mar 31, 2017 | Artigos
Desde o primeiro dia do ano tivemos reajuste nos valores do pedágio para cruzar a ponte sobre o Rio Paraguai na BR 262 localidade conhecida como Porto Morrinho, município de Corumbá. Mas não é porque está no município vizinho que não nos atinge como ladarenses. O pedágio é cobrado dos condutores ou proprietários de quaisquer espécie de veículos automotores que utilizarem a ponte de concreto como meio para transpor o majestoso Rio Paraguai. Assim o pedágio na BR 163 com guinchos no km 823 Pedro Gomes/Sonora é de R$5,40 para automóvel e R$2,70 para motocicleta, em Mundo Novo Km 30 custa R$2,30 para motocicletas,porém em Corumbá o preço para motocicleta é R$ 5,50, um veículo de passeio e utilitário de até 2,5 toneladas paga R$ 9,20. Um veículo comercial pode chegar a pagar R$ 96,00, e certamente essa taxa á colocada na planilha de custos da passagem intermunicipal e isso representa um fator que impede, que a empresa que faz a linha Corumbá Campo Grande possa solicitar a Agepan redução da tarifa, fato que beneficiaria aos nossos munícipes.
Outrossim, desde 2001 foi instituído o Vale Pedágio. Por esta lei o dono da carga que contrata o trabalhador é obrigado a pagar a tarifa do pedágio a parte, em forma de créditos num cartão magnético para justamente evitar que o custo seja embutido no valor do frete. O embarcador que se recusar a entregar o vale pedágio fica sujeito a multa por viagem ou por veículo. A multa também se aplica a empresa que subcontratar o serviço. A implantação do Vale Pedágio, trouxe vários benefícios entre os quais o de não embutir na contratação do frete e logicamente de elevar o preço quando o produto chega aqui em Ladário. Outro fator interessante é que quem tem o vale pedágio segue um roteiro pois a carga deve passar por pontos determinados facilitando o monitoramento ante ao roubo de cargas. E para a própria operadora de pedágio que garante a passagem pela praça de pedágio.
Acontece que a operadora Porto Morrinho não está aceitando todos os vários modelos de vale pedágio, causando transtornos para os trabalhadores da área e atraso nas entregas, pois o motorista que não veio “preparado”, com dinheiro extra, acreditando no que deveria ser aceito em todo o país, fica aguardando a solução do patrão inclusive com produtos perecíveis, até porque cobram de todos os eixos, de um veículo de carga. O fato já foi identificado por diversos usuários do sistema de transporte que abastecem tanto Corumbá quanto Ladário, assim como o trânsito internacional, e chegou ao meu conhecimento através de pessoas preocupadas com o que isto pode trazer de lentidão comercial e aumento de custos ao consumidor, para ambas as cidades, como o Sr. Aquino por Ladário e o vereador Francisco Vianna por Corumbá que me informaram estarem preocupados com o deslinde desta situação. A primeira ação foi de avisar a PRF do fato, que prontamente analisou e está autuado “diariamente” a empresa por NÃO ACEITAR os modelos de vale pedágio habilitados pela ANTT no valor de R$ 550,00; conforme a Resolução 3850 de 20 de junho de 2012 que instituiu os procedimentos de habilitação de empresas fornecedoras em âmbito nacional, aprovação de modelos e sistemas operacionais, as infrações e suas respectivas penalidade. Esperamos que este imbróglio seja amainado na maior rapidez possível. Corumbá e Ladário, agradecem.
*Assessora Executiva
mar 27, 2017 | Artigos

Wilson Aquino*
A luta diária pela sobrevivência nesse mundo dinâmico, agitado, conturbado, cheio de problemas econômicos, sociais e morais, que exige um empenho cada vez maior e mais eficiente de cada um no dia a dia, tem proporcionado problemas colaterais diversos e gravíssimos na vida do indivíduo, como o aumento de sua insensibilidade com os problemas alheios; Cegueira das coisas belas e simples existentes em abundância por todo caminho; Inércia para mover o corpo e estender as mãos a quem precisa e Incapacidade de falar, coisas amáveis, como enaltecer as boas qualidades daqueles à sua volta, inclusive em família e até mesmo de dizer e desejar ao seu próximo, com sinceridade, um simples bom dia.
Lamentavelmente se fecham em torno de seus interesses pessoais e ingressam na luta diária ignorando problemas alheios e outros interesses que não os seus.
Diante desse procedimento (quase) coletivo, muitos também ficam perdidos, sós, em meio a um tumultuado e triste caminho!
Mesmo em meio à multidão, há muita solidão! Pessoas entre nós que se sentem profundamente sós.
Pessoas em mergulho profundo na tristeza, se afogando em lágrimas imperceptíveis aos olhos e sentimentos daqueles que cuidam e olham apenas para o próprio umbigo, passam longo tempo assim e quase nunca recebem atenção devida, um ombro amigo.
Abandonados, esquecidos, menosprezados, são apenas arrolados pela roda viva da vida que transita em velocidade alta, impulsionada pelo próprio homem, na sua corrida insensível às fraquezas humanas.
A ambição no cotidiano tende a tirar a sensibilidade do indivíduo que nem sempre percebe a dor, o sofrimento, as lágrimas de seu próximo. Quando percebe e vê, não se incomoda, pois a dor do próximo não (mais) o afeta.
A cada amanhecer em que embarca nessa rotina mecânica, robótica, insensível, lamentável e triste, sem perceber e agradecer que foi abençoado logo cedo com o Milagre da Vida, ele perde a oportunidade de cumprir com o segundo grande mandamento de Deus a todos nós, que é “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”. O primeiro e o maior de todos, como bem sabem, é “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento”.
Não há como acreditar e obedecer ao primeiro sem, consequentemente, entender e cumprir com o segundo. Pois quem acredita Nele vê o seu próximo como seu semelhante. Consequentemente, não fica insensível aos problemas alheios e estende as mãos, mesmo com palavras de conforto e esperança, àqueles que precisam.
Como não consolar um parente, um amigo, um colega de trabalho, ou mesmo um desconhecido na rua, que chora? E mesmo que não externe sua angústia, sua dor, seu desespero, como ignorar quando percebemos que nosso próximo não está bem?
Como não ajudar a quem precisa? A quem pede, ou não, uma palavra amiga? Não podemos e não devemos ficar inertes, impassíveis como se não fosse de nossa conta o bem-estar de nosso próximo. Na maioria dos casos, tudo o que uma pessoa nesse estado precisa é de ouvir que ela não está só. Que existe um Pai carinhoso, que ama cada um de nós e que precisamos ter fé para levantarmos e seguirmos o caminho, porque amanhã, certamente, será outro dia e tudo poderá e ficará melhor. Nosso irmão em desespero, mesmo sabendo disso, precisa ouvir isso de nós. É o mínimo que podemos fazer pelo nosso próximo.
“Ide e Pregai meu Evangelho!”, ordenou o Senhor a seus apóstolos, como testificam as escrituras. Um mandamento que serve e é para todos nós, que devemos agir, abrir a boca, falar, consolar e ajudar as pessoas, lhes dando esperanças e garantindo-lhes que nada, absolutamente nada, nem ninguém, está perdido. Que existe esperança. E no final, da vida de cada um de nós, o que vai realmente contar é apenas isso: – O que fiz de bom ao meu próximo para salvar-lhe a vida?
*Jornalista, Professor e Cristão SUD
mar 27, 2017 | Artigos

Janir Arruda
O escritor corumbaense Augusto Cesar Proença, em um de seus artigos publicados em 2013 “Cultura e Cidadania” dizia:” Existe um mito de que num país carente como o Brasil, “fazer cultura ou mexer com cultura” é um luxo, coisa quase impossível, para não dizer secundária. Dizem que cultura não dá moradia, saúde, segurança, não dá lucro nem voto, não resolve os básicos problemas do povo brasileiro que há anos se arrastam sem solução satisfatória. E ele continua “Cultura não é apenas entretenimento ou passatempo, como muitos pensam. É uma forma de educar através da música, da poesia, dos livros, do teatro, do cinema (no Brasil, segundo o IBGE, apenas 8% dos munic&ia cute;pios possuem cinema e 19% teatro).
Cultura é ensinar a ter bons hábitos e costumes, noções de valores, regras de conduta, de higiene, de saúde, de sistemas de crenças”. E pensando nisto o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul, em parceria com a Prefeitura de Corumbá, conduzida pelo economista Ruiter Cunha de Oliveira, através da Fundação de Cultura liderada pelo incansável Luiz Mário Cambará, uniram esforços com Dejailton Henrique Assad da Secretaria Municipal de Governo de Ladário, sob a orientação do alcaide Carlos Anibal Ruso Pedrozo, para encamparem a ideia de desenvolver o Curso de Formação Continuada de Agente Cultural. O curso é voltado para pessoas que trabalham com cultura, atuando principalmente com a gestão e a cadeia produtiva cultural As aulas estão sendo oferecidas as segundas e quartas-feiras, das 19h às 22h15.
A carga horária total é de 244h/aula. na escola municipal Cyríaco de Toledo, em Corumbá, e tem como objetivo geral, fomentar o resgate de conhecimentos e saberes culturais locais, criando modelos e estudos de espaços para divulgação e valorização da comunidade, como forma de reafirmação da cultura local, valorização dos saberes e garantia de trabalho e renda para as famílias da pérola do Pantanal e da Cidade Branca.
E sobretudo contribuir com a preservação, conservação e manutenção de patrimônios, bens e equipamentos culturais locais e regionais; Estimular a criação de empreendimentos de serviços, bens e equipamentos culturais; Incentivar a elaboração, a implementação e gerenciamento de projetos culturais nas áreas de ciências humanas, letras e artes; Fornecer instrumentação didática para a implementação de planos de desenvolvimento e de inserção de bens culturais em leis de incentivo; Elaborar, na forma teórica, projetos voltados para o desenvolvimento cultural, considerando as etapas de pré-produção, produção e pós-produção, dentro de um cronograma devidamente planejado.
Todo este trabalho trará uma qualificação maior aos operadores de cultura da região pantaneira, podendo render frutos que toda a população tanto de Corumbá quanto de Ladário poderá usufruir,e até exportando estes agentes culturais para outras cidades. Acredito,por fim, que há um Brasil de verdade que ainda espera ser descoberto e acalentado. Há um Brasil real, que sabe que a cultura é estratégica como vetor de desenvolvimento social e econômico e os municípios que são governados assim, terão total legitimidade popular.
*Assessora Executiva
mar 21, 2017 | Artigos

Victor Currales
Sobres os fatos recentes da política da Nova República, tenho a convicção de que há duas grandes conspirações de interesses com orquestração política contra a nação das brasileiras e brasileiros, cujo tema podemos nos debruçar diante de várias tendências que culminaram com o impeachment da Presidente Dilma.
Se olharmos mesmo com prudência, o interesse internacional sobre a desestabilização do país, poderemos notar claramente através dos noticiários que sempre que algum fato movimenta o contexto político no eixo do poder, entra em cena o grande inimigo oculto com a famigerada Lei da Cooperação Internacional e abala nossas principais empresas que se tornaram competitivas mundo afora.
Então pergunto a serviço de quem os interesses econômicos, que com ajuda da mídia, vem potencializando a intolerâncias da opinião pública, e a qualquer denúncia mesmo que vazia, dá voz e espaço para as teorias conspiratórias, transformando a população em uma grande massa tangida por organizações de comunicação ou pelo discurso inflamado de alguma liderança política universalizando assim a intolerância entre nós. Não defendo aqui bandidos, corruptos, partidos ou convicções religiosas, porém creio que há muito mais do que as falácias e o estimulo ao ódio e a desmoralização nacional.
Sabemos que atualmente nos grandes modelos de democracia existe um tripé de sistemas que sustenta e dá equilíbrio à estrutura do país que são o social, o político e o Econômico, além da relação harmônica e independente os setores Executivo, Legislativo, Judiciário e a Mídia.
Se analisarmos a grave crise econômica mundial em 2008, trazendo-nos o medo de perdermos o status social diante mundo e a oportunidade sermos considerados a 5ª economia mais forte do planeta vimos então desmoronar gradualmente empresas de porte como a Odebrecht, Petrobrás e agora no mais recente escândalo econômico a JBS, empresas que outrora nos enchia de orgulho e admiração onde além de nossas embaixadas no exterior patrioticamente eram fincadas nossa Bandeira Nacional. A quem interessa o desabamento do Brasil? Além da busca de um bode expiatório para esconder sofisticados movimentos financeiros em paraísos fiscais e jogadas de grandes grupos empresariais?
Já a crise política, tem sido regida pelo poder econômico com a imoralidade dos financiamentos de campanhas aproximando-se perigosamente do poder em todos os níveis federativos com influência cada vez mais nociva auxiliado por engenhosas peças corruptivas que avançam até mesmo sobre as mais confiáveis corte e serviços judiciários do país para garantir o continuísmo do poder e sob a tutela dos escusos interesses nacionais vem garantiam impunidade ou banalização aos crimes praticados contra a população que só tem o direito da manifestação livre somente no dia da eleição.
Causa espanto e incredulidade que todas essas forças tarefa visam apenas criar um cenário apocalíptico para que então surja os cavaleiros do apocalipse e voluntariamente criem uma mediação e controle da opinião sem exercitar a violência onde oposição e governo montem uma verdadeira política sem a utilização da justiça com as próprias mãos, pois por tudo que já vimos a Operação Lava Jato e toda sua estrutura que tem ao centro o Juiz Sergio Moro não conseguem se libertar do passado político partidário que pode comprometer de certa forma a lisura das conclusões dessas midiáticas operações.
É evidente que a somatória dessa conjuntura foi se consolidando com o tempo, mas é preciso salientar que os governos de Luiz Inácio Lula da silva, fez parte de um grande pacto social e a partir daí se fortaleceram possibilidades importantes do Brasil se consolidar como um polo de poder na América Latina. E foi aí que as coisas começaram a se tornar um incômodo.
O grande temor da população é que haja um desmonte dos serviços públicos, que sejam retirados dos trabalhadores suas conquistas ao longo do tempo sejam potencializadas como mercadorias e não como direitos, como a reforma previdenciária proposta. Daí a pergunte que dá nome ao título do texto. A quem interessa derrubar o Brasil?
Victor Currales
mar 17, 2017 | Artigos
A Proposta de Emenda Constitucional nº 287/2016, conhecida como Reforma da Previdência, vai avançando na Câmara dos Deputados com certa facilidade, fato que me preocupa como cidadã À medida que a aprovação vai se tornando uma possibilidade cada vez maior, resta evidenciado o seu nítido objetivo: não se trata de uma proposta que visa ao equilíbrio financeiro do regime previdenciário atual, cuja necessidade não se pode negar, mas à sua implosão, sem que se ofereça outro que atenda aos interesses dos trabalhadores que venha a substituí-lo.
Explicando melhor: as regras propostas pelo Governo são tão pecaminosas para os segurados que qualquer outro destino que esses possam dar ao seu dinheiro é mais vantajoso do que o regime previdenciário oficial, caso a emenda seja aprovada.Agora pensem comigo: Será que a Previdência é realmente deficitária, vejamos::
- Salário mensal………..R$ 880,00 •Contribuição INSS…..R$ 176,00
**Aposentadoria Integral ; 35 anos = 420 meses
Obtendo a contribuição mensal de R$ 176,00 e aplicando-se o rendimento da poupança de 0,68% Totaliza R$ 422.784,02 Considerando-se a expectativa de vida em 75, e que em média o brasileiro se aposenta com 60 anos somente receberá a aposentadoria por 15 anos, porem o montante acumulado é suficiente para pagar 40 anos e 3 meses de salário equivalente a contribuição ou seja, segundo o cálculo feito 880,00 mensal, sem contar rendimentos. Resumindo osuor do trabalhador PAGA ou seja: eu e o leitor contribuímos com um total de R$ 422.784,02 e RECEBEMOS R$ 158.400,00. Fica a pergunta: Para aonde vai o dinheiro?
*Assessora Executiva
mar 14, 2017 | Artigos

Marco Asa
Desocupação extrema – Repercutiu (muito mal) a entrevista do deputado por Mato Grosso Victório Galli (PSC/MT), que diz que o Mickey (sim, o rato da Disney) é gay e que a Disney implanta a ditadura “gayzista”. Além de um sonoro “kkkkk”, espanta o grau de perversão da mente desse cidadão extremamente desocupado. Como se nosso país não tivesse problemas, como se as estradas do Mato Grosso não estivessem em petição de miséria, impedindo o escoamento da safra; como se a saúde no estado não estivesse na UTI; como se a educação não estivesse de recuperação, o cidadão se preocupa com a vida sexual do Mickey? Para que pagamos certos agentes públicos com nossos impostos altíssimos? Ora bolas, deputado, vá trabalhar e pare de ver perversão em tudo. Aliás, uma questão para os evangélicos homofóbicos: e se Deus tivesse colocado os gays no mundo para testar seu amor e compaixão ao próximo? Vocês iriam pro inferno de escorregador…
Cara de pau extrema – O Ministro do STF Gilmar Mendes dizer que tem dois tipos de caixa 2, o “do mal e o do bem” é de uma cara de pau extrema. Ou seja: se veio da turma do PT, é do mal. Se é do Aécio e da turma do golpe, é do bem. Tá difícil.
Hipocrisia extrema – O prefeito Dória (PSDB) chamou a imprensa de São Paulo para mostrá-lo, junto com moradores ricos da região da Av. Berrini, zona nobre da capital paulista, varrendo as ruas no que ele chama de projeto “Cidade Linda”. Acontece que, no dia anterior, a região de outra avenida, a Anhaia Melo, sofreu uma enchente terrível e o local ficou cheio de lama. Pergunte pra alguém da avenida alagada se o prefeito foi lá com sua indefectível vassoura e seu belo uniforme de gari midiático… Ninguém sabe, ninguém viu.
Testando nossa paciência – Parece que os prefeitos eleitos não estão nem aí com a opinião pública. Continuam chamando para suas secretarias e cargos de confiança pessoas envolvidas em denúncias de corrupção. Isso está acontecendo em várias cidades. Fiquem atentos e atentas.
Primeiro mundo só pra alguns – O caso da cobrança da bagagem nos aviões levantou uma questão atual: os empresários do setor disseram que “no primeiro mundo é assim e temos que ter regras iguais as da Europa e dos Estados Unidos”. Você já notou que querem igualar as coisas do Brasil com as europeias e americanas apenas em nossas obrigações? Por que então não igualam nossos salários, impostos e direitos com os de europeus e americanos? Se eu ganhasse igual a um americano e pagasse quatro vezes menos impostos, como eles, eu não ligaria de pagar pelo transporte de bagagem extra. Mas, querem que tenhamos taxas e deveres europeus e americanos, com salários e impostos escorchantes. Aí fica difícil…
Tiro no pé – A ida de Michel Temer e de líderes do PSDB para “tirar uma casquinha” na inauguração da transposição do Rio Francisco foi um tiro no pé. Primeiro porque chamaram a atenção para a obra que, todos sabem, saiu do papel graças ao empenho de Lula e Dilma. Segundo, porque o povo não é bobo. Com isso, a popularidade de Lula disparou nos estados do Nordeste e em todo o Brasil, carente de grandes obras de infraestrutura. Se tivessem ficado quietinhos, apenas botando o “trem” pra funcionar, ficaria de bom tamanho (para Temer e PSDB). Foram mexer no vespeiro, agora aguentem.
Falando em trem – Chegou a hora dos empresários do setor agrícola pensarem seriamente no investimento em uma ferrovia viável entre o Mato Grosso e os portos do Norte e Nordeste. Mas, um modal onde os caminhões saíssem das fazendas produtoras ou silos, embarcassem em vagões e desembarcassem em estradas próximas aos portos. Baixaria o frete, não tiraria emprego dos caminhoneiros, isso sem falar que construir ferrovias é mais barato que pavimentar a estrada e mantê-la depois, num lugar que chove muito, como a Amazônia. Olacir de Moraes (ex-rei da soja) pensou nisso. No que deu? Quem tiver a resposta, mande no meu e-mail.
Abraços e boa semana.
Marco ASA (Mtb 1.210/MS) é jornalista, publicitário e escritor. Contatos pelo e-mail portalautoasa@gmail.com