set 21, 2017 | Internacional

Homem que estuprou e matou menina é morto ao vivo na TV
Pena de morte é ainda comum em vários países, mas o que aconteceu no Iêmen é um castigo maior ainda. Aconteceu em um caso de estupro e homicídio, e a Justiça teve mão pesada. Muhammad al-Maghrabi, de 41 anos, foi condenado à pena de morte em um espaço público. Sua morte passou ainda em vários canais da TV do Iêmen, possivelmente como exemplo, para que um crime grave [VIDEO]como esse não se repita.
Entre os países mais civilizados, a pena de morte deixa muitas dúvidas, uma vez que nem sempre o condenado assume seu crime e, por isso, são várias as ocasiões em que não existe certeza total na condenação. Nesses casos, a morte é uma pena que pode sair muito dura, pois existe a chance da pessoa estar inocente.
Infelizmente, nem todos os casos são devidamente julgados e a história nos relembra vários casos de inocentes que morreram, de forma injusta.
No entanto, em países como o Iêmen, existe ainda a pena de morte, como em alguns estados americanos, por exemplo, e até a forma de morte é variável dependendo do crime.
No caso de Muhammad al-Maghrabi, ele foi acusado de ter estuprado e matado uma menina de três anos, que ele mesmo havia roubado da frente de sua casa. Ele era vizinho dos pais da menina [VIDEO], e em um final de tarde, ele raptou a menina, que estava brincando na rua. Mais tarde, o corpo da criança foi encontrado e tudo apontou para Muhammad como culpado. Local do crime, vestígios no corpo da menina e ainda o comportamento desse homem fizeram com que a justiça considerasse que foi mesmo ele quem cometeu esse crime.
Infelizmente, nem todos os casos são devidamente julgados e a história nos relembra vários casos de inocentes que morreram, de forma injusta.
No entanto, em países como o Iêmen, existe ainda a pena de morte, como em alguns estados americanos, por exemplo, e até a forma de morte é variável dependendo do crime.
No caso de Muhammad al-Maghrabi, ele foi acusado de ter estuprado e matado uma menina de três anos, que ele mesmo havia roubado da frente de sua casa. Ele era vizinho dos pais da menina [VIDEO], e em um final de tarde, ele raptou a menina, que estava brincando na rua. Mais tarde, o corpo da criança foi encontrado e tudo apontou para Muhammad como culpado. Local do crime, vestígios no corpo da menina e ainda o comportamento desse homem fizeram com que a justiça considerasse que foi mesmo ele quem cometeu esse crime.
ago 18, 2017 | Internacional

Radialista sobrevive a esfaqueamento no México
Um jornalista mexicano de uma rádio no estado de Puebla está se recuperando após um ataque contra sua vida.
No dia 15 de agosto, Fredy Morales Salas foi esfaqueado quinze vezes e sua garganta foi cortada por homens que invadiram sua casa em Venustiano Carranza, na Serra Norte de Puebla, perto do estado de Veracruz.
Morales Salas é repórter do programa de rádio Enlace Serrano e inspetor da comunidade de Ajengibre em Venustiano Carranza, de acordo com La Jornada de Oriente. Sua casa também funciona como seu escritório e redação.
De acordo com Diario Cambio, Morales Salas reportou em seu programa sobre o roubo de combustível na região, mas parou por causa dos riscos.
No entanto, La Jornada disse que seus familiares negaram que ele abordasse temas relacionados ao roubo de combustíveis fósseis. Eles disseram que o ataque pode estar relacionado a reportagens sobre autoridades municipais da região.
Diario Cambio informou na manhã do dia 16 de agosto que Morales Salas estava em condição estável.
O Procurador do Estado abriu uma investigação sobre o caso e solicitou à Secretaria de Segurança Pública estatal que implemente medidas de proteção para Morales Salas e lhe garanta o acompanhamento de agentes de segurança, de acordo com a Secretaria-Geral de Governo em Puebla (SGG).
O Secretário Geral do Governo, Diódoro Carrasco Altamirano, confirmou que um protocolo de proteção foi ativado, de acordo com Diario Cambio. A publicação acrescentou que o SGG ativou o protocolo de coordenação entre o Estado e a Federação para a Proteção de Defensores de Direitos Humanos e Jornalistas.
A recém-criada Comissão para Proteção de Defensores de Direitos Humanos e Jornalistas em Puebla postou no Twitter que estava em contato com Morales.
Claudia Martínez, presidente do Coletivo Nacional de Alerta Antecipado para Jornalistas e Defensores dos Direitos Humanos, pediu ao mecanismo de proteção nacional para jornalistas que levem Morales Salas do local, de acordo com La Jornada. Ela criticou o tempo que a comissão estadual supostamente levou para reagir ao ataque, acrescentou a publicação.
“O famoso acordo que eles [as autoridades federais] já têm com o governo estadual para proteger os jornalistas é até agora inoperante”, disse Martínez. “Eu acho que é importante dizer em que termos o governo estadual operará para proteger os jornalistas, uma vez que não há número de telefone de emergência se outros jornalistas forem vitimados e, até agora, continuamos indo às entidades federais, o que é imperdoável”.
Entre oito e nove jornalistas morreram no México este ano em circunstâncias que poderiam estar relacionadas ao seu trabalho, e os jornalistas continuam a ser alvo de ameaças de morte e violência.
O jornal El Universal informou no dia 16 de agosto que um dos seus colunistas, Héctor de Mauleón, recebeu repetidamente ameaças de morte, sendo a mais recente um vídeo no Twitter que mostra alguém disparando seis vezes em um retrato do jornalista, acompanhado por estas palavras: “Sr. Héctor, a sentença está prestes a ser cumprida, a morte chegou”, de acordo com a publicação.
Após o assassinato do conhecido jornalista Javier Valdez, em maio, em Sinaloa, centenas de jornalistas no país começaram a se organizar como parte da iniciativa #AgendaDePeriodistas. O grupo está trabalhando para criar uma organização nacional para tratar dos interesses dos jornalistas, principalmente a proteção contra a violência.
Fonte: Knight Center
ago 12, 2017 | Internacional

13% da população mundial paga por notícias online
Uma pesquisa realizada pelo Reuters Institute apontou que 13% dos 70 mil entrevistados afirmaram pagar por noticias online em 2016. O Digital News Report 2017 ouviu consumidores de 36 países dos cinco continentes.
No Brasil, o estudo estima que 68% da população tenha acesso à internet, mas o número é inflado pela penetração da web em centros urbanos e onde há maior poder aquisitivo. O número de 22% de brasileiros que pagam por conteúdo jornalístico online permaneceu o mesmo da pesquisa de 2015. Uma novidade é que agora o acesso de notícias por meio de smartphones é maior do que por desktops. O investimento em publicidade na internet cresceu 26% no país e 115% em comerciais veiculados em vídeos – a baixa adesão a ad-blockers (17%) facilita a estratégia.
A adoção de paywall por parte de veículos de comunicação pode explicar a diminuição do compartilhamento de notícias noFacebook entre brasileiros. A rede social perdeu espaço para o WhatsApp nessa área, destacou o jornalismo da emissora Líder FM 104,9.
ago 3, 2017 | Internacional
O jornalista mexicano Luciano Rivera foi assassinado na madrugada de domingo (30), em Playas de Rosarito, Baixa Califórnia, noroeste do México, elevando para oito profissionais da comunicação executados no México desde o início do ano. Ele estava no La Antigua, bar conhecido no balneário, com algumas amigas, quando cinco homens entraram no estabelecimento. Um dos homens sacou uma pistola e atirou em seu rosto.
Segundo o jornal El País, embora as autoridades não tenham confirmado se há alguma relação com seu trabalho, com essa morte são quase dois repórteres assassinados por mês entre março a julho deste ano. O México é um dos lugares mais letais do mundo para exercer a profissão de jornalista.
“Descanse em paz, nosso companheiro Luciano Rivera, em nome dos que trabalhamos na CNR TV. Obrigado a todos os que enviaram mensagens e a quem tem falado por telefone com o canal”, dizia, na manhã da segunda-feira, um comunicado da emissora local CNR, onde o jornalista trabalhava, além de dirigir a revista Dictamen.
Na madrugada do crime, Rivera estava num conhecido bar de Rosarito, o La Antigua, numa das principais ruas do balneário. A subprocuradora regional Patricia Librada Ortega disse que, segundo as primeiras investigações, cinco homens chegaram ao local e mantiveram uma discussão com o repórter por causa de uma das amigas que o acompanhavam. “Não temos nenhum dado de que haja alguma relação com a atividade jornalística da vítima”, disse a subprocuradora.
Os agressores saíram em seguida, com o mesmo táxi no qual haviam chegado. Mais tarde, as autoridades prenderam o motorista e encontraram uma pistola, a suposta arma do crime, dentro do carro. Por enquanto, esse é o único detido pelo homicídio de Rivera. Em vídeo de uma câmera de vigilância do bar se observa os clientes saindo muito assustados do local.
Dos oito repórteres assassinados neste ano no país, nenhum vivia na capital. Cecilio Pineda, morto em março, morava num povoado do Estado de Guerrero; Ricardo Monluí, numa cidade pequena de Veracruz; Miroslava Breach, em Chihuahua; Maximinio Rodríguez, na Baixa Califórnia do Sul; Javier Valdez, em Sinaloa; e Jonathan Rodríguez em um povoado de Jalisco. O caso mais recente foi o de Salvador Adame, que dirigia um canal de televisão na Tierra Caliente de Michoacán, uma região com histórico de violência e relação com cartéis do narcotráfico e outras quadrilhas.
O assassinato de Javier Valdez, em maio, foi a gota d’água para a indignação nacional. A imagem de um dos jornalistas mais respeitados do México e Estados Unidos alvejado com 12 tiros, de joelhos e em plena luz do dia em Culiacán, fez com que o caso se tornasse um catalisador da reação governamental. A violência gerou tamanha reação – principalmente entre os profissionais da mídia – que obrigaram o presidente Enrique Peña Nieto a anunciar novas medidas para a proteção dos jornalistas.
As críticas surgiram em seguida quando os próprios colegas de Valdez recordaram que o Governo já administrava um mecanismo de proteção de jornalistas, mas comprovadamente ineficiente devido ao elevado índice de violência.
jul 25, 2017 | Internacional
O Facebook anunciou que, a partir de agora, páginas da rede social não poderão mais substituir informações originais dos links que compartilharem. Até então, era possível trocar dados como o título do texto, imagem e descrição das postagens originais.
A Folha de S.Paulo publicou que a nova regra não se aplicará a páginas que se identificam para a rede como uma publicação de mídia, que ainda poderão modificar o conteúdo da postagem na hora do compartilhamento. Em nota, porém, o Facebook afirma que os veículos que abusarem dessa funcionalidade, distorcendo o conteúdo, perderão o privilégio de continuar modificando os dados dos links.
A medida está dentre as tomadas no combate às ‘fake news’ (notícias falsas), tema cujo debate se ampliou após as eleições norte-americanas. Em maio, o Facebook já havia anunciado que usaria robôs para diminuir o impacto de manchetes exageradas, não fieis à realidade.
A mudança vem em um momento em que Google e Facebook buscam ampliar suas parcerias com jornais, após serem acusados, nos EUA, de formarem “um duopólio que está absorvendo toda a receita publicitária”.
Relatório publicado em junho pelo Instituto Reuters, da Universidade de Oxford (Reino Unido), diz que os usuários de redes sociais sentem que a combinação de “falta de regras e algoritmos virais” estimula a baixa qualidade e a propagação de notícias falsas.
jul 3, 2017 | Internacional
Quando o assunto é segurança digital para jornalistas, a quantidade de termos técnicos e siglas pode assustar. Mas ferramentas para garantir a privacidade online podem ser cruciais para a proteção de fontes. Segundo o Blog Jornalismo nas Américas, para promover este conhecimento, foi lançado o site Privacidade para Jornalistas.
No site, uma análise de ameaças ajuda a entender quais são as melhores alternativas para combater a vigilância, o hacking e a coleta e retenção de dados dos mais variados adversários, de governos a bisbilhoteiros casuais, passando por corporações e criminosos. A iniciativa é baseada no australiano Privacy for Journalists, projeto da organização sem fins lucrativos CryptoAustralia.
Desde que o jornalista brasileiro Raphael Hernandes lançou a plataforma, no dia 6 de março de 2017, ele tem sido procurado por colegas na redação que precisam de dicas sobre como se proteger em suas apurações. Hernandes é repórter de audiência e dados na Folha de S. Paulo, onde ofereceu um pequeno workshop sobre o assunto. Segundo ele, a questão de privacidade tem despertado interesse entre os colegas.
“Dá pra ver que quem acessa [o site] é interessado. Fica bastante tempo nas páginas e vê várias páginas por visita (média de 6), o que mostra interesse no conteúdo. Tem muita coisa para as quais não nos atentamos no dia a dia, o quão expostos estamos”, disse Hernandes ao Centro Knight.
O site que inspirou Hernandes surgiu da iniciativa pessoal do especialista em segurança da informação Gabor Szathmari, presidente da CryptoAustralia. Ele trabalhou com a Walkley Foundation na CryptoPartySydney, evento para ensinar regras de segurança digital para jornalistas.
“Pensei que, já que teria que desenvolver materiais para o workshop, por que não publicá-los para o benefício de toda a comunidade de jornalistas na Austrália e no mundo? Pesquisei por aí, e mesmo que eu tenha encontrado alguns materiais valiosos online, não achei nenhum tutorial sobre privacidade ou segurança que falasse especificamente da Austrália”, disse Szathmari ao Centro Knight.
A preocupação com a segurança digital não é exclusiva do Brasil. Várias organizações de jornalismo ao redor do mundo têm seções dedicadas à segurança digital. Outras organizações dedicadas à segurança digital, como a Electronic Frontier Foundation, oferecem dicas específicas e guias para jornalistas e suas fontes.
Raphael Hernandes explicou que é importante entender qual proteção usar em cada caso.
“O sigilo das nossas fontes é uma das coisas mais importantes que temos. Se é uma pessoa com que falamos todo dia, não há necessidade de escondê-la, mas talvez a fonte esteja mandando algo sensível e seja importante encriptografar. Não devemos viver em uma paranoia, mas pensar nas nossas fontes e no que elas precisam. É tratar resfriado com remédio de resfriado, não com bala de canhão”, disse.
Segundo Hernandes, a discussão é especialmente relevante no Brasil. No Marco Civil da Internet do país, está prevista a coleta e retenção por um ano de dados de navegação pelos provedores. Até então, é necessária ordem judicial para acessar esses metadados, mas um projeto de lei em tramitação na Câmara dos Deputados quer retirar este requisito.
Para Hernandes, este cenário deixa uma situação em que jornalistas e indivíduos devem deixar o mínimo de rastros possíveis – o que ele garante que não é uma tarefa difícil.
“De fato, tem coisas que são mais avançadas, como por exemplo configurar o GlobaLeaks(ferramenta segura de troca de arquivos e mensagens). Mas estamos aqui para ajudar. E, tirando isso, a maioria são ferramentas que podemos usar em casa quando quiser. Pode parecer difícil no começo, mas mais porque tem palavras que não usamos todo dia, como back door (softwares que permitem o acesso remoto ao computador)”, disse.
De acordo com Szathmari, as medidas de segurança mais básicas incluem substituir programas de mensagem como o Messenger e o Skype por plataformas encriptografadas, como Sinal e Wire. Em casos mais sigilosos, outras medidas são necessárias. “Deixe seu smartphone em casa se você vai se encontrar com a fonte – ele é uma máquina espiã. Sugiro evitar o computador em geral e tirar a poeira do bom e velho bloquinho caso sejam anotações muito sigilosas”, recomendou.
A preocupação com a segurança digital não é exclusiva do Brasil ou da Austrália. Várias organizações de jornalismo ao redor do mundo, como o Comitê para Proteção de Jornalistas (CPJ), têm seções dedicadas ao assunto. Outras organizações dedicadas à segurança digital, como a Electronic Frontier Foundation, oferecem dicas específicas e guias para jornalistas e suas fontes.
Veja algumas ferramentas básicas de proteção, segundo Raphael Hernandes:
Criptografia de HD e de pen drives – A criptografia coloca uma senha em HDs e dispositivos USB, que protegem fontes e arquivos pessoais caso o equipamento seja perdido ou roubado.
Autenticação em duas etapas – Usada no acesso web de bancos, pode ser configurada em seu e-mail e redes sociais. O login é feito com algo que você sabe (sua senha) e algo que você possui (um código enviado a seu smartphone, por exemplo). Isso evita problemas mesmo se você tiver as senhas comprometidas.
Signal – Aplicativo disponível para smartphones de mensagens criptografadas. Se o celular for interceptado, ninguém consegue entender o que foi escrito por lá.
Sync.com – Sistema de armazenamento em nuvem gratuito. Ele utiliza o protocolo de conhecimento zero, ou seja, armazena as informações mas não sabe o que está sendo armazenado. Via de regra, os sites que usamos comumente analisam os arquivos e passam relatórios para as autoridades. O Sync é criptografado e mais seguro, de uso bem simples.
PGP – Sigla de Pretty Good Privacy (Privacidade Muito Boa). É uma forma de criptografar e-mails. Como uma espécie de baú, mas com duas chaves: uma para trancar e outra para destrancar. Você distribui a chave que tranca o baú, para que as pessoas te mandem arquivos e mensagens. Mas só você tem as chaves para destrancar o conteúdo.