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Bela Vista-MS Sexta-Feira, 13 de Março de 2026

ensino-medio-brasilA reforma atual proposta do ensino médio brasileiro surge com o objetivo de dar ao estudante, o suporte necessário para optar naquilo que lhe seja útil estudar em sala de aula, visando o seu ingresso no ensino superior ou carreira profissional.

Isto pode ser encarado de duas formas aos olhos dos profissionais da educação brasileira, como uma omissão por parte do governo federal e o legislativo, já que a educação escolar média é detentora das maiores taxas de evasão escolar e repetência, de uma insignificante inclusão no ensino superior público ou privado e que vem sendo precedida de umaformação básico-fundamental fraca; ou também como um progresso na pessoa do estudante em si: uma valoração e autoestima, pois afinal de contas convivemos com a seguinte premissa de tamanha responsabilidade: “o jovem brasileiro de 16 anos é capaz de eleger o presidente da república”. Afinal, o que seria então ter liberdade pra estudar o que quer.

Nota-se que existe uma desigualdade educacional brasileira, observada mais nitidamente no ensino público, pois a educação escolar privada vem proporcionando cada vez mais diferenciais inquestionáveis em relação à educação pública.O investimento na educação é precário –e olha que não se está levando em conta: a formação de professores, maiores dotações orçamentárias para educação, a criação de escolas em tempo integral com estruturas básicas para atender quaisquer níveis de alunos, dentre outras insuficiências, como ainda os salários dispensados aos profissionais de sala de aula. Assim, fazendo uma análise destes parâmetros, dar-se a entender que tudo será como sempre foi.

Está cada vez mais materializado esse desastroso quadro de formação escolarno país, onde são vistos estudantes que chegam ao fim dos ensinos fundamental e médio sem saber escrever -mas porquê? Porque dar essa flexibilidade de ofertar ao aluno do ensino médio, matérias comuns tais como: língua portuguesa, matemática, língua estrangeira, história, geografia e filosofia, onde após 1ano e 6meses teriapreferência em estudar as matérias que irão fazer parte de sua formação superior ou fazer um curso técnico profissionalizante.Outra medida prevista é que, nos próximos dez anos, 50% dos matriculados cumpram jornada escolar em tempo integral de, no mínimo, sete horas por dia, somando 4,2 mil horas em todo o ensino médio.

Essa proposta de mudança é uma falácia, porque não resolve as questões estruturais, como a formação de professores e melhorias físicas e materiais das escolas em prol dos alunos. De nada adianta ênfase em ciências exatas, humanas ou biológicas, se o professor for mal preparado, se não houver recurso. Isto é um modelo adequado de proposta reforma escolar, porémnão irá resolver o problema da educação no Brasil.

Daniele Fernandes de Ajala – Acadêmica Curso de Filosofia UFMS