As escolas de Mato Grosso do Sul se preparam para um importante ciclo de avaliações em larga escala, dividido em duas etapas fundamentais para a Educação do Estado. A primeira etapa é a aplicação do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), entre os dias 20 e 31 de outubro de 2025.
Vinculado ao MEC (Ministério da Educação), o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) é quem coordena o Saeb, que tem caráter nacional e avalia estudantes do 2º, 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e da 3ª série do Ensino Médio, em Língua Portuguesa e Matemática.
Também são aplicados questionários contextuais a estudantes, professores e diretores. Os resultados do Saeb ajudam a compor o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), indicador que compara o desempenho das redes em todo o país.
Já a segunda etapa é a aplicação do Saems (Sistema de Avaliação da Educação Básica de Mato Grosso do Sul), entre 10 e 25 de novembro de 2025. Avaliação estadual realizada pela SED (Secretaria de Estado de Educação), o Saems é voltado exclusivamente à Rede Estadual de Ensino.
Em 2025, serão avaliados os estudantes do 5º e 9º anos do Ensino Fundamental e das três séries do Ensino Médio, também em Língua Portuguesa (com produção de texto) e Matemática. Uma das novidades é a aplicação dos questionários contextuais para professores e estudantes do 5º ano, ampliando o entendimento sobre os fatores que impactam a aprendizagem.
Alunos da escola estadual Lucia Martins Coelho, em Campo Grande (Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo)
“Contamos com a participação de todos, estudantes, professores, gestores e famílias, nesse momento tão importante para a nossa Educação. O Saeb e o Saems são ferramentas que nos ajudam a entender onde estamos e para onde precisamos ir. Vamos juntos mostrar o quanto estamos aprendendo e construir uma escola cada vez melhor para todos”, destaca o secretário estadual de Educação, Hélio Daher.
Embora sejam realizadas em períodos próximos, o Saeb e o Saems são avaliações distintas, cada uma com sua proposta e abrangência. Contudo, ambas têm papel estratégico para a melhoria da qualidade da Educação, pois permitem que escolas, municípios e o próprio Estado analisem com profundidade como está o andamento do processo de aprendizagem.
Os resultados das duas avaliações servem como base para criar, monitorar e melhorar políticas educacionais sob um olhar nacional, no caso da Saeb, e também sob um olhar regional, como acontece com o Saems. O foco sempre fica na realidade de cada rede de ensino.
“Os resultados do Saeb e do Saems não devem ser vistos como cobrança ou competição, mas sim como ferramentas para refletir, planejar e agir com base em evidências reais da aprendizagem. Eles ajudam cada escola a identificar suas conquistas, compreender seus desafios e traçar estratégias para melhorar ainda mais o ensino”, finaliza Daher.
Para mais informações sobre o Saeb, Saems e outras ações de avaliação da aprendizagem no estado, acesse a página oficial de avaliações da SED, www.sed.ms.gov.br/avalia.
Com trabalho voltado ao bem-estar dos cidadãos de Mato Grosso do Sul, o Governo do Estado reconhece a importância e atuação do Poder Judiciário. Com discussões que envolvem segurança jurídica e desenvolvimento, o governador Eduardo Riedel participou nesta quinta-feira (16) do Congresso Estadual da Magistratura Sul-mato-grossense, com a presença do presidente do TJMS, o presidente do TJMS, desembargador Dorival Renato Pavan.
No evento realizado em Bonito – organizado pelo TJMS (Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul), por meio da Ejud-MS (Escola Judicial), em parceria com a Amamsul (Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul), Riedel apresentou um panorama da situação econômica e social de MS.
“Segurança jurídica é a base, esteio de prosperidade, de uma sociedade desenvolvida e em transformação. O Judiciário reafirma esse compromisso. É importante a diretriz do Tribunal de Justiça em investir na primeira instância, em entender e compreender as transformações em curso, do nível tecnológico, um arcabouço legislativo complexo que nós temos no Brasil, como fazer essa discussão”, disse Riedel.
Com discussões voltadas a atuação da magistratura, o evento tem como objetivo auxiliar a reflexão sobre os novos paradigmas da magistratura brasileira, diante dos desafios contemporâneos e das transformações institucionais em curso no sistema de justiça.
“O Judiciário sul-mato-grossense tem discussões modernas, atuais, de transformação, no mesmo sentido em que o Estado caminha, com nível de transformação muito alto. O Judiciário se mantém antenado a todas essas mudanças que estão ocorrendo para acompanhar um movimento e poder oferecer à sociedade esse respaldo que é tão importante para o desenvolvimento e transformação”, afirmou Riedel.
Na abertura, realizada ontem (15), o secretário Jaime Verruck (Semadesc) concedeu uma palestra que abordou ações de desenvolvimento e perspectivas de Mato Grosso do Sul. A programação contempla temas técnicos, com apresentações sobre inovação e consensualidade, pela procuradora-geral do Estado, Ana Carolina Ali, além de judicialização da saúde suplementar, inteligência artificial, o papel do CNJ e as novas perspectivas para o Poder Judiciário.
O envolvimento do Estado em projetos do TJMS também foi lembrado durante o evento, como o “Revitalizando a Educação com Liberdade”, criado há mais de 10 anos pelo TJMS por meio da 2ª Vara de Execução Penal da Capital. O projeto já revitalizou 16 escolas estaduais a baixo custo, gerando economia superior a R$ 12 milhões aos cofres públicos.
O projeto promove ressocialização, qualificação profissional e remissão de pena aos reeducandos, além de beneficiar a comunidade escolar.
Também está vigente o acordo de cooperação para proteção às mulheres vítimas de violência doméstica. Com validade de cinco anos – desde março deste ano –, o acordo prevê ações conjuntas de prevenção e repressão, capacitação técnica, monitoramento de resultados e definição de metas.
Natalia Yahn, Comunicação Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom
De aportes modestos em 2017 a cifras expressivas em 2025, os investimentos do Goverdo de Mato Grosso do Sul, via Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia), transformaram o cenário da pesquisa científica e tecnológica no Estado.
O volume anual de recursos aplicados em bolsas e projetos saltou de R$ 9 milhões, registrados há oito anos, para mais de R$ 74 milhões neste ano. A evolução representa um crescimento de mais de 720% do investimento em pesquisas, ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul.
Além disso, a soma das quantias consolidadas neste período de oito anos é ainda mais expressiva: são 240 milhões investidos diretamente nas universidades e institutos de ensino do Estado através da Fundect – desses, R$ 55 milhões foram destinados ao pagamento de bolsas e R$ 185,4 milhões ao financiamento de 1.538 projetos de pesquisa e inovação.
Os números foram revelados ontem (16), Dia Nacional da Ciência e Tecnologia, pela Fundect, órgão do Governo do Estado ligado à Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). A Fundação comemora a trajetória de crescimento.
“É um orgulho para nós vermos o quanto a Fundect auxiliou o Estado em seu desenvolvimento. Isso só comprova o quanto ela é essencial para melhorar a vida das pessoas. E o crescimento confirma que os recursos da Fundect se tornaram um dos principais instrumentos de fomento à formação científica e tecnológica em Mato Grosso do Sul”, explica o diretor-presidente da Fundect, Márcio de Araújo Pereira.
Fundect também aumentou em 700% recursos para pesquisas no SUS (Foto: Arquivo)
Entre 2017 e 2025, a Fundect concedeu 3.128 bolsas de iniciação científica, 900 de mestrado, 886 de doutorado e 128 de pós-doutorado. A UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) aparece como a principal beneficiada, com cerca de R$ 25,3 milhões em bolsas e R$ 85,2 milhões em projetos.
Já a UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) recebeu R$ 6,2 milhões em bolsas e R$ 46 milhões em projetos, seguida pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) com R$ 11,9 milhões em bolsas e R$ 24,9 milhões em projetos, e pela UCDB (Universidade Católica Dom Bosco) com R$ 8,6 milhões em bolsas e R$ 16,9 milhões em projetos.
IFMS (Instituto Federal de Mato Grosso do Sul) e Uniderp também figuram entre as instituições contempladas, com R$ 3 milhões em bolsas e R$ 6 milhões em projetos, somando cerca de R$ 9 milhões em investimentos diretos.
Os valores anuais evidenciam a expansão contínua dos investimentos da Fundect. Se em 2017 o total aplicado foi de R$ 9 milhões, em 2020 ele já chegou a cerca de R$ 35 milhões, enquanto em 2024 ultrapassou R$ 74 milhões, com previsão de alcançar aproximadamente R$ 78 milhões em 2025
Do papel à prática
O investimento em ciência e tecnologia se traduz em resultados concretos dentro das universidades e institutos de ensino sul-mato-grossenses, que transferem para a sociedade os benefícios recebidos. De acordo com o reitor da UEMS, Laércio de Carvalho, a parceria estratégica entre UEMS e a Fundect tem sido fundamental nos últimos anos para o fortalecimento da pesquisa, da extensão e da internacionalização da universidade, atendendo às demandas do estado e aos seus projetos estratégicos.
Ainda segundo ele, a colaboração se materializa principalmente no lançamento de chamadas públicas e editais conjuntos, como os do Programa de Apoio à Pós-Graduação (PAPOS), que destinam recursos financeiros para pesquisa, extensão e internacionalização.
“A parceria assegura o investimento contínuo e direcionado na ciência e tecnologia, impulsionando a qualidade acadêmica da UEMS e garantindo que sua produção de conhecimento esteja alinhada com as necessidades e o desenvolvimento socioeconômico do Mato Grosso do Sul”, completa Laércio.
Um dos projetos beneficiados é a pesquisa voltada à atenção multiprofissional a mulheres com Síndrome dos Ovários Policísticos, também desenvolvida na UEMS. “Essa pesquisa auxilia na redução de complicações decorrentes dessa síndrome, bem como melhorar a qualidade de vida dessa população. Buscamos oferecer um atendimento acessível e humanizado”, destaca o coordenador da pesquisa, Antônio José Grande.
Outro exemplo é o projeto ‘Mídia Ciência’, que tem como foco a divulgação científica, popularizando a ciência, por meio de produtos midiáticos. A iniciativa é coordenada por André Mazini, pesquisador ligado à UEMS, e conta com financiamento da Fundect.
“A gente quer mostrar a fundo a ciência que é produzida aqui em Mato Grosso do Sul e jogar mais força sobre isso a partir dessa ferramenta que é a internet”, reforça Mazini.
Na UFMS, segundo a reitora Camila Ítavo, as bolsas concedidas e os projetos apoiados ampliam as oportunidades para estudantes e pesquisadores,impactando diretamente no desenvolvimento científico e tecnológico em todas as áreas do conhecimento em Mato Grosso do Sul.
“Destaco também a parceria entre a UFMS, Governo do Estado e empresas por meio da Unidade Embrapii da UFMS, a Agrotec, o que tem gerado oportunidades e fortalecido a economia do Estado”, explica a reitora.
Ela afirma ainda que a parceria com a Fundect é essencial para que a Universidade continue cumprindo seu papel de produzir conhecimento para impactar positivamente a realidade das pessoas. “Agradeço à Fundect e ao Governo do Estado pela confiança e pelo apoio contínuo, e reafirmo nosso compromisso em seguir ampliando essa parceria que melhora o dia a dia e prepara o futuro da sociedade sul-mato-grossense”, completa Camila.
Um exemplo de bons resultados nessa parceria é o programa de mobilidade internacional que tem fortalecido a produção científica e o intercâmbio de conhecimento com instituições estrangeiras.
“Essas experiências transformam a forma como pesquisamos. Estar em contato com laboratórios de ponta e com pesquisadores reconhecidos internacionalmente abre horizontes, traz novas metodologias e fortalece redes de cooperação. O resultado aparece em pesquisas mais inovadoras, em publicações conjuntas e em soluções que chegam até a sociedade”, destaca o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da UFMS, Fabrício Frazílio.
Pesquisas da UFMS também se destacaram nacionalmente em prêmios e reconhecimentos. A professora Ana Rita Coimbra, finalista Prêmio CAPES de Tese 2024, foi apoiada pela Fundect e reforça a importância do vínculo entre universidade e comunidade:
“Esse reconhecimento é muito especial, porque valoriza o trabalho que nós desenvolvemos em equipe há mais de 20 anos, com as populações em situação de vulnerabilidade. Ver o nosso trabalho, nosso esforço sendo reconhecido, mostra que nós estamos no caminho certo e nos motiva a seguir em frente, aproximando cada vez mais a academia, o serviço de saúde e a comunidade”, frisa.
Na área agrícola, o apoio da Fundect também vem garantindo avanços importantes. A pesquisadora Larissa Teodoro foi a vencedora da edição 2024 do prêmio “’Fundação Bunge – Prêmio Jovem Cientista’, na categoria ‘Agricultura Sustentável’.
“O apoio da Fundect foi fundamental para eu receber essa premiação. Esses recursos financeiros são vitais para desenvolvermos tecnologias voltadas para a sustentabilidade na agricultura”, afirma Larissa Teodoro, pesquisadora da UFMS.
Olhando para o futuro
O diretor-presidente da Fundect, Márcio de Araújo Pereira, afirma que a meta é manter o ritmo de expansão e ampliar o alcance dos resultados.
“Nosso compromisso foi e continuará sendo o de consolidar um ecossistema sustentável de ciência, tecnologia e inovação em Mato Grosso do Sul. Trabalhamos para que cada real investido gere oportunidades, conecte talentos e produza resultados que cheguem à sociedade. Também ampliamos nossa atuação internacional, garantindo que o conhecimento gerado aqui dialogue com o mundo e responda às demandas do Estado, especialmente nas áreas de saúde, agro, sustentabilidade e inclusão social”, destacou.
Para ampliar a inclusão de mulheres com câncer de mama no mercado de trabalho, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta quarta-feira (15) projeto que cria uma certificação para empresas que estimulem a contrataçãode trabalhadoras com a doença. O texto recebeu parecer favorável da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e segue para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
O PL 5.608/2023, da deputada Maria Rosas (Republicanos-SP), cria o Programa Empresa Rosa e o Selo Rosa, voltados à inclusão e reinserção no mercado de trabalho de mulheres diagnosticadas com câncer de mama, em tratamento contra a doença ou em período de espera de remissão. As empresas que participarem do programa poderão ser certificadas com o selo e receber benefícios.
O programa será implementado em parceria com órgãos e entidades da administração pública federal, estadual e municipal. O objetivo será promover a conscientização sobre a inclusão e reinserção das mulheres com câncer de mama e apoiar a implantação de práticas e políticas inclusivas.
As empresas participantes deverão desenvolver ações como processo de seleção não discriminatório e com igualdade de oportunidades. Também deverão ofertar condições de trabalho adequadas às necessidades da mulher e poderão flexibilizar o regime de trabalho das contratadas, por meio de trabalho remoto, jornada de trabalho reduzida e garantia de estabilidade no emprego. Essas medidas não poderão resultar em redução de remuneração.
O projeto estabelece ainda que as empresas deverão promover ações de conscientização no ambiente de trabalho para prevenção e diagnóstico precoce do câncer.
Selo Rosa
O Selo Rosa será concedido às empresas participantes do programa que cumprirem os requisitos previstos e terá validade de dois anos, renovável por igual período. O selo reconhecerá a relevância social da empresa e incentivará a adoção de medidas protetivas para as trabalhadoras com câncer de mama.
Para obtê-lo, as empresas deverão ter mais de 10 empregados, adotar políticas de contratação e reinserção de mulheres com câncer de mama e apresentar relatório anual de atividades.
A certificação será realizada por uma comissão composta de representantes do governo, do setor privado e da sociedade civil. Além de reconhecimento público e acesso a programas de capacitação e orientação, as empresas certificadas poderão utilizar o selo em suas publicidades. O selo poderá ser revogado, caso a empresa descumpra a legislação trabalhista durante o período de concessão.
Preconceito no trabalho
Damares destacou que o projeto é importante para evitar o preconceito, que muitas vezes acaba fazendo com que o diagnóstico seja um veredito final a respeito da capacidade laboral da mulher. Segundo ela, quem sofre com a doença em geral não fica incapacitada. Cerca de 64% das mulheres recuperadas retornam ao trabalho em até dois anos, argumentou:
— Em síntese, a proposição busca traduzir os avanços da medicina, que possibilitam a cura das mulheres, em uma ferramenta de combate aos preconceitos que dificultam a correta avaliação da capacidade laboral de mulheres que tiveram ou ainda têm a doença.
A senadora Ivete da Silveira (MDB-SC), que descobriu e venceu um câncer de mama há dois anos, elogiou a iniciativa e alertou para a importância dos exames preventivos.
— Dou um conselho a todas as mulheres com mais de 40 anos: façam a mamografia. É uma doença silenciosa, você não sente nada. Eu tive uma surpresa muito grande quando descobri.
Após indicação apresentada em abril deste ano pelo deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), 1º secretário da Assembleia Legislativa, o Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a isenção dos municípios do pagamento das taxas cobradas pela Junta Comercial (Jucems).
A medida entrou em vigor nesta segunda-feira (13), com a Lei Estadual nº 6.483/2025, sancionada pelo governador em exercício Barbosinha, que inclui as prefeituras na lista de órgãos públicos beneficiados pela gratuidade dos serviços da Jucems, como emissão de certidões e outros documentos.
Com a nova lei, as 79 prefeituras de Mato Grosso do Sul passam a ter direito ao benefício, garantindo isonomia de tratamento entre os entes federados. Antes, a gratuidade era restrita a órgãos e entidades dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário dos Estados, do Distrito Federal e da União.
A proposta surgiu a partir de uma demanda apresentada pela Assomasul, e resultou no Projeto de Lei 192/2025, encaminhado à Assembleia Legislativa pelo governador Eduardo Riedel e aprovado pelos deputados estaduais na quarta-feira (8).
Para o deputado Paulo Corrêa, a decisão representa um importante avanço para o fortalecimento do municipalismo em Mato Grosso do Sul. “Essa é uma medida que demonstra, mais uma vez, a sensibilidade e o compromisso do governador Eduardo Riedel com o municipalismo. Nosso pedido foi feito com base em uma demanda legítima dos prefeitos, e o Governo entendeu a importância de garantir tratamento isonômico entre os entes públicos”, disse Corrêa.
Com a mudança, as prefeituras poderão economizar recursos e agilizar trâmites administrativos, reforçando o compromisso do Estado com uma gestão pública mais eficiente e integrada. “Essa isenção fortalece as gestões municipais, desburocratiza processos e contribui para o desenvolvimento de todo o Mato Grosso do Sul”, finalizou o parlamentar.
A Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul) registrou a abertura de 1.058 novas empresas no mês de setembro. O número é recorde para o mês e vem em uma sequência de nove meses em que a soma mensal dos registros de empresas fica acima de mil, um indicativo do vigor da economia sul-mato-grossense, conforme avaliação do presidente da Junta, Nivaldo Rocha.
“Comprovadamente o Estado vem num sistema acelerado de crescimento econômico, e mantendo o ritmo da série histórica a gente acredita que vamos terminar o ano superando a marca de todos os tempos de registro empresarial em Mato Grosso do Sul”, afirmou Rocha.
O setor de Serviços continua concentrando a maioria dos negócios. Foram abertas 764 empresas com essa finalidade no Estado em setembro. Já o setor de Comércio ganhou outras 266 empresas e a Indústria, 28.
Na distribuição por CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica), que são os subsetores da economia, os resultados principais são os seguintes: Holding de Instituições Não-Financeiras (41), Serviços Combinados de Escritório e Apoio Administrativo (35), Transporte Rodoviário de Carga, Exceto Produtos Perigosos e Mudanças, Intermunicipal, Interestadual e Internacional (25), Construção de Edifícios (23), Atividade Médica Ambulatorial Restrita a Consultas (23), Atividade Odontológica (23), Treinamento em Desenvolvimento Profissional e Gerencial (21), Criação de Bovinos para Corte (20), Restaurantes e Similares (20), Atividades de Condicionamento Físico (20).
Esse é o nono mês consecutivo do ano em que a Jucems ultrapassa o número de mil registros mensais de empresas. Em 2024 essa marca só foi atingida em dois meses – abril e julho. Por conseguinte, o saldo de empresas abertas até setembro já chega a 10.248. São 7.708 novas empresas do setor de Serviços, 2.184 do Comércio e 356 da Indústria abertas em 2025 em Mato Grosso do Sul até setembro.
Na distribuição regional, Campo Grande concentrou a maior fatia de novas empresas no mês passado: 454, o que representa 42,91% do total. Em seguida vem Dourados, a segunda maior cidade do Estado, com 130; depois Três Lagoas (58), Ponta Porã (31), Naviraí (28), Nova Andradina (23), Maracaju (22), Corumbá (21), Chapadão do Sul (20) e Sidrolândia, fechando o ranking das 10 primeiras colocadas, com 16 novas empresas.
João Prestes, Comunicação Semadesc
Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo