nov 29, 2024 | Colunistas
JEITINHO: Existe em todos os níveis da gestão pública. A Câmara de Campo Grande não é exceção. Alterada a lei, o vereador terá mais opções de se licenciar para ocupar cargos na prefeitura. Antes só podia sair para ocupar uma secretaria e agora terá mais opções de novos cargos. Abriu-se a porta para suplentes assumirem acomodando interesses políticos. É o efeito dominó.
DEFINIÇÃO: “…O jeitinho é sempre uma forma “especial” de se resolver algum problema ou situação difícil ou proibida; ou uma solução criativa para alguma emergência, seja sob a forma de conciliação, esperteza ou habilidade…( ) “Conceito de Lívia Barbosa em “O jeitinho brasileiro: a arte de ser mais igual que os outros”.
SANTO REMÉDIO: Conclui-se que o uso do jeitinho é uma solução pratica na administração pública, um recurso flexível com poder para se resolver problemas respeitando regras e normas. No caso da Câmara Municipal da capital, essa engenhosa e criativa manobra não trouxe qualquer tipo de prejuízos a quem quer que seja.
OUTROS ASPECTOS: O estrangeiro critica a pratica do ‘jeitinho’, incorporada ao nosso cotidiano para sanar problemas resultantes as vezes da lei complexa. Coisa nossa que só nós entendemos. É que no Brasil, nem sempre dois mais dois resulta em quatro na administração pública, uma máquina fabulosa de gerar estresse em todos nós.
OPINIÃO: “O jeitinho brasileiro se estende para além das fronteiras públicas. Está impregnado na engenharia social. E durante a trajetória social ocorrem muitos desvios de conduta, seja pelo simples furar de fila, seja pela assinatura da lista de chamada no lugar do amigo que faltou, seja pela mentira para se evitar um mal maior”. (Digécio R. de Souza)
‘O BEM AMADO’: Benevolente com os ricos. Essa definição de nossa justiça cai como uma luva no caso do ex-presidente Collor condenado a 8 anos e 4 meses por corrupção. Mas o ‘Caçador de Marajás’, poderá continuar livre com sua soberba ariana enquanto o STF decide os novos embargos. Nada como ter ‘aquilo roxo’!
KRUG CANDIDATO: Bem avaliado, o prefeito João C. Krug (Chapadão do Sul) será candidato a deputado estadual em 2026. Em 2006 ele disputou e quase chegou a 11 mil votos. Agora, com o colégio eleitoral atual de 22 mil votos e adotando um discurso regional, Krug tem chances. Ele é engenheiro agrônomo e vem de família tradicional de agricultores.
PATRULHAMENTO: A bola da vez é o cantor Roberto Carlos. Nas redes sociais é acusado pela esquerda de ter sido simpático ao Regime Militar. Ele aparece na trilha do filme ‘Ainda estou aqui’, o que deve ter despertado a imaginação desse pessoal que tem pouco a fazer. Ora! O Rei, ficou na zona cinzenta cantando e sem se expor. Direito seu!
FAZ PARTE: O deputado Zeca do PT insiste que o legislativo é o local para o debate de ideias. Sem os debates o clima fica morno, cheira mal. Portanto, os excessos no debate entre os deputados Kemp (PT) e coronel Davi (PL) a respeito do bloqueio de rodovias por indígenas, são creditados apenas ao emocional dos debatedores.
FELIZ DA VIDA:Vitorioso nestas eleições de Dourados, o deputado Zé Teixeira não esconde seu otimismo quanto as possibilidades de sucesso da gestão de Marçal Filho. Ele lembra que todos os fatores convergem para o êxito; o apoio da população, da Câmara Municipal, Governo Estadual, Assembleia Legislativa e parlamentares federais.
BOM NEGÓCIO: Não se sabe quanto ele gastou para obter 1.663 votos, mas no frigir dos ovos o ex-candidato a governador Adonis Marcos saiu recompensado com a ‘boca’ no governo ganhando R$ 12 mil mensais. Ele deixou o radical PSOL para se filiar ao light Cidadania. Todo homem tem seu preço. Alguns até parcelam no cartão.
TUDO EM PAZ! Falou mais alto o bom senso aliado a maturidade. Repercutindo positivamente o consenso registrado no Tribunal de Contas ao definir o conselheiro Flavio Kayatt como candidato a presidente, o conselheiro Jerson Domingos como vice- presidente e o conselheiro Marcio Monteiro na Corregedoria para o biênio 2025/2027.
NO TETO: Para observadores na Assembleia o PT bateu no teto por vários fatores: a concentração de poderes nas mãos dos mesmos dirigentes e a teimosia do velho discurso numa sociedade conservador. Já se pergunta: quem teria musculatura política para suceder a Zeca do PT? Afinal ninguém é de ferro e ele não é mais criança. De leve…
RADIOGRAFIA: Aqui, os políticos do centro moderado e da direita vão se juntar por força dos acordos nacionais. Para a senadora Tereza Cristina é conveniente caminhar com o grupo do ex-governador Reinaldo, tido como futuro ‘senador de todos’, cabendo a segunda vaga para Nelsinho Trad – hoje afinado com Reinaldo e a senadora. Entre eles há mais identidade do que divergências.
RIEDEL & FUTURO: Tem gente delirando ao apostar na candidatura do governador ao Senado e assim abrir espaço para Reinaldo voltar ao Governo. Riedel tem autocritica e sabe o roteiro da vida pública a seguir. Como diz o caipira: nada de inventar moda. Todos os candidatos que se aproveitarem do vácuo de Riedel serão beneficiados.
NO VÁCUO: Candidatos fortes ao Governo beneficiam candidatos na proporcional. Foi assim com Pedro Pedrossian e de Wilson B. Martins. Alguns candidatos – tidos como fracos – acabaram eleitos ao associarem a sua imagem ao candidato majoritário. Mas eleitos, viraram ‘bolhas de sabão’. Desapareceram em pouco tempo.
LUZ PRÓPRIA? Qual o papel da prefeita Adriane Lopes no cenário e especialmente nas eleições de 2026? Já se questiona qual seria a base do grupo político de Adriane? Até quando ela continuaria apensada e dependente da senadora Tereza Cristina e do governador Riedel para viabilizar seus projetos e conseguir recursos?
REFLEXÃO: O União Brasil já tem seu pré-candidato ao Planalto e isso pesa no futuro do partido em nosso Estado. Há sim um aceno para Rose Modesto integrar o Governo, mas esse não seria o momento de decidir. No evento com os companheiros nesta quinta, Rose, Murilo Zauith, os deputados Hashioka e Rinaldo falaram no mesmo tom sobre as eleições passadas e o futuro da agremiação.
‘BRECHÓ’: Pasmem! No facebook ‘pastores’ vendem as botas de Judas, a taça da ‘ultima ceia’, o cajado de Abrão, a maça mordida por Adão e Eva, tabuas da ‘Arca de Noé’; galão de água do Dilúvio; botijão de gás eterno (nunca acaba); terreno no céu e aparelho ‘Wi Fi Celestial’ (nunca cai). O Deus destas igrejas olha mais para o pastor do que para as ovelhas. Como diria Galvão Bueno: “Pode isso Arnaldo? ”
PILULAS DIGITAIS:
Deus, me dê a chance de te mostrar que o dinheiro não vai me modificar.
Como serão as relações entre a prefeita Adriane e ex-prefeito Marcos Trad?
Não é que o crime não compensa. É que, quando compensa, muda de nome. (Millôr)
Justa causa: mandado em embora porque cantava no trabalho. Desde então ninguém aguenta o silêncio. (José Resende Junior)
A questão agora é se o punhal mata o golpismo ou se corta a próxima pizza. (Gabriel Priolli)
Ter o Carrefour como grande derrotado é revelador das nossas ambições. (Mario Sabino)
Jeitinho brasileiro é a arte de ziguezaguear entre o certo e o errado. Sir Hob)
nov 27, 2024 | Colunistas
Iniciar uma carreira na advocacia é um desafio complexo. Muitos jovens advogados se deparam com a clássica dúvida: devo me especializar logo no começo ou adotar uma postura generalista para ganhar experiência e aprender na prática? É preciso avaliar vantagens e desafios para traçar um plano de carreira estratégico e sustentável.
É muito comum que, ao sair da faculdade, não tenhamos certeza sobre a área específica em que queremos atuar. Aliás, essa foi exatamente a minha experiência. No início, tratei de diversas áreas e temas, desde contratos até assuntos ligados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essa prática é a realidade para muitos advogados que precisam ser generalistas para garantir um fluxo de trabalho contínuo.
O problema é que, frequentemente, surgem conselhos criticando essa postura, sugerindo que um advogado deveria, desde o primeiro cliente, focar em uma especialização e recusar casos que não estejam no seu nicho de atuação. Na prática, porém, sabemos que não é tão simples assim. A pressão para iniciar uma carreira rentável e construir uma base de clientes normalmente leva muitos advogados a aceitarem demandas diversas.
Apesar de iniciar como generalista ser uma alternativa viável para se manter no mercado, a especialização oferece uma grande vantagem: a construção de autoridade. Quando você foca em um nicho, sua imagem de especialista cresce, e isso eleva sua percepção de valor perante clientes e colegas. Afinal, o mercado tende a valorizar mais aqueles que demonstram conhecimento profundo em uma área específica.
No entanto, a dúvida permanece: como conciliar a necessidade de atender a diversas demandas com o desejo de se especializar? É possível equilibrar essa equação? A resposta está em como você constrói a sua imagem pública, especialmente nas redes sociais.
Mesmo que ainda seja necessário lidar com demandas variadas para manter o fluxo de caixa, é importante direcionar seu posicionamento digital (online) para uma área específica. Comece a compartilhar conteúdos e insights sobre um nicho que você deseja dominar — LinkedIn, Instagram e YouTube são ótimos canais para isso. Com o tempo, sua especialização vai se consolidando na mente das pessoas, e você passa a ser visto como uma referência naquele setor.
Portanto, no início da carreira, aproveite as oportunidades para experimentar diferentes áreas, mas sem deixar de planejar o rumo que deseja seguir. Essa é a fase ideal para aprender, corrigir trajetos e ajustar estratégias conforme surgem as oportunidades.
Defina um objetivo claro e ajuste suas práticas para alcançá-lo, lembrando sempre que o importante é o crescimento contínuo. A especialização é um processo que acontece gradualmente e, ao alinhar sua comunicação e posicionamento, você consegue construir uma carreira sólida e com diferencial competitivo.
(*) Advogada contratualista, especialista e referência em Contratos e Legal Design, criadora da Formação LDFD – o curso que ensina advogados a encararem a advocacia como um negócio. Site: https://link.gabriellaibrahim.com.br/bioinsta
*Advogada Gabriella Ibrahim
nov 25, 2024 | Colunistas
Se Deus diz que é com o suor do seu trabalho que o homem ganhará o seu sustento, é evidente que os programas sociais permanentes não são o caminho para o crescimento e a prosperidade do país. Toda ajuda ou caridade para os mais pobres deveria ser transitória, fornecida apenas como um apoio inicial, até que as pessoas tenham a oportunidade de se sustentarem com esforço próprio e trabalho.
Infelizmente, essa não é a realidade no Brasil. Em muitos estados e municípios, há mais pessoas vivendo da dependência de programas sociais do que trabalhadores registrados formalmente. Além disso, esses programas não incluem estratégias de acompanhamento ou incentivo para que as famílias beneficiadas superem essa dependência. Como resultado, perpetua-se um ciclo de pobreza que deveria ser quebrado.
O que o Brasil precisa, em vez de programas assistencialistas permanentes, são projetos estruturais de curto, médio e longo prazos para combater a pobreza extrema. A base disso deveria ser uma educação pública de qualidade, que ofereça desde o ensino básico à universidade, oportunidades reais de crescimento. Educação de excelência liberta, profissionaliza e promove a ascensão social, permitindo que as pessoas alcancem maior qualidade de vida.
Além da educação, um ponto crucial para resolver a miséria no Brasil é reduzir a intervenção estatal na economia. O governo cobra tributos excessivos, tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Hoje, os impostos sobre os produtos de uso e consumo no Brasil superam 50% em média, atingindo principalmente itens básicos, como arroz, feijão, leite e carne. Isso significa que o próprio governo, por meio da carga tributária, aumenta o custo de vida das famílias mais pobres.
É inaceitável que o Estado seja, na prática, um “sócio majoritário” de empresas e cidadãos, cobrando impostos exorbitantes e oferecendo serviços públicos de baixa qualidade em troca. Educação, saúde e infraestrutura continuam precárias, enquanto persistem os escândalos de corrupção e má gestão dos recursos públicos. Passa da hora de o Brasil ser administrado com seriedade, transparência e competência.
O Brasil é um país gigante, de gente trabalhadora, criativa e resiliente. O que a população precisa não é de bolsas ou auxílios permanentes, mas de oportunidades reais de estudo, emprego, trabalho digno e redução do custo de vida. Quando isso for possível, os programas assistenciais, como Bolsa Família, Vale Gás e tantos outros, se tornarão desnecessários. A não ser em casos extremamente excepcionais.
Em países que reduziram a interferência estatal e estimularam a iniciativa privada, como Cingapura e Coreia do Sul, o crescimento econômico retirou milhões de pessoas da linha de pobreza. No Brasil, setores como o agronegócio, comércio, indústria e serviços têm enorme potencial para alavancar a economia, gerando emprego e renda para milhões de brasileiros. Para isso, o governo deve investir em infraestrutura, desburocratizar processos, reduzir impostos e criar um ambiente mais favorável ao empreendedorismo, promovendo o crescimento sustentável e abrangente em todas essas áreas.
O Brasil tem tudo para superar a pobreza e se tornar uma nação próspera e justa, onde cada cidadão tenha a oportunidade de trabalhar, crescer e viver com dignidade. A Palavra de Deus nos ensina que o trabalho é fonte de sustento e honra, como em Provérbios 14:23: “Em todo trabalho há proveito.” Isso nos encoraja a buscar políticas que promovam o emprego, a renda e o empreendedorismo, oferecendo às famílias os meios necessários para construir um futuro melhor.
Também somos lembrados em 2 Tessalonicenses 3:10 de que o trabalho é parte do propósito de Deus para o ser humano: “Quem não quiser trabalhar também não coma.” Esse princípio reforça que é preciso criar um ambiente no qual o esforço individual seja valorizado, e onde programas assistenciais sejam instrumentos temporários para a verdadeira libertação da pobreza, e não ferramentas de dependência.
Com fé, esperança e um compromisso firme com os valores da justiça, da honestidade e do esforço coletivo, o Brasil pode alcançar o potencial que Deus colocou em nossa terra e em nosso povo. Governantes e cidadãos precisam trabalhar juntos, confiando que, ao seguirmos os caminhos da sabedoria divina, colheremos os frutos de um país mais próspero, justo e solidário.
*Jornalista e Professor.
nov 25, 2024 | Colunistas
No cotidiano, muitas vezes os stalkers são invisíveis, camuflados como pessoas comuns, ao mesmo tempo em que mantêm uma presença constante e silenciosa na vida de suas vítimas. Esse tipo de obsessão é motivado não pela admiração, mas por um desejo de controle e possessão que ultrapassa os limites saudáveis, envolvendo uma vigilância intensa e ininterrupta.
Antes da era digital, os stalkers dependiam de presença física para monitorar e seguir suas vítimas, seja por meio de encontros em locais públicos ou por correspondências constantes e telefonemas anônimos. Com as redes sociais, no entanto, os limites do “acesso” foram superados. Agora, esses indivíduos têm à disposição um verdadeiro acervo de informações sobre a vida pessoal de alguém — o que permite que o acompanhamento seja ainda mais discreto e persistente.
A perseguição de celebridades é um fenômeno que ajuda a ilustrar a psicologia por trás do stalking. Casos como os da atriz Jodie Foster, que foi perseguida por um fã durante anos, e da cantora Taylor Swift, que também enfrentou stalkers persistentes, exemplificam como a fama pode intensificar o desejo de controle e a posse obsessiva de uma figura pública.
Esses stalkers, ao contrário de admiradores, alimentam uma ilusão de “relação especial” com a celebridade, acreditando que cada informação nova reforça um vínculo imaginário. As redes sociais facilitam ainda mais essas obsessões, permitindo criar uma narrativa de intimidade e proximidade baseada em informações pessoais que ele consome sem que a celebridade tenha ciência disso.
O vínculo entre o stalking e a violência contra a mulher é particularmente alarmante. Em grande parte dos casos, o agressor é um homem que persegue uma mulher, frequentemente motivado por um desejo de controle ou possessividade extrema. A vigilância constante e a tentativa de invadir a vida pessoal de uma mulher constituem uma forma de abuso psicológico, gerando um efeito desestabilizador para a vítima, que frequentemente experimenta medo e angústia diante da invasão.
Os casos de feminicídio frequentemente mostram que o stalking surge após a separação, quando o agressor passa a monitorar e perseguir a ex-companheira como uma tentativa de reaproximação forçada. Esse comportamento possibilita o controle indireto e o acesso frequente a ela, aumentando o risco de novos ataques. O stalking facilita emboscadas em lugares como o trabalho, a residência ou espaços públicos, onde agressões graves ou fatais podem ocorrer, transformando-se em um elemento que amplia significativamente o potencial para atos extremos de violência.
Trata-se de um comportamento que pode ser considerado um tipo de violência silenciosa, capaz de causar graves danos emocionais e psicológicos. Compreender a dinâmica por trás desse comportamento é crucial para nos protegermos e apoiarmos aqueles que possam ser vítimas dessa obsessão. Em uma sociedade cada vez mais conectada, entender como o stalking se manifesta e adotar estratégias de proteção se torna não apenas uma forma de segurança pessoal, mas um meio essencial de preservar a saúde mental diante da exposição digital.
(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.
Stalkers – Imagem Freepik
nov 25, 2024 | Colunistas
Instituição é a maior financiadora privada de pequenas unidades de geração distribuída de energia solar no país
O Sicredi, instituição financeira cooperativa presente em todo país e com mais de 8,5 milhões de associados, marcou presença na 29ª Conferência do Clima (COP29) da Organização das Nações Unidas (ONU), que acontece até o dia 22 de novembro, em Baku, no Azerbaijão. A instituição participou do painel “Cooperativismo e Finanças Sustentáveis”, mediado pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) juntamente com representantes do BNDES. Este painel acontece no Pavilhão do Brasil, no dia 19 de novembro.
Na discussão, o superintendente de Tesouraria do Sicredi, Pedro Lutz Ramos, abordou como a instituição tem promovido a pauta de finanças sustentáveis, ao ministrar a apresentação “Estratégias e iniciativas para financiamento de uma economia de baixo carbono”. Dentre os destaques da palestra estarão as linhas de crédito do Sicredi voltadas à energia solar e o apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) lideradas por mulheres. Desde 2017, a instituição já concedeu mais de R$12 bilhões em créditos para pequenas unidades de geração de energia solar distribuída, posicionando-se como um dos maiores financiadores privados do país neste segmento.
Além dos investimentos em energia solar, o Sicredi apoia projetos voltados à redução de emissões de gases de efeito estufa, como o Programa Metano Evitado Sicredi, que mitiga as emissões de metano na pecuária, e o Projeto Erva Mate, que transforma a monocultura de erva-mate em práticas de agricultura regenerativa. Recentemente aprovado por certificadores ambientais, o Projeto Erva Mate está em fase de implementação e representa uma importante contribuição para a redução das emissões de gases de efeito estufa na atividade agrícola.
“As cooperativas de crédito têm um papel importante no combate e na mitigação dos impactos causados pelas mudanças climáticas, devido à sua forte presença nas comunidades locais e à promoção do desenvolvimento sustentável regional. A proximidade com os associados também permite que essas instituições identifiquem e apoiem iniciativas que tenham um impacto positivo em projetos voltados para a preservação ambiental e a inclusão social”, destaca o superintendente de Tesouraria do Sicredi, Pedro Lutz Ramos.
O executivo ressalta ainda que as taxas de juros mais justas das cooperativas favorecem o financiamento de projetos de energia renovável, eficiência energética e outras iniciativas sustentáveis, o que contribui para a redução das emissões de carbono.
Durante a COP 29, o Sicredi também conduziu reuniões com fundos de impacto, como o Green Climate Fund, e organizações multilaterais, como o BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), este último com o qual já firmou três parcerias para operações sustentáveis, consolidando sua atuação no financiamento de projetos alinhados a uma economia verde e inclusiva.
Sobre o Sicredi
O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento de seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. Possui um modelo de gestão que valoriza a participação dos mais de 8,5 milhões de associados, que exercem o papel de donos do negócio. Com mais de 2.800 agências, o Sicredi está presente fisicamente em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, disponibilizando uma gama completa de soluções financeiras e não financeiras.
nov 22, 2024 | Colunistas
ANTÍTESE: Na edição anterior falamos da adoção da simplicidade pelos homens públicos e autoridades em geral. A intenção, destacar o que seria indispensável na função de servir, de representar, não importando a graduação. Mas do outro lado existe a imodéstia, a vaidade, a arrogância, a empáfia e o desdém através da soberba.
SOBERBA: O Papa Francisco tem a soberba como forma de “esplendor excessivo”, de auto exaltação, presunção e vaidade manifesta no desejo excessivo de superioridade. O soberbo se considera muito mais do que é na realidade, julga-se superior aos demais e despreza os outros. (Papa Francisco, Audiência Geral, 06/03/2024).
SOBERBOS: Putin, Trump, Lula, Bolsonaro, José Dirceu, Janja, Puccinelli, Gleisi Hoffman, Paulo Maluf, Pablo Marçal, Alexandre de Moraes, Collor de Mello, Roberto Requião, Dilma Roussef e Sergio Cabral. Lembrando Machado de Assis: ‘São assim os homens; as águas que passam e os ventos que rugem – não são outra coisa. ’
SINAIS: Para Roberto Romano é arrogância o desejo de superioridade dos políticos em serem julgados no foro especial e não pelo juiz de primeira instância. Outro filósofo, Mario Cortella, diz: ‘a soberba é a capacidade de imaginar que nada existe que seja superior a própria pessoa’. Ambos enxergam a soberba como pecado da política através da arrogância.
COMPARAÇÕES: Em Pindamonhangaba perguntei pelo Alckmin. Conceito 10 na postura. Em Berlim, a então Chanceler Ângela Merkel, sem seguranças pilotava o carrinho no supermercado, papeava com os fregueses no caixa. Aqui, novatos do poder, mudam de endereço, desligam a campainha da casa. Viram intocáveis, insuportáveis, imortais.
LUIZ F. PONDÉ: Oportuno citá-lo: “O PT sempre foi um partido extremamente arrogante porque os petistas achavam que eles caminhavam sobre a virtude universal da política; o partido da ética. Quando um petista falava com você – ele se portava como se estivesse sendo até condescendente contigo – um ser miserável corrupto.” Rssss
METAMORFOSE: No facebook Puccinelli deseja ‘boa semana aos amigos’. Antítese do governador que em 2009, num evento com empresários sobre o cultivo de cana de açúcar no Pantanal, xingou o então ministro Carlos Minc (Meio Ambiente) de veado e fumador de maconha, além de ameaçar estupra-lo em praça pública. E quer voltar!
OS MESMOS? Muita coisa pode acontecer até as eleições de 2026: escândalos, prisões, operações da Polícia Federal, do Gaeco. Quer queira ou não isso acabaria influenciando a opinião pública, independentemente de sentença judicial. Não é? Vale a versão do fato. Mas não vislumbro novas figuras no cenário, a exceção de ex-prefeitos.
BEM ASSIM: As pessoas querem deixar um legado, espécie de marca existencial. Uns concretizam o projeto na profissão pelo sucesso. Outros optam pelo caminho atraente da política. Quem não massageia o ego pela exposição do nome ou imagem na mídia – de placas ao noticiário? O grande número de candidatos a vereança comprova essa tese.
A GLÓRIA: Ela é construída por momentos mágicos de sorrisos, alegria e satisfação pessoal no curso do poder. Como diz o conhecido bordão da propaganda: ‘Isso não tem preço! ’ Conversando com políticos, em todos níveis de poder, percebe-se o estado de felicidade por usufruir essa experiência de vida. Mas como tudo na vida – é efêmero.
BASTIDORES: Exala cheiro de mudanças. Ganha corpo a tese de que o governador Riedel trocaria o PSDB pelo PSD e que o ex-governador Reinaldo deixaria o ninho tucano ingressando no PP. Essas mudanças impactariam em vantagens para o senador Nelsinho (PSD) na sua tentativa de reeleição em 2026.
ANALISE: Nelsinho tem uma base sólida: eleito com 424.085 votos. Sua carreira politica começou em 1992 como vereador e depois foi o deputado estadual mais votado. Em 2004 elegeu-se prefeito. reeleito em 2008. Hoje está em vantagem em relação ao nome do engenheiro Marcelo Miglioli, outro pretendente ao Senado. Para ter chances, o candidato precisa sair da capital com 300 mil votos.
A PERGUNTA: Como cumprir todas as promessas para arrumar ‘boquinhas’ nas prefeituras? Quem apoiou ou de alguma forma ajudou na vitória – não importa o tamanho e prestígio do apoiador – está cobrando retribuição de quem tomará posse. Colocar mais mesas nas salas satisfará os aliados? É o velho filme que se renova.
RENATO CÂMARA: Produtivo o papo com o deputado sobre questões envolvendo o plantio de eucaliptos e que tem gerado dúvidas na opinião pública. Zeloso nas palavras, entende que é preciso olhar a questão do meio ambiente e que há toda uma legislação federal avançada para prevenir desastres e todos tipos de problemas. Deus queira!
PERGUNTAS: Tendo por base Inocência, tradicional produtora de alimentos e que mudará para as florestas de eucaliptos, teremos reduzida a parte territorial que hoje se dedica a pecuária e agricultura? O rebanho bovino de Água Clara e Ribas diminuindo e a população que outrora morava na zona rural praticamente está desaparecendo.
MUDANÇAS: O eucalipto prejudica o ecossistema pela falta de variedade alimentar e acaba alterando a biodiversidade inclusive. Outra questão grave se refere as nascentes próximas destas florestas absolutamente sem frutos. Além do mais, o eucalipto provoca acidificação do solo e inibe o surgimento de outras plantas nativas e elimina a fauna.
ACREDITE; O Brasil ainda tem 11,8 milhões de analfabetos. Sindicatos: O Brasil lidera folgado com 17.289 entidades; a Argentina tem apenas 91; o poderoso Reino Unido totaliza 168 e os Estados Unidos 190. Número de pessoas com foro privilegiado: no Brasil 58.660; Alemanha 1; Chile e Estados Unidos nenhuma.
EFEITO DOMINÓ? As notícias sobre o plano de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes sacudindo o universo político. Já se pergunta: quais os danos políticos para as lideranças ligadas ao ex-presidente Bolsonaro? Como a opinião pública está reagindo com a exposição dos fatos. Logo teremos pesquisa neste sentido.
ROBERTO BRANDT: “A vitória de Trump não é o fim do mundo, nem um novo fim da história. É simplesmente o começo de uma nova ordem que, por imprevidência nunca imaginamos. Como todo na vida, vai nascer, evoluir e depois ser substituída, embora não saibamos quando. A única coisa certa é que o Brasil nada tem a ganhar e tem tudo a perder como esses novos tempos. ” ( ex ministro de FHC)
PONTO FINAL:
Quando e qual será o próximo escândalo no MS?