O 1º secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, deputado estadual Paulo Corrêa (PSDB), participou nesta segunda-feira (10) de uma audiência pública que debateu o uso da tecnologia no tratamento do diabetes tipo 1 e a ampliação do acesso aos sensores de glicose como política pública de saúde. O encontro, promovido pelo vereador Ronilço Guerreiro (Podemos), reuniu pacientes, familiares e profissionais da área da saúde.
Durante a audiência, o vereador explicou que articulou, junto aos demais parlamentares da Câmara Municipal de Campo Grande, uma emenda impositiva no valor de R$ 500 mil para o fornecimento de sensores de glicose contínuos a um grupo de pacientes com diabetes tipo 1. O objetivo é substituir os furos diários nos dedos por um método mais moderno e menos doloroso, garantindo monitoramento mais preciso e melhor qualidade de vida.
Em sua fala, Paulo Corrêa reforçou o compromisso da Assembleia Legislativa em ampliar o debate sobre o tema e levar a proposta para todo o Estado.
“Essa iniciativa é um exemplo de como a tecnologia pode transformar vidas. Estamos falando de pessoas que enfrentam, todos os dias, a dor e as limitações de uma doença crônica. Garantir o acesso aos sensores de glicose é garantir mais autonomia, liberdade e qualidade de vida para esses pacientes. Queremos que esse cuidado chegue não só à Capital, mas também aos 78 municípios de Mato Grosso do Sul”, destacou o parlamentar.
Corrêa e Guerreiro aplicaram o sensor de gligose para medição da insulina
O deputado também ressaltou a importância do olhar humano nas decisões de política pública. “Quando olhamos nos olhos das pessoas e ouvimos suas histórias, entendemos que saúde pública é mais do que números, é sobre dignidade, é sobre viver melhor. Vamos continuar trabalhando para que a tecnologia esteja a serviço da vida e chegue a quem mais precisa”, afirmou.
A audiência contou ainda com o depoimento de pacientes de diferentes faixas etárias, que relataram as dificuldades do tratamento convencional e a melhora significativa na qualidade de vida após o uso dos sensores de glicose. Para o deputado, esses relatos reforçam a importância de transformar a experiência dos pacientes em políticas públicas efetivas.
“Ouvir essas histórias nos motiva a agir. Cada depoimento mostra que estamos no caminho certo ao defender o uso da tecnologia na saúde. Nosso papel é garantir que todos tenham acesso a esses avanços, porque cuidar bem das pessoas é oferecer a elas mais liberdade, mais conforto e mais dignidade”, finalizou Corrêa.
A endocrinologista Dra. Bianca Rahal Paraguassu destacou que o uso de novas tecnologias tem revolucionado o manejo da doença e proporcionado maior segurança e conforto aos pacientes. Segundo ela, o sensor de glicose é um monitor que permite acompanhar os níveis de glicose em tempo real, auxiliando o paciente a tomar as medidas necessárias para manter o controle da doença.
“No caso do diabetes tipo 1, o organismo não produz insulina, um hormônio essencial para a vida. O sensor faz a medição contínua da glicose, permitindo ajustar a dose de insulina conforme a necessidade de cada momento”, explicou.
Paulo Corrêa ressaltou que a iniciativa deve abrir caminho para novas políticas públicas voltadas ao tratamento do diabetes em todo o Estado.
“A tecnologia existe, o conhecimento existe, agora precisamos garantir o acesso. O que está em jogo é qualidade de vida. E o nosso compromisso é seguir lutando para que o cuidado com as pessoas venha sempre em primeiro lugar”, concluiu o deputado.
Nem o frio e nem a chuva que mudaram o tempo repentinamente conseguiu desanimar quem estava decidido a encarar o desafio do Empretec Indígena, na aldeia Marangatu, em Antônio João (MS). O seminário realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania, em parceria com o Sebrae e apoio da Prefeitura de Antônio João, terminou no último sábado (1º), com histórias que mostram como o conhecimento pode transformar vidas e gerar renda.
Uma das participantes que mais se destacou foi a professora de Química, Jéssica Barbosa de Carvalho, de 32 anos. No início, ela nem pensava em fazer o curso. “Eu falei pro professor: ‘pra que eu vou fazer se não tenho nada pra vender’?”, relembra. Desafiada pelos colegas, acabou aceitando o convite, e saiu do Empretec com uma nova visão.
“Eu entendi que empreender é muito mais do que vender alguma coisa. É sobre atitude, persistência, comprometimento. Aprendi que o medo é o que mais impede a gente de tentar”, contou.
Durante a formação, Jéssica integrou o grupo responsável pela “Estação do Sorvete”, uma empresa criada dentro do seminário para simular um negócio real. A ideia inicial era abrir uma sorveteria, mas o frio e a chuva dos primeiros dias mudaram os planos. “A gente pensou: se o tempo muda, o cardápio também pode mudar. Então criamos a Estação do Sabor, pra vender de tudo um pouco: doce, caldo, pocheirada”, explicou.
De casa em casa, o grupo enfrentou o barro, a chuva e o cansaço para oferecer seus produtos na comunidade. O resultado surpreendeu até as próprias empreendedoras.
“A gente começou entregando embaixo de chuva, e mesmo assim deu certo. Em cinco dias, faturamos R$ 2.408, quase metade do salário que eu ganho como professora. Isso mostrou que é possível, que a gente tem cabeça e capacidade pra fazer acontecer”, comemorou Jéssica.
E para quem nunca havia batido de porta em porta e achava que poderia ser até humilhante tentar vender alguma coisa, o exercício foi transformador. “Percebi que eu consigo convencer as pessoas, consigo fazer acontecer. Agora quero continuar com o projeto”, disse.
No encerramento, analista que conduziu a formação fala que a partir daquele momento, novas ideias florescem. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
Empretec Indígena
Criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) e aplicado no Brasil pelo Sebrae, o Empretec é uma metodologia que desenvolve o comportamento empreendedor.
Desde 2024, o Governo do Estado passou a realizar a versão “Indígena”. Inédito no País, o primeiro foi realizado em abril do ano passado, com os Ofaié, no município de Brasilândia.
Durante seis dias intensos, os participantes vivenciam desafios práticos e reflexões que estimulam a autoconfiança, a capacidade de planejamento e a busca por resultados. Voltado a despertar o potencial e transformar atitudes, o Empretec propõe uma verdadeira imersão para quem deseja empreender com propósito e protagonismo.
No encerramento do seminário realizado na Marangatu, em Antônio João, o analista do Sebrae e facilitador Empretec, Francisco Júnior, falou sobre o significado simbólico da formação e a importância de os participantes reconhecerem sua própria força.
“Vamos dizer que este é o encerramento de uma maneira de viver que vocês estavam levando até agora — e o início de algo novo, de um tempo em que vocês vão poder dizer: valeu a pena mudar, essa experiência chegou na hora certa. E o mais importante é lembrar que as únicas pessoas que podem dizer se vocês podem ou não fazer algo, são vocês mesmos. Todos os dias, olhem para si e digam: eu consegui chegar até aqui, imagina o que posso alcançar daqui pra frente”, provocou Francisco.
Na semana que passaram juntos, imersos no aprendizado do empreendedorismo, o grupo de 27 indígenas venceram desafios, e nas palavras do analista, superaram a si mesmos. “Mesmo com chuva, barro e cansaço, vocês persistiram. Isso é força, é resiliência, é acreditar. A partir de agora, a vida e a condução são de vocês. Perguntem-se sempre: o que posso fazer melhor do que ontem? O que posso fazer para que minha comunidade cresça comigo?”, completou.
O subsecretário de Políticas Públicas para Povos Originários, Fernando Souza, destacou a emoção de ver o brilho nos olhos dos participantes e a importância de levar o programa para dentro das aldeias:
“Eu estou muito feliz por vocês. Quando estive aqui no primeiro dia, vi nos rostos uma certa dúvida sobre o que seria o Empretec. Hoje, apesar do cansaço, vejo um brilho nos olhos, e isso nos alegra muito”, afirma.
Em nome do Governo do Estado, Fernando contextualizou como foi o processo de trazer o Empretec para dentro do território indígena. “Vencemos muitas barreiras, porque acreditamos no potencial e na força de trabalho de vocês. Enfrentamos resistências, ouvimos questionamentos, como por exemplo: ‘por que levar o Empretec para uma comunidade indígena?’, mas seguimos firmes, porque sabemos que temos capacidade de crescer. Eu sou prova disso. A gente pode evoluir, melhorar de vida, sem deixar de ser quem somos: Guarani, Kaiowá, Terena, Ofaié. O que queremos é ver o nosso povo crescendo, se fortalecendo e construindo um futuro melhor.”
A vereadora do município de Antônio João, liderança da Terra Indígena Marangatu e também participante do Empretec, Inaye Lopes reforçou que o seminário é a realização de um sonho antigo.
“Esse curso era um sonho nosso desde o início. A comunidade precisava de uma formação que mostrasse como usar o território de forma produtiva e sustentável. Agradeço aos participantes que acreditaram e se inscreveram, mesmo com as dificuldades. Tivemos jovens, acadêmicos e até o seu Carlos, com 78 anos, que nos dá um exemplo lindo de que nada é impossível quando a gente quer. Que venham mais cursos como este para fortalecer nossa juventude e o nosso território.”
Entre os participantes, um exemplo de união familiar chamou atenção. Pai e filha decidiram transformar o aprendizado em negócio real. Durante o curso, Adão Benites, que é diretor da escola onde o seminário aconteceu, e a herdeira Karine Benites, criaram uma empresa fictícia que já é uma realidade.
“A ideia é vender doces, carne assada, frango caipira e caldos, produtos que já fazíamos antes. Agora, com o que aprendemos, ganhamos confiança para abrir de verdade a Soberana S.A., junto com minha esposa Cleusa e meu genro Adelso”, conta o morador da localidade Soberana, uma das 12 divisões da Aldeia Marangatu.
O nome da empresa vem do próprio lugar onde vivem, Soberana, e simboliza o orgulho de empreender com raízes fincadas na terra indígena que os viu crescer.
Realizado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado da Cidadania, em parceria com o Sebrae/MS e com apoio das prefeituras municipais, o Empretec Indígena faz parte de uma agenda que valoriza o empreendedorismo como ferramenta de autonomia e transformação social. Novas edições já estão confirmadas em outros territórios indígenas e, de forma inédita no Estado, será realizado também o primeiro Empretec Quilombola, em Nioaque, ampliando o alcance da formação e reafirmando o compromisso com o fortalecimento das comunidades tradicionais.
No encerramento, todos os alunos com o certificado de conclusão do Empretec. (Foto: Paula Maciulevicius/SEC)
Uma economia sólida e em pleno crescimento, com perspectiva de chegar a marca de 5% de aumento no PIB (Produto Interno Bruto) em 2025, um dos maiores índice do Brasil, regionalmente puxado por uma expressiva evolução do PIB agropecuário: 17,2%. Os números acima deixam claro o quanto a economia sul-mato-grossense está avançando e quão importante é o agronegócio para esse resultado. Contudo, há perguntas-chave a serem respondidas: como Mato Grosso do Sul conquistou tudo isso? O meio ambiente foi conservado?
São justamente essas respostas que serão apresentadas ao mundo nas próximas duas semanas em Belém (PA), capital paraense que recebe a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a popular e midiática COP30. O evento conta com a presença de autoridades globais, e Mato Grosso do Sul marca seu espaço participando de diversos painéis. Os principais representantes do Estado serão o governador Eduardo Riedel, o secretário Jaime Verruck (Meio Ambiente e Desenvolvimento) e o adjunto Artur Falcette.
A experiência única do Estado ao conseguir aliar um incontestável avanço econômico – sendo este um gerador de empregos e garantidor de renda para a população, fazendo assim o mercado girar cada vez mais – com medidas de conservação ambiental chamam a atenção globalmente e de especialistas do setor. Além da conservação da flora e fauna existente, Mato Grosso do Sul lidera um trabalho vanguardista de balanço de carbono, que de forma sucinta significa a neutralização das emissões de gases do efeito estufa feitas regionalmente.
O MS Carbono Neutro 2026 é um audacioso plano do Governo de Mato Grosso do Sul que encabeça todo um amplo conceito aplicado em todas as ações governamentais, em especial às que envolvem meio ambiente e produção econômica. A ideia é que até o final dessa década o Estado siga crescendo do ponto de vista econômico-social sem que haja aumento dos gases poluentes na atmosfera. Isso seria possível a partir do balanço de carbono, fazendo uso de técnicas de retenção de carbono e de maior eficiência produtiva.
MS recebeu no fim de setembro a Pré-COP30 Bioma Pantanal e abordou vários temas ambientais
Já com um inventário completo de emissões fechado, Mato Grosso do Sul lançou mão do que há de mais avançado na ciência e inovação ambiental para iniciar uma “revolução silenciosa”, como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) classificou o trabalho encabeçado pelo Governo do Estado, produtores e institutos parceiros locais.
Agrizone: trabalho de MS apresentado para o mundo
As iniciativas de referência adotadas por Mato Grosso do Sul na agropecuária de baixo carbono estarão expostas no espaço Agrizone, mantido pela Embrapa, onde na quinta-feira (13) o governador Riedel e o secretário Verruck irão explicar toda a dinâmica de governança ambiental e desenvolvimentista, elaboração de projetos, metas e desafios da execução dos mesmos.
Entre os números a serem apresentados, por exemplo, está a expansão expressiva no setor florestal com crescimento de 500% na área plantada em uma década. A ação direta do Estado foi fundamental para atrair, recentemente, mais de R$ 70 bilhões em investimentos privados, consolidando-se como o maior polo de celulose do país.
Outro ponto que pode ser usado para exemplificar o trabalho no Estado é a capacidade de promover ‘investimentos verdes’, como acontece com o FCO Verde, linha de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) voltada para projetos com foco em sustentabilidade e mitigação de impactos ambientais. De 2019 a2024, essa linha de crédito sustentável foi responsável pela injeção de R$ 360 milhões na agricultura de baixo carbono.
Essa e outras iniciativas que serão apresentadas em Belém resultam em um ecossistema integrado combinando base científica sólida, incentivos fiscais e linhas de crédito, complementados ainda com políticas públicas estruturantes e uma integração entre Governo, universidades, institutos de pesquisas e setor produtivo.
Além da participação na Agrizone, o governador Eduardo Riedel participa também na quinta-feira de um painel na Green Zone da Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente), onde discute a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e o papel dos estados em sua execução, enquanto Verruck estará no painel ‘Inovação e Inteligência Ambiental: Tecnologia
a Serviço da Sustentabilidade’, também da Abema.
Já na quarta-feira (12), Riedel é um dos líderes que estarão à frente de painel no Espaço FNP (Frente Nacional dos Prefeitos). Lá, ele abordará a importância de fortalecer o papel dos governos subnacionais – prefeituras e governos estaduais, no caso do Brasil – na governança climática internacional, assumindo assim voz ativa também nas discussões globais.
Enquanto isso, o programa de PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) adotado em Mato Grosso do Sul será apresentado na sexta-feira (14) por Jaime Verruck na Casa da Biodiversidade e Clima, montada pela Abema em Belém na sede do ITV ( Instituto Tecnológico do Vale). Jaime conversará sobre a indução de mudança de comportamento pelo incentivo financeiro.
Nyelder Rodrigues, Comunicação Governo de MS Fotos: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Reforçando o compromisso com o desenvolvimento regional e o fortalecimento do municipalismo, o Governo de Mato Grosso do Sul entregou nesta sexta-feira (7) um conjunto de obras estruturantes no município de Pedro Gomes, que transformam a paisagem urbana e elevam a qualidade de vida da população. As ações fazem parte do Programa MS Ativo – Municipalismo, principal instrumento de parceria entre o Estado e os 79 municípios sul-mato-grossenses.
Com investimento de R$ 8,9 milhões do Governo do Estado, o asfalto chegou para os moradores do Bairro São Francisco, em Pedro Gomes. A obra, entregue oficialmente à população pelo governador Eduardo Riedel, é fruto direto do MS Ativo – Municipalismo, que prioriza infraestrutura urbana e integração social.
O governador Eduardo Riedel enfatizou os investimentos em infraestrutura, saneamento e rodovias que estão transformando Pedro Gomes e fortalecendo a integração regional. Segundo ele, as obras em execução e os novos projetos visam garantir mais qualidade de vida, competitividade econômica e desenvolvimento sustentável para o município e todo o Estado.
“Pedro Gomes vive um momento de transformação. Estamos avançando para entregar um município 100% pavimentado, com saneamento universalizado até 2028. São mais de R$ 12 milhões investidos em obras de esgoto, pavimentação e melhorias urbanas que mudam a realidade das pessoas. No início do próximo ano, daremos a ordem de serviço para pavimentar as rodovias MS-213 e MS-215, que vão fortalecer a ligação com o Mato Grosso e abrir novas oportunidades para a produção e o desenvolvimento da região. É dessa forma, com planejamento e parcerias, que construímos um Mato Grosso do Sul mais integrado e próspero”.
Foram implantados 1.327,30 metros de drenagem e 33.101,96 m² de pavimentação asfáltica, beneficiando as seguintes vias: Avenida São Jerônimo (principal via de acesso), Avenida José Mendes Fontoura (que interliga à MS-418), Rua Maria Abadia Bandeira, Rua Archângela Mourão Fontoura, Rua Antônia dos Santos Mourão, Rua Antônio João Ferreira, Rua Viriato da Cruz Bandeira, Rua José da Cruz Bandeira, Rua Juscelino Kubitschek de Oliveira, Rua Getúlio Vargas, Rua S. Ferreira e Rua Tito C. Sá.
Centro e Bairro Radiante ganham novo visual urbano
Outra frente de obras contemplou o Centro e o Bairro Radiante, com restauração asfáltica em diversas ruas e implantação de drenagem de águas pluviais, totalizando R$ 4,9 milhões em investimentos. As melhorias ampliam a mobilidade urbana, reduzem pontos de alagamento e garantem mais segurança e conforto aos moradores.
Já no Bairro Nova Era, o Governo do Estado investiu R$ 7,8 milhões em serviços de pavimentação e drenagem de águas pluviais. Foram implantados 24.768,66 m² de asfalto em trechos das ruas Marechal Rondon, Pedro Pedrossian, Fernando Corrêa da Costa, Costa e Silva, Castelo Branco, Bahia, Virgílio da Silva e Maria N. Oliveira, além da Avenida São Jerônimo. As obras ampliam o acesso, valorizam os imóveis e melhoram a mobilidade urbana local.
Pontes rurais garantem mais segurança e integração
Para aumentar a segurança dos motoristas e o escoamento da produção rural, o Governo do Estado investiu R$ 3,2 milhões na construção de duas pontes de concreto em rodovias vicinais de Pedro Gomes. A primeira, sobre o Rio Piquiri, tem 25 x 6 metros e recebeu investimento de R$ 1.904.724,80, sendo concluída em novembro de 2024.
A segunda, sobre o Córrego Boa Vista, mede 20 x 6 metros, com recursos de R$ 1.339.269,95, concluída em março de 2023. Ambas foram executadas pela Seilog (Secretaria de Infraestrutura e Logística) e representam avanços significativos na conectividade entre comunidades rurais e áreas produtivas.
Saneamento ampliado pela Sanesul
Encerrando o ciclo de investimentos, o Governo do Estado, por meio da Sanesul, aplicou R$ 12,7 milhões na ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Pedro Gomes, concluída em setembro de 2024.
O prefeito de Pedro Gomes, Murilo Vaz Silva, destacou os avanços do município em obras de infraestrutura e reafirmou o compromisso da gestão com o desenvolvimento local. Segundo ele, as ações em andamento refletem o esforço conjunto entre a administração municipal, o Governo do Estado e a bancada federal, com foco na melhoria da qualidade de vida da população.
“Pedro Gomes é uma terra abençoada, e mesmo diante dos desafios normais de uma gestão, seguimos no caminho certo. Já realizamos micro-revestimento em bairros importantes, recuperamos vias e conquistamos novos veículos para o transporte público. Nosso compromisso é continuar trabalhando com responsabilidade e dedicação para que a cidade avance ainda mais”.
O investimento, integrante do Programa Avançar Cidades, incluiu melhorias na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), a execução de 18,6 quilômetros de rede coletora, 939 ligações domiciliares, uma estação elevatória e 1,5 km de linha de recalque. Os bairros beneficiados foram o Jardim Nova Esperança, Gaspar de Oliveira Campos, as mediações do Sol Nascente e grande parte do Centro.
Com foco na valorização dos espaços urbanos e na melhoria da qualidade de vida, o Programa MS Ativo 1 já soma R$ 1,5 bilhão em obras finalizadas, em execução ou em análise nos municípios de Mato Grosso do Sul.
O MS Ativo 2, por sua vez, projeta R$ 995 milhões em investimentos até 2027, assegurando a continuidade das ações de infraestrutura em todas as regiões.
Além disso, o Estado conta com R$ 500 milhões adicionais em obras em execução e previstas em parceria com a bancada federal, com recursos provenientes da Sudeco, PAC, Focem, Funasa e transferências especiais. Somados, os investimentos do MS Ativo chegam a R$ 3 bilhões, consolidando o maior programa de desenvolvimento municipal já implementado no Estado.
Paralelamente, há ainda R$ 676 milhões em obras civis — finalizadas, em andamento e planejadas — acompanhadas tecnicamente pela Agesul nas áreas de saúde, segurança pública, esporte, cultura, lazer e cidadania, reafirmando o compromisso do Governo do Estado em promover infraestrutura, qualidade de vida e desenvolvimento equilibrado em todo o território sul-mato-grossense.
Participaram da agenda em Sonora, o secretário da Casa Civil, Walter Carneiro Júnior, parlamentares das bancadas estadual e federal, vereadores e prefeitos da região.
Alexandre Gonzaga, Comunicação do Governo de MS Fotos: Saul Schramm/Secom
O Governo de Mato Grosso do Sul consolidou uma nova estratégia de desenvolvimento regional baseada no Municipalismo Ativo, modelo que direciona investimentos e ações estruturantes para todos os municípios, com foco na redução de desigualdades, modernização dos serviços públicos e melhoria da qualidade de vida da população. A iniciativa integra obras, programas sociais e expansão econômica, garantindo que o crescimento do Estado seja equilibrado, inclusivo e sustentável.
O conjunto de ações permite que cada município se beneficie diretamente dos resultados do planejamento estadual, abordagem que reforça a importância de um desenvolvimento descentralizado, capaz de atender às especificidades locais e gerar impactos efetivos na vida das pessoas.
Entre os resultados, destaque para a saúde, que passa por um ciclo de modernização com a implantação de uma nova arquitetura na área, responsável pela reorganização do atendimento regional e o fortalecimento da estrutura do SUS no Estado.
Este redesenho inclui mudanças em curso nos hospitais regionais, como a reestruturação do HRMS por meio de uma Parceria Público-Privada que ampliará a capacidade de 362 para 577 leitos. Essa PPP, que também irá otimizar a infraestrutura da unidade e implementar soluções sustentáveis e de automação, deve ser consolidada com o leilão agendado para o dia 04 de dezembro, na B3 em São Paulo.
Em relação aos repasses, foi registrado um incremento de 75,39%, saltando de R$ 680,5 milhões em 2019 para R$ 1,19 bilhão em 2025 (dado consolidado até a primeira quinzena de outubro), o que inclui apoio a ações, serviços de saúde e atenção primária, além do programa MS Saúde, que reduz filas de consultas, exames e cirurgias eletivas e também contempla os hospitais regionais e municipais, que recebem a maior parcela dos recursos governamentais.
A inovação tecnológica é outro destaque. O programa de Saúde Digital foi expandido e o número de teleatendimentos (teleconsultas, telediagnósticos e teleducação) apresentou crescimento expressivo 370%, saltando de 21.749 em 2022 para 81.135 em 2025. Avanço que representa a ampliação do acesso da população aos serviços especializados e reduz deslocamentos desnecessários.
Outro impulso importante é a expansão dos centros de hemodiálise, que operam atualmente com 555 máquinas distribuídas em macrorregiões, garantindo atendimento mais próximo das cidades, reduzindo deslocamentos e promovendo melhoria na qualidade de vida dos pacientes renais crônicos.
Esses investimentos reforçam a capacidade do Estado em oferecer serviços de saúde de excelência e elevam Mato Grosso do Sul ao patamar de referência nacional, a exemplo da nota máxima alcançada em cobertura vacinal no Ranking de Competitividade dos Estados 2025, divulgado pelo CLP (Centro de Liderança Pública).
Redução de desigualdades e fortalecimento das famílias
O mesmo modelo de gestão que moderniza a saúde e orienta o desenvolvimento regional também tem promovido transformações profundas na área social, que vem registrando resultados expressivos no combate à pobreza e na proteção das famílias em situação de vulnerabilidade.
Com ações articuladas entre Estado e municípios, o MS alcançou avanços significativos: 34 mil lares deixaram a insegurança alimentar em 2024 e o Estado obteve o 6º menor índice do país (18,5%). Além disso, a extrema pobreza caiu 25% entre 2022 e 2023 — de 2,7% para 2% — retirando mais de 56 mil pessoas dessa condição, segundo o IBGE.
Somente nos últimos 2 anos (2023 e 2024), mais de 25 mil famílias beneficiárias do Mais Social devolveram o cartão por terem melhorado a renda e não precisarem mais do auxílio — resultado direto da combinação entre assistência social, emprego e desenvolvimento regional. Hoje, o Mais Social continua amparando quem mais precisa, atendendo mais de 39 mil famílias, ao lado de programas que formam uma grande rede de proteção: a Cesta Indígena garante alimentação a 20 mil famílias em 86 aldeias de 27 municípios.
No Conta de Luz Zero são beneficiadas mais de 29 mil famílias, e o Cuidar de Quem Cuida concede apoio a aproximadamente 1.700 cuidadores de pessoas com deficiência. Na educação, o MS Supera assegura a permanência de 2.000 estudantes de baixa renda no ensino técnico ou superior.
A Sead também modernizou a política de assistência com a busca ativa, que permitiu incluir mais de 3.100 novas famílias no Mais Social, e integrou os beneficiários ao MS Qualifica, criando oportunidades de emprego e renda. O objetivo é claro: fortalecer a rede de proteção, ampliar a autonomia das famílias e fazer de Mato Grosso do Sul o primeiro estado brasileiro a erradicar a extrema pobreza.
“Sou mãe de cinco crianças e, no momento mais difícil da minha vida, fui acolhida. Com os R$ 450 do Mais Social, eu garanto o leite, o feijão e o arroz de cada dia, e não deixo faltar o gás para cozinhar o que eles precisam. Esse apoio chegou quando eu mais precisava e me deu força para seguir. Hoje, meus filhos, de 1 a 12 anos, têm o que comer, e isso não tem preço. ” — Maria Luzia da Silva, beneficiária do Mais Social.
Investimentos estruturantes para o desenvolvimento regional
O avanço social caminha em sintonia com outro pilar estratégico do Municipalismo Ativo: os investimentos em infraestrutura. O Governo entende que políticas sociais sólidas precisam estar acompanhadas de obras estruturantes capazes de gerar oportunidades, ampliar a competitividade e reduzir desigualdades regionais. Essa visão posiciona Mato Grosso do Sul entre os estados que mais investem no país, ocupando a 6ª colocação nacional em investimento público, segundo o Centro de Liderança Pública (CLP).
Entre 2023 e 2025, o Estado já garantiu um ciclo expressivo de entregas, com mais de R$ 2 bilhões investidos em infraestrutura rodoviária. Deste montante, R$ 1,5 bilhão foi alocado na pavimentação de 1.153 quilômetros e outros R$ 511 milhões aplicados na restauração de 517 quilômetros de rodovias estaduais.
O planejamento, entretanto, não para por aí. Para os anos de 2026 e 2027, o Governo de Mato Grosso do Sul já estrutura um novo ciclo de investimentos, com R$ 3,1 bilhões previstos para obras rodoviárias — sendo R$ 1,7 bilhão destinados à pavimentação de 394 quilômetros e R$ 1,3 bilhão para a restauração de mais de 1.030 quilômetros de estradas estaduais.
Esse conjunto de intervenções traduz o compromisso do Estado em promover o desenvolvimento econômico, fortalecer a conectividade regional e aprimorar a logística rodoviária, além de encurtar distâncias e impulsionar um Mato Grosso do Sul mais competitivo e pronto para crescer.
Prefeito de Nova Andradina, Leandro Fedossi (Foto: Max Arantes/Casa Civil)
Entre as obras estruturantes que simbolizam esse esforço, destacam-se a restauração da MS-436 (Camapuã–Figueirão), a MS-338 (Camapuã–Ribas do Rio Pardo) e os avanços na Hidrovia do Rio Paraguai — eixo logístico que deve reduzir custos de transporte, fortalecer o agronegócio e abrir uma nova fronteira de integração com o continente.
Parte significativa desses resultados se deve à força do programa MS Ativo Municipalismo, que em sua primeira etapa somou R$ 1,5 bilhão em obras finalizadas, em execução e com projetos em análise. Já o MS Ativo 2 projeta R$ 995 milhões em investimentos até 2027, garantindo a continuidade das ações em todas as regiões de Mato Grosso do Sul.
Esse movimento ganha ainda mais robustez com os R$ 500 milhões adicionais em obras executadas ou planejadas em parceria com a bancada federal, por meio de recursos da Sudeco, PAC, Focem, Funasa e transferências especiais. Somados, os investimentos do MS Ativo chegam a R$ 3 bilhões, contemplando os 79 municípios sul-mato-grossenses.
De forma complementar, a Seilog destaca a execução de R$ 676 milhões em obras civis — finalizadas, em andamento e planejadas — acompanhadas tecnicamente pela Agesul nas áreas de saúde, segurança pública, esporte, cultura, lazer e cidadania. Esse conjunto de ações reafirma o compromisso do Governo do Estado em promover infraestrutura de qualidade, elevar o bem-estar e garantir um desenvolvimento equilibrado para toda a população.
Outra frente decisiva é o saneamento básico. Com 74% de cobertura atual e previsão de universalização até 2028, Mato Grosso do Sul está prestes a se tornar o primeiro estado do país com cobertura total — resultado que representa saúde preventiva, valorização urbana e proteção ambiental. O sistema já retirou dos rios o equivalente a 27 mil piscinas olímpicas de esgoto, fruto de R$ 1,193 bilhão investido entre 2023 e 2025.
Na prática, esses investimentos se traduzem em melhorias diretas na vida das pessoas. Em Nova Andradina, por exemplo, os resultados já são percebidos no cotidiano. O prefeito Leandro Fedossi destaca obras que mudam a realidade local.
“Somente aqui, são aproximadamente R$ 30 milhões em obras anunciadas pelo Governo do Estado. São R$ 15 milhões na contenção e recuperação da MS-473, R$ 12 milhões em pavimentação no distrito de Nova Casa Verde e outros R$ 3 milhões no Jardim Tropical. Esse modelo de parceria nos dá capacidade de entrega e melhora a vida da população”, frisa.
Educação: a transformação que prepara o futuro
O mesmo compromisso que aproxima o desenvolvimento das cidades também está transformando a Educação em Mato Grosso do Sul. O Estado vive um dos maiores avanços da sua história na educação pública, com investimento de R$ 1 bilhão que já garantiu a modernização de 80% da Rede Estadual de Ensino. O ritmo das entregas é acelerado: 163 obras desde 2023, o equivalente a uma escola reformada a cada seis dias, com acessibilidade e estrutura adequada para o aprendizado.
Com 62% da rede em tempo integral e 45% dos estudantes do Ensino Médio no ensino profissional, o Estado fortalece a aprendizagem e amplia oportunidades. A política educacional também coloca o MS entre os melhores do país, com 2º maior crescimento em alfabetização, impulsionado pelo MS Alfabetiza, desenvolvido com os 79 municípios.
A tecnologia passou a fazer parte do cotidiano escolar com laboratórios, robótica e lousas digitais, enquanto a segurança foi reforçada em 298 escolas com videomonitoramento e botão de emergência. Na alimentação escolar, o Estado garante 50 milhões de refeições por ano e, na valorização profissional, mantém o melhor salário do país para professores efetivos de 40 horas.
O impacto é percebido na prática. Em Nova Andradina, a reforma e ampliação da Escola Estadual Padre Anchieta, com mais de R$ 5 milhões em investimentos, transformou a rotina dos 190 alunos atendidos em tempo integral. O resultado se reflete no comportamento, no interesse e no desempenho dos estudantes. A diretora Ediana Milhorança resume a transformação.
“Tínhamos uma escola com história, mas sem o ambiente adequado. Agora, com quadra coberta, salas climatizadas e espaços renovados, os alunos se sentem acolhidos, valorizados e pertencentes. O clima escolar mudou: reduziram-se os conflitos, aumentou a participação e o engajamento. Quando o estudante percebe que o Estado investe nele, ele passa a acreditar mais em si mesmo — e isso faz toda a diferença no aprendizado”, conclui.
Com planejamento, inovação e valorização das pessoas, Mato Grosso do Sul constrói uma educação mais inclusiva, estruturada e preparada para o futuro.
Elaine Paes, Comunicação Segov
Foto de capa: Bruno Rezende/Secom/Arquivo
Galeria: Murilo Destefani – PMNA/Cogecom
A SED (Secretaria de Estado de Educação) tem investido de forma estratégica na qualidade do ensino e da aprendizagem, acompanhando as transformações do mundo digital e reconhecendo o papel das tecnologias na formação do cidadão sul-mato-grossense.
Entre as ações que marcam essa nova fase, destaca-se o Programa de Robótica Educacional, que vem sendo implantado em diversas escolas da Rede Estadual de Ensino. A iniciativa tem como objetivo estimular o pensamento computacional, a criatividade e a solução de problemas reais, promovendo uma aprendizagem significativa e colaborativa.
A robótica é uma ferramenta essencial para desenvolver as habilidades relacionadas ao pensamento científico, crítico e criativo, bem como à cultura digital, constantes na BNCC (Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e na BNCC Computação (2022). Por meio dela, os estudantes aprendem a programar, criar protótipos e compreender a aplicação prática da tecnologia em diferentes áreas do conhecimento.
As escolas contempladas receberam Laboratórios de Robótica Educacional em formato de kits, compostos por maletas com peças de encaixe, conectores, motores, pilhas, baterias e sensores. Esses materiais permitem a criação de artefatos programáveis, orientados pela intencionalidade pedagógica de cada professor, e transformando a sala de aula em um espaço de experimentação e descoberta.
Professora Rita e seus alunos
A PCPI (Professora Coordenadora de Práticas Inovadoras) Rita de Cássia Lanza, explica que o projeto de Robótica Educacional começou em 2022, quando a escola recebeu os kits enviados pelo Estado e passou por uma formação para utilização dos materiais. “Os kits são compostos por controladoras, placas Arduino, sensores de presença, toque e de linha, além de livros didáticos. Com eles, os estudantes constroem diferentes tipos de robôs e desenvolvem projetos que envolvem física, matemática e programação”, detalha.
Ela destaca que a robótica vai muito além da ideia tradicional de robô, pois integra conhecimentos de diversas áreas e estimula a criatividade, o raciocínio lógico e o trabalho em equipe. “Depois da implantação do projeto, observamos melhora no desempenho dos estudantes, principalmente em física, e um entusiasmo maior em aprender”, conta.
Segundo Rita, a escola agora prepara a inauguração de um espaço maker, que permitirá ampliar as atividades e realizar o primeiro campeonato interno de robótica, com a participação de jurados da OBR (Olimpíada Brasileira de Robótica).
O projeto também reflete o compromisso da SED com a Política Nacional de Educação Digital, instituída pela Lei Federal nº 14.533/2023, que garante a inserção da educação digital nos ambientes escolares. A iniciativa dialoga ainda com o Plano Estadual de Educação, especialmente com a meta 7, estratégia 7.15, que propõe o fortalecimento de práticas inovadoras e o uso de tecnologias na educação básica.
A estudante Caroline Lopes Alves da Silva, de 16 anos, conta que o interesse pela robótica surgiu de forma inesperada. “No começo, eu só acompanhava um colega nas aulas, mas acabei gostando. A robótica não estimula só o raciocínio, mas também a criatividade. Às vezes, começo a montar as peças e, de repente, surge uma ideia nova”, relata.
Ela explica que a experiência tem ajudado a compreender melhor outras disciplinas, especialmente física e matemática, que são aplicadas nas atividades práticas do laboratório. “Quando a professora usa a robótica como exemplo nas aulas de física, fica muito mais fácil entender. A gente reconhece na teoria o que vivencia nas montagens”, comenta.
Caroline também reflete sobre o impacto da tecnologia no cotidiano e nas futuras profissões. “Os robôs podem facilitar a vida das pessoas, principalmente de quem tem alguma deficiência. Isso mostra como a robótica pode ser usada para o bem”, afirma.
O estudante Willer Gomes dos Santos, de 17 anos, conta que o interesse pela robótica vem desde a infância. “Sempre gostei de montar e desmontar coisas, e quando cheguei à escola fui convidado por um colega para participar do projeto. Aceitei na hora, porque era algo que eu já tinha vontade de aprender”, relembra.
Ele explica que a rotina nas aulas envolve criatividade e trabalho em equipe. “Gosto principalmente da parte de montar os robôs. A gente pode criar os modelos que quiser usando as peças dos kits. Já construí um robô de limpeza e aprendi bastante sobre motores e montagem com a ajuda dos colegas”, destaca.
Para Willer, o mais interessante é ver o resultado das ideias ganhando forma. “É muito legal ver o robô funcionando depois de tanto esforço. A cada aula a gente aprende algo novo e percebe que tudo depende da nossa dedicação”, conclui o estudante.
O estudante João Augusto Rossato da Silva, de 16 anos, destaca que o que mais chama sua atenção na robótica é a possibilidade de aprender de forma prática e colaborativa. “A robótica é uma aula diferente, porque a gente aprende fazendo. Usamos equipamentos, programamos os robôs e trabalhamos em grupo, o que torna tudo mais divertido e desafiador”, conta.
Ele revela ter facilidade na área de programação, o que o motivou a se dedicar aos projetos do grupo. “Neste ano, construímos um robô seguidor de linha, que utiliza sensores de cor para identificar o caminho e se mover de forma autônoma. Foi o projeto que mais gostei, porque conseguimos aplicar o que aprendemos sobre lógica e tecnologia”, explica o estudante.
Mais do que uma ferramenta tecnológica, a Robótica Educacional é uma ponte entre teoria e prática, que desperta o protagonismo dos alunos e estimula o aprendizado por meio da curiosidade, da cooperação e da experimentação.
A SED segue, assim, consolidando uma educação conectada ao futuro, na qual os estudantes não apenas consomem tecnologia, mas aprendem a criá-la e transformá-la em soluções reais para o mundo ao seu redor.
Jackeline Oliveira, Comunicação SED Fotos: Ricardo Agra/SED