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Bela Vista-MS Domingo, 13 de Setembro de 2026
7 de cada 10 alunos brasileiros de 15 anos não sabem resolver problemas matemáticos simples, mostra Pisa

7 de cada 10 alunos brasileiros de 15 anos não sabem resolver problemas matemáticos simples, mostra Pisa

Entre os alunos brasileiros de 15 anos (ou seja, que acabaram de cursar o ensino fundamental II), 73% ficaram abaixo do nível 2 em conhecimentos matemáticos no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes 2022 (Pisa, em inglês), cujos resultados foram divulgados nesta terça-feira (5).

Isso significa que esses adolescentes não conseguem fazer operações simples, como:

  • converter moedas: dizer, por exemplo, quantos reais equivalem a 2 dólares, sabendo que 1 dólar = R$ 4,93;
  • comparar as distâncias percorridas por um carro em dois caminhos diferentes.

Na média dos 81 países participantes do Pisa (membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE – e parceiros), o índice de estudantes que estão abaixo do nível 2 é bem menor: 31%.

📉O que é Pisa? É uma avaliação internacional aplicada a cada 3 anos para avaliar os conhecimentos dos estudantes em matemática, leitura e ciências. A prova mais recente deveria ter sido aplicada em 2021, mas foi adiada para 2022 por causa da Covid-19. Ela é, inclusive, o primeiro estudo em larga escala feito após o período de fechamento das escolas na pandemia.

➡️Apesar de todas as dificuldades trazidas pela pandemia (obstáculos no ensino remoto e fechamento das escolas por um período prolongado), os resultados gerais do Brasil variaram pouco em relação à edição anterior do Pisa, de 2018. Em matemática, as médias caíram apenas 5 pontos: de 384 para 379. Em leitura, a queda foi de 2,5 pontos; e em ciências, de 0,6.

“Apesar do completo descaso do governo federal, houve um efeito de reação dos estados e dos municípios, com trabalhos coordenados e muito intensos frente à desorganização do Ministério da Educação (MEC)”, afirma Priscila Cruz, presidente-executiva da ONG Todos Pela Educação.

João Marcelo Borges, gerente de pesquisa e inovação do Instituto Unibanco, reforça que os resultados não devem ser celebrados. Houve estabilidade, sim, mas os índices que se mantiveram quase iguais já eram ruins.

“No quadro geral, foi algo positivo, porque outros países da OCDE tiveram quedas mais acentuadas. Mas nosso desempenho tem a ver com o patamar muito baixo de onde partimos”, diz.

Lição de matemática na rede municipal de ensino em Ribeirão Preto (SP) — Foto: Valdinei Malaguti/EPTV

Sicredi Centro-Sul MS/BA lança campanha Recomece no Verde

Sicredi Centro-Sul MS/BA lança campanha Recomece no Verde

Associados têm descontos nos juros e nas multas de títulos inadimplentes

A Sicredi Centro-Sul MS/BA – instituição financeira cooperativa – lançou novamente a campanha Recomece no Verdeque incentiva os associados a renegociarem todos os seus títulos inadimplentes. A campanha vai até o dia 31 de dezembro.

As condições são atrativas com desconto nos juros e nas multas em até 100%, dando oportunidade para que os associados consigam recompor seus acordos de capacidade de pagamento. As condições são exclusivas e incluem dívidas com cartão de crédito e cheque especial e títulos já em prejuízo.

Segundo a gerente de ciclo de crédito, Ana Claudia Fortes dos Santos Marques, a campanha está em todas as mídias para que tenha um maior alcance. “E todas as nossas cooperativas estão à disposição para negociar com seus associados”, disse. A ideia é aproveitar esse momento em que a economia é aquecida com outras rendas, além do salário, para recuperar a situação dos cooperados em atraso.

Todos os anos, a Sicredi Centro-Sul MS/BA lança a campanha para seus associados que estão em situação de atrasos. Além dos descontos especiais, a Cooperativa dá opção ainda de parcelamento com taxas exclusivas. “Queremos que nosso associado tenha organização financeira e que possa realizar seus sonhos sem a preocupação de ter dívidas em aberto. Vamos novamente recomeçar o ano no verde”, destacou a coordenadora de recuperação de crédito, Poliana Fernanda Schiavi.

Para renegociação dos títulos, o associado deve procurar a sua agência ou as assessorias de cobrança. Mais informações estão na página da campanha, pelo link:https://paginas.sicredicentrosulms.com.br/renegocie

Sobre a Sicredi Centro-Sul MS/BA

A Sicredi Centro-Sul MS/BA é uma instituição financeira cooperativa que possui 51 agências e área de atuaçãoem 38 municípios do Mato Grosso do Sul e 54 municípios da Bahia. A Cooperativa oferece mais de 300 soluções para o seu dia a dia e para o dia a dia do seu negócio, te envolvendo nas decisões, fortalecendo a região onde atua, dividindo os resultados.

O atendimento a todo associado é feito presencialmente, via WhatsApp (51) 3358-4770 ou pelos telefones 3003-4770 ou 0800 724 4770.

Conheça a Cooperativa pelo site www.sicredi.com.br/home e pelas redes sociais no Instagram @sicredicentrosulmsba e no Facebook @SicrediCentroSulMSBA

Jornada de Foguetes impulsiona a ciência entre estudantes

Jornada de Foguetes impulsiona a ciência entre estudantes

3, 2, 1, lançar! Essa frase é responsável por acelerar corações de professores e estudantes durante uma das mais emocionantes iniciativas científicas do país: a Jornada de Foguetes. O evento é promovido pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica e reúne os melhores medalhistas da Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG). A Jornada acontece na cidade de Barra do Piraí, interior do estado do Rio, em dezembro, dos dias 4 a 7 e dos dias 11 a 14.

A programação conta com palestras e oficinas práticas sobre astronomia e ciências afins com astrônomos e especialistas, observação das constelações, apresentação de alunos e lançamento de foguetes numa pista de pouso.

Os participantes também são avaliados durante o evento e ganham troféus de acordo com o alcance obtido pelos foguetes, que são construídos com garrafa pet e usam vinagre e o bicarbonato de sódio como combustível, além de protótipos com propelente sólido.

Para o professor João Canalle, coordenador da OBA e da MOBFOG, o objetivo da Jornada é mostrar que o estudo pode ser algo emocionante na vida do estudante e que é possível aprender ciência de modo lúdico e divertido.

– É uma iniciativa completa, que consegue reunir diversos aprendizados, como, por exemplo, liderança, inteligência emocional, trabalho em equipe, além de astronomia, física e química – ressalta.

Como participar?

Os participantes são convidados dentre aqueles que participaram da MOBFOG, no ano corrente, em suas escolas. Em 2023, o evento vai reunir as equipes do nível 3 (sexto ao nono ano do ensino fundamental) e do nível 4 (ensino médio) que lançaram o mais distante possível seus foguetes de garrafa pet em suas escolas. Além disso, alunos do ensino médio que lançaram foguetes de propelente sólido (nível 5) também foram convidados.

Para participar da OBA e da MOBFOG, basta a escola se inscrever na OBA. Mais informações pelo site: www.oba.org.br

Realização:

A OBA e a MOBFOG são realizadas anualmente pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB). Conta, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Deputada Federal Tabata Amaral, da Universidade Paulista (Unip), da Faculdade de Engenharia de Sorocaba (FACENS), do Banco BTG Pactual, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Governo Federal.

Agência Drumond – Assessoria de Comunicação

Joyce Nogueira

Supremo aprova responsabilizar jornais por falsa acusação de entrevistados

Supremo aprova responsabilizar jornais por falsa acusação de entrevistados

O STF (Supremo Tribunal Federal) aprovou nesta quarta-feira (29) a tese jurídica que permite a responsabilização de jornais pela publicação de entrevistas nas quais sejam imputados falsamente crimes contra terceiros.

Pelo entendimento, o princípio constitucional da liberdade de imprensa impede a censura prévia de conteúdos publicados. Contudo, se um entrevistado acusar falsamente outra pessoa, a publicação poderá ser responsabilizada judicialmente.

“Na hipótese de publicação de entrevista em que o entrevistado imputa falsamente prática de crime a terceiro, a empresa jornalística somente poderá ser responsabilizada civilmente se na época da divulgação, havia indícios concretos da falsidade da imputação, e o veículo deixou de observar o dever de cuidado na verificação da veracidade dos fatos e na divulgação da existência de tais indícios”, decidiu o Supremo.

A tese também abre brecha para a retirada de conteúdos publicados nas redes sociais que forem considerados inverídicos.

Outro trecho da tese aprovada, define que o princípio constitucional da liberdade de imprensa impede a censura prévia de conteúdos publicados. No entanto, após a publicação, fica admitida a possibilidade de retirada de conteúdos que contenham informações comprovadamente “injuriosas, difamantes, caluniosas e mentirosas”.

A tese foi elaborada pelo ministro Alexandre de Moraes, e a sugestão de inclusão da possibilidade da retirada de conteúdo foi levantada pelo ministro Cristiano Zanin.

“A clássica questão da liberdade de imprensa, abuso eventual e excepcional, era em relação a jornais e periódicos. Então, depois de publicados, a responsabilização acabava porque o jornal era daquele dia. Hoje, com as redes sociais, nós vimos isso nas eleições, aquele conteúdo continua”, afirmou Moraes.

Processo

A decisão do Supremo foi baseada em ação na qual o ex-deputado federal Ricardo Zarattini Filho processou o jornal Diário de Pernambuco por danos morais, em função de uma reportagem publicada em 1995.

Na matéria jornalística, o político pernambucano Wandenkolk Wanderley afirmou que Zarattini, morto em 2017, foi responsável pelo atentado a bomba no aeroporto de Recife, em 1966, durante a ditadura militar.

Ao recorrer à Justiça, a defesa de Ricardo Zarattini disse que Wandenkolk fez acusações falsas e a divulgação da entrevista gerou grave dano à sua honra. Segundo ele, o jornal reproduziu afirmação falsa contra ele e o apresentou à opinião pública como criminoso.

O Diário de Pernambuco alegou no processo que a publicação da entrevista se deu no âmbito da liberdade de imprensa, protegida pela Constituição.

O jornal foi condenado pela primeira instância ao pagamento de indenização de R$ 700 mil. Em seguida, o Tribunal de Justiça de Pernambuco anulou a condenação do jornal e entendeu que o periódico apenas reproduziu as falas de Wandenkolk Wanderley e não fez qualquer acusação a Zarattini.

Posteriormente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revalidou a condenação, e o caso foi parar no Supremo, que manteve a condenação do jornal ao entender que a publicação atuou com negligência sem, ao menos, ouvir Zarattini. (Com ABr).

Símbolo da Justiça em frente ao STF (Foto: Marcello Casal Jr/Aqq/ABr)

Congresso deve receber proposta para regular direitos de motoboys, diz ministro

Congresso deve receber proposta para regular direitos de motoboys, diz ministro

O governo aguarda a finalização de um acordo para regulamentar em lei os direitos trabalhistas dos funcionários de empresas de transportes de mercadorias, como os motoboys. Ouvido pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta-feira (29), o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, disse que a pasta já chegou a um entendimento quanto aos direitos dos funcionários dos serviços de transporte de pessoas, como o Uber, que abrangem, por exemplo, contribuição previdenciária, estipulação de jornada e remuneração.

A ideia, afirmou, é contemplar todos os serviços de transportes por aplicativos. Segundo Marinho, caso as empresas de transportes de mercadorias não sigam o mesmo caminho, o próprio governo vai elaborar um projeto de lei nos próximos dias para submeter à apreciação do Parlamento.

O questionamento sobre o assunto foi feito pelo presidente da CAS e autor do requerimento para a audiência pública, senador Humberto Costa (PT-PE). Luiz Marinho disse que tem insistido no assunto para que se alcance uma proposta consensual. Ele explicou que, durante as negociações, as empresas do ramo dos motoboys têm argumentado que a função não se enquadra em seus modelos de negócios:

— Daí eu pergunto: qual modelo de negócio? Exploração? Porque houve empresa que teve a pachorra de sugerir pagamento inferior ao salário mínimo. Estamos insistindo e espero que em breve tenhamos um acordo para apresentar ao presidente [da República] e, depois, ao Parlamento. Se não houver um entendimento, uma evolução a partir da próxima semana, a gente vai apresentar um texto.

Pejotização

A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) manifestou preocupação com a chamada pejotização — mecanismo por meio do qual empresas mantêm seus funcionários através da criação de pessoa jurídica, ao invés do contrato de trabalho. Para a parlamentar, essa conduta mascara os níveis de desemprego no país.

Soraya quis saber como o governo tem atuado para não mais “demonizar o empresariado” brasileiro. Ela pediu a abertura de um portal de diálogo com o Ministério do Trabalho, inclusive em favor do setor da motelaria, do qual a senadora faz parte:

— Sou moteleira, sou empresária do setor e meu motel emprega pessoas, inclusive no regime semiaberto, em parceria com o Tribunal de Justiça [para o emprego de presos]. Muitas das camareiras que cumpriram suas penas conosco, tiveram suas carteiras de trabalho assinadas por nós. Então, precisamos desdemonizar o setor de motelaria também. É um setor que emprega, paga tributos, mas não tem direito a nenhum financiamento público. Somos barrados em toda e qualquer forma de fomento —protestou.

Luiz Marinho considerou a pejotização uma fraude trabalhista. E informou que um concurso público será aberto em breve para agentes de fiscalização que deverão reforçar esse pente-fino. O ministro observou que a figura do Microempreendedor Individual (MEI) foi criada para formalizar a condição dos trabalhadores informais, mas destacou que há muitas irregularidades no país:

— Era para esses trabalhadores. E não para os de redação de jornal, como tem. Há uma grande ilegalidade no mercado de trabalho, principalmente no mundo empresarial, e é nisso que precisamos atuar. É preciso olhar com responsabilidade e diferenciar maus e bons empregadores. Por parte do ministério, não demonizamos empregadores; nossa missão é orientá-los e dar prazo para correções [de eventuais ilegalidades].

Lei da Terceirização

O senador Laércio Oliveira (PP-SE) questionou críticas feitas à Lei da Terceirização, por exemplo. O sergipano disse que o texto trouxe benefícios como o fim da segregação notada dentro das indústrias ao longo do tempo, com funcionários trabalhando em condições desagradáveis:

— Assim foi com alimentação, transporte, plano de saúde, o que melhorou muito o ambiente da terceirização do país. É uma discussão recorrente, que precisa, claro, de aperfeiçoamentos, dinamicamente, para alcançarmos o país que a gente deseja.

Em resposta, Luiz Marinho concordou que o processo de terceirização é saudável, mas pontuou que a qualidade de vida desses profissionais depende, em grande monta, dos empregadores. Para o ministro, a Lei da Terceirização carece de aperfeiçoamentos:

— Quando se fala que se pode tudo, sem um processo regulatório, muitos empregadores espremem o máximo da lucratividade. Isso é grave e precisamos atuar. O diálogo deve ser a grande ferramenta para a resolução de problemas no mercado de trabalho, e eles são gravíssimos. Precisamos chamar o empresariado para as suas responsabilidades enquanto empregadores, irmos ajustando as muitas aberrações identificadas no nosso território. Acredito muito na força do diálogo, mas também da lei, para apertarmos para um lado ou outro.

O ministro mencionou a aprovação, pelo Senado, da lei que instituiu a igualdade salarial para mulheres e homens e informou que o ministério está montando um observatório para gerenciar a implementação da medida em todo o país. Ele destacou que a pasta tem dado oportunidades a todos os empresários para corrigirem eventuais ilegalidades, mas disse que o Estado atuará com cada vez mais rigidez para punir quem age de má fé.

Fonte: Agência Senado – Foto: Pedro França/Agência Senado

 

Texto mais longo lido por 66% dos alunos brasileiros não passa de 10 páginas; no Chile, normal é mais de 100

Texto mais longo lido por 66% dos alunos brasileiros não passa de 10 páginas; no Chile, normal é mais de 100

Divulgado nesta quarta (29), estudo examinou microdados do Pisa 2018 — exame internacional feito por jovens de 15 e 16 anos. Análise é uma parceria entre o Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede) e a plataforma de leitura gamificada Árvore.

Qual foi o texto ou livro mais longo que você leu durante o ano? Para 66,3% dos alunos brasileiros de 15 e 16 anos, o mais extenso não passou de 10 páginas. A constatação está em uma análise dos microdados do exame internacional Pisa 2018 divulgada nesta quarta-feira (29) pelo Centro de Pesquisas em Educação, Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a plataforma de leitura gamificada Árvore.

O estudo estabelece uma associação entre os baixos índices de leitura e uma queda no desempenho dos jovens em disciplinas como matemática e ciências.

“Quando a gente pensa no sistema educacional, nos materiais didáticos, nas avaliações, a gente não cria essa cultura de ler textos longos [no Brasil]”, afirma Ernesto Martins Faria, diretor-executivo do Iede.

O especialista traça uma comparação entre os exames nacionais e internacionais de leitura. “No Saeb [prova brasileira de português e matemática], são só fragmentos de textos. Por isso que o Brasil teve tanta dificuldade no Pirls [avaliação internacional para alunos de 4º ano do ensino fundamental], no qual a estrutura são textos de 4 ou 5 páginas e uma bateria de questões. Alunos brasileiros nessa faixa etária, mesmo os mais velhos, não estão acostumados. Precisamos criar o gosto pela leitura desde cedo”, afirma.

Veja os principais destaques da análise:

📖Só 9,5% dos estudantes brasileiros de 15 e 16 anos chegaram a ler algum material com mais de 100 páginas em 2018 – índice muito inferior ao de outros países da América Latina, como Chile (64%), Argentina (25,4%) e Colômbia (25,8%). Em exemplos de nações reconhecidamente bem-sucedidas na educação, como na Finlândia, o patamar chega a 72,8%.

✏️Entre os alunos que leram textos de no máximo uma página, só 6% atingiram o patamar 3 na média geral do Pisa (o máximo é 6), que avalia leitura, matemática e ciências. Já entre os que leram mais de 100 páginas, o índice foi bem mais alto: de 33%.

Apesar desses números negativos, as respostas ao questionário do Pisa mostram que os jovens do Brasil veem a leitura de forma positiva: tanto na rede pública quanto na privada, mais de 40% dos alunos afirmam que gostam de falar sobre livros (média superior à registrada pelos países da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Por que os jovens estão lendo pouco?

Há as seguintes hipóteses para explicar por que os jovens estão lendo tão pouco no Brasil:

  • baixo estímulo (seja em casa ou na escola) à leitura;
  • dificuldades cognitivas e déficits de aprendizagem – no Pisa 2018, 44,9% dos participantes disseram que precisam ler muitas vezes o mesmo texto para compreendê-lo;
  • número insuficiente de bibliotecas públicas, nas ruas ou nos colégiosprincipalmente da rede pública.

Quais os benefícios da leitura?

Segundo estudos prévios citados pelo Iede, o hábito de ler ajuda o aluno a:

  • ampliar o vocabulário e expandir a visão de mundo;
  • melhorar o desempenho na escrita;
  • conquistar fluência verbal e cultura geral;
  • compreender informações apresentadas sob diferentes formatos;
  • desenvolver a cidadania e conhecer os próprios direitos.

Fonte: G1