dez 14, 2015 | Artigos

Wilson Aquino*
Todo casamento tem suas crises. O casal que aprende a superá-las, se fortalece. Os que não conseguem, se desgastam, enfraquecem… separam.
As estatísticas comprovam o elevado índice de fracasso de famílias obrigadas a se apartarem por conta de atritos e insustentabilidade de convivência sob o mesmo teto.
Para agravar ainda mais o clima nos lares, nos tempos de hoje, a economia exige que pais e filhos partam para o campo de trabalho, aumentando ainda mais a distância uns dos outros no lar.
Raros os dias em que a família senta à mesa para uma refeição. Raro inclusive nos finais de semana!
O conjunto de fatores que contribui para o desgaste do casal é muito grande. Se não houver consciência das influências negativas e da importância de remar contra a maré, juntos, mais cedo ou mais tarde, tudo acaba!
A luta pelo seu fortalecimento consiste em, antes de tudo, alicerçar o lar, a vida e a família, em Deus! Sem Ele, tudo, absolutamente tudo, mais cedo ou mais tarde, se perde! Não tem valor! Morre!
Também é preciso conscientização de que cada um de nós, cada ser humano, é único. Outro grande milagre da Criação. Logo, não há como “aprovar” 100% da maneira de ser um do outro. Mas podemos aceitar, adaptar, conviver e até aprender a gostar.
É comum o casal discutir e ficar “emburrado”, por dias e até semanas, por achar que um deve desculpas ao outro, porque estava com a razão. Há até quem apele até para uma testemunha, um parente ou amigo, para contar o caso e no final perguntar: – Eu não tenho razão?
Aprendi com o poeta Ferreira Goulart (70), que fazia isso, com sua jovem esposa e concluiu, depois de perder longos dias de agradável convívio no lar, que não queria mais ter razão, queria era é ser feliz! E nunca mais perdeu tempo com discussões banais. Passou a ser mais paciente e conversar o necessário na hora certa para resolver as diferenças.
Isso serve para todos. Discutiu por um ponto de vista!? Se chateou!? Procure esquecer logo e volte ao convívio! Não perca tempo! Discuta (conversando, em baixo tom), o que tiver que discutir, de cabeça fria, no momento e local apropriados. Simples assim!
A felicidade muito nos envolve quando procuramos fazer o cônjuge feliz!
Não importa se temos 10, 20 ou 40 anos de casados! Compre, sempre que puder, uma flor para presentear a companheira! Nunca perca a oportunidade de abrir a porta do veículo para que ela entre ou saia; De vez em quando deixe um bilhete no travesseiro dizendo o quanto a ama! E como ela é importante para você! Rabisque uma poesia!
Às vezes uso o azulejo da cozinha para ressaltar os valores dela. A vantagem é que a tinta do pincel atômico sai com facilidade. Apenas com um pano úmido! E a repercussão é enorme! Mulher gosta dessas coisinhas que para os homens são bobagens.
Quanto à bebida (produto de elevado poder corrosivo do casamento), esqueça suas justificativas de que bebe “socialmente” com os amigos! Reúna a família (esposa e filhos) e pergunte a eles o que acham! E tenha a hombridade de seguir o conselho que derem. Afinal, eles não são as pessoas mais importantes de sua vida? Não é por eles que estaria disposto a lutar e até a morrer? Então, por que não parar de beber, por Eles???
Os filhos merecem e devem ter toda a atenção do mundo, mas arrume um tempo, toda semana, para sair com sua esposa. E nunca a deixe para traz, andem de mãos dadas.
A frase “eterna namorada” é muito mais profunda do que parece. Seu verdadeiro significado exige, por exemplo, que ao voltarmos para casa, no final do dia, depois de exaustivo trabalho para reencontrá-la, devemos ter a mesma emoção de quando vestíamos nossa melhor calça e melhor camisa para encontrá-la para ir ao cinema, quando apenas namorávamos! A mesma emoção! Sempre! Cultive isso no coração, que não morre.
A mesma emoção também quando falarmos com ela! Com o mesmo carinho de antes! Com a mesma atenção e ouvidos a todas às suas conversas e ações!
Não importa se com o passar dos anos, com a criação dos filhos, os efeitos do tempo tenham mudado o seu corpo. Ela de fato não é a mesma. É muito melhor, mais madura, mais alicerçada na família e em você. Então, por que não dizer todos os dias, que a ama e enaltecer o quanto é importante!?
E ela, que fica em casa, não precisa esperá-lo sempre com aquela “roupinha surrada” que gosta tanto! Deve vestir uma melhor! Ficando mais bonita (maquiada, cabelo…), mesmo que apenas para recebê-lo no final de mais um dia de trabalho!
Pequeninas coisas! Grandes efeitos!
E nunca deixem de encerrar a noite juntos, em oração, em agradecimento a Deus pela Vida!
*Jornalista, Professor e Cristão SUD
dez 11, 2015 | Artigos

Alci Massaranduba
Naquele dia típico de verão o sol despontou no horizonte revelando a todos que não estava disposto a ter concorrentes. Os primeiros raios ofuscaram as sombras e tornou tudo exuberante, lindas cores podiam ser apreciadas por todos os lados. Envaidecido pela sua grandeza o Sol desejou possuir algo que é inerente à alma humana- ser amado. Infelizmente, para ele, um pensamento utópico o tomou de tal forma que, ilusoriamente pensou que fosse possível conseguir a unanimidade em relação a sua tão importante figura, mas não se ateve ao fato de que os seres humanos nunca agem com unanimidade mesmo que a discórdia não seja verbalizada. É característica comum da humanidade a ambiguidade, mesmo assim, ele ousou sonhar com os aplausos que para ele seriam naturais assim que revelasse aos mortais as maravilhas advindas do poder que emanava de si.
– Sem mim não pode haver vida na terra- inebriou-se com esse mantra pessoal. Ingenuamente achou que em reconhecimento aos seus favores seria admirado por todos e até mesmo cultuado como na antiguidade, mas a adoração como uma divindade já não era uma realidade há muito tempo, por isso, se ressentia pela ingratidão a sua onipotência. Não havia mais oferendas em sua homenagem como outrora e isso precisava mudar.
Um plano foi elaborado e esperava que as preces fossem ouvidas por todo o planeta. Tomou uma decisão: tornar aquele dia esplendoroso, todos ficariam encantados com o clima agradável, a beleza inebriante e os elogios seriam infinitos. Não tinha como dar errado. Plano perfeito!
Logo pela manhã ouviu alguns elogios, com isso, achou que seria difícil enumerar todos os encantos daquele magnifico dia. A confiança era tamanha que ficou intrigado sobre qual o melhor adjetivo que revelaria toda a sua majestade, mas… Que decepção! Logo ouviu alguém reclamando que o calor não serve para nada, outro chegou a dizer que preferia o frio ao calor, uma mulher teve o cúmulo de esbravejar que a escuridão era muito melhor do que a luz e as murmurações continuaram a tal ponto que o Sol já não se importava mais com os elogios. Dentro de pouco tempo a euforia evaporou-se e só restou a desilusão.
O grande astro então esbravejou: Seres humanos ingratos! Fiz tudo por vocês e só que o ouço são lamentos. Com o orgulho ferido o Sol toma uma decisão drástica e decide abandonar a terra para sempre, mas antes da sua partida definitiva ainda ouve uma pessoa dizendo em meio à crescente penumbra: Não vai nos fazer falta nenhuma!
Alci Massaranduba
Autor dos livros “Minha Vida de Carteiro” e “Pensamentos de um Carteiro”. Bacharel em Administração de Empresas com Habilitação em Comércio Exterior pela UEMS e Especialista em Gestão Empreendedora de Negócios pela UNIGRAN.
dez 8, 2015 | Artigos
Codicilo é o ato de última vontade, destinado, porém a disposições de pequeno valor ou recomendações para serem atendidas e cumpridas após a morte. Costuma-se dizer também que trata-se de uma tratativa por escrito,estilo particular, feito de próprio punho pelo testador, sendo ele,simples, informal, ou eivado de limitação.Tal ato traz em seu bojo informações e situações que viabiliza em tese,as disposições de pouca monta. Difere-se do testamento, que este por sua vez é formal, e solene.
Está previsto no artigo 1.881 do Código Civil.Portanto, o codicilo poderá ser usado para legar móveis, roupas ou jóias. De pouco valor, de seu uso pessoal; nomear e substituir testamenteiros; reabilitar o indigno; reconhecer filho havido fora do matrimônio, uma vez que o artigo 1.609, II do Código Civil permite tal ato por escrito particular sem maiores formalidades. Enfim inclui várias possibilidades nesse sentido,inclusive a música que será tocada em seu velório
Todavia neste artigo vou considerar o codicilo de minha mãe como a sua última vontade e ela dizia:” Nunca esqueça de usar tudo que sabe em favor das pessoas” – e obediente a sua orientação venho neste artigo explicar um item que eu considero extremamente importante e eficaz; que tratam do dispositivo retrorrefletores e que fazem realmente a diferença no período noturno, principalmente nas rodovias
Desta feita,ressalto, que tais dispositivos deverão ser afixados nas laterais e na traseira do veículo (escolares,ônibus e de carga), ao longo da borda inferior ou opcionalmente, no caso dos siders, sobre o bandô existente na parte externa,alternando os segmentos de cores vermelha e branca, dispostos horizontalmente, distribuídos de forma uniforme e cobrindo no parte da extensão das bordas laterais e 80% (oitenta por cento) das bordas traseiras do veículo da frota em circulação; O para-choque traseiro dos veículos deverá ter suas extremidades delineadas por um dispositivo de cada lado, excetuando-se aqueles já dotados de faixas oblíquas.
Os cantos superiores e inferiores das laterais e da traseira da carroçaria dos veículos tipo baú e afins, deverão ser delineados por dois dispositivos de cada lado, fixados junto às bordas horizontais e verticais, e o seu comprimento maior deverá estar na vertical.
Outro fato que encontramos é que há ainda um grande número de faixas refletivas falsificadas e aproveito esse espaço para fornecer algumas dicas de como descobrir esse equívoco:
*Se a parte branca da faixa refletir a luz do dia nas cores verde e azul, ela é falsificada, as faixas originais refletem luz prateada. Se passar um pouco de acetona na parte vermelha da faixa, se a tinta sair, ela é falsificada. Alem disso as faixas originais tem a inscrição “Aprovado pelo Denatran” gravada internamente, nas faixas falsificadas é possível remover a inscrição, pois ela é gravada externamente. Por último, as faixas falsificadas são isentas de conspicuidade (capacidade e chamar a atenção dos outros condutores) e possuem pouco poder de reflexão ou seja sua eficiência é extremamente reduzida o que inviabiliza sua real função que é a de tornar visível um veículo de grande porte mesmo com problemas na iluminação e assim reduzir a possibilidade de um acidente.
nov 20, 2015 | Artigos

Wilson Aquino*
Não é uma tarefa fácil, criar filhos. Ainda mais, vitoriosos. Nesses últimos tempos então, de guerras físicas e espirituais intensas, onde o mal avança, invadindo lares, desviando e destruindo pessoas, fragmentando famílias; onde o capitalismo selvagem exige as presenças do pai e da mãe, full time no mercado de trabalho, obrigando-os a deixarem desguarnecido o sagrado lar, não é fácil.
É pura a verdade de que absolutamente ninguém sabe sobre o dia de amanhã. Só Deus. Portanto, não há como afirmar, ou garantir, que qualquer “método” aplicado na educação e formação do filho vá garantir sucesso. Êxito de colocar cidadãos exemplares na sociedade, capazes de cumprirem bem e com honradez seus papeis onde estiverem presentes.
Então, como criar filhos vitoriosos?
Além do sacrifício dos pais de prover uma educação escolar de qualidade, incentivando o filho a ter gosto pela leitura, pelos estudos, participando com eles de suas tarefas diárias e outras medidas nessa linha, usando de muita paciência e sabedoria, a parte mais importante está muito além disso. Ela começa durante o período de gestação, quando os pais começam a falar com o filho, dizendo palavras amáveis e profetizando coisas boas para a vida daquele ser em formação.
Esse procedimento, um ato de amor constante dos pais, deve continuar, sempre, na vida do filho (criança, jovem, adolescente, adulto). No colo, deve ouvir que é um Filho Especial de Deus e que será um homem ou uma mulher de bem, que será forte, que será corajoso, que será justo, bondoso, trabalhador, honesto, talentoso…
Entretanto, lamentavelmente, não é isso o que acontece. Pois é muito comum pais amaldiçoarem os próprios filhos com frases que os acompanham desde pequenos, profetizando negativamente coisas que podem ser perpetuadas, enraizadas no ser. Palavras como: “Esse meu filho não tem jeito!”, “Meu filho é um preguiçoso!”, “Meu filho não presta!”, “Minha filha você parece uma prostituta”, e tantas outras semelhantes.
Quando, por exemplo, não vai bem com as notas escolares ou diante de obstáculos no aprendizado, em vez de incentivá-los, com amor, carinho e paciência, dizem logo o que é mais comum: “Mas você é muito burro hein filho” ou ainda: “Você não aprende mesmo né filho? ”
Dito essas coisas, como não sentenciá-los ao fracasso na vida?
Poucos conseguem se sobressair a essa pesada carga amaldiçoada, imposta dentro do próprio lar, pelos próprios pais!
Poucos “doutrinados” ao fracasso, saem vitoriosos. Quando conseguem, é às custas de um sacrifício muito grande, de dor e sofrimento, quando pouco ou quase nada seria necessário para que tudo fluísse da melhor maneira possível, se fossem abençoados e orientados desde pequeninos a enfrentarem obstáculos, ensinados a superá-los.
Conheci a história de um homem rancoroso que fez fortuna trabalhando duro. Constituiu família e gerava muitos empregos. Entretanto, era um homem amargo, grosseiro, que tinha grande dificuldade de demonstrar amor pelos próprios filhos e esposa. Até que um dia, numa igreja, descobriu a grande e maléfica influência em seu caráter, o deboche de seu pai que o chamava de “mosca morta”, porque tinha dificuldade de processar informações que recebia para poder reagir, mesmo a simples perguntas que lhe eram feitas. Depois que perdoou seu pai, que não mais vivia, passou a ser uma pessoa melhor para a família e a seus empregados.
Pais que amam seus filhos não têm ideia de como essas pequenas e “insignificantes” frases podem fazer a diferença na vida de um indivíduo em formação. Podem bloqueá-lo de seu crescimento e aperfeiçoamento intelectual, profissional, espiritual… Eles não têm ideia de que podem estar condenando o próprio filho ao fracasso ao proferirem essas palavras de maldição no dia a dia da vida dos filhos.
Os consultórios de terapia psicológica estão abarrotados de adultos “travados” por essas maldições concebidas principalmente no lar. Tornam-se assim, sem consciência das causas. Se esforçam para vencer seus “dragões internos”, plantados por uma má educação de pais que proferiram coisas sem medir o peso das próprias palavras.
Deus, na sua infinita sabedoria, sempre nos ensinou e nos advertiu o cuidado que devemos ter com o que falamos, pois quando isso acontece, as palavras não têm volta. Não há como desfazer o que falamos ao vento. Não é à toa que Ele nos deu dois ouvidos, dois olhos, dois canais para respirarmos e apenas uma boca.
São inúmeras passagens da Bíblia Sagrada em que Ele nos adverte sobre o perigo da língua, como em Tiago (3:10) onde diz: “De uma mesma boca procede bênção e maldição”. Assim sendo, o pai que controlar a boca e proferir bênçãos aos filhos, sem amaldiçoá-los e se sacrificar para dar-lhes uma boa formação escolar e profissional, terá chance maior de criar filhos vitoriosos.
*Jornalista, Professor e membro SUD
nov 11, 2015 | Artigos
O Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, que nasceu com a finalidade de medir a qualidade do ensino médio, a partir do final da década passada passou a ser quase que exclusivamente um teste nacional de admissão ao ensino superior. O exame hoje abrange anualmente um público de quase oito milhões de candidatos, com perspectivas concentradas no interesse nas quase 250 mil vagas das universidades públicas federais e de milhões de outras oportunidades de ingresso no ensino superior privado.
Ao longo deste processo de transformação de finalidades, progressivamente houve uma consequente cobrança maior por demonstração de profundidade no domínio de matérias como matemática, física, química, biologia, língua estrangeira, história, geografia e redação. A questão é que profundidade passou a ser entendida como sendo basicamente, ainda que não exclusivamente, capacidade de memória, habilidade de responder questões no tempo previsto e atestado formal de domínio de itens supostos essenciais a ingressantes em cursos superiores.
Se o mundo contemporâneo apresenta novidades substantivas, entre elas estão as consequências resultantes do ingresso acelerado em uma sociedade onde a informação está cada vez mais total e instantaneamente acessível, bem como gratuitamente disponibilizada. Assim, pode ser que simplesmente separar os candidatos entre os que sabem e os que não sabem seja menos relevante do que, principalmente, selecionar e induzir talentos associados aos que sabem resolver. Claro que saber resolver tem a ver com saber, mas vai além: significa fazer uso das informações disponíveis para apresentar soluções a problemas que se caracterizam por serem mais complexos e menos associados a simplesmente saber em oposição simples a não saber.
Neste novo cenário, a capacidade de interpretar textos, fazendo uso de dados disponibilizados, o uso do raciocínio crítico e da lógica, e especialmente um conjunto de atributos metacognitivos, que vão além dos processos cognitivos mais simples, passam a desempenhar um papel cada vez mais relevante e tais elementos deveriam estar expressos cada vez mais nos testes.
Por exemplo: uma questão curta e objetiva, ainda que bem formulada, se sua solução depende principalmente de memória e do domínio de técnicas e procedimentos padrão, ela é substancialmente diversa de uma questão cuja ênfase está em apresentar no seu enunciado boa parte dos dados que serão importantes para a solução do problema proposto. A segunda estratégia, diferentemente da primeira, mensura foco, interpretação adequada de texto, capacidade de raciocínio e de adoção estratégias metacognitivas. Ou seja, estaríamos medindo, ainda que indiretamente, o nível de amadurecimento da consciência adquirida pelo educando acerca dos mecanismos de aprendizagem que o habilita na sua capacidade de aprender a aprender continuamente em um contexto de educação permanente ao longo da vida.
Em outras palavras, o ENEM, como ele é hoje, visa, principalmente, a selecionar e distinguir entre os que sabem e os que não sabem. Porém, tem grandes dificuldades em aferir aqueles que sabem resolver, em especial resolver à luz das informações amplamente disponíveis, que caracterizam a sociedade contemporânea.
A relevância maior deste fato é que, ao não percebermos claramente aqueles que a partir das informações disponibilizadas sabem resolver bem como deixar de induzir as escolas a adotarem procedimentos que resultem dessa percepção, deixamos de captar e estimular os verdadeiros talentos que podem ajudar a liderar a melhoria de nossa produtividade e, consequentemente, a conduzir um desenvolvimento econômico, social e ambiental sustentável.
(* Ronaldo Mota é diretor executivo de Educação a Distância da Estácio)
nov 9, 2015 | Artigos

A Desmistificação da Miscigenação
Cientificamente falando, na conquista de espaço, inclusive no se fazer respeitar, a violência se opõe à diplomacia e com isso, o indivíduo que consegue controlar seus impulsos são cidadãos denominados pacificadores. Entretanto para se chegar a comemoração do Dia Nacional da Consciência Negra, houve muita luta. Aliás para se chegar a lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, que estabeleceu que, a partir daquele ano, o dia 20 de novembro passasse a ser uma data, para celebrar o sobredito dia, foi uma luta para se lembrar da luta.Uma vez que foi(considerado) neste dia, no ano de 1695, que Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, depois de buscar a defesa da cultura e da liberdade, morreu em combate, liderando seu povo e sua comunidade.
Esta data, além de servir como um momento de conscientização sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional serve para a reflexão sobre a colaboração dos africanos, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É certo que o grande debate atual é sobre as alternativas de um desenvolvimento sustentável e a superação dos conflitos étnicos e as desigualdades alinhavadas pela resistência de valores dos povos e fundamentadas no clamor pela equidade.
Justifica-se ser um momento perfeito de buscar a pauta pela discussão de políticas educacionais voltadas à qualificação e preparação dos indivíduos para a vida em sociedade, não somente de indígenas, caboclos, pardos, negros, mulatos, mamelucos e cafuzos mas discutir o papel da sociedade perante a formação das crianças neste ambiente com vistas ao nosso próprio futuro. Muitos filósofos, desde Aristóteles já nos atiçavam para uma consciência de como conduzir nossas crianças para que futuramente estas se tornem homens de bem, mas o que estamos fazendo é tudo ao contrário: enquanto a família, posto que, estigmatizados descobrem nas drogas e, posteriormente, na violência uma suposta solução para seus conflitos, rancores e penares, multiplicando os seus ais.
José do Patrocínio, Machado de Assis, João Cândido, Zumbi e tantos outras personalidades brasileiras mostraram que, a cor não é fator obnubilador para a convivência igualitária entre os homens. Realmente, a união, a paz e respeito mútuo são o que devem prevalecer, independente da classe social e da origem racial, ainda mais no nosso país, onde a miscigenação é a marca do nosso povo. No Brasil o preconceito racial também aponta para o preconceito de classes, por isto não podemos deixar este dia se tornar agenda de eventos; e sim, uma das grandes questões nacionais a serem debatidas acerca de como encontrar a unidade, através da diversidade, que compõe a atual conjuntura do país.
Rosildo Barcellos é articulista