumprimento de suas missões. Nesta quinta-feira (9), em Brasília, foi oficialmente apresentado, durante reunião do Fórum Nacional de Emissoras Públicas de Rádio e Televisão, o IBEPEC (Instituto Brasileiro de Empresas Públicas de Comunicação), com o qual dividirá responsabilidades na condução do futuro da radiodifusão pública.
“O Fórum continuará a existir como nosso ente principal, reunindo as demandas de Estado das emissoras públicas, definindo as prioridades nas políticas de atuação e as necessidades perante o governo federal. O Ibepec fica responsável por buscar os meios de execução, cuidando de aspectos jurídicos, legais e, inclusive, comerciais da produção”, afirmou Sérgio Kobayashi, vice-presidente do Fórum Nacional e que está à frente do IBEPEC, aos representantes das principais emissoras públicas do país.
A vice-presidência do instituto será exercida por Danilo Magalhães, procurador jurídico do Estado de Mato Grosso do Sul há 14 anos –a maior parte deste tempo na Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul)–; tendo como secretário-geral o diretor de Rede da TV Cultura de São Paulo, Fábio Borba, que exerce a mesma função no Fórum que segue presidido por Bosco Martins, diretor-presidente da Fertel.
O primeiro ponto de atuação do IBEPEC é o de viabilizar o trabalho conjunto das emissoras, com maior integração das equipes inclusive na apresentação de produtos. “A TV Cultura hoje abrange 80% do território nacional, logo, temos de cada vez mais ter a cara do Brasil”, explicou. Nesse sentido, programas como o Vitrine Brasil e o AgroCultura já foram elaborados pensando em respeitar a regionalidade dos programas, tanto pela linguagem como pelos profissionais envolvidos.
A avaliação contou com respaldo dos dirigentes das empresas presentes, como Ana Cristina Cavalcante, da TV Ceará. “O respeito ao regionalismo fortalece o papel das emissoras públicas”, disse, apontando ali a visibilidade para a pluralidade do país.
Comercial
Em outro front, o IBEPEC ajudará a contornar o obstáculo financeiro que as emissoras públicas enfrentam –e que, no passado, já resultou na suspensão de atividades ou mesmo extinção de empresas estatais. A ideia é buscar apoios culturais de alcance nacional, inclusive dentro das cotas de mídia institucional dos governos estaduais e federal, que permitam um reforço de caixa a fim de adequar as emissoras ao interesse do público e, também, para investimentos necessários com o avanço tecnológico.
“Tratam-se de opções que permitirão, cada vez mais, que tenhamos TVs de Estado, e não de governos, com mais independência inclusive no campo financeiro”, afirmou Bosco Martins. O presidente do Fórum Nacional enalteceu o fato de que o público das emissoras públicas tem caráter diferenciado, sendo formado principalmente por formadores de opinião, tornando-se atrativos assim para o mercado publicitário –seja estatal ou privado.
Evolução
Diretor-geral da TV Brasil, Roni Baksys Pinto informou que a empresa federal de comunicação analisa seu ingresso no IBEPEC, uma vez que os objetivos da instituição vão ao encontro dos esforços que a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação) realiza desde o início do ano para reduzir despesas e aumentar seu alcance.
As medidas, já divulgadas nacionalmente, envolveram a integração entre a TV Brasil e a NBR, a implementação de um corte de gastos na ordem de 25% e a instituição de um PDV (Plano de Demissão Voluntária) que alcançou 350 colaboradores e deve gerar economia na casa dos R$ 67 milhões. A intenção, explicou ele durante a reunião do Fórum Nacional, é de concentrar esforços em investimentos que permitam à TV Brasil aumentar seu alcance e audiência.
“Tiramos alguns contratos e temos procurado valorizar o pessoal da casa, entre jornalistas e produtores, que podem suprir a necessidade da empresa em programação, conteúdo e para atuarmos de forma mais forte. Mas nosso principal projeto, hoje, não é na área de conteúdo. Isso porque, se analisarmos, a TV Globo tem cobertura de mais de 98% do território; a Record TV de mais de 95%; o SBT de mais de 90%; a Cultura chegando a 80% do país com parque de produção próprio ou os parceiros; e a EBC tem 15%, chegando a 18% com parceiros digitais e 39% com os digitais e analógicos. Não posso colocar a programação se o sinal não chega”, ilustrou. A meta, destacou, é fazer o sinal da TV Brasil chegar a todo o país.
Fundado em agosto de 2018, o IBEPEC terá seu papel intensificado e ganhará entre as missões dar visibilidade a uma programação que siga as premissas da Educação, Cultura e Meio Ambiente, bem como permitir uma estrutura de acompanhamento de governos a partir de Brasília por meio de correspondências. Ao final da reunião, ficou acertada a apresentação de sugestões para aprimorar seu estatuto social advindas das diferentes regiões do país, seguindo sugestões apresentadas por Ana Carolina Cavalcante, Vanessa Vasconcelos (TV Cultura do Pará) e Gustavo Almeida (TV Pernambuco).
Carlos Arnaldo Ortiz de Carvalho, irmão de Pâmela Ortiz, acusada de matar uma idosa de 79 anos, no Indubrasil, em fevereiro deste ano, disse à Justiça que ela tinha histórico de mentiras e agressividade. A fala do rapaz ocorreu durante audiência de instrução e julgamento, nesta segunda-feira (6), no Fórum de Campo Grande.
A audiência reuniu testemunhas selecionadas pela defesa de Pâmela e acusação pela morte de Dirce Santoro Guimarães Lima, 79 anos . A mãe da ré foi dispensada do depoimento porque estava nervosa.
Arnaldo contou que o relacionamento da família com a acusada era somente as finais de semana, justamente por conta da personalidade dúbia dela.
”A família sempre acreditou que ela precisava fazer tratamento psiquiátrico, já que ela tinha relacionamentos marcados pelo ciúme, agressões e desavenças”, relatou o familiar.
”Ela passava dois dias bem e depois parecia que era outra pessoa”, afirmou.
Carlos disse que Pâmela telefonou para o pai e contou que estava em uma ”encrenca”, sem dar detalhes.
”Quando ela ligou para a mãe, teve a desconfiança que seria algo grave, porque ela apresentava um nervosismo exagerado”, revelou Carlos Arnaldo.
Vizinhos de Dirce revelaram que a vítima era uma pessoa frágil e que tomava remédios contra a diabetes e pressão alta e que era bastante cuidadosa ao emprestar dinheiro e cartões de crédito.
O agente de saúde Wellington Flores Caetano Fraga, que acompanhou a vida de Dirce nos últimos três anos, contou que ela não tinha familiares e que a pessoa mais próxima seria uma mulher casada com o ex-esposo dela.
Dirce teria contado ao agente de saúde que conheceu Pâmela quando ela se apresentou como ”Uber da Vovó”. Desde então passou a fazer serviços como resolver problemas com concessionárias de água e luz.
Wellington disse ter achado estranho o fato de Pâmela receber pequenas quantias de dinheiro como pagamento e pelo fato dela se importar mais com a idosa do que com a própria família, inclusive um filho deficiente.
Ainda segundo o agente de saúde, Dirce chegou a reclamar que o cartão de crédito dela estaria sendo usado em grandes redes de lanchonetes. Ele teria alertado a idosa a procurar o banco, mas não teria dado ouvidos a ele.
Wellngton disse que ficou sabendo do sumiço de Dirce no sábado, por meio de vizinhos. E que naquele dia pegaram a câmera de segurança da rua e levaram à delegacia, onde ficou constatado que a última pessoa a ter contato com ela foi Pâmela.
”A forma com que Pâmela conversava enganava as pessoas”, disse o profissional.
Pâmela teria personalidade dúbia, diz irmão. (Foto: Wesley Ortiz)
Conturbado
Investigador da Polícia Civil, que teve um relacionamento amoroso com Pâmela, em 2015, quando ela estagiou na Delegacia de Roubos e Furtos, em Campo Grande, também depôs na audiência e disse que foi procurado por ela horas após o crime.
Ainda conforme o policial, Pâmela, que tem uma taguagem como o nome dele nas costas, o chamou até um hotel na região da Julio de Castilho e relatou que no dia do assassinato, estava levando dinheiro no carro e que teria sido abordada por assaltante em uma moto. Ela teria pego uma machadinha e atingido o suspeito, mas ”sem querer” acabou acertando a idosa.
”Aí ela saiu desesperada, com medo”, disse o investigador. Ele decidiu ir embora do local ao lembrar do histórico de Pâmela.
”Ela era possessiva, descontrolada, tinha dívidas e me agredia”, revelou o servidor público.
O depoimento de Pâmela deve ocorrer no dia 17 de junho, às 14h15, em Campo Grande.
O crime
Dirce Santoro Guimarães Lima, 79 anos, foi assassinada com requintes de crueldade pela suspeita, Pâmela Ortiz de Carvalho, 36 anos, que confessou ter batido a cabeça da idosa diversas vezes em um meio-fio. A mulher só parou quando o rosto da vítima já estava desfigurado. O crime aconteceu no dia 23 de fevereiro, no entanto, o corpo da idosa só foi encontrado no dia 25.
De acordo com a polícia, Dirce era baixa, franzina e, devido à avançada idade, não conseguiu se defender da suposta assassina, que é 42 anos mais jovem.
A princípio, Pâmela negou ter cometido o crime, mas após ser questionada pelos investigadores, confessou que matou a vítima por uma dívida que teria realizado escondido no cartão de crédito da idosa, de mil reais.
Sandro de Souza Pessoa (34), vulgo “Buju” foi assassinado pelo ex-marido de sua atual namorada (24), na madrugada de segunda-feira (6), no bairro Paulo Coelho machado, em Campo Grande/MS. O autor armado com uma faca invadiu a casa e esfaqueou por oito vezes a vítima que acabou morrendo no local. O Samu foi acionado e atestou o óbito. A Polícia foi acionada fez rondas pela região, mas não localizou o criminoso.
A presidente da FCMS (Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul), Mara Caseiro, afirmou nesta segunda-feira (29) que a AFLAMS (Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul) nasce para enriquecer ainda mais o patrimônio cultural do Estado.
Os trabalhos para criação do grupo tiveram início em 2008, com objetivo de incentivar a literatura, a música e as artes em geral. Após um longo processo, a instituição será oficialmente instalada e as 40 acadêmicas tomarão posse em seus cargos amanhã (30), a partir das 19h30, no plenário da Assembleia Legislativa.
Do total de cadeiras, a literatura terá 30 lugares, seguida do teatro e das artes plásticas, com duas vagas cada, e dos setores de teatro, cinema, música, canto, folclore e artesanato, com uma mulher representando cada seguimento.
“A academia é composta por mulheres brilhantes, que já são destaque em suas áreas, sempre trabalhando pela cultura e pelo aprimoramento da língua portuguesa em nosso Estado. Em grupo, além de atuar para elevar o nível da produção literária local, elas com certeza vão fortalecer a atuação das mulheres no campo cultural e enriquecer o patrimônio cultural de Mato Grosso do Sul”, afirmou Mara Caseiro, destacando que o Governo do Estado é parceiro e apoia a instalação da academia desde a apresentação do projeto.
A presidente da Fundação de Cultura também ressaltou que a Academia Feminina de Letras e Artes terá papel de extrema importância que é preservar as riquezas culturais da região e, sobretudo, estimular novos talentos.
Mara Caseiro foi convidada pela presidente da entidade, Delasnieve Daspet, para ser obliteradora do selo comemorativo pela instalação da academia, a ser lançado pelos Correios.
A presidente da Fundação de Cultura também receberá os participantes do evento para uma noite de homenagens e comemorações que acontece no MARCO (Museu de Arte Contemporânea), logo após a cerimônia de posse.
O governador Reinaldo Azambuja deve participar do evento. Também já confirmaram presença nomes de destaque nas artes e literatura, como o ator Diogo Vilela, o presidente nacional da Academia de Letras do Brasil, Mário Lopes Carabajal, além de representantes de editoras, entidades ligadas à poesia e academias literárias de diversos estados brasileiros.
ACADÊMICAS
A Academia Feminina de Letras e Artes de Mato Grosso do Sul será composta por Delasnieve Daspet, Maria Helena Sarti, Aida Machado Domingos, Maria Teresa Casadei, Blanche Maria Torres, Rosangela Villa da Silva, Rosemari Gindri, Edineide de Oliveira, Marlei Sigrist, Marilene Grolli, Ana Lúcia Moreira, Silvia Regina Farina, Lúcia Monte Bueno, Aurineide Oliveira, Therezinha Selem, Viviane Vazes, Yrama Barros, Maria José Cordeiro, Martha Brum, Valmira Garcia, Mirian Suzuki, Neyla Mendes, Kênia Braga, Luciana Rondon Carvalho, Daniela de Cássia Duarte, Ledir Marques Pedrosa, Sonia Cristina de Albuquerque, Angela Cristina dos Reis, Sonia Maria Ruas Rolon, Marta Martins de Albuquerque, Cilene Queiróz, Helita Fontão, Severina da Silva, Lais Doria, Lucimara Calvis, Ana Aparecida Arguelho, Érika Rando de Oliveira, Maria Caroline Bertol, Eudirce Isabel dos Reis e Ilva Maria Xavier Canale.
Com balizamento, pista será homologada para aviões de grande porte. – Foto: Edemir Rodrigues
Aeroporto Santa Maria receberá investimento de R$ 2,5 milhões, para implantação do sistema de iluminação na pista de pouso e decolagem, com objetivo de dotar o local com estrutura para operar como aeródromo auxiliar do Aeroporto Internacional de Campo Grande. Crédito suplementar foi autorizado hoje pelo Governo do Estado à Secretaria Estadual de Infraestrutura (Seinfra).
Objetivo da administração estadual, responsável pelo Santa Maria, é diminuir o fluxo de aviões de pequeno e médio porte no aeroporto internacional e garantir maior segurança operacional e conforto aos usuários.
Superintendente aviário da Gerência de Transportes Aéreos (GAT), Leonardo Dias Marcelo, informou que o balizamento noturno também colocará o Santa Maria em condições de receber voos comerciais em situações de emergência. Isto porque, como o balizamento, a pista de 1,6 mil metros será homologada para aviões de grande porte.
Atualmente, em caso de emergência noturna, aeronaves tem como alternativas de pouso os aeroportos de Dourados, Corumbá e Três Lagoas, distantes da Capital.
“O investimento é crucial para garantir maior segurança e flexibilização à aviação regional, colocando o Santa Maria como opção para situações extremas, como fechamento do aeroporto internacional por um nevoeiro ou interdição da pista”, explicou o superintendente.
Os recursos são integralmente do Estado e a obra entrará em processo de licitação, com prazo de conclusão de 150 dias, a contar da data de ordem de serviço a ser dada pela Seinfra.
Paralelamente ao projeto de balizamento noturno, o Governo tambémplaneja a instalação de uma UTI Aérea operando a partir do Santa Maria, por iniciativa do Corpo de Bombeiros. O projeto, em estudo pelas secretarias estaduais de Segurança e Saúde, prevê a instalação de uma base no aeroporto, utilizando estrutura física já existente no local e parcialmente concluída, operando 24 h com equipe médica e aeronave própria, um bimotor Baron.
“A UTI Aérea terá um papel fundamental, principalmente no socorro às vítimas de acidentes em rodovias, onde o atendimento imediato pode salvar vidas”, disse o tenente-coronel do Corpo de Bombeiros, Luídson Borges Tenório Noleto.
ESTRUTURA
O Aeroporto Santa Maria está localizado na saída para Três Lagoas e funciona apenas por meio de procedimentos visuais, durante o dia, atendendo produtores rurais e empresas de fretamento de aeronaves, além da unidade regional da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da Polícia Rodoviária Federal, que opera no local.
O aeródromo é dotado de duas pistas, sendo a de pouso e decolagem com 1,6 mil metros por 30 metros de largura, e a de taxiamentpo, com 1,5 mil metros e 23 metros de largura. O tráfego aéreo chega a 60 voos por dia no aeroporto.