out 19, 2018 | Política

A Repórteres sem Fronteiras (RSF) constata a permanência de conflitos de interesse na mídia brasileira e segue preocupada com os atos de violência perpetrados contra os jornalistas no país.
O Brasil se encontra agora na 104a posição no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa estabelecido pela Repórteres sem Fronteiras, publicado no dia 20 de abril de 2016. Essa posição, entre os 180 países que aparecem no ranking, não está à altura de um país que deveria ser uma referência regional. Em 2010, o país se encontrava na 58a posição.
Quais são os motivos por detrás desse tombo? O aumento de casos de violência contra os jornalistas e a ausência de vontade política para desenvolver mecanismos de proteção mais eficientes para os comunicadores estão entre as principais razões. Não se trata de uma queda relativa à situação dos outros países presentes no ranking, mas sim uma piora em absoluto. Seu índice de desempenho passou de 25,78 em 2014 a 31,93 em 2015, o que corresponde à uma importante degradação. Ainda assim, o gigante da América Latina continua na frente de países como o Equador (109a), a Guatemala (121a) e ainda bem acima da Colômbia (134a), da Venezuela (139a), do México (149a) e de Cuba (174a).
No Brasil, os principais obstáculos à liberdade de imprensa, assim como o clima de desconfiança em relação aos jornalistas, se aprofundaram ainda mais com a recessão econômica e a instabilidade política que atravessa o país.
O cenário midiático continua caracterizado pela grande concentração da propriedade dos meios de comunicação, nas mãos de algumas poucas grandes famílias e industriais, que em muitos casos têm relações estreitas com políticos ou ainda que detém eles mesmos, direta ou indiretamente, cargos eletivos, como governadores e parlamentares. Assim, o fenômeno do “coronelismo eletrônico”, descrito pela RSF no seu relatório “O país dos 30 Berslusconis” (2013), segue como uma realidade premente no cenário brasileiro. Como consequência, existe uma forte dependência dos meios de comunicação em geral em relação aos centros de poder.
A cobertura midiática da crise política, em particular a partir do início do ano, evidencia essa situação. Os principais meios de comunicação nacionais agem de forma a convidar suas audiências a precipitarem a saída da Presidenta Dilma Rousseff do poder. É difícil para os jornalistas de grandes conglomerados de comunicação trabalharem de forma serena, sem sofrer influências de interesses privados e partidários. Esses conflitos de interesse permanentes são evidentemente prejudiciais à qualidade da informação difundida.
A ausência de mecanismos nacionais de proteção aos jornalistas ameaçados e o clima de impunidade, alimentado por uma corrupção onipresente, também ajuda a explicar a queda do país no ranking da RSF. O Brasil é o terceiro país mais mortífero das Américas para os jornalistas, atrás apenas do México e de Honduras. Em 2015, sete jornalistas foram assassinados no país. Todos eles investigavam temas sensíveis, como a corrupção local ou o crime organizado. O grau de violência em algumas regiões, em particular as mais distantes dos grandes centros urbanos, torna a cobertura desses assuntos ainda mais perigosa. A impunidade que prevalece na maioria desses casos favoriza a multiplicação desses crimes.
Finalmente, as ações violentas perpetradas por agentes da polícia militar contra jornalistas durante manifestações também persistem. Os jornalistas locais, assim como os correspondentes internacionais que cobrem essas manifestações são frequentemente insultados, ameaçados e detidos arbitrariamente, quando não se tornam alvos dos próprios manifestantes que os associam aos proprietários dos meios de comunicação para os quais trabalham. Publicado desde 2002 pela Repórteres sem Fronteiras, o Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa mede o grau de liberdade dos jornalistas em 180 países a partir de uma série de indicadores (pluralismo, independência dos meios de comunicação, ambiente e autocensura, quadro legislativo, transparência, infraestrutura e violência).
Entenda a metodologia e encontre o Ranking da Liberdade de Imprensa de 2016 no
site rsf.org.
out 17, 2018 | Política
A ministra Maria Thereza de Assis Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), adiou para o próximo dia 24 o arquivamento do inquérito contra o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), acusado de ter cobrado propina em troca de incentivos fiscais. O arquivamento foi solicitado pelo Ministério Público Federal, que alegou “inexistência de indícios mínimos de crime a justificar a continuidade da persecução penal” contra o governador.
O julgamento do pedido de arquivamento feito pelo MPF, por meio do Vice-Procurador da República Luciano Mariz Maia, iria ocorrer hoje, 17, mas a ministra Maria Thereza de Assis Moura transferiu para o dia 24 a decisão. Como é do Ministério Público a responsabilidade de presidir o inquérito e promover a ação penal, sua manifestação pelo arquivamento por falta de provas contra o governador põe fim a boatos e a uma série de ilações que vêm sendo feitas nos últimos dias pelo candidato Odilon de Oliveira.
“Nossos adversários usam de má-fé e tentam enganar a população por meio da divulgação de falsas informações a respeito desse inquérito, sobre o qual já sabem que existe pedido de arquivamento por absoluta falta de provas contra nós”, disse o governador Reinaldo Azambuja.
Depois de analisar os depoimentos e os documentos juntados no inquérito, o vice-procurador-geral da República, Luciano Mariz Maia, constatou “a inexistência de indícios mínimos de crime a justificar pela continuidade da persecução penal” contra o governador Reinaldo Azambuja.
Para Luciano Maia, “ocorre que o cenário apresentado por José Alberto Miri Berger [empresário] acabou sendo por ele próprio desconstruído, tornando sem justificativa a existência deste inquérito”. Na ocasião, José Alberto havia acusado o governador de cobrar propina em troca de benefícios fiscais. No entanto, ele acabou voltando atrás e retirou as acusações.
Leia o parecer do MPF – MPF_Reinaldo
out 17, 2018 | Política
Possibilitar ambiente agradável e em condições e espaço físico seguras para os alunos, professores e servidores administrativos da Escola Estadual 13 de Maio, localizada no município de Deodápolis – distante 258,2 km de Campo Grande – motivaram o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), a apresentar indicação, na sessão desta quarta-feira (17.10), solicitando o apoio dos deputados federais e senadores de Mato Grosso do Sul na destinação de recursos da União que possam ser empregados no atendimento ao pleito.
A reforma na Escola compreende as instalações sanitárias; ampliação de três salas de aula; construção de um abrigo para a portaria, seguido de uma passarela; construção de um auditório; construção de calçadas externas; instalação de câmeras de vigilância, bem como arquibancadas para a quadra de esportes. Prioridades estas que visam a melhoria da estrutura física da referida unidade escolar.
“Com expectativa neste atendimento, a Direção da Escola Estadual 13 de Maio reivindica nossa intercessão, uma vez da impossibilidade do direcionamento de verbas do FIS por meio de Emendas Parlamentares Estaduais neste exercício, para garantir as benfeitorias, e pela APM não possuir orçamento para a realização da almejada reforma, sendo necessária a alocação de verbas federais para o investimento e, assim, oferecer um local adequado para a aprendizagem às crianças matriculadas na referida unidade estadual de ensino” justifica o parlamentar.
Zé Teixeira, um dos principais representantes de Deodápolis na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, ressaltou a relevância no atendimento – por parte da Bancada Federal – na alocação dos recursos destinados para Escola. “Com isso vamos propiciar melhoria no sistema de ensino do município, evitando também a superlotação das e salas e estimulando a frequência dos alunos nas aulas, contribuindo para um futuro melhor para nossas crianças. Só a educação é capaz de transformar uma realidade”, finalizou o deputado.
out 17, 2018 | Política

Bonito teve dia de Sinhorzinho, Nossa Senhora da Aparecida e carreata “Bolso Rei”
Movimento pró Reinaldo e Bolsonaro ganhou força em Bonito com a carreata e adesivagem que sai na da ultima sexta-feira (12) da entrada da cidade até a chegada na Praça da Liberdade.
Mais de 300 carros foram adesivados apenas na tarde desta última quinta-feira (10).
No dia em que Mato Grosso do Sul comemora 41 anos, e em meio a romaria a capela do Sinhorzinho e comemorações do dia das crianças, os eleitores bonitenses reforçam apoio ao atual governador e candidato a reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB) e ao candidato a Presidência da Republica, Jair Bolsonaro.
A carreata mobilizou um grande número de carros, que foi adesivado no comitê Central que fica no centro da cidade. No município, os dois candidatos receberam a maioria dos votos no primeiro turno.
Conforme registro da Justiça Eleitoral, Reinaldo Azambuja conquistou 5.762 votos, o que representa 49.72%, enquanto Jair Bolsonaro obteve 6.472 votos, equivalendo a 52% dos votos válidos.
O apoio aos dois candidatos tem se mantido intenso em Bonito desde o início do processo eleitoral, tanto com carreatas, quanto com adesivagens. “Reinaldo tem sido um bom governador para Bonito, retomando e concluindo obras que estavam paradas há anos e também iniciando novas, como foi o recapeamento da entrada da cidade e construção da ciclovia, que beneficia não apenas bonitenses, como todos os nossos visitantes”, declarou a bonitense Eliana Silva, dona de casa. A cidade no feriadão estáva lotada de turistas e os organizadores ficaram satisfeitos com adesão de simpatizantes e eleitores da carreata “BolsoRei.”
out 15, 2018 | Política

Odilon Jr. diz que visita a Puccinelli é como advogado e revela admiração pelo filho do emedebista
Odilon Jr., filho do candidato ao governo do Estado, Odilon de Oliveira (PDT), justificou a visita a André Puccinelli (MDB), na semana passada, no presídio em Campo Grande, na função de advogado dele. No entanto, ele não tinha relação com o processo penal do ex-governador e em reunião no diretório do partido na tarde desta segunda-feira (15), revelou admiração por André Puccinelli Jr., também preso.
No encontro, na Rua Barão de Melgaço, em Campo Grande, também estavam Dagoberto Nogueira, reeleito deputado federal, e o próprio Odilon de Oliveira, que não atendeu a imprensa e saiu pelos fundos.
A ida de Odilon Jr. ao Centro de Triagem Anízio Lima, no Jardim Noroeste foi revelada pelo jornal Correio do Estado e gerou polêmica e muitas críticas à campanha do pedetista.
Internautas supõem que ”Odilonzinho” foi pedir a bênção de Puccinelli para confirmar a coligação MDB com o PDT para enfrentar Reinaldo Azambuja (PSDB) neste segundo turno. Questionado, o filho de Odilon de Oliveira não revelou o teor da conversa e justificou que seria conversa sigilosa entre cliente e advogado.
Odilon Jr., que continua vereador por Campo Grande já que não foi eleito deputado estadual, destacou ainda sua amizade e admiração pelo filho de Puccinelli, por conta de serem advogados.
”Leio os livros [jurídicos] dele”, destacou Odilon Jr. No entanto, Júnior não revelou se conversou também com o filho do ”italiano” na cadeia.
Dagoberto também foi confrontado pela imprensa em relação a visita a Puccinelli, mas não quis responder, assim como não comentou um suposto racha na legenda em razão desse assunto.
”Melhor vocês [imprensa] perguntarem diretamente para ele”, indicou o pedetista.
Dagoberto anunciou nova reunião do partido ainda esta semana junto a apoiadores de todo o estado, cerca de 200 a 300 pessoas, e que só falta definir o local. O motivo do encontro seria um alinhamento dos integrantes do PDT.
out 15, 2018 | Política

Justiça nega pedido de Odilon para retirar Bolsonaro de propaganda na TV
Candidato do PSL declarou apoio a Reinaldo Azambuja no 2º turno
A Justiça Eleitoral negou na sexta-feira (12) pedido de tutela de urgência pedida pela coligação do candidato Juiz Odilon (PDT) para retirar o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) da propaganda gratuita na TV em que ele agradece o apoio e deseja boa sorte ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB) no segundo turno.
A coligação Esperança e Mudança (PDT, PRB e Podemos) alegou que Bolsonaro estaria invadindo horário destinado à propaganda de Reinaldo Azambuja, mas o relator, juiz Wagner Mansur Saad, considerou o pedido absurdo porque – conforme explicou na decisão – a vedação atinge apenas a invasão de candidato majoritário (presidente, governador, senador ou prefeito) nas propagandas proporcionais (deputado ou vereador).
“Em casos como o da presente representação, a suposta invasão não possui sequer previsão legal, pois ocorrida entre candidatos da eleição majoritária, não possuindo fundamento para autorizar a concessão de tutela de urgência”, afirmou.
No vídeo, de 25 segundos, Jair Bolsonaro declara apoio ao governador Reinaldo Azambuja e agradece os 769 mil votos (55,06%) que obteve no Estado. “O Reinaldo foi meu colega de parlamento por muito tempo, nos demos muito bem. Eu quero agradecer essa expressiva votação em Mato Grosso do Sul”, afirmou o presidenciável.
“Já morei por três anos em Nioaque, uma cidadezinha pequena, mas muito hospitaleira. E quero desejar a você, Reinaldo, boa sorte agora no segundo turno e agradecer mais uma vez o teu apoio a nossa candidatura”, acrescentou.
Desde as convenções, o PSDB de Reinaldo Azambuja e o PSL de Jair Bolsonaro caminham lado a lado em Mato Grosso do Sul. Juntas, as legendas elegeram 11 deputados no primeiro turno. Reinaldo foi o único candidato a governador de Mato Grosso do Sul que, desde o 1º turno, apoiou Bolsonaro.