dez 12, 2024 | Colunistas
No dia a dia da advocacia, saber conduzir uma conversa estratégica com um potencial cliente é uma habilidade essencial para quem deseja fortalecer sua presença no mercado e fechar mais negócios. Um método prático e eficaz de comunicação para melhorar a conversão de clientes é o WhatsApp.
O primeiro contato é crucial. Comece a conversa de forma empática e genuína. O objetivo aqui é ouvir o cliente mais do que falar, para entender suas reais necessidades antes de apresentar qualquer solução. Essa abordagem acolhedora permite que o cliente se sinta à vontade para compartilhar suas preocupações, criando um ambiente de confiança.
Após abrir o diálogo, procure identificar não só o problema direto, mas também as questões subjacentes que podem impactar a escolha pela sua solução. Quanto mais você entender sobre o que o cliente precisa, mais assertiva será a sua proposta. Essa fase de investigação ajuda a construir uma narrativa sólida e mostra que você compreende as necessidades do cliente, o que torna sua solução mais relevante.
Não se esqueça de direcionar o cliente ao fechamento. Aqui, é importante fazer perguntas que ajudem o cliente a refletir sobre a real necessidade de sua atuação. Uma técnica eficaz para essa etapa é o método SPIN (Situação, Problema, Implicação e Necessidade de Solução), que permite que o cliente perceba, por si mesmo, o valor da sua ajuda.

O Whatsapp é uma ferramenta poderosa de conversão – Imagem Pexels-Foto de Anton
Na hora de apresentar sua proposta, é essencial que a explicação seja clara e que o valor do seu serviço seja comunicado de forma objetiva. Muitos clientes não conseguem avaliar o serviço jurídico como nós, advogados, então cabe a você destacar os benefícios de forma simples, mas estratégica.
Organize a proposta visualmente, com os principais pontos e valores de forma clara. Quanto mais objetivo e transparente você for, maior será a percepção de valor.
Lembre-se de que é natural que o cliente levante objeções, seja sobre o preço ou a necessidade do serviço. Antecipe-se e prepare respostas para as objeções mais comuns.
Depois de apresentar a proposta e esclarecer as dúvidas, é hora de buscar o fechamento. Se o cliente ainda não estiver pronto para fechar, o follow-up será essencial. Acompanhe-o de perto, mas sem pressionar; mantenha-se disponível e acessível para que ele sinta segurança em fechar com você quando estiver pronto.
Portanto, conduzir uma comunicação estratégica no WhatsApp é uma forma poderosa de transformar conversas em contratos fechados. Ao seguir essas etapas de abertura, investigação, direcionamento, oferta e follow-up, você constrói uma relação sólida e prepara o terreno para fechar mais negócios.
(*) Gabriella Ibrahim é advogada contratualista, especialista e referência em Contratos e Legal Design, criadora da Formação LDFD – o curso que ensina advogados a encararem a advocacia como um negócio. Site: https://link.gabriellaibrahim.com.br/bioinsta
dez 11, 2024 | Colunistas
No mês natalino em que sentimentos como caridade, solidariedade e fraternidade se intensificam, é propício refletirmos sobre o valor do perdão. Este é o momento ideal para considerarmos perdoar aqueles que, de alguma forma, nos magoaram, nos feriram, severamente ou não. O perdão não é apenas uma prática libertadora, mas um ensinamento divino que nos beneficia diretamente.
Perdoar é um dos mandamentos mais enfáticos do Cristianismo. A recomendação de perdoar “70 vezes 7” simboliza a necessidade de perdoar sempre, sem limites. A verdadeira beleza do perdão reside em sua capacidade de liberar o indivíduo que perdoa de pesos emocionais que, de outra forma, poderiam consumir sua paz interior e a alegria de viver.
Quando guardamos ressentimentos, não apenas nos distanciamos dos outros, mas também construímos barreiras internas que afetam nosso bem-estar emocional, físico e espiritual. Estudos científicos têm demonstrado que o rancor, a mágoa, o ódio… podem afetar negativamente nossa saúde, levando a doenças cardíacas, depressão e outros sérios problemas. Perdoar, por outro lado, tem sido associado a melhor saúde cardiovascular, redução da ansiedade, depressão e níveis de estresse, além de fortalecer nosso sistema imunológico.
Além dos benefícios para a saúde, perdoar pode reparar e fortalecer relacionamentos. Quando perdoamos, especialmente dentro da família, evitamos que mal-entendidos e conflitos menores nos separem daqueles que amamos. É triste ver famílias desfeitas por anos devido a desentendimentos que, muitas vezes, começaram com algo trivial. O perdão abre a porta para a reconciliação e o entendimento mútuo.
Entretanto, perdoar não deve ser visto apenas como uma obrigação moral, mas como um caminho para uma vida mais saudável e harmoniosa. Ao perdoar, não apenas obedecemos ao preceito divino, mas também nos libertamos de cargas emocionais que impedem nosso crescimento pessoal. Este ato de libertação nos permite viver mais plenamente, reduzindo o peso dos fardos que, sem o perdão, carregaríamos indefinidamente.
Ao escolher perdoar, você escolhe a liberdade emocional e a saúde. Você escolhe restaurar relacionamentos e construir um futuro mais pacífico, tanto para si mesmo quanto para os outros. Este é o verdadeiro poder do perdão: a capacidade de transformar e curar.
Líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias compartilham insights poderosos sobre o perdão, destacando-o como um princípio fundamental de sua fé nos ensinamentos de Jesus Cristo. O presidente Russell M. Nelson enfatiza que o Salvador oferece a capacidade de perdoar através de Sua expiação infinita, permitindo que as pessoas perdoem aqueles que as machucaram, mesmo que essas pessoas nunca assumam a responsabilidade por suas ações. Isso nos ajuda a não deixar que atos dolorosos continuem a ferir nossa alma.
O Élder Jeffrey R. Holland, explica que o Senhor nos pede para perdoar todos os homens, mas isso não significa que devemos suportar dor ou sofrimento ou retornar a relacionamentos tóxicos para perdoar completamente. Ele destaca que é crucial entender que podemos sentir dor verdadeira e ainda assim escolher perdoar, sem necessariamente esquecer ou aceitar novamente um relacionamento prejudicial.
A Bíblia está repleta de ensinamentos sobre a importância do perdão, refletindo-o como um mandamento divino essencial para a convivência humana e o relacionamento com Deus. Em Mateus 6:14-15, Jesus ensina, “Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; Mas, se não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.” Outro versículo que ilumina o poder do perdão é encontrado em Colossenses 3:13, onde Paulo aconselha, “Suportai-vos uns aos outros e perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim fazei vós também.”
À medida que nos aproximamos do final de ano, em clima de Natal, celebrando o nascimento de Jesus Cristo, e não de Papai Noel, é particularmente impactante refletir sobre o mandamento do perdão. Este período nos convida a renovar nossos corações, a liberar qualquer amargura e a abraçar plenamente a mensagem de amor e misericórdia que Cristo trouxe ao mundo. Perdoar é, sem dúvida, um dos atos mais elevados de amor que podemos oferecer, tanto a nós mesmos quanto aos outros, permitindo-nos viver mais leves e em paz. Assim, neste Natal, ao celebrarmos o dom divino da vida de Cristo, que possamos também presentear uns aos outros com o dom precioso do perdão, enriquecendo nossas vidas com harmonia, alegria e a proximidade do amor de Deus.
*Jornalista e Professor
dez 9, 2024 | Colunistas
Abrir o próprio negócio é um grande desafio. Esse caminho pode ser cheio de altos e baixos, principalmente quando os recursos financeiros são escassos. Conseguir prosperar é outro grande desafio e uma das maneiras de conseguir conquistar melhores resultados e lucros é através da reputação que se consegue construir.
Muitas empresas não focam em entregar o melhor para o cliente e com isso acabam baseando-se apenas em obter resultados financeiros. Não quero dizer que ter lucro não é importante. Sabemos que sem recursos é impossível prosperar e se manter no mercado. Mas ele não deve ser o principal objetivo da empresa.
Para que o empreendedor consiga prosperar é fundamental ter controle sobre o caixa da empresa. Para que isso aconteça, é fundamental entender o que significa e a diferença entre lucro e faturamento.
Antes de tudo, acho importante explicar o conceito de receita. Receita é a soma dos valores que uma organização arrecada. Esses valores vêm da venda de produtos, prestação de serviços, aplicações financeiras, licenciamento de marcas ou patentes, entre outras atividades.
O faturamento é a quantidade de crédito que entrou no seu empreendimento em um período. Logo, são todas as vendas que a empresa faz. Trata-se de um importante indicador de produtividade e crescimento. Já o lucro é o que sobra ao diminuir todos os custos e despesas de venda. São os valores que ficaram disponíveis no caixa da empresa após você pagar todas as contas.
Esteja sempre atento ao seu faturamento, quanto você gastou com investimento e qual foi o seu lucro no final. Com isso, você consegue diminuir gastos desnecessários e aumentar investimentos que vão fazer a diferença. Ter controle sobre o fluxo de caixa ajuda a tomar decisões mais certeiras e ser mais estratégico na parte financeira da empresa.
Em resumo, foque em entregar o melhor para o seu cliente, organize-se para fornecer o melhor e mais saudável ambiente para seus colaboradores, assim você mantém o bem mais precioso que sua empresa pode ter: a reputação. Logo, o caminho para ter uma empresa próspera torna-se mais fácil.
(*) Leonardo Chucrute CEO do Zerohum, mentor de empresários, palestrante e autor de livros didáticos.
Imagem Pexels – Foto de Andrea Piacquadio
dez 6, 2024 | Colunistas
‘ACIDENTE’: Demonstrou habilidade o presidente do STF, Luiz Roberto Barroso, ao denominar como acidente o episódio recente no Tribunal de Justiça. Quando se esperava dele uma manifestação talvez mais afirmativa, ele optou pela suavização da abordagem e mantendo o foco no evento que se realizava. Isso é que se pode chamar de ‘jogo de cintura’.
EMOÇÃO: Eles não se viam há tempo. Nesta semana assisti ao encontro caloroso do deputado Zeca do PT e seu ex-secretário José Felício no saguão da Assembleia. O quadro ganhou emotividade pelo fato de Felício, acometido de Parknson usar um ‘andador’. A pedido de Zeca (governador) Felício foi o autor da Lei do Fundersul.
DETALHES: Após ter sido o Secretário de Fazenda do Governo Pedrossian, Felício foi escolhido para a Secretaria da Produção do Governo Zeca do PT em sua 2ª. gestão. Na época, a escolha até gerou críticas. Mas o tempo mostrou que Zeca acertara. Aliás, ele lembrou: Felício foi o responsável pela nova política agrícola e praticada até hoje.
MEMÓRIA; Fizeram parte da 2ª. Administração petista iniciada em 2003: Paulo Duarte, Ronaldo Franco, Egon Krakhecke, Maurício Arruda, José Felício, Márcio Portocarreiro, Valteci Ribeiro, Eloísa Castro Berro, Silvio Nucci, João Paulo Esteves, Hélio de Lima, Dagoberto Nogueira e José Wanderley Bezerra Alves. Deles, apenas Paulo Duarte e Dagoberto estão ativos na política.
ESTÍLO: Alguns deputados são extrovertidos no plenário e saguão da Assembleia, sorriem e se comunicam com facilidade. Outros são mais reservados. É o caso do deputado Jamilson Naime (PSDB), também discreto no desempenho do mandato, usando pouco a tribuna e mantendo calculada distância dos jornalistas.
PREVISÃO: Vários políticos usarão a janela partidária para se eleger mais fácil. Hoje, o cenário mostra concorrência interna no PSDB e no grupo que marchará com Riedel. Os atuais prefeitos Ângelo Guerreiro (Três Lagoas) e João C. Krug são exemplos. Como ocorreu nas últimas eleições, as vezes não basta ao candidato ser bem votado.
‘ENTRE ASPAS’: Atualmente apenas os detentores de mandatos executivos e os senadores podem mudar de partido sem precisar esperar a janela partidária que irá vigorar nos 6 meses anteriores as eleições de 2026. Portanto, não será novidade que prefeitos eleitos – logo após a posse – vistam outra camisa partidária. É o jogo.
MARIO SABINO: “Faz de conta que Fernando Haddad não é Lula. Faz de conta que Lula e Fernando Haddad estão preocupados com a responsabilidade fiscal e que um governo petista vai cortar a gastança…Faz de conta que Fernando Haddad e Gleise Hoffmann não são as duas faces da mesma moeda…”
TUDO CERTO: A diferença entre eles se restringiria a estatura física. Os vereadores Carlão (PSB) e Papi (PSDB) tem mais identificação do que diferenças e estão preparados para a primeira-secretaria e presidência da Câmara da capital. Acordo ‘abençoado’ pelo ex-governador Reinaldo (sempre ele!) e a senadora Tereza Cristina. A parceria continua.
IGUAIS? Bolsonaro não é o único. Joe Biden também usa a política em prol dos filhos. Soou mal, sujou a sua biografia, o indulto que Biden concedeu ao filho Hunter (do seu primeiro casamento), réu por vários delitos. Defensor da ética, a sua declaração de que o filho seria vítima de intensa perseguição mostra que o cinismo não tem fronteiras.
ONDE CHEGAMOS! “O erro dos policiais foi ter jogado o meliante em um córrego. Deveriam ter jogado do penhasco. Porque com essa justiça sem vergonha que libera vagabundo (…) é o fim do mundo. Tomar um banho no córrego é prêmio”. Declaração do senador Jorge Seilf – do PL por Santa Catarina, sobre o recente episódio policial.
DESAFIO: No papo com os deputados Jr. Mochi (PMDB) e Lucas de Lima (sem partido) ficou claro a preocupação de ambos sobre os desafios na saúde. Vários fatores passam despercebidos pela população. A realidade nos hospitais e postos de saúde mostra o país doente, com o SUS sobrecarregado e os profissionais descontentes. Até quando?
GRATO MESMO! Foi muito bom participar do programa ‘Nossa Música é Assim’ comandado pelo colega Zé Dú na Rádio Educativa. Com sua habilidade de excelente entrevistador pude discorrer sobre minha relação com o jornalismo e fazendo também abordagem de vários outros assuntos. Foi uma experiência gratificante. Grande Zé Du.
EM ALTA: Num ponto os políticos concordam: apesar de ter perdido, Rose Modesto (União Brasil) saiu maior do que quando entrou. Pela sua postura e votação (210.112 votos), ela tem trânsito em todas vertentes partidárias. Aceitará convite para participar do Governo Riedel ? Voltar à Sudeco seria difícil pela posição do União Brasil que trabalha pelo nome de Caiado em 2026. .
SINAL VERDE: Nos corredores da Assembleia fala-se que Rose é vista como um bom nome para candidata a vice-governador de Riedel em 2026. Além dos predicados dela, vale lembrar que o vice-governador José C. Barbosa concorrerá a Câmara Federal em 2026. Pela leitura do quadro político conclui-se que Rose tem futuro assegurado.
‘FLUTUA BEM’: Essa foi a melhor expressão que ouvi sobre a conduta política do vice-governador José C. Barbosinha. Ele não tem dificuldades em enfrentar desafios e continua em alta junto ao círculo do poder. Essa vitória de Marçal Filho em Dourados, por exemplo, alargou o espaço de Barbosinha na região. Sorte também conta!
A LIÇÃO: “A extrema direita brasileira fez uma disputa cultural e ideológica de valores na base da sociedade e deixou a esquerda na defensiva”. A declaração do derrotado Guilherme Boulos (PSOL) soa como reconhecimento e advertência ao Planalto. Qual a saída para 2026? Lula de novo? Haddad? Alckmin?
BIA CAVASSA: Papo com a vice-prefeita eleita de Corumbá. Ela reconhece os desafios: a pobreza da cidade e sua dependência do assistencialismo. Foi enfática: a cidade abandonada e povo perdendo a autoestima! Apaixonada pela terra natal ela acredita: “ enquanto o rio Paraguai não secar, restará a esperança”.
AGRADA! Após eleger sua mulher prefeita de Bataguassu, costurar candidaturas e alianças vitoriosas naquela região, o deputado Pedro Caravina vive um bom momento. Nas sessões da Assembleia é ativo, apresentando projetos, fazendo manifestações ‘diversas com abordagens inteligentes. Ocupa seu espaço com habilidade. Vai longe.
‘TAMO JUNTO’: Antes, a diretoria da Suzano se postou como apolítica e as suas atividades começaram sem placa, discursos e cerimonia em Ribas do Rio Pardo. Muita discrição. Mas surpreendentemente, a empresa bancou um palanque com a presença de Lula e cia e promover a ‘reinauguração’ da unidade que deverá servir inclusive de propaganda e munição eleitoral para 2026. Entendi.
PONTO FINAL:
Os homens de bem não constroem impérios, apenas fornecem a argamassa. (Millôr)
dez 6, 2024 | Colunistas
Chegamos no último mês do ano. Nessa época, é comum sentir uma mistura de cansaço, ansiedade e uma sensação de que nada foi feito ao longo do ano ou que muitas metas não foram atingidas. Nesse período, percebo com frequência pessoas com sentimento de tristeza, melancolia e frustração, levando até a casos de depressão e ansiedade. Esse fenômeno é conhecido como Síndrome do Final de Ano ou “Dezembrite”.
Enquanto para algumas pessoas o fim de ano é uma época feliz e com muitas confraternizações e presentes, para outros é visto com desânimo. Nesse momento do ano, muitos percebem que muitas metas não foram cumpridas e se sentem com o emocional confuso por este motivo. Esse sentimento pode ser algo passageiro, mas é preciso estar atento ao quanto pode estar prejudicando o indivíduo no seu dia a dia e na execução de tarefas.
Caso esse sentimento perdure, é necessário o acompanhamento com um profissional de saúde mental para que possa orientá-lo e diagnosticá-lo para que seja tratado de maneira correta, evitando assim que o sentimento vire um transtorno.
Esta síndrome relacionada ao calendário do ano e que envolve as emoções, é o momento em que o peso de todas as metas não cumpridas aparece, o estresse aumenta com os compromissos de fim de ano. Além disso, o emocional fica “bagunçado”. Apesar de considerada como algo passageiro, se não diagnosticada e tratada corretamente, pode evoluir e se tornar um transtorno.
Alguns sintomas comuns da síndrome do final do ano são irritabilidade sem motivo aparente; sensação de culpa ou frustração; fadiga emocional e física; ansiedade para “dar conta” de tudo antes do ano acabar; insônia ou sono agitado, entre outros.
Caso esteja se sentindo assim, é hora de olhar para si e buscar ajuda. Olhe para dentro e cuide da sua saúde mental. Lembre-se que você não precisa enfrentar isso sozinho. A terapia é um espaço seguro para reorganizar os pensamentos, aliviar a pressão e entrar no novo ano mais leve.
(*) Alessandra Augusto é Psicóloga, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia, Mestranda em Psicologia Forense e Criminal. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”.
dez 3, 2024 | Colunistas
À medida que o ano se encaminha para o fim, é natural sentir uma aceleração no ritmo de vida diário. Preparativos de festas, férias, compromissos e prazos, criam um ambiente propício para o estresse e o esgotamento, tanto físico quanto mental, gerando potenciais conflitos em ambientes de trabalho, familiares e sociais.
Estudos indicam que a ansiedade, intensificada neste período, pode ter consequências graves. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o estresse é um dos principais fatores de risco para doenças mentais, contribuindo significativamente para o aumento de crises de ansiedade e depressão, notadamente nos últimos meses do ano. Além disso, estatísticas apontam picos nos índices de acidentes no trânsito e no trabalho em dezembro, muitas vezes resultado da pressa e da falta de atenção.
O fechamento do ciclo anual traz consigo uma lista interminável de afazeres, desde o fechamento de metas no trabalho até a organização de eventos familiares e viagens. Esse excesso de demandas pode nos tornar distraídos no trânsito ou irritados com pequenos contratempos diários. De acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, a falta de atenção é uma das principais causas de acidentes, especialmente em períodos de alta movimentação, como o fim do ano.
Como então desacelerar e controlar a ansiedade? É crucial priorizar o que realmente importa e aceitar que nem tudo precisa ser concluído antes da virada do ano. Práticas simples como a respiração consciente, dedicando alguns minutos do dia para respirar profundamente e relaxar, podem ser extremamente benéficas. Além disso, garantir um descanso adequado e estabelecer limites para compromissos sociais são essenciais para manter o equilíbrio físico e emocional.
Ao desacelerar, preservamos nossa saúde mental e física e evitamos problemas graves, como acidentes e conflitos desnecessários. Este período deveria ser de celebração e renovação, não de esgotamento. Aproveite para refletir, descansar e celebrar com serenidade.
No turbilhão do dia a dia, especialmente nas semanas finais do ano, a importância de aproveitar cada momento se torna ainda mais evidente. A pressa e o acúmulo de responsabilidades muitas vezes nos afastam do que realmente importa: a qualidade do tempo que passamos com aqueles que amamos. É essencial criar espaços na agenda para momentos verdadeiramente significativos com a família, saboreando cada instante ao lado de quem nos fortalece e apoia.
Desacelerar é um ato de autocuidado e de sabedoria emocional, essencial para sua saúde e para a saúde das pessoas ao seu redor. A Bíblia nos oferece conforto e orientação nesses momentos. Filipenses (4:6-7) nos ensina a não viver ansiosos, mas a entregar nossas preocupações a Deus através da oração, garantindo a paz que excede todo entendimento. Salmos (46:10) nos convida a reconhecer a soberania de Deus, mesmo em tempos tumultuados.
Mateus (11:28-30) estende um convite de Jesus para entregarmos nossas cargas a Ele, prometendo descanso e alívio. Este é um chamado para confiar em Deus e permitir que Ele guie nossos passos, conforme Provérbios (16:3), que nos assegura que, ao dedicarmos nossos planos ao Senhor, eles prosperarão.
Élder Jeffrey R. Holland, um dos apóstolos de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, ensina frequentemente sobre a importância de manter a calma e a fé, mesmo nos momentos mais desafiadores. Em um de seus discursos, ele destaca que “não devemos nos desesperar, pois Deus está conosco”. Ele reforça que a ansiedade e o desespero podem nos afastar da presença de Deus, mas a fé e a confiança Nele restauram nossa paz interior. Élder Holland sugere que, ao enfrentarmos tempestades na vida, devemos lembrar das promessas divinas e manter a esperança viva, sabendo que não estamos sozinhos em nossas lutas.
Já o Élder David A. Bednar oferece uma perspectiva sobre como o desespero pode ser evitado através do entendimento e aplicação do evangelho de Jesus Cristo. Ele explica que “quando compreendemos verdadeiramente o plano de felicidade do Pai Celestial, percebemos que não há razão para o desespero”. Por meio do arrependimento e da obediência aos mandamentos, os seguidores de Cristo podem sentir uma paz duradoura, sabendo que tudo contribui para o seu crescimento pessoal e espiritual. Élder Bednar encoraja todos a se apoiarem no entendimento do propósito divino de suas vidas, o que dissipa o medo e a ansiedade e traz consolo mesmo nos momentos mais desafiadores.
Ao entrarmos na reta final deste ano, que possamos encontrar força na fé e na prudência de nossas escolhas. Que os momentos finais de 2024 sejam de tranquilidade e renovação, preparando-nos para um novo ano abençoado e próspero.
*Jornalista e Professor