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Bela Vista-MS Quinta-Feira, 12 de Março de 2026
Previdência privada: invista agora na sua renda para o futuro

Previdência privada: invista agora na sua renda para o futuro

Felipe Michels Caballero

A busca pela previdência privada tem aumentado a cada mês. De acordo com dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), em 2016, os aportes em planos previdenciários tiveram um crescimento de 19,93%, atingindo R$ 114,72 bilhões. A captação líquida, ou seja, a diferença entre o valor de aportes e dos resgates, também apresentou um saldo positivo de R$ 60,83 bilhões no ano passado – o valor representa um aumento 24,14% em relação a 2015.

Para quem pretende optar pela previdência privada, as modalidades mais conhecidas são o PGBL e o VGBL. A primeira é recomendada para quem faz a declaração completa do Imposto de Renda (IR), pois possibilita que até 12% da renda tributável possa ser deduzida da base de cálculo do IR. Já o VGBL oferece a vantagem de, no momento do resgate, ter a tributação somente sobre a rentabilidade.

Os planos de previdência privada atendem aos mais diversos perfis de investidor, desde o conservador ao mais arrojado. Além disso, é possível aderir à previdência privada em qualquer faixa etária. Porém, quanto mais cedo iniciar esse planejamento, menor será o esforço necessário para acumular uma reserva suficiente para suprir as necessidades no futuro. O Sicredi, instituição financeira cooperativa presente em 20 estados brasileiros e com mais de 3,4 milhões de associados, oferece planos de previdência privada com o valor mínimo de contribuição mensal de R$ 50. E os associados estão cada vez mais atentos a esta solução: no Sicredi, em 2016, a adesão aos planos de previdência privada cresceu 32%, superando a já expressiva marca de 2015 (29%).

É importante destacar que a previdência privada tem o caráter de ser um complemento. Por isso, é necessário manter o pagamento ao INSS, se você já for cadastrado no sistema. É um produto que também pode ser uma alternativa para profissionais autônomos ou freelancers que não contam com uma renda fixa e, consequentemente, com contribuições regulares.

Vale a pena o esforço de poupar um pouco mais agora quando se é jovem e ativo no mercado de trabalho, com foco na tranquilidade do futuro. Afinal, muitas mudanças ainda podem acontecer em torno da previdência social e uma gama cada vez maior de profissionais pode se ver obrigada a trabalhar mais tempo para atingir o benefício máximo pago pelo INSS.

Considere um plano de previdência privada que não vá pesar no seu bolso e faça aportes regulares. Daqui alguns anos, você irá se agradecer pela renda que conquistou para aproveitar, merecidamente, a terceira idade.

Felipe Michels Caballero, Gerente de Produtos – Seguros e Previdência da Corretora de Seguros Sicredi

Governança na empresa rural familiar: o seu negócio está em conformidade?

Governança na empresa rural familiar: o seu negócio está em conformidade?

Entre os múltiplos significados dados pela língua portuguesa podemos conceituar conformidade como: “demonstração de que requisitos especificados relativos a um produto, processo, sistema, pessoa ou organismo são atendidos”.

Em uma empresa, conformidade é uma ferramenta de governança que garante o cumprimento das normas e regras internas e externas impostas ao bom funcionamento e a segurança do negócio.
Ao perceber a fazenda como uma empresa rural, vários temas que não foram tão relevantes no passado passam a ser incorporados ao dia a dia do produtor rural. Uma das ferramentas fundamentais para diminuir os riscos do negócio e contribuir para a sua continuidade chama-se: Análise de Conformidade.

Com o aumento das fiscalizações no meio rural e em um processo de preparação da empresa para avançar da fase de proprietário controlador para sociedade de pais e filhos ou sociedade de irmãos, é maior a necessidade de que as práticas do dia a dia estejam de acordo com a legislação e com os acordos internos. Costuma-se dizer que a letra precisa ser viva, ou seja, a realidade espelhar o que está escrito.

Neste cenário, para preservar a saúde da empresa deve-se ter em mente os seguintes questionamentos:

– As regras e recomendações estabelecidas para o funcionamento do negócio estão sendo cumpridas?

– A empresa está segura contra processos de fiscalizações, punições, multas financeiras e restrições de funcionamento?

– Existem riscos de conflitos entre os sócios, entres os administradores, em função do descumprimento ao regramento acordado?

– E o mais importante: a empresa possui uma estratégia para monitorar e minimizar estes riscos?

A função conformidade responde estas perguntas, equilibra as variáveis que interferem de forma negativa neste cenário, mitiga riscos e mantém a sinergia positiva entre a empresa e as normas e regulamentações internas e externas. Muitos são os benefícios de se integrar a conformidade às práticas de governança, tais como:

– Medir a eficiência dos controles internos e corrigir desvios;

– Melhorar as relações entre os sócios, os administradores e entre ambos, com modelos de informações claros e objetivos;

– Desenvolver atitude proativa em relação aos órgãos fiscalizadores e suas exigências;

– Avaliar o alinhamento entre normas externas, internas e regras corporativas;

– Disseminar a cultura de prevenção de riscos;

– Interpretar leis e adequá-las ao universo da empresa;

– Propor melhorias para pontos sensíveis.

A figura a seguir resume o modelo de Análise de Conformidade aplicável à empresa familiar:

Referência: Safras & Cifras, 2017

A Análise de Conformidade pode ser vista como uma estratégia independente e autônoma para assegurar que em um ambiente de tantas incertezas e variáveis não controláveis, como o clima e o mercado, a empresa rural possa reduzir riscos controláveis como o tributário, o societário, o fundiário e os conflitos familiares.

Em um cenário como o atual, boas práticas de governança e conformidade deixaram de ser uma tendência para virar uma realidade e, além disso, são indicadores de qualidade e solidez de um negócio. Prova disto é que muitas instituições bancárias consideram estas boas práticas como pré-requisitos para que os clientes possam acessar os seus produtos.

Com quase 30 anos de experiência, a Safras & Cifras conhece o mercado empresarial rural e sabe que os empresários têm que dividir sua atenção entre os processos de produção e aqueles que garantem o bom funcionamento do seu negócio. Assim, a proposta é estimular a compreensão de que existem alternativas eficientes para a melhoria da gestão dos diversos cenários presentes nestes organismos complexos que são as empresas rurais familiares.

Rodrigo Enderle
Graduado em Administração de Empresas
(rodrigo@safrasecifras.com.br)

Sandro Al Alam Elias
Graduado em Engenharia Agronômica
Especialista em Gestão Agropecuária
Mestre em Agronegócio
(sandro@safrasecifras.com.br)

A Mulher em um Livro – Por Janir Arruda

A Mulher em um Livro – Por Janir Arruda

Dia da MulherSe eu fosse falar sobre a  mulher, escreveria um livro

Cheio de folhas pintadas

Umas com cores suaves

Outras bem demarcadas

Umas são de azul delicado

De quando eu recebo de uma amiga um abraço sedento

Outras acinzentadas

De quando por vezes de minha mãe, me afasto, ou não tenho tempo

Umas são de um verde água

Chá de cidreira, maracujá ou qualquer coisa que me acalmaria

Outras um laranja quente

Exatamente quando ela  me  fala com ânimo me dando força e energia

Umas são vermelho fogo

Igual meu peito que a um homem entreguei, sem pestanejar, cheia de paixão

Outras trazem um tom mesclado, preto e branco

Pois a vida também é feita de  sim e de não

Esse poema dedico a uma grande mulher, ela é meu livro

Que a vida descreveu

Um livro chamado Maria Lúcia Arruda Rodrigues, tão rica e poderosa de um sorriso que não cabe no peito

Aquela que não guardo  tenho segredo, mãe, amiga e avó presente, meu destino foi : sua mão que escreveu.

·       *  Este poema é dedicado ao dia das mulheres, que escolhi em nome de uma, homenagear todas elas.

Pesquisa de nove anos é aposta para  soja do MT ocupar solos arenosos

Pesquisa de nove anos é aposta para soja do MT ocupar solos arenosos

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O gestor de Pesquisa da Fundação MT, Leandro Zancanaro;

Diante da previsão do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) de que a área cultivada com soja no Estado, hoje de 9,5 milhões de hectares (ha), atinja 15 milhões de ha em 2030, a tecnologia aplicada está de olho na incorporação de solos considerados arenosos, geralmente de baixa fertilidade.  A Fundação MT – formada por um grupo de pesquisadores e entidades mantenedoras privadas – prevê que pelo menos metade dos 5,5 milhões de ha de expansão agrícola nos próximos 13 anos aconteça sobre solos arenosos.

Para tentar encaminhar isso, firmou parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Mato Grosso (Aprosoja MT) e está redirecionando resultados obtidos em campos de pesquisa, ao longo de quase uma década, para aplicabilidade prática nestas áreas. “Nem sempre são terras contínuas. Muitas vezes são pedacinhos de fazendas cujas aberturas não foram planejadas e que não estão sendo ocupados economicamente”, explica o presidente da Fundação, Francisco José Soares Neto.

Este encaminhamento foi apresentado em fevereiro durante o “Fundação MT em Campo” evento para agricultores e estudiosos, realizado na Estação Cachoeira, espaço de 59 hectares voltado para pesquisa e arrendado junto à Fazenda Cachoeira, em Itiquira, MT (300 km da capital, Cuiabá).

Pelas condições de alguns talhões (solos arenosos estão presentes em praticamente todas as áreas de produção agrícola do MT) o trabalho pode até mesmo indicar a não utilização agrícola ou pecuária. “Alguns pacotes tecnológicos muitas vezes permitem o uso de solos de baixo teor de argila, mas algumas situações são inviáveis. O conceito básico de agricultura de precisão é respeitar aptidões e estamos levando isso em conta”, avisa o pesquisador Leandro Zancanaro, gestor de pesquisa da Fundação.

Como segurança científica para incorporação de novas áreas arenosas (agricultura do MT já usa dois milhões de ha nestas condições), os pesquisadores estão utilizando resultados de experimentos a campo. Dentre eles, Zancanaro desta o que considera como o principal e “mais inovador”. Foi viabilizado se utilizando de dezenas de parcelas na Estação Cachoeira. Ao longo dos últimos nove anos permitiu avaliar o desempenho da soja sob diversas situações e combinações de cultivo (soja + pousio em monocultivo; em rotação; em sucessão; em consórcios e com diferentes intervalos e plantas diversificadas para cultivo comercial ou de cobertura), sendo todas as parcelas plantadas em iguais condições de clima e solo.

Os resultados são visuais. Nos talhões onde a soja foi cultivada sozinha (seguida de pousio no período de segunda safra) ela se mostra minguada após os nove anos de plantio. Em compensação, surge vigorosa em parcelas onde, ao longo deste tempo houve cultivo em sucessão, plantas de cobertura ou consórcios. “Dessa forma, podemos avaliar o fator tempo no contexto agrícola, projetando como será a lavoura nos próximos anos”, explica o pesquisador. “A colheita que vamos ter daqui a cinco, 10 ou 20 anos será, de fato, reflexo do que nós planejamos e executamos hoje”, observa seu colega Claudinei Kappes.

Neste sentido, o primeiro passo concreto da parceria com a Aprojosa/MT foi dado no dia 17 de fevereiro, com a inauguração do Centro de Aprendizagem e Difusão (CAD) em Campo Novo do Parecis (400 km de Cuiabá). Trata-se de uma estação de pesquisa exclusiva para produtores ligados à associação voltada para o desafio do cultivo de soja em solos arenosos. Ocupa parte da fazenda Vô Arnoldo, propriedade da Agroluz Agropecuária Ltda.

Hoje não deveria ser o dia da mulher, mas o dia de reforçar seus direitos

Hoje não deveria ser o dia da mulher, mas o dia de reforçar seus direitos

a(Marco ASA) – Odeio classificações. Eu não tenho amigos gays, amigos negros, amigos gordos, amigas mulheres, eu tenho AMIGOS, e ponto! Por isso eu acho que o “dia da mulher”, com essa nomenclatura, uma hipocrisia. Afinal, hoje é o dia da mulher e os outros 364 são dias dos homens?

Acho que, da mesma forma que há o “Dia da Consciência Negra”, o dia deveria ser chamado como o “Dia de Luta pelos Direitos da Mulher”. Sim, porque não me venha com essa estória de que as mulheres já têm os mesmos direitos que os homens. Quantas mulheres      “ralam” o dia inteiro em trabalhos que, muitas vezes, ganham menos que os homens e, quando chegam em casa, têm que lavar roupa, cuidar dos filhos, fazer a janta e, não raro, fazer faxina na casa, enquanto o marido está na happy hour? Muitas, com certeza.

Como eu professo a doutrina espírita, creio que o planeta está em evolução (embora não pareça). Chegaremos num futuro evoluído quando não haverá mais classificação das pessoas. Vamos conseguir enxergar o “it” do próximo, sem mesmo notar que se trata de homem, mulher, gay, hétero, negro, asiático… só a essência interessará.

Porque 8 de março? – Mas, voltando ao dia de hoje, o 8 de março teve origem com as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, durante a Primeira Guerra Mundial (1917). A manifestação que contou com mais de 90 mil russas ficou conhecida como “Pão e Paz”, sendo este o marco oficial para a escolha do Dia Internacional da Mulher no 8 de março, porém somente em 1921 que esta data foi oficializada. O incidente emblemático que marca a luta das mulheres, um incêndio em uma fábrica têxtil de Nova York em 1911, quando cerca de 130 operárias morreram carbonizadas aconteceu, na verdade, em 25 de março.

Então, hoje não parabenize uma mulher pelo “seu dia”. Parabenize pelas conquistas e pela luta que ainda terão pela igualdade, que ainda está longe de acontecer.

Marco ASA é jornalista, publicitário e escritor. Contatos pelo e-mail portalautoasa@gmail.com

E assim Foi – Por       Janir Arruda

E assim Foi – Por       Janir Arruda