A primeira edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) digital começa neste domingo (31). O exame será aplicado de forma piloto para um número reduzido de participantes, mas já poderá ser usado para concorrer a vagas no ensino superior. Ao todo, estão inscritos 93 mil estudantes em 104 cidades. Embora seja feito pelo computador, os candidatos deverão ir até os locais de prova e, assim como no Enem impresso, levar caneta esferográfica de cor preta.
Neste primeiro dia de aplicação, os participantes farão as provas de linguagens, ciências humanas e redação. No segundo dia, que será no dia 7 de fevereiro, os candidatos farão as questões de matemática e ciências da natureza. O número de questões objetivas (90 por dia), o tempo para fazer as prova e os horários de aplicação serão os mesmos do Enem impresso: cinco horas e meia no primeiro dia e cinco horas no segundo. Os portões abrem às 11h30 e fecham às 13h (horário de Brasília).A diferença é que a prova será feita pelo computador. As questões objetivas serão todas marcadas na tela, e os participantes não precisarão preencher o cartão-resposta à mão. A redação, no entanto, será escrita à mão, por isso a caneta esferográfica de tinta preta, fabricada em material transparente, é obrigatória.
O tema e os textos motivadores estarão na tela. A correção também será feita da mesma forma que o Enem impresso.No segundo dia de exame, a caneta também poderá ser usada. Os participantes receberão uma folha de rascunho para fazer os cálculos das provas de exatas à mão, caso desejem.O que levarA lista do que pode ou não também é semelhante ao Enem impresso. Por conta da pandemia do novo coronavírus, o Enem terá regras especiais de biossegurança. Este ano, além do documento oficial de identificação com foto e da caneta esferográfica de tinta preta, em material transparente, itens obrigatórios também nos exames anteriores, a máscara de proteção facial passa a integrar essa lista.É recomendado que os participantes levem máscaras extras para trocar durante a prova. Haverá nos locais de prova álcool em gel para que os estudantes higienizam as mãos, mas é permitido que os participantes levem seu próprio produto caso desejem.
Os participantes podem levar também a própria água e/ou bebidas não alcoólicas e lanche. Além disso, caso necessitem comprovar que participaram do exame, os estudantes podem imprimir, na Página do Participante, a Declaração de Comparecimento para cada dia de prova, informando o CPF e a senha.A declaração deve ser apresentada ao aplicador na porta da sala em cada um dos dias. Ela serve, por exemplo, para justificar a falta ao trabalho.É importante lembrar que participantes que estiverem com sintomas de covid-19 ou de outra doença infectocontagiosa não devem comparecer ao exame. A medida é necessária para que o vírus não se espalhe e mais pessoas sejam contaminadas. Nesses casos, os candidatos poderão fazer a prova na data da reaplicação, nos dias 23 e 24 de fevereiro.
Para isso, poderão fazer o pedido pela Página do Participante. A data para que isso seja feito ainda será divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Vídeo explicativo
Os locais de prova estão disponíveis no cartão de confirmação de inscrição, na Página do Participante. Também está disponível um vídeo que explica em detalhes como será o exame. Para garantir a segurança, os participantes receberão, no dia da prova, um código que precisarão digitar na tela antes de começar o exame e também quando finalizarem as provas.
Os computadores só terão acesso às provas. Os candidatos não terão acesso, por exemplo, à internet ou à calculadora. Na tela, quando a prova começar, aparecerão todas as questões. Será possível clicar em qual deseja acessar. O sistema também permite que o candidato escreva na tela com o mouse e que marque as questões para depois poder voltar nelas, por exemplo.Em entrevista à Agência Brasil, o diretor de Tecnologia e Disseminação de Informações Educacionais do Inep, Camilo Mussi, reforça a importância de que os participantes vejam o vídeo com antecedência.“É importante que todos vejam esse vídeo com calma, mais de uma vez, para que cheguem na prova com tranquilidade. O sistema é muito interativo e muito amigável, mas se tiver visto o vídeo antes, vai ser muito melhor”, diz.Chegar cedo no Enem digital também pode fazer diferença.
Antes de começar o exame, os participantes terão que ler uma série de instruções na tela. “O participante, chegando com antecedência, sentando no computador, terá a opção de ler as instruções da prova já. Não poderá acessar a prova, mas poderá, com calma, ler as instruções”, acrescenta Mussi.Enem 2020O Inep vai divulgar os cadernos de provas do Enem digital logo após o fim das aplicações, no dia 31 e no dia 7 de fevereiro. Eles estarão disponíveis no site do Inep.
Ao contrário do Enem impresso, já que a prova será no computador, os participantes não poderão levar os cadernos de prova. Os candidatos podem, no entanto, anotar as respostas na folha de rascunho. Os gabaritos oficiais serão divulgados até 10 de fevereiro.O Enem 2020 tem uma versão impressa, que foi aplicada nos dias 17 e 24 de janeiro, e uma versão digital. Cerca de 2,5 milhões de estudantes fizeram as provas do Enem impresso, o que corresponde a menos da metade dos inscritos. A aplicação piloto do Enem digital deverá ser o início de mudanças no exame nacional.
A intenção é que o exame seja totalmente digital até 2026.O exame, tanto o impresso quanto o digital, foi suspenso no estado do Amazonas e o impresso foi suspenso em Rolim de Moura (RO) e em Espigão D’Oeste (RO) devido aos impactos da pandemia nessas localidades. Esses estudantes poderão fazer as provas também na data de reaplicação. Segundo o Ministério da Educação, foram cerca de 20 ações judiciais, em todo o país, contrárias à realização do exame.Edição: Denise Griesinger
O Projeto Produtor de Água do Ribeirão Pipiripau (um dos afluentes do rio Paranaíba no Distrito Federal) é o representante do Brasil num importante concurso internacional: o Water ChangeMaker Awards. Promovido pela Global Water Partnership (GWP), organização respeitada internacionalmente com mais de 30 anos de história e com sede na Suécia, o prêmio reconhece iniciativas mundiais que promovem mudanças socioambientais por meio de questões relacionadas à água.
O concurso recebeu 350 inscrições de 80 países e já passou por três estágios de julgamento. O projeto Produtor de Água do Pipiripau é um dos 12 finalistas e o escolhido será decidido por meio de votação popular que está em andamento e se encerra nesta segunda-feira, 25. O vencedor será anunciado nesse mesmo dia durante a Cúpula de Adaptação do Clima 2021, evento que acontecerá on-line.
Nesta fase final, o projeto concorre com ações realizadas em Bangladesh, Bolívia, Butão, Canadá, Egito, Equador, Filipinas, Honduras, México e Quênia. Para participar da votação basta um clique no ícone localizado abaixo do projeto na página gwp.org/vote. O regulamento do concurso permite que a mesma pessoa vote novamente a cada 24 horas. O projeto do Pipiripau até o momento é o segundo mais votado.
“Esse prêmio traz visibilidade para um projeto importante não só para o DF, mas também para o Brasil. Entre os benefícios já gerados estão o reflorestamento de áreas degradadas, o cerceamento de nascentes e áreas de preservação permanente, adequação de estradas rurais, conservação do solo e controle de erosão e a melhoria da infiltração da água e da sua quantidade e qualidade em nascentes e cursos d´água”, explica o diretor da Adasa e pesquisador da Embrapa, Jorge Werneck. “Esse trabalho é um sucesso e tem mudado a realidade dos produtores rurais da região. É tido como exemplo para embasar as políticas nacionais de pagamentos por serviços ambientais. Não é à toa que é um dos finalistas desse concurso”, ressalta a pesquisadora da Embrapa Fabiana Aquino.
O projeto produtor de água na bacia do ribeirão Pipiripau foi iniciado em 2010 e é coordenado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa). Os trabalhos contam com a participação de 17 organizações, dentre instituições públicas e privadas, sendo uma delas a Embrapa. O objetivo é minimizar os conflitos de água na bacia do Pipiripau por meio de boa governança, gestão integrada de recursos hídricos e implementação de boas práticas de gestão e conservação do solo e da água. A bacia do ribeirão Pipiripau ocupa uma área de 23.527 hectares a nordeste do DF na divisa com o município de Formosa (GO).
O projeto é uma iniciativa promovida pelo Programa Produtor de Águas criado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2001 com o objetivo de promover e apoiar iniciativas de revitalização ambiental de bacias hidrográficas em todo o Brasil. Os trabalhos apoiados são executados por meio da participação voluntária de instituições e colaboradores que atuam em suas próprias regiões para recuperar mananciais nas áreas rurais. Para atingir seus objetivos, os projetos associam a execução de práticas de reflorestamento, conservação de solo e saneamento rural com a política de pagamentos por serviços ambientais (PSA). O PSA é financiado por instituições e comunidades usuárias de água que remuneram os produtores rurais pelos serviços ambientais hídricos prestados.
Votação e mais informações:
acesse o site gwp.org/vote e clique no coração abaixo da descrição do Projeto.
Nesta segunda-feira (25), os Correios comemoram 358 anos de serviço postal no Brasil, dedicando também o dia a um dos profissionais responsáveis pela credibilidade e reconhecimento da população à instituição: o carteiro.
Nas palavras do presidente da estatal, Floriano Peixoto, “estes profissionais, com seu trabalho na linha de frente, representam os Correios, mostrando à população que responsabilidade, compromisso com o resultado, respeito às pessoas e integridade são valores que definem os quadros da empresa”.
A comemoração da data reveste-se da singularidade que acompanha a empresa desde o início da pandemia do novo coronavírus: os Correios e seus empregados demonstraram o quão essenciais são esses serviços para a população, no momento em que ela mais precisou.
Nesse cenário, os empregados tiveram um papel determinante: o de continuar levando aos cidadãos brasileiros suas correspondências e encomendas, aproximando pessoas em um momento em que muitos precisaram ficar em casa e dependeram da nossa logística, mais do que nunca. Para as empresas, os Correios também se mostraram, em muitos casos, como a única alternativa para continuar movimentando as vendas.
No último ano, os Correios entregaram cerca de 3,8 bilhões de objetos postais em todos os cantos do país. Houve um significativo crescimento nos índices de qualidade operacional, superando as metas mês a mês, chegando a entregar mais de 96% das encomendas no prazo no mês de dezembro.
Ainda em 2020, a estatal foi premiada com o selo Bronze pelo EMS Performance Awards, em virtude de seu excelente desempenho operacional no ano de 2019. A premiação internacional é dada pela Cooperativa EMS (Express Mail Service) com o intuito de reconhecer os membros pela qualidade do serviço prestado durante o ano.
Com o prêmio, os Correios fazem parte de um grupo exclusivo da rede de serviço expresso internacional, que reúne países com performance operacional de expressiva relevância.
Patrono dos Correios – O mensageiro Paulo Bregaro, considerado o primeiro carteiro do Brasil, entregou a D. Pedro I, no dia 7 de setembro de 1822, correspondência da Imperatriz Leopoldina informando sobre novas exigências de Portugal com relação ao Brasil. Ao recebê-la, às margens do Riacho do Ipiranga, D. Pedro reagiu às imposições da Corte e declarou no ato a Independência do Brasil, associando assim os Correios a um dos mais importantes momentos brasileiros. Por seu feito, Paulo Bregaro é o patrono dos Correios.
A posse de Joe Biden como presidente dos Estados Unidos, na tarde desta quarta-feira (20), foi comemorada por senadores. Além de destacar a importância do processo democrático, eles elogiaram o tom pacificador do discurso, focado na união e no combate ao extremismo e à violência. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse esperar que Brasil e Estados Unidos estejam abertos para o diálogo e o entendimento.
“Em nome do Parlamento brasileiro cumprimento e desejo êxito ao presidente do Estados Unidos, Joe Biden, e à vice-presidente, Kamala Harris. Que os nossos países possam manter abertos os canais do diálogo e do entendimento, sempre buscando o equilíbrio”, disse Davi pelo Twitter.
Na mesma linha, o líder do PSDB, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), falou do fortalecimento das relações bilaterais. “Cumprimento Joe Biden pela posse no cargo de presidente dos Estados Unidos. Desejo-lhe êxito na condução do seu país e que as relações bilaterais entre os povos Brasil-EUA se fortaleçam ainda mais”, disse.
Fernando Collor (Pros-AL) destacou os interesses comuns de Brasil e Estados Unidos: “Um novo governo toma posse hoje nos Estados Unidos. Brasil e Estados Unidos são países de enorme importância mútua, interesses comuns e muitos pontos de convergência. Estou confiante que continuaremos trabalhando juntos em benefício de brasileiros e norte-americanos. Êxito à nova administração”, publicou o senador nas redes sociais.
Vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), o senador Marcos do Val (Podemos-ES) desejou um bom governo ao empossado: “Como vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional desejo toda benção para o novo governo dos EUA e ainda melhores relações com o Brasil”.
Democracia
Para Alessandro Vieira (Cidadania-SE), a posse de Joe Biden é resultado do processo democrático. “A posse de Joe Biden e Kamala Harris mostra a beleza da democracia. Não é perfeita, dá muito trabalho, mas é a melhor forma de solucionar os problemas da sociedade. Não está satisfeito com seus representantes? Trabalhe e seja a mudança. Só reclamar em redes sociais não muda nada”, destacou o senador pelo Twitter.
O líder do MDB e da maioria no Senado, Eduardo Braga (MDB-AM), classificou o dia de hoje como emocionante. Para ele, o mundo inteiro estava com os olhos voltados para a posse do novo presidente. O senador disse torcer para que o governo de Biden seja o marco de uma nova era de mais tolerância, diálogo, responsabilidade política e maior compromisso com o meio ambiente.
“Joe Biden fez um apelo, em seu discurso de posse, pela união e pelo diálogo. Disse que, independente de ideologias ou preferências políticas, as pessoas precisam se unir em prol da liberdade, do respeito e da verdade. Devem se unir para combater o ódio, o extremismo, a violência, a doença e o desemprego. Um recado que serve muito bem para todos nós, brasileiros. Viva a democracia!”, comemorou.
A líder do Cidadania, senadora Eliziane Gama (MA), disse esperar que o povo dos estados unidos possa iniciar “um novo ciclo de desenvolvimento humano, fortalecimento da democracia e realinhamento diplomático com o Brasil, com base em interesses mútuos”.
Já a senadora Maria do Carmo Alves (DEM-SE) comemorou pela rede social o simbolismo da posse de Kamala Harris. “Kamala faz história. Kamala Harris foi empossada como vice-presidente, a primeira mulher e a primeira negra a chegar à Casa Branca. Sua ascensão tem caráter histórico e também acena para o futuro da mulher na política mundial”.
Trump
Além do tom de união usado por Biden, os senadores também fizeram referências ao fim do governo de Donald Trump e criticaram as posições do ex-presidente dos Estados Unidos. Para o líder do PT, senador Rogério Carvalho (SE), as palavras de Biden podem inspirar o Brasil a vencer o medo da “sombra que nunca acaba”.
“A gente se livra hoje de um negacionista irracional que estimulava a divisão artificial da humanidade, através do preconceito, do racismo, do populismo barato a fim de reforçar as desigualdades que já não cabem mais nesta era. Que a luz deste grande dia ilumine o Brasil!”, comemorou.
Fabiano Contarato (Rede-ES) declarou que o mundo respira aliviado com o fim da era Trump. “Com a diversidade de seu governo, Biden e Harris acenam à reconciliação do povo americano. Que não percam de vista a ‘América Esquecida’: assim, as cicatrizes na democracia fecharão por si mesmas. Que esse dia chegue para o Brasil!”, publicou o senador.
Cid Gomes (PDT-CE) afirmou que o que ocorreu nos Estados Unidos pode servir de exemplo para o Brasil: “Os EUA acabam de virar uma página opaca da própria história. A democracia é assim, possibilita o erro e a correção dentro das regras. Essa é principal lição que fica: a esperança de que chegue a nossa hora de corrigir um erro catastrófico, afastando esse presidente incompetente”.
Já Humberto Costa (PT-PE) afirmou que Trump já foi embora e que o próximo deve ser Jair Bolsonaro. “Trump saiu hoje pela porta dos fundos. Espero que em breve Bolsonaro siga o exemplo do seu grande amigo”.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Rir de uma piada, na companhia de amigos e familiares ou até mesmo sozinho. O riso parece uma expressão tão simples, mas é capaz de causar grandes efeitos, como estimular a criatividade e aumentar o bem-estar. No fim das contas, parece que rir é mesmo o melhor remédio. Hoje, 18 de janeiro é celebrado o Dia Internacional do Riso e nada melhor que iniciar a semana tornando o riso um hábito diário.
“Estar rodeado de pessoas que te fazem bem, ter atividades prazerosas, assistir a um bom filme de comédia, são algumas formas de estimular o riso. Um sorriso pode surgir de muitas situações e, na maioria das vezes, ele não é programado”, comenta o psicólogo da Unimed Campo Grande, Thiago Ribeiro Rey.
Ao sorrir o corpo libera substâncias que estão ligadas diretamente ao bem-estar, estimula o sistema imunológico, reduzindo assim o estresse, além de contribuir com o aumento da autoestima e melhorar a qualidade do sono.
“Ao sorrir nós liberamos endorfina e diminuímos a liberação de cortisol, que é um dos principais responsáveis por sentimentos negativos como a ansiedade e o medo. O bom-humor nos permite ter uma visão positiva e realista da vida, por isso, pessoas que têm o hábito de sorrir têm níveis de estresse menor. O corpo fica mais leve e a alma também”, explica o psicólogo.
Thiago destaca que o riso é ainda um grande aliado para auxiliar a aliviar toda a tensão que a pandemia da Covid-19 tem trazido para a vida das pessoas. “Sorrir é uma arma poderosa no momento em que estamos vivendo por causa da pandemia. O foco nas notícias negativas tem sido um grande inimigo da saúde mental, então sorrir muda o nosso foco e contagia as pessoas ao nosso redor”.
O psicólogo finaliza parafraseando William Shakespeare “ é mais fácil obter o que se deseja com sorriso do que com a ponta da espada”.
O psicoterapeuta Leo Fraiman, especialista em psicologia educacional e mestre em psicologia educacional e do desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo (USP) traz a lume, importantes contribuições acerca de como educarmos nossos filhos para a autonomia crítica e não os aleijarmos emocionalmente em nome do que chamamos da “felicidade de nunca deixá-los frustrados”.
Os pais de hoje, na busca narcísica de tornar os filhos felizes, acabam aleijando o emocionalmente essas crianças, pois sem o contato com a frustração elas aprendem a sempre serem atendidas. Em nome de se ter felicidade acaba-se criando a desgraça da criança e de todos a sua volta.
Uma coisa ou outra faz parte da construção de um ser humano, é a matéria que dá liga. Não se conhece o valor daquilo que nunca lhe faltou. Atender caprichos não é ser legal, é ser egoísta, é procurar o meio mais fácil de permanecer na zona de conforto. Ás vezes por querer compensar suas próprias negligências como pai ou mãe, molda-se um ser que será um adulto atrofiado emocionalmente:
“Se a criança não é treinada a esperar, a criar, a negociar, a ceder e a se frustrar, você está aleijando emocionalmente a criança. É como fazê-la andar com uma perna amarrada. A criança ficará chata, birrenta, gastadeira, neurótica, depressiva e provavelmente drogada, porque ela precisará de outra coisa para acalmá-la porque ela não desenvolveu a autonomia, ela não manda de dentro pra fora no seu mundo, ela precisa do outro”. Leo Fraiman