O sustento de milhares de famílias versus a ameaça de extinção do “Dourado” nos faz ter preocupação com o futuro pesqueiro da nossa Ladário. A nossa cidade precisa prosperar, com fundamento na geração de empregos, tanto diretamente, quanto no setor hoteleiro quanto na sustentabilidade ambiental, e inclusive ter o peixe como participante da merenda escolar do estudante ladarense. E para tanto é necessário desenvolver urgente um trabalho com participação das entidades de pescadores e também do setor produtivo, setor de alimentos, Agraer, e Secretaria de Fomento de Ladário para que possamos atualizar dados; criar uma política de Estado com gestão compartilhada em relação ao setor pesqueiro e de pr odução de alimentos calcados na agricultura familiar e; questionar a construção irregular de barragens. Preciso dar mais importância para o setor pesqueiro, com ênfase na pesca artesanal, que deverá ser tratada dentro da legalidade e precisa ser socialmente justa e ambientalmente correta. “As famílias que dependem da pesca para o seu sustento precisam de uma solução. Além disso, é preciso estabelecer um ordenamento, objetivando uma definição de políticas de Estado para a gestão pesqueira com resolutividade, eficácia e monitoramento. Na cidade de Aquidauana/MS, projeto de lei do vereador Wezer Lucarelli (PSDB) foi aprovado e aguarda ser sancionado pelo prefeito, proíbe a pesca do Dourado, já a partir de janeiro do próximo ano, por um período de oito anos..
Na cidade vizinha, Corumbá, desde janeiro de 2012 a pesca, embarque, transporte, comercialização, processamento e industrialização do peixe dourado está suspensa, por meio da Lei Municipal nº 2.237/2011. Com validade de cinco anos, o prazo para a medida expirará em 31 de janeiro de 2017. Inclusive esta preocupação já existe pois para avaliar a viabilidade da suspensão, desta lei, o vereador eleito pelo município, Luis Francisco de Almeida Vianna (SD) tem promovido diálogos co diversos setores para se posicionar a respeito. Ele comenta que “Há anos os pescadores reclamam da queda drástica no número de peixes na região e precisamos avaliar de que modo podemos ajudar a solucionar o problema, se é proi bindo a pesca, se a causa da redução de peixes é o excesso de iscas saindo do município ou se são as cheias”
Particularmente concordo que a proibição tem ação direta para casos de risco de extinção, do contrário, ao proteger um peixe específico como o (Salminus maxillosus) “dourado”, os menores, dos quais ele é predador, poderão acarretar um desequilíbrio ecológico. Seria interessante verificar todo o sistema. A sociedade está preocupada com as questões ambientais, precisamos pensar e respeitar as formas de manter esse equilíbrio, através dos cuidados com o habitat do peixe, os resíduos lançados nos rios e a produção de alimentos, assim como ao ambiente em torno, e este é o sentimento, que carregamos no peito. O que fizermos hoje, sentiremos no nosso amanhã.
Janir Arruda *Assessora Executiva