Polícia
Analista do PCC é preso com tablete de maconha e R$ 700 na Bandeirantes

Integrante do Primeiro Comando da Capital, facção criminosa que controla o tráfico de drogas e armas na fronteira de Mato Grosso do Sul com Bolívia e Paraguai, um analista de sistemas de 32 anos foi preso em flagrante pela Força Tática da Polícia Militar no início da tarde deste domingo (17) com um grande tablete de maconha, porções de pasta-base e impressionantes R$ 663,25 em dinheiro, na Avenida Bandeirantes, na região sul de Campo Grande. O local é conhecido como ‘Boca do Will’.

Além dele, sua própria mçãe foi detida, por desobediência e desacato aos PMs, após tentar impedir a todo custo a prisão do filho, que já fora manchete anos atrás em Campo Grande.

Traficante conhecido da região, com pelo menos três passagens anteriores, o acusado tinha grande quantidade de notas, principalmente de R$ 10 e R$ 20, em sua posse.

Ele foi levado à delegacia de plantão da Vila Piratininga, onde o caso foi registrado, junto com um homem e um adolescente, de 17, que se identificaram como viciados.

No total, foram apreendidos 290 gramas de maconha ao todo, além de sete celulares e até aliança de ouro, provavelmente uma forma desesperada dos viciados pagarem pelo ‘produto’.

No momento que sua casa era vistoriada, a mãe, de 48, ofendeu e tentou atrapalhar o trabalho dos policiais. Não é a primeira vez que a família tenta ‘salvar’ o analista.

Se hoje foi o responsável por chamar a atenção da PM ao tentar correr para trancar o portão da casa onde funcionava sua ‘lojinha do mal’, em abril de 2014 ele fora identificado como analista de sistemas após ser dado como desaparecido após fugir do Hospital Regional, no Aero Rancho (região sul), onde estava internado após ser preso, advinhe, por tráfico de drogas.

Quase dois anos depois, em março de 2016, foi preso pela segunda vez por tráfico de drogas. Responde esse processo em liberdade e com tornozeleira eletrônica, após conseguir o direito alegando ter insanidade mental causada pelo consumo de tóxicos e alegarq ue precisava do contato com a filha para ajudar na reabilitação. Pelo jeito a ganância do lucro fácil pela venda de drogas pesou mais que a chance de reabilitação.