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Bela Vista-MS Sábado, 14 de Março de 2026
Tudo virou saudade? Qual o seu tipo de Saudade?  Por: Felipe ZampieriTeruia          

Tudo virou saudade? Qual o seu tipo de Saudade?  Por: Felipe ZampieriTeruia          

Foto Artigo Sobre Saudade

Tudo virou saudade? Qual o seu tipo de Saudade?

Existem vários tipos de sentimentos relacionados ao amor entre homem e mulher, e o que mais me chama atenção é aquele que Sentimos ao acordar, chamada de SAUDADEaquela que nos leva de forma imperceptível ligar pradizer “bom dia”. Esse sentimento é um dos poucos responsais em nos fazer sentir os pés saírem do chão, o único sentimento capaz de transportar até o outro para fazer ter a sensação de imergir, sentir o calor da pele, do abraço, e o doce momento do beijo, e isso tudo muda nosso dia em momentos mais leves de se encarar.

Esse sentimento é o responsável por nos fazer viajar durante horas, dias e noites, de enfrentar chuvas e tempestades, enfim, de ir a qualquer lugar. Nós homens temos a mania de acharmos desculpas para tudo, porém, pra este sentimento não existedesculpas, ”fica pra próxima”, ”deixa pra depois” ou ”a gente se vê”. Muito importante lembrar que existe a saudade que aparece quando perdemos alguém por incompetência ou comodismo nosso, pois o esquecimento e a maioria das falhas em relacionamentos, estes são peculiares do sexo masculino, pois nós que geralmente nos esquecemos do aniversario de casamento, de nascimento, do inicio do namoro, de datas especiais, enfim, não podemos generalizar, mas na grande maioria a falta de sensibilidade é exclusiva nossa.

Existe o momento que alguém passa por nossas vidas, deixa muito de si e por essa mesma falta de sensibilidade vai embora.E quando isso acontece, a saudade deixa de ser nossa fiel companheira, esse sentimento que há poucas linhas era de tirar o folego dos enamorados, se transforma em algo tirano e opressor, que confunde tudo dentro da gente e a mesmamenina, que foi capaz de tirar os meus pés do chão, foi a mesma que deixou a minha queda mais intensa pela altura do voo.

Hoje, ao se passar alguns, meses me flagro pensando com quem ela esta? Onde esta? Com quem sorri? Com qual amigo estará quando as lagrimas escorrerem pelos seus olhos. Obriga-me a pensar se ela pensa em mim com a mesma intensidade que eu, em todas as manhas, ou antes, de dormir, lembrando o frescor das noites de primavera, e será que ela olha o celular com a mesma frequência que eu? Saber se chegou um whatsaap, sms, ou qualquer publicação no facebook?A saudade que ela deixou foi como um barco próximo ao naufrágio com apenas uma pessoa para remar, enfrentando os obstáculos de um rio chamado vida, obstáculos que seriam mais fáceis se ela estivesse comigo. A lembrança que ela deixou tem o brilho dos seus olhos verdes, tem o doce sabor do seu beijo, e a inconfundível marca do lençol na sua pele macia ao acordar do meu lado.

Tudo virou saudade? Sim, mas deixo esclarecido que sentir saudade não significa necessariamente que a quero de volta. Fico mais feliz que eu a veja distribuindo sorrisos, e como sempre tendo bons assuntos, fazendo da sua vida o que sempre sonhou independente do que as pessoas irão pensar. Quando se ama de verdade, preferimos que a pessoa que sentimos saudade esteja sem mim e feliz. Espero que ao escutar Nando Reis e algum filme de terror eu também seja a saudade dela, assim como ela é pra mim, pois independente de não poder mais suas mãos segura-las e assim conduzi-las até restaurantes, festas e almoços na casa dos meus pais, eu sigo segurando eternamente os momentos que felizes vivemos, pois eu sei que é impossível soltar.

Penso que esse seja o real fundamento da saudade, nos lembrar de quando precisamos voltar, nos relembrar o quanto é importante um abraço, um beijo, um carinho, muito mais do que você imaginou precisar. Eu definiria o sentimento da saudade como o que alguém deixa em nós muito mais de si do que conseguimos absorver, e quem sabe, ressaltar aquilo que suplicamos querer esquecer, pois mesmo que a pessoa não esteja mais ao nosso lado, algo dela ainda vive dentro de nós. Ela se tornou a minha saudade, e você é a saudade de quem? Pois ela pra mim é o tipo de pessoa impossível de se esquecer!

Por: Felipe ZampieriTeruia

Artigo: Como não amar Ladário – Por Janir Arruda

Artigo: Como não amar Ladário – Por Janir Arruda

DSCN0280As sem razões do amor atingem a todos e a todas. Inclusive o lugar em que vivemos. Por isto, Ladário, a minha doce Pérola do Pantanal não pode ser vista apenas como um celeiro de riquezas naturais. Saber que o manganês, a areia e a argila estão bem li é uma tranquilidade na obtenção de recursos de matéria prima, mas antes disto, viver no coração do Pantanal sul-mato-grossense é ainda mais divino. Resistir as transformações nas formas de vidas tradicionais, o que isso implica para a manutenção ou desaparecimento de certas coisas que nós amamos: o patrimônio que consiste num modo muito singular de viver o tempo, o corpo, o trabalho, a cidade são o nosso aumento de expectativa de vida. Não obstante, os atrativos culturais de Ladário, como o Sítio Arqueológico, a Casa do Artesão e o Pátio Ferroviário resgatam a história da cidade e a reavivam na memória dos moradores e visitantes

E quem não conhece Ladário, ainda, precisa conhecer.  A frase do grande poeta Fernando Pessoa “ As viagens são os viajantes” sintetiza bem porque alguns destinos agradam a uns e desapontam a outros, pois na verdade uma viagem depende muito mais do que gostos e sim da disposição em aprender e em se deliciar com o que Deus criou. Um bom exemplo disso é a Codrasa, às margens do rio Paraguai, ainda com detalhes a ajustar mas que representa um vasto campo de oportunidades para o turismo ecológico, de pesca e de contemplação, além de pousadas e sítios com  produtores e pescadores que ocupam a região para a qual a Prefeitura tem um projeto de desenvolvimento sustentável, por se tratar de uma Área de Preservação Ambiental. Destarte,, foi criada na região, em parceria com o Ministério de Meio Ambiente, a APA Baía Negra. A região da Codrasa abrigou, na década de 80, um projeto  experimental agropecuário de Ladário, implementado pela extinta Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco) mas que atualmente busca-se ordenar a ocupação do solo e a exploração dos recursos naturais, reconhecendo e assegurando a dignidade das populações tradicionais e viabilizando atividades sustentáveis como o ecoturismo, capazes de incrementar a geração de riqueza e renda para a sociedade em geral, e isso é apenas uma questão de tempo.

E assim não podemos esquecer que a  importação do ritmo acelerado das “grandes metrópoles” mata os ritos e o ritmo que sempre caracterizaram as pessoas e as relações entre elas e  justamente por isto Ladário é destino certo de contemplação da história e da tranquilidade. Aonde se pode realmente sentir a brisa pantaneira bater no rosto e como diz em seu hino com letra e música de Sebastião do Espírito Santo : Salve! Salve! A fibra ladarense  Que aclamamos com voz varonil! Hás de honrar, sempre amar Mato Grosso do Sul, E servir com bravura ao Brasil! E como provocação eu poderia dizer ainda, que há certamente o “amor sem razões”, e que talvez essa seja nossa forma preferencial de amar. Obrigada Ladário !

  • Assessora Executiva
Produtor rural: você pode ser um dos contribuintes a receber tratamento diferenciado pela Receita Federal

Produtor rural: você pode ser um dos contribuintes a receber tratamento diferenciado pela Receita Federal

19-02-2015-produtor_560.19.2.15No dia 24 de dezembro de 2015, a Receita Federal do Brasil (RFB) emitiu duas portarias determinando o acompanhamento econômico-tributário diferenciado para alguns contribuintes. Os documentos de números 1.754 e 1.755 estipulam, respectivamente, quem serão as pessoas físicas e jurídicas contempladas no ano-calendário de 2016.

Conforme a portaria nº. 1.754, receberão tratamento “especial” as pessoas físicas que se enquadram nos seguintes parâmetros:

– rendimentos acima de R$ 14 milhões e movimentação financeira acima de R$ 5,2 milhões;

– bens e direitos com valor acima de R$ 73 milhões e movimentação financeira acima de R$520 mil;

 – ter recebido mais de R$ 2,6 milhões em aluguéis;

– o montante dos imóveis rurais (terra nua + melhoramentos) declarados em nome do contribuinte e de seus dependentes, nas DITRs, ter valor igual ou superior a R$ 82 milhões.

Além das condições citadas acima, estarão sujeitos ao acompanhamento os contribuintes indicados nas situações previstas no art. 8º, da portaria nº. 641/2015, onde serão adotados, entre outros, critérios relacionados ao rendimento total declarado, bens e direitos, operações em renda variável e fundos de investimentos.

Já os parâmetros para pessoas jurídicas, conforme a portaria nº. 1.755, são:

 – receita bruta acima de R$ 165 milhões;

 – débito declarado em DCTF acima de R$ 17 milhões;

 – massa salarial acima de R$ 40 milhões;

 – débito declarado em GFIP acima de R$ 14 milhões.

Os contribuintes que se encaixarem nas condições previstas nas portarias serão, provavelmente, monitorados e/ou direcionados para as Delegacias de Maiores Contribuintes (Demac). Atualmente, existem 3 órgãos especializados para atender esses contribuintes. Eles estão localizados em SP, MG e RJ e são compostos por auditores experientes e qualificados.

A delegacia situada em Belo Horizonte/MG é especializada nas matérias que envolvem pessoas físicas, já as de São Paulo e Rio de Janeiro dão atenção as matérias e tributos inerentes ás pessoas jurídicas, onde se concentra o maior peso na arrecadação do país.

A amostra, a partir dos critérios estabelecidos, contempla as pessoas, tanto físicas como jurídicas, que somam aproximadamente 61% da arrecadação federal, abrangendo os contribuintes cuja arrecadação representa um volume significativo na receita. Desta forma, os valores de faturamento bruto anual declarados pelos produtores rurais, bem como o volume da movimentação financeira praticada pelos mesmos, fazem com que eles sejam parte significativa do grupo que receberá tratamento diferenciado pela Receita Federal.

Com essa atenção especial, a Receita Federal busca levantar informações sobre grandes setores, a fim de estruturar indicadores e índices econômicos-tributários. Com base nesses índices, a ideia é monitorar aqueles clientes que se destacam, dentre os demais do mesmo setor, com resultados relevantes. Através desse acompanhamento, o órgão busca priorizar, praticamente em tempo real, ações de autorregularização em seguida do fato gerador. 

Diante do atual panorama,  destaca-se a importância dos contribuintes enquadrados pela RFB como “grandes” contribuintes atentarem para as práticas que vêm desenvolvendo, buscando assessoria especializada em operações tributárias e fiscais, evitando com isso tributos inesperados.

Ana Paiva

anapaiva@safrasecifras.com.br

Graduada em Ciências Contábeis e Graduanda em Direito

Pós-graduada em Direito Tributário e lato sensu em Ciências Contábeis

Letícia Nunes

leticia@safrasecifras.com.br

Graduanda em Ciências Contábeis

 

O coração que se protrai ! Por Rosildo Barcellos

O coração que se protrai ! Por Rosildo Barcellos

OLYMPUS DIGITAL CAMERAA diversidade, os regionalismos sociais e culturais permeiam o fundamento universal dos direitos humanos; mas esse conceito a mulher carrega impregnado ao seu ser. Nada mais justo que,  estabelecer um dia especial para homenageá-las.   Em 8 de março de 1857, tecelãs de Nova York realizaram uma marcha por melhores condições de trabalho, diminuição da carga horária e igualdade de direitos. Na época, a jornada de trabalho feminino chegava a 16 horas diárias, com salários até 60% menores que os dos homens. Além disso, muitas sofriam agressões físicas e sexuais. Uma das versões do desfecho da marcha é a de que as manifestantes teriam sido trancadas na fábrica pelos patrões, que atearam fogo no local, matando cerca de 130 mulheres. O fim mais aceito, porém, é o da interrupção da passeata pela polícia, que dispersou a multidão com violência.  8 de março  se tornou símbolo da luta pelos direitos da mulher, e foi oficializada pela Unesco em 1977.

   No Brasil o que não faltaram foram declarações de amor, desde clássicos da MPB, como “Luiza” de Tom Jobim. Tiveram também, músicas que simplesmente falavam da mulher, sua rotina, seus hábitos, “Amanda” com Lulu Santos ou ainda Cristina com Roupa Nova e “Elaine” com o ABBA são bons exemplos disso.  E quanta gente não cantarolou: A estrela Dalva, no céu desponta e a lua anda tonta com tamanho esplendor…

   Mas, não foram apenas músicas e poesias feitas para as mulheres, mas também por mulheres. Elas cantaram e encantaram com suas belas vozes. E com sua música, romperam tabus e influenciaram gerações. Na área jurídica  tivemos avanços A Lei Maria da Penha promoveu  o aumento no rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas no âmbito domestico ou familiar.

   Entretanto independente da área jurídica, histórica, trabalhista ou estética; o termo mulher sempre vai remeter-nos para o que encarna o verdadeiro entendimento da palavra e a que mais amplo conceito tem que é a mulher – mãe e por coincidência do destino, normalmente nossas mães  cruzam os portais do infinito antes de nós, e assim, aprendamos a transferir, todo o significado para outras mulheres, que são mães de nossos filhos, e para nossas filhas, que serão mães dos nossos netos e eles sendo bem orientados e educados podem fazer a diferença neste mundo. Louve-se que este seja o sublime milagre da vida. Este é o sentido de nossa existência e se o homem encarna a força do Criador, a mulher encarna sua beleza e amor e é imperioso que eles se unam deixando o amor fluir. O homem e a mulher, são sim complemento um do outro, são a coroação da criação. Esta é uma realidade poética intransponível e indiscutível.

*Articulista

Artigo: Cenário político brasileiro – De que lado você está?

Não temos dúvida de que o Brasil vive hoje, um dos momentos mais conturbados e de instabilidade política dos últimos anos. Também não temos dúvida de que a partir de 2002, quando um novo modelo de gestão passou a administrar o país, invertendo as prioridades da população, fazendo distribuição de rendas, dando dignidade às pessoas, oportunizando quem não tinha acesso à educação, à saúde de qualidade, à moradia, mudando efetivamente os números do crescimento do PIB, livrando o país do FMI, criando condições que o país não havia tido em toda a sua história, foi despertada a ira daqueles que sempre mantiveram o controle de tudo que se fazia aqui.

Os indicadores econômicos mostram que todos os países no mundo têm hoje, perspectivas menores de crescimento, ou seja, o mundo está se desenvolvendo menos do que em anos anteriores e o Brasil está dentro deste contexto.

No entanto, aqui no nosso país, a instabilidade política que teve início com o resultado das eleições de 2014, quando a presidenta Dilma Rousseff foi reeleita, potencializou e muito esse momento de dificuldades econômicas que o país atravessa. A presidenta não encontrou ainda nesse segundo mandato, um momento de paz para implantar ou continuar com as políticas públicas que a elegeram. Na verdade quem ganhou a eleição foi um projeto de Brasil que a maioria defendeu, acreditou e votou, mas esse projeto não consegue ser implementado. Os setores mais conservadores da sociedade que mantinham o controle do Estado Brasileiro, do judiciário e da grande mídia não aceitam a derrota nas urnas e estamos vivendo hoje, o momento mais forte desse ataque à democracia. O comportamento dessa ala conservadora tem afrontado à Constituição Brasileira na defesa de interesses próprios.

O mais triste é ver pessoas que não fazem parte desse bloco conservador, sendo manipuladas e acreditando naquilo que a Rede Globo e a Folha de São Paulo, por exemplo, noticiam, quando não possuem isenção para falar de corrupção, de malversação de recursos públicos e de ética.

O Brasil deu passos importantes, tendo reconhecimento mundial, ocupando outros espaços no cenário mundial nos últimos anos e agora retrocede, principalmente na democracia. Isso porque estamos vivendo um período de exceção no  nosso país, não um período de democracia, mas um período de ditadura da mídia, de uma parcela grande do poder judiciário e de submissão da maioria do povo brasileiro, que é a grande vítima desse processo todo.

Esse momento em que vivemos se compara a outros da história do Brasil, quando os negros lá trás se revoltam sob a liderança de Zumbi dos Palmares, por não mais aceitarem ser escravizados. Zumbi é preso, morto e exibido em praça pública por aqueles que não admitiam nenhum tipo de insubordinação que colocasse em risco os seus poderes. Isso posteriormente acontece com Tiradentes, com Antônio Conselheiro, Getúlio Vargas (uma história não muito longínqua no nosso país), que acabou se suicidando por pressão e opressão de pessoas que detinham e continuam detendo o poder. Esses que não se subordinam à democracia são descendentes daquela casta privilegiada, desde a época de Zumbi. Pessoas educadas e treinadas para defender somente aquilo que lhes interessa. Não há um compromisso com a população, com o Estado brasileiro, com a sociedade de maneira geral. O que existe é uma posição egoísta.

Vivemos uma tentativa de golpe, patrocinado por um braço do judiciário, escancaradamente comprometido com partidos políticos e com ações políticas.

Esse projeto que tenta golpear a presidenta Dilma tem o amparo de países da Europa e dos EUA que têm interesse direto nas riquezas que nós temos, riquezas estas que poderiam e que deveriam ser usadas para melhorar a vida dos brasileiros.

Enquanto um partido luta para diminuir a distância entre ricos e pobres, outros falam que querem diminuir, mas na prática, querem é aumentar porque não suportam repartir o espaço com pessoas que antes não tinham oportunidades de frequentar determinados ambientes, de ter acesso a uma série de bens que anteriormente era exclusividade de uma pequena parcela da sociedade.

Esse é o cenário que temos vivido, mas de que lado nós estamos? Precisamos sair da zona de conforto e analisar o quadro, resistir, ponderar, disputar e defender os avanços já conquistados pelo povo brasileiro nos últimos anos.

 

*Amarildo Cruz é Deputado Estadual, Fiscal Tributário Estadual, Advogado e Pós-graduado em Gestão Pública.

 

Artigo: Nossa excelência, o mosquito! Por Ruy Chaves (*)

Artigo: Nossa excelência, o mosquito! Por Ruy Chaves (*)

Ruy Chaves

Ruy Chaves (*)

Os padrões alimentares dos mosquitos brasileiros começaram a mudar com a chegada dos portugueses em 1500. O sangue novo trouxe grande excitação às sanguessugas aéreas, especialmente por seu gosto estranho, de início não identificado, com excesso de sal, mas totalmente diferente do gosto forte de mandioca das vítimas de muitos séculos, os que foram chamados de índios porque Cabral achou que tinha chegado à Terra de Vera Cruz, nas Índias. Lamentavelmente, os estoques de bacalhau e de vinho logo acabaram, os portugueses caíram na mandioca, todos os sangues voltaram ao mesmo gosto e os mosquitos se sentiam comendo ração. Putz!

Com a chegada da família real, a mosquitada foi ao delírio. Afinal, além do cardápio farto garantido por população de origens e tipos sanguíneos variados como índios, escravos, portugueses e muitos estrangeiros, além dos nascidos nas terras do Brasil, mulatos, cafuzos, caboclos e mamelucos, nossos mosquitos passaram a beber o sangue azul dos reis e das rainhas, dos príncipes e das princesas, da nobreza com suas perucas, sedas e brocados, gente de pele branquinha, gordinha, que delícia!  Os mosquitos viviam o paraíso das muitas cidades brasileiras com esgoto correndo a céu aberto, ruas imundas perfumadas pela urina dos nobres senhores, pântanos e alagadiços por toda parte reproduzindo a cada dia legiões de novos mosquitos com sede absurda se incorporando ao banquete.

Em 1903, ganhamos a guerra contra os mosquitos no Rio, uma das cidades mais sujas do mundo à época, com gestão competente, séria e ousada de Osvaldo Cruz, que chegou a ser considerado inimigo do povo nos jornais e parlamentos, superando a revolta das vacinas. Mas 516 anos após a chegada de Cabral, os mosquitos se sofisticaram, baixaram a produção de febre amarela e de malária e sua obra-prima, o Aedes aegypti, passou a nos dominar com seu alto nível de profissionalização impondo-nos a vergonha e as tragédias da dengue, da chikungunya e da microcefalia.

Piada infeliz, querem acabar com os mosquitos por decreto, por apelos nas mídias, mas verdade é que se estamos sendo derrotados por mosquitos, estamos preparados para ganhar qual guerra? Estamos perdendo todas as guerras, perdidos entre a corrupção e a recessão, entre a inflação e o desemprego, mas nossos mosquitos são muito famosos, inclusive objeto de discursos de presidentes de países de primeiro mundo e de conferências da ONU que recomendam: não viajem para o Brasil!

Ok, não viajarei para o Brasil, mas sou brasileiro e vivo no Brasil: o que faço para proteger minha família e a sociedade? Não sou criador de mosquitos, procuro e combato possíveis águas de parto e uso repelentes e raquetes eletrocutadoras que estalam frequentemente ao garantir mais um mosquito brasileiro privado de picar e de beber nosso sangue e de nos transmitir doenças, além de ameaçar o mundo. Você, o que faz?  Cria mosquitos? Continuaremos o país derrotado por Nossa Excelência, o Aedes? O comediante de saudosa memória diria: Fala sério! Panta rei.

* Ruy Chaves é professor e diretor da Estácio