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Bela Vista-MS Sábado, 14 de Março de 2026

As manifestações serão grandes e a culpa e do Governo

Apesar das manifestações virem, ao longo do tempo, perdendo força, a de hoje deve ser muito numerosa. Moro contribuiu ao convocar Lula para depor? Sim. Mas não adianta jogar a responsabilidade nele. Outros ingredientes foram muito mais importantes

Estamos há muitos meses sem governo. Dilma não parece ter mais nenhum controle do que acontece ao seu redor. O legislativo é um inimigo declarado do executivo, enquanto o judiciário tenta fazer as vezes de irmão mais velho – “Dedo no olho não pode”.

Essa briga é resultante de manobras mal planejadas da presidente. Qualquer chefe de executivo tem a obrigação de saber que deve fazer do presidente da Câmara seu principal aliado. Dilma não se esforçou como deveria e ganhou Cunha no seu calcanhar.

Se aliar a Renan e confiar que ele seria sua salvação, também é de uma ingenuidade ou falta de visão gigantesca.

Também não podemos deixar de lembrar que não existe uma figura como José Dirceu em sua defesa. Um “capitão do mato” capaz de arregimentar aliados e controlar possíveis dissidências, custe o que custar.

Fora isso, a corrupção envolvendo o governo, empresários e estatais, exibida nos meios de comunicação poderia ser muito bem rotulada como o maior escândalo de nossa história. Nunca antes nesse país vimos as entranhas do poder tão expostas.

Lula ainda é um símbolo, mas dia após dia ele perde prestígio popular. Ontem um taxista ouviu parte da minha conversa e falou “Lula roubou, mas os outros também roubaram”. Ouvindo a defesa, repliquei a intervenção com uma pergunta: “Você acha que ele deveria ser preso?”. A resposta não poderia ser mais taxativa “É claro que sim, fez errado tem que pagar”.

O povo sempre teve brilho nos olhos ao ver Lula, mas é questão de tempo. Delcídio deve contribuir muito. Quando o senador saiu do PSDB e foi para o PT, houve festa. Se fosse planejado não daria tão certo. A vida é mesmo irônica.

Mesmo assim, com todo o enredo dessa opera buffa, não fosse o desarranjo econômico em que vivemos nada estaria acontecendo. Tivesse o governo Dilma a capacidade de governar e fazer o país crescer, não haveria manifestação alguma.

Imagine o país com crescimento do PIB em 5% ao ano, empregos sendo gerados, dólar baixo, juros baixos, se Aécio Neves ou qualquer outra figura pública teria condições para levar mais do que meia dúzia de insatisfeitos às ruas…

A questão é que se sangrou tanto o sistema, em nome da perpetuação no poder, que não há mais manobra fácil para a crise. Ao contrário, cegamente o governo crê que aumentar impostos é uma boa saída.

O governo age como um funcionário ruim. Não faz o serviço como gostaríamos. Chega tarde, sai cedo. Por vezes dorme no trabalho. Briga com os colegas. Leva pertences da empresa para casa e “se esquece” de devolver. E, por fim, quando diante de um problema pessoal, vem nos pedir aumento.

Quem acha que tudo isso é culpa das investigações é tão cego quanto quem acha que a oposição seria capaz de derrubar um governo que estivesse sendo bom.

Marcelo Vitorino

OPINIÃO: Chega! Retirem os filhos do zelador do playground imediatamente!

OPINIÃO: Chega! Retirem os filhos do zelador do playground imediatamente!

eu ironia

Marco Asa

Marco ASA – Domingo será um dia emblemático. Não pelo combate à corrupção. Isso não. Será a coroação do momento em que certos setores da sociedade poderão retomar seu modus operandi e acabar com um projeto que governo que previa igualar as classes sociais do Brasil. O momento de coroação do “você sabe com quem está falando?”, ou da “gente diferenciada”. Preservar a reserva de mercado para os filhos dos bem-nascidos e de seus capatazes, os novos “capitães do mato”, negros privilegiados que caçavam escravos fujões na época da escravidão.

Não tem nada a ver com corrupção. Ou você acha que os organizadores dessa passeata do dia 13 querem acabar com a corrupção? Mensalão? Vamos ser sinceros: desde que se instituiu a república no Brasil, o executivo só governa através de “acordos” com os membros do Legislativo. Isso pode vir em forma de mesadas (os mensalões ou, no caso de deputados e os mensalinhos, no caso de vereadores), ou em forma de aprovação de projetos de deputados e senadores que, quando chegam aos estados e municípios, são distribuídos pelas empreiteiras entre os legisladores e executivos. Por isso temos tantas obras inacabadas por aí. A verba foi pulverizada para os bolsos ávidos de uma cadeia destrutiva.

Tá, o mensalão não cola. Vamos à Petrobras. Nossa maior estatal foi (sempre, desde a sua criação), um “cabidão” de empregos e uma fonte inesgotável de recursos. Alimentou a citada cadeia destrutiva por anos. Acontece que os americanos e europeus (Shell, BP, Exxon etc) não têm interesse que o petróleo financie governos que ameacem sua supremacia. Aí, com os parceiros da Arábia Saudita, seguraram o preço do barril de petróleo, desestabilizando financeiramente países produtores, como Venezuela e Rússia, e, agora, o Brasil. Eles sempre fizeram isso. Tanto que, nos anos 70, quando surgiram rusgas com a OPEP (associação de países que produzem petróleo), vivemos uma das maiores crises, que resultou no surgimento do carro a álcool por aqui (isso no governo militar).

Então vamos falar de empreiteiras. Essas safadas que beneficiaram o PT. Pois bem, a Odebrecht, maior envolvida, era uma das consorciadas que construíram, para os governos militares, a maior usina hidrelétrica do mundo até então, Itaipu. A Camargo Correa começou a construir, em 1973, a Rodovia Transamazônica para o governo militar. Não terminou até hoje. E, por ai vai. E ninguém era corajoso naquela época, seja da imprensa ou juiz, para implantar uma Operação Lava-Jato. Lembre-se: jornalistas curiosos se suicidavam com tiro nas costas naquela época.

Ah, vamos protestar contra as pedaladas fiscais, que é atrasar o repasse do dinheiro de bancos públicos para “maquiar” as contas do governo. Ora, TODOS os governos fizeram isso.

Isso sem falar na farra das privatizações do Governo FHC. Ou dos pedágios, que sustentam o governo tucano em São Paulo.
Tem a crise. Ó, a crise. Pois bem. Crise é um estado de espírito. Quando você começa a falar que tudo está bem, o cidadão comum tem coragem de comprar um celular novo ou uma geladeira a prestação. Ele sabe que terá um emprego para pagar as prestações. Agora, se todos os dias, no Jornal Nacional, o Bonner começa a dizer que a coisa tá preta, o cidadão pensa: “deixa eu guardar esse dinheirinho para os tempos de crise”. Sem comprar, o dono da loja não vende. Sem vender, a transportadora não leva. Sem levar, o dono da fábrica não faz o produto e manda o cidadão que economizou tempos de crise embora. Aí, ele vive a crise. Percebeu como se fabrica uma crise?

Mas, vamos falar de ódio – Lembro, quando criança, de ver a reação de uma pessoa querida, bem mais velha, ao assistir um grupo de pagode na TV. “Agora é isso, esses macacos todo dia na TV”, dizia ele, com um ódio que eu achava injustificado. Dia desses, outra pessoa, até então querida para mim também, comentou num grupo de whats app, um vídeo de uma pessoa obesa, bêbada, dançando. “Tenho nojo dessa barrigona”. Imediatamente criei caso, como gordo, do porque do “nojo”.
Esse é o tipo de sentimento que estou notando agora. As pessoas não estão lutando contra a corrupção. Mas, sim, trata-se de uma luta de classes, ou “as pessoas de bem versus os comedores de mortadela”. Eu, como apreciador de mortadela e outros embutidos, não entendo o motivo do ódio.

Já vi comentários como o pedido da extinção das universidades públicas, a separação do Brasil, o fim do voto dos “nordestinos ignorantes”, isso sem falar nas besteiras proferidas por homofóbicos, machistas e pelos que abominam as religiões de matriz africana.

Parece que aquele pai à moda antiga voltou para casa e quer colocar ordem em tudo. Só que “ordem”, para ele, é manter tudo do jeito que ELE gosta.

Corremos o risco de voltar aos tempos da ditadura? Sim! Mas, não será tão fácil. Hoje temos a internet e as pessoas que poderiam ser subjugadas não são mais tão inocentes quanto os brasileiros dos anos 60. Hoje, corremos o risco da criação de núcleos terroristas, como um Estado Islâmico local.

As pessoas que acreditam que os feudos poderão ser instalados de novo podem tirar “o eqüino da intempérie”. Coisas absurdas, como o direito hereditário dos cartórios, estão com os dias contados. Os filhos dos zeladores se acostumaram com o playground e será bem difícil retirá-los de lá.

Marco ASA é Jornalista, publicitário e escritor. Contatos pelo e-mail portalautoasa@gmail.com

Artigo: Incorporação de rebanhos e melhoramento genético, a missão do corpo técnico da ABCZ

Artigo: Incorporação de rebanhos e melhoramento genético, a missão do corpo técnico da ABCZ

carlos viacava

Carlos Viacava

Em 2015, a ABCZ registrou em definitivo apenas 37.987 animais de chifre e 4.138 mochos, ou seja, 42.125 machos Nelore, (dados oficiais do site da ABCZ) número muito diminuto quando diante de um rebanho da raça de quase 100 milhões de cabeças da pecuária brasileira, que gera, no mínimo, 20 milhões de machos anualmente, entre os quais muito são utilizados como touros nos nossos rebanhos.

O valioso grupo de técnicos da ABCZ, pessoas competentes, treinadas e dedicadas ao zebu, terá um campo de ação ampliado quando, incorporando rebanhos e orientando criadores quanto ao melhoramento genético, puder contar com o conhecimento profundo dos diversos programas existentes e com a ampliação de rebanhos sem controle pelo registro genealógico, que hoje não constam da programação de suas visitas.

Vejo o corpo técnico da ABCZ visitando novas fazendas, orientando criadores quanto à manejo, melhoramento genético, acasalamentos, nutrição, sanidade, integração lavoura, pecuária e floresta, abrindo uma grande nova frente de trabalho e assumindo o importante papel de melhorar nossa pecuária em busca de maior produtividade e maior capacidade de incrementar as exportações brasileiras de carne e material genético.

Pertenço ao Conselho Técnico da ABCZ desde 1999, crio PO (puro de origem) há 30 anos e participo de dois programas de melhoramento genético.

O melhoramento animal teve seu desenvolvimento alavancado pelos avanços da informática, que cresce exponencialmente, juntamente com as novas tecnologias relacionadas à genômica.

A efetiva utilização das técnicas do melhoramento genético animal na pecuária de corte brasileira tem uma breve história de, no máximo, 30 anos. Atualmente, nossa pecuária começa a dar seus primeiros passos no novo mundo da genômica, que, para outros países e outras raças, já se tornou rotina. Hoje, na Austrália e nos Estados Unidos, experimentalmente, já se apartam animais através de biópsia de embriões.

Há dois anos começamos a apresentar as Diferenças Esperadas de Progênies Genômicas (DEPs Genômicas), que são calculadas com base nas informações de genealogia, de peso, perímetro escrotal ou quaisquer outras de interesse para o processo de seleção, como as DEPs tradicionais, mas com a diferença que neste cálculo também são incluídas as informações dos marcadores moleculares dos animais.

O progresso vem – e vem rápido – e trará enormes benefícios para quem souber bem empregar essa tecnologia que vai acelerar os aumentos de produtividade e permitir a manutenção de preços competitivos.

Existem muitos programas de melhoramento aprovados pelo MAPA, todos com grande valor científico e de grande importância para muitos rebanhos de nossa pecuária.

Entre eles, destaco o próprio PMGZ, da ABCZ, criado há mais de duas décadas, mas que ficou adormecido até dois ou três anos, e que agora está se fortalecendo, precisando de todo nosso apoio para recuperar a defasagem em que se encontra frente aos programas mais antigos e de maior experiência.

É importante que o corpo técnico da ABCZ tenha domínio sobre todos os programas de melhoramento existentes no Brasil, para melhor orientar nossos criadores, sem imposições e com respeito aos avanços científicos alcançados pelos brilhantes cientistas e pesquisadores brasileiros dedicados ao aperfeiçoamento de nossas tecnologias.

Carlos Viacava – Titular da marca CV, foi diretor presidente da ACNB (Associação dos Criadores de Nelore do Brasil)

 

A mulher como sucessora na empresa rural familiar

A mulher como sucessora na empresa rural familiar

Bodas 50 Igino e filhos

A mulher como sucessora na empresa rural familiar

No mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, conheça a história de uma gaúcha que, com paixão, se dedica há 20 anos para a empresa fundada pelos pais

Por um longo tempo, o mercado de trabalho foi algo quase que restrito aos homens. As mulheres, aos poucos – principalmente nas últimas décadas – foram conquistando espaço em diferentes segmentos. Atualmente, é possível encontrá-las em posições que antes eram dominadas pelo sexo masculino, tanto no meio urbano, como no rural. A lida do campo e o gerenciamento de empresas familiares rurais são exemplos de atividades que elas vêm desempenhando e obtendo excelentes resultados.

Essa realidade pode ser encontrada na Agropecuária Brasitália, empresa rural familiar instalada na região noroeste do Rio Grande do Sul, mais especificamente nas cidades de Condor, Palmeira das Missões, Ijuí e Bozano. Adriane Costa Beber, que é uma das administradoras da empresa, vive essa experiência há cerca de 20 anos. De acordo com ela, a oportunidade surgiu diante de uma nova fase do negócio da família, na época sob o comando e propriedade dos pais, Igino e Almanir, e dos tios.

Buscando novos desafios, os antigos gestores encerraram a sociedade e o pai de Adriane, que já contava com a ajuda do seu outro filho, Mauro, se viu com uma carga de trabalho superior à que podia carregar. Adriane, aos 23 anos, finalizando a graduação em administração, foi então chamada para gerenciar a empresa ao lado do irmão.

           A princípio, diante da necessidade, ela lembra que não hesitou em assumir a função, mas sabia o desafio que iria enfrentar. “Como tinha meu irmão e meus primos trabalhando na propriedade, cinco homens para sucessão, nunca pensei que teria lugar para mim, conta Adriane. No entanto, ela recorda que em alguns momentos, principalmente nos primeiros anos, sentiu que a olhavam de forma diferente em determinados lugares, como por exemplo, quando ia comprar insumos, peças para as máquinas, etc. “A medida que o tempo foi passando, e as pessoas me conhecendo, isso foi acabando e, hoje em dia, é natural”, complementa.

As dúvidas que não existiram no início, apareceram em meados de 2002, quando Adriane resolveu rever algumas posições no trabalho. Uma antiga vontade se fortaleceu e ela foi cursar psicologia, atividade que desenvolve atualmente em paralelo com a administração da Agropecuária. Na concepção dela, mesmo tendo atuações bem distintas, é possível desenvolver as duas profissões. “Hoje, divido minha semana entre as tarefas da empresa e os atendimentos no consultório”, explica.

Aos 42 anos, ela não se vê longe da empresa familiar, mesmo diante da inserção de novas gerações no negócio. Há quatro anos, outra mulher, a sobrinha Cristina, passou a atuar junto na administração, dividindo determinadas funções com a tia. Na opinião de Adriane, o respeito entre as duas partes foi determinante na adaptação entre as gerações. “Da mesma forma que eu e meu irmão cuidamos do que nosso pai construiu, a Cristina e o seu esposo valorizam o trabalho que realizamos até hoje e, em cima disso, buscam aprimorar a atividade”, analisa.

Estratégia de sucesso

As atividades no agronegócio começaram na família em 1911, ainda com o avô de Adriane, um imigrante italiano que criou os filhos no campo. O valor pelo trabalho na terra fez com que quatro dos herdeiros seguissem no meio e dividissem o trabalho na antiga Agropecuária Costa Beber. O pai Igino era um deles e, assim como os irmãos, buscou novas oportunidades na década de 90, quando fundou a Agropecuária Brasitália.

A implantação da nova empresa gerou uma nova sociedade entre Igino e os seus cinco filhos, porém somente dois, Adriane e Mauro, atuam diretamente no negócio. No entanto, os outros três, Rosane, Elenita e André, sempre participaram das principais decisões, como venda e arrendamento de terras. Adriane recorda que, dentro do possível, tudo foi muito dialogado e transparente, o que na visão dela é uma das principais estratégias para o crescimento da empresa e a manutenção da união da família.

Porém, mesmo realizando reuniões periódicas para definir os rumos do negócio, Adriane lembra que, em determinados momentos, os papéis de irmãos e sócios se misturavam. Buscando definir a função de cada membro, e, finalmente, formalizar a sociedade familiar, a família Costa Beber buscou, em 2008, uma consultoria especializada com a empresa Safras e Cifras que, na visão de Adriane, deixou o processo ainda mais transparente e justo. “Nosso objetivo sempre foi minimizar possíveis conflitos e a regularização da sociedade é uma fase delicada. Desde essa formalização, trabalhamos com uma assessoria que, sem dúvidas, foi essencial para o crescimento da empresa, já que eu e Mauro temos a responsabilidade de administrar o que é nosso e de nossos pais e irmãos também”, avalia Adriane.

O uso da tecnologia, aliada a uma boa administração, permitiu que, em 20 anos de existência, a Agropecuária Brasitália dobrasse a área plantada, permanecendo com praticamente a mesma equipe. A confiança que sempre depositou na capacidade dos filhos fez com que o fundador Igino se afastasse gradualmente dos negócios. No entanto, mesmo aos 82 anos, ele mantém uma rotina de visitas à empresa familiar que viu nascer e crescer. Para o futuro, Adriane vislumbra o progresso que as novas gerações, como a de Cristina, podem acrescentar: “Cada geração tem seus próprios desafios. O importante é que essa sucessão seja natural, sem imposições. Que o jovem escolha, diante de outras alternativas, seguir com os negócios da família, assim como eu e Mauro fizemos”, finaliza.

Por Manuelle Motta

(comunicacao2@safrasecifras.com.br)

Artigo: A presença da mulher no agronegócio

Artigo: A presença da mulher no agronegócio

1565014014aNo dia 8 de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher, como reconhecimento às suas lutas e conquistas. Nos últimos tempos percebe-se o crescimento da participação feminina no cenário rural, à frente de empresas familiares. De maneira cada vez mais representativa, as mulheres têm demonstrado interesse e aptidão para a administração do negócio da família, não bastando conhecer acerca da situação do mesmo, mas desempenhando um papel efetivo na organização e estruturação do patrimônio.

O desenvolvimento do agronegócio, setor menos abalado pela crise financeira do país, despertou nos membros do núcleo familiar uma participação mais ativa nos negócios. As mulheres vêm desempenhando atividades de gestão e organização com intuito de sistematizar e ordenar o trabalho relativo à produção rural. Mais que atividades administrativas, a mulher tem se mostrado protagonista na tomada de decisões, sobretudo nas relativas ao planejamento da sucessão familiar. Isto ocorre, principalmente, porque a figura feminina traz consigo a preocupação com a manutenção da estrutura emocional e financeira da família.

Esse cuidado é essencial para a continuidade do negócio familiar e entre as ferramentas encontradas para esse fim, a melhor é o planejamento sucessório em vida. Através dele é possível garantir a unidade patrimonial e a prevenção de conflitos familiares estabelecendo regras e orientações para a tomada de decisões.

 Por Dandara Barcellos de Oliveira e Glaucia Heylmann

Dandara Barcellos de Oliveira

dandara@safrasecifras.com.br

Graduada em Direito

Glaucia Heylmann

glaucia@safrasecifras.com.br

Graduanda em Direito

Mapa do Jornalismo Independente ganha força no Brasil

Mapa do Jornalismo Independente ganha força no Brasil

agencia_anota-598x330A ideia é ambiciosa, mas cada vez mais necessária neste momento de ruptura e renascimento que o jornalismo vive: mapear as iniciativas independentes no Brasil. Neste “mapa” interativo, selecionamos aquelas que nasceram na rede, fruto de projetos coletivos e não ligados a grandes grupos de mídia, políticos, organizações ou empresas. Menos

Blogs não entraram porque geralmente são iniciativas individuais, com tom pessoal, não necessariamente jornalístico, e sem a pretensão de se tornarem veículos autossustentáveis, uma das marcas desta geração que está surgindo no jornalismo nacional.

Sim, sabemos que deixamos um monte de gente bacana de fora, mas era urgente ter critérios claros que nos guiassem nessa empreitada. Assim, a lista é apenas inicial, mas feita com cuidado: traz um panorama colorido, inovador e esperançoso.

E não está fechada: queremos que ela aumente a cada dia com sugestões de vocês! Mandem novos nomes, novas ideias. Este é só o começo de uma construção conjunta! O debate está aberto. Não concorda com algum nome da nossa lista? Sabe de alguma coisa que a gente não sabe? Solte o verbo. Vamos junt@s.

O lançamento deste mapa marca a contagem regressiva para a inauguração da Casa Pública, primeiro Centro Cultural de jornalismo do país, com a missão de discutir, apoiar e fortalecer o jornalismo independente e inovador no Brasil a na América Latina.

Nesse espaço de experimentação e troca de figurinhas entre profissionais e estudantes, brasileiros e estrangeiros, programadores e jornalistas, a tecnologia aplicada ao jornalismo é o foco. Situada no Rio de Janeiro, a Casa Pública vai realizar laboratórios de investigação de dados e de jornalismo multimídia com convidados nacionais e internacionais, promover workshops, eventos, mostras de fotografias e documentários. Quer saber mais? Abra a porta da Casa Pública, aqui.

http://apublica.org/mapa-do-jornalismo/#_