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Andrade alfineta rival: “Tem time que gastou R$ 100 mi e não ganhou nada”

Andrade alfineta rival: “Tem time que gastou R$ 100 mi e não ganhou nada”

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, atacou indiretamente o arquirrival Palmeiras ao comentar o planejamento do Alvinegro para a próxima temporada. Em seus últimos meses de mandato, já que deixará o cargo em fevereiro do ano que vem, ele alegou ter feito um investimento bem menor do que o adversário para o ano e, após a vitória por 1 a 0 sobre o Avaí, estar perto de conquistar sua segunda taça em 2017.

“Teve time que gastou R$ 100 milhões e não ganhou nada. Eu não gastei e estamos aí na frente”, comentou o mandatário, que já assegurou o troféu do Campeonato Paulista e, com o triunfo sobre os catarinenses, precisa apenas de mais cinco pontos, sem depender de outras equipes, para ganhar o do Brasileiro.

A gestão de Andrade, no entanto, ficou marcada pela debandada de jogadores após a conquista do Brasileiro de 2015, quando oito titulares deixaram o clube em direção a mercados como o futebol chinês e times longe do primeiro patamar na Europa.

“Em 2015 trouxemos jogadores e ganhamos títulos. Querem que ganhe todo ano?”, reclamou o dirigente, que assegurou não ter qualquer proposta oficial por atletas do elenco. “Não dá para dizer se vai sair alguém, até porque não tem oferta. Mas, se sair, a gente vai contratar outro. O Corinthians não vai entrar em campo com 10”, continuou Roberto.

A “alfinetada” foi um momento de rara animosidade entre as diretorias dos dois clubes, que se aproximaram bastante nos últimos anos. A alegação do corintiano, por sinal, se refere ao dinheiro empregado pelo clube do Palestra Itália para acertar a vinda de nomes como Guerra, Borja e Deyverson, todos de razoável investimento financeiro.

Logo ao lado, o diretor de futebol do Timão, Flávio Adauto, exaltou o controle financeiro da gestão. “A gente demora para fazer as coisas porque não podemos gastar dinheiro à toa. No segundo semestre, trouxemos apenas o Clayson, só um jogador. Não podemos comprometer as finanças”, continuou.