A cidade de Bela Vista, a “Princesa do Apa”, tornou-se oficialmente no último dia 30 de maio o mais novo polo literário e cultural do estado com a instalação de sua própria seccional da Academia de Letras do Brasil (ALB-MS). O evento, sediado no histórico Cine São José, reuniu autoridades civis, familiares e a comunidade para celebrar o resgate da memória fronteiriça e o fortalecimento da cultura local.
A criação e consolidação da ALB em Bela Vista é fruto direto do esforço de uma comitiva de membros fundadores que viajaram de outras partes de Mato Grosso do Sul para instituir a nova casa. Sob a liderança do Presidente da ALB-MS, Prof. Jorge Vanildo Rodrigues Monson, o grupo fundador da seccional bela-vistense é composto pelos acadêmicos Jorge Vanildo Rodrigues Monson, Ane Helena Sarti Monson, Ceureci Fátima Santiago Ramos, Herivelto do Carmo Moisés, Wiliam Girassol, Leeh Girassol, Lucio Flavio Joichi Sunakozawa, Natália Sanfelice Spolador, Nelson Passos Alfonso, Odila Schwingel Lange, Thayse Juliana Rodriguez e Willian Girassol.
Coube a esses fundadores estaduais a formalização institucional da Academia em Bela Vista, conduzindo os atos protocolares e acadêmicos que oficializaram sua instalação. O trabalho dessa delegação estadual reforça o compromisso da ALB de capilarizar e democratizar o acesso à literatura no interior do país, saindo dos grandes centros e enraizando-se em regiões de rica herança histórica.
A implantação da Seccional Bela Vista tornou-se possível graças ao trabalho conjunto da diretoria estadual da ALB-MS e dos acadêmicos locais que aceitaram a missão de construir, organizar e dar continuidade à Academia na fronteira.
OS PRIMEIROS EMPOSSADOS DA PRINCESA DO APA
Durante a sessão solene, os fundadores estaduais concederam a posse aos dez primeiros cidadãos bela-vistenses escolhidos para compor a recém-criada seccional. Diferente dos fundadores que instituíram a casa, este grupo local assume a missão de iniciar os trabalhos da Academia no município, ocupando as primeiras cadeiras e imortalizando figuras históricas da região.
O seleto grupo de novos imortais que assume o compromisso de perpetuar essa memória é composto por Carlos Edwardo Souza Pereira, ocupando a cadeira patroneada por Ivaldo Pereira; Enilce Lino de Andrade Freitas, homenageando Manoel de Barros; Evanilce Lino de Andrade Acioly, representante da cadeira de Irmã Angelina; Gerson Pereira Jacques, que imortaliza o herói José Francisco Lopes (Guia Lopes); Grazieli Cordova Molina, com o patrono Ueze Elias Zahran; Heitor de Jesus Fleitas, reverenciando Aires Gonçalves; Josilene Ribeiro Carvalho Atui, representando a Profª Everiana Jorgina Ribeiro Carvalho; Josyel Ribeiro Carvalho, resgatando a memória de Athanásio de Almeida Mello; Patrícia Lima Figueiredo Ortelhado, ocupando a cadeira da heroína Senhorinha Barbosa Lopes; e Zora Yonara Leite Britez Lopes, homenageando Glória Loureiro Battilani.
A primeira diretoria da Academia de Letras do Brasil – Seccional Bela Vista/MS passa a ser presidida por Zora Yonara Leite Britez Lopes, tendo como vice-presidente Enilce Lino de Andrade Freitas, juntamente com os demais membros eleitos para conduzir os trabalhos administrativos, culturais e institucionais da entidade.
CERIMÔNIA E IDENTIDADE FRONTEIRIÇA
A solenidade foi marcada pelo rigor do protocolo acadêmico em simbiose com a cultura regional. Os novos empossados receberam a tradicional “pelerine”(capa) e a comenda acadêmica. A identidade da fronteira foi exaltada na execução dos Hinos Nacionais do Brasil pela Banda do 10º Regimento de Cavalaria, além de apresentações culturais e musicais que exaltaram a musicalidade e dança típicas da região.
A ORDEM DE PLATÃO E A TRANSFORMAÇÃO SOCIAL
A Academia de Letras do Brasil diferencia-se das academias tradicionais por sua atuação sob a filosofia da “Ordem de Platão”, que enxerga a literatura como um instrumento de resolução de problemas sociais e defesa da Liberdade e do Saber.
A instalação da ALB no município consagra o trabalho dos fundadores estaduais e confia aos primeiros empossados a nobre tarefa de manter vivas as narrativas de uma fronteira forjada pela bravura e pela diversidade cultural.
Mais do que a criação de uma entidade literária, a instalação da Academia de Letras do Brasil em Bela Vista representa a união entre memória, educação, cultura e identidade regional, fortalecendo o compromisso de preservar o passado, valorizar o presente e inspirar as futuras gerações da fronteira.