nov 22, 2021 | Brasil
Junto à alemã DEG e à francesa Proparco, instituição financeira cooperativa captou R$ 438 milhões para destinar a pequenas e médias empresas lideradas por mulheres
O Sicredi – instituição financeira cooperativa com mais de 5 milhões de associados e presença em 25 estados e no Distrito Federal – buscou recursos fora do país destinados a micro, pequenas e médias empresas brasileiras lideradas por mulheres. Com linha de crédito de US$ 80 milhões (cerca de R$ 438 milhões), a iniciativa inclui o fator gênero como critério para o uso dos recursos, assim como outros fatores sociais e ambientais.
O acordo de parceria foi firmado junto à DEG, Instituição de desenvolvimento financeiro alemã, subsidiária do Banco de Desenvolvimento Alemão (KFW), e à agência de fomento francesa PROPARCO subsidiária do Banco de Desenvolvimento Francês (AFD), instituições financeiras de desenvolvimento (DFIs sigla em inglês) que possuem o objetivo de prover financiamento e capital de longo prazo a empresas privadas em países emergentes e em desenvolvimento.
O financiamento será destinado para aquelas empresas com faturamento anual de até R$ 6 milhões e que tenham mulheres como donas ou sócias detendo mais de 50% do capital social. Os recursos estarão disponíveis a partir da segunda quinzena de novembro às associadas ao Sicredi.
“Essa captação é muito relevante, pois, além de ser a primeira internacional com viés social realizada pelo Sicredi, inaugura a parceria com duas importantes instituições, que realizam um trabalho já reconhecido em fomentar o crescimento em países emergentes. A partir disso, aumentamos nossa capacidade de apoiar os pequenos e médios empreendimentos liderados por mulheres no Brasil”, contextualiza Alexandre Barbosa, superintendente de Tesouraria do Sicredi.
“DEG e Proparco tem o prazer de trabalhar com um parceiro como o Sicredi. Nós, como DFIs europeias, estamos orgulhosos em concluir uma parceria ambiciosa com um importante ator do setor. Ao fornecer um instrumento direcionado ao impacto social a um renomado participante do mercado na maior e mais populosa economia da América Latina, DEG e Proparco demonstram seu compromisso em promover o financiamento voltado pequenas e médias empresas lideradas por mulheres, reduzindo a desigualdade de gênero, fomentando a economia inclusiva bem como a criação de mais e melhores empregos, e contribuindo para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU”, comenta Gudrun Busch, diretora de Instituições Financeiras para a América Latina da DEG.
Participação em desafio global
Por meio da parceria, o Sicredi também passou a contribuir com o 2X Challenge – Finance for Women, desafio global lançado pelas instituições financeiras de desenvolvimento do G7 e que possui o objetivo de destinar recursos à geração de oportunidades de empreendedorismo e liderança a mulheres em países emergentes. A linha de crédito da instituição financeira cooperativa foi aprovada como elegível ao desafio, que busca destinar mais de USD 15 bilhões em novos financiamentos para as mulheres empreendedoras entre 2021 e 2022.
Integrante do Pacto Global proposto pela Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), o Sicredi é comprometido com os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Na operação de fomento ao empreendedorismo feminino está sendo atendido o objetivo número 5, que trata sobre Igualdade de Gênero.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Facebook | Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube
nov 22, 2021 | Brasil
A primeira edição do encontro Mulheres Unidas foi um grande sucesso e recebeu até propostas para edições internacionais. Promovido pela Influ Brasil, empresa de marketing digital, a reunião de mulheres aconteceu em Alphaville, São Paulo, na última quarta-feira (17) e promete ser só a primeira de muitas, segundo a CEO da Influ Brasil, Patrícia Ribeiro. “Sonhamos muito, idealizamos, mas o Mulheres Unidas foi ainda melhor do que eu podia imaginar. Estou recebendo inúmeros feedbacks”, conta.
Houve momentos de crescimento espiritual, sentimental e o pilar de tudo foi a promoção do resgate de sentimentos de amor-próprio e família, ajudando a reconectar mulheres aos seus sentimentos mais íntimos. Sem deixar de abordar temas pertinentes como empreendedorismo, moda, beleza e maternidade.
Mulheres de várias regiões do Brasil se reuniram para um momento de muito conhecimento, conexão e crescimento mútuo, onde tiveram amplo espaço para compartilhar sobre suas experiências pessoais e profissionais. Dentre elas, Andréa Sorvetão, Pra. Sara Rafaela, Dra. Aline Lamaita e tendo a presença de mulheres notáveis como Mama Maluf, Dani Batistela, Pâmela Ewbank e outras influenciadoras.
Nas redes sociais não faltaram elogios para esse projeto. A psicóloga Vanessa Malinverni, mora em Curitiba e esteve no encontro. “Mulheres Unidas é um movimento, uma oportunidade de crescimento e fortalecimento do importante papel da mulher em todos os aspectos, destacando seu sucesso profissional no mercado de trabalho”, conta.
nov 19, 2021 | Brasil
World Bank International Symposium, organizado pelo Centro de Excelência (CoE) do Banco Mundial discutiu, entre outros temas, a importância do engajamento desses públicos no cooperativismo de crédito
O Sicredi participou do World Bank International Symposium, evento organizado pelo Cooperative Financial Institution (CFI) por meio do Centro de Excelência (CoE) do Banco Mundial. Realizado de 2 a 11 de novembro, o encontro reuniu representantes de cooperativas de crédito de diferentes países para debater iniciativas para a modernização e o fortalecimento do empreendedorismo social. A participação da instituição financeira cooperativa foi marcada pelo incentivo ao aumento da participação de mulheres e jovens no segmento.
O Woccu (Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito, na tradução da sigla em inglês), do qual o Sicredi é integrante, foi responsável pelo painel “Envolvendo Mulheres e Jovens Rurais no Fortalecimento e Expansão das CFIs (Instituições Financeiras Cooperativas)”. Entre os participantes estiveram Manfred Alfonso Dasenbrock (Presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ), Ivete Schoffen (membro do Conselho de Administração e do Comitê Mulher da Sicredi Aliança PR/SP) e Vinicius Mattia (associado e membro do Comitê Jovem da Sicredi do Vale do Piquiri ABCD PR/SP).
No painel, foram trabalhados os seguintes temas: como a participação e liderança das mulheres da zona rural nas cooperativas é fundamental para promover o empoderamento econômico; a promoção, relevância e engajamento dos jovens; e os desafios e oportunidades na ampliação da participação de mulheres e jovens para o desenvolvimento das instituições financeiras cooperativas.
“Somos um sistema composto por 108 cooperativas, todas comprometidas com os princípios e valores do cooperativismo e entendemos a abordagem da diversidade e inclusão como uma questão de cidadania e perenidade do negócio, o que faz com que estejamos atentos para novas oportunidades e para a lapidação de novas lideranças para o segmento”, afirmou Manfred Dasenbrock. “Procuramos potencializar a participação e presença das mulheres, reconhecendo sua importância e representatividade para o cooperativismo, assim como estimular a proximidade dos jovens com o nosso modelo de negócio. Esses e outros fatores contribuíram para a criação dos programas Comitê Mulher e do Comitê Jovem, que são pilares fundamentais para a caminhada do Sicredi neste tema”, explica.
Diversidade e Inclusão no Sicredi
A inclusão e a diversidade são temas importantes para o Sicredi, além disso são impulsionados pela agenda 2030 do Pacto Global da ONU – do qual a Instituição Financeira Cooperativa é membro desde 2020, e seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O programa Comitê Mulher atende a três dos ODS, sendo: “Educação de Qualidade” (ODS 4), que visa assegurar a educação inclusiva e equitativa de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos; “Igualdade de Gênero” (ODS 5), alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas; “Trabalho Decente e Crescimento Econômico” (ODS 8), promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, o emprego pleno e produtivo e o trabalho decente para todos.
A associada Ivete Schoffen, que faz parte do Conselho de Administração e do Comitê Mulher local entende que é fundamental as mulheres ocupem cargos de influência, com poder de decisão, facilitando o desenvolvimento e a implementação de soluções para as cooperativas de crédito. Segundo ela, a proximidade com o segmento ainda na infância também foi um estímulo para se apropriar da causa e contribuir na difusão de ações.
“O cooperativismo está presente na minha vida desde cedo, por meio dele pude participar de comitês voltados aos jovens e, na sequência, fiz parte de um comitê feminino, o que ajudou ao longo da minha jornada. A presença da mulher nas cooperativas ratifica o discurso de um espaço democrático, de aprendizado e desenvolvimento pessoal e focado na formação de lideranças, visando uma sociedade mais próspera”, disse.
Membro do Comitê Jovem do Sicredi e reconhecido pela WYCUP (World Council Young Credit Union People) com projeto que busca incentivar a agricultura familiar e a produção de alimentos sustentáveis, Vinicius Mattia destacou o modelo colaborativo proposto pelo Sicredi. “Temos acesso a inúmeras informações, o que nos ajuda na compreensão do programa e no que ele pode propagar. Discutimos educação financeira, a estrutura do cooperativismo, realizamos ações voluntárias e que também impactam o nosso meio, e com isso vamos consolidando conhecimento e construindo relacionamento com os gestores para assumir cargos de liderança no futuro. Hoje, após o reconhecimento do meu projeto, compartilho minha experiência com jovens de todo o mundo, cito a importância de se integraram às cooperativas e a contribuição que o movimento cooperativista tem ao pode trazer aos jovens acesso, garantindo perenidade do negócio”, contou.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão do Sicredi valoriza a participação dos mais de 5 milhões de associados, os quais exercem papel de donos do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 25 estados* e no Distrito Federal, com mais de 2.000 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros (www.sicredi.com.br).
*Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
Facebook | Instagram | Twitter | LinkedIn | YouTube
nov 18, 2021 | Brasil
O principal objetivo do Dia Mundial do Empreendedorismo Feminino, comemorado no dia 19 de novembro, é incentivar o ingresso de mulheres no mundo dos negócios. Este estímulo é muito importante para que mais mulheres líderes e empreendedoras sejam incentivadas a iniciar startups e impulsionar o crescimento econômico.
A data foi criada pela ONU, que afirma que a iniciativa é um esforço para ampliar ainda mais as oportunidades para as mulheres em meios corporativos, atingindo não só as empreendedoras como também profissionais de diversas áreas e cargos de comando em grandes empresas.
Neste contexto, a Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia está constantemente participando e liderando iniciativas que fomentam o empreendedorismo feminino. Uma das propostas que a cooperativa está à frente é no projeto Dona do Meu Negócio, uma iniciativa inovadora desenvolvida em parceria com o IFC (International Finance Corporation) para apoiar e estimular o empreendedorismo feminino, consolidando a instituição cooperativa de crédito como referência para a mulher empreendedora no Brasil, estimulando o poder de transformação socioeconômico nas comunidades.
Composto por 21 colaboradores, o grupo de trabalho conta com mais de 60% de seu quadro composto por mulheres. Em outubro, o grupo de trabalho esteve reunido pela primeira vez de forma presencial, em Campo Grande/MS, e participou de um workshop para construção da oferta de valor voltada às mulheres empreendedoras.
Dentro da construção da proposta holística, está sendo dada atenção especial à concessão de crédito. De acordo com uma rodada de entrevistas, 53% das mulheres empreendedoras vão precisar de crédito nos próximos seis meses.
Ainda na rodada de entrevistas, finanças (87%), gestão (80%) e tributos (33%) são os tópicos nos quais o público empreendedor feminino mais gostaria de receber apoio.
Para dezembro deste ano, está agendada a implantação do piloto nas agências selecionadas: Avenida Bandeirantes (em Campo Grande/MS), José de Brito (em Araguaína/TO) e Porto Nacional.
“O objetivo é tornar a nossa cooperativa de crédito referência para a mulher empreendedora no Brasil e estimular o poder de transformação socioeconômico em suas comunidades. O Sicredi é um agente de desenvolvimento dos negócios para este público. A inclusão financeira, por meio desse trabalho, irá gerar uma proposta de valor sólida, reforçando o papel relevante da Cooperativa”, afirma o presidente da Sicredi União MS/TO e Oeste da Bahia, Celso Régis.
O trabalho começou ano passado com a realização do Diagnóstico da Mulher Empreendedora, com avaliação da estrutura de atendimento a esse público e da carteira de associadas e produtos à luz das melhores práticas internacionais. O relatório trouxe os pontos fortes e oportunidades de atuação para posicionar a Cooperativa na agenda de gênero do país, oferecendo atendimento para o público feminino com soluções e serviços financeiros e não financeiros.
O diagnóstico mostrou que as associadas mulheres e os negócios de propriedade de mulheres representam um segmento que pode ser ainda mais impulsionado através de uma oferta de valor assertiva e customizada.
nov 13, 2021 | Brasil

Foto: Sesc Pantanal
Frequentemente chamadas de “rins da terra”, as áreas úmidas auxiliam na regulação das águas e no sequestro de carbono da atmosfera , o que ajuda na redução do efeito estufa.
Nos cinemas, um local sombrio e hostil para as pessoas. Fora dos roteiros, um ecossistema abundante de vida ameaçado pela ação humana. É em meio a essa trama de contradições que as áreas úmidas se destacam, no mundo real, como uma das principais protagonistas com o potencial de vencer aquela que, talvez, seja a maior batalha para a manutenção da nossa espécie: o aquecimento global. Pauta amplamente discutida na COP 26 – Conferência das Partes – evento da ONU, realizado até sexta-feira (12), em Glasgow, na Escócia.
A data, 12 de novembro, em que é celebrado o Dia do Pantanal, é por coincidência a mesma do encerramento da COP 26, ou seja, um momento propício que nos convida à reflexão sobre a importância e o futuro das áreas úmidas para a humanidade, considerando que há muitos desafios a serem superados.

Foto: Sesc Pantanal
É que se não bastasse a visão distorcida que muitos têm das áreas úmidas (pântanos, mangues, turfeiras, etc), imagem que é potencializada em filmes, com sucesso de bilheteria. Atualmente, a formulação das políticas e acordos mundiais levados à Conferência – cujo objetivo é manter a temperatura do planeta longe dos 2ºC – há um obstáculo maior a ser superado: o olhar das lideranças globais voltados restritamente às florestas, como alternativa para frear as mudanças climáticas.
Comportamento que acaba por negligenciar as áreas úmidas, nas quais 40% de todas as espécies de plantas e animais vivem ou se reproduzem, embora elas ocupem apenas 6% da superfície da Terra. E essas áreas também armazenam duas vezes mais carbono do que todos os tipos de vegetação do planeta, além de serem grandes defensoras contra eventos extremos – enchentes, secas, ressacas, tsunamis, etc – que desencadeiam no surgimento dos refugiados do clima.
“A ciência demonstra que as áreas úmidas são as melhores neutralizadoras de carbono, que protegem bilhões de vidas das tempestades e secas exacerbadas pelas mudanças climáticas, mas, que ainda não são centrais nas discussões políticas de como lidar com a crise climática. As áreas úmidas – incluindo águas doces, manguezais e turfeiras – fornecem uma oportunidade coletiva para o setor privado e público acertar as contas em termos de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C. Porém, elas estão sendo perdidas silenciosamente, mais rápido do que qualquer outro ecossistema”, alerta Jane Madgwick, CEO da Wetlands International – uma das principais instituições parceiras do Pavilhão das Turfeiras (Peatlands Pavilion) e do Pavilhão da Água (Water Pavilion) na COP26.
Áreas Úmidas pra quê?
Em todo o globo, as áreas úmidas são três vezes mais devastadas do que as florestas. Daí a importância em mobilizar os países na COP para compromissos contínuos que incluam investimentos e políticas para a manutenção dos diversos biomas existentes, como destaca Rafaela Nicola, diretora executiva da Wetlands International Brasil, que atua no Pantanal.
“Ecossistemas como as áreas úmidas não vêm recebendo a mesma atenção das autoridades mundiais dentro das estratégias para controle das mudanças climáticas. É como se não estivessem cientes do grau de importância dessas áreas para a redução de emissões de gases de efeito estufa. Em consequência, as áreas úmidas estão cada vez mais drenadas, queimadas, degradadas. A intensificação desses processos, coloca em risco a oferta de água doce no planeta e vulnerabiliza a produção de alimentos e os sistemas econômicos”.
E não é preciso cruzar o Atlântico para comprovar este cenário. No Brasil, há um exemplo bem alarmante: o Pantanal. Em 2020, o bioma foi destaque na imprensa internacional devido aos incêndios descontrolados. Um estudo divulgado este ano pelo MapBiomas apontou que o território, conhecido como a maior área úmida de água doce do planeta, já perdeu 29% de água e campos alagados em 30 anos, quase 1% ao ano. Neste ritmo, se nada for feito, o bioma estará seco em no máximo 70 anos.
Considerado o pior incêndio das últimas décadas, o fogo assolou a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, que tem 108 mil hectares, o equivalente à área da cidade do Rio de Janeiro. Deste total, 101 mil hectares, ou seja, 93% da área foi atingida. Conforme dados preliminares da pesquisa que avalia os impactos do fogo da fauna da reserva, do Grupo de Estudos em Vida Silvestre (GEVS), estima-se que só de animais mortos tenham sido 20 mil, entre espécies de grande e médio porte.
“A recuperação é um processo longo e embora a vegetação primária vinda após as primeiras chuvas traga a falsa impressão de que tudo está se recuperando rápido, sabemos que vai levar muito tempo para que o bioma se restabeleça. Por isso, as ações de conscientização são necessárias para que o desastre vivenciado em 2020 não se repita. O Pantanal é resiliente, mas essa resiliência tem limite e não suporta incêndios consecutivos”, argumenta a superintendente do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, Christiane Caetano.
Sem “blá blá blá”
E, na tentativa de repor essas perdas, instituições estão somando forças (Sesc, Wetlands International, Mupan, CPP e INAU) para recuperar a RPPN por meio do Projeto Aquarela Pantanal. A meta é atender 46 hectares da RPPN. Uma ação considerada inédita já que nunca foi preciso uma ação de reflorestamento no local.
“O Pantanal é uma área grande e complexa, por isso a resposta quanto a resiliência não é igual em todo o bioma. Tivemos que analisar as áreas que tiveram pouco ou nenhum dano para mapear as plantas que pudessem ser doadoras de mudas, já que não há viveiro no Brasil que dispunham de espécies únicas do Pantanal”, frisou a pesquisadora Cátia Nunes, do INAU/UFMT.
Conjuntura que só reforça a necessidade de atingir as metas propostas com os dois pavilhões na COP 26: que é a de elevar a conscientização sobre o papel das áreas úmidas como uma solução para as mudanças climáticas e incluí-las nas tratativas do Acordo de Paris. A intenção é mobilizar financiamento para a restauração e conservação das áreas úmidas, de fontes públicas e privadas e apoiar os países (em desenvolvimento) a atingir seus PADs.
Na última terça-feira (9), um consórcio de diversas ONGs apresentou um ranking anual de ações pelo clima, no qual a Dinamarca saiu no topo com 30% da sua energia oriunda de fontes renováveis. Do lado oposto, a Austrália ficou com o pior posto, com 92% da fonte energética vinda de combustíveis fósseis. Outro que não está bem é o Brasil que caiu 8 posições, ficando em 33º lugar e recebendo críticas pelo desmatamento e falta de políticas públicas para diminuir as emissões de carbono.
Assim, seguimos como em um filme minutos antes do fim, no qual o desfecho vai depender do posicionamento dos países, ou seja, se manterão o mesmo discurso ou irão assumir o protagonismo para alcançar metas líquidas de zero carbono, com o desenvolvimento sustentável. Enquanto esse desfecho ainda é uma incógnita, as organizações seguem com os seus trabalhos na Conferência em busca de respostas concretas.
nov 11, 2021 | Brasil
Uma série de dispensas voluntárias nas semanas anteriores à aplicação do exame preocupam os participantes do ENEM 2021. Visto que, já existem duas datas de aplicação para o exame deste ano, sendo a primeira delas nas próximas semanas.
Os últimos dias têm sido bastante movimentados no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) e não de uma forma positiva.
Na semana passada, funcionários do órgão apresentaram denúncias de assédio moral contra o presidente Danilo Dupas.
Além disso, como se já não fossem ruins as denúncias, uma série de demissões voluntárias ocorreu desde a última sexta-feira, 5.
Desse modo, pessoas do alto escalão do INEP, associados ao ENEM 2021, entregaram o cargo dentro do órgão.
Demissões no INEP afetam o ENEM 2021?
De acordo com as instruções do ministro da Educação Milton Ribeiro em sua rede social, a aplicação do Enem 2021 no próximo dia 21 de novembro está garantida.
“O Ministério da Educação informa que o cronograma de execução do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 está mantido e não será afetado pelos pedidos de exoneração de servidores do Inep”, afirmou ele.
Os alunos inscritos no exame, já demonstraram preocupação com a aplicação do teste. Porém, Ribeiro assegurou a continuidade da aplicação.
Segundo Ribeiro, a prova já se encontra com a empresa responsável pela aplicação, ou seja, a prova está na fase final.
“As provas do exame já se encontram com a empresa aplicadora e o Inep está monitorando a situação para garantir a normalidade de sua execução”, continuou ele na nota.
Além disso, Milton Ribeiro afirmou ter recebido os pedidos de demissões, mas ainda não aceitou.
Portanto, os funcionários do INEP continuam no desempenho de suas funções. O que deve continuar até que a demissão seja publicada no Diário Oficial da União (DOU).
Aplicação do ENEM 2021
A edição do exame deste ano tem duas datas de aplicação, sendo a primeira nos dias 21 e 28 de novembro. Entretanto, a segunda data apenas será nos dias 9 e 16 de de janeiro do próximo ano.
Até o momento o cronograma se manteve inalterado, em novembro serão aplicados os exames impressos e digitais. Porém, em janeiro serão aplicados apenas os exames impressos.