jan 10, 2017 | Brasil
Cada vez mais vaidosos, os homens passaram a se preocupar em ter uma sobrancelha masculina bem feita. Garantir a harmonia entre o tamanho dos olhos, proporção e formato do rosto exige habilidades e técnicas especiais. O designer dessa área é capaz de usar pinças, tesouras, pentes e lápis para corrigir falhas e imperfeições.
A sobrancelha não existe em vão. Se você pensa que esses pelinhos no rosto são inúteis, está muito enganado! Esses fios servem para impedir que alguma sujeira, como o próprio suor, escorra pela testa e chegue aos olhos.
A cada retirada, ocorre a inflamação no folículo, que pode matar o pelo pouco a pouco. Caso o procedimento aconteça com muita frequência, surgem falhas nos locais onde esses cabelinhos não crescem mais. Por isso, o correto é eliminar apenas o excesso e não exagerar!
“Quem disse que os homens precisam apenas cortar o cabelo ou fazer a barba? Se antigamente a técnica de eliminar os fios da sobrancelha era feita só por mulheres, o público masculino passou a ocupar, cada vez mais, as cadeiras dos salões de beleza. Esse procedimento pode alterar todo o visual do rosto, além de destacar o olhar e suavizar as expressões faciais dos rapazes”, explica Maria Muniz, proprietária da Depyl Action do Shopping Campo Grande.
Para os homens, é muito interessante retirar apenas o excesso e manter o formato natural do supercílio. O ideal é limpar o entorno dos olhos e não alterar a estrutura, para não seguir um formato feminino. Separamos os principais cuidados que precisam ser tomados no caso dos rapazes:
A retirada deve ser feita por pessoas que já estão habituadas a essa técnica.
A estrutura dos fios não pode ser alterada, é preciso manter sempre o formato mais natural possível.
A retirada acontece de dentro para fora — essa é uma regra que os profissionais mantêm em segredo.
Deve-se evitar a eliminação dos fios das pontas, pois eles são os mais suscetíveis a falhas.
É normal sentir dor no início do processo! Os pelos masculinos geralmente são mais grossos e difíceis de tirar.
Além de mais espessos, os fios dos homens são mais longos, portanto, vale a pena cortá-los antes da retirada. Penteie para cima e elimine as pontas!
Sobrancelhas grisalhas ou brancas deixam a pessoa com uma aparência mais velha! Por isso, vale a pena pintá-las mesmo se os próprios cabelos já estiverem bem esbranquiçados.
A esfoliação é a melhor aliada contra os fios encravados.
A aplicação de um gel calmante pode minimizar a vermelhidão e a dor na região.
Passo a passo para a sobrancelha masculina perfeita
A retirada dos fios pode ser bem dolorosa, portanto, é recomendável que o rapaz tome um banho quente antes de iniciar o processo. A água amacia a pele e facilita a eliminação dos fios.
É comum que alguns fios se soltem naturalmente, então, utilize os esfoliantes para retirá-los do rosto.
Após a esfoliação, é fundamental usar um pano quente para deixar a face mais macia. O ideal é molhar o tecido na água quente sempre que ele estiver secando.
O primeiro passo após a preparação da pele, é pentear os fios da sobrancelha para cima. Escolha um pente de dente fino, uma escova de dentes ou até o próprio dedo para escová-los na direção correta.
Com o auxílio de uma tesourinha pequena, corte todo excesso que permanecer acima da linha da sobrancelha. Caso seja necessário, vale a pena repetir, quantas vezes for necessário, o processo de pentear e desbastar.
Aparando o arco da sobrancelha
Essa é a parte mais delicada do processo, mas basta pentear os fios em um ângulo de 45 graus, em direção à têmpora, para não cometer nenhum erro. Corte todos os pelos que ultrapassarem essa borda.
Use um lápis de olhos — escolha aqueles que forem de cor branca, pois eles são mais visíveis — para traçar as linhas de orientação e indicar quais fios devem ser cortados.
Existem quatro traços essenciais para seguir, são eles:
Faça uma linha reta a partir das narinas — corte os pelos entre as sobrancelhas.
Trace um risco na diagonal, delineando das narinas à borda exterior da pupila.
Desenhe uma linha entre as narinas e o canto exterior dos olhos. A borda exterior da sobrancelha não deve se estender além dessa marcação.
Faça um traço entre o ponto de origem da sobrancelha e o local que une o lado superior da orelha. Os fios do supercílio não devem ficar abaixo dessa região.
Pronto! Com essas dicas é possível garantir harmonia ao rosto! A sobrancelha masculina ideal traduz o homem moderno, que não abre mão de ser vaidoso. Ele faz isso com muito estilo e, é claro, tomando todos os cuidados necessários para ter uma boa higiene.
jan 7, 2017 | Brasil
O delegado da 2ª Delegacia Metropolitana de Aracaju (SE), Luciano Cardoso, disse na noite deste quarta-feira(4) que a prática da circulação de dinheiro através do sistema conhecido como mandala, semelhante ao da pirâmide, é proibida no país.
Para a polícia, sempre vai ter um grande número de pessoas perdendo dinheiro e uma minoria que ganha. “Essa prática é ilegal. As pessoas que receberem este tipo de corrente não deve aceitar, pois ao se tornar um administrador estará praticando o crime de estelionato”, explica o delegado, que há dois anos investigou um caso de pirâmide.
A corrente funciona através de mensagens pelo celular. Elas explicam que o dinheiro é depositado diretamente na conta bancária de um administrador e cada participante é responsável por convidar novas pessoas, mas nenhum produto é comercializado.
O sistema é dividido em quatro grupos: fogo, ar, terra e água. Ao aderir, o usuário investe os R$ 100 e precisa convidar mais pessoas. Depois de completar a quantidade necessária de participantes, a pessoa recebe de cada um o valor de R$ 100. (Com informações G1 Sergipe)
jan 2, 2017 | Brasil
Joabe de Almeida foi eleito prefeito de Santo Afonso (MT), com 1.088 votos. Ele já foi garimpeiro, coveiro, vereador e agora vai chefiar o Executivo.
Ex-gari, o prefeito eleito em Santo Afonso, a 266 km de Cuiabá, Joabe Almeida, usou a própria bicicleta para ir à solenidade de posse neste domingo (1º). O trabalhador foi eleito para chefiar o município de pouco mais de 2 mil habitantes, com 1.088 votos. Ele deixou a profissão há um ano.
Joabe fez o trajeto de quase 1 km – da casa dele até o local do evento – com o filho na garupa. Ele diz que resolveu usar o meio de transporte, que foi usado na campanha, no momento em que realiza um sonho.
“A bicicleta faz parte da minha história. Fiz toda a minha campanha em cima dela. Não me esqueço da minha origem humilde e achei essa uma forma de mostrar isso”, afirmou.
Ser eleito prefeito era um dos sonhos da vida do ex-gari, que já exerceu a função de coveiro e garimpeiro. “Me sinto realizado hoje e quero demonstrar com o meu trabalho que o dinheiro do povo pode ser valorizado’, disse.
Ele usou bicicleta para percorrer casas de eleitores
durante a campanha
(Foto: Joabe de Almeida/ Arquivo pessoal)
Ele não se envergonha nem um pouco das funções que exerceu e disse se orgulhar das conquistas depois das dificuldades enfrentadas no trabalho como gari. “Ia atrás pegando tambor, sacola de lixo e jogando tudo no caminhão”, lembra.
Como vereador, de 2004 a 2008, ele afirmou que começou a ganhar a confiança da população e resolveu se candidatar ao cargo de prefeito nas últimas eleições. Joabe disse que, ao todo, gastou R$ 5 mil na campanha eleitoral. “[A campanha] foi tudo muito humilde. No ‘boca a boca’, na confiança”, explicou.
À Justiça Eleitoral, Joabe declarou como ocupação motorista de veículos de transporte de cargo e um patrimônio de R$ 293.217,04. O maior bem móvel é uma casa de alvenaria, localizada no Centro da cidade, avaliada em R$ 200 mil.
Antes de ser empossado no cargo, Joabe contou que já começou a cuidar da cidade e convocou um mutirão de limpeza nos bairros. Com a ajuda de amigos, retirou entulhos, limpou terrenos e calçadas.
Fonte: G1
dez 21, 2016 | Brasil
Valor Grandes Grupos 2016 destaca a instituição financeira cooperativa na 79ª posição, um crescimento de nove pontos em relação à edição anterior do anuário
O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 3,4 milhões de associados e com atuação em 20 estados brasileiros – figura, novamente, no ranking de Valor Grandes Grupos, que apresenta a radiografia das 200 principais corporações em atividade no País. O levantamento é elaborado pelo jornal Valor Econômico.
Neste ano, o Sicredi se destaca na 79ª posição entre os 200 maiores grupos empresariais, apresentando um crescimento de nove pontos em relação ao ano anterior. A instituição financeira cooperativa também ocupa posições relevantes no Setor de Finanças do ranking: 14º entre os 20 maiores da área de Finanças; 14º lugar entre os 20 que mais cresceram por Receita, 11º entre os 20 maiores em Lucro Líquido, 10º entre os 20 melhores em Rentabilidade Patrimonial e 9º lugar entre os 20 maiores em Patrimônio Líquido.
O Valor Grandes Grupos está em sua 10ª edição e traz organogramas completos com as participações acionárias dos 200 maiores grupos empresarias do País, cuja receita somada equivale a 50% do PIB, além de projeções e análises de especialista sobre quatro grandes setores: comércio, indústria, serviços e finanças.
Porte e solidez
O porte e a solidez do Sicredi são evidenciados pelos resultados, que crescem a cada ano, e também pelos prêmios e reconhecimentos. Em 2016, a instituição financeira cooperativa marcou presença em mais de 15 rankings e premiações nacionais, entre as maiores instituições financeiras do país, tais como Top 5 (Banco Central), Broadcast Projeções (Agência Estado), Melhores & Maiores (revista Exame), Época Negócios 360º (revista Época), Melhores Empresas para Você Trabalhar (revista Você SA) e Valor 1000 (Valor Econômico).
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa com mais de 3,4 milhões de associados e 1.500 pontos de atendimentos, em 20 estados do País*. Referência internacional pela organização em sistema, com padrão operacional e utilização de marca única, o Sicredi conta com 119 Cooperativas de Crédito filiadas, distribuídas em cinco Centrais regionais – acionistas da Sicredi Participações S.A. –, uma Confederação, uma Fundação e um Banco Cooperativo, que controla uma Administradora de Bens, uma Corretora de Seguros, uma Administradora de Cartões e uma Administradora de Consórcios.
dez 21, 2016 | Brasil

A “Operação Oi” é o maior escândalo do ano. E você nem ouviu falar
Está acontecendo nesse exato momento o maior golpe no bolso do brasileiro desde – bem, talvez desde sempre. Segundo o Tribunal de Contas da União, pode chegar a R$ 105 bilhões. Isso faz o prejuízo da Petrobras pelas mãos das empreiteiras e políticos envolvidos na Lava-Jato, de R$ 20 bilhões, parecer fichinha.
Para você ter uma idéia, dá para pagar quatro anos de Bolsa Família. Ou dá para cobrir os R$ 72,5 bilhões do rombo da Previdência da União em 2016 (e ainda sobra uma graninha boa, mais de trinta bi). Segundo outras fontes, talvez seja menos bilhões. Quanto exatamente? Essa é uma das questões chave. Muito, muito dinheiro de qualquer jeito. Vamos dar um apelido fácil de lembrar? Que tal chamar de “Operação Oi”?
Essa trama começa em junho. Quando a Oi entrou com o maior pedido de recuperação judicial do país, no valor de R$ 65 bilhões. Poucos dias depois saíram as primeiras reportagens sobre uma possível “mudança regulatória” nas regras do setor das telecomunicaçoes, que o governo estudava para “estimular a economia”. Foi uma das primeiras iniciativas na área econômica de Michel Temer, então ainda presidente interino. O responsável era o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab.
O que essa “mudança regulatória” propõe?
Pela lei vigente no Brasil, quando os contratos das Teles terminarem, em 2025, elas têm a obrigação de devolver parte do seu patrimônio físico à união, patrimônio que elas vem usando e administrando desde a privatização. São antenas, cabos, torres, instalações, redes e milhares de imóveis. É patrimônio do país, não das teles.
Mas com a nova lei esse patrimônio vai ficar com as empresas. Em troca, elas se “comprometem” a investir valor equivalente. Me engana que eu gosto… isso aí é uma iniciativa do governo para viabilizar uma “operação salvação” da Oi. As outras teles também saem ganhando: Claro, Vivo, Algar e Sercomtel. Mas o foco é a Oi. Sem esse alívio bilionário, investidor nenhum vai botar dinheiro na Oi, esse buraco sem fundo. E tem muita gente interessada em salvar Oi. Interesse próprio, principalmente.
Sem essa ajudinha do governo com o patrimônio público, a Oi quebra definitivamente. O que rende mais uma investigação tão complicada quanto a própria Lava-Jato.
A operação é tão escabrosa que a população não sabe nem exatamente o quanto é o tamanho da tunga. Reportagem de Felipe Frazão na Veja, esse final de semana, cita um valor de R$ 20 bilhões, e mais R$ 20 bilhões em perdão de multas das Teles. Mas o TCU fala de R$ 105 bilhões, depois de fazer uma auditoria.
Apesar dos valores gigantescos, o Projeto de Lei da Câmara foi aprovado sem alarde na Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional, semana passada. Já seguiu para Michel Temer sancionar. Um grupo de senadores tentou barrar, liderado por Vanessa Graziotin. Queriam que a nova lei vá ao plenário para ser discutida e votada. A secretaria-geral da mesa do Senado acaba de jogar fora a iniciativa deles. O patrono dessa nova lei no Senado, aliás, é Renan Calheiros, que surpresa…
Mais uma vez, Brasília age na calada da noite. Aprovam leis importantíssimas na correria, sem o Brasil nem entender o impacto delas. Nesse caso, sem as leis nem chegarem a serem votadas em plenário. Vale lembrar que no dia onze de outubro, o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, disse o seguinte sobre a Oi: “Nós temos duas premissas: trabalhar para que não haja intervenção e não haverá injeção de dinheiro público [no processo de recuperação da empresa]”. Boa parte da imprensa está caladinha sobre esse assunto. A Oi e as outras Teles são muito influentes e grandes anunciantes.
Impedir esse assalto ao Brasil requer uma pressão popular muito grande. Na véspera desse Natal de carestia, com tudo que os brasileiros têm que enfrentar, e um assunto complicado desses, resistir é muito difícil. Eles contam com nossa desatenção, nosso desalento. E mantêm o discurso de que é preciso o povo fazer sacríficios. Que os juros continuem altos. Que é fundamental cortar o investimento nos estudantes, nos velhos, mães de família, aposentados, deficientes… é inacreditável que ainda haja gente defendendo o Teto dos Gastos, o arrocho, a “reforma” na previdência dos mais pobres, a privatização a qualquer preço. O Brasil está cheio de grana, está vendo? Tem bilhões (nossos) para dar de presente para grandes empresas.
O que deve ser feito?
De cara é preciso parar isso tudo. Se Temer sancionar (e vai), tem que ser parado pela Justiça, nem que seja por ação popular. Até que a gente saiba exatamente qual é o valor. Existe uma diferença enorme entre R$ 105 bilhões, o valor dado pelo TCU, e R$ 20 bilhões, que é o que valor deste patrimônio segundo o governo. Vamos entender esse valor direitinho. Depois disso que se debata, que se investigue, que se analise, que se vote. Paralisação imediata da “Operação Oi”. E já!
dez 21, 2016 | Brasil

Laura Feliciana Paulo, recém formada em Medicina, pertence à etnia terena de Mato Grosso do Sul. (Foto: Felipe Michalski
Santa Maria (RS) – A noite de 9 de dezembro de 2016 ficará marcada para sempre na história da UFSM: pela primeira vez, uma estudante com origem indígena se formou em Medicina na Universidade. Laura Feliciana Paulo, 24 anos, da etnia Terena, foi a responsável pelo feito e não conseguiu esconder a felicidade pela sua conquista durante a cerimônia de colação de grau, no Clube Dores, em Santa Maria.
Além de ter sido a primeira indígena formada em Medicina, Laura foi a primeira cotista indígena a passar no Vestibular para o curso, em 2010. Durante o período em que esteve na UFSM, ela acompanhou a evolução dos programas de assistência estudantil para a população indígena.
“Quando eu entrei na Universidade, ainda não tinha benefícios exclusivos para estudantes indígenas, até porque, na época, eram três cotistas e 12 autodeclarados no total. Aí, eu gozava dos benefícios gerais da UFSM. Em 2011, conseguimos o Benefício Socioeconômico automático para estudantes indígenas que, a partir do momento da matrícula, já conseguíamos as refeições no RU de graça e conseguimos a moradia estudantil também, sem precisar passar pela seleção. Em 2012 ou 2013, conseguimos a casa do estudante com os apartamentos para os indígenas em específico. Eram dois apartamentos, depois conseguimos quatro e hoje contamos com seis e uma casa alugada”, relata.
Além disso, Laura conta que a UFSM sempre esteve aberta às reivindicações estudantis e ao diálogo. “A UFSM sempre foi muito aberta, tanto a Reitoria, a Prae, a Prograd, sempre estiveram muito abertas para conversar sobre qualquer coisa. Eles ajudaram muito”, afirma.
Agora formada, seus planos estão em retornar para casa, onde já teria recebido propostas de emprego. Natural da cidade de São Paulo, mudou-se ainda criança para Anastácio, no Mato Grosso do Sul. Lá, cerca de 80 famílias terenas vivem em uma aldeia urbana no município.
Estima-se que a população terena no país seja de 50 mil e que eles estejam distribuídos nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. (Texto e fotos: Felipe Michalski, acadêmico de Jornalismo, bolsista da Agência de Notícias)